sábado, 17 de agosto de 2013

RADIOGRAFIA 14.


 
 
Vamos apresentar mais uma obra fantástica das administrações Jacu & Macaco. Veja aquela ponte sobre o esgoto. Isto é uma grande obra dos jacus e macacos nesta terra do Ipirá.

 
Mas, o que é que esse menino está fazendo aí? Observe que perigo: se ele for para a direita ele cai, se for para a esquerda cai. Esse menino só pode ser um equilibrista, mesmo assim ele corre perigo.
Vou dar uns conselhos a esse menino: “ Tu deixa de istripulia, sujeito!”
O menino nem se mexeu. Eu disse: “Se tu cair dessa armadilha do cão, tu vai se istribuchar, sujeito! Aí tu não tem mais jeito, já pode encomendar a tua gaveta no Vale das Flores, porque se tu escapar do tombo, tu não escapa da trupizuma desse lodo, porque nem tomando banho de criolina com óleo de rícino tu vai escapar do custipio que esse esgoto provoca.”
O menino nem se mexeu, ele estava fazendo o movimento “Queremos ponte” e estava em “greve de locomoção.”
 

Eu continuei aconselhando: “ Ô, minino! Faz como o prefeito, que não vai na boca do esparro, fica é de longe, só passando as vistas, porque ele sabe que essa esparrela é o trato que o povo recebe em Ipirá, e ele ta na dele, só bisolhando o pedaço e soltando um sorriso pelo canto da boca, só um terremoto bota ele no chão e fica M. Brandão querendo tirar o homem com uma canetada. Vê se pode? Tu acha que ele vai se atolar nesse lamaçal que corre por Ipirá?”

“Ô minino! Essa ponte ele não vai fazer. Nesse córrego de esgoto tem umas dez pontes para serem feitas, mas você sabe como é que é, a prefeitura não tem dinheiro. Você entende? Uma ponte dessa gasta muito dinheiro e a prefeitura não tem tanta grana assim; você está entendendo? Essa ponte não foi compromisso de campanha, você entende? Boca de urna é mais compromisso do que essa ponte; você entende? Poxa! Você também não quer entender nada, só quer ponte, ponte, ponte e ainda fica fazendo protesto de “greve na ponte” em cima da madeira podre do arremedo de ponte.
 

“Vou chamar seu pai! Oh, pai! Isso aqui não é brincadeira não, tira esse menino imbirrento de cima da ponte e leva esse danado pra casa; isso é hora desse sujeito invocar de fazer movimento querendo ponte de cimento, justamente no lugar de uma grande obra, de uma primorosa obra de gestões do jacu e do macaco. Isso aqui é Ipirá, e Ipirá é bueiro e atoleiro para...”

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

UTOPIA OU MIRAGEM?


“O prefeito Ademildo Almeida esteve presente à sessão de abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Ipirá, na terça-feira (06/08).
Ao fazer um balanço das atividades do Executivo municipal durante os seis meses de governo, o prefeito Ademildo disse” ... e disse ...

Eu implico com duas manias que insistem em permanecer em Ipirá; uma é um rosário de promessa, quando o nosso rosário de licuri, mais natural e mais gostoso do que aqueles rosários de flores do Havaí, deveria ser o corriqueiro. Pés e mãos na terra. A outra; é essa mania de prefeito (jacu / macaco), em Ipirá, colocar outdoor para felicitar o aniversário do prefeito, sem colocar no pescoço o rosário de promessas e muito menos o rosário de licuri.


Bastou o prefeito colocar “Um olhar sobre a Utopia” e a Utopia si picou, mesmo correndo atrás da Utopia, o prefeito não consegue alcançá-la jamais. Desistiu de vez. Resta ver o que ele tem na mão moldado por barro e com os pés fincados no chão da terra:

1.Temos o alargamento da praça São José,
2. o calçadão na Travessa Possidônio (beco da Palhocinha),
3. a conclusão da ciclovia,
4.pavimentação de algumas ruas (80m) próximas ao cemitério municipal,
5.calçamento (30m) no entorno do mercado da farinha,
6. Estamos melhorando a rede de esgoto, a pavimentação em algumas localidades,
7. transporte gratuito para os universitários que estudam em Feira de Santana. (Isso tudo ou tudo isso, com dinheiro próprio ou de convênio). 8.Melhorar o sistema de transporte coletivo recém-instalado (esse transporte é público ou privado?)

