domingo, 18 de setembro de 2011

É DE ROSCA.




Estilo: ficção


Natureza: novelinha


Capítulo: 35 (mês de agosto 2010) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha esculhambada com, simplesmente, mais de um ano de atraso e não acaba. Nem satanás acaba essa novelinha.



O Blog realiza uma entrevista especial com o prefeito Dió, que nos falará da situação política em nosso município.



Prefeito Dió – Esse sim, é um capítulo interessante dessa novelinha. Esse é um capítulo que todos devem acompanhar e não tenho dúvida que esse capítulo 35 vai atingir o pico de audiência. Pode perguntar que eu vou responder.



Blog – Prefeito Dió! V. Exa é mestre em política e... (foi interrompido)



Prefeito Dió – Alto lá! Mestre não! Não me ofenda com essas suas colocações maldosas. Eu paro a entrevista agora. Eu sou o mestre dos mestres. Não foi à toa que eu fiquei quarenta e cinco anos conversando com o mestre, enquanto Luiz ficava na clínica e Beto num bar. Nestas conversas eu consegui compreender que a estrutura é fundamental para a manutenção do poder. Não foi sem mais nem menos que o mestre ficou cinqüenta anos no poder e eu quero ficar até os noventa.



Blog – Prefeito Dió! Existe possibilidade da macacada sofrer uma derrota na sua sucessão municipal?



Prefeito Dió – É nenhuma. A estrutura está do nosso lado e o grupo da jacuzada está sem estrutura e sem estrutura ninguém consegue emplacar a prefeitura. Esta estrutura é composta nas entrelinhas pelos poderes da presidente Dilma, do governador Wagner e da prefeitura, comandada por mim, tornou-se imbatível. Se o mestre estivesse aí, já teria percebido que pelo andar da carruagem a jacuzada vai ficar fora do poder por estes vinte anos.



Blog – O grande articulador desse processo sucessório é V. Exa. e nesta altura já entrou em contato com o Renova Ipirá?



Prefeito Dió – Eu já estou conversando com alguns deles e estou mostrando-lhes que só chega à prefeitura quem tem estrutura.



Blog – V. Exa. chegou no grupo dos macacos tem oito anos, mas já é um dos chefes do grupo que decide tudo. A vice é do PT?



Prefeito Dió – Essa é uma pergunta interessante. A vice é do PT. O PT lá de fora tem estrutura e nós precisamos dos convênios que vem lá de cima e, como eu disse, estrutura é tudo.



Blog – Eu estou com pena desse prefeito macaco, porque com a fome que está esse PT de Ipirá, ele vai ser cozinhado em panela de pressão com fogo alto, primeiro vão fazer tudo para cassar o mandato, daí por diante vai ser pó-de-pemba, pó-de-araroba, feitiço, olho-de-secar-pimenta, reza, cinco-salomão, mal olhado, bruxaria para tirar o macaco do galho e depois enterrar o líder dos macacos com rabo e tudo. O que é que V. Exa. acha disso?



Prefeito Dió – Nada. O que é que eu tenho com isso? Quem aceitar Mateus que balance. O importante é estrutura.



Blog – V.Exa. fala tanto em estrutura, que eu fico pensando o seguinte: vamos supor que o macaco vença com o PT na vice, se em 2014 o PT for derrotado na Bahia, como fica a macacada? E como fica o PT de Ipirá que provou do doce-mel da estrutura?



Prefeito Dió – É preciso responder? Com a estrutura, a estrutura é tudo. Onde estiver a estrutura, lá nós estaremos.



Blog – Prefeito Dió! Quem botou o deputado como terceirão da fila? Parece que V.Exa. não perdoa o deputado pelo que ele aprontou na última campanha?



Prefeito Dio – Foi eu. O deputado não tem estrutura, então ele é o terceirão com possibilidade de pular para o quinto, se os dois da frente não aceitarem, agora, vamos convir o seguinte, para você ver que eu não tenho nada contra o deputado, ele é o segundo na fila para 2014, o primeiro sou eu, porque eu tenho a estrutura e quem tem a estrutura é quem manda.



Blog – V.Exa. fala tanto em estrutura, que é necessário indagar se o senhor não acha que o Matadouro de Bovinos e Ovinos não é uma obra importante para a estrutura econômica de Ipirá?



