sábado, 1 de setembro de 2012

ENTRANDO NO PARAÍSO.

Por incrível que pareça, no exato momento alguém tirou-me a atenção e não saboreei as palavras, mas outro alguém mais diligente disse-me que um aloprado prometeu um aeroporto para estas bandas. Esta atingiu as alturas. Essa ninguém vai conseguir suplantar. Essa não perde nem para Pantaleão: “tô mentindo Terta?”

 
Tentando chegar perto, teve um falador que contou uma legal, dizendo que no tempo dele a prefeitura fez rede elétrica na zona rural, essa aí, se buzinar, dessa rede só sai gato na energia e foi tanta energia que clareou a mente para vislumbrar 16 aguadas e açudes de grande porte, tão grande que estão todas secas ou cheias de lama e o atual prefeito faz questão de transformá-las em lagoas, a sua imortal obra na zona rural.

 
O falador continua dizendo que inovou na administração local, arando terras e fornecendo sementes. Diz isso de boca cheia. As chuvas nestas bandas do semi-árido ficaram raras e a produção rural declina de forma acentuada para a pecuária, imagine para a agricultura! Pegar o dinheiro público para arar terras de fazendeiros coligados e eleitores amigos, doar sementes em pleno semi-árido e depois sem chuva não ter um grão de produção é o mesmo que aplicar dinheiro para obter o nada. Isso é coisa para pensar e repensar, porque de inovação não tem nada, é muito mais enrolação e embromação do que qualquer coisa. É o mesmo que embrulhar coisa alguma para se chegar à enganação do povo.

 
Tem um falador que está cheio de boas intenções até a boca, pense num sujeito bom! Ele está impregnado de assistencialismo social, com a plena bondade do coração, sem querer nada em troca, só voto. Vem da família real, que majestosamente fica vendo o povo faminto passando fome e ávido por seu sopão e um pão, depois se sorrir, leva sua cesta básica e vai morar em sua casa rebocada através de um grande projeto feito com base na receita local. Um falador desse, tão bonzinho para prestar assistência à população, com seis milhões em suas mãos e ouvindo “Jesus Cristo” de Roberto Carlos e com tanta bondade no coração, vai ser o primeiro a alcançar e entrar no paraíso. Que vivam para sempre os pobres desta terra, porque deles necessitam um homem de bom coração, cheio de boas intenções e doidinho para chegar ao céu; primeiro do que todo mundo.

 
Esse era um bom falador, quando alfinetava, quando metia a faca e o punhal. Hoje, virou santo e está perdidinho, perdidinho, parece que está nas nuvens, ou pensa que está nas nuvens. Ele pensa num arrojado projeto que tenha grande repercussão. Aí eu penso, “agora essa terra vai!” Diz ele que: “o administrador tem que sair da rotina, que tem a obrigação de projetar além dos limites do orçamento, além do seu tempo.” Com o colega que está junto dele, isso é um perigo, isso vai parar acima das nuvens.

 
O seu arrojado projeto inclui uma “bandeira de luta de verdade”, parece até que o dito cujo faz campanha para deputado, porque ele quer pegar uma bacia hidrográfica (do Paraguaçu, que engloba o Jacuípe), que atinge 7 milhões de pessoas, e colocá-la na área administrativa da Codevasf. Parece que é bem isso.

 
Não sendo bem isso, fica parecendo que é pegar este município, onde a gente quebra a cara e entorta o nariz, e colocá-lo na área de investimento da Codevasf, e está resolvido o problema, nossa terra entra no paraíso. Não sei bem se é a vinda da Codevasf ou se é a ida dessa terra para lá, mas, assim acontecendo, teríamos um desdobramento espetacular, pois teríamos dinheiro de sobra (muito cuidado com seu parceiro, você o conhece demais) e teríamos até sustentabilidade ambiental. Eu entendo tudo isso, como a chegada do manjar do céu, teríamos muita produção, fartura e desenvolvimento. Taí uma coisa que a gente desse lugarejo quer por demais que aconteça. Taí uma bandeira que até formiga jiquitaia vai empunhar.

