quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

OTARIPANOS.


A vida é semelhante a um filme ou podia ser. O começo: no enterro de um ex-prefeito, outro ex-prefeito disse para alguém que mora em Brasília “vou deixar o PT na prefeitura de Ipirá.” Impossibilitation, impossible, impossível. Seria o enterro da macacada, não na acepção vulgar desta palavra, porque seria uma morte súbita com a grandeza da ressurreição. Seria um milagre.

As coisas da vida acontecem como num filme. Quando o então prefeito Diomário chegou com um pacote de papel e colocou em frente ao líder Antônio Colonnezi e disse: “eis as provas dos ministros; você só não é se não quiser.” O líder ingenuamente acreditou que era o que não era; se assim não o fosse não teria acontecido a fotografia do líder paspalhão e sua trempe. Naquele exato momento, a legião de macacos era vista e transformada num ajuntamento de otaripanos. Você sabe o que é isso? É aquele boneco Mané-Mole que só faz sacudir os braços e as pernas e tem o juízo gelatinoso, porque pensa pouco ou quase nada, mas não é por falta de inteligência, é simplesmente porque tem preguiça de pensar. Aí vira boneco, marionete, mamulengo e no dizer das lideranças que os controlam, bestas.

Nem todo mundo é besta o tempo todo como os sabidos querem que sejam. Faltando vinte dias para as eleições, quem era passou a não ser. Acertaram com Dudy que desejava ser e desembarcou em São Paulo sendo para retornar deixando de ser por não rezar o ABC da cartilha que trazia a impossível lição “o PT na prefeitura de Ipirá.” Faltavam votos e dinheiro.

A busca da vitória traz a ansiedade que não deixa pensar bem pensado e vira burrice. Empurraram uma candidata que não queria ser e foi. O Blog dizendo: “cuida da medicina que eu cuido da administração.” O Facebook rebatendo: “acorda, Agildo.” Meia palavra basta para bom entendedor. Boca de urna com duzentos mil reais emprestados ou ofertados para a campanha, belo presente dos amigos, assegura a votação nem que seja na marra. Grupo Macacada votando sem pensar e fazendo prefeita sem querer ser.

14.891 votos para um mandato de 15 dias. Uma quinzena extremamente estressante com os macacos aloprados na cola; atanazada no juízo pelos macacos viciados; perturbada pela macacada mal intencionada; sofrendo achaque de malfeitores macacos; chantageada por macacos; coagida pela intendência diomarista; assombrada com o que viu e aterrorizada pela assombração do diomarismo. Essa macacada faz muita lambança. Não tem quem agüente. É alta pressão para pressão alta, a medição vai de 50 por 30 com exagero e tudo. Outdoor estampado “ 14.891 votos para renovação da política de Ipirá”. PT na prefeitura de Ipirá.

O ex-prefeito Diomário, no seu interesse, articula bem. O líder dos macacos, no interesse do grupo, articula pessimamente mal. É boca aberta, não sabe onde pisa, não tem firmeza, não sabe saber, mas é líder, fazer o quê? Líder de grupo que pensa pouco em grupo e lança candidata que pensa menos ainda em grupo, desiste no meio da empreitada, mas tem liderados, fazer o quê? Diomário deu um nó tático na liderança da macacada. A liderança da macacada deu um chega prá lá nos liderados, mas ainda quer ser líder, fazer o quê? Os interesses pessoais são mais poderosos que os interesses grupais, fazer o quê?

Na contabilidade é que os interesses pessoais se agigantam, crescem bem mais, muito mais, do que os interesses grupais. O salário de um trabalhador da medicina está na casa dos trinta para cada um; o gestor em torno dos dezesseis para um só. Os interesses pessoais são mais poderosos que os interesses grupais, pelo menos na contabilidade. Na matemática não tem comparação.

Na vida existem circunstâncias em que é muito difícil fazer uma escolha. Vacilo foi de quem colocou uma candidata que não pediu para ser, não queria ser e nunca quis ser. Correram o risco. A ex-prefeita Ana Verena foi uma pessoa determinada e de caráter. É preciso ter coragem para ter caráter. Não aceitou ser uma “Maria vai com as outras”; uma marionete nas mãos de quem quer que seja; não aceitou ser manipulada pelo grupismo que assola e atola Ipirá; não acatou os “arranjos descarados” do afastamento em série. Foi justa na ação e dúbia na mensagem. Não quis dizer o que não pode ser dito, fazer o que? Assim caminha a humanidade no planeta dos macacos: um dia macaco, logo passa a ser otaripano, depois vira petista, passando a ser gente. Deixar de macaquice. Deixar de ser massa de manobra e ser cidadão livre e com direitos. Eis uma lição para quem gosta e não tem medo de aprender.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

QUEM VAI RENUNCIAR PRIMEIRO?


Dizia o poeta: “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante.”
Nasci nesta cidade de Ipirá e não quero fazer essa paródia com a minha cidade, com a nossa cidade: “Triste Ipirá! Deveras é semelhante.”
Não quero e não devo, por isso faço esse manifesto, não sei se de alerta ou de desabafo.

O papa Bento XVI renunciará no dia 28 de fevereiro. O papa está sendo coerente,  justo e magnânimo na medida em que, percebendo que o corpo não permite ir além de seu próprio limite vai abdicar, assim sendo, expõe o seu apreço pela Igreja Católica, da qual é o sumo sacerdote.

