segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
O PICO DO APAGÃO.
Todos
os dias, constantemente, das 18 h às 19 h, acontecem picos de energia em Ipirá.
Uma coisa inexplicável porque não era para acontecer. Inexplicável porque a
Coelba não dá a menor explicação sobre o que está ocorrendo. Explicação e solução,
nem uma coisa nem outra. Aliás, a Coelba não dá a menor satisfação ao povo de
Ipirá; não está nem aí; que Ipirá exploda.
Antes
que Ipirá exploda pelo descaso da Coelba não custa nada relembrar o tempo que
não havia esses picos de energia na nossa terra. Era o arraial do Camisão e a
escuridão noturna era ‘braba’; a noite era noite escura que não dava para vê a
ponta do nariz, mas a alegria era esfuziante quando a Praça da Igreja era
iluminada pela Lua para a fuzarca da criançada e o regozijo dos adultos.
Imagine: a praça banhada pela claridade do luar e pela sombra na beira das
casas perfiladas.
Esse
romantismo dos períodos de Lua cheia vai esvaindo-se porque o Camisão vai
ficando moderno. A iluminação a querosene é aplicada por um diligente cidadão que,
todos os dias, por volta das 18 h, acendia as luminárias, ou melhor, os fifós
que eram colocados nos postes de madeira. Imagine: o querosene era importado; o
cidadão vinha com uma vara com uma tocha acesa e acendia os fifós, uma hora
mais tarde, o mesmo cidadão vinha com uma vara com um cone na ponta e abafava a
chama, apagando-a. O Camisão era engolido pela escuridão. A Coelba é diligente
e prestimosa nos picos de energia das 18 h.
O
Camisão vira Ipirá, aí a coisa muda de configuração. Um motor à óleo é
instalado onde hoje é a seda da Liga e a luz em postes de ferro clareava as
ruas, até o sinal através de três picos de energia, de dez em dez minutos, por
volta das 10 h, para que as pessoas apressassem os passos para chegar em suas
casas, porque no terceiro a escuridão da noite engolia Ipirá. Imagine: Um motor
enorme à diesel, não sei se americano ou alemão, fazendo um barulho do cão e
dois homens trabalhadores dando luz à Ipirá, Alcides depois Justo. Tudo
cronometrado: ‘corre que a luz vai embora’ no terceiro pico, já era. Os picos
da Coelba a gente não sabe prá que desgraça serve.
Ipirá
encontra o progresso energético na década de 1970 e a energia de Paulo Afonso
ilumina Ipirá, dia e noite. De lá para cá, a Coelba já foi privatizada. Ipirá
contribui com uma grana gorda para os cofres da Neoenergia, dizem que é a maior
investidora do setor elétrico brasileiro, com investimentos acumulados de mais
de 24 bilhões de reais, mas, infelizmente, essa Coelba não tem o menor respeito
pelo povo ipiraense, pois não toma a menor providência para contornar e
eliminar uma situação vergonhosa para o município e vexaminosa para a
comunidade que tem que suportar diariamente esses picos de energia.
Atenção,
excelências que se acham autoridades em Ipirá, esse é mais um gargalo do nosso
município. Ipirá não tem condições de ser pólo de coisa alguma, pois não tem
uma matriz energética capaz de dá condições de se chegar a tal patamar. Ipirá é
uma potência defasada.
sexta-feira, 13 de março de 2015
IPIRÁ E O SONHO.
Falta
1 ano e 10 meses para terminar a gestão do atual prefeito de Ipirá, Ademildo
Almeida. O que Ipirá pode esperar?
Em
2016, o município vai ganhar um laticínio que será o maior do país. Com investimento
de quase R$ 10 bilhões, a projeção é que gere 7 mil empregos diretos. A Agri
Brasil, dona do empreendimento, pretende produzir na área um milhão de litros
de leite por dia, retirados de 200 mil vacas de alta produtividade, que serão
importadas dos Estados Unidos. Parte dessa produção vai ser exportada para a
China, mas também será vendida no mercado interno.
Os
sócios reuniram-se com o secretário de Agricultura, Paulo Câmara. O governo do
estado deve dar à empresa os incentivos fiscais do programa Desenvolve. Também se
comprometeu a ligar a BR-349 com o empreendimento.
Jaborandi
é um município do oeste baiano com menos de dez mil habitantes. Jaborandi
conseguiu desbancar concorrentes de peso, também interessados na empresa. (notícia
do jornal A Tarde 09/03/15).
É
isso que o ipiraense tem que compreender. Tem oito anos que Ipirá tenta botar
para funcionar um laticínio chinfrim no Ipirazinho e não consegue. E a
autoridade que não entende do riscado fica dizendo que Ipirá é pólo leiteiro, ‘nem
se fosse leite de sapo’.
Para
simples comparação: o maior investimento de Ipirá é de 42 milhões de reais, o
esgotamento sanitário. O empreendimento de Jaborandi totaliza 10 bilhões de
reais. O projeto da ponte Salvador/Itaparica está orçado em 7 bilhões de reais.
E Ipirá é um espetáculo!
Recado
do governo Rui é escrito com caneta de ouro: “a Bahia não tem como tomar empréstimos,
já que não receberia o aval da União por causa da situação nacional. Sendo
assim, só sairão as obras que estão em andamento.” Diante do alerta claro do governador Rui sobre
o período de aperto financeiro e até de possíveis futuras medidas mais duras do
que as já implantadas, ficará inviável conduzir prefeitos e vereadores do
interior ávidos por obras e serviços para audiências com secretários do estado.
No mínimo sairão de lá de mãos abanando. (notícia do jornal Tribuna da Bahia
05/03/15)
Imagine
o prefeito Ademildo ávido por obras abanando e assoprando brasa molhada para
fazer fogo! O que Ipirá tem pela frente? Qual é a posição de Ipirá na agenda do
governo do Estado? Nem o secretário e muito menos o governador lembraram de
Ipirá. É interessante perguntar às autoridades: Ipirá está na zona de progresso
ou na zona de assistencialismo? Essa é a resposta primordial. Fora da realidade
mais rigorosa sobra o rigor da tentativa de mistificação.
Uma
coisa transparece como uma grande lição para quem quiser aprender: não existe ‘salvador
da pátria’ para o município de Ipirá, essa foi a grande mentira que jacu e
macaco implantaram nesta terra.