 
Mas, tem uma coisa que fica remoendo em minha cabeça e hoje eu desconfio muito de alguns faladores que gostam de dizer que é assim, sem ser assim, basta ver como eles mudam rapidinho de opinião, mas não custa nada indagar: a sede dessa nova superintendência da Codevasf vai ficar aqui ou em Pintadas? Posso até antever a resposta: se aqui continuar seguindo o caminho certo vai ser aqui, caso contrário, a gente nem vai para a Codevasf, nem a Codevasf vem para a gente. Entendi! Estamos nas nuvens! Então nesse caso, o aeroporto destas bandas vai servir para os grandões daqui irem até lá e os grandões de lá virem até aqui. Essa é uma terra que está em boas ...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DISCURSO EMBAÇADO, SEM SAL E SEM AÇÚCAR


Essa politicagem local dá e deixa. Palanque montado, o discursador desembesta uma correria desordenada, arrebatada e diz: “o maior líder; o mais carismático; o mais popular; a maior liderança.”è Isso não podia ficar de fora, estava no script, afinal de contas, tem largo reconhecimento; uma fina gratidão; um tempero de bajulismo e um nobre pedido de perdão, senão, um arrependimento tardio, por erro ou falta que se comete falando, por inadvertência, descuido ou falha de memória.

A culpa no cartório leva à adulação: “saudar o grupo; esse calor, essa energia; com essa expectativa de vitória. O partido e o grupo juntos não tem para ninguém” e acrescentou: ”O partido enche a bola do grupo e o grupo enche a bola do partido.”è O grupo é amplamente majoritário. O partido local um agrupamento que tem a obrigação de engordar dentro dos quadros do grupo.

Exaltada as qualidade do grande líder e louvada a sua trupe, passamos às idéias preconcebidas com intencionalidade de convencimento: “o homem público passa por duas situações; a coragem e a credibilidade” e complementa: “para assumir determinada posição tem que ter muita coragem.” è Parece-me que o termo coragem não cai bem, ou seja, fica mais adequado o termo cara-de-pau que é mais do que coragem. “Tem que ter coragem para fazer o enfrentamento e projetar o futuro.” è Principalmente se esse futuro só permite ver vantagens e poder.

“Tem que ter credibilidade.” è Credibilidade não se compra num balcão de quitanda. Depende do julgamento dos outros e não de uma avaliação própria. A confiança que se busca na nova trupe é a mesma que se perdeu em outras esferas. A hipocrisia é quem dá confiança a credibilidade que se almeja ou que se pretende tê-la.

“Política é feita de composição.” è Não tem a menor dúvida, mas substanciada em critério e de forma programática. “A aliança entre o partido e o grupo está consolidada.” è Andar pelo grupo contrário atrás de uma boca e depois retornar para, só então, consolidar a tão bela aliança, transparece muito mais oportunismo do que a tão perfeita ética que se pretende pregar.

“Não existe mais espaço para o xingamento, o discurso vazio, sem proposta e agressivo.” è Aqui está o repúdio ao que se fazia antes de forma sistemática. Aqui põe-se uma pá de cal no criticismo, porque continua existindo espaço para a denúncia dos casos que não comportam o respeito e a ética com a coisa pública. “Estamos amadurecidos para compreender o passado e projetar o futuro”. è Esta é uma boa reflexão para quem não faz autocrítica e vê no futuro mais cor do que no passado.

“Quem não tem governo, não bota uma pedra.” è É verdade! O partido não tem colocado uma pedra no município, evidentemente, excluindo-se as questões particulares e corporativista, porque na realidade quem bota pedra é quem tem o poder e, nesse caso, é o prefeito que tem suas ligações com o governador, que quer manter o sistema eleitoral e por aí vai.

“Continuar o projeto que está transformando o município, continuar o projeto do prefeito, que moralizou a administração pública; que acabou com os agiotas; que não atrasou os salários dos funcionários.” è Devagar com o andor que o santo é de barro. Querer apagar o passado do seu atual candidato faz com que perca o sentido falar do passado do adversário, então, tudo isso é mais ladainha e engodo para enganar a população do que a verdade dos fatos.