Em Ipirá, (16/02/13) a situação está nebulosa. É engraçado observar como “os macacos” estão confusos e têm pouco a dizer sobre o que está acontecendo. O edifício de suas crenças desabou. Suas referências não mais servem, frente à força dos fatos. Alguns, mais espertos, estão calados esperando o furacão parar de soprar. Outros, menos precavidos, enchem os ouvidos das conversações que dispõem, com um monte de bobagens. Poucos sabem o que está por acontecer.

Ipirá espera da prefeita Ana Verena uma atitude coerente. Não é fácil tomá-la. Às vezes é mais difícil do que se imagina. A comunidade ipiraense espera uma atitude sensata. Longe de ser a conduta melindrosa de uma adolescente pirracenta querendo impor o impossível por mero capricho, ou a ação impulsiva de uma criança birrenta que quer por que quer que as coisas aconteçam no seu querer. Não é por aí. Prefeita, Ana Verena! Ipirá quer bom senso e respeito; só isso, respeito e bom senso.

Todo ipiraense sabe as dificuldades em que vive o município. O município de Ipirá estava sendo castigado e derrubado por uma seca prolongada e inclemente. As chuvas vieram no início de novembro, amenizou a questão da água; em janeiro, choveu em algumas regiões, em outras não, o fato é que nos deparamos cotidianamente e rotineiramente com a estiagem ou com suas graves conseqüências que colocam o nosso município em xeque-mate, ou na berlinda, ou no corredor da morte, como queiram.

A verdade é que a economia rural de Ipirá está estagnada. Tem que acontecer uma atitude séria para se combater e se reverter essa situação lastimável. Isso é vital. Ipirá, como um todo, é dependente inevitável dessa economia rural. Onde está o poder público municipal? Não está no seu devido lugar. Está vivenciando uma crise de identidade e de governabilidade. Prefeita, Ana Verena! Tem questões prementes no município que exigem uma ação imediata e grandiosa de seus administradores e a bola não pode estar dividida. Não brinquem com Ipirá.

Ipirá tem problemas sociais graves. As questões de saúde pública e educação são problemas mal resolvidos em nosso município. Não minimizem Ipirá e suas necessidades. Não tratem Ipirá de forma irresponsável. Ipirá precisa de administradores que trabalhem em tempo integral; que sejam incansáveis vigilantes; que sejam íntegros nos seus afazeres constantes e diuturnos para destravar e conseguir dar passos para o desenvolvimento. Chega de quem não tem apreço pelo trabalho. Chega de quem não gosta e não quer se doar pelo município. A ação do Servidor Público no.1 tem que ter ressonância com as necessidades e com os interesses do município, caso contrário o óbvio torna-se contraditório.

Dizer que não existe uma crise de governabilidade para o “benefício de Ipirá” é querer tapar o céu com uma peneira. O administrador tem que ter vontade e dispor-se de corpo e alma para administrar Ipirá. Essa tarefa exige o tempo precioso do administrador. Ipirá não é um bode expiatório para servir de brincadeira para incautos.

Governar em benefício de grupo não é muita coisa, é simplesmente governar em benefício de grupo e isso não apaga os problemas corriqueiros que espremem e agridem Ipirá. Isso urge solução e a solução não virá sem a temperança, sem o denodo, sem a insistência, sem a boa vontade de quem se propõe a governar este município. O governo do município tem que ter a responsabilidade necessária e requerida para que se resolva e se solucione as demandas complicadas e complexas que ocorrem no dia-a-dia de um município do porte de Ipirá.

Não é fácil romper com o que está posto. Não é fácil sair da estrada costumeira, mesmo estando infectada. Não é fácil arredar-se do grupismo espúrio que está impregnado em nossa cidade, isso é pior do que o vício do crack. Não é fácil desgrudar-se da tramóia sórdida imposta. Não é fácil separar o joio do trigo no vigor do lamaçal. Sem o alerta, sem a vigilância necessária e precisa, quando menos se espera, está-se enroscado na engrenagem de um jogo politiqueiro sujo e indecente. Isso brilha como falsa realidade. Brilha e impregna. Impregna e suja. Suja a decência e a dignidade.

Quando o Servidor Público no. 1 menos espera, ele encontra-se atolado em um estado de sujeição; preso nas entranhas de pequenas máfias, talvez, de médios mafiosos que bradam que a coisa pública é “ COSA NOSTRA” e, às vezes, quem teve uma orientação ética precisa e sólida ao ver-se imiscuída nessas entranhas sente a náusea mortificante e o pudor vivificante. A vida é coragem e mudança. É necessário que existam pessoas diferentes. Diferentes e que tenham coragem e queiram as mudanças. Ipirá quer mudança e renovação. O Servidor Público no.1, seja quem for, não pode ser refém dos chantagistas que se proliferam nos grupos (jacu / macaco), nem dessa máfia que se incorpora no grupismo (jacu /macaco), que se formou e se consolidou em Ipirá e querem solapar os recursos públicos. È preciso dizer NÃO para os salteadores e SIM para o povo trabalhador de Ipirá.

