sexta-feira, 5 de agosto de 2011

QUEM COM ...



“Quem com ferro fere, com a brasa será queimado.” Ouvi esse ditado pela boca do maior ferreiro que Ipirá conhece, o “Neco Atrapalhado,” que sabia amolar uma enxada com fogo vivo como ninguém. Às vezes, percebo que esse ditado é propositalmente verdadeiro nas ocasiões propícias.




Com a chegada de Jacques Wagner ao governo do Estado da Bahia, o PT de Ipirá encheu-se de exaltação mística e sentiu-se o todo-poderoso do pedaço e indicou, indicou, indicou...




Indicou todo o pessoal do CIRETRAN em Ipirá. A equipe vinha trabalhando a contento. Quando ocorreram as eleições municipais, o todo-poderoso PT de Ipirá migrou para o grupo dos macacos, naturalmente, uma atitude bastante questionável e que deixou muitos militantes insatisfeitos, sendo que, um bom número deles resolveu votar em minha candidatura a prefeito, entre eles, André e Tineck, ambos pertencentes à equipe do CIRETRAN de Ipirá.




Foi a gota-d’água para a retaliação. O poderoso PT de Ipirá exigiu a saída de André e Tineck da equipe do CIRETRAN de Ipirá e os dois foram exonerados. O motivo foi político: simplesmente porque não votaram em Diomário.




O patrulhamento ideológico do poderoso PT de Ipirá fez o PT de Ipirá cometer o maior erro de sua história: a exigência da exoneração dos militantes André e Tineck. A prepotência e a arrogância do poderoso PT de Ipirá fez o PT de Ipirá cometer o maior engano de sua vida: pensar que tinha poder e prestígio junto ao governo do Estado e que mandava e desmandava no CIRETRAN de Ipirá. Ledo engano.




Além do mais, sem querer perceber que cargos de confiança são tão vulneráveis quanto as formações das nuvens, instigaram e provocaram uma demissão coletiva da equipe indicada pelo poderoso PT de Ipirá, fato que tem um significado muito triste, pois salienta uma postura de rebate e de boicote, extremamente equivocada, parecendo coisa de um petismo que só torce a favor quando está agarrado a algum benefício. Nem o pessoal indicado no tempo de Paulo Souto agiu de forma tão temerária. Por favor, não esqueçam que o governador da Bahia ainda é Jacques Wagner.




Feriram com ferro, é verdade, e queimaram-se com brasas, também, é verdade, pois dentro do arcabouço de um partido de vários grupos, só tem poder de fogo quem está organizado e combatendo nas trincheiras de uma tendência, fora disso é... (o leitor complete como quiser).


domingo, 31 de julho de 2011

ADIVINA QOLÉ MINA PROFISSONE. (01)



Esta é a nova série que estou começando e espero que seja interessante ou, pelo menos, reflexiva. Começarei e terminarei com dois fatos passados. São acontecimentos que ocorreram faz certo tempo e já caíram na amnésia coletiva, mas como quero apimentar minha postagem vou utilizá-los, um começando e o outro terminando, sempre, ou vice-versa.



Fato no.1 ocorreu quando os meninos da Vila (do Santos), em seus arroubos infantis, ou quem sabe, vislumbrados na presunção cotidiana, mostravam uma predileção pelo grandioso. Comemoravam na Internet e arrotavam uma grandeza desmedida, mas real e concreta. Comentavam: “O que você ganha num mês, eu gasto de ração com meu cachorro”.



O raciocínio é simples: se eu não estava com eles naquele momento, naturalmente eu estava do outro lado e parando para pensar eu matei a charada. “Não é que é verdade! O que eu ganho em minha profissão em um mês, essa meninada gasta em numa saída noturna; em meia hora de curtição; ou mesmo, levando o cachorro para passar um pente nos pelos.”



Aí eu vou ter que pensar mais do que o que eu penso, ou seja, o que eu ganho num mês é uma merreca na frente do que ganha essa meninada e o que eu faço não deve ter valor nenhum em comparação com o que essa meninada faz; assim sendo, a partir de hoje, nesta série, eu faço um desafio ao leitor desse blog: vou narrar o que faço e quero ver você acertar a minha profissão.



