sábado, 20 de agosto de 2011

BA 414.







A inauguração das grandes obras em Ipirá sempre teve um público gigantesco. A energia na década de 1970 e a água do Paraguaçu na década de 1980 fizeram de Ipirá um formigueiro assanhado de gente. A inauguração da estrada Ipirá – Pintadas não empolgou muita gente.



Vamos por parte. Não gostei do discurso do prefeito de Ipirá, Diomário. Parecia que estava rouco, motivo pelo qual seu discurso apresentou-se desafinado, mas não gostei mesmo, porque ele só faz agradecer; obedece e agradece; agradece e obedece. Não precisa agradecer tanto, Ipirá sabe que o prefeito não é chegado à ingratidão, na verdade, precisa mesmo é reivindicar, é dizer o que Ipirá precisa e exigir que isso aconteça.



Gostei mesmo foi da prosa de Jacques Wagner. Êta governador pra falar bonito. Proseou bem e bem legal, por 28 min. e 45 segundos. Disse que estava alegre por se relacionar com um povo sincero e verdadeiro, que pede tudo o que precisa e que ele, governador, fala para cumprir e não para mentir. É isso! Esse é um governador arretado, como disse a esposa do ex-presidente Lula.



Acho que o governador disse tudo, quando afirmou: “antes, promessa de político era dúvida e, hoje, é dívida.” Aí, Aí... o governador bateu o prego e não virou a ponta, quando disse: “o Hospital de Ipirá vai ter UTI.” Pergunto ao governador: isso é para duvidar do seu governo ou é uma dívida com o povo de Ipirá? Vou ser sincero, governador: eu duvido que seu governo faça um esquema de UTI no Hospital Municipal de Ipirá, observem bem, Hospital Municipal. A partir de hoje, V. Exa. tem uma dívida com o povo de Ipirá, não permita que isso vire uma dúvida.



Vibrei quando o governador Wagner fez um rosário dos Institutos Federais de Ensino Tecnológico e das Universidades Federais que virão para a Bahia. Pensei: “agora vem.” As Universidades Federais ficarão em três sedes no Sul do Estado e quatro sedes no Oeste. Parei para pensar: “não veio.”



São oito Institutos Federais de Ensino Tecnológico para a Bahia. Fiquei entusiasmado, quando o governador disse: “vai ter um aqui, em I.....”. Pulei para gritar, quando ele completou: “Itaberaba.” Perdi o pulo.



Quando o governador Wagner disse: “vai ter uma Universidade Federal aqui em... (aqui, é aqui não pode ser lá), falei para mim mesmo: “aqui, em Ipirá” e o governador arrematou: “aqui, em Feira de Santana” (tenho que entender, aqui não é aqui, é lá) e o governador disse mais: “agora, que tem estrada boa, o jovem que quiser estudar pode ir para lá” (não é mais aqui, é lá mesmo, Feira ou Itaberaba). Governador! Aqui pra gente, não é isso que a juventude de Ipirá precisa.



O governador estava ligado e eu ligado nele. Comentou que a fanfarra foi embora antes do tempo. Foi verdade, assim que o prefeito Diomário terminou o discurso, a fanfarra deu o pinote. Tem gente querendo deixar o prefeito Diomário ruim na fita. E o fogueteiro? O governador não tinha terminado de prosear e o fogueteiro mandou ver. O governador reclamou, mas perdoou o fogueteiro, que estava tirando um cochilo. Tem gente querendo deixar o prefeito Diomário mal na fita.



Falaram bastante da importância da obra para a Bacia do Jacuípe e eu concordo plenamente com o que foi dito. A estrada não é somente um canal de tráfego, tem uma importância muito maior para o desenvolvimento da região. Apesar da grandiosidade ostentada, eu gosto de pegar as rebarbas para incrementar meu pensamento e pensar no que não foi dito para que o dito não vire não-dito.



Foi dito: “agora com estrada boa, quem quiser pode ir estudar lá.” Eu fico perguntando-me: “com estrada boa, nosso carneiro tem que ser abatido no Frigorífico de Pintadas?” Com estrada boa, o estudante de Ipirá tem que ficar fazendo vestibular em Pintadas, Itaberaba e Feira?