Esse pequeno manifesto é um simples gesto pessoal, de uma pessoa que nasceu e gosta de sua terra, além disso, quer vê-la plena em desenvolvimento humano, no patamar de uma democracia política, também econômica e, mais do que nunca, social. Não quero e não devo cantar: “Triste Ipirá! O quanto é semelhante.” Não sei se você concorda com isso?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

BBB - BOTOU A BOCA NO BOCÃO.



A situação de Ipirá é complicada, ou seja, está complicadíssima. Os macacos chegaram ao poder municipal e não se entendem. Estão batendo cabeça e dando chute na canela, deles mesmos.

Assim que assumiram o poder deram uma bicuda na canela do ex-prefeito Diomário, quando trouxeram ao conhecimento do público as mazelas e descarações da Secretaria de Assistência Social. Foi coisa de deixar cabelo em pé; sumiço de programas de computadores, fraude em contrato, desvio disso e daquilo, manipulação de sorteios e coisas que até o diabo duvida. É bom lembrar que quem espalhou essa maracutaia foi o próprio pessoal da secretaria. O ex-prefeito Diomário pio. Nada vezes nada.

O escândalo da Assistência Social ganhou as ruas. Onde tem fumaça pode haver fogo. Não fizeram a necessária auditoria para apurar a veracidade dos fatos. A Lei do Silêncio ganhou prioridade. Pela Lei da Conveniência havia a urgente necessidade de apagar-se a fumaça.

A prefeita licenciada foi a primeira a botar a boca no microfone:” Não tem nada disso; a prefeitura não está inadimplente; está tudo em ordem... e o ex-prefeito Diomário é meu convidado e conselheiro...”

Era o que o ex-prefeito Diomário precisava ouvir. O ex-prefeito começou a falar e o pessoal da secretaria que vinha falando começou a ficar mudo, foi adotada a Lei da Mordaça. Diomário botou a boca no site Ipirá Negócios (eu ouvi) e foi abrir o seu vozeirão no Bocão (como é que eu perco essa entrevista?). Eu soube por outras bocas que no Bocão ele deixou transparecer que foi convidado para ser conselheiro e que fez questão de não indicar ninguém no novo governo. Que cara-de-pau! Assim qualquer um é gostoso e vira santo.

No site o ex-prefeito afirmou em bom-tom e com todo bocão que deixou R$ 8.926,882,02 nas contas da prefeitura. Vixe, bichim! A nova prefeita não tem o que falar, tem dinheiro pegando picula no cofre da prefeitura. Por falta de dinheiro ela não vai deixar a prefeitura.

Mais esperto do que sariguê comedor de ovos, a contabilidade do ex-prefeito só tem a conta CAIXA (Receita) e não apresenta o que tem A PAGAR (Débitos) e assim sendo, a situação da prefeitura está um mar de rosas. O ex-prefeito Diomário deixou tudo em dias e sem débito. A prefeita vai pegar tudo na mais perfeita ordem no universo da ordem perfeita. Por que será que esta bendita prefeita está esconjurando a prefeitura? Retorne, prefeita! Com tanto dinheiro nas contas e sem dever a ninguém é só voltar e trabalhar. Sem trabalho não tem dinheiro que faça milagre.

O ex-prefeito maliciosamente apresentou o crédito e não mostrou o que a prefeitura deve. Sonegou o débito ao público. Não mostrando o que tem a pagar ele levantou a guia de sua administração, para todo efeito ele é o bom da boca. Todo mundo só vai lembrar que as contas da prefeitura estão abarrotadas de dinheiro. Mas não fez questão de dizer que são contas de convênios. É verba carimbada, que não pode ser direcionada para outra necessidade qualquer. Quase tudo (R$ 7.926.882,03) dinheiro marcado. Seria mais proveitoso se ele dissesse quanto deixou em dinheiro vivo nos cofres da prefeitura (R$ 954.774,07). E a dívida é quanto?

Vou exemplificar: na conta da Secretaria da Educação ficou um montante de (Educação 25% - 36.300,89) + (Educação 40% - 4.434,84) + (Educação 25% - 114.637,59) + (Fundeb – 394.530,50) total = 549.903,82, mas a Prefeitura Municipal de Ipirá não teve R$ 80 mil reais para contratar os ônibus, no mês de janeiro, para trazer os alunos da zona rural para estudar. Aí vem a eterna desculpa “isso não é obrigação municipal”. É isso que tem que botar bocão.

Na conta (Fundo Especial – 243.493,12) + (Recursos Livres – 118.379,12) ficando um montante de R$ 361.872,24, mas a Prefeitura Municipal de Ipirá não teve dinheiro para manter os carros-pipas abastecendo a zona rural na maior seca já vivenciada em nosso município. Aí vem a eterna desculpa “não tinha verba para isso”. É isso que tem que botar bocão.

Na conta (Construção Matadouro 31.500,10) + (Construção Matadouro 372.886,23) + (Equipamento Matadouro – 569.668,56) total R$ 723.744,48. E esse dinheiro não dá para terminar as obras e botar esse troço para funcionar, mas a Prefeitura Municipal de Ipirá não tem dinheiro para investir no matadouro. Aí vem a eterna desculpa “não tem verba para isso”. Aí vem mais aditivo, vem mais comelança para se fazer uma obra que já gastou os olhos da cara e que continua no acabamento sem acabar. O povo tem que botar bocão.