“Discutindo política com a sociedade. Debater o município e o futuro, também as diferentes políticas públicas.” è Esse é um caminho, sem naturalmente tapar o céu com a peneira, sem descuidar e abrir a guarda para quem tem ficha suja ou para quem, presumivelmente, não gozar de plena confiabilidade.

Enfim, chegamos às propostas: “o povo quer uma Bolsa Família Municipal complementando a bolsa família federal”. è Bolsa Família tem que ser uma proposta transitória, o que tem que ser definido é um projeto de desenvolvimento para o município, que diminua o assistencialismo provisório e não efetivá-lo e robustecê-lo pelo simples fato de que isso é uma mina de votos. O município tem 8.000 bolsista familiar e será um município próspero e bem melhor quando tiver zero de BF.

“ Vamos lutar pelo campos da Universidade Federal da Chapada, com sede em nosso muncípio.” è Ainda bem que falou “vamos lutar” em vez de dizer “vamos trazer” como diz seu colega de chapa. Tem gente que não quer compreender que isso demanda muita e muita força política, coisa que o município não tem, por mais que se queira dizer o contrário. O município está enquadrado no patamar dos que receberão do governo do estado aquilo que condiz com o patamar do município na ótica do governo do estado. Estamos no patamar do CETEP e não de universidade.

Para quem acha que CETEP é uma das maravilhas deste mundo, este é o debate, que tem que ser franco e direto, porque, existem doze grandes obras do governo estadual em nosso estado, nenhuma em nossa cidade, porque o estado só investe onde tem retorno, e aqui, o nosso município, está sendo projetado como um município inviável a nível de desenvolvimento econômico, portanto, nada mais justo que mantê-lo num nível de assistencialismo social, para que essa população não arribe para perturbar a paz nos grandes centros de desenvolvimento. O nosso município precisa de mais BF ou de desenvolvimento? Este é o debate e eu topo este debate.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

AÇUDE DO CAJUEIRO.

Açude do Cajueiro! Estivemos lá. Desde março 2012 que está nestas condições mostradas nas fotos. A comunidade do Cajueiro já requisitou da Prefeitura Municipal de Ipirá que retirasse a lama que entulha o açude, isse desde o mês de abril. Até hoje, a prefeitura de Ipirá não deu a mínima, demonstrando o descaso que é a administração do prefeito Diomário com a zona rural na questão da água. Uma administração que tem um déficit na questão de fazer aguada, mas é insistente na forma como atua com determinação e eficiência na transformação de açudes em lagoas. A prefeitura não cava para tirar o entulho, não se mobiliza para retirar a lama e, dessa forma, faz a sua grande obra na zona rural: transforma açudes em lagoas. A água é o maior bem da zona rural. O prefeito Diomário não entende assim. Esses buracos que vocês estão vendo nas fotos foi o trabalho e esforço de uma pessoa da comunidade que cavou duas valas por contra própria e sem receber nada. É assim que a administração do prefeito Diomário trata a questão da água em Ipirá. É vergonhoso.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O AÇUDE DA LAGOA DAS PEDRAS.

Estivemos lá. O açude é objeto de particular consideração e é especialmente estimado por todos na região. Tem um valor imensurável, acumula água. É o bem essencial que susteta e permite a existência humana e animal na região. A água lamacenta contaminou o açude, virou um caldo preto e pegajoso. O lameiro chega a quase dois metros. Está na hora da limpeza, a população clama faz tempo.

O açude quando cheio acumula água por 6 km e tem uma duração de três anos para secar se não houver chuvas. Tudo indica que com 400 h de trator limpa-se o açude, ficando com um valor aproximado de 40 mil reais, uma bagatela. O prefeito Diomário mamparreia, chora, esquiva-se com subterfúgios. Tudo indica que ele tem a intenção de fazer a sua grande e imortal obra na região: uma LAGOA.

