sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PLANO DE CARREIRA PARA A MACACADA.

Uma pergunta simples ao prefeito Ademildo: V. Exa., acredita na matéria da Revista Veja do dia 24/09/2014? A matéria detona o deputado federal Afonso e o senador Pinheiro. V. Exa. acredita ou não? V. Exa. tem certeza absoluta que aconteceu; não acredita por hipótese alguma ou tem dúvidas cabeludas? Às vezes o mundo gira desse jeito.

Dona Dalva Sele selou o cavalo e capou o gato. Fugiu para a Europa e deixou um panavueiro na Bahia. Abriu a bico, disse o que quis dizer e que respingou para todo lado. Atuou no governo de Souto e no de Wagner.

Dona Dalva Sele é uma espécime corriqueira que chafurda na politicagem desta republiqueta brasileira. Fica no lacre da lata da corruptibilidade; depois, abre o lacre, excrementa-se e transforma-se numa mulher-bomba entupida de dinamite que detona o cash, para depois fugir como uma ratazana amedrontada. O mundo, também, é povoado por ratos e ratazanas e seus excrementos.

Dona Dalva é uma incógnita. Trapaceia ou fala a verdade? É uma embusteira ou tem provas convincentes? Os torpedeados têm que ter o direito à defesa? Quem acusa tem que apresentar as provas de uma forma inquestionável, clara, verdadeira e verídica? Não é assim, prefeito Ademildo? O denunciante não pode fugir como uma ratazana, nem se acobertar no anonimato de um facker mais covarde do que uma ratazana. Ademildo entende muito bem o que quero dizer com esse linguajar metafórico.

Ipirá tem espaços de sobra para ratos e ratazanas vorazes e famintos, tanto no jacu como no macaco. Tem denúncia de ladroagem que não é para ser investigada, apurada e nunca julgada. É apenas para enlamear, enquanto os ratos passeiam nos porões das contas correntes. As ratazanas sobrevivem na calúnia e escondem-se no anonimato. Estais entendendo, não é prefeito Ademildo? Hoje, V. Exa. virou uma vitrine do tamanho do mundo desejando ser do tamanho do universo. Mire-se na Revista Veja; donas Dalvas Seles fugiram para todos os lugares.

Uma pergunta bem simples ao prefeito Ademildo: Prefeito! V. Exa. deve achar que esse esquema viciado do macaco (a bola da vez) (o jacu aguarda a sua vez) não prejudica Ipirá e que um Plano de Carreira para os professores e profissionais da Educação sucumbe e acaba com o município de Ipirá. Prefeito! O esquema jacu-macaco engoliu Ipirá, ao ponto de nem Dalva Sele salvar esse quintal?

domingo, 21 de setembro de 2014

ENTRE A GREVE E A LIDERANÇA.


Outdoor parabenizando o líder. Isso enche a cabeça de ego, ou melhor de egocentrismo. No tempo que pertencia a jacuzada, Diomário era um mero coadjuvante, dos melhores por sinal; quando Diomário chegou ao grupo dos macacos tornou-se prefeito e deu três chapuletadas na jacuzada.

Quando aconteciam eleições para deputado, o então prefeito Diomário colocava o seu vozeirão “VOTEM NOS NOSSOS CANDIDATOS” e conseguia votos, sempre deu uma votação expressiva a seus deputados. Isso é público, notório e reconhecido pelos governantes que estavam de plantão no Estado, seja do Demo ou petista. Que o diga Fábio Souto ou Afonso, os agraciados.

Nestas eleições 2014, o prefeito Ademildo colocou sua voz em carro de som anunciando o seu candidato a deputado federal Afonso, foi a parte que eu ouvi. Coisa de quem quer se projetar como líder, nem que seja de alguma coisa. Mas a coisa é muito mais interessante do que se possa imaginar. De boca a macacada está unida, na prática não.

Observe bem: tem três vereadores do grupo macaco com Fernando Torres; tem mais um vereador com Paulo Magalhães, significa um déficit de quatro vereadores. Tem um líder maior com F. Torres e outro grande líder (Diomário) com Afonso. Isto é divisão ou não? Isso aí justifica aquele argumento da própria macacada “Diomário junta dez, o prefeito Ademildo esparrama vinte.” Tem lideranças da macacada que levanta a bandeira de Paulo Souto, numa contradição imperdoável, porque reforça Marcelo Brandão, o maior adversário eleitoral da macacada.