Aí a macacada, que não tem nada com isso e que não está nem aí, vê um depoimento desse, dizendo que a prefeitura tinha mais de oito milhões nas contas e que o ex-prefeito num espetacular exemplo de honestidade não gastou um centavo da prefeitura na campanha da prefeita, vai dizer o que? Só pode ser isso: “onde essa desgraça enfiou tanto dinheiro?” É só pensar um pouco mais: tem coisa que só os sabidos podem saber e o rebanho de besta ainda tem que bater palmas.

Mas se tudo o que está escrito aí em cima é enganação de bocão, naturalmente, que este blogueiro também tem o direito de enganar com uma boquinha pelo menos. Vou soltar minhas mentiras começando pela Lei da Mordaça. Supondo que esta macacada só sabe bater cabeça e que já exista um desejo camuflado de dois pretendentes à candidatura de deputado (o deputado e o ex-prefeito), naturalmente, um é pouco e dois é demais, como ajeitar as coisas? Arranja-se arranjando uma vaga para o deputado no Tribunal de Contas, seria um fechamento de carreira honroso e brilhante; o ex-prefeito filia-se ao PT e vem morar em Ipirá, coisa que ele não queria quando era prefeito. Para ficar em evidência compra as cotas do deputado na rádio AM e está tudo preparado para a candidatura que necessitaria de um aval petista lá de baixo. É assim que aparece a Lei da Mordaça e o povo da Assistência Social, pio. Não houve nada da mesma forma que esse parágrafo não quer dizer nada. Prevalece a Lei da Mordaça.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A PREFEITA FALOU.


A prefeita falou e disse. Foi em entrevista na rádio AM (Ipirá Negócios). Foi enfática, clara e objetiva quando disse: ”O afastamento não foi decisão pessoal, não foi escolha minha, foi uma orientação médica”, foi mais precisa ainda: “Em virtude do alto stress enfrentado na prefeitura, sofri picos de tensão e alteração dos batimentos cardíacos” e arrematou: “A exposição a um nível de stress ao qual, neste momento, houve uma reação orgânica e a minha estrutura orgânica mostrou que devia recuar.” O cardiologista não dormiu no ponto, orientou e recomendou o afastamento das atividades da prefeitura.

O afastamento.
“O afastamento das atividades da prefeitura não me impede continuar desenvolvendo atividades habituais, relacionadas a trabalho e ao lazer.”
Comentário: O que pode: fazer atividades profissionais. O que não pode: trabalhar na prefeitura. O que interessa, nesse momento, à maioria da população de Ipirá: são as atividades da prefeitura, isso é um ponto crucial e é justamente o que prejudica a prefeita. O que interessa a prefeita: continuar suas atividades habituais. Compreendemos a situação da prefeita, parece que seu organismo adquiriu fobia ao trabalho da prefeitura, ela tem que fazer o que seu organismo permite que faça.

A solução do problema.
“Motivação do meu afastamento foram repercussões cardíacas frente às atividades da prefeitura e que estão sendo analisadas dentro dos exames até para saber se estas manifestações seriam independentes de estar à frente da prefeitura.”
Comentário: os resultados desses exames vão determinar a atitude da prefeita, se fica na gestão ou se cai fora. É importante que a prefeita aguarde este resultado porque o município de Ipirá precisa de gestores que disponibilizem seu tempo integral ao município e que trabalhe em seu benefício.

A preocupação.
“Como seu organismo vai reagir diante de determinada situação? Não é por não gostar de fazer, mas como determinado organismo vai reagir diante de determinadas situações. A exposição a um nível de stress, neste momento, indicou que deveria recuar.”
Comentário: A pessoa pode até gostar de administrar o município, mas o organismo é quem vai dizer se deve ficar ou cair fora desse balaio de gato. Observem que a forma como o organismo será o fator determinante nas decisões.

A volta.
“Se vou estar de volta ou não? A minha reação orgânica mostrou que deveria recuar, se eu vou voltar ou não neste momento não é uma escolha minha.”
“Continuo e vou continua desenvolvendo atividades habituais: consultório, festas.”
“O desafio da prefeitura estou tendo reações que nunca tive em determinadas situações.”
Comentário: Depende da reação orgânica. O organismo só rejeita a atividade da prefeitura, isso preocupa a população que está tranqüila quanto ao atendimento no consultório, pois não há impedimento. Uma coisa é boa para a saúde e a outra é ruim.
A prudência para a prefeita é diferente da prudência para o município.

Prorrogação.
“Não é necessário aumentar esse prazo dos 30 dias.”
“De acordo com relatórios e conclusão medica para decidir se prosseguir ou não – dilatação de prazo, vou refletir se sim ou não.”
“Não sou eu quem vou tomar uma decisão de prosseguir ou não, vai ser de acordo com relatório médico, depois de uma análise, a representação médica e conclusão medica, do diagnóstico vai sair a decisão de prosseguir ou não”
“Se eu irei continuar ou não? – imediatamente será comunicada a comunidade.”
Comentário: Como? É ou não é necessário aumentar o prazo? É preciso que se tome atitude com firmeza. O relatório médico é quem vai dizer o que fazer; o município de Ipirá não pode ficar a mercê de posições duvidosas para não criar dúvida na sociedade.