Prefeito Dió – Acabou! Nós combinamos que não ia ter pergunta sobre estrutura e você não respeita o que foi acordado. Eu quero lá saber de desgraça de estrutura e ninguém vai matar carneiro nesta terra enquanto eu for chefe e tem mais, acabou esta merda de entrevista, e se não tem entrevista, não tem matadouro, muito menos carneiro e seja lá o que for; aqui não vai ter matança de carneiro e tem mais, ninguém vai ler essa novelinha esculhambada e se vire nos trinta.



Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? Em quem o prefeito Dió vai dar a próxima facada? Na macacada ou no irmão? Será que não vai ter crime nessa novelinha? Com crime toda novela aumenta a audiência. Agora é que essa novelinha vai ter morte e não acaba nunca. Duas coisas de rosca, essa novelinha e o Matadouro de Ipirá.



Leia o capitulo 34 (julho 2010) bem abaixo.



Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.

domingo, 11 de setembro de 2011

PREFEITO SUSPENDE O XEQUE-MATE.



O prefeito Diomário respondeu sobre a nota publicada na Tribuna da Bahia e no site Ipirá Negócios que aventa a formação da chapa Jurandy & Antônio. Classificou-a como “mera e maldosa especulação de terceiros, com objetivo de criar factóides sem qualquer fundamento, sem o menor fundo de verdade. Nem Jurandy e Antônio gostaram”.



Observem e reflitam sobre suas palavras. Como é engraçado! Aqui, ele desmereceu completamente a autoria da nota, classificando-a como invencionice e baseada predominantemente no raciocínio abstrato. Pois é prefeito! Jornalista nenhum faria uma matéria desse tipo sem uma fonte de informação. O que escrevi neste blog, eu tomei por base aquela nota e eu duvido que tenha saído pura e simplesmente da cabeça da jornalista; eu duvido, senhor prefeito, que esta informação não tenha saído das hostes da macacada. Se a jornalista resolver colocar a verdadeira origem (a fonte) daquela nota, eu tenho certeza, que V. Ex. terá que pedir desculpas, caso contrário a maldade estará nas suas especulações descabidas.



Faz sentido o argumento do prefeito Diomário quando disse que “ a macacada cometeria elevada burrice ao lançar uma chapa puro sangue”, concordo plenamente, seria uma burrice ao quadrado, assim sendo, nada mais justo do que ter espaço na chapa o coligado mais forte, no caso o PT. Compreendendo nas entrelinhas, está eliminado um nome (Antonio ou Jurandy) na chapa dos macacos, a vice é do PT. Significa que não estão fazendo nenhum favor, é um reconhecimento correto. PT de Ipirá! O prefeito Diomário defende a vice para vocês (ok! Pode ficar pianinho PT de Ipirá, esqueça a chapa própria).



O prefeito Diomário estava de língua solta “isso é mera futrica da oposição e dos que querem destruir a aliança da macacada com o PT por diferenciados propósitos, mas não conseguirão.” Falou mais: “o PT tem excelentes quadros, até para ser prefeito.” Isso é que é futrica, prefeito Diomário. Destruir essa aliança pode ser um desejo nosso, porque nós achamos que o PT de Ipirá tem nomes muito mais capacitados do que qualquer nome da macacada para ser prefeito nesta terra (é nossa maneira de ver), mas por aí, pelo campo da macacada, isso não vai acontecer tão cedo ou nunca, assim sendo, futrica maldosa é ficar vendendo ilusão e palavreado barato, quando no fundo é só uma retórica para manter o PT como força complementar, secundária e subserviente às oligarquias. Para o seu discurso ser verdadeiro, o nome do PT tem que estar no mesmo patamar que o dos macacos.



Interessante é o ar de chefe e professoral adquirido pelo prefeito Diomário. A grandeza do grande chefe pode ser entendida na mania de grandeza do grande chefe, que se considera uma liderança maior, quando diz: “ninguém está autorizado a falar em nome da macacada, só suas lideranças maiores.” Essa é a democracia do cão. O povão está fora disso. Várias camadas sociais estão fora disso. Voz só para os líderes maiores. E o líder das lideranças maiores? É justamente quem diz assim: “primeiro é Antonio, segundo Dudi, terceiro Jurandy, quarto Jota, quinto Verena”. O chefão dos chefes macacos determinou que Jurandy é o terceiro e tem que ser o terceiro, porque assim é a escala do time de pretendentes, aí, sem querer desfazer a aliança com o PT, é bom chamar a atenção dos companheiros do PT de Ipirá, observem bem o jogo de interesse que tem nessa escala (dá para entender?).