Não deu uma multidão por isso: essa é uma obra muito importante, mas não é uma obra essencial para Ipirá. Ipirá tem necessidades específicas, localizadas e imprescindíveis. Tenho o direito e o povo de Ipirá, também, tem o direito de expressar o que é fundamental para o nosso município de forma urgente e imprescindível. Posso citar: 1. Um Parque de Vendas de Animais; 2. Um Matadouro de Bovinos e Ovinos; 3. Mais fábricas, para desenvolver nossa economia; 4. Uma extensão universitária presencial, que é um sonho da juventude; 5. Curso federal de ensino tecnológico; 6. Um hospital para atender, pelo menos, as médias complexidades. Tem mais, se ouvirem o povo, vai aparecer mais reivindicações. Digo tudo isso, não é para contradizer o senador que conhece isso aqui como a palma da mão, digo isso tudo, porque tenho o cordão umbilical e a alma amarrados a este chão.






domingo, 14 de agosto de 2011

ADIVINA QOLE MINA PROFISSONE (2)



Fato no.1 ocorreu quando os meninos da Vila (do Santos), em seus arroubos infantis, ou quem sabe, vislumbrados na presunção cotidiana, mostravam uma predileção pelo grandioso. Comemoravam na Internet e arrotavam uma grandeza desmedida, mas real e concreta. Comentavam: “O que você ganha num mês, eu gasto de ração com meu cachorro”.



O lógico: “Não é que é verdade! O que eu ganho em minha profissão em um mês, essa meninada gasta em numa saída noturna; em meia hora de curtição; ou mesmo, levando o cachorro para passar um pente nos pelos.”



Vamos ao dia-a-dia do meu trabalho: na minha sala ficam varias pessoas de ambos os sexos, são pessoas pobres, embora, considerar que uma pessoa seja pobre esteja no enquadramento do preconceito, afinal, acabaram a pobreza do país, mas em Ipirá, a pobreza é avassaladora, 45,42% da população é considerada pobre; 37,54% situa-se abaixo da linha de pobreza (até 1 dólar por dia) – (dados do IBGE)



Vamos ao meu trabalho. Todas as pessoas que estão em minha sala possuem celular. Todos. Ouvi até o comentário de um deles:


- Qolé doidim! dei um baculejo no celular de um preiboizim, ta ligado, ta em cima, é a maió baguio, véi...


Não possuir celular é o descredenciamento numa espécie de “status de fingimento”; ‘mostra-me o teu celular e eu direi quem tu és’. Tem um caso de amostragem de um celular quebrado para suprir aparentemente um vazio que não pode esvaziar; ‘saco vazio não fica em pé’. Saquei até uma conversa: “pô meu! Iscapuliu, hoje, e bateu numa pedra; parou, num qué funcioná”. Tinha uns dois meses que era apresentado mudo.



É um atrativo fatal e devasta qualquer atenção. Toca quando é menos esperado; conversa num momento que não é de muito conversar; é digitado como um imã dilacerante. É inconveniente e inconseqüente. Tornou-se uma espécie de fetiche.



O que eu falava, em meu trabalho, não originava aplicativo. O interesse estava canalizado para aquela ferramenta da imprevisibilidade. Olhinhos dirigidos; concentração completa. Meu esforço era infrutífero. Observei o alvo de tanto interesse coletivo. Peguei o celular. Era um homem transando uma jega. O que se faz, em meu trabalho, é por mero divertimento e não por necessidade.



Você acha que eu deveria falar da bestialidade humana, mesmo sem os ouvidos estarem abertos? É coisa para se pensar, pois eu iria pregar num deserto. Uma coisa eu fiz: não falei da jega, nem mesmo que ela era descarada, para não ter o IBAMA no meu encalço. Também, não discriminei quem gosta de comer jega; vê se eu seria tão infantil para cometer um preconceito dessa natureza! Isso poderia dar um processo do tamanho de uma semana nas minhas costas. Não tem outra, eu tenho que aprender a situar-me nos tempos de hoje, posso terminar provocando injustiças ou causando prejuízos aos freqüentadores de minha sala, afinal são senhores de si.