O fato no.2. O Imperador estava sentindo-se muito triste e infeliz, aí não pensou duas vezes, largou tudo como se fosse um nada. Esse tudo era uma coisa simplesinha, mais de um milhão por mês, a cidade de Milão, a vida mansa, mordomia, etc.



Aí eu vou ter que pensar mais do que o que eu penso, ou seja, o que eu ganho num mês é uma bufunfa em comparação com o que o Imperador mandou para os ares, assim sendo, vamos supor que eu esteja infeliz no meu trabalho e se eu não tiver a coragem de jogar tudo para os ares como fez o Imperador, significa que eu estou aprisionado por grilhões escravizadores, que me deixam subalterno ao reino da necessidade.



Mas, para você sacar a minha profissão eu tenho que fazer narrativas sobre ela e eu vou começar contando um fato bem legal. Eu cheguei ao meu trabalho e dirigir-me à sala para executar o meu ofício, da porta eu visualizei a cadeira em que ia sentar-me, percebi que ela estava bem encostada na carteira, que não tinha a lateral e deu perfeitamente para ver um objeto azul em cima da cadeira. Puxei a cadeira e vi que havia um prato de sopa na cadeira à espera do meu traseiro. Acho que dei sorte, porque se eu não tivesse percebido ao chegar à porta, sem dúvida, eu afastaria a cadeira e, bem provável, sentaria sem olhar para o assento. Imagine a situação: meus fundilhos melados por uma sopa gordurosa e os sorrisos a deliciarem-se.



Frustrei expectativas. Estou mais esperto. Procuro estar sempre ligado nos acontecimentos e já mentalizei que porta fechada eu não empurro, porque poderei receber o cesto de lixo na cabeça. Deu para sentir quem está do outro lado e o que vem daqui pra frente? Conclusão lógica e realista: não sou menino da Vila e muito menos o Imperador.



terça-feira, 26 de julho de 2011

CONTADORES DE VISITAS.



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Estadísticas para http://www.agildobarreto.blogspot.com/


Resumen general
Estadísticas desde 17 de Agosto de 2007. Total días: 1436
Generadas el día 22 de Julio de 2011, 3:52:19



Total de páginas vistas desde el inicio del servicio: 30005
Dia con más actividad: 10 de Junio de 2008 con 132 páginas vistas.
Visitas reales hoy: 10
Paginas vistas hoy: 10
Ratio: 100,00 %


O total de páginas vistas, neste blog, desde o início do serviço atingiu a marca de 30 mil páginas.


Esse blog começou em 17 de agosto de 2007, totalizando 1436 dias (até 22 de julho de 2011).



Nesse período foram feitas 181 postagens, isso equivale a + de 180 páginas.



O foco prioritário deste blog tem sido o município de Ipirá. Procuro fazer uma análise política, social e econômica, no sentido de contribuir para uma compreensão mais verdadeira da problemática realidade deste município baiano.



Tenho feito algumas postagens com a intenção de deixar o blog com uma cara mais cultural, assim sendo, coloquei a HOMENAGEM, relatando a vida relevante, mas pouco consagrada em nossas hostes, do zabumbeiro Dodó (ainda faltam uns dois artigos); a novelinha É DE ROSCA, em seu eterno atraso, até nos capítulos, (ainda faltam 17 capítulos, que é o que falta para terminar o mandato do prefeito e mais os atrasados); tem a RADIOGRAFIA (que tenho computado mais de 50 obras inúteis, faraônicas e fantasiosas das administrações jacu-macaco, em nosso município).



Estou projetando uma nova série: ADIVINA QOLÉ MINA PROFISSONE (nem eu mesmo sei). Vamos ver o que vai sair disso aí, espero que seja coisa boa! Que não seja boa; que seja, pelo menos, reflexiva.