Bem acordado e em parceria com o governo federal, o prefeito acrescenta que “fez gestões para recebimento de máquinas como retroescavadeira, patrol, caçamba, pá-carregadeira e carro-pipa.” Já houve desfile e está lá no pátio para quem quiser ver.

Não custa nada sonhar. “Também vamos comprar algumas máquinas para melhorar nossa infra-estrutura municipal” diz o prefeito. Não se paga para sonhar, “neste primeiro ano de gestão a Prefeitura terá mais máquinas que as deixadas por gestões anteriores” (Luiz Carlos e Diomário).

Depois vem o pesadelo, mais máquinas, mais empregados, necessidade de oficina, manutenção, mais mão-de-obra, etc. e tal. Ainda nesta gestão, a prefeitura terá mais máquinas quebradas do que nas gestões anteriores. Tem coisa que fica melhor terceirizada do que própria. Fiscalização honesta e rigorosa sai mais em conta.

Utopia distante; tome-lhe rosário de PROMESSA:
1.Construir quadras poliesportivas, como a da Umburanas, Rio do Peixe e Bonfim (basta convênio).
2.Recuperar as quadras do Malhador e do Fomento (coisa do outro mundo!)
3.Buscar junto à Embasa o fornecimento de água para o Amparo e Vida Nova.
4. Viabilizar a “iluminação moderna” entre a Coubali e o entroncamento para Pintadas.

Com a Utopia na casa do chapéu; resta a MIRAGEM:
1.“vamos inaugurar o matadouro municipal” (pago prá ver essa joça funcionando)
2.”Vamos buscar a revitalização da nossa bacia leiteira e implantar a usina de leite”  (não é do ramo. A seca acabou bacias leiteiras promissoras em Pernambuco, Paraíba e Alagoas. Revitalizar isso em Ipirá para chegar ao que foi na década de 70 tem que ter um derrame de dinheiro. Quem vai bancar esse dinheiro para tirar leite em terra apilada e que não chove?)
3. Vamos revitalizar o rebanho caprino junto ao governo estadual (não é do ramo; caprino deu certo em Ipirá quando era campo aberto),
4.Lutar pelo asfaltamento dos dois quilômetros entre a BA 052 e o Malhador – um compromisso assumido pelo vice-governador Otto Alencar (essa é terrível; não vem por convênio direto, se vier, vem como aditivo de outra estrada. O errado está certo),
5.O cascalhamento das estradas rurais de Ipirá (é acreditar demais no santo que prometeu!),
6. “Outro avanço conquistado e destacado pelo prefeito Ademildo Almeida foi a compra do terreno onde vai ser construído o campus universitário de Ipirá.” (Matadouro tem 20 anos e nunca funcionou. A UEFS quando veio para Feira de Santana funcionou, imediatamente, no antigo Colégio Estadual que ficava na Matriz, depois foi inaugurado o Campus a dez km. Vai ficar só no terreno e na promessa)

A realidade leva à necessidade:
1- “Construir mais barragens.” Quanto é que custa fazer várias pequenas barragens em riachos e em rios (Peixe, Paulista no Amparo) para perenizá-los? Isso pode ser feito até com recurso próprio.
2 – Transferir a feira de animais do Centro de Abastecimento (chiqueiro de Diomário) para o parque de Exposições (que não serve para nada). Essa é a única coisa que podemos concorrer com certa firmeza com Feira de Santana que não tem mais interesse em campo de gado e o único ponto que pode dar um impulso no desenvolvimento de Ipirá. Já está pronto. É o diamante de Ipirá.

O prefeito sabe que não é de utopia que ele necessita, não por ser inacessível, mas o que se vislumbra é o “culto à personalidade” principalmente em decorrência da forma como se chegou ao poder municipal. O prefeito precisa de vitrine própria. Tem de erguer logo seu pedestal, porque o voto do amanhã deve tirar seu sono mais do que uma ilusória utopia.

