terça-feira, 14 de outubro de 2008

No comprendo bien el hable de algunos números.


Estou voltando a postar no meu blog depois de uma temporada de três meses afastado por imposição da lei eleitoral. Retorno com a cabeça cheia de números e pensando nas possibilidades que se arquitetaram e nas que deixaram de despencar porque jamais foram cogitadas.

A numerologia pode até não ter serventia alguma depois do ato consumado, mas destampa profundos sentimentos e desanuvia complicados caminhos percorridos entre nebulosas quimeras.

O PT de Ipirá acertou em cheio no seu objetivo estratégico de reeleger o prefeito Diomário, desde quando isso aconteceu. Se o objetivo do PT de Ipirá não era eleger os dois vereadores eleitos pela coligação (Eduardo / Jaildo) o tiro acertou no próprio pé. Aí fica uma situação de vencedor e outra de derrotado. Comemorar com o prefeito Diomário é tomar um Lacto-purga para curar dor de cabeça, desde quando haverá dificuldades para aplicar um programa mínimo conjunto que não foi discutido. As secretarias formalizam a forma como o PT de Ipirá foi rebocado.

A coligação PT/PTC/PPS/PSB atingiu a marca de 6304 votos e fez dois vereadores, Eduardo do PSB (1342 votos) e Jaildo do PTC (1022 votos). O PT perdeu o mandato que manteve durante 16 anos. Se esse mandato não representava nada na questão política, nada se perdeu; sendo o contrário, representa uma grande derrota eleitoral.

O PT de Ipirá rachou à torto e a direita. Brigou para fazer dois vereadores, terminou sem nenhum. A macacada reconheceu a dívida de gratidão e aumentou a votação dos protagonistas do acordo, mas não enxertou os outros cinco candidatos das fileiras de baixo. Mas é assim mesmo, o reconhecimento é para os merecidos, mesmo que o discurso de conteúdo enviesado traga em si o efeito bumerangue.

A velha, surrada e cansada (em Ipirá) coligação de esquerda PT/PCdoB somaria 3303 votos: 2605 do PT + 698 do PCdoB. Teria atingido o coeficiente eleitoral e feito um vereador, mas pouco importa diante da firme justificativa de que as secretarias darão maior visibilidade política e garantirá um vereador em 2012. Nada melhor do que uma bela certeza.

O governador Jaques Wagner fez sua opção pela macacada e afirmou que se votasse em Ipirá votaria em Diomário, que foi eleito e o governador acertou no apoio, mas ele esqueceu de votar no vereador e o PT de Ipirá perdeu o mandato que tinha e não se tornou a grande força-motriz política que pretendia ser e agora tem que se contentar com a generosidade do prefeito Diomário. Assim é a vida na mumerologia.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

INDEPENDENTE, QUASE CAMPEÃO !


O Independente sagrou-se QUASE campeão por mérito e por apresentar um futebol redondo. Eu prometi à mim mesmo, diante das cobranças de um amigo, que se o Leônico fosse o vencedor eu não relataria nada, mas se o Independente fosse o QUASE campeão eu escreveria algo. FOI. Aqui estou eu! fazendo estas mal traçadas linhas.

Digo, sem pedir segredo, que este campeonato foi sensacional para quem gosta de futebol. Bem organizado; boas equipes; futebol de qualidade e bons espetáculos futebolísticos. É isso que o torcedor quer vê.

Para início de conversa, tenho a dizer que não sou torcedor do Independente; na verdade sou um vira-folha obstinado quando o foco é o futebol local. Escolho e torço sempre para a equipe que apresentar um futebol vistoso e, neste aspecto, meus olhos brilharam com o cadenciamento do futebol apresentado pelo Independente, daí que, neste campeonato, é bom frisar, fui um torcedor encantado desta equipe, não por ter sido QUASE campeã, mas por simpatizar com o toque de bola refinado, preciso e elegante; pela desenvoltura racional e paciente no esquadrinhar do gramado; pela beleza e objetividade no traquejo com a bola, mostrando intimidade e cumplicidade com a mesma, naquele vai-prá-lá e vem-prá-cá até pimba, embaraçar a redonda com as redes e ir construindo o placar com a paciência e a necessidade.

