Na década de 1950, quando aparecia o ronco de um avião nas
nuvens, em Ipirá, a Praça da Bandeira virava um formigueiro de gente, todas as
pessoas saíam das casas e ficavam olhando para o céu. O primeiro que avistasse,
anunciasse e mostrasse o pássaro metálico ficava no patamar da fama. Às vezes
dava confusão: “quem viu foi dona Fidelcina!” Havendo a contestação: “não foi
nada, quem viu primeiro foi Henrique de Zequinha guarda”. Confusão e bate-boca.
Hoje, o avião mais possante do mundo é o americano B-12, que
custa 2 bilhões de dólares e os EUA tem um estoque de 19 unidades. Seu preço é
salgadíssimo. Ele é tão caro que, aqui em Ipirá, não tem uma só pessoa que
possa comprá-lo. Aqui, para adquiri-lo, só escapa a prefeitura de Ipirá, que
tem uma receita de 1 bilhão de reais em quatro anos.
Mesmo assim, fazendo a conversão do dólar para o real, o B-12
custa 10 bilhões de reais; neste caso, a prefeitura de Ipirá com 1 bilhão de
reais por mandato de quatro anos, levará dez mandatos de quatro anos ou seja,
quarenta anos para alcançar 10 bilhões de reais. Pense na macacada levando
quarenta anos no poder municipal, com 10 bilhões de reais no bolso do brim!
O B-12 está fazendo um estrago enorme na base iraniana, na
guerra EUA e Israel contra o Irã. O B-12 é conduzido por dois pilotos e carrega
de 18 a 23 toneladas de bombas. Fica fora do alcance do poder inimigo e faz o
lançamento das bombas acertando o alvo. Já destruíram a aviação, a marinha e o
estoque dos armamentos balísticos do Irã. Um míssil teleguiado americano custa
30,9 milhões de dólares. O Irã não consegue deter um míssil; não consegue
derrubar um B-12 e os mísseis iranianos não conseguem chegar ao território de
Israel, são interceptados. O que fazer?
É difícil derrubar um B-12. Para você entender melhor, imagine
um B-12 invadindo o espaço aéreo de Ipirá! O bicho é tão ligeiro que não tem
uma só pessoa na Praça da Bandeira que consiga botar olhos nele. Se o B-12
jogasse uma bomba atômica, com a potência da que jogaram na cidade japonesa de Hiroshima,
no centro da Praça da Bandeira, num raio de 3 km não ficaria uma construção em
pé e não ficaria uma alma viva nesta área, só pelo deslocamento do ar. Como
derrubar um bicho desse antes do ataque?
Sem um sistema defensivo como o de Israel, o Domo de Ferro; nós,
ipiraenses, teríamos que apelar para a força de nossa gente. Se fosse na década
de 1950, nós deixaríamos a defesa da cidade com dona Dil, que não era uma
mulher da vida, mas era uma mulher de rua, que tinha por virtude jogar praga
nas pessoas. Em cada dez frases, doze eram sentenças de maldição, prá vê o casqueiro.
Não tinha pena, nem consideração, nem a quem lhe alimentava o corpo.
Em 1947, após a Segunda Guerra Mundial, dona Dil estava
dormindo na porta de uma loja de tecidos, passou um avião de guerra norte-americano
parecendo um trovão ensurdecedor, dona Dil acordou e praguejou: “deixas lá,
desgraça da miséria! Na curva de Feira tu vai cair nas profundas do inferno”
não deu outra. O avião bateu na serra de Ipirá, a perícia norte-americana levou
a fuselagem e o motor do avião, ao tempo que, constatou que a causa foi a forte
neblina na região. Para os ipiraenses foi a praga de dona Dil.
O presidente dos EUA, Donald Trump na sua arrogância e
insolência afirma que: “the Iran is laskechone!” Traduzindo, o Irã está
lascado. É verdade, o Irã está num mato sem cachorro, sem chance de atacar à
larga distância, utiliza-se de uma estratégia de atacar a estrutura petrolífera
na vizinhança, principalmente, fechando o estreito de Ormuz, com drones de 20
mil dólares, minas navais com um custo de 1.500 dólares e lanchas velozes movimentadas
por controle remoto.
Prolongar essa guerra será o estabelecimento da maior crise
do petróleo já vista no mundo, com o barril saindo de 60 dólares para mais de
100 dólares. Quando o diesel chegar a 10 paus, vai inviabilizar o transporte,
as mercadorias vão sumir e os derrotados serão o Irã e o mundo inteiro.
Trump é um psicopata. Observe quando ele fala que: “não tem
problema não, as empresas petrolíferas americanas vão ganhar muito dinheiro!” e
arremata: “a seleção de futebol do Irã terá a segurança dos Estados Unidos,
agora seria bom que os jogadores iranianos pensassem na própria segurança antes
de decidirem jogar a copa.” Entenda uma desgraça dessa! Se essa guerra se
prolongar até junho, a passagem de avião vai custar uma fortuna. Quando o
presidente Trump fala ele joga uma praga no mundo.
Antes de morrer, dona Dil jogou a sua última praga: “deixas
lá, desgraça! Esse Ipirá, nunca mais vai ter um prefeito que preste!” Aí,
aquela turminha de ‘meia dúzia de oito’ que mama na prefeitura como bezerro
pé-duro mama em tetas de vaca holandesa, abre o berreiro: “vai te lascar, dona
Dil! Ipirá tem o melhor prefeito de todos os tempos, o prefeito Tiago Oliveira”
Vamos ter que correr atrás para ver quem tem razão.
Propaganda do governo do Estado da Bahia: “o contorno de Feira, pai? Tá DUPLICADO;
a estrada BR-116, pai? Tá DUPLICADA; a Policlínica de Ipirá? Tá DIFICULTADA, tá
só no papel, pai!” O prefeito Tiago Oliveira está brocando, o homem bota prá
moer, um ano de mandato, nenhuma obra, só remendo. Isso não é praga.

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