Você tem lembrança do maior assalto no Brasil? Foi aquele
assalto que aconteceu num banco em Fortaleza, no Ceará, totalizando 160 MILHÕES
de reais.
Você sabe quem é o maior ladrão do Brasil? Pense bem! Se for
rico não pode ser chamado de ladrão, corrupto ou bandido.
Você sabe qual é o pau de galinheiro mais sujo do Brasil? Quem
encostar nesse sujeito fica cheio de pichilinga. Vou dar uma pista: um deputado
federal de Minas Gerais, o mais votado do Brasil, não conhece esse sujeito, mas
chama-o de ‘Dani’. Não é lindo? Não conhece, mas viajou no avião do ‘Pau de Galinheiro’
e recebeu uma grana de ajuda. Não é lindão? É assim! Esse deputado mineiro
disse que está se preparando para ser presidente do Brasil. Durma feliz com um
barulho desse.
Tudo começou na Bahia! Quando um tamborete virou banco e um
agiota virou banqueiro. De liso para bilionário foi num piscar dos olhos,
bastou um empurrão. Uma carteira de crédito para emprestar dinheiro aos
funcionários do Estado. Juros altos e desconto no contracheque. Garantia
absoluta e segurança total. Sem medo e sem calote. Da Bahia para o Rio de
Janeiro e para Brasília.
Se Vorcaro soltar a língua: ‘não ficará pedra sobre pedra’.
Será necessário refundar a República no Brasil. Esse sujeito não pode
comparecer nem num confessionário para contar os pecados ao padre. Mesa de bar
nem pensar. Esse sujeito tem que ser silêncio total e absoluto, trata-se de um
segredo de justiça trancado à sete chaves; este sujeito é um túmulo, sobre o
qual descansa duzentas toneladas de cimento concretado.
Delação de Vorcaro? Nem aqui, nem no inferno! Ele queria
fazer uma delação e devolver 40 bilhões de reais. Que devolva, sem delação, sem
conversa; este assunto é intratável, impublicável e com confidencialidade de
duzentos anos.
Na Bahia, engasgou as candidaturas da situação e oposição. Aqui
ninguém toca no banco Master nem no pensamento. Na Bahia não se faz política
dando bicuda na canela. “Êta, povo civilizado!”
Apareceu contratos de consultoria e repasses financeiros para
uns e apartamentos para outros. Sendo políticos sérios, sisudos e honestos negam
ter relação direta com o bilionário, assim sendo, afirmam que foi apenas um encontro
fortuito, resumido a um ‘aperto de mão’. Tá todo mundo limpo; é tudo legal e
privado. E o ‘pau de galinheiro’ não soltou pichilinga para ninguém.
Em Brasília o ‘pau de galinheiro’ nadou de braçada e fez
repasses milionários: financiou campanhas políticas, bancou o filme da família
Bolsonaro com valor previsto de negociação de 134 milhões de reais. Na cara de
pau, o presidenciável afirma que ‘não tem nada de recursos públicos, trata-se
de dinheiro privado’. É verdade, acreditemos que somos tolos! Não tem uma
pichilinga no banco do ‘pau de galinheiro’ que tenha feito ninho no dinheiro
público. O candidato à presidente fala e acredita no que fala e pensa que
acreditamos.
Não tem como um sujeito como Vorcaro não chegar na porta do
Céu. Não tem santo que não fique de joelho diante do bilionário ‘Pau de Galinheiro’.
Na Altíssima Corte o sujeito foi venerado, cortejado e bajulado. Contratou o
escritório da esposa de um graúdo por 130 milhões de reais/ano. O outro graúdo
ficou enciumado, mas manteve contato e se reuniu com o banqueiro numa fundação.
O que importa é faturar pichilinga, quem pega menos fica contrariado.
Aí o pau quebrou com a quebra do delicado copo de wisky
sigiloso detonando a crise que mostra a face oculta do Poder. É muita sujeira,
tá tudo mais sujo do que o pau de galinheiro.
Aí aparece o presidente dos Estados Unidos, Trump querendo
mudar o nome do Estreito de Hormuz para “Estreito de Trump”. Esse é outro ‘pau
de galinheiro’; o mais maluco do planeta. Um dia o estreito de Trump vai se
lascar; que seja o mais breve possível!
Em Ipirá, o líder Antônio Colonnezi não sabe se vai ou fica;
fora da foto, entrou na foto e ficou fora da foto. Foi na inauguração do
comitê? O ex-prefeito Dió disse que todas (repetindo) TODAS as lideranças
estavam lá. Se TODAS as lideranças estavam presentes, quem faltou não é nem a
sombra de um líder.
Com tanta lambança nessa terra, só e somente só, um sujeito
seria capaz de consertar isso aqui: o bilionário Vorcaro. Este ajeitaria a vida
da jacuzada e da macacada na medida em que soltasse uma tonelada de pichilinga
para macaco e jacu ficarem se coçando. Aí, jacu e macaco ficariam ‘di boa’, não
haveria necessidade de brigarem pela prefeitura.
Mas o bilionário ficou com medo da concorrência do único
bilionário que existe em nosso município: a Prefeitura Municipal de Ipirá (uma
receita de mais de um bilhão de reais em quatro anos de mandato). O bilionário
Vorcaro preferiu fazer vida em Brasília.
Quando Vorcaro era liso e se, por acaso, ele aportasse nestas
bandas, ele com sua esperteza aguda e um faro ativo por pichilinga,
naturalmente, ele iria cair de amores pela macacada e diria “sou macaco desde
pequenininho”.
Sendo um dos mais de 22 mil votos macacos no município com
direito a emprego na prefeitura; ele, esperto que nem o capeta, diria: “não
quero emprego nem de secretario na prefeitura de Ipirá, o que eu quero é
empresa!” Deixando bem claro que era um ninja que chegava com as castanhas
enquanto o resto da macacada ia buscar o caju.
O liso Vorcaro não é besta nem otário, sem capital para botar
empresa, ele pegaria o próprio dinheiro público da prefeitura para pagar aos
funcionários da sua empresa, que prestariam serviço à própria prefeitura.
É aí que entra a pichilingagem. Um contrato de 12 milhões de
reais por ano. Recebendo um milhão de reais por mês; pagando 500 mil reais
mensal aos seus colaboradores, restando uma sobra de 500 mil mensal,
totalizando 6 milhões de reais por ano. Nas contas do liso Vorcaro, ele ficaria
milionário em dois meses.
Mas apesar de ser eleitor da macacada, o liso Vorcaro seria
vítima de um ‘canto de carroceria’ do próprio grupo macaco. Ele pensava e
achava que a macacada beneficia todos os eleitores macacos. Oh, coitado! Esse
esquema é montado e feito para ‘meia dúzia de oito’.
Cuspiram o liso Vorcaro na licitação. Ganhou a empresa que
concorreu com ela mesma. O liso Vorcaro não era amigo do prefeito de plantão. O
liso Vorcaro foi para Salvador e conheceu novas amizades, o Netinho, o Galego e
disparou na sua arrancada gloriosa, tornando-se o maior ‘pau de galinheiro’ do
Brasil.
Como Ipirá se arrepende disso! Seria a terra com o maior criatório
de pichilinga do Brasil. Perdemos e perdemos feio.