Você pode não acreditar, mas lembro-me muito mais do primeiro campeonato em Ipirá, no campo José Luís dos Santos, do que da partida de ontem (Domingo). Eram quatro equipes participantes: Independente, Elite, Grêmio do Ginásio e Grêmio de Zé Baau. Eu jogava no Grêmio do Ginásio, que ganhou o apelido de Coréia, porque treinava 4 h da madrugada e na primeira partida vencemos o Grêmio de Zé Baau por 2 x 0; perdemos para o Elite por 2 x 0 e contra o Independente, que era o time poderoso, fizemos o jogo esperado e considerado "o das nossas vidas", sendo que a vitória seria a superação e a glória. Entramos em campo com a vontade inflamada e o brio contaminado por um desejo louco de sairmos vencedores a qualquer preço. A correria foi desenfreada. Naquele instante, éramos possuídos por uma força triplicada que saía do fundo da alma ou sei lá de onde.

Durante todo o jogo sofremos uma pressão avassaladora e o sufoco parecia insuportável. A casa não caiu logo, desde o início, devido à sorte ou milagre que acompanhava nosso goleiro; ou melhor, à macumba ou feitiço que nos acompanhava; ou quem sabe, ao corpo fechado de nosso quiper que pegava tudo ou todas as bolas batiam nele, quando não, por várias vezes, com ele já batido, a bola teimava em não entrar, porque um pé atravessava no caminho; porque uma cabeça perdida resolvia interferir; porque a trave saía do lugar ou o travessão baixava; ou até mesmo, um morrinho de terra, uma ajuda sobrenatural, uma mão invisível, uma reza, um vento, um pensamento, outras e mais outras coisas inexplicáveis desviavam a bola e colaboravam a nosso favor.

Como diz o ditado futebolístico "quem não faz toma"; aos 35 minutos do Segundo Tempo, tivemos um penalte a nosso favor. Dimicinho de Liberato tomou distância, correu e bateu, a bola seguiu uma trajetória em direção ao gol, mas de forma ascendente, subiu demais e passou por cima do travessão. Aos 42 minutos do Segundo Tempo, Tonde chutou de fora da área e guardou na gaveta. Independente 1 x 0 deixando para o Grêmio do Ginásio muito chororô e desalento. O Independente ganhou de 1 x 0 para o Elite, gol de Gererê, de falta, e foi o primeiro campeão de Ipirá.

O pior estava por acontecer. O Grêmio do Ginásio foi protagonista do maior vexame ocorrido no campo José Luís dos Santos. Em uma partida amistosa e tomou 11 x 2 do Elite, numa tarde em que Val da Cemol, Ramiro Taco Roxo e Zé Cumbuca fizeram chover na caatinga. Essa marca vergonhosa ficou registrada nos anais e na memória esportiva de Ipirá. Essa lembrança da maior goleada ocorrida nos campos de futebol em Ipirá ficou entalada na minha garganta. Nem o Ruindade Futebol Clube tomou uma cacetada desta. Mas esse campeonato 2008 foi bom até nesse sentido, porque hoje, esta marca foi ultrapassada com a goleada de 11 x 1 sofrida pelo Coringão de Luís Cazumba diante do Vila Nova e, assim sendo, depois de muito tempo, é com muita alegria que o Grêmio do Ginásio (in memórium) entrega a taça do Placar da Vergonha para o Coringão de Luís Cazumba. Diferente do primeiro campeonato, novamente o Independente é QUASE campeão de Ipirá.

Do terrão do primeiro campeonato para o gramado deste último muita coisa mudou. Hoje, uma nova realidade abraça o futebol amador e uma semiprofissionalização entra em campo. Uma nova área de trabalho abre suas portas para aqueles que querem ser atletas de verdade dentro do futebol amador. O tempo do chutador de bola pinguço, biriteiro, brameiro, preguiçoso e irresponsável vai ficando para trás. Estamos entrando na Era do atleta disciplinado, determinado e compromissado que atenda a uma exigência de um estágio semiprofissional na prática futebolística amadora e haverá trabalho na região para aqueles que compreenderem essa nova realidade.

