domingo, 20 de janeiro de 2013

NINHO DE COBRA.

 
Dia 17 de janeiro, começaram a rodar os ônibus para trazerem os alunos da zona rural que estão matriculados na rede estadual de ensino. No Bonfim, muitos alunos ficaram sem poder vir, o transporte estava atulhado, com lotação total, parecendo lata de sardinha. Não era ônibus, era uma vã. Compareceram os alunos do Evangelina.

Dia 17 de janeiro, a prefeita Ana Verena solicita licença. "Em sua mensagem de solicitação da licença, a prefeita alegou se encontrar com stress, que   ocasionou sérias repercussões cardíacas e elevados níveis tencionais, e por aconselhamento médico terá que se ausentar por este período para uma melhor investigação diagnóstica até porque o histórico familiar tem exemplos de mortes súbitas."
 
Em entrevista, no noticiário, no boca-a-boca, o que mais fizeram questão de enfatizar foi o “sem vencimentos” da licença. O fundamental é a questão da saúde da gestora. Procuraram superestimar o “SEM VENCIMENTOS” de maneira que não tem nada mais a ser questionado. O mérito da solicitação está no estado de saúde da prefeita. Na sessão extraordinária, um vereador comentou: “o município de Ipirá vai economizar dez mil reais.” Não comentou o prejuízo que é não ter a gestora definindo o seu esquema de trabalho nos primeiros dias de seu mandato. Fico indagando se serão os proventos da prefeita que porventura levarão à estagnação financeira do município? Tampouco a salvação.

Vamos supor que o prefeito fosse um trabalhador comum, de parcos recursos financeiros, que ficasse doente e houvesse a necessidade de afastamento. Seria crime receber os seus proventos? Seria indecente? É um direito? Estando doente é justo e legal que receba o que é de direito. Não recebê-lo é opção, mas não é para se fazer esse estardalhaço que sugere honestidade honestíssima. Não quer dizer nada. É fogo em pólvora. Diante do mérito da questão (estado de saúde) não quer dizer muita coisa.

Outro argumento veiculado e que chama à atenção, merecendo um entendimento maior, é aquele colocado na nota do site Ipirá Negócios que enfatiza: "É importante ressaltar que a licença médica não impede a prefeita de fazer suas atividades pessoais, profissionais e de viver sua vida normalmente." 
 
Aqui mora o X da questão. O problema de saúde da prefeita é pressão alta e repercussões cardíacas causados por stress. Está claro, esse estado é sintomático do stress provocado pela nova função que ela passou a exercer. Suas atividades normais não provocam stress, tudo normal. Todo problema está na atividade pública. Ou não é assim? Fazemos votos que ela melhore substancialmente e concretamente a sua saúde de forma a poder exercer plenamente as suas atividades públicas. O que interessa diretamente à totalidade da população ipiraense é o exercício da gestão pública. A questão da governabilidade do município é imprescindível. Esperamos que a prefeita retorne em pleno estado de saúde e exerça o seu mandato com tranqüilidade, sabedoria e independência para o bem da população de Ipirá.

Macacos no poder municipal. A condução da campanha eleitoral do grupo ficou a cargo do ex-prefeito Diomário, que patrocinou uma atrapalhada de dar pena. Lançou um candidato que não era candidato; colocou uma candidata que não tinha pretensão de ser candidata; trocou o 11 pelo 22; venceu no limite. Festas, festanças e festejos. A macacada é formada por vários grupelhos: o de Antônio Colonnezi; o de Jurandy Oliveira; o do PT e o de Diomário. Um querendo passar por cima do outro. Esse ninho de macaco parece mais um ninho de cobra. No poder vira um furacão. E no olho desse furacão colocaram a prefeita. Aqui está a espoleta que detona o stress, que coloca a pressão nas nuvens e provoca o licenciamento por 30 dias do cargo.