No mais, é agradecer a você, leitor, que tem a paciência de ler esses manuscritos, que são digitalizados e postados, sempre no sentido de dar uma pequena contribuição para algo realmente grande e que se busca, que é uma sociedade mais humana e justa.



domingo, 10 de julho de 2011

2012 ATOLEIROS.



2012 começa em 2011 com as devidas frituras. Quantas vezes o PT de Ipirá foi convidado pela macacada para discutir a próxima sucessão? NENHUMA. Eu respondo essa pergunta com a mais absoluta certeza. NENHUMA. Mesmo totalmente à distância eu digo que o PT de Ipirá não foi nem lembrado, neste momento, que dirá consultado. Mas, não é aliado? É, e daí? O PT de Ipirá deixou de ser protagonista para ser um ator coadjuvante. Quis assim, que assim seja.



A macacada não precisa do PT de Ipirá para definir quem será o candidato sucessor do prefeito Diomário pelo grupo. Nem mesmo de um parecer. Nem mesmo para uma consulta. O candidato macaco será Antônio Colonnezi ou Jurandy Oliveira e isso é coisa estabelecida desde o século passado e o PT de Ipirá vai ter que engolir ou tomar uma atitude diferente.



A macacada precisa é do apoio do PT de Ipirá para a campanha, ou seja, dos votos, da ação, do trabalho na administração com carimbo macaca e muito mais, do silêncio petista. Na última eleição, o prefeito Diomário conseguiu tudo isso. Se o PT não ligar para isso, não tem porque reclamar e exigir dar palpites dentro do recinto macaco. È pegar ou largar, eis a questão.



Conversando com um prócer macaco sobre essa questão, ele mostrou um raciocínio bastante simplista: “o governador quer manter é um esquema eleitoral para o governo petista, sendo assim, vai ver a pesquisa apontando Antônio com mais de 20% e o PT com 1%, aí vai enquadrar os “companheiros” para a realidade, que é aceitarem a vice, duas secretarias e ta de bom tamanho”. O simplismo está evidente no fato dessa pessoa enxergar e enquadrar o PT de Ipirá como chegado a uma boquinha. Acredito que esta pessoa está enganada, mas por outro lado, vejo que o PT de Ipirá tem que fazer algum malabarismo para garantir essa vice, pois corre o risco de perdê-la para a esposa do prefeito Diomário, dependendo muito mais da lei eleitoral do que da vontade dos macacos.



O simplismo dos macacos parece que contaminou um prócer petista ipiraense, que alardeia que o PT de Ipirá terá candidatura própria em 2012. Em 2008, quando era prá ter, preferiram não tê-la e agora voltam a uma posição anterior, só que, desta vez, totalmente desfocada. Uma candidatura petista em Ipirá para as eleições de 2012 não tem força de atração. Será um pólo exclusivo e genuinamente petista. Uma candidatura petista lançada pela cúpula petista não terá capacidade de aglutinar outras forças políticas. Quando não era pra reforçar a bipolarização eles fizeram justamente o contrário, agora querem confrontar com o que eles deram ênfase, no simplismo do “quem faz aliança quando dá na telha, pode muito bem desfazê-la quando der na cabeça” e os tais princípios políticos desmancham-se no saco robusto do oportunismo e do imediatismo. Se pagarem pra ver, vão ver.



O prócer petista começa a sonhar e entorta até o simplismo. Fala pelos cantos, que é burrice da jacuzada não apoiar uma candidatura petista para prefeito, com direito a lançar o vice para ganhar as eleições e que o governador não ficará contra um candidato do seu partido, o PT. Assim chegam ao simplismo simplificado, inocente e infantil. Pensar assim é querer demais. Seria o oceano Atlântico jogando água no rio do Peixe.



A jacuzada é depositária de apoio e dificilmente abrirá mão disso, principalmente tratando-se de um inimigo político declarado, que não seja; tratando-se de um inconfiável coligado político, que não seja; tratando-se de fortalecer e reforçar uma outra liderança, que não seja; tratando-se de transferir poder para um outro agrupamento, que não seja. A troco de que a jacuzada iria dar apoio ao PT de Ipirá? Não dá para entender, desde quando, o prefeito Diomário, que recebeu apoio do PT não tem nenhuma disposição para dar seu apoio a um petista em Ipirá, imagine o grupo da jacuzada, que foi espoliado, hostilizado e fustigado pelos petistas na campanha eleitoral passada!