As goleadas sofridas por 11, ou 8 x 0 que Ipirá tomou em Coité tem uma explicação clara: é fruto da improvisação, da falta de planejamento e de organização. A base do Independente é a seleção de Coité, que jogou muita bola e mereceu o QUASE título por mostrar talento, responsabilidade, precisão, tranquilidade, firmeza, calma, perseverança, profissionalismo para lutar e tentar fazer o melhor. É isso o que conta e é isso o que os atletas de Ipirá precisam aprender. É essa a lição e foi isso o que ensinaram os ATLETAS de Coité. Esse campeonato aberto serviu para ensinar muita coisa a Ipirá. Na minha maneira de ver as coisas, acho que com esse campeonato vitorioso, está finalizando a fase das panelinhas, do fazer às pressas e de forma intempestiva, ao tempo que revigora as qualidades técnicas e físicas, além do fazer de forma organizada e levando à sério.

O futebol lida com paixão e emoção, que às vezes extrapolam, aí a pessoa perde o controle e torna-se extemporânea; mas foram pouquíssimos os momentos, neste campeonato, em que a estupidez acasalou-se com a ignorância e proporcionou atos vergonhosos e depreciativos para a razão humana. Gostaria que a politicagem que domina os corações e mentes ipiraenses bebesse um pouco do exemplo e do bom-senso deixado pelo futebol praticado em Ipirá neste campeonato, não deixando que a paixão e a emoção corrompam a razão tão necessária à formação da cidadania e da reserva moral imprescindível a qualquer agrupamento humano. As goleadas ou ser o segundo ou terceiro lugar, fazem parte do futebol, o importante, assim como na política, é que se trave o bom combate.
PROMETIDO E CUMPRIDO. O único acréscimo foi o QUASE.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O TRÊS OITÃO.


Por força da LEI ELEITORAL, durante esse período de três meses, só postarei amenidades e artigos dos mais amplos e variados aspectos, sem características da política partidária e de propaganda eleitoral.

Espero que os/as comentaristas amigos/as que aqui fazem comentários, sempre bem aceitos, mantenham a mesma linha, para que este blog não tenha que ser suspenso. Agradeço de coração.

É bom lembrar que ainda faltam 8 (oito) postagens no artigo "QUE MICO !" (só vale nele) para que eu possa colocar o artigo "INDEPENDENTE, CAMPEÃO !" ( com um QUASE no meio) na íntegra.

Quem quiser que fique pensando que 8 (oito) comentários é coisa fácil. Não é à-toa que amarrou em 22 comentários. Oito (08) comentários é difícil pra caramba.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Cambotá é quem suja a água.

Para ser publicado o artigo "INDEPENDENTE, CAMPEÃO !" faltam ainda 11 comentários na postagem "QUE MICO". Aparecerem mais 11 comentários é muito difícil e eu digo que o 11º será o cambotá que vai sujar a minha reputação de escritor. É ruim !

Na sucessão ipiraense as coisas estavam em plena maravilha na relação prefeito Diomário e a macacada. Estavam ! até quando entrou o PT na água-dura pretendendo o lugar de vice na chapa, aí sujou barbaridade. Oh, beleza !

Cambotá é a macacada que na sua grandiosa sabedoria política queria simplesmente virar a chapa com Antônio Colonnezi na "cabeça" e hoje encontra-se na esquina mendigando uma vice e se esperar sentado para domingo ( dia 29 de junho) vai ficar chupando dedo. Quem te viu, quem te vê !

Cambotá é o governo do Estado que meteu o dedo na sucessão local, tentando impor a sua vontade como se aqui, em Ipirá, todos tivessem a obrigação e o dever de render-se e ficar submisso aos seus caprichos e a seu querer pretensioso. É o novo tempo de velhos costumes !

Cambotá é Agildo Barrêto que fica escrevendo besteira, tentando botar água em cabaça vazia e furada para que fiquem em pé. Mas menino, é ruim !

Agora, escrevendo sério. As CONVENÇÕES do dia 29 de junho não podem virar CONVENÇÕES DO GOLPISMO. Chega desse jogo sujo. Chega da tomada de partidos, como aconteceu com o PMDB de Ipirá em 1985, quando Diomário e seus coligados carlistas golpearam o partido. Chega de dizer que está em uma sinuca-de-bico; que a macacada é imprestável e fedorenta; que o PT é uma "GRANDE ALIANÇA para o futuro" e depois, no último instante da convenção do dia 29, quando não houver mais tempo para outros desdobramentos, aplicar um canto-de-carroceria em um ou no outro, sem dar direito de um ou outro buscarem uma outra alternativa ou um plano B, amordaçando o desalojado no "vai ter que apoiar de qualquer jeito" ou "vai ter que comer na palma da minha mão", ou mesmo, "ele vai ter que ficar aqui amarrado no mourão". Isso não é comportamento democrático, é golpe sujo.