Na rabada do furacão está o arranca-rabo da Assistência Social. O grupo de Jurandy Oliveira assumiu a Secretaria de Assistência Social e está realizando uma verdadeira auditoria extra-oficial no setor. O que a macacada trouxe para as ruas e está chegando ao conhecimento público é um verdadeiro e vergonhoso ESCÂNDALO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, com um obsceno mar de lama patrocinado pela administração do ex-prefeito Diomário.

A população fica na dúvida e sem saber o que está realmente acontecendo, porque essa é uma prática suja, maliciosa, velhaca e ignóbil do deputado Jurandy Oliveira: fazer denúncias vazias e fabricadas com a franca intenção de manchar a reputação dos seus desafetos e isso de forma sorrateira, sem dar a menor possibilidade da pessoa se defender. Por outro lado, com o nível das pessoas que estavam à frente da secretaria não é de duvidar que os acontecimentos que estão aflorados e divulgados pela própria macacada não estejam fundamentados na verdade. Temos que abrir os olhos para o seguinte: o canalhismo está fluente em torno do poder público. A maledicência é a arma da covardia que impera nesse ambiente. Assim é o furacão, prefeita! Quem não se encaixa, explode o coração.

O que causa espécie é que o ex-prefeito Diomário arrotava que processava quem denegrisse o seu nome. E seu nome, através da sua administração, está sendo jogado num lamaçal, enxovalhado no esgoto e ele não diz nada, parece que não tem nada a dizer e que não vai dizer, nem para se defender, e não sai da prefeitura (quando era prefeito, quanto menos tempo na prefeitura melhor) ninguém sabe porque, justamente um gestor que montou na manipulação da verdade a eficiência da sua administração. O ex-prefeito Diomário mente sem a menor cerimônia quando diz que o Matadouro de Ipirá está com 90% de sua obra concluída, só restando para a prefeita 10% de complementação (publicarei fotos tiradas no dia 31-12-12). É isso e outras coisas sórdidas que causam um estado de saúde insatisfatório na prefeita.

Depois de tanta armação que essa macacada fez na campanha, a população de Ipirá só quer o bem do nosso município. Passou a campanha. É hora de dar um basta nesta embrulhada. Prefeita, descanse e se restabeleça! Retorne e faça o seu trabalho com independência, transparência e sem a doença do grupismo. É isso o que o povo de Ipirá espera e para isso V. Exa. foi a pessoa escolhida para gerir o destino de nossa terra por quatro anos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

TRINTA DIAS.


Uma licença de trinta dias para quem tomou posse há 15 dias. Saúde ou férias? Será que depois das carreatas, passeatas, festejos de campanha e comemorações da vitória caiu a ficha? Parou, pensou: “o que foi que eu vim fazer nesse lugar?” Agora é hora de trabalho, de muito trabalho. Ipirá quer isso: trabalho. A realidade do outro lado do cargo é dificuldade, cobrança, reivindicação, problema, aporrinhação e pressão, sem falar nas propostas descabidas, indiscretas e descaradas do próprio grupo. Isso tudo preocupa-nos pouco. É problema da Servidora Pública no. 1 de Ipirá.

Trinta dias, também, é o tempo que os alunos da zona rural de Ipirá estão sem freqüentar as aulas da IV Unidade na rede estadual. Férias ou saúde? Nem uma coisa, nem outra. É por falta de transporte público. A ficha desse alunado ainda não caiu. Isso é problema gravíssimo e preocupa muito mais do que o outro, pois significa a exclusão determinada, intencional e escrota de quase mil alunos da educação.

Dois milhões de reais nos cofres da prefeitura deixados de boca, no discurso, pelo ex-prefeito Diomário. Oitenta mil reais é o que precisa para transportar os alunos da zona rural para a escola. A prefeitura não tem ou não quer dispor desse valor. Empacou o transporte. Essa matemática só pode ser esquadrinhada com uma auditoria. Aí o mundo desaba. Não! Isso não! Valor da farda da fanfarra; fantasmas e outras estripulias do ex-prefeito só podem ganhar corpo pela boataria, no disse-me-disse para detonar o ex-prefeito. Detonadas estão as famílias que têm que pagar para transportar seus filhos para estudar em Ipirá. Do Malhador, R$ 150,00; do Alto Alegre, R$ 250,00 por aluno/mês. Um detono. Quem pode pede licença e deixa o abacaxi no peito de alguém.