O que fazer? Isso é um problema do PT de Ipirá. Se não quiserem ser caudatário da manha e manobra da macacada e da sutileza política do prefeito Diomário vão ter que deixar o barco bem antes do período eleitoral, porque no apagar das luzes da administração, cai e cheira mal. Se ficarem vão ter que apoiar Antônio ou Jurandy. Se não vão apoiá-los terão que deixar o governo municipal. A saída do PT de Ipirá da administração dos macacos será o primeiro baque para a pretensão de continuidade desse grupo. Por outro lado, a jacuzada padece na sua via crúcis em direção ao crepúsculo, porque não é fácil enfrentar os três poderes com base nos meandros que implantaram e alimentaram para usufruir do poder local, ou seja, na base do dinheiro. Quanto custa uma eleição em Ipirá? Sem o apoio do governador, quem vai gastar para a jacuzada? Para quem não vai mexer no bolso é fácil ficar fazendo pataquada, mas para quem vai jogar pelo ralo, são mais quinhentos. O que fazer? Isso é um problema da jacuzada.



Ipirá precisa de uma discussão séria, consubstancial e providencial sobre seus problemas e seu desenvolvimento. O RENOVA IPIRÁ se propõe a fomentar esse debate e a criar condições de pautá-lo num projeto de governo. O PT de Ipirá não pode ficar à deriva desse processo, além do mais, já vivenciaram essa experiência junto à macacada e naturalmente sabem bem mais do que a gente se esse importante debate é feito nas hostes macacas. Se esse debate é relevante para o PT de Ipirá e não recebe o tratamento devido da macacada, não tem porque o PT de Ipirá ficar dando guarida a um arremedo de política. Mas, tudo isso, é um problema do PT de Ipirá.




sábado, 2 de julho de 2011

SUCESSO EM IPIRÁ.



As músicas mais tocadas em Ipirá, nos últimos dias, foram as paradas de sucesso: POSSO SIM, JUSTIÇA DEIXA SIM e o badaladíssimo POSSO NÃO, JUSTIÇA DEIXA NÃO. O grande magnetismo dos rits acontece quando são apresentadas pelos ex-prefeitos Antônio Colonnezi e Luiz Carlos Martins, respectivamente.



Foram dois prefeitos do município de Ipirá, assim sendo, justifica relembrar e ativar a memória dos cidadãos ipiraenses, o que foram e o que representou essas administrações públicas para o nosso município.



A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA do ex-prefeito Antônio Colonnezi, à frente do município de Ipirá, foi algo temerário e bastante prejudicial para o desenvolvimento do município. Foi um período profundamente nocivo para Ipirá e os fatos só fazem confirmar esta idéia. Quem não se lembra do calote dado pela prefeitura de Ipirá no funcionalismo público municipal e o atraso do pagamento por meses, no seu governo; no final da sua gestão, o dinheiro público foi disputado “a dente” na frente do Banco do Brasil; abandonou a prefeitura, deixando-a entregue ao léu e caiu na lapa do mundo, sem dá a menor satisfação aos munícipes ipiraenses; o apadrinhamento com os recursos públicos corria solto como se a prefeitura fosse a casa de “dona Noca”; a negligência administrativa era uma marca registrada na sua ação com o bem público; o descaso com a causa pública foi o encaminhamento dado na sua gestão; o procedimento como gestor público foi próprio daqueles que dão pouca importância ou atenção aos verdadeiros problemas municipais, para ficarem agarrados à mesquinharia do grupismo que chafurda o município. Sua forma de administrar ficou devendo muito a Ipirá, porque, para tocar a coisa pública mostrou qualidade ou característica de quem ou de que, nesse nível operacional, não cumpre as sua obrigações e funções quanto às normas e padrões éticos. Não deu outra, caiu nas garras do Tribunal de Contas do Município.