Não dá outra, tenho que recorrer ao fato no. 2: O Imperador estava sentindo-se muito triste e infeliz, aí não pensou duas vezes, largou tudo como se fosse um nada. Esse tudo era uma coisa simplesinha, mais de um milhão por mês, a cidade de Milão, a vida mansa, mordomia, etc.



Aí eu vou ter que pensar mais do que o que eu penso, ou seja, o que eu ganho num mês é uma bufunfa em comparação com o que o Imperador mandou para os ares, assim sendo, vamos supor que eu esteja infeliz no meu trabalho e se eu não tiver a coragem de jogar tudo para os ares como fez o Imperador, significa que eu estou aprisionado por grilhões escravizadores, que me deixam subalterno ao Reino da Necessidade.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

QUEM COM ...



“Quem com ferro fere, com a brasa será queimado.” Ouvi esse ditado pela boca do maior ferreiro que Ipirá conhece, o “Neco Atrapalhado,” que sabia amolar uma enxada com fogo vivo como ninguém. Às vezes, percebo que esse ditado é propositalmente verdadeiro nas ocasiões propícias.




Com a chegada de Jacques Wagner ao governo do Estado da Bahia, o PT de Ipirá encheu-se de exaltação mística e sentiu-se o todo-poderoso do pedaço e indicou, indicou, indicou...




Indicou todo o pessoal do CIRETRAN em Ipirá. A equipe vinha trabalhando a contento. Quando ocorreram as eleições municipais, o todo-poderoso PT de Ipirá migrou para o grupo dos macacos, naturalmente, uma atitude bastante questionável e que deixou muitos militantes insatisfeitos, sendo que, um bom número deles resolveu votar em minha candidatura a prefeito, entre eles, André e Tineck, ambos pertencentes à equipe do CIRETRAN de Ipirá.




Foi a gota-d’água para a retaliação. O poderoso PT de Ipirá exigiu a saída de André e Tineck da equipe do CIRETRAN de Ipirá e os dois foram exonerados. O motivo foi político: simplesmente porque não votaram em Diomário.




O patrulhamento ideológico do poderoso PT de Ipirá fez o PT de Ipirá cometer o maior erro de sua história: a exigência da exoneração dos militantes André e Tineck. A prepotência e a arrogância do poderoso PT de Ipirá fez o PT de Ipirá cometer o maior engano de sua vida: pensar que tinha poder e prestígio junto ao governo do Estado e que mandava e desmandava no CIRETRAN de Ipirá. Ledo engano.




Além do mais, sem querer perceber que cargos de confiança são tão vulneráveis quanto as formações das nuvens, instigaram e provocaram uma demissão coletiva da equipe indicada pelo poderoso PT de Ipirá, fato que tem um significado muito triste, pois salienta uma postura de rebate e de boicote, extremamente equivocada, parecendo coisa de um petismo que só torce a favor quando está agarrado a algum benefício. Nem o pessoal indicado no tempo de Paulo Souto agiu de forma tão temerária. Por favor, não esqueçam que o governador da Bahia ainda é Jacques Wagner.




Feriram com ferro, é verdade, e queimaram-se com brasas, também, é verdade, pois dentro do arcabouço de um partido de vários grupos, só tem poder de fogo quem está organizado e combatendo nas trincheiras de uma tendência, fora disso é... (o leitor complete como quiser).


domingo, 31 de julho de 2011

ADIVINA QOLÉ MINA PROFISSONE. (01)



Esta é a nova série que estou começando e espero que seja interessante ou, pelo menos, reflexiva. Começarei e terminarei com dois fatos passados. São acontecimentos que ocorreram faz certo tempo e já caíram na amnésia coletiva, mas como quero apimentar minha postagem vou utilizá-los, um começando e o outro terminando, sempre, ou vice-versa.