É nesse panavueiro que o prefeito Ademildo está metido e vem com aquela voz mediana pedindo voto para seu deputado Afonso, quando no próprio grupo a coisa não anda essa maravilha toda nem, tampouco, tão unido como ele disse no comício, até porque, o seu discurso apresenta-se bastante contraditório, quando ataca candidatos que não trouxeram nem uma indicação para Ipirá e com esse argumento cai, também, na madeira os candidatos F. Torres e P. Magalhães e outros. Então é um argumento pueril, contraditório e desnecessário, porque quer excluir pelo argumento de autoridade, fechado e discriminatório. Ipirá precisa de outras representações, até mesmo, para ver se consegue trazer o que Afonso não conseguiu.

Mas, o prefeito Ademildo é assim mesmo, tem uma natureza meio egocêntrica, não gosta de ouvir o que não quer ouvir e pensa que se pode governar metendo pressão e ferro nos funcionários municipais. Estais equivocado, prefeito! Atualmente, o prefeito Ademildo é o maior fomentador da coisa mais atrasada de Ipirá, essa dicotomia perversa, estúpida e atrasada do jacu e macaco. Ipirá não vai prosperar enquanto não superar esse gargalo politiqueiro. Ipirá precisa de política. Não tem prefeitura que agüente bancar e pagar débito de campanha eleitoral da situação e da oposição quando ganha. Isso é um crime que se comete contra os munícipes.

Enquanto o prefeito Ademildo não deixar essa mania de querer ser líder, ele não se apruma. E a coisa é bem simples: Ademildo nunca vai ser líder da macacada, porque o grande líder é Antônio Colonnezi, mesmo em decadência. Ademildo nunca vai ser o líder da macacada junto aos governantes petistas do Estado, porque esse líder é Diomário, por reconhecimento prático e comprovado nas urnas. Ademildo pode ser o prefeito da macacada; lá isso pode, por circunstâncias questionáveis e mal explicadas. Ademildo não será o candidato da macacada; poderá ser um candidato da macacada, engolido.

Está faltando ao prefeito de Ipirá Ademildo engrenar uma política de alto nível. Chegou ao cargo sem um projeto de governo para esse complexo município. Quer porque quer motivar as pessoas pelo ponto do atraso (jacu e macaco). No dia-a-dia vem demonstrando a sua falta de preparo para administrar o município. Por causa de seu descaso com o funcionalismo da área de educação, a categoria dos professores e funcionários da educação entraram em greve por tempo indeterminado.

Ele acusa os professores de quebra de acordo, quando o Poder Municipal solicitou, por ofício, um prazo de trinta dias para analisar o Plano de Carreira. Venceu o prazo e nada. Por que não solicitou um prazo maior? É a perdição na buraqueira. Falta noção das coisas. Falta diálogo.

Que o prefeito tenha capacidade para reverter essa situação o mais rápido possível. Reverter democraticamente e não de forma truculenta, porque o prefeito tem que entender que a greve não tem esse caráter político-eleitoral que ele deseja transparecer, é fruto e conseqüência do descaso do Poder Municipal diante dos interesses dos trabalhadores. Espero que a falta de projeto não se junte com a falta de preparo e venha desaguar na falta de eficácia, porque a greve, é bom frisar, não tem esse sentido da politicagem que o gestor público quer passar. Agora, essa nota é política, se o prefeito entender assim, ele tirará algum proveito da mesma.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

É DE ROSCA. (04)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Não sei se vale a pena ver de novo
Capítulo: 04 (mês de setembro 2014) (um por mês)

NO PÁTIO DA PREFEITURA estavam, jogando conversa fora, dois grandes amigos inseparáveis, melhor dizendo, dois notáveis políticos do grupo do poder: o ex-prefeito Dió e o prefeito Déo que dizia:

- Vamos renovar a política dessa terra, tem bons nomes para prefeito; o de Ra... Ti... Di... O que você acha?

O prefeito Dió, esperto que nem gavião quando bota olho em ninhada de pinto, imaginou : “Mas menino, não é que esse prefeito Déo tá querendo apresentar boi de piranha, pra vê se ele tem vez!” Depois do pensamento não mediu as palavras:

- V. Exa. prefeito Déo, não é bandeirinha ainda e já quer ser juiz! O apito está aqui em minha mão, não esqueça disso.

- É assim que você fala com o prefeito?

- V. Exa. deve prestar bem atenção; quanta papa nós tivemos que passar na boca de Toinho para ele subir no carro de Costa e hoje ele já está Solto novamente. Esse grupo é problema!