A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA do ex-prefeito Luiz Carlos Martins, à frente do município de Ipirá, foi algo lamentável e de triste memória. Foi uma fase em que a agiotagem se apossou da prefeitura municipal de Ipirá para se locupletar; o funcionalismo público municipal nunca recebeu em dias e foi afanado em seus salários, num calote memorável e inesquecível aplicado pela sua gestão; empurrou o município de Ipirá para a inadimplência perante a União sem o menor pudor; sua administração à frente do município passou a perna em muitos fornecedores da prefeitura sem a menor desfaçatez; a sua administração pública fechou os olhos e comungou com o superfaturamento de obras; sua gestão deixou rolar e acontecer a fanfarra com os recursos públicos pelos seus apaniguados; sua forma de conduzir o município deixou com que a irresponsabilidade e ausência de ética ganhasse corpo no meio administrativo como se fosse um condomínio privado; cravou o desmando e a ineficiência nas hostes públicas; encaixotou o mesquinho interesse de grupo na sua gerência pública como se isso fosse a quinta-essência do progresso do município. Não deu outra, caiu nas garras do Tribunal de Contas do Município.



Foram duas administrações irresponsáveis, inúteis e de triste memória para o município de Ipirá, fato comprovado pela vitória do prefeito Diomário em duas eleições, com base no PAGAMENTO EM DIA e sem nenhuma outra marca programática relevante, sendo que, foram justamente essas duas administrações anteriores que não cumpriram com a suas responsabilidades sagradas e que não se deve infringir. São lembrados pelo esquema de grupismo implantado em Ipirá. O sistema de grupos (jacu-macaco) garante e favorece ao QUERO SIM dos dois. Os dois são herdeiros e continuadores políticos dessa estrutura grupal que querem sustentar e perpetuar. É uma cantoria encomendada: “QUERO SIM, POSSO SIM” , sempre acompanhada de uma reza continuada: “QUE VENHA A NÓS, AO VOSSO REINO NADA”.



Os dois grupos oligárquicos (jacu-macaco) concentraram tudo na família, QUE VENHA A NÓS, jamais abriram espaço para o aparecimento e muito menos crescimento dos seus correligionários, AO VOSSO REINO NADA, devido a isso não tem o que ver, na jacuzada só tem como postulante ao cargo de prefeito 2012: Luiz Carlos, Marcelo ou Mauríco e na macaca Antônio ou Jurandy (Dudy já foi escanteado).



O prefeito Diomário poderia ter dado um basta nesta conformação e o PT de Ipirá acreditou nisso, foi seu grande vacilo. O administrador Diomário promove-se com o “pagamento em dia” e com sua propalada “austeridade administrativa”, mas isso significa coisa de discurso, porque o político Diomário nunca teve uma ação política para fazer acontecer, mas sempre aproveitou-se do que aconteceu, ou seja, do fato consumado, e prefere, sempre, dar passos para trás do que avançar pelo que diz ser, defender e acreditar. O administrador do “pagamento em dia”, credita ao político Diomário a intenção de defender e postular uma candidatura de um administrador que “não pagava em dia” e ainda por cima ficou devendo alguns meses de salário ao funcionalismo público municipal. Assim é o político Diomário, sempre lava as mãos e pode ser com lama. O PT de Ipirá nunca compreendeu o político Diomário, foi o seu grande erro.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

NO LIMITE.

O Movimento Renova Ipirá abriu o debate sobre a saúde em Ipirá e foi uma discussão proveitosa. Apresentaram-se o Presidente do Conselho Regional de Farmácia Dr. Altamiro José dos Santos e o médico e Secretário Municipal de Saúde Dr. Ademildo Almeida.

O secretário apresentou os números: o município de Ipirá recebe +ou- 1 milhão e 100 mil mensal para a saúde. 860 mil é a folha de pagamento do pessoal; 100 mil para remédios; sobrando 100 mil para gasolina e contas fechadas.

Deu mais números: 350 mil para os médicos. Um PSF custa 20 mil reais. Seis médicos plantonistas recebem 200 mil reais. Três fontes alimentam o sistema de saúde com verbas: média complexidade 360 mil reais; pensão básica 350 mil e repasse da prefeitura de Ipirá 300 mil ou seja, 15%. Espero ter sido rigoroso nas minhas anotações, não quero faltar com a verdade dos números.