A politicagem de Ipirá conseguiu criar um monstro que engole os politiqueiros. Eles não querem enxergar esse monstrengo. Foram anestesiados. No sábado, um dia antes das eleições, uma candidatura tomou emprestado duzentos mil reais para utilizar na boca-de-urna. Lascou a boca. Passada a anestesia vem a cobrança. Virou refém dessa gente. Sete prefeitos foram algemados e presos, esta semana, pela polícia federal no Espírito Santo. Jovens promotores estão vigilantes e atuantes na intenção de moralizar a coisa pública neste país. Na pressão uma licença alivia a alma.

A politicagem de Ipirá conseguiu criar um monstro que engole estudantes da zona rural. Quando eles menos esperam, suspendem o transporte. Estão engolidos. Tiram-lhes a educação, pronto, estão engolidos e trucidados. Lascaram a boca. Não tem quem lhes empreste dinheiro para freqüentar a escola, apesar de serem bons pagadores. Não podem solicitar licença. Não possuem direitos respeitados quanto ao transporte público, imagine à licença para aliviar a alma.

Trinta dias sem transporte para os alunos da zona rural. Transporte é responsabilidade do governo estadual petista, Jaques Wagner. Vem aí, trinta dias com o vice-prefeito Ademildo Almeida, petista, à frente da administração municipal. Os alunos da zona rural de Ipirá estão sem o transporte escolar há trinta dias. Isso é um problema gravíssimo. Isso é uma questão de vontade política. Resta vê como essa gente atende e encara as questões e os problemas dessa monta, que envolve a população rural de Ipirá. Isso é uma questão de urgência, porque a educação não pode sair de licença por trinta dias. Espero que o poder público em Ipirá não tenha pedido licença.

domingo, 13 de janeiro de 2013

ESPERANDO NO PONTO DE ÔNIBUS.


Para alguns, o problema não existe. A solução é empurrar com a barriga e vê no que vai dar. A Secretaria de Educação do Estado embaralha-se na burocracia enquanto o problema persiste mostrando firmeza. Com essa maresia do Estado, transporte para os estudantes de Ipirá só Deus sabe quando. Paciência! Essa moleza da Secretaria de Educação é obra do tempo, quem quiser que espere para ver.

As reuniões locais para resolver o problema ocorrem com atraso, pois acontecem no meio do problema, ainda bem, embora sem a devida solução e, pelo andar da carruagem, essa solução está amarrada em promessas, só prometimento. Prometeram transporte para esta segunda-feira, dia 14, com doze dias de aulas. Fiz essa postagem um dia antes.

Durante o ano, os alunos vieram para as escolas, no transporte pago pelo Município com o dinheiro do Fundeb. As aulas do município encerraram no dia 20 de dezembro. Surgiu o problema: não tem transporte, ou melhor, não tem quem pague. O Estado não tem uma operacionalidade rápida para solucionar o impasse burocrático. A Prefeitura Municipal não se coloca como responsável pelo pagamento.

Estão sendo desrespeitados em Ipirá quase mil alunos da zona rural, que estão matriculados na rede estadual. Além do desrespeito por negligenciar um pressuposto que vem acoplado no ato da matrícula, o transporte escolar, com dinheiro público, com receita do Fundeb.

Mais grave ainda, é o fato desses alunos estarem sendo excluídos da educação, por causa dessa falta de transporte. A escola que tem um discurso voltado para a inclusão peca de forma irresponsável por ir de encontro ao que prediz. Uma vergonha.