- Você tem razão, ex-prefeito Dio! Vamos dar um giro aqui pelas dependências da prefeitura para eu verificar como ficou o sistema de câmeras que eu mandei colocar na cantina. Essa cantina vai quebrar a prefeitura.

- Como assim, prefeito Déo?

- A despesa é demais, mas vamos lá para provar a nova culinária da prefeitura. Se eu não ficar de olho a coisa desanda!

Entraram na cantina e enquanto o prefeito Déo examinava embaixo das mesas, cadeiras, pelos cantos, fazendo uma vistoria minuciosa, o ex-prefeito Dió avançava em direção à funcionária e cochichou-lhe ao pé do ouvido o maior segredo do mundo:

- Oh, minha querida! Tem um cuscuzinho daqueles que só você sabe fazer? Você não sabe como eu sinto falta daquela delícia.

- Deixa cum nóis, ex-prefeito Dió! Deixa esse home saí que o cuscuz fica pronto numa zora, quentinho e derretendo na manteiga, dizendo assim: me coma! – disse a funcionária.

Neste exato momento, o prefeito Déo chamou o ex-prefeito Dió e disse-lhe:

- Ex-prefeito Dio, venha cá! Você vai provar desse ‘manjar dos deuses’, não vou lhe dizer o que é.

Na frigideira estava um palmo recheado de carne, com aquela aparência de vermelho bronzeado, que enchia os olhos e pipocava a boca de desejo. O ex-prefeito Dió deu aquele trato e lambia os lábios:

- Simplesmente divino, parece filhote de avestruz com caldo de polenta francês.

O prefeito Déo chamou a funcionária e mandou trazer o outro prato que estava pronto e se apresentava como um monumento suntuoso. Era um pedaço de carne, parecido com peito de galinha, assado na brasa e escorrendo uma suculenta massa de tomate, que lambuzava feito manteiga derretida. O ex-prefeito Dió deliciou-se com a iguaria:

- Que lembrança majestosa! Parece aqueles galináceos com mostarda dijon servidos nos castelos de Vincennes, à beira do lago d’Idro Azur Camping Rio Vantone! Maravilhoso.

- Traga aquele outro prato – ordenou o prefeito Déo à funcionária.

Chegou aquele bife maciço e mole, derretendo na boca e descendo para o estômago como quiabo com gosto de queijo, de forma suculenta e gelatinosa, parecendo coisa feita no azul celeste do céu e o ex-prefeito Dió estava maravilhado e extasiado.

- Que coisa deliciosa! Isso me sugere aquelas perdizes crocantes na beira do Sena, observando as ondulações das águas levantando os barcos na sua perene tranqüilidade. Magnífico!

- Pode trazer o último prato, funcionária! – ordenou o prefeito Déo.

Apareceu um pernil, delgado e esbelto, coberto por uma camada de tutano que deixava qualquer terráqueo com água na boca. O ex-prefeito Dió caiu dentro. Não sobrou nada.

- Que sensação maravilhosa! Neste momento, deliciei-me com os cervos da floresta de Fontainebleau recheado de miúdos de codornas húngaras e salpicado com molho de chantelly importado. Sem comentários.

O prefeito Déo chamou o ex-prefeito Dió e levou-o para o seu gabinete e disse-lhe:

- O meu governo está fazendo coisa que nenhum prefeito fez nessa terra. Eu transformei essa terra na terra do couro; eu descobri a vocação do couro que tinha essa terra e ninguém nunca viu; foi eu quem transformei essa terra em pólo coureiro internacional.

O ex-prefeito Dió tomou aquele susto, mas continuou ouvindo o discurso do prefeito Déo, ao tempo que olhava e observava aquela quantidade enorme de couro espichado pelas paredes do gabinete.

- Você está vendo esse couro do primeiro prato (couro de gia) vai ser exportado para o mercado americano; esse couro aqui (de largaticha) do segundo prato é melhor do que couro de jacaré, vai para o Japão; esse couro (de sapo cururu) do terceiro prato já tem pedido de uma tonelada para a China.

- O que V. Exa., prefeito Déo, quer dizer com isso? – perguntou o prefeito Dió que sentiu o pé da barriga estremecer de dor.

- Mais ou menos isso. Eu vou resgatar o tanque Velho, o de Santana e o tanque de Beber para o criatório do futuro dessa terra: sapo, rã, giote, caçote, jia, lagartixa, tilápia, tudo isso para produzir couro. Essa terra vai ser o maior pólo de couro que nunca se viu neste mundo.