O que fica bem claro, nas entrelinhas, é que não há proposta de planejamento a longo prazo para Ipirá. Fica no ar um ou outro plano vago, predominando basicamente as promessas. A utopia só serve para caminhar.

sábado, 10 de agosto de 2013

RADIOGRAFIA 13.








Eu prometi mostrar 50 obras das administrações do jacu e macaco que não representam nada para o município de Ipirá. Preste atenção: 50 OBRAS que não tem utilidade nenhuma; são imprestáveis; sem serventia; são equívocos; significa dinheiro público jogado fora e podem ser verdadeiras mutretas; uma afronta ao povo ipiraense, ou qualquer lambança ou coisa do gênero. Vou retomar o artigo Radiografia (fiquei no 10º.) 01. foi o Mercado de Arte – 02 o Ponto de Kombi – 03- o Palco p/Eventos – 04 – a Ciclovia –05- Pintura de meio-fio 06. Parque de Venda de Animais – 07. o Passeio a La Copacabana. 08- Sinaleira da avenida – 09- Escola em RJ. -10- Centro Cultura EM -11- Quadra da barão -12- Calçamento da EA.

Agora fiquem com:

RADIOGRAFIA 013.

Qual é o conceito de ilha? É uma porção de terra cercada de água por todos os lados. Um conceito básico.

Qual é o conceito de Ipirá? É uma porção de terra cercada por esgoto por todos os lados. Um conceito esdrúxulo, mas com a qualidade de que é inequívoco para exprimir e vangloriar 8 km de esgoto que envolve a cidade.

O mais singular esgoto de Ipirá sai do antigo tanque Velho, e corre majestoso à céu aberto, numa obra portentosa e glamurosa: uma valeta de cimento. Nessa valeta, ele corta a parte Oeste da cidade, de norte a sul, deixando um ziguezague mal cheiroso, que nem o cão da silibrina suporta introduzir nos pulmões aquele odor que intoxica até jumento de monturo.

Como supra-sumo das administrações jacu/macaco nesta bendita terra construíram um largo pequeno com bancos à beira do esgoto. Serve para visualizar uma obra perfeita: a água pútrida que corre em uma vala fétida.

Vê se pode um troço desse? Imagine, quanta criatividade, mau gosto e mau cheiro! Só na cabeça desses administradores jacus/macacos!

Essa é uma obra obscena e desrespeitosa dos jacus/macacos perante os moradores daquela área. Você concorda?

sexta-feira, 26 de julho de 2013

AQUELE ABRAÇO!

 
“Atendendo a um pedido do padre Marcos Ferrari e de pessoas da comunidade, o prefeito Ademildo Almeida decidiu solicitar à Secretaria de Administração do Estado da Bahia a realização de nova visita técnica para definir a localização do Ponto Cidadão de Ipirá. Na próxima semana uma equipe do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) estará na cidade para vistoriar dois imóveis indicados pela Prefeitura.” Texto extraído da nota oficial da prefeitura.

O prefeito agiu com “bom senso” ao atender à solicitação de um conjunto de pessoas da comunidade. Ipirá não é uma exclusividade de poucos, por isso tem sofrido e estagnado com esse controle e administração das oligarquias locais. Impera a vontade e o capricho pessoal. O prefeito mostrou-se flexível, não seria aquela postura marrenta que traduziria a melhor solução.

É preciso que se perceba que o centro de Ipirá está caminhando para ficar obstruído por um trânsito desordenado e atrapalhado. Urge uma solução imediata. E aquele Mercado de Arte? Como cairia como uma luva um Ponto Cidadão naquele recinto superado quanto à finalidade proposta. E a feira do dia de quarta-feira no Centro de Abastecimento que está em crise, depois de uma hora da tarde não tem mais feira. Aquele setor precisa urgentemente de algo que reative aquela área da cidade que está praticamente sem movimento durante a semana. Dentro dos critérios para a instalação do Ponto Cidadão, um que deve ser levado em conta é a necessidade de fomentar em áreas periféricas meios de sobrevivência e desenvolvimento.