A renúncia.
“Não pensei nessa possibilidade de renúncia. A menos que realmente  minha situação  física orgânica não permita que prossiga meu objetivo e eu continue com risco iminente de morte súbita ou seqüelas, aí eu vou pensar nessa possibilidade, por recomendação médica pensarei no assunto. Ainda não faz parte do que eu penso.”
Comentário: Pois pense, e pense com carinho, pois da forma que estão levando a procissão só vai ficar duas opções: o exercício da gestão ou a renúncia, porque esse negócio de afastamento e prorrogação da licença de maneira indeterminada será o caos para o município, pois faltará estabilidade administrativa e isso não interessa por hipótese alguma ao nosso município.

Quem vai decidir tudo:
“Uma investigação diagnóstica mais conclusiva.”
“Acreditem também que este afastamento não é uma decisão pessoal é uma decisão por orientação médica e que a depender desse resultado se eu vou continuar prosseguindo ou não – a vida é mais importante.”
Comentário: Esse diagnóstico é quem vai decidir se a prefeita volta à prefeitura para trabalhar ou se afasta de vez. Ficar protelando por meses, com afastamento prolongado, por meses e mais meses, será uma farsa.

Dependendo da:
“Neste momento meu organismo, não é o meu querer, está impondo esta parada para uma análise e a depender dessa análise ver se eu vou ter condições orgânicas de continuar ou não.”
Comentário: A população espera que a prefeita retorne para a prefeitura com a finalidade de trabalhar, se não tiver condições de exercer a função todo mundo vai compreender a sua desistência. É natural. O que não dá para compreender e engolir é prefeita que não vai na prefeitura cumprir o seu dever, mas fica no consultório atendendo paciente. É para isso que prefeito tem proventos, justamente para não ter desculpa.

A satisfação.
“Gosto de clareza e dou satisfação até demais e até mais do que a que não devesse trazendo à tona manifestação pública meus sintomas algo reservado é preciso ter coragem.”
Comentário: mais do que coragem é uma obrigação. Essa é a grande diferença, na prefeitura a gestora deve satisfação à população e nunca é demais.

A confiança desconfiada.
“Fomos eleitos por um grupo político e o mandato pertence a esse grupo político. O mandato não é dele e não é do PT. Existe o compromisso com um grupo político e temos que cumprir o programa de governo.”
Comentário: Enquanto o vice estiver num mandato-tampão é natural que se mantenha em compromisso com a gestora afastada, pois é esta quem faz as escolhas e toma as decisões, mas na eventualidade do mandato ser efetivado definitivamente ao vice que vira prefeito, vocês estão querendo o quê? Esse novo prefeito passou a ser o protagonista e a macacada será figurante; será o que foi no governo de Diomário, ou vocês querem o quê? Que o novo prefeito seja um boi de presépio controlado por vocês. Isso tudo demonstra a incompetência de quem escolheu uma candidata que não queria ser candidata. Não coloquem a lógica pelo avesso.

Finanças.
“Não existe nenhum problema financeiro, a prefeitura está equilibrada financeiramente se encontra em perfeita condições de firmar convênio, não conta nenhuma inadimplência e não existem débitos como afirmam os comentários maldosos.”
Comentário: prefeita, não coloque a mão em cumbuca! Vá devagar com o andor que o santo é de barro. Sem instalar auditoria não se pode afirmar afirmando. Se V. Exa. retornar já tem um inquérito administrativo a instalar, pois todos esses comentários maldosos foram provenientes da língua da macacada do seu governo. É chato, mas V. Exa. tem essa banana para descascar ou mesmo fazer de conta que não houve nada.

Desmentido.
“Não sofri nenhuma pressão do ex-prefeito Diomário ... sofri alguma pressão de pessoas que trabalharam durante a campanha que estiveram ao meu lado e mim deixaram numa situação difícil e complicada.”
Comentário: contradiz a entrevista de Antônio Colonnezi que disse que não houve nenhum tipo de pressão sobre a prefeita. Houve sim, pressão da arraia miúda. O peixe grande não faz pressão? Ah! Se eu tivesse autorização para colocar o acontecido com dois empresários da cidade!

Em primeira mão.
“O nosso líder Antônio Colonnezi poderá ser candidato, pois em poucos meses não será mais ficha suja.”
Comentário: Como? Pagou o que devia? Foi dispensado? Foi anistiado? Ganhou um padrinho forte? Venceu o tempo? Faltou a explicação.

Opinião: O fundamental é que Ipirá precisa de um gestor que trabalhe com assiduidade, responsabilidade e transparência. Essa é uma premissa essencial para o nosso município. Acredito nas afirmativas da gestora e faço votos para que ela volte para efetivamente e concretamente trabalhar para o povo de Ipirá. Digo isso, mesmo sabendo que o ambiente da política é muito sujo, principalmente, num município onde gasta-se mais de um milhão para tornar-se prefeito. Quem paga o custo da campanha? Quanto custa um mandato? Quanto custa um contrato de gasolina ou de remédio? Quanto custa administrar 6 milhões de reais? Quanto custa uma renúncia? Quanto custa uma campanha política? O que acontece nos bastidores? Quantos acordos são feitos na surdina? Quantos conchavos são estabelecidos? No mundo sujo da política todas essas perguntas são pertinentes, mesmo que “os santos” não as pratiquem. Esqueçam tudo isso, mas não esqueçam de Ipirá.

domingo, 27 de janeiro de 2013

ARMANDO O BOTE.