Diomário era do contra, pulou para a macacada e é tão pretensioso, que se acha no papel de cacique dos macacos; professor de política no município de Ipirá; o maior mestre político de Ipirá de todos os tempos e o grande articulador do governador Wagner em Ipirá (o grande erro do PT foi ter deixado isso acontecer, esse papel era seu). Diz ele: “que quer fazer aliança com o PCdoB”. Na condição de serviçal das oligarquias não há nenhuma possibilidade de conversa. PCdoB está com o Renova Ipirá para quebrar o domínio oligárquico em Ipirá. O prefeito Diomário não deu nenhuma mostra nessa direção e quem quiser que fique nessa esperança vã, é mais fácil galinha nascer dentes.



Entra em campo o mestre de política, o prefeito Diomário, que diz: “ tenho quarenta e cinco anos de política nesta terra; para ser candidato a prefeito tem que ter estrutura capaz para se eleger; não se vence eleição sem estrutura, capaz de lhe dar sustentação”.



Essas palavras valem muito pouco para o Renova Ipirá que terá candidatura própria. Elas valem muito para a jacuzada, que está na hora da morte e com a vela na mão (a jacuzada tem que parar para pensar). É uma direta para Jurandy, que tem vontade, mas não tem a estrutura na mão, aí tem que se sujeitar aos caprichos do prefeito e ser o terceiro da lista. Duas vezes prefeito, sete vezes deputado e terceiro da lista e prestes a sentar no banco e virar um reserva de luxo, pois o treinador criou uma birra, devido aquele acontecimento da última campanha de prefeito. Está lembrado deputado? O prefeito não esquece. A notícia da chapa? Gostaria de saber de onde saiu essa conversa.



Continuamos com o propósito de conversar com o PT de Ipirá. Na última eleição, eles fizeram um convite, nós aceitamos, agora, nós reafirmamos o nosso convite, resta ao PT de Ipirá aceitar. Isso nenhuma oligarquia de Ipirá, nenhum cacique e nenhum pseudo líder, ou seja, ninguém pode impedir. Depende exclusivamente e somente só do PT de Ipirá. Um abraço a todos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

XEQUE-MATE



Macacada com Jurandy e Antônio (está em Ipiranegócios); Luciano Cintra entrou no 14-PTB (a fonte é confiável); panfletagem aérea do Renova Ipirá (a cidade toda acompanhou, apesar do bombardeio cair uma légua de distância); Marcelo Brandão na cabeça (ele diz que é candidato); PT com Carlinhos Baiano (no PT ninguém quis ser candidato, ele teve coragem e aceitou). Xeque-mate? É claro que não. Diz o ditado: “que apressado como cru”. É muito prematuro e abacaxi não amadurece antes do tempo.



Há quatro anos atrás, a executiva do PT de Ipirá convidou a executiva do PCdoB local para uma reunião, aceitamos. Fizeram a avaliação da conjuntura e expuseram as suas intenções. Não concordamos. Eles fizeram aliança com a macacada. Tudo bem e vida que segue. Quatro anos depois, necessário se faz uma conversa entre esses dois partidos em Ipirá. O PCdoB estende esse convite.



Sujeito de sorte é o governador Wagner. Não é que ele conseguiu apoio de quase todo mundo em Ipirá! Quase todo mundo porque devemos colocar fora desse barco a jacuzada (o governador é contra essa turma; já disse e não cansa de repetir). Luciano Cintra conversou com o governador e esse balançou a cabeça que sim. O governador não nega: “se votasse em Ipirá, votava na macacada” (por seu voto...). O Renova Ipirá está na base do governo. O apoio do PT local nem se fala, é todo do governador, embora ... (a língua coçou e eu vou dizer: tenho a impressão que o governador não vai aceitar uma candidatura do PT completamente isolado, se não aceitar não vai apoiar. Tem gente que bate na madeira dizendo o contrário. Mire-se no exemplo de Santo Amaro). Política é assim, não tem nada nos conformes.



E o xeque-mate está onde? Na burrice da macacada. Lançar a dobradinha Jurandy & Antônio, ou vice-versa, significa um xeque-mate no PT de Ipirá. Observem bem se não é assim: o candidato ser da macacada é fato consumado, não se discute e o PT de qualquer parte do Brasil vai ter que engolir desse jeito. Essa é a democracia da oligarquia dos macacos. Mas, tem um porém: a vice.