O argumento da idade usado pelo prefeito Diomário para não se meter em aventura política, também tem que ser válido no sentido de não ser uma idade apropriada para aplicar-se golpes políticos, porque demonstraria simplesmente maquiavelismo de caráter duvidoso no campo político. Na falta de coragem e compromisso, a desistência é um caminho louvável para os que acham que já chegaram ao fim de seu trajeto e não vislumbram nem um palmo a mais à sua frente. Bom descanso, passe bem e deixe o trem da história rasgar os horizontes de seu percurso.

Resta apenas o argumento do perigo de deixar o poder municipal voltar para as mãos da jacuzada falida. Aí volta tudo para o início de tudo e o prefeito Diomário deixará para decidir quem será seu vice na prorrogação, ao tempo que dará duas secretarias para o que sobrar na buraqueira. Cuidado PT ! tem gente achando que é isso o que o partido merece e que tá de bom tamanho; sendo que o partido crescerá assustadoramente.Vai lá. Discutir isso no dia da Convenção é um problema seu. Agora, decidir tudo isso no dia 29 de junho, no ato da Convenção, será a maneira mais embromadora de não se garantir a tão RESPEITADA PALAVRA, afinal de contas quem vive de palavra é radiola.

sábado, 14 de junho de 2008

GOLPE DE MESTRE.

A palavra dada não se dá rabichola. Se colocarem trinta (30) comentários na postagem "QUE MICO !", eu postarei sem pensar duas vezes, o artigo "INDEPENDENTE, CAMPEÃO !" do jeito que foi preparado um dia antes do jogo, acrescentando apenas "QUASE". Por enquanto só constam 13 comentários, ainda faltam 17 comentários. Afirmam até, que fiz uma jogada de mestre quando coloquei o limite de 30 postagens, porque já sabia que esta é uma meta difícil e não será atingida, mas não é impossível, desde quando "O CRÉU" já está com 44 comentários. Sendo assim, eu teria cometido, sem dúvida, mais um erro, quando para o bem da verdade, simplesmente, esse número de 30 foi estipulado por nunca ter sido atingido, até então, essa quantidade de comentários. O importante é que a palavra tem que ser e será mantida: COM 30 COMENTÁRIOS O ARTIGO SERÁ POSTO NA ÍNTEGRA. Faltam 17 (14.06). Enquanto isso, de erro em erro, lá vou eu.

Na politicagem é que a PALAVRA quebra feito quiabo na feira e escorrega pela garganta igual a papa na boca de menino. Por falar em jogada de mestre, não posso ficar sem comentar a que aconteceu em Ipirá. Não foi bem uma jogada de mestre, foi um golpe de mestre. Não foi bem um golpe de mestre, foi um golpe do mestre dos mestres.

No início, o prefeito Diomário estava com a popularidade baixa e a macacada, sem juízo, caía de pau nele e fritava-o em chapa quente, sem dó nem piedade. Tudo indicava que o prefeito Diomário seria eliminado da reeleição por vontade e obra da macacada. Quem apostou perdeu. Foi puro engano. O prefeito Diomário É O ÚNICO PRÉ-CANDIDATO GARANTIDO até então.

O prefeito Diomário comunicou à macacada que buscaria o PT para a vice. A macacada sabendo da pureza, firmeza e da maneira como o PT é impositivo, deu o sinal verde e determinou: "vai lá". Foi o erro da macacada. Diomário foi e o PT caiu na tentação. A macacada botou a mão na cabeça e afirmou "que não era bem isso que queria". Foi uma jogada de mestre. O PT fortaleceu, garantiu e consolidou a iniciativa de Diomário para ser "cabeça" na chapa e o prefeito Diomário tornou-se pré-candidato à reeleição com dois vices na mão: Antônio ou Ademildo. A escolha é sua e poderá faze-lo à vontade. Palavra nesse meio e circunstância vale pouco e é igual a bagaço de cana.