Se o açude não for limpo, a lama vai ficar sólida, virar chão e entupir o buraco do açude, assim sendo, vai virar uma boa e imensa LAGOA, que durará três meses para secar; mas enfim, uma grande obra da administração que governa Ipirá. Mas, para o bem da comunidade da região, a nossa visita foi o suficiente para despertar o prefeito, que mandou o maquinário para fazer o serviço. Vai perder a sua grande obra na região, que seria a LAGOA, mas a comunidade vai continuar usufruindo do seu maior bem: o açude.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ACREDITE SE QUISER.

A his

A história da administração petista na Bahia começou em Jaguaquara, o primeiro município a ter vivido essa experiência administrativa na Bahia e tem continuidade na pequena e aguerrida Pintadas, que sofreu todo tipo de retaliação e perseguição dos governos carlista, tornando-se um centro da resistência democrática ao autoritarismo, em pleno sertão.

O povo soberano de Pintadas elegeu um governo petista para administrar o município; foi o suficiente para sofrer o rancor do carlismo que governava e dominava o estado. O carlismo não admitia essa ousadia e Pintadas passou a sofrer um cerco e uma perseguição maldita junto às esferas administrativas mais elevadas. Tudo parecia perdido, era só dificuldade.

O bloqueio e o desprezo por Pintadas agigantou essa gente simples da caatinga, que ficou destemida, resistente, insistente, determinada, valente e partiu para a luta disposta. Pintadas estava estrangulada e precisava de apoio para dar continuidade aquela experiência de governo popular. Os ventos da solidariedade e do humanismo começaram a soprar e uma nova aurora despontou sobre as terras do bem-virá. A sensibilidade humanística tocou muita gente e veio apoio da Europa; de ONGs; de professores e estudantes da UFBA e UEFS; de democratas baianos, como o médico Luís Humberto e outros mais, que no esforço gigantesco de uma corrente de solidariedade se dedicaram de forma voluntária, humana e de grandiosa generosidade em dar apoio técnico, moral e substancial para a manutenção e sustentação da vontade soberana, cidadã e democrática do povo de Pintadas.

Essa história recente e digna de Pintadas não foi construída do nada; foi fruto de uma sensibilidade humanística e de uma solidariedade que foi avivada e ativada com grande esforço e pelas mãos dadas de muitos. Foi o esforço e a bravura de um povo humilde para soerguer e garantir de forma viva a dignidade de sua gente. Foi uma luta de bravos que deram sua parcela de contribuição e sustentação na esperança de manter vivo o sonho e a grandeza humana de uma comunidade. Essa é a grande marca e exemplo de Pintadas. A generosidade humana foi a fiel escudeira da esperança de um povo simples.

Os poderosos que dominavam o governavam a Bahia enfrentaram o destemor de uma gente. Pintadas construiu e tem uma história de resistência; esse é seu grande tesouro e é isso que diferencia Pintadas de Ipirá. Pintadas não é um município qualquer. Pintadas carrega na alma de sua gente simples a bravura de uma resistência. Pintadas não se vendeu, não se rendeu e não se dobrou à opressão, à discriminação, à prepotência e à arrogância do carlismo na Bahia. Pintadas tem um povo destemido, que os poderosos não conseguiram reduzir, nem diminuir, muito menos decompor. O povo de Pintadas não se deixou submeter. Essa história tem que ser respeitada por todos os combatentes, principalmente pelos petistas. Infelizmente não é isso que acontece.

Tem petista em Ipirá que estufa o peito e fica por aí gabando-se de ser “petista de luta”. Tem petista em Ipirá que não dá a menor importância a essa história. Isso não é nada, para ele. Abrindo e vasculhando a Internet fiquei surpreso ao deparar-me com um processo 0001559-67.2011.805.0106 na qualificação de REU Município de Pintadas-Ba Rep. Pelo Prefeito Municipal – qualificação AUTOR José Carlos Matos de Oliveira. Para! Para aê!

Um presidente petista! O presidente do Diretório Municipal do PT de Ipirá entrar com uma ação judicial contra a administração municipal petista de Pintadas! Na minha consciência isso é uma falta de vergonha na cara, para não colocar uma palavra mais dura e verdadeira, é uma traição.