Essa dobradinha é a burrice ao quadrado. Por que? Mostra a arrogância da macacada, ao não dar a menor importância ao PT de Ipirá (nem para ouvi-lo). O desprezo pelo PT de Ipirá é manifestado nesta atitude, pois nem a vice deixaram para o seu maior coligado. Mostra o controle total da situação ao achar que para o PT de Ipirá não resta qualquer possibilidade de fuga ou defesa. Essa atitude implica no término do jogo com a conseqüente derrota do PT de Ipirá nessa aliança política. Se não é nada disso, então retirem a notícia do Ipiranegócios, pois passa a ser uma notícia inconseqüente.



Para o PT de Ipirá resta um consolo: se livrar dessa arapuca que o prefeito Diomário aprontou para eles. Observem bem: o PT não fez aliança com a macaca por nada, foi para lá com segundas intenções (que ninguém é bobo), ou seja, implodir a macacada por dentro (atuando no seio do grupo); diluir e torar a macacada pelo meio; enterrar as lideranças oligárquica dos macacos e, a partir daí, tornar-se a força majoritária no grupo e impor a sua política. Querer não é poder.



O PT de Ipirá ganhou? Ganhou duas secretarias. Não sei se ganhou força política, macaco é bicho ferrado com ferro em brasa e trucida nos bastidores e nas cozinhas as duas secretarias dos petistas. O PT de Ipirá perdeu? Perdeu uma vereança de quase 20 anos de mandato. Se não receber a vice é uma derrota política das grandes, pois significa que não ganhou espaço dentro da aliança e que não é reconhecido como muita coisa.



O PT deu muito a macacada. Deu votos (não sei se deu a vitória). Botou o governador no colo da macacada, ou foi o contrário, Wagner botou o PT de Ipirá no colo dos macacos, graças a habilidade e esperteza política do prefeito Diomário. Se tudo isso aconteceu; se todo esse vexame foi passado e não servir para ganhar uma vice da macacada, significa que o PT de Ipirá está recebendo muito pouco ou quase nada da macacada.



Reconheço que o PT de Ipirá está passando por uma prova de fogo. Estão dando o melhor de si para dar transparência e respaldar a uma administração macaca e por trás estão levando muito ferro e crítica da própria macacada. É piaba em ninho de jacaré.


Ficar na tormenta em que estão, sem a vice dos macacos; na aventura de só fazer um vereador (o mesmo de 20 anos atrás) e, tudo isso, por duas secretarias, significa mais do que nunca, que a macacada dominou e botou o PT de Ipirá na humilhação, inclusive com aquela triste argumentação de tirar proveito próprio, abocanhando uma lasquinha do que sobrar.



Na vida sempre se tem uma oportunidade. Unidades oportunistas se desmancham num soprar de vento. Não custa nada desagregar o que foi construído em bases falsas. Tenho certeza que o PT de Ipirá sairá desse embrulho, mas temo que o vacilo de uma candidatura própria levará a perdas significativas, ou seja, se despojar do que tem nas mãos, duas secretarias; a impossibilidade de alcançar o coeficiente para fazer um vereador e, tudo indica, a correria dos petistas para apoio a outros candidatos. Aliás, o PT de Ipirá afirma muito bem isso “aliança se faz e aliança se desmancha”, nem que não seja tão simples assim.



Não tem xeque-mate. Todo dia é dia de renovar. Quero deixar bem claro, que existe uma necessidade de conversa entre o PCdoB e o PT local. Há quatro anos atrás quem fez esse convite foi o PT, nós aceitamos, hoje, quem faz o convite somos nós, resta ao PT aceitar. É necessário que se renove. O movimento Renova Ipirá é um movimento aberto, democrático e tem que ser um pólo de atração para o debate e a implementação de um programa mínimo de governo para Ipirá. Um grande abraço a todos e vamos renovar.

sábado, 3 de setembro de 2011

É DE ROSCA.




Estilo: ficção


Natureza: novelinha


Capítulo: 34 (mês de julho 2010) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha esculhambada com, simplesmente, mais de um ano de atraso e não acaba. Nem satanás acaba essa novelinha.