Na sua fala, o secretário deixou clara a sua desilusão com o PSF; disse que a corrupção predominava no sistema de saúde de Ipirá, não citou quem a fazia; argumentou que os médicos só querem ser as estrelas e só pensam em altos salários dificultando o desempenho a contento do sistema; salientou que a assistência à saúde em Ipirá nunca esteve tão boa como agora e, apresentando números mostrou a evolução dos atendimentos; disse que o Hospital de Ipirá é referência para três municípios da região, recebendo 25 mil reais.

Agora sou eu que vou dizer o que penso. Apesar de leigo, estou no campo dos que precisam e por isso tenho o direito e o dever de dizer o que sinto. Ipirá recebe 25 mil de três municípios e paga quanto aos famigerados hospitais (Clériston) (HGE) de Feira e Salvador? Fiquei com esta curiosidade, porque estes hospitais representam uma referência maior que o de Ipirá.

Antigamente, médico fazia fama ao mandar o “doente descer” (ir para Feira) e quando o distinto morria, apareciam os comentários: “ êta doutô arretado é fulano de tal, mandou sicrano descer e sicrano não chegou no Bravo, morreu no caminho. Mandou descer não tem mais jeito! O sujeito é um médico virado do capeta, não erra uma.” Isso representava mais a carência de recursos do que a capacidade profissional.

Hoje para os casos de alta complexidade, qualquer cidadão ipiraense tem que suportar por 1h até chegar à Feira de Santana. Não precisa dizer que em Jacobina, Itaberaba, etc, é assim, porque não explica e muito menos justifica, o que fica bem claro é a falta de recurso. Continuamos imitando antigamente nas questões mais complexas, em muito procedimento de média complexidade e em alguns casos simples. Assim sendo, estamos no limite; não sei se do bem ou do mal.

Antes de sua secretaria havia uma corrupção deslavada (fiquei na curiosidade) e faltava dinheiro; na sua secretaria não há corrupção, mas falta dinheiro. Eu acho o seguinte: é natural. Na medida em que existe a oferta, a tendência é crescer a demanda por assistência. Em Ipirá, existe uma necessidade adormecida e represada, que aflora e bate de testa com as migalhas repassadas pelo prefeito (15 ou 18%) que são insuficientes para manter o sistema funcionando a contento. Pelo que eu deduzo, se a universalização do SUS em Ipirá necessita, por exemplo, de 30% e o prefeito Diomário só solta 15% (o mínimo obrigatório por lei), pelo fato de ter outras prioridades, significa que saúde não é a prioridade maior do prefeito Diomário, não posso pensar de outra forma ou então estamos no limite imposto pelo prefeito Diomário; não sei se do bem ou do mal.

Os médicos abocanham 42% da folha de pagamento. Os seis plantonistas 24%. Seus proventos oneram os custos da saúde. Os médicos são as estrelas do sistema, não se sujeitam aos caprichos e imposições dos superiores hierárquicos. É o tipo de profissional muito requisitado no mercado. Qualquer melindre, eles abandonam a “mesa de operação”. Foi salientado que é difícil lidar com esses profissionais. Esse é o limite imposto por quem tem força

O secretário pode ter independência, mas não tem autonomia, apoio e força para atuar dentro dos meandros e combater as mazelas que o sistema oligárquico local impõe à saúde e ao SUS em Ipirá. Tem que lidar com as estrelas da medicina, que não são petistas e, além do mais, em Ipirá tem um estrelão médico, que é chefe político da macacada, Antônio Colonnezi, que não vai aceitar sujeitar-se aos ditames funcionais e hierárquico de um secretário, desde quando, o líder é chefe político em Ipirá e chefe político é chefe, seja aqui, em Itaberaba, Jacobina ou no inferno, se for preciso. Vive-se no limite.