O bate-cabeça é entre o Estado e a Prefeitura. O ex-prefeito deixou o abacaxi na mão da prefeita e nem descascou. No dia da posse da prefeita, estavam estacionados mais de 10 ônibus escolares, desses amarelo e preto, que o ex-prefeito disse que comprou com recurso próprio. Estavam enfileirados. É para mostrar ao povo que Ipirá tem ônibus escolar. Todos eles desfilaram pela avenida. Mostraram o progresso que chegou ao nosso município. Até o dia 13 de janeiro os alunos que moram na zona rural de Ipirá estão sem transporte para trazê-los à escola. Não tem ônibus. Uma vergonha. Imagine o cheiro repugnante da pizza que está sendo preparada para ser transportada escolarmente.

domingo, 6 de janeiro de 2013

TRANSPORTANDO O ALUNADO PARA A CASA DO CHAPÉU.



É uma situação complicada. Não há transporte para trazer os alunos da zona rural para assistirem aulas da rede estadual, este mês, em Ipirá. É incompreensível. Não tem quem pague o transporte! Imagine se isso é possível. Não tem quem pague a conta do transporte!

A Secretaria de Educação do Estado não se pronuncia a respeito. O Estado faz de conta que o problema não existe e que não é da sua alçada. A Prefeitura Municipal age como se o problema estivesse acontecendo em Quijingue; não quer nem saber. Enquanto isso, mais de duzentos alunos matriculados nas escolas estaduais no município de Ipirá não estão comparecendo às aulas, que não estão acontecendo, porque esses alunos que moram no interior do município não estão comparecendo. Veja que situação. Parece estória da carochinha ou de Neco Atrapalhado de Ipirá: “tem, mas não tem”.

É um descaso completo. O Estado, na prática, nega e sonega o direito dos adolescentes de freqüentar a escola em Ipirá. O Estado negligencia o acesso dos jovens à educação, depois de lhes permitirem a matrícula na rede estadual. Agora, não tem transporte e se virem que o problema é de vocês. Observem que esculhambação! Um poder público que não consegue dar sustentação a uma questão fundamental e elementar para o jovem: o direito à educação.

Um simples transporte, ou seja, algo em torno de 50 mil reais, o que representa, podemos afirmar sem medo, um valor insignificante para o Estado e, de repente, torna-se uma coisa tão difícil que parece que é um dinheiro do outro mundo. É coisa para as pessoas ficarem indignadas. Com tanto dinheiro saindo pelo ralo, não é possível suprir um montante ridículo desse.

Tem mais, não adianta esperar pela Prefeitura Municipal, porque não é um problema de sua responsabilidade, mesmo sendo um problema que está acontecendo no município de Ipirá. É incrível como as coisas acontecem neste país. Ninguém é responsável por nada. Até um gasto público num montante tão insignificante é “joga prá lá que o mandu é teu”. Se a Prefeitura Municipal de Ipirá está tão deficitária e não pode arcar com esta despesa do seu parceiro na política, o governo estadual, pelo menos, tome a iniciativa de cobrar junto às autoridades estaduais uma solução para o problema que atinge parcela significativa da juventude rural de Ipirá, que não pode sofrer as conseqüências devido a uma negligência de quem tem por obrigação de suprir os encargos determinados na Lei. Ou esses jovens não são merecedores desta atenção e disposição do poder público municipal? Mesmo não sendo responsabilidade do poder municipal, não deixa de ser um problema do mesmo.

É um desrespeito à Lei. Os órgãos públicos não querem obedecer à Lei, embora afirmem que a educação é uma prioridade e um princípio fundamental para o desenvolvimento da nação. Fico pensando no balaio de quermesse que querem transformar a educação em Ipirá. Quando quem tem a obrigação de resolver o problema não o faz, dá margem para que apareçam as mais estapafúrdias soluções. Já ouvi de “boas bocas”: “não é nada não, é só passar um trabalho para eles fazerem em casa, depois eles entregam na quarta-feira, que é quando tem transporte e recebem suas notas”. Eu só posso dizer o seguinte: “Ô lá em casa! Que saudade de uma quitanda da educação que vendia diploma a preço de banana”. Aquilo é que era tempo.

sábado, 29 de dezembro de 2012

É DE ROSCA.