O presidente do Diretório Municipal de Ipirá, Carlinhos Baiano foi uma pessoa que trabalhou para a histórica e pioneira experiência administrativa petista na Bahia (Pintadas), prestando serviços e foi remunerado (não tenho nada contra isso); foi beneficiado pela oportunidade de trabalhar numa administração petista, junto a uma grande rede de organizações sociais, sindicatos, associações e comunidades. Aproveitou bastante, ganhou visibilidade pessoal e profissional. Não tenho dúvida, que o presidente do Diretório Municipal de Ipirá não enxergou e não viu a grandeza que aquilo representava.

Acionou a administração petista de Pintadas na Justiça. Pode ser e não deixa de não ser um direito seu, por um pleito seu, que não foi atendido como prestador de serviços, como funcionário público, como advogado, como o que quiser ser, desde quando seja prejudicado, não entro no mérito da questão, o senhor pode estar coberto de razão e de direito, mas como presidente do Diretório Municipal de Ipirá, V. Exa. não devia ter feito isso; V. Exa. foi duro e cruel com a administração petista. V. Exa. foi extremamente individualista, só pensou exclusivamente no seu interesse e não levou em conta a história e caráter político dessa administração petista de Pintadas, que tem um valor inestimável, que muito contribuiu para a própria honra, dignidade e amor-próprio do povo de Pintadas.

V.Exa. acionou a administração petista de Pintadas na Justiça. V.Exa. pode até achar que não é nada de mais, que é simplesmente requerer um direito, uma coisinha boba e que eu estou fazendo estardalhaço. É bem possível! Talvez, até eu esteja exagerando nas minha colocações, mas também, eu tenho minhas convicções e não posso deixar de explaná-las, até mesmo, porque não podemos negar a verdade histórica e isso tem peso, assim sendo, é natural que eu pense do jeito que eu penso, e na medida em que, o povo de Pintadas agiu com disposição, empenho, energia, na medida em que foi bravo e corajoso em determinado momento de sua vida, nada mais justo que se valorize isso, nada mais justo que se aja contra essas pessoas, com o máximo de ética, moral e coerência.

Não sou e não quero ser a palmatória do mundo, mas o que me impressiona é que V.Exa. agiu com um sentimento de orgulho e vaidade muito excessivo. Eu acho que V. Exa. não foi elegante, faltou-lhe as qualidades de magnânimo e de  generosidade que um dia, na história, foi a seiva que sustentou o povo de Pintadas. Esse negócio de que “tudo pode” só para uma personalidade cínica. V. Exa. deveria renunciar à condição de presidente do Diretório Municipal do PT de Ipirá. Essa é minha opinião, não sou dono da verdade.

sábado, 4 de agosto de 2012

QUANTO CUSTA UM PREFEITO EM IPIRÁ?


Uma bagatela. Você não acredita? Vamos começar pelo candidato que caiu. Não pense que ele escorregou numa casca de banana e pimba. Não foi. Caiu pela forma como procedeu na gestão pública. Por falta de probidade administrativa e moralidade. Isso é mais crime do que pecado. Foi desonesto e faltou integridade moral no trato com a coisa pública. Você queria o quê? Que ele fosse premiado? Foi irresponsável e virou ficha suja.


Por uma dessas trapaças do tempo, a pedra no caminho do candidato foi justamente o seu atual vice. É interessante! foi seu vice quem vasculhou a administração do candidato e denunciou suas falcatruas. Botou fervendo. Queria ver o quedaço do prefeito na época, não conseguiu, mas que viu o tombo do candidato esta semana, viu.


O vice tem responsabilidade no acontecido; senão vejamos, quem enfiou a faca foi o vice, que era vereador na época, quem deu a cacetada foi a Justiça (na Instância local), mas o candidato titular é o verdadeiro responsável pela sua própria queda, justamente por sua irresponsabilidade. Hoje, vivem um affaire de companheirismo, mas não passa de uma excentricidade passageira, a mais pura treta do gato e o rato. É Lé e Creu.