Ipirá vive um momento de dificuldade. Salientando-se: de dificuldade política. Até mesmo pela falta da verdade. A população não sabe o que está acontecendo no âmago dos fatos. Qual é a verdade? Não se sabe. Camuflam-se as coisas. Joga-se com ilações. A população de Ipirá quer, somente só, trabalho da gestora ou do gestor. A situação de dúvida quanto à responsabilidade administrativa, ou seja, um estado de  ingovernabilidade não pode perdurar em nosso município.

Um afastamento por problema de saúde! Tudo bem, a população aguarda o pronto restabelecimento da prefeita! Os acontecimentos são significativos, principalmente as entrevistas na rádio AM (estão no Ipirá Negócios). Para você extrair alguma coisa tem que espremer bastante. E ir o bastante longe também. Lembrei-me do Rio de Janeiro, do tempo em que Garotinho e Rosinha governaram o Estado. Quem dava as entrevistas pela governadora era Garotinho. Foi um período de verdadeira calamidade administrativa. Do Rio de Janeiro para a última campanha em Ipirá, a prefeita Ana Verena fez uma campanha usando o rosa, um rosinha claro. Para surpresa geral a prefeita solicitou licença da prefeitura, sem vencimento para não ter dor na consciência e com direito a exercer suas atividades profissionais fora da prefeitura sem dor de consciência. O rosinha da campanha vai ficando esmaecido. Quem deu a entrevista foi o garotinho Antônio Colonnezi.

A entrevista do garotinho Antônio contribuiu pouco, muito pouco, naquilo que a população quer saber; se tivesse ficado calado teria sido mais convincente. Quis elucidar a questão pelo lado mais preciso: “a prefeita está com problema cardiológico”; quis convencer pelo lado mais precioso: “a prefeitura não está tendo prejuízo, ela não está recebendo proventos”. Não sei se estou certo, mas é como se quisesse dizer mais ou menos assim: se ela não está recebendo ela faz o que bem entender, eu prefiro ficar com a legitimidade do afastamento por ordem de saúde.

Na entrevista o garotinho Antônio salienta que não houve pressão nenhuma, isso é boato. Boato e boataria. Isso revigora a hipótese mais coerente: o problema de saúde. Fico triste por não poder colocar os acontecimentos com dois empresários locais, não tenho autorização para tal, que não deixam de ser uma pressão para o coração que se sente pressionado. Na entrevista ele dá a alfinetada: “quem está em crise são os adversários jacus que já perderam três seguidas”. Então, não existe crise de governabilidade em Ipirá? Qual é a razão dessa entrevista? Eu não sei onde se assenta a verdade nesta entrevista, agora eu tenho a convicção de que Ipirá é melhor e tem uma grandeza bem maior do que esta picuinha mesquinha e medíocre de macaco fustigando jacu, ou vice-versa.

A entrevista do prefeito Ademildo tem mais segurança no que diz, no que quer e no que não pode dizer. Foi claro, na medida em que sendo um “governo tampão” por 30 dias, que representava ali, naquele instante, um governo da macacada e não do PT e do administrador Ademildo. Quem esperava outra coisa não estava querendo ouvir a verdade de cada momento.

Quem estava demonstrando grande ansiedade gerada por alguma expectativa foi o entrevistador Carlos Barral com os dois entrevistados. Queria saber por cima de pau e pedra se esse governo temporário seria um governo da macacada, se a administração teria a marca dos macacos em todos os momentos de sua substituição, se não perderia a griffe macaca no decorrer dos dias. Ouviu as respostas, suspirou aliviado, mas a dúvida é atroz e fica azucrinando o juízo. Eu fico até com a intenção de ajudar no esclarecimento e arrisco: enquanto for um governo de substituição por afastamento, temporário, provisório, naturalmente, será uma administração dos macacos, mas no momento em que virá uma gestão efetiva, eu não acredito que o prefeito se torne um títere, um marionete, um testa-de-ferro da macacada.

Quem não dá entrevista nem a pau é o ex-prefeito Diomário, perdeu a língua. Eu tenho a impressão que o ex-prefeito está ficando surdo. Porque, não é possível, se ele estivesse processando quem está botando o nome dele na lama ia ser necessário mais de dez comarcas, porque só a de Ipirá não ia dá conta.  O que o grupo do deputado Jurandy Oliveira vem fazendo com o ex-prefeito é coisa de dá pena, para uns, eu acho pouco. Trouxeram à tona um dos maiores escândalos já visto nesta terra: o ESCÂNDALO DA SECRETÁRIA DE SERVIÇO SOCIAL. Até no sorteio das casas populares, feito às pressas, poderia muito bem esperar a nova gestora, houve fraude, para lacrar as caixas com os nomes foi o maior trabalho e na hora de retirar os nomes das pessoas sorteadas, a mão que foi para a caixa, descaradamente, levou um nome preso no dedo. Essa gente corrompe até o vento. Ainda bem que a macacada tomou juízo e está jogando esta sujeira na rua. Botem esse troço prá fora.