Estilo: ficção
Natureza: novelinha
Capítulo: 51 (mês de dezembro 2011) – faltaram 12 capítulos para coincidir com o mandato do prefeito Dió.
 
Primeiro de janeiro 2013. 4h da tarde.
O prefeito Dió passou a coroa, o cetro, o báculo e a chave para a prefeita Ana Verena. Deixou de ser papa, imperador e chefe do poder centralizador. Acabou, prefeito Dió! Acabou e V. Exa. não fez o matadouro. Oito anos e não conseguiu fazer o matadouro. Não fez o matadouro! Não botou o matadouro para funcionar.
 
Com a palavra o ex-prefeito Dió:
- Era uma obra que eu queria entregar ao povo de Ipirá, mas eu fiz 90% da obra.
 
Então a nova prefeita só tem 10% para concluir a obra. O prefeito Dió deixou do jeito que encontrou: com 100% de problema para botar aquele elefante branco para abater um bovino e pior ainda, para matar um ovino ou caprino. Acabou prefeito Dió.
 
Primeiro de Janeiro de 2013. 4h da tarde.
Com a palavra o sujeito do Blog:
- Eu queria muito terminar essa novelinha como era meu objetivo, justamente no dia em que abatesse o primeiro carneiro. Mas eu fiz 90% da novelinha, pois cheguei ao capítulo 51.
 
Acabou, Sujeito do Blog! Você não conseguiu fazer a novelinha, teve oito anos e não conseguiu terminar essa novelinha. UUUUUUU! Não conseguiu!
 
- Realmente, não foi possível acompanhar a ineficácia do prefeito em relação ao matadouro, mesmo assim ainda consegui fazer 51 capítulos, o que não é fácil, porque tem que ter muita criatividade e muita imaginação. Não é fácil.
 
O último capítulo, o 63, já estava pronto: Seria a grande de inauguração com show pirotécnico nunca visto em Ipirá e banda de música; um churrasco no local acompanhado de muita cerveja. O primeiro carneiro a ser abatido, seria tirado o couro e espichado com varas, esse seria o estandarte pendurado na entrada do matadouro. Uma banda do primeiro carneiro abatido e o seu bucho sem a limpeza seriam embrulhados, em papel de presente, e enviados para a Praça da Bandeira no. 228, a residência do Sujeito do Blog, com um cartão de agradecimento: “ bom apetite, canse a língua e tenha uma boa caganeira” Assinado: prefeito Dió.
 
Suspense: não foi possível gravar esse capítulo.
 
Leia o capítulo 50 (novembro 2011) bem abaixo.
 
Observação: essa novelinha FOI apenas uma brincadeira literária, que envolveu o administrador municipal e o matadouro local e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

TUDO INDICA UM TRISTE FINALE.


Sexta-feira, véspera das eleições, uma rodada decisiva de 200 mil reais para a macacada: o prefeito berrou que não tinha dinheiro. Com várias lideranças sem cadastro atualizado e disponível no banco não havia meios de tomar empréstimo. Recorreram a quatro amigos do grupo e solucionaram o problema: cem de um e cinqüenta de outros dois. O prefeito sabe que grana é fator de triunfo nas eleições mercantilistas de Ipirá. Sabe, mas negou ao apelo do macaco. O prefeito viu a banda passar e não acompanhou. Os macacos cismaram. O prefeito não gastou e ficou mal com a macacada.

Não foi só isso. Diomário era tido como um grande estrategista e pensador político. Neste último pleito eleitoral, ele conseguiu a façanha de ser o maior transformista que já houve em Ipirá; deixou de ser estrategista e passou a ser o maior atrapalhado que já houve em uma eleição em Ipirá. Manteve uma candidatura improvável, impossibilitada, em completo impedimento ou melhor, na banheira, utilizo termo de futebol e ele argumentou com um provável parecer de um Ministro do Supremo. Uma lambança de primeira ordem imprimida por um fantástico fanfarrão.