- Aquele último prato foi o que? – Indagou o ex-prefeito Dió.

- Aquilo foi burrego.

- Burrego! Burrego que é filho de ovelha, que é amasiada com carneiro, que é morto em matadouro! Ui, ui, ui. Essa desgraça de matadouro só fez infernizar minha vida.

Suspense: Depois de comer tanta carne para produzir essa quantidade de couro o ex-prefeito Dió está em São Paulo fazendo tratamento de saúde. Aguardamos o pronto restabelecimento do Digníssimo para que essa novelinha possa prosseguir com seus verdadeiros artistas. E agora, esse matadouro sai ou não sai?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

sábado, 13 de setembro de 2014

SETEMBRO INVERNADO, DERRAMANDO PETRODÓLARES.


Paulo Roberto Costa é ‘a boca’ da vez! Esse sujeito, com a família, movimentou 89 milhões de reais em suas contas. Essa cifra corresponde mais ou menos ao que Ipirá recebe em um ano. Paulo recebeu 36,92 milhões; seu genro, 42 milhões; sua filha 5,7 milhões e a outra filha 4,4 milhões. É dinheiro pulando que nem pipoca na conta de Paulo Costa & família. É dinheiro jorrando que nem petróleo da Petrobrás para a pilantropia que assola o país. Calcula-se em 10 bilhões de reais. Esta é a conta-corrente do pré-as(sal)to que devasta a Petrobrás.

Paulo R. Costa se fez. Sujeito esperto a serviço de um esquema de  espertalhões. Deram-lhe uma diretoria na Petrobrás e o manteúdo mostrou que é matreiro que nem raposa na espreita, passou o pau em 89 milhões. É loteria que não acaba mais! Meteram a mão e surrupiaram a Petrobrás. Nesta rapinagem o patrimônio público vai sendo dilapidado. É assim que essa cambada fica rica.

O jogo é de matreirice. A Justiça, em primeira instância, deu parecer favorável à manutenção do prefeito na ação movida pelo candidato derrotado Marcelo Brandão na tipificação de corrupção eleitoral no quesito compra de votos. Não houve provas cabíveis e convincentes para a comprovação do delito.

Se o jogo é de matreirice, o que menos importa é o resultado e Marcelo Brandão tem consciência do que lhe interessa de verdade. Pela Justiça seriam dois anos; pela eleição quatro. Evidente que a preferência é pela eleição. Por que a ação na Justiça? Para manter a esperança da jacuzada acesa e em ponto de ebulição num clima de injustiça latente, para quando chegar o momento exato acontecer a explosão do vulcão da indignação contida: “Não foi possível pela legalidade da via jurídica estabelecida, pois a Justiça além de morosa é falha. Vamos tomar pelo voto.”

Estamos diante da performance do que seria e é, um apelativo alucinante para não deixar cair a peteca de quem perdeu por 49 votos e está vendo a chave da prefeitura na mão. A negociação de voto caracteriza crime eleitoral. Em Ipirá, nem jacu, nem macaco compram voto. Nenhum dos dois utiliza-se dessa ilicitude para chegar ao poder municipal em Ipirá. Nenhum dos dois!

Sem petrodólares, a ilicitude e a imoralidade na prefeitura de Ipirá estão por conta dos precatórios. É aqui que os escândalos se manifestam de maneira explícita e transparente na forma do inverso do inverso. Precatórios são obrigações que a prefeitura tem o dever de pagar por ordem judicial.

Como aparece esse tal de precatório? A coisa começa quando o prefeito jacu ou macaco demite funcionários por perseguição (do contra) ou por ajuste no índice da folha do pessoal. Os funcionários, na defesa dos seus direitos e interesses, colocam um advogado e entram na Justiça e ganham a causa certo tempo depois. A prefeitura é obrigada a pagar todo o tempo, desde a demissão, que o funcionário não trabalhou. Observe que situação de extorsão esses prefeitos irresponsáveis colocam o município.

Não fica por aí. A coisa é mais cabeluda do que se pode imaginar. Não é que agora, o advogado que fez a defesa dos funcionários, por ser do grupo do poder municipal, resolveu cobrar os honorários advocatícios da questão e apresentou a conta à prefeitura de 800 mil reais. Deve ser por precatórios, porque de boca não tem sentido!

A prefeitura chia barbaridade, mas o advogado é bonzinho, ama Ipirá e por caridade deixa por 600 mil reais (perde 200 mil). A prefeitura chia, o advogado facilita e propõe que a prefeitura pague 50 mil reais mensais. É assim que essa turma fica rica. É a nova forma de socialismo, tirando do rico (Petrobrás / prefeitura) para dar a quem não tem.