Colocaram uma pedra no caminho do prefeito Dió. Isso não podia ficar sem resposta. O prefeito Dió estava determinado a não deixar pedra sobre pedra nesse capítulo novelesco de “Minha vida é minha casa”, na qual, a Justiça criou um obstáculo perante a boa vontade, feita sem nenhuma manipulação, de sua Excelência. Como está na moda, o prefeito Dió reuniu todos e todas num grande salão e foi dizendo:


- Observem todos vocês, com a máxima atenção possível, o que está a acontecer. Eu só trabalho com a mais clara transparência, todo o meu trabalho administrativo está primado na máxima fidedignidade, irrestrita fidelidade e transparência absoluta. Não sei pestanejar e não tenho medo do homem da Rádio, muito menos, do sujeito do Blog. Que venha a Rádio e o Blog, eu estou desafiando-os.



- Cadê a lista prefeito? Apresente a lista – salientou o homem da Rádio.



- Aqui está a lista e não vejo nada de anormal. Todos os escolhidos foram criteriosamente examinados e checados nos conformes da lei. Farei a defesa de cada nome para demonstrar a nossa pura isenção. Aqui está o nosso primeiro nome, o Buraco O’Brama.



- Buraco O’Brama! Mas ele tem casa. É o dono da Casa Branca – argumentou o sujeito do Blog.



- Não venha prá cá com seus preconceitos; ele é o nosso imperador e não deixa de ser uma honra tê-lo aqui no nosso convívio. Nosso município será o centro do mundo, além do mais, sua casa aqui será pintada de preto, será a Casa Preta. Não tem nada que prove, comprove ou reprove que ele tenha uma Casa Preta.



- Mas prefeito, eu não entendo é como um milionário conseguiu entrar no projeto e o mexicano mais rico do mundo ficou de fora? – indagou o homem da Rádio.



- É verdade. Está aqui, é o segundo nome, é o Bil Gato, mas é compreensível que assim seja, o Bil Gato tem compromisso com o nosso município, ele tem condições de contribuir com uma batatinha na campanha eleitoral do nosso grupo e esse mexicano é adversário político, assim sendo, primeiro os nossos e quando preenchermos todas as vagas, aí vamos pensar no mexicano que é deles.



- Penso que o prefeito manteve privilégios na lista – argumentou o elemento do Blog.



- E é natural, ta aqui o nome de Neymar dos Santos, como é que eu não vou privilegiar uma pessoa dessa? Essa pessoa que é o maior jogador do Brasil neste momento. Você acha que eu iria perder uma oportunidade dessa? Ele vem morar aqui e faz questão de jogar de graça na seleção de Ipirá no Intermunicipal; então, as coisas estão no seu devido lugar e eu sou o prefeito que transformou Ipirá.



- Mas, prefeito, Ipirá não está participando do Intermunicipal – argumenta o homem da Rádio.



- Este ano não, mas no ano que vem, que é ano de eleição, já estou montando o nosso plantel e seremos os campeões do Intermunicipal, com Neymar dos Santos na linha de frente. Tem mais, como é que eu não vou dar casas ao C.F.C?



- C.F.C.! O que é C.F.C.? – pergunta o elemento do Blog.



- Você não sabe! É Felipe C, Léo C, Weliton C, Alex C, Júnior C, Willians C, Renato C, Botinelli C, Ronaldinho C, Deivid C, Diogo C. São mais onze casas para os reservas; oito para a diretoria; duas para os massagistas; uma para o roupeiro; quatro para os gandulas. É o Flamengo que vem para cá. Já contratei até o campo de Cau de Chinês para os treinamentos. É assim que se faz. Com a torcida do Flamengo do meu lado eu lanço minha candidatura a deputado.



- Mas, prefeito Dió! Esse Felipe C, Léo C, etc, é todo mundo carneiro. É o Carneiro Fazenda de Carneiro. O senhor deu um rebanho de casa para um rebanho de carneiro. Como é que pode? – questionou o homem da Rádio.



- É mesmo! Fui enganado! Buá, buá, buá, buá, ui, ui, ui! Fui apunhalado pelas costas; buá, buá, buá, buá, ui, ui, ui! Meteram um punhal no meu peito; buá, buá, buá, buá, ui, ui, ui! A culpa é minha, buá, buá, buá, buá, ui, ui, ui! Eu já disse e repito, o carneiro em Ipirá não tem vez. Aqui ninguém vai abater carneiro. Aqui não vai ter Matadouro de Carneiro. Buá, buá, buá, buá, ui, ui, ui.



Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? Em quem o prefeito Dió vai dar a próxima facada? Na macacada ou no irmão? Com crime toda novela aumenta a audiência. Agora é que essa novelinha vai ter morte e não acaba nunca. Duas coisas de rosca, essa novelinha e o Matadouro de Ipirá.



Leia o capitulo 33 (junho 2010) bem abaixo.



Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.


sábado, 27 de agosto de 2011

É DE ROSCA




Estilo: ficção


Natureza: novelinha


Capítulo: 33 (mês de junho 2010) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha esculhambada com, simplesmente, mais de um ano de atraso e esse troço não acaba! Nem satanás acaba essa novelinha.



O prefeito Dió estava animadíssimo, ia receber o governador JW, macaco de carteirinha, para uma inauguração e esperava um público contagiante, que não foi contagiado pelo grandioso evento.



Quando o prefeito Dió pegou o microfone, a galera soltou o grito; o foguetório estrondou a avenida e a fanfarra deu um repique. O prefeito Dio, eloquentemente, em dia de super-star, agradeceu ao “extraordinário governador” (o mesmo termo empregado quando recebeu o ex-governador Paulo Souto em palanque).



O governador JW começou a contar em verso e prosa o que tem feito por esta “Bahia de meu Deus” e o prefeito Dió estava atento e aguardando o governador dizer o que tinha feito por Ipirá; e até aquele instante, nada. Quando o governador comentou com seu vozeirão:


- No tempo do cabeça-branca, promessa de político era dúvida; comigo no governo é diferente, promessa de político vira dívida.



O prefeito Dió, que já estava incomodado, desajeitado e avexado aproveitou a oportunidade e resolveu cutucar o governador:


- Excelência! fale que vai ter UTI no Hospital de Ipirá, isso é importante.



O locutor repeliu imediatamente:


- Por favor, silêncio no palanque



O governador JW ouviu aquele palpite em seu ouvido, sem pestanejar e sem prestar muita atenção, também, para agradar ao prefeito Dió, mandou ver:


- Vamos implantar UTI no Hospital de Ipirá.



Era o que o prefeito Dió queria ouvir. Vibrou, pulou e solicitou aplausos do público. Era mais um que o prefeito Dió botava no esparro. Ficou pensando: “imagine se isso é lá coisa que vai acontecer em um hospital municipal!” Soltou um riso de galhofa pelo canto da boca e completou o raciocínio: “o Secretário de Saúde já comeu essa H, agora, só falta o sujeito do Blog fazer uma novela de rosca pela UTI do Hospital de Ipirá, essa aí vai durar uns duzentos anos.”



O governador continuava com a sua prosa. Um elemento apareceu no fundo do palanque e gritou: “E o matadouro de carneiro, governador, quando é que fica pronto?” Surgiu um burburinho no palanque. O locutor solicitou: “mais uma vez, silêncio no palanque”.



O prefeito Dió esticou o pescoço para ver quem era o intrujão e no desespero do momento, deu o sinal e o fogueteiro, lascou o tição, foi um estardalhaço barulhento que atrapalhou o governador, que comentou:


- É, o prefeito Dió teve mais foguete do que o governador, fizeram uma pergunta aí, até já esqueci qual foi, mas essa resposta vai ficar para outra oportunidade, pois agora vou para Pintadas, saborear um carneiro com feijão tropeiro, que eu também preciso provar as delícias dessa região, e só fico chateado com a fanfarra que não deu um repique quando eu comecei a falar, logo eu que gosto tanto de fanfarra. Um abraço a todos.



Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? Em quem o prefeito Dió vai dar a próxima facada? Na macacada ou no irmão? Com crime toda novela aumenta a audiência. Agora é que essa novelinha vai ter morte e não acaba nunca. Duas coisas de rosca, essa novelinha e o Matadouro de Ipirá.



Leia o capitulo 32 (maio 2010) bem abaixo.



Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.


sábado, 20 de agosto de 2011

BA 414.







A inauguração das grandes obras em Ipirá sempre teve um público gigantesco. A energia na década de 1970 e a água do Paraguaçu na década de 1980 fizeram de Ipirá um formigueiro assanhado de gente. A inauguração da estrada Ipirá – Pintadas não empolgou muita gente.