Faltando poucos dias para as eleições, a macacada foi obrigada a trocar de candidatura e foi uma correria desembestada para trocar o 11 pelo 22. Tudo isso por culpa de quem? Do prefeito Diomário que queria ser o centro de referência e das decisões. Foi um embananador de mão-cheia. Um vendedor de ilusões para o eleitor; um iludido para o grupo da macacada. Candidato de oligarquia é fruto da árvore genealógica: não sendo o marido é a esposa, não sendo esta, é o sobrinho. O prefeito acha que foi ele quem lançou a candidata. Gosta de se enganar. A candidata eleita que não se deixa enganar, sabe que ele não tem cacife para tal. A resposta já está deixando de ficar entalada na garganta.

O resultado das eleições (49 de frente) deixou o prefeito Diomário mal na fita da macacada. Na campanha, esteve mais para quinta-coluna do que para protagonista ou condutor da campanha. Sua atuação como padrinho da candidata foi um verdadeiro fiasco e ele está pagando pelo que plantou. A sua gratidão mostrou-se tão precária e fraca que foi de uma pobreza singular, ou bem melhor, um sussurro da boca prá fora. Não perdeu uma eleição ganha por um triz.

O prefeito Diomário não indicou uma secretaria para a nova administração de Ipirá. Está chateado e achando-se injustiçado. Tadinho dele, dá uma peninha! Tomando dois wisky não esconde o que acha que deve ser: “ em time que está ganhando não se mexe; não era para a prefeita trazer esse pessoal de fora!” Não passa de um palpite surdo. As duas cartas que ele faz questão de defender e amparar não gozam da simpatia da macacada. São cartas fora do baralho da macacada. A caneta do prefeito Diomário já secou. Além do mais, o prefeito Diomário é um bocudo de primeira grandeza, não via a quem, nem com quem para deixar de comentar: “essa macacada é incompetente.” Seguindo o seu conselho neste palavreado a prefeita trouxe pessoas de fora.

Diomário não vai dar mais as cartas. Seu tempo findou. Perdeu a Assistência Social para o deputado Jurandy, que vai voltar a ser deputado de fato e poderá voltar a ser candidato a deputado (Diomário impediu a de prefeito). Entre Diomário e Jurandy, a macacada fica com o segundo. Adios Diomário. Fez mil e uma ingrisia, alinhavou até pelo avesso e não deu em muita substância; fora da macacada não é lá essa coisa toda; é um belo representante do nada; uma liderança concebível de coisa alguma; não era o cacique que muitas vezes sonhou que era. Prefeita, não esqueça Diomário! Mantenha o pagamento dos funcionários em dias e não pinte o meio-fio da cidade porque o administrador Diomário gastou milhões de reais nesta irrelevante obra; faça justamente o que ele deixou de fazer, pague o transporte escolar para os alunos da rede estadual, é só o mês de janeiro e fevereiro, dessa forma a Digníssima prefeita ficará bem na foto. Quanto a Diomário! Eu só queria saber uma coisa: quanto o prefeito Diomário gastou na campanha da prefeita? Tai uma coisa que eu gostaria de saber.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CREPÚSCULO.


Excelentíssima Prefeita de Ipirá, Ana Verena! Tenho lá minhas dúvidas quanto à sua futuríssima administração nesta terra, até mesmo, porque a digníssima prefeita não tem o cheiro desta terra e, muito menos, degustou do sal deste chão, por isso, eu faço uma perguntinha simples, só responda com ação: o que a prefeita vai fazer pela economia rural do nosso município? Pense, enquanto eu continuo pensando por meu lado.