Vamos aos fatos: o fato da queda não é irreversível, desde quando é passível de recurso. Isso é concreto. Deixando o concreto de lado, vamos para as ilações, conjecturas e hipóteses para clarear os fatos.


A briga é no campo do TRE. Dizem eles, que “advogados amigos” vão fazer a defesa. Acredite se quiser, ou faça de conta que acredita. Advogado de graça? Nem que seja macaco! Com qualquer resultado, ainda é passível de recurso. A final será em Brasília no campo do TSE, aí é mais quinhentos.


Um escritório de advocacia para atuar no TSE numa questão eleitoral desta envergadura cobra em torno de 2 milhões. Ninguém é besta. Quem vai pagar a conta? Se for o dinheiro público da prefeitura é crime. Se for dinheiro de empresas amigas que participam de licitações municipais, trata-se de má-fé, pois traz, com a intenção, a escamoteação de interesses escusos de lotear os recursos da prefeitura.


Se for do bolso de correligionários locais transparecerá crime eleitoral, desde quando o gasto de campanha está estipulado em 500 mil reais, tornando-se contraditório um gasto de 2 milhões, só para botar um candidato na condição de candidato. Se for de seu próprio bolso entrará em contradição com sua declaração patrimonial na Justiça Eleitoral.


Manter o candidato custará os olhos da cara. Esse candidato vai ficar mais caro do que o ouro de Serra Pelada. Nestas condições existem duas possibilidades: a primeira, a proposta de substituição, que leva em conta os riscos do percurso e uma outra, que é a proposta de insistência com o candidato (impugnado na Zona Eleitoral) até a última instância; esta é a proposta vencedora no grupo. Esta é a proposta do prefeito.


Por medida imperativa do prefeito Diomário tem que ser esse o candidato. É o candidato do esquema do prefeito que é um esquema que difere do esquema macaco no final da linha, coisas da política. O candidato vai ter que ficar sangrando, sangrando, dando tudo que tem e o que não tem, de força eleitoral e energia, para depois, no finalzinho do jogo, pertinho das eleições, apresentar-se “um outro nome qualquer” e emplacar as eleições em cima do número e da foto do candidato, que vai servir de boi de piranha.


Vão dizer que isso é plano de um grande estrategista; do grande e sabido estrategista prefeito Diomário. Se der certo será um grandioso plano, caso contrário, será a tática do embananamento. Não deixa de não ser uma perversidade sugar um candidato enquadrado no manancial da dúvida jurídica. O que pesa é a vaidade do prefeito e não a razoabilidade da efetividade; pouco importa o grau da possibilidade; o que vale é a razão intolerante de quem usa o tutelado. Assim anda a roda da politicagem.


Não dá para entender os donos do poder. Eles acham que podem tudo. Agem de acordo com seus interesses, mesmo que seja uma barca furada e apresente imensos prejuízos. Por ironia do destino, seguro e garantido só mesmo o vice, que foi o pivô da queda do candidato, que está num esparro maior do que o mundo e nesse contingenciamento todo, o povo não deve ser ludibriado, mas está sendo enrolado. Isso é uma tragédia ipiraense. O povo tem que saber a verdade e não deve ser massa de manobra de quem quer que seja. Não é justo que o cidadão-eleitor de Ipirá vote num macaco e eleja um lagartixa. Não enrolem o povo de Ipirá.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

VOCÊ SOFRE DE AMNÉSIA?


“Ganha eleições quem tem dinheiro”. Por causa dessas idéias compram-se votos em grosso e a varejo, assim sendo, isso virou uma exigência da economia que gira em torno das eleições, que envolve muitas atividades especulativas do mais alto grau de esperteza. O município de Ipirá tem 83,2% da sua população com renda de um salário mínimo para baixo. A carência das pessoas é o melhor cliente dessa especulação eleitoral. Na medida em que você sofre de amnésia não lembra e nada disso importa.