Quero ver se essa negociata vai acontecer em Ipirá! Seria interessante que houvesse um plebiscito para o povo de Ipirá decidir se deve pagar ou não. Não é possível. Seria interessante que houvesse a CPI dos Precatórios. Não interessa a muita gente. Então vamos fazer o seguinte: a prefeitura tem um pátio, se plantarem bananeiras nessa área, a prefeitura de Ipirá vai ficar cheia de bananas, aí ... não dá certo! Faz o seguinte, planta maconha nessa área, paga a esse sujeito e resolve o problema.

sábado, 6 de setembro de 2014

FALTANDO MENOS DE UM MÊS.

A fábula do sapo pedindo para ser jogado no fogo e não na água cai bem para o prefeito Ademildo, que pede ao povo: “Ajude-me a transformar esta cidade. (Ajude-me) Ser parceiro do governador e do presidente, o que é algo extremamente importante.” (está escrito sem o ajude-me dos parêntesis)

Importante e imprescindível. O prefeito sabe que tendo continuidade o alinhamento, ele estará na ‘água benta’ pelos papas do petismo. O mesmo não acontecerá se o governo ficar com o Demo da Bahia, aí é o mesmo que ser jogado no fogo do inferno para ser torrado por dois anos.

O prefeito supervaloriza essa condição do alinhamento com as esferas de governo estadual e federal como ponto chave, imprescindível e relevante para a sua administração no município. Está atado a essa condição.

A cruzada é entre o fogo e a água. O prefeito deve estar sentindo a quentura do fogo inimigo arder nas têmporas. Em reunião com funcionários municipais com cargo de confiança partiu para enfiar o espeto no pessoal: “ou fica com os candidatos do governo ou perde o cargo.” Alguém fez o meio de campo e contemporizou.

O prefeito é um grande adepto da tática: “o líder junta dez, o prefeito esparrama vinte”. Desde quando chegou à prefeitura que o prefeito entrou no fogo. Não possui a legitimidade do voto, nem força política no grupo, muito menos respaldo dos caciques da macacada. Sem grupo é um estranho no ninho do grupo alheio. Tem legalidade, mas não a legitimidade. É muito difícil governar nestas condições. Não soube fazer o contraponto dessa situação.

No primeiro instante, não soube buscar uma solução parcial e provisória para contornar a situação para manter-se em fogo brando, muito pelo contrário, partiu para o enfrentamento com a jacuzada sem observar e medir o tamanho de seu flanco.

Não soube compartilhar a gestão com o seu partido, o PT local, ao não colocar esse partido como o vetor principal das decisões de sua administração. Tratou com desdém a pessoa que tem a maior formação política e é o principal pensador do PT em Ipirá, que tem dado grandes contribuições à luta pela emancipação dos trabalhadores na Bahia, que se chama Carlinhos Oliveira (de Bartolomeu). Prefere o menosprezo ao compartilhamento para sair de uma situação política necrosada.

Perdido nesse lamaçal que é o poder público em Ipirá. Nada vê e faz de conta que nada está acontecendo. Naufraga de cabeça abaixo nas ondas caudalosas da macacada. Não tem projeto para Ipirá. Atira ao acaso. Nunca, em Ipirá, apareceu um prefeito para gabar a própria administração como esse; é um grade imitador da coruja gabando o toco.

Afirma: “ Parque de Exposição, onde fizemos grande intervenção: construímos o hipódromo, estamos concluindo a pista de vaquejada e a de eventos;” Cita o hipódromo, uma coisa irrelevante para o desenvolvimento de Ipirá e nem fez a menor menção ao ato mais importante de sua gestão no Parque de Exposição, que foi a transferência da feira de animais do chiqueiro de Diomário para as instalações do parque e que, nas condições atuais, talvez seja a única coisa que verdadeiramente, se bem gerenciada, dê uma impulsão ao município de Ipirá.

O prefeito está nesse emaranhado macaco, perdido que nem sagüi-de-bigode ou sagüi-imperador na caatinga. Depois de outubro, se acontecer ficar torrado no fogo, é hora de chamar todo mundo para pegar na alça do caixão e carregar o defunto.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

AVENIDA ASSALTADA.

Sábado,   19h,   palanque armado na Avenida,  muita gente aglomerada, pessoas que vieram de vários lugares, com destaque para Pintadas, Baixa Grande e daqui de Ipirá. O maior comício eleitoral em Ipirá continua sendo o de Waldir Pires em 1986. Estava abarrotado de gente.