Está findando a administração do prefeito Diomário. A administração e a força da caneta. A força da caneta e a carreira. A carreira porque a macacada está eufórica e não perde o tempero, ou melhor, o destempero: “é a vez do nosso grupo comer”. Essa gente pensa que o dinheiro público é para ser fatiado entre os coligados. Essa gente é aquela sombra ou assombração que joga no lamaçal o nome, a honra, a dignidade de qualquer gestor. O grande inimigo da prefeita está em casa, no próprio grupo da macacada.

Voltando ao prefeito Diomário, é o fim da carreira. Os macacos ganharam por 49 votos de diferença, quase nada, e isso provoca uma grande diferença, porque os macacos não perdoam o prefeito Diomário quando afirmam que: “a frente foi pequena porque o prefeito Diomário não gastou com a campanha”, alguns dizem mais: “ ele não gastou e ainda pagou coisas da prefeitura com o dinheiro que era da campanha”. Os macacos assim enxergam e, assim enxergando, fazem com que a cabeça siga pensando desse jeito, assim sendo, analiso eu: “ Diomário é uma espinha atravessada e encravada na garganta da macacada, que não consegue engoli-lo e parece que o dito-cujo não terá muita vez. Vai ser fritado.”

Já está sendo fritado. O grupo de Diomário não indicou um secretário. Os dois nomes que ele tenta proteger e amparar sofrem uma rejeição homérica dos macacos. Sem poder de mando perdeu o poder de decisão, virou uma jangada sem rumo em mar aberto e não tem como influenciar com peso nas futuras candidaturas do grupo e macaco não aceita novamente uma candidatura sua e, talvez, quiçá, nem mesmo a sua interferência. Está mais ou menos clara a extensão do papel político de Diomário na política de Ipirá, mas esse papel não pôde e não pode ser desempenhado senão a serviço da oligarquia que domina o grupo da macacada. Aliás, sejamos bem realistas, o grupo de Diomário só tem o advogado G.M. com possibilidade de ser prefeiturável, principalmente pela honradez, mas totalmente escanteado levando-se em conta o principal fator para ser um candidato em Ipirá, o cifrão (infelizmente chegamos a esse ponto e essa gente que domina Ipirá não quer entender isso, estão todos a caminho do inferno na própria terra).

O acesso ao governo estadual será da prefeita. O ex-prefeito Diomário não terá nenhuma serventia nesta confabulação. O crepúsculo é o fechamento das cortinas. Esse acesso seria a fenda que daria um suspiro ao ex-gestor, subtraindo-a em sua integridade, resta o espaço vazio, mais precisamente a lacuna da falta de possibilidade e o consolo do tempo livre, do momento de lazer e da folga em Praia do Forte. Não conseguiu se estabelecer como liderança nem como força política em Ipirá. Constituiu-se uma força minoritária dentro da macacada. Deixado o poder o rei desnuda-se.

Mas, nem tudo significa água jogada fora da bacia. O ex-prefeito pode muito bem refazer o seu caminho e pavimentar de forma mais consistente a sua trilha política, bastando simplesmente se filiar ao PT, onde será bem recebido pelo governador petista e dará mais força e robustez ao partido local e se consolidará como um representante petista à altura e de respaldo para fazer a ponte entre uma prefeita do PP ou de qualquer partideco e o governador do Estado. Dentro do diagrama e do corporativismo dos macacos, Diomário não tem espaço, coisa que ele só poderá estabelecer com força tornando-se um líder do PT local.

Mas, tudo isso interessa muito pouco. O fundamental é a pergunta: Prefeita, o que a sua administração pretende fazer pela economia rural de Ipirá, que se encontra em estado de depressão, beirando a falência? Prefeita, esse é o grande problema de Ipirá. É um fator estrutural e essencial para o nosso município; nada sendo feito, depois, nas campanhas políticas, que não seja motivo de orgulho e de grande vantagem a badalação de que sua administração conseguiu aumentar substancialmente o número de bolsa família no município de Ipirá. É sua vez de agir, prefeita Ana Verena. O projeto de desenvolvimento é seu.