O prognóstico de gasto de cada uma das duas oligarquias que pretendem governar a prefeitura de Ipirá é de 500 mil. Não deve causar espanto anunciarem tanto dinheiro para conquistar uma prefeitura minúscula e inexpressiva como a de Ipirá, não está posto que: “ganha eleições quem tem dinheiro”. Tratando-se da prefeitura de Ipirá, o que está em jogo não são inexpressivos 100 mil reais mensais, mas uma bolada gorda de quase 6 milhões mensais. Não tem nada a ver com o interesse público ou amor a Ipirá, por mais que sua amnésia não permita que você visualize essa demanda.

“O pessoal acaba esquecendo”, essa é a esperança da cúpula da politicagem.  É bem provável que o indiciado, munido de um punhado de ordens judiciais, se eleja prefeito novamente, afinal de contas, você sofre de amnésia. Ao final das contas, as pessoas acabam esquecendo e nada melhor do que o esquecimento para que a encenação da politicagem atinja o seu apogeu na intensidade máxima do seu sentimento e emoção, leitor e eleitor, que nada tem a ser afetado pelo fato de Ipirá ter 83,2% de sua gente em estado de pobreza e abaixo da linha de pobreza. A amnésia não deixar ver essa chaga.

Se existe um inocente útil e ingênuo por natureza é o portador de amnésia. Seis milhas mensal é um oásis em meio à pobreza. No capitalismo, as pessoas querem ser ricas, bilionárias, trilionárias, é a essência do sistema. Para ficar rico em um lugar de pobreza o caminho mais pavimentado é a prefeitura. As oligarquias locais colocam-se como as únicas com pleno poder, capacidade e condições de governar o município de Ipirá. Os sofredores de amnésia comem esse H.

As oligarquias locais apresentam-se divididas em duas chapas: a “chapa branca” (oficial) e a “chapa da família real”. Embora, ambas, sem gozar de confiança e credibilidade, devido a uma prática espúria e um passado tenebroso, acham-se investidas de uma missão especial “salvar Ipirá”. Mas é jogo de poder, que envolve cobra criada e lacaios de toda ordem.

A Oligarquia controla o grosso do dinheiro público e tenta driblar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Meia-dúzia de cupinchas apresentam-se como empreiteiros nas licitações públicas (construções, transporte, lixo, merenda, etc.), para darem uma bocada no bolo; outra meia-dúzia, como comerciantes atrás do cliente prefeitura, para darem a sua mordida. Uma parcela mínima do grupo vende a alma em busca de uma pequena oportunidade junto ao poder (emprego assalariado, aluguel de um carro, de uma casa, etc). 83,2% do povo de Ipirá continua vivendo na pobreza e abaixo da linha de pobreza, necessitando de assistencialismo de toda ordem. Essa é a espinha dorsal do esquema político numa localidade pobre.

Para chegar ao poder a oligarquia tem que ludibriar o povo. O vereador e o cabo eleitoral são os elementos mais importantes no esquema. São os controladores dos votos dessa população que vive na pobreza e tem que ficar na pobreza para serem objetos de manipulação eleitoral. Os vereadores são os vaqueiros do rebanho da oligarquia. Não é à-toa que os oligarcas dizem que possuem um patrimônio de treze mil votos. O vereador quer o seu quinhão no sistema e nada mais. Estão no seu limite como bons serviçais das oligarquias.

É um jogo de interesse. Os interesses das oligarquias e sua turma contra os interesses públicos da população. A parcela de pessoas conscientes e independentes em Ipirá toma corpo, resiste e atua contra esse esquema oligárquico. É uma pena que o petismo local tenha embarcado nesse jogo de “farinha pouca, meu pirão primeiro”, esquecendo inclusive o bravo tempo em que seu vereador “Buscando a Cidadania” numa atuação exemplar, de vigilância e defesa do bem público, combatia as mazelas de prefeitos do tipo LC e AC, dignos representantes das nefastas oligarquias locais, inclusive, dando origem aos processos que os tornaram fichas sujas. Querer negar isso, só se a população tivesse esquecimento congênito. Dizer que não foi assim, só tendo muita cara-de-pau para achar que a população de Ipirá sofre de amnésia.