As coisas estão mudadas. Um Leão apresentava o bonitão e perguntava quem ia votar nele. Parecia um desfile de modelos. Pediram voto para o deputado Jurandy Oliveira, que não estava presente,   não podia subir no palanque,    mas apareceu no programa eleitoral de Paulo Souto. Não dá para o eleitor entender.

O candidato Rui deve pensar assim: “A coisa está boa prá mim que tem deputado do programa de Paulo Souto que apoia minha candidatura.” Por outro lado, Souto deve pensar assim: “A coisa está tão boa prá mim que tem deputado que apoia Rui Costa e pulou para o meu programa.” O eleitor deve indagar: “ Ele está lá ou cá?” Só vai ter certeza após a eleição.

O palavreado do discurso exalta a sinceridade, a vergonha e a honra da palavra. A prática confunde-se com uma grande lição de estelionato, de embromação e enrolação, de como faltar com a palavra e desatar-se da vergonha. A melhor maneira de tripudiar do eleitorado. Isso jamais seria os ensinamentos da mãe de qualquer candidato.

O prefeito Ademildo tem lá suas razões para pedir voto para o deputado Jurandy Oliveira independentemente da banda de lá ou da de cá. Quem dorme na moita é coelho, não se sabe quem estará na virada da esquina no mês de outubro.

A macacada foi assaltada na avenida. Assaltada no bom sentido, foi solapada no sentido apropriado. Triturada na avenida. Como assim? O grande líder do grupo é Antônio Colonnezi, que estava presente no palanque, não falou ou melhor, não deixaram ele falar, quem usou o microfone para falar em nome da macacada foi Diomário Gomes de Sá, sem procuração, mas com o consentimento do grande líder. E o que é que tem de errado nisso?

Nada de mais; simplesmente uma liderança que marca ponto e outra que se ofusca. Diomário tornou-se o líder representativo, de maior respaldo e consagrado junto ao governo petista do Estado. Esperto fez alusão aos números eleitorais de 2010, impossíveis de serem alcançados. Perante as autoridades petistas do Estado marcou presença e reconhecimento como o líder de maior prestígio em Ipirá. A omissão de Antônio significou o passaporte de liderança junto à esfera estadual.

A liderança de Antônio Colonnezi começou na década de 1990 e teve seu momento grandioso quando enfrentou o malvadeza ACM, que pisou em seu pé e disse: “Almir vai falar!”. Em ato de insubordinação e rebeldia, desceu do palanque, uma hora depois montou outro palanque e declarou voto ao candidato contrário. No dia seguinte, o TCM baixou em Ipirá, Antônio era prefeito, sem comentários voltou a apoiar o candidato do carlismo por baixo do pano.

Da renúncia de Verena à omissão no palanque apresenta-se a figura de um líder político em queda, que se acomoda a uma posição subalterna e secundária, que prefere usufruir das benesses da zona de conforto em que se encontra. O político Antônio Colonnezi pode ser vacilante, mas não é bobo. Ele sabe muito bem quanto custa em dinheiro, em chateação, em aborrecimento, em preocupação e aporrinhação ser líder de um grupo tipo macaco ou jacu em Ipirá, que tem que ser mantido e alimentado com dinheiro do bolso, favores e consulta de graça. Nem o Cão sendo proprietário da Casa da Moeda suporta.

Estamos vivendo um processo de diluição da liderança de Antônio Colonnezi no grupo da macacada. Dois estranhos no ninho macaco, o prefeito Ademildo e o ex-prefeito Diomário botam ‘olho grande’ e ‘passam a mão’ nesse espólio e agem como carcarás impiedosos comendo os filhotes de macacos no ninho e desta forma atropelando, negando, eliminando e surrupiando a liderança do líder Antônio.

Não é à-toa que o prefeito Ademildo, desnecessariamente, mandou o recado: “a jacuzada não vai nunca mais ver a prefeitura de Ipirá!” Mesmo sabendo que não é verdade, mas sabendo que as pessoas dos grupos jacu/macaco em Ipirá são manipuladas e movem-se pelo ódio para defender os interesses de uma minoria que controla a situação.  Ninguém é bobo. Ninguém! A não ser el pueblo de Ipirá, até quando quiser sê-lo.

Faltaram os pronunciamentos dos candidatos Luciano Soares e Neusa Cadore! Garanto que teriam um poder de convencimento bem mais eficaz e realista para a nossa gente.