É necessário que os administradores ouçam os reclames das ruas. Coisa que a administração do prefeito Diomário deu pouca atenção, principalmente, devido a sua principal marca: a concentração de poder. Só dava ouvidos para dois ou três gatos pingados. Era um puxa das oligarquias. Por isso fez muita lambança.

Uma de suas monumentais lambanças foi quando mudou o nome da Praça da Bandeira. Naquele tempo, ele era puxa da família Martins e bajulava o chefe Delorme Martins, assim sendo, era uma babação que não tinha tamanho, e como serviçal baboso trocou o nome da Praça da Bandeira para agradar ao chefe maior. Por ironia da vida, brigou com o chefe e caiu no colo da outra oligarquia.

Diomário virou prefeito e durante seu mandato, o antigo chefe, cantado e decantado, faleceu, e o antigo apaniguado, que era prefeito, não fez uma única homenagem ao antigo chefe, que ele tanto idolatrava como a maior liderança desta terra. Não colocou o nome nem em uma viela. Mudou o nome da praça quando não deveria fazê-lo. Mostrou um caráter bajulatório. Quando devia ter feito uma homenagem ao antigo chefe não o fez. Não tinha mais porque bajular. O prefeito Ademildo acertou em não ferir a Praça da Bandeira.

terça-feira, 16 de julho de 2013

NA PRAÇA, NÃO!


Está escrito no FAX: “Atende aos pré-requisitos para a instalação do Ponto Cidadão é o imóvel onde funciona a brinquedoteca” assinado: Renata Miranda Savoy – Diretora de Gestão e Qualidade / SAC.

O prefeito Ademildo quer porque quer, na praça, bem antes mesmo da definição do SAC. Por que digo isso? Simples, o próprio FAX, em outro enunciado, expõe isso nas entrelinhas: “para a vista técnica realizada pelos arquitetos do SAC foram apresentados a Brinquedoteca e o Sinebahia.” Isso diz tudo, não apresentaram as outras opções, assim sendo, só poderia ser Chico ou Francisco, ou melhor esclarecendo, na Praça da Bandeira. Observe que esperteza. Nada mais óbvio. Na própria escolha do SAC prevaleceu a vontade e o desejo de quem assim queria e desejava que assim fosse, na Praça.

O governo municipal fez uma Audiência Pública, pois precisava e necessitava dar uma feição popular à escolha do local. Jogo de cena. A Audiência foi montada com a participação de funcionários e comissionados da Prefeitura Municipal de Ipirá. A Audiência Pública foi realizada após a vistoria técnica nos dois pontos apresentados, assim sendo, não definiu a escolha do local coisa nenhuma, este já estava decidido e sacramentado à priori pela vontade de quem queria na Praça e pelos arquitetos que aprovaram a brinquedoteca.

A Audiência Pública não tinha NADA a decidir, o local para a instalação já estava previamente definido pelo poder municipal e pelo SAC, queriam simplesmente homologá-lo e passar a imagem de que a escolha do Ponto Cidadão na Praça da Bandeira tinha sido democrática e popular. A coisa virou farsa. Pura farsa.

Questionado, o governo municipal lançou um ABAIXO-ASSINADO oficial na tentativa de legitimar e dar significado a uma Audiência Pública viciada, manipulada e montada para dar como resultado uma definição pré-estabelecida por uma vontade imperativa. Os participantes da Audiência Pública não estavam escolhendo uma opção, mas referendando uma escolha prévia e para tal estava montado o circo e o poder de decisão dos participantes era inócuo e fantasioso.  O ABAIXO-ASSINADO oficial tornou-se a negação e a descaracterização da Audiência Pública que teve uma decisão tão encomendada, usando e utilizando funcionários como massa de manobra que envergonhou o gestor público. Daí deve teve nascido a idéia do ABAIXO-ASSINADO do prefeito.

Sem correspondência popular o apelo feito para que as pessoas assinem o ABAIXO