Com um chefe político no quadro funcional fica difícil para qualquer secretário exigir o cumprimento dos deveres ao pé da letra. Não podendo sacudir a peneira para cima das estrelas, a madeira canta sobre os de baixo, com uma vigilância exagerada contra o funcionalismo que está num nível inferior na hierarquia. É muito mais fácil cobrar desses setores laboriais mais fracos do que de profissionais que possuem alternativas e poder de barganha. Esse é o limite, não sei se dos funcionários ou do secretário.

A saúde é uma fabrica de votos. O sistema oligárquico local utiliza-se da saúde para garantir um grande cabedal de votos. A bancada da saúde na Câmara de Vereadores está sempre bem representada e isso simboliza a dependência da população pobre e a fragilidade do sistema de saúde do nosso município. O prefeito Diomário sabe muito bem disso e, talvez, faça bem pouco caso de que isso se acabe. Esses são os limites para quem aceita ser secretário dentro da esfera oligárquica jacu-macaco, mesmo que tenha boas intenções.

Quanto às filas? Elas existem em qualquer parte do mundo, não será Ipirá que não terá o privilégio de não tê-las. É bem provável. Mesmo com a informatização dando passos avançados no sentido de diminuí-las, resta-nos levantar um triste dilema: Qual é a pior fila de Ipirá? 1. A dos bancos. 2. A da Central de Marcação da Secretária de Saúde. 3. A do SAC, quando aparece em Ipirá. 4. A da matrícula das escolas estaduais. 5. A da Assistência Social de Ipirá. 6. A do inferno.

O debate foi de grande serventia para o Movimento Renova Ipirá. Deu para sentir a complexidade do problema. Temos que abrir uma discussão que contemple um elenco de propostas aplicáveis à nossa realidade. Tenho a impressão que um esforço grande tem que ser feito no sentido de avançarmos na implementação da ação preventiva. Temos que atacar as questões mais simplificadas: como a qualificação dos profissionais ligados à saúde, no sentido de termos um bom atendimento; facilitar a busca dos pacientes em sua residência com a utilização de ambulâncias; melhorar a qualidade da estrutura hospitalar e quem sabe, buscar através do esforço político um reconhecimento para o atendimento das necessidades de Ipirá no campo da saúde e, desta forma, furar o limite imposto pela burocracia, pela inviabilidade econômica, pelas insinuações técnicas, pela vontade política de quem quer que seja e a boa determinação para soltar as verbas no momento certo e atendendo às necessidades do município. Talvez esse seja o limite da saúde no município de Ipirá.

sábado, 11 de junho de 2011

MARATONA DE COELHOS.


Na corrida de maratona é praxe colocar-se coelhos para participarem com o objetivo de fazer a corrida ganhar velocidade. O atleta-coelho participa somente da metade da competição e impõe um ritmo mais acelerado no início da corrida ao pelotão de elite, que vai até o final. O coelho-atleta cai fora na metade do vamos ver.

Na política de Ipirá está acontecendo do mesmo jeito. Colocam-se coelhos como pré-candidatos para animarem a corrida municipal e depois morrerem na praia ou antes mesmo do São João 2012, que é quando começa pra valer o embate sucessório.

Para a campanha 2012, os coelhos já dispararam na frente. O coelho mais famoso, robusto e festejado é Luciano Cintra. Convidado pela jacuzada, aceitou de prontidão. Tem uma missão impossível: fazer com que o prefeito Diomário largue a macacada, abandonando-a ou pela omissão. O prefeito Diomário tem dito que não é canalha.

Pelos comentários de seus apoiadores, o coelho Luciano vai botar a campanha pra ferver e em alta velocidade em termos do cifrão. Dizem eles, que o coelho vem com muita bufunfa ($) no bolso para detonar. A jacuzada quer isso e muito mais. Desamparada e perdida num mato sem cachorro, desde que ACM Malvadeza foi derrotado nas urnas, essa turma anda atrás de uma sombra para se encostar, pois, para eles, a vida fora do poder é difícil, dificílima, ingrata e sem graça. Rezam na cartilha do oportunismo.

