Já ouvi falar muito do diabo. A narrativa que mais mim
impressionou foi o tal “tem pata com o diabo”. Devia ser pacto com o diabo. Era
mais ou menos o seguinte: o sujeito, um fulano de tal, vendia a alma ao diabo
por uma panela de moeda de ouro, quando morria o diabo vinha fazer a cobrança.
Era mais ou menos isso.
Eu juro, com os dois pés juntos, que nunca acreditei na
existência do diabo. Esse elemento é fruto da imaginação, criatividade e
esquizofrenia da mente humana.
Confesso: essa semana, eu vi o diabo. Ele é branco;
anglo-saxão; extremamente rico; com um cabelo de sariguê ou gambá-de-orelha-branca,
quando passa o laquê fixador e fica com uma cor dourada e fumacenta de
mico-leão-de-cara-dourada; o distinto tem muita idade no costado, não é nenhum
menino. Perigoso se torna e perigoso fica quando fecha aqueles dois ‘zoim’ e
fala; treme presidente, imperador e ditador. É desrespeitoso no que diz e nas
atitudes que toma. A lei é ele! Não deixa de ser atrevido e desaforado. É impressionante,
como tem bajulador esse elemento! É arrogante, prepotente e petulante. Eu vi o
diabo, ele estava do lado de lá, na televisão, e eu do lado de cá.
O diabo é muito esperto, manhoso, trapaceiro e velhaco, a
ponto de querer ser dono do mundo. Botou olho grande em Di Maduro: “ai, se eu
te pego!” Disse que Di Maduro era narcotraficante. Di Maduro pode ser dançarino;
um maluco que conversa com passarinho; um ditador; um inconsequente que deixou
seu povo na miséria. Agora, narcotraficante! É invencionice do diabo, mas vamos
lá que seja.
Di Maduro botou uma boca de fumo na esquina de Bolero, final
da Avenida Urdaneta, em Caracas, 1012, distrito capital, Venezuela, no Palácio
de Miraflores. Esse é o endereço da boca de fumo mais promissora do planeta
Terra. Vendia cocaína pura, ‘da boa’, para o país que tem mais nariz cheirador
de pó branco, também conhecido por cocaína, no mundo.
O narcotraficante Di Maduro caiu numa arapuca e foi
sequestrado pelo diabo. Foi pego de cueca e a humanidade foi pega de calça
curta. Vai rolar um processo fajuto, numa peça teatral vulgar e ordinária, com
muito gracejo e situações ridículas. Di Maduro negando tudo: “senhor juiz! Eu
não sei se cocaína é parecida com açúcar ou sal”, o juiz na seriedade de
acusador: “qual a origem dos bilhões de dólares em sua conta bancária na Suíça?”
Conta bancária pode ser recheada com depósitos praticados pelo diabo. Quanto
embuste, quanta mentira ardilosa, quanto logro, nos próximos capítulos.
Podemos até indagar: para que um ditador quer conta bancária
na Suíça? O diabo tá lá se importando com democracia e com melhoria na vida do
povo!? O diabo foi direto ao assunto: “eu quero é o nosso petróleo que vocês
roubaram da gente. Nós vamos governar vocês. E quem não estiver do nosso lado
vai pagar caro e vai gemer no pau de galinheiro, porque nós temos o maior poderio
do mundo!”
Essa é a política imperialista de uma superpotência, que
divide o mundo em blocos de influência para beneficiar o capital financeiro
americano e internacional, neste caso, empresas petrolíferas e o setor financeiro
dos bancos, para espoliar, explorar, saquear e roubar as riquezas de outros
povos e nações.
Na semana do Natal, na cidade de Turilândia, no Maranhão, foi
derrubado um esquema de R$ 56 milhões em fraudes em licitações, propinas e
empresas de fachada que esvaziou os cofres públicos. O prefeito, vice-prefeito,
a primeira-dama, onze vereadores tá tudo no xilindró. Isso deve ter tido a
participação de Trump, no mínimo um pedido.
Será que Ipirá está na mira de Trump? Não tenha dúvida e por
dois motivos. Primeiro, o grande premio de um bilhão de dólares dos Estados
Unidos é pago integral em 26 anos. A prefeitura de Ipirá pega um bilhão de
reais integral em quatro anos. Como é que Trump não tá de olho nisso?
Segundo, em 1945, um avião de guerra americano caiu na serra
de Ipirá, motivado pela serração da madrugada, que o presidente Trump deve achar
que foi provocado por fumaça de fogueiras feitas pela população. Os americanos
levaram a carcaça e os motores do avião, mas não encontraram uma garrucha,
calibre 32, que ficou com o delegado Felix Mota, que na época, desfilava com a arma
na cintura, pelas ruas da cidade.
Você acha que Trump não sabe disso? Sem dúvida e, sabe muito mais,
sabe que: “eles roubaram nossas armas, eles estão armados até os dentes e neles
a gente tem que botá lascando!” Prefeito T.O. que se cuide, não durma numa única
casa, que a coisa não é brincadeira.