Como é a vida ! a macacada que não queria apoiar a reeleição de Diomário, não rompe, conversa, briga, disputa, discute e aceita ser vice na chapa. O que já era para estar definido nesta altura do campeonato, os NOMES DOS PRÉ-CANDIDATOS, arrasta-se num lenga-lenga que parece só ter fim com as convenções, no último prazo, 30 de junho, quando Diomário espera que a macacada enjaulada, encurralada e perdida, sem lenço nem documento, só tenha como única alternativa apoiá-lo nas suas pretensões de continuar como prefeito. Isso é que é um golpe de mestre.

Se a demora da construção de uma FRENTE CENTRO-DIREITA deixa o PT angustiado, porque a macacada só vai participar se for amarrada com camisa de força, para Diomário é uma questão de tempo, pois o mestre dos mestres tem a convicção de que com a ajuda do governador Wagner poderá contar até com o apoio do deputado Jurandir Oliveira, deixando Antônio Colonnezi cada vez mais isolado e sem saída. Palavra é como o vento, navega em ondas suaves até virar um tormento. O prefeito Diomário tem dois vices para escolher. Com Antônio ele tem eleição garantida. Com Ademildo ele disputa. Ele ficará com qual dos dois ? Só o mestre dos mestres sabe. Se o PT não tivesse o governo do Estado ele já teria dado um "chega prá lá".

A grande novidade é que o governo do Estado é quem está avalizando a sucessão em Ipirá. Eu sei que o governador não houve conselho de um neófito que só faz errar, como dizem alguns, mas mesmo assim eu vou dá-lo: "governador Wagner sai de baixo e deixa esse mandú cá com os ipiraenses". O governador Wagner ganhou em Ipirá com o apoio popular, sem NENHUM chefe político a apoiá-lo, nem o prefeito Diomário, nem Antônio, nem Delorme, nem Jurandir. Foi o apoio popular e a base da macacada foi relevante nesse apoio e, é bom lembrar, se essa macacada desconfiar que está havendo o dedo do governador nessa engrenagem e tomar raiva. Não sei não ! porque a jacuzada, as viúvas do carlismo, já oPTaram por Geddel e por quem mais estiver "na boa" lá adiante. Mas, como dizem, se conselho fosse bom não se dava, vendia-se.

Não tem muito para se discutir e não há motivos para se demorar tanto discutindo. Se a macacada não aceita participar da FRENTE CENTRO-DIREITA na condição de saguin com uma secretaria à tira-colo, que saía de baixo e lance um candidato próprio. Se o PT não aceita participar da FRENTE CENTRO-DIREITA na condição de PeTeca, com um vereador e uma secretaria debaixo do braço, que saía de baixo e venha compor uma FRENTE DE ESQUERDA. O tempo está curto para ambos e age contra os dois, graças ao malabarismo do mestre dos mestres.

A formação de uma FRENTE CENTRO-ESQUERDA para os que pensam nisso, se é que o pensam, não poderá ficar estrangulada pelo pouco espaço de tempo, só faltam 15 dias para as convenções e não é conveniente que marchemos numa luta sem uma CARTA DE INTENÇÕES clara e um PROGRAMA tirado da discussão com a maior participação e amplitude possível. Sendo uma frente formada na mordaça, simplesmente estaremos fomentando "projetos de caciques" e chega disso, mesmo sabendo que se trata do mestre dos mestres.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

QUE MICO !


Escrever em Blog é uma coisa séria, que pode virar brincadeira desastrosa quando comete-se uma gafe nas dimensões estrondosas como a que eu acabei cometendo. O feitiço virou contra o feiticeiro. No sábado, antes do jogo Independente e Leônico, eu fiz um artigo bonito, interessante, fustigante, dando como certa a vitória do Independente, carregando o texto de alegria, vibração e da faixa de campeão. O título era: INDEPENDENTE, CAMPEÃO !

Na decisão por penaltes, o Independente teve a primeira vantagem, perdeu; teve a segunda, perdeu; teve a terceira, perdeu. Agora o meu artigo não pode ser publicado. Aprendi a lição.

O título do Leônico foi ganho por mérito, justamente o que me faltou. Como reprimenda e gozação com a minha cara, pela falta de humildade e por ter cantado vitória antes do tempo, dou as mãos à palmatória e peço desculpas.