Terminando, lembro-me de Jânio Quadros, numa sexta-feira, após terminar o expediente do Congresso, ele entregou uma carta-renúncia ao mesmo, no corre-corre marcaram uma sessão extraordinária para a madrugada e aceitaram a carta. Jânio sonhou e ficou esperando a reação do povo. Perdeu a presidência, uma espécie de morte súbita. Prefeita Ana! Descanse bem, fique tranqüila, se livre dessa doença perigosa e contagiosa que é o grupismo jacu e macaco, depois disso, retorne e com sua capacidade e inteligência faça um governo para o bem da população de Ipirá. Uma administração que tenha como norte a transparência, a participação e o interesse popular. Ao garotinho? Dê um bombom para ele ficar se distraindo.

domingo, 20 de janeiro de 2013

NINHO DE COBRA.

 
Dia 17 de janeiro, começaram a rodar os ônibus para trazerem os alunos da zona rural que estão matriculados na rede estadual de ensino. No Bonfim, muitos alunos ficaram sem poder vir, o transporte estava atulhado, com lotação total, parecendo lata de sardinha. Não era ônibus, era uma vã. Compareceram os alunos do Evangelina.

Dia 17 de janeiro, a prefeita Ana Verena solicita licença. "Em sua mensagem de solicitação da licença, a prefeita alegou se encontrar com stress, que   ocasionou sérias repercussões cardíacas e elevados níveis tencionais, e por aconselhamento médico terá que se ausentar por este período para uma melhor investigação diagnóstica até porque o histórico familiar tem exemplos de mortes súbitas."
 
Em entrevista, no noticiário, no boca-a-boca, o que mais fizeram questão de enfatizar foi o “sem vencimentos” da licença. O fundamental é a questão da saúde da gestora. Procuraram superestimar o “SEM VENCIMENTOS” de maneira que não tem nada mais a ser questionado. O mérito da solicitação está no estado de saúde da prefeita. Na sessão extraordinária, um vereador comentou: “o município de Ipirá vai economizar dez mil reais.” Não comentou o prejuízo que é não ter a gestora definindo o seu esquema de trabalho nos primeiros dias de seu mandato. Fico indagando se serão os proventos da prefeita que porventura levarão à estagnação financeira do município? Tampouco a salvação.

Vamos supor que o prefeito fosse um trabalhador comum, de parcos recursos financeiros, que ficasse doente e houvesse a necessidade de afastamento. Seria crime receber os seus proventos? Seria indecente? É um direito? Estando doente é justo e legal que receba o que é de direito. Não recebê-lo é opção, mas não é para se fazer esse estardalhaço que sugere honestidade honestíssima. Não quer dizer nada. É fogo em pólvora. Diante do mérito da questão (estado de saúde) não quer dizer muita coisa.

Outro argumento veiculado e que chama à atenção, merecendo um entendimento maior, é aquele colocado na nota do site Ipirá Negócios que enfatiza: "É importante ressaltar que a licença médica não impede a prefeita de fazer suas atividades pessoais, profissionais e de viver sua vida normalmente." 
 
Aqui mora o X da questão. O problema de saúde da prefeita é pressão alta e repercussões cardíacas causados por stress. Está claro, esse estado é sintomático do stress provocado pela nova função que ela passou a exercer. Suas atividades normais não provocam stress, tudo normal. Todo problema está na atividade pública. Ou não é assim? Fazemos votos que ela melhore substancialmente e concretamente a sua saúde de forma a poder exercer plenamente as suas atividades públicas. O que interessa diretamente à totalidade da população ipiraense é o exercício da gestão pública. A questão da governabilidade do município é imprescindível. Esperamos que a prefeita retorne em pleno estado de saúde e exerça o seu mandato com tranqüilidade, sabedoria e independência para o bem da população de Ipirá.

Macacos no poder municipal. A condução da campanha eleitoral do grupo ficou a cargo do ex-prefeito Diomário, que patrocinou uma atrapalhada de dar pena. Lançou um candidato que não era candidato; colocou uma candidata que não tinha pretensão de ser candidata; trocou o 11 pelo 22; venceu no limite. Festas, festanças e festejos. A macacada é formada por vários grupelhos: o de Antônio Colonnezi; o de Jurandy Oliveira; o do PT e o de Diomário. Um querendo passar por cima do outro. Esse ninho de macaco parece mais um ninho de cobra. No poder vira um furacão. E no olho desse furacão colocaram a prefeita. Aqui está a espoleta que detona o stress, que coloca a pressão nas nuvens e provoca o licenciamento por 30 dias do cargo.

Na rabada do furacão está o arranca-rabo da Assistência Social. O grupo de Jurandy Oliveira assumiu a Secretaria de Assistência Social e está realizando uma verdadeira auditoria extra-oficial no setor. O que a macacada trouxe para as ruas e está chegando ao conhecimento público é um verdadeiro e vergonhoso ESCÂNDALO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL, com um obsceno mar de lama patrocinado pela administração do ex-prefeito Diomário.

A população fica na dúvida e sem saber o que está realmente acontecendo, porque essa é uma prática suja, maliciosa, velhaca e ignóbil do deputado Jurandy Oliveira: fazer denúncias vazias e fabricadas com a franca intenção de manchar a reputação dos seus desafetos e isso de forma sorrateira, sem dar a menor possibilidade da pessoa se defender. Por outro lado, com o nível das pessoas que estavam à frente da secretaria não é de duvidar que os acontecimentos que estão aflorados e divulgados pela própria macacada não estejam fundamentados na verdade. Temos que abrir os olhos para o seguinte: o canalhismo está fluente em torno do poder público. A maledicência é a arma da covardia que impera nesse ambiente. Assim é o furacão, prefeita! Quem não se encaixa, explode o coração.

