No Campo do Gado, o logradouro que mais mudou de nome em Ipirá,
tinha uma família proletária, sendo o pai, seu Geraldo do Fomento, um homem
trabalhador e honesto, e um dos filhos, o caçula, o menino Maranhão, assim
chamado por causa de um jogador do Vasco da Gama, conhecido por Maranhão.
Maranhão era esperto e arisco. A malandragem da cidade armou
o bote na porta de sua casa. A noite se aproximava, a iluminação pública já estava
acesa, embora com uma claridade meio fosca. Em casa, Maranhão tomava café no
seu horário habitual e cotidiano. Dava para ouvir a gritaria: “porrada,
porrada, porrada!” Maranhão não pensou duas vezes, saltou da cadeira e escapuliu
para a rua.
A arruaça estava feita: “se você é homem larga o pau e
venha!” dizia um garotinho, enquanto o outro retrucava: “para dá um tapa num
merda como você, eu vou é na mão grande, apareça uma pessoa para segurar esse
pau!” Sem pensar duas vezes e querendo ver a bagaceira, Maranhão se oferecia;
colocava a mão, o pau escorregava e sua mão ficava melada, suja, escorrendo e
pingando bosta.
Em casa, Maranhão chorando e sua mãe ralhando: “tu tinha nada
a espreitar essa azucrinação da rua. Cuma é que tu deixa teu café prá
ispirulitar na rua. Tu toma juízo, menino! Agora tu lava tua mão com um litro
de criolina e isfrega bem isfregado prá não ficar nem furdunço, nem cheiro de
caganeira contaminando a casa toda ou tu vai toma uma surra daquelas.”
No mundo de hoje, quem vai atacar é o ‘piá de bosta’. Fez governador
no Paraná e cometeu crime eleitoral em Minas Gerais. O ex-governador Zema na
hora da votação sacou uma arma, proibida pela lei e Justiça Eleitoral para
todos eleitores brasileiros, colocou-a ao lado da urna, acionou-a, manipulou-a,
foi filmado e refilmado usando o celular na hora do voto, na cabine de votação,
na boca da urna, quebrando a lei e tudo isso porque ele não tinha conhecimento
da lei; um candidato a presidente! Cadê o ‘pau de bosta’?
Está armado na porta da prefeitura de Ipirá. O prefeito Tiago
Oliveira lá dentro. Por telefone, o governador parabenizou o prefeito, Lula
obteve 71,87% no município. Tudo bem! Embora tenha acontecido 10.823 abstenções
(22,47%).
Como o prefeito Tiago Oliveira vai aumentar para 72% a vantagem
de Lula? Analisando onde aconteceram os focos de abstenção. Depois, criando
meios para o eleitor que não votou no primeiro turno, vote no segundo e por
fim, com educação política, solicitando e rogando aos vereadores do seu grupo,
que não apoiaram Lula no primeiro turno, que o façam no segundo, desde quando,
o vereador do grupo do prefeito que não segue o prefeito numa empreitada dessa,
não merece o mesmo tratamento que será dado aos vereadores do mesmo grupo que
suaram a camisa na batalha pelo voto. Onde está o ‘piá de bosta?
No Rio de Janeiro. No debate, o Paes ficou calado, mudo,
surdo, negligenciando e negando a participação do candidato Garotinho. Não
respondia a menor pergunta do candidato. Nem boa noite deu, nem pegou na sua
mão. Uma humilhação.
Tudo bem! A Justiça negou Garotinho. O ministro do PL
garantiu Garotinho na urna, no dia da Eleição. A votação do candidato Paes
negou e falhou feio. Ficou em segundo lugar e querendo o segundo turno.
Garotinho teve mais de 3% dos votos, simplesmente garantia o segundo turno e
simplesmente, desistiu da ação no STE e Paes perdeu no primeiro turno. Uma
pergunta: o eleitor que votou em Garotinho pegou ou não pegou num ‘pau de bosta’?
O maior ‘pau de bosta’ do mundo é esse presidente dos Estados
Unidos, o Trump. Ele autorizou para novembro, o fuzilamento de um assassino em
série, por rede mundial de televisão para que o mundo veja, com todos os olhos,
as consequências do que acontece com quem pratica um ato desse. Na ideia dele, será
o maior espetáculo da face da terra, para crianças, idosos e toda humanidade
apreciarem. Enquanto isso não acontece ou depois que acontecer, a sociedade americana
está e permanecerá forjando milhares de ‘paus de bostas’, que cometerão
assassinatos em série dentro do seu quintal. Ruas e cidades norte-americanas que aguardem. É uma
questão de dias.
O maior ‘piá de bosta do Brasil’ é um sujeito chamado Vorcaro,
o maior gastador de dinheiro ‘dos outros’ que já apareceu nesse país. Armou seu
berreiro na frente do Supremo. Com uma gritaria infernal na porta: “dinheiro,
dinheiro, dinheiro!” O alvoroço tomou conta na mesa da Corte. A ambição não tem
freios, a bufunfa fala mais alto, até onde não devia. Sete dos onze saltaram
das poltronas luxuosas em que estavam e partiram em direção ao ‘amigão’.
Vorcaro tá doido para ser solto. São bilhões de reais esperando por ele lá
fora. O ‘pau de bosta’ veio para a porta do matadouro de Ipirá.
Um deputado chegou na porta do matadouro de Ipirá e lascou o verbo
contra o elefante branco estacionado há mais de trinta anos naquele lugar; um vereador
comeu a pilha. Não vá não vereador, não cai nesse esparro não, homem! Isso é
puro ‘pau de bosta’, você pode ficar com a mão atolada.
Esse matadouro de Ipirá é o maior ‘pau de bosta’ que existe
nessa terra. São trinta anos de feito, nunca foi inaugurado; já foi roubado
várias vezes, nunca teve um meliante preso; já foi gasto nele o dinheiro
público de construir dez matadouros desse tipo; isso é obra para lavar dinheiro
público, dinheiro público jogado fora; esse matadouro já deu dinheiro para
campanha de deputado; esse matadouro já serviu de desova de corpos humanos, mas
nunca aconteceu o abate de um boi em seu interior, nem mesmo uma galinha
caipira foi sacrificado nesse matadouro, para nossa máxima vergonha, nunca abateu
um bengo. Esse é o verdadeiro ‘pau de bosta’ do município de Ipirá.