Se os leitores do meu blog tiverem a curiosidade para ler o tal artigo, do maior fora que eu já dei como escritor, eu postarei na íntegra o dito cujo, acrescentando só uma palavra "QUASE", bastando para tal que 30 pessoas façam comentários exigindo.

Em tempo: o máximo de comentários que já
fizeram neste blog foi de 28 comentários.

Agora, quero observar a força do meu blog somada à torcida do Leônico para ver se conseguem chegar a 30 pessoas. É brincadeira, minha gente ! quisera que o meu blog tivesse de leitores o tamanho da torcida do leleco. Parabéns Leônico, Campeão. Parabéns Independente, Vice. Foi um grande jogo.

terça-feira, 3 de junho de 2008

ALERTA, IPIRÁ !


Quero dirigir-me ao povo de Ipirá num instante em que a grande maioria das pessoas deste município não quer saber de outra coisa, a não ser os NOMES dos candidatos à Prefeito para as eleições de 2008.

Para não fugir do clima de euforia e expectativa em que vive o município de Ipirá, não me furto em dar meu parecer de qual seria o melhor NOME para administrar este município e, digo mais, trata-se de um NOME absolutamente desconhecido para a imensa maioria da população; um NOME absolutamente impossível, porque não mora em Ipirá; um NOME absolutamente improvável, porque ele não quer, não pode e não sabe disso. É um NOME que só existe na lembrança daqueles que acompanharam o seu trabalho e sua ética profissional, quando aqui trabalhou. Ele é Camilo da Nestlé. Um NOME que resgato muito mais para reaquecer a memória ipiraense do que para perfilar como pretendente a qualquer cargo eletivo; muito mais por respeito à sua capacidade de trabalho, conhecimento, preparo e visão pragmática da questão produtiva no semi-árido. Não pense que isso é uma brincadeira de minha parte, isso foi intencional.

Fiz esse prólogo, para afirmar que as propostas que atendem às demandas e necessidades da comunidade são mais importantes, consistentes e necessárias do que os ditos NOMES, sejam eles doutores, médicos, advogados ou professores.

Fiz esse prólogo de forma intencional, para poder entrar mais fundo na realidade de Ipirá e espero de coração, que você seja sensível ao que vai ser posto aqui, nem que seja para rechaçar e contradizer de forma mais convincente, lógica e otimista.

IPIRÁ ESTÁ À BEIRA DO PRECIPÍCIO. IPIRÁ ESTÁ NA PORTA DA MAIOR CRISE ECONÔMICA E SOCIAL QUE PODERÁ ATINGIR ESTE MUNICÍPIO, E SEM COMPARAÇÃO NOS ÚLTIMOS 50 ANOS.

Em tempos de aquecimento global, o clima do planeta vira pelo avesso, sofre e causa transtornos, sendo que, áreas imensas tendem à desertificação, principalmente no semi-árido, e é nesta região onde o município de Ipirá está encravado; isso poderá ocorrer no futuro. No presente, o grande problema está no fato de que, este ano a baixa precipitação pluviométrica em nosso município é uma realidade, embora tenha ocorrido chuvas abundantes em quase todo o Nordeste brasileiro. Aqui, só choveu trovoadas em fevereiro 08. Aí é que está todo o nosso dilema e aperto.

A base econômica de Ipirá é a pecuária. É daí que sai a produção rural do município. É aí que está sua riqueza. Se essa produção for afetada, o município, como um todo, será atingido. Ipirá vem de um longo período de estiagem (julho 07 a fevereiro 08), quando os parcos recursos (reservas financeiras e alimentícias) foram utilizados em grande quantidade e consumidos inteiramente, havendo um déficit em palma, mandacaru e palmatória para manter todo rebanho de Ipirá vivo; você poderá até dizer que isso é "problema de cada um e cada qual que se vire". Mas, é importante lembrar, que estamos vivendo um breve momento de forma paliativa, (março a junho 08) e sem ou com as fracas chuvas de inverno, tudo indica que a partir do próximo mês de julho retornaremos ao velho e penoso sacrifício de sempre e dessa vez, para a maioria dos produtores, sem os recursos necessários ( financeiros e feno, palma, mandacaru e palmatória) e o tal "cada qual que se vire" vai atingir todos os setores da economia de Ipirá, porque, dessa vez, o bicho vai pegar.