Vamos por parte. Não gostei do discurso do prefeito de Ipirá, Diomário. Parecia que estava rouco, motivo pelo qual seu discurso apresentou-se desafinado, mas não gostei mesmo, porque ele só faz agradecer; obedece e agradece; agradece e obedece. Não precisa agradecer tanto, Ipirá sabe que o prefeito não é chegado à ingratidão, na verdade, precisa mesmo é reivindicar, é dizer o que Ipirá precisa e exigir que isso aconteça.



Gostei mesmo foi da prosa de Jacques Wagner. Êta governador pra falar bonito. Proseou bem e bem legal, por 28 min. e 45 segundos. Disse que estava alegre por se relacionar com um povo sincero e verdadeiro, que pede tudo o que precisa e que ele, governador, fala para cumprir e não para mentir. É isso! Esse é um governador arretado, como disse a esposa do ex-presidente Lula.



Acho que o governador disse tudo, quando afirmou: “antes, promessa de político era dúvida e, hoje, é dívida.” Aí, Aí... o governador bateu o prego e não virou a ponta, quando disse: “o Hospital de Ipirá vai ter UTI.” Pergunto ao governador: isso é para duvidar do seu governo ou é uma dívida com o povo de Ipirá? Vou ser sincero, governador: eu duvido que seu governo faça um esquema de UTI no Hospital Municipal de Ipirá, observem bem, Hospital Municipal. A partir de hoje, V. Exa. tem uma dívida com o povo de Ipirá, não permita que isso vire uma dúvida.



Vibrei quando o governador Wagner fez um rosário dos Institutos Federais de Ensino Tecnológico e das Universidades Federais que virão para a Bahia. Pensei: “agora vem.” As Universidades Federais ficarão em três sedes no Sul do Estado e quatro sedes no Oeste. Parei para pensar: “não veio.”



São oito Institutos Federais de Ensino Tecnológico para a Bahia. Fiquei entusiasmado, quando o governador disse: “vai ter um aqui, em I.....”. Pulei para gritar, quando ele completou: “Itaberaba.” Perdi o pulo.



Quando o governador Wagner disse: “vai ter uma Universidade Federal aqui em... (aqui, é aqui não pode ser lá), falei para mim mesmo: “aqui, em Ipirá” e o governador arrematou: “aqui, em Feira de Santana” (tenho que entender, aqui não é aqui, é lá) e o governador disse mais: “agora, que tem estrada boa, o jovem que quiser estudar pode ir para lá” (não é mais aqui, é lá mesmo, Feira ou Itaberaba). Governador! Aqui pra gente, não é isso que a juventude de Ipirá precisa.



O governador estava ligado e eu ligado nele. Comentou que a fanfarra foi embora antes do tempo. Foi verdade, assim que o prefeito Diomário terminou o discurso, a fanfarra deu o pinote. Tem gente querendo deixar o prefeito Diomário ruim na fita. E o fogueteiro? O governador não tinha terminado de prosear e o fogueteiro mandou ver. O governador reclamou, mas perdoou o fogueteiro, que estava tirando um cochilo. Tem gente querendo deixar o prefeito Diomário mal na fita.



Falaram bastante da importância da obra para a Bacia do Jacuípe e eu concordo plenamente com o que foi dito. A estrada não é somente um canal de tráfego, tem uma importância muito maior para o desenvolvimento da região. Apesar da grandiosidade ostentada, eu gosto de pegar as rebarbas para incrementar meu pensamento e pensar no que não foi dito para que o dito não vire não-dito.



Foi dito: “agora com estrada boa, quem quiser pode ir estudar lá.” Eu fico perguntando-me: “com estrada boa, nosso carneiro tem que ser abatido no Frigorífico de Pintadas?” Com estrada boa, o estudante de Ipirá tem que ficar fazendo vestibular em Pintadas, Itaberaba e Feira?