Fato no.1 ocorreu quando os meninos da Vila (do Santos), em seus arroubos infantis, ou quem sabe, vislumbrados na presunção cotidiana, mostravam uma predileção pelo grandioso. Comemoravam na Internet e arrotavam uma grandeza desmedida, mas real e concreta. Comentavam: “O que você ganha num mês, eu gasto de ração com meu cachorro”.



O raciocínio é simples: se eu não estava com eles naquele momento, naturalmente eu estava do outro lado e parando para pensar eu matei a charada. “Não é que é verdade! O que eu ganho em minha profissão em um mês, essa meninada gasta em numa saída noturna; em meia hora de curtição; ou mesmo, levando o cachorro para passar um pente nos pelos.”



Aí eu vou ter que pensar mais do que o que eu penso, ou seja, o que eu ganho num mês é uma merreca na frente do que ganha essa meninada e o que eu faço não deve ter valor nenhum em comparação com o que essa meninada faz; assim sendo, a partir de hoje, nesta série, eu faço um desafio ao leitor desse blog: vou narrar o que faço e quero ver você acertar a minha profissão.



O fato no.2. O Imperador estava sentindo-se muito triste e infeliz, aí não pensou duas vezes, largou tudo como se fosse um nada. Esse tudo era uma coisa simplesinha, mais de um milhão por mês, a cidade de Milão, a vida mansa, mordomia, etc.



Aí eu vou ter que pensar mais do que o que eu penso, ou seja, o que eu ganho num mês é uma bufunfa em comparação com o que o Imperador mandou para os ares, assim sendo, vamos supor que eu esteja infeliz no meu trabalho e se eu não tiver a coragem de jogar tudo para os ares como fez o Imperador, significa que eu estou aprisionado por grilhões escravizadores, que me deixam subalterno ao reino da necessidade.



Mas, para você sacar a minha profissão eu tenho que fazer narrativas sobre ela e eu vou começar contando um fato bem legal. Eu cheguei ao meu trabalho e dirigir-me à sala para executar o meu ofício, da porta eu visualizei a cadeira em que ia sentar-me, percebi que ela estava bem encostada na carteira, que não tinha a lateral e deu perfeitamente para ver um objeto azul em cima da cadeira. Puxei a cadeira e vi que havia um prato de sopa na cadeira à espera do meu traseiro. Acho que dei sorte, porque se eu não tivesse percebido ao chegar à porta, sem dúvida, eu afastaria a cadeira e, bem provável, sentaria sem olhar para o assento. Imagine a situação: meus fundilhos melados por uma sopa gordurosa e os sorrisos a deliciarem-se.



Frustrei expectativas. Estou mais esperto. Procuro estar sempre ligado nos acontecimentos e já mentalizei que porta fechada eu não empurro, porque poderei receber o cesto de lixo na cabeça. Deu para sentir quem está do outro lado e o que vem daqui pra frente? Conclusão lógica e realista: não sou menino da Vila e muito menos o Imperador.



terça-feira, 26 de julho de 2011

CONTADORES DE VISITAS.



AdEmails.com las estadísticas fiables


Estadísticas para http://www.agildobarreto.blogspot.com/


Resumen general
Estadísticas desde 17 de Agosto de 2007. Total días: 1436
Generadas el día 22 de Julio de 2011, 3:52:19



Total de páginas vistas desde el inicio del servicio: 30005
Dia con más actividad: 10 de Junio de 2008 con 132 páginas vistas.
Visitas reales hoy: 10
Paginas vistas hoy: 10
Ratio: 100,00 %


O total de páginas vistas, neste blog, desde o início do serviço atingiu a marca de 30 mil páginas.


Esse blog começou em 17 de agosto de 2007, totalizando 1436 dias (até 22 de julho de 2011).



Nesse período foram feitas 181 postagens, isso equivale a + de 180 páginas.



O foco prioritário deste blog tem sido o município de Ipirá. Procuro fazer uma análise política, social e econômica, no sentido de contribuir para uma compreensão mais verdadeira da problemática realidade deste município baiano.



Tenho feito algumas postagens com a intenção de deixar o blog com uma cara mais cultural, assim sendo, coloquei a HOMENAGEM, relatando a vida relevante, mas pouco consagrada em nossas hostes, do zabumbeiro Dodó (ainda faltam uns dois artigos); a novelinha É DE ROSCA, em seu eterno atraso, até nos capítulos, (ainda faltam 17 capítulos, que é o que falta para terminar o mandato do prefeito e mais os atrasados); tem a RADIOGRAFIA (que tenho computado mais de 50 obras inúteis, faraônicas e fantasiosas das administrações jacu-macaco, em nosso município).



Estou projetando uma nova série: ADIVINA QOLÉ MINA PROFISSONE (nem eu mesmo sei). Vamos ver o que vai sair disso aí, espero que seja coisa boa! Que não seja boa; que seja, pelo menos, reflexiva.



No mais, é agradecer a você, leitor, que tem a paciência de ler esses manuscritos, que são digitalizados e postados, sempre no sentido de dar uma pequena contribuição para algo realmente grande e que se busca, que é uma sociedade mais humana e justa.



domingo, 10 de julho de 2011

2012 ATOLEIROS.



2012 começa em 2011 com as devidas frituras. Quantas vezes o PT de Ipirá foi convidado pela macacada para discutir a próxima sucessão? NENHUMA. Eu respondo essa pergunta com a mais absoluta certeza. NENHUMA. Mesmo totalmente à distância eu digo que o PT de Ipirá não foi nem lembrado, neste momento, que dirá consultado. Mas, não é aliado? É, e daí? O PT de Ipirá deixou de ser protagonista para ser um ator coadjuvante. Quis assim, que assim seja.



A macacada não precisa do PT de Ipirá para definir quem será o candidato sucessor do prefeito Diomário pelo grupo. Nem mesmo de um parecer. Nem mesmo para uma consulta. O candidato macaco será Antônio Colonnezi ou Jurandy Oliveira e isso é coisa estabelecida desde o século passado e o PT de Ipirá vai ter que engolir ou tomar uma atitude diferente.



A macacada precisa é do apoio do PT de Ipirá para a campanha, ou seja, dos votos, da ação, do trabalho na administração com carimbo macaca e muito mais, do silêncio petista. Na última eleição, o prefeito Diomário conseguiu tudo isso. Se o PT não ligar para isso, não tem porque reclamar e exigir dar palpites dentro do recinto macaco. È pegar ou largar, eis a questão.



Conversando com um prócer macaco sobre essa questão, ele mostrou um raciocínio bastante simplista: “o governador quer manter é um esquema eleitoral para o governo petista, sendo assim, vai ver a pesquisa apontando Antônio com mais de 20% e o PT com 1%, aí vai enquadrar os “companheiros” para a realidade, que é aceitarem a vice, duas secretarias e ta de bom tamanho”. O simplismo está evidente no fato dessa pessoa enxergar e enquadrar o PT de Ipirá como chegado a uma boquinha. Acredito que esta pessoa está enganada, mas por outro lado, vejo que o PT de Ipirá tem que fazer algum malabarismo para garantir essa vice, pois corre o risco de perdê-la para a esposa do prefeito Diomário, dependendo muito mais da lei eleitoral do que da vontade dos macacos.



O simplismo dos macacos parece que contaminou um prócer petista ipiraense, que alardeia que o PT de Ipirá terá candidatura própria em 2012. Em 2008, quando era prá ter, preferiram não tê-la e agora voltam a uma posição anterior, só que, desta vez, totalmente desfocada. Uma candidatura petista em Ipirá para as eleições de 2012 não tem força de atração. Será um pólo exclusivo e genuinamente petista. Uma candidatura petista lançada pela cúpula petista não terá capacidade de aglutinar outras forças políticas. Quando não era pra reforçar a bipolarização eles fizeram justamente o contrário, agora querem confrontar com o que eles deram ênfase, no simplismo do “quem faz aliança quando dá na telha, pode muito bem desfazê-la quando der na cabeça” e os tais princípios políticos desmancham-se no saco robusto do oportunismo e do imediatismo. Se pagarem pra ver, vão ver.