Como é que o bicho vai pegar ? O município de Ipirá poderá penar muito neste momento em que há falta de alimentos no planeta e seus preços disparam ( kg de tomate era 1 real e hoje 2,50); existe uma previsão da arroba do boi ir para 90 reais (entre julho e março 08) e em Ipirá, nada aquece o preço que fica entre 55 e 60 reais; e esse é o grande problema para o produtor de Ipirá. Uma vaca, em Ipirá, atinge o mesmo status de uma vaca na Índia, se lá é bicho sagrado, aqui vai para o corredor ou para uma fazenda museu, não tem comprador. Os atravessadores de leite que atuam em Ipirá, na falta de uma firma conceituada e séria, faz com que seu preço seja aviltado e banalizado, tornando-se uma mercadoria sem valor, onde permanece-se porque não se tem jeito de sair desse mercado esculhambado.

Juntando-se o grande problema da base, a falta de capacidade em conviver com a seca, ao deficiente fator de comercialização; estamos caminhando para uma tendência da inviabilização da pecuária bovina em Ipirá, pelo menos para o pequeno, que não terá autonomia e viverá sempre distante de ser auto-sustentável, precisando sempre de ajuda, principalmente devido à desorganização, inadequação e amadorismo no ato da comercialização da sua produção. É, simplesmente, vergonhoso o local onde vende-se a produção rural de ovinos e caprinos em Ipirá. Um campo de concentração, cercado de arame farpado, sem sombra, sem condições de apoio para os animais. Uma vergonha que demonstra a precariedade a que está sujeita a produção da pecuária em Ipirá. E bovino ? Não existe seque um local para venda. É triste e lamentável, mas é a realidade inusitada de um município que vive da pecuária.

Penso que: a grande maioria produtores ipiraenses não tem condições de suportar três meses de estiagem, imagine quatro, cinco, seis... aí, não sei se valerá a pena contrair-se uma dívida ou gastar-se os poucos recursos financeiros que se tenha, para salvar uma vaca que o produtor não vai conseguir vender no mercado. Muitas vezes é preferível deixar ela morrer. É cruel, mas tem gente que vai pensar assim, por não ter outra saída, pelo menos, até o momento. Ipirá tem mais de 100 mil cabeças de bovino e se perder por morte, devido à seca, 20 mil vacas, isso corresponderá entre 10 a 20 milhões de reais, um baque em qualquer economia.

Penso que: chegou o momento, embora tarde, de pensar-se na pecuária de Ipirá como um fator importante para sua economia. É necessário que se crie um aporte logístico para a comercialização, essa infra-estrutura torna-se imprescindível para que se dê garantias de viabilidade para esta atividade essencial do povo deste município. Ipirá precisa urgentemente do MATADOURO, que está em construção, mas também de um CAMPO DE VENDAS DE ANIMAIS, que sirva de aporte às necessidades indispensáveis da pecuária local.

Ipirá está preocupada com um NOME. Muito mais importante do que um NOME é um conceito, uma determinação, um objetivo concreto e uma melhor visão de semi-árido, por isso eu fiz o prólogo daquela maneira, e termino dizendo de forma bem clara o que eu penso: as ovelhas em Ipirá são vendidas em um chiqueiro ordinário, cercado de arame farpado, mas Ipirá é uma cidade que gasta dois milhões para reformar ou depredar praças, mesmo sem ser prioridade, enquanto não tem um centavo para fazer um CAMPO DE VENDAS DE ANIMAIS adequado, para dar suporte a uma atividade que gera produção, trabalho e renda.

Espero que não seja assim e que nada disso aconteça, mas eu fiz este ALERTA, porque hoje torna-se necessário e urgente que as autoridades locais e os órgãos estaduais tomem alguma medida preventiva, até mesmo buscando, incentivando pecuaristas de regiões chuvosas a chegarem até Ipirá para comprar vacas de boa qualidade e a preços convidativos. Que os governantes façam alguma coisa, senão teremos que ficar sentados na praça reformada, olhando a "beleza" do jardim e imaginando Ipirá como uma terra bela e cheia de progresso, ao tempo que esperamos que a queima de velas e as preces ajudem a resolver um problema grave de nosso município, que os administradores não conseguem ou não querem enxergar. Que este ALERTA não seja em vão.