O que causa espécie é que o ex-prefeito Diomário arrotava que processava quem denegrisse o seu nome. E seu nome, através da sua administração, está sendo jogado num lamaçal, enxovalhado no esgoto e ele não diz nada, parece que não tem nada a dizer e que não vai dizer, nem para se defender, e não sai da prefeitura (quando era prefeito, quanto menos tempo na prefeitura melhor) ninguém sabe porque, justamente um gestor que montou na manipulação da verdade a eficiência da sua administração. O ex-prefeito Diomário mente sem a menor cerimônia quando diz que o Matadouro de Ipirá está com 90% de sua obra concluída, só restando para a prefeita 10% de complementação (publicarei fotos tiradas no dia 31-12-12). É isso e outras coisas sórdidas que causam um estado de saúde insatisfatório na prefeita.

Depois de tanta armação que essa macacada fez na campanha, a população de Ipirá só quer o bem do nosso município. Passou a campanha. É hora de dar um basta nesta embrulhada. Prefeita, descanse e se restabeleça! Retorne e faça o seu trabalho com independência, transparência e sem a doença do grupismo. É isso o que o povo de Ipirá espera e para isso V. Exa. foi a pessoa escolhida para gerir o destino de nossa terra por quatro anos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

TRINTA DIAS.


Uma licença de trinta dias para quem tomou posse há 15 dias. Saúde ou férias? Será que depois das carreatas, passeatas, festejos de campanha e comemorações da vitória caiu a ficha? Parou, pensou: “o que foi que eu vim fazer nesse lugar?” Agora é hora de trabalho, de muito trabalho. Ipirá quer isso: trabalho. A realidade do outro lado do cargo é dificuldade, cobrança, reivindicação, problema, aporrinhação e pressão, sem falar nas propostas descabidas, indiscretas e descaradas do próprio grupo. Isso tudo preocupa-nos pouco. É problema da Servidora Pública no. 1 de Ipirá.

Trinta dias, também, é o tempo que os alunos da zona rural de Ipirá estão sem freqüentar as aulas da IV Unidade na rede estadual. Férias ou saúde? Nem uma coisa, nem outra. É por falta de transporte público. A ficha desse alunado ainda não caiu. Isso é problema gravíssimo e preocupa muito mais do que o outro, pois significa a exclusão determinada, intencional e escrota de quase mil alunos da educação.

Dois milhões de reais nos cofres da prefeitura deixados de boca, no discurso, pelo ex-prefeito Diomário. Oitenta mil reais é o que precisa para transportar os alunos da zona rural para a escola. A prefeitura não tem ou não quer dispor desse valor. Empacou o transporte. Essa matemática só pode ser esquadrinhada com uma auditoria. Aí o mundo desaba. Não! Isso não! Valor da farda da fanfarra; fantasmas e outras estripulias do ex-prefeito só podem ganhar corpo pela boataria, no disse-me-disse para detonar o ex-prefeito. Detonadas estão as famílias que têm que pagar para transportar seus filhos para estudar em Ipirá. Do Malhador, R$ 150,00; do Alto Alegre, R$ 250,00 por aluno/mês. Um detono. Quem pode pede licença e deixa o abacaxi no peito de alguém.

A politicagem de Ipirá conseguiu criar um monstro que engole os politiqueiros. Eles não querem enxergar esse monstrengo. Foram anestesiados. No sábado, um dia antes das eleições, uma candidatura tomou emprestado duzentos mil reais para utilizar na boca-de-urna. Lascou a boca. Passada a anestesia vem a cobrança. Virou refém dessa gente. Sete prefeitos foram algemados e presos, esta semana, pela polícia federal no Espírito Santo. Jovens promotores estão vigilantes e atuantes na intenção de moralizar a coisa pública neste país. Na pressão uma licença alivia a alma.

A politicagem de Ipirá conseguiu criar um monstro que engole estudantes da zona rural. Quando eles menos esperam, suspendem o transporte. Estão engolidos. Tiram-lhes a educação, pronto, estão engolidos e trucidados. Lascaram a boca. Não tem quem lhes empreste dinheiro para freqüentar a escola, apesar de serem bons pagadores. Não podem solicitar licença. Não possuem direitos respeitados quanto ao transporte público, imagine à licença para aliviar a alma.

Trinta dias sem transporte para os alunos da zona rural. Transporte é responsabilidade do governo estadual petista, Jaques Wagner. Vem aí, trinta dias com o vice-prefeito Ademildo Almeida, petista, à frente da administração municipal. Os alunos da zona rural de Ipirá estão sem o transporte escolar há trinta dias. Isso é um problema gravíssimo. Isso é uma questão de vontade política. Resta vê como essa gente atende e encara as questões e os problemas dessa monta, que envolve a população rural de Ipirá. Isso é uma questão de urgência, porque a educação não pode sair de licença por trinta dias. Espero que o poder público em Ipirá não tenha pedido licença.