O prócer petista começa a sonhar e entorta até o simplismo. Fala pelos cantos, que é burrice da jacuzada não apoiar uma candidatura petista para prefeito, com direito a lançar o vice para ganhar as eleições e que o governador não ficará contra um candidato do seu partido, o PT. Assim chegam ao simplismo simplificado, inocente e infantil. Pensar assim é querer demais. Seria o oceano Atlântico jogando água no rio do Peixe.



A jacuzada é depositária de apoio e dificilmente abrirá mão disso, principalmente tratando-se de um inimigo político declarado, que não seja; tratando-se de um inconfiável coligado político, que não seja; tratando-se de fortalecer e reforçar uma outra liderança, que não seja; tratando-se de transferir poder para um outro agrupamento, que não seja. A troco de que a jacuzada iria dar apoio ao PT de Ipirá? Não dá para entender, desde quando, o prefeito Diomário, que recebeu apoio do PT não tem nenhuma disposição para dar seu apoio a um petista em Ipirá, imagine o grupo da jacuzada, que foi espoliado, hostilizado e fustigado pelos petistas na campanha eleitoral passada!



O que fazer? Isso é um problema do PT de Ipirá. Se não quiserem ser caudatário da manha e manobra da macacada e da sutileza política do prefeito Diomário vão ter que deixar o barco bem antes do período eleitoral, porque no apagar das luzes da administração, cai e cheira mal. Se ficarem vão ter que apoiar Antônio ou Jurandy. Se não vão apoiá-los terão que deixar o governo municipal. A saída do PT de Ipirá da administração dos macacos será o primeiro baque para a pretensão de continuidade desse grupo. Por outro lado, a jacuzada padece na sua via crúcis em direção ao crepúsculo, porque não é fácil enfrentar os três poderes com base nos meandros que implantaram e alimentaram para usufruir do poder local, ou seja, na base do dinheiro. Quanto custa uma eleição em Ipirá? Sem o apoio do governador, quem vai gastar para a jacuzada? Para quem não vai mexer no bolso é fácil ficar fazendo pataquada, mas para quem vai jogar pelo ralo, são mais quinhentos. O que fazer? Isso é um problema da jacuzada.



Ipirá precisa de uma discussão séria, consubstancial e providencial sobre seus problemas e seu desenvolvimento. O RENOVA IPIRÁ se propõe a fomentar esse debate e a criar condições de pautá-lo num projeto de governo. O PT de Ipirá não pode ficar à deriva desse processo, além do mais, já vivenciaram essa experiência junto à macacada e naturalmente sabem bem mais do que a gente se esse importante debate é feito nas hostes macacas. Se esse debate é relevante para o PT de Ipirá e não recebe o tratamento devido da macacada, não tem porque o PT de Ipirá ficar dando guarida a um arremedo de política. Mas, tudo isso, é um problema do PT de Ipirá.




sábado, 2 de julho de 2011

SUCESSO EM IPIRÁ.



As músicas mais tocadas em Ipirá, nos últimos dias, foram as paradas de sucesso: POSSO SIM, JUSTIÇA DEIXA SIM e o badaladíssimo POSSO NÃO, JUSTIÇA DEIXA NÃO. O grande magnetismo dos rits acontece quando são apresentadas pelos ex-prefeitos Antônio Colonnezi e Luiz Carlos Martins, respectivamente.



Foram dois prefeitos do município de Ipirá, assim sendo, justifica relembrar e ativar a memória dos cidadãos ipiraenses, o que foram e o que representou essas administrações públicas para o nosso município.



A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA do ex-prefeito Antônio Colonnezi, à frente do município de Ipirá, foi algo temerário e bastante prejudicial para o desenvolvimento do município. Foi um período profundamente nocivo para Ipirá e os fatos só fazem confirmar esta idéia. Quem não se lembra do calote dado pela prefeitura de Ipirá no funcionalismo público municipal e o atraso do pagamento por meses, no seu governo; no final da sua gestão, o dinheiro público foi disputado “a dente” na frente do Banco do Brasil; abandonou a prefeitura, deixando-a entregue ao léu e caiu na lapa do mundo, sem dá a menor satisfação aos munícipes ipiraenses; o apadrinhamento com os recursos públicos corria solto como se a prefeitura fosse a casa de “dona Noca”; a negligência administrativa era uma marca registrada na sua ação com o bem público; o descaso com a causa pública foi o encaminhamento dado na sua gestão; o procedimento como gestor público foi próprio daqueles que dão pouca importância ou atenção aos verdadeiros problemas municipais, para ficarem agarrados à mesquinharia do grupismo que chafurda o município. Sua forma de administrar ficou devendo muito a Ipirá, porque, para tocar a coisa pública mostrou qualidade ou característica de quem ou de que, nesse nível operacional, não cumpre as sua obrigações e funções quanto às normas e padrões éticos. Não deu outra, caiu nas garras do Tribunal de Contas do Município.



A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA do ex-prefeito Luiz Carlos Martins, à frente do município de Ipirá, foi algo lamentável e de triste memória. Foi uma fase em que a agiotagem se apossou da prefeitura municipal de Ipirá para se locupletar; o funcionalismo público municipal nunca recebeu em dias e foi afanado em seus salários, num calote memorável e inesquecível aplicado pela sua gestão; empurrou o município de Ipirá para a inadimplência perante a União sem o menor pudor; sua administração à frente do município passou a perna em muitos fornecedores da prefeitura sem a menor desfaçatez; a sua administração pública fechou os olhos e comungou com o superfaturamento de obras; sua gestão deixou rolar e acontecer a fanfarra com os recursos públicos pelos seus apaniguados; sua forma de conduzir o município deixou com que a irresponsabilidade e ausência de ética ganhasse corpo no meio administrativo como se fosse um condomínio privado; cravou o desmando e a ineficiência nas hostes públicas; encaixotou o mesquinho interesse de grupo na sua gerência pública como se isso fosse a quinta-essência do progresso do município. Não deu outra, caiu nas garras do Tribunal de Contas do Município.



Foram duas administrações irresponsáveis, inúteis e de triste memória para o município de Ipirá, fato comprovado pela vitória do prefeito Diomário em duas eleições, com base no PAGAMENTO EM DIA e sem nenhuma outra marca programática relevante, sendo que, foram justamente essas duas administrações anteriores que não cumpriram com a suas responsabilidades sagradas e que não se deve infringir. São lembrados pelo esquema de grupismo implantado em Ipirá. O sistema de grupos (jacu-macaco) garante e favorece ao QUERO SIM dos dois. Os dois são herdeiros e continuadores políticos dessa estrutura grupal que querem sustentar e perpetuar. É uma cantoria encomendada: “QUERO SIM, POSSO SIM” , sempre acompanhada de uma reza continuada: “QUE VENHA A NÓS, AO VOSSO REINO NADA”.



Os dois grupos oligárquicos (jacu-macaco) concentraram tudo na família, QUE VENHA A NÓS, jamais abriram espaço para o aparecimento e muito menos crescimento dos seus correligionários, AO VOSSO REINO NADA, devido a isso não tem o que ver, na jacuzada só tem como postulante ao cargo de prefeito 2012: Luiz Carlos, Marcelo ou Mauríco e na macaca Antônio ou Jurandy (Dudy já foi escanteado).



O prefeito Diomário poderia ter dado um basta nesta conformação e o PT de Ipirá acreditou nisso, foi seu grande vacilo. O administrador Diomário promove-se com o “pagamento em dia” e com sua propalada “austeridade administrativa”, mas isso significa coisa de discurso, porque o político Diomário nunca teve uma ação política para fazer acontecer, mas sempre aproveitou-se do que aconteceu, ou seja, do fato consumado, e prefere, sempre, dar passos para trás do que avançar pelo que diz ser, defender e acreditar. O administrador do “pagamento em dia”, credita ao político Diomário a intenção de defender e postular uma candidatura de um administrador que “não pagava em dia” e ainda por cima ficou devendo alguns meses de salário ao funcionalismo público municipal. Assim é o político Diomário, sempre lava as mãos e pode ser com lama. O PT de Ipirá nunca compreendeu o político Diomário, foi o seu grande erro.