Não deu uma multidão por isso: essa é uma obra muito importante, mas não é uma obra essencial para Ipirá. Ipirá tem necessidades específicas, localizadas e imprescindíveis. Tenho o direito e o povo de Ipirá, também, tem o direito de expressar o que é fundamental para o nosso município de forma urgente e imprescindível. Posso citar: 1. Um Parque de Vendas de Animais; 2. Um Matadouro de Bovinos e Ovinos; 3. Mais fábricas, para desenvolver nossa economia; 4. Uma extensão universitária presencial, que é um sonho da juventude; 5. Curso federal de ensino tecnológico; 6. Um hospital para atender, pelo menos, as médias complexidades. Tem mais, se ouvirem o povo, vai aparecer mais reivindicações. Digo tudo isso, não é para contradizer o senador que conhece isso aqui como a palma da mão, digo isso tudo, porque tenho o cordão umbilical e a alma amarrados a este chão.






domingo, 14 de agosto de 2011

ADIVINA QOLE MINA PROFISSONE (2)



Fato no.1 ocorreu quando os meninos da Vila (do Santos), em seus arroubos infantis, ou quem sabe, vislumbrados na presunção cotidiana, mostravam uma predileção pelo grandioso. Comemoravam na Internet e arrotavam uma grandeza desmedida, mas real e concreta. Comentavam: “O que você ganha num mês, eu gasto de ração com meu cachorro”.



O lógico: “Não é que é verdade! O que eu ganho em minha profissão em um mês, essa meninada gasta em numa saída noturna; em meia hora de curtição; ou mesmo, levando o cachorro para passar um pente nos pelos.”



Vamos ao dia-a-dia do meu trabalho: na minha sala ficam varias pessoas de ambos os sexos, são pessoas pobres, embora, considerar que uma pessoa seja pobre esteja no enquadramento do preconceito, afinal, acabaram a pobreza do país, mas em Ipirá, a pobreza é avassaladora, 45,42% da população é considerada pobre; 37,54% situa-se abaixo da linha de pobreza (até 1 dólar por dia) – (dados do IBGE)



Vamos ao meu trabalho. Todas as pessoas que estão em minha sala possuem celular. Todos. Ouvi até o comentário de um deles:


- Qolé doidim! dei um baculejo no celular de um preiboizim, ta ligado, ta em cima, é a maió baguio, véi...


Não possuir celular é o descredenciamento numa espécie de “status de fingimento”; ‘mostra-me o teu celular e eu direi quem tu és’. Tem um caso de amostragem de um celular quebrado para suprir aparentemente um vazio que não pode esvaziar; ‘saco vazio não fica em pé’. Saquei até uma conversa: “pô meu! Iscapuliu, hoje, e bateu numa pedra; parou, num qué funcioná”. Tinha uns dois meses que era apresentado mudo.



É um atrativo fatal e devasta qualquer atenção. Toca quando é menos esperado; conversa num momento que não é de muito conversar; é digitado como um imã dilacerante. É inconveniente e inconseqüente. Tornou-se uma espécie de fetiche.



O que eu falava, em meu trabalho, não originava aplicativo. O interesse estava canalizado para aquela ferramenta da imprevisibilidade. Olhinhos dirigidos; concentração completa. Meu esforço era infrutífero. Observei o alvo de tanto interesse coletivo. Peguei o celular. Era um homem transando uma jega. O que se faz, em meu trabalho, é por mero divertimento e não por necessidade.



Você acha que eu deveria falar da bestialidade humana, mesmo sem os ouvidos estarem abertos? É coisa para se pensar, pois eu iria pregar num deserto. Uma coisa eu fiz: não falei da jega, nem mesmo que ela era descarada, para não ter o IBAMA no meu encalço. Também, não discriminei quem gosta de comer jega; vê se eu seria tão infantil para cometer um preconceito dessa natureza! Isso poderia dar um processo do tamanho de uma semana nas minhas costas. Não tem outra, eu tenho que aprender a situar-me nos tempos de hoje, posso terminar provocando injustiças ou causando prejuízos aos freqüentadores de minha sala, afinal são senhores de si.



Não dá outra, tenho que recorrer ao fato no. 2: O Imperador estava sentindo-se muito triste e infeliz, aí não pensou duas vezes, largou tudo como se fosse um nada. Esse tudo era uma coisa simplesinha, mais de um milhão por mês, a cidade de Milão, a vida mansa, mordomia, etc.



Aí eu vou ter que pensar mais do que o que eu penso, ou seja, o que eu ganho num mês é uma bufunfa em comparação com o que o Imperador mandou para os ares, assim sendo, vamos supor que eu esteja infeliz no meu trabalho e se eu não tiver a coragem de jogar tudo para os ares como fez o Imperador, significa que eu estou aprisionado por grilhões escravizadores, que me deixam subalterno ao Reino da Necessidade.