Ainda sobre o coelho Luciano, mesmo no pique que vai, aguarda o aval do governador Wagner; o apoio do prefeito-irmão Diomário e a sigla do PT, via Salvador, para o desatino da cúpula petista local. Caso não aconteça nada disso, esse coelho abandonará a corrida antes do Réveillon 2011 e, se eu não estou equivocado, esse prefeiturável não vai saborear o milho e a canjica do São João 2012, é simplesmente um coelho. Se viver veremos.

Outro coelho famoso que se encontra na corrida da campanha 2012 é o ex-deputado Jurandy Oliveira. Matreiro e ardiloso é desses que não larga o osso por nada. Era carlista de carteirinha, mas aderiu ao petismo oficial do governador na primeira oportunidade. Foi prejudicado pelo esquema petista na última eleição, mesmo derrotado não abandona o barco, a não ser quando aparecer uma outra jangada direitista para salvar os náufragos arrependidos.

O coelho Jurandy é bom na corrida. Não olha para os lados, nem muito menos para trás. Não dá a menor chance para qualquer outro companheiro do seu grupo. É voraz e extremamente egocêntrico, ao mesmo tempo, não assimila que chegou o momento de ceder espaço e oportunidade para outros correligionários, pois não é mais o jovem Jurandy-70, que Ipirá é outra e, além do mais, necessita de novas experiências. Esse coelho é insistente e entrão, mas tem fôlego curto. Só perdurará até o dia em que o chefe e candidato no. 1 Antônio Colonnezi quiser, basta aplicar-lhe uma cacetada na moleira e adeus coelho.

A grande novidade do momento é que inventaram até coelho para vice. A macacada escolheu e aceita Arnor do Sindicato ou Elton da Agricultura para compor a chapa deles como vice. Mas, tratando-se do período de caça aos coelhos é bem provável, que nesta altura da corrida, já estejam perfurados de bala nas hostes petistas, desde quando, neste exato momento, a cúpula do PT de Ipirá trucida qualquer coelho-vice em benefício de uma tal candidatura própria, que pode ser, neste exato momento, um coelho ou uma coelha, para no São João 2012 passarem o porrete no coelho candidato-próprio e aceitarem uma vice, achando que tiveram a maior estratégia do mundo.

A coisa é simples: os macacos não apóiam, por nenhuma hipótese, candidatura do PT de Ipirá à prefeitura, entregam-lhe a vice (Arnor ou Elton). O PT de Ipirá apoiou a candidatura do prefeito Diomário, mas este não apóia candidato a prefeito petista, porque não deixará os macacos, seria canalhice, como ele mesmo vem dizendo. A cúpula petista do Estado quer um candidato petista em Ipirá, mas com possibilidades concretas, não com os que estão no diretório local, que não terão os votos dos macacos.

Nesta temporada dos coelhos, só mete a cara quem tiver pretensão a ser coelho, candidato de verdade fica na moita. É aí que vem a grande surpresa: o coelho metendo a estampa no outdoor. Não sei como é que Marcelo Brandão foi cair numa dessa. De candidatíssimo no.1 (entre os três) nos bastidores da jacuzada, alçou um vôo solene aos píncaros de um outdoor, deixando transparecer que está com receio ou medo de alguma assombração. Se não estou enganado, Marcelo de prefeiturável virou coelho, pelo menos foi foto com cara de vice.

No Movimento Renova Ipirá, todos estão sabendo que o momento é dos coelhos, por isso estamos preocupados em debater Ipirá em toda a sua complexidade e dinâmica. Ipirá necessita de um projeto para o seu desenvolvimento. Ficar no blá, blá, blá dos nomes é chover no molhado, não leva a lugar algum. Aproveitando o ensejo, o Movimento Renova Ipirá estará realizando uma Mesa Redonda com o tema: A SAÚDE QUE TEMOS E A SAÚDE QUE QUEREMOS, no dia 14 de junho, às 20:00, no auditório da APLB/Sindicato.

Em plena temporada de caça aos coelho e com tanto coelho dando sopa, o prefeito Diomário não sai da moita. É verdade, tudo isso acontecendo, um ano e seis meses antes, porque a população de Ipirá já não agüenta mais o descaso administrativo que vive Ipirá. Que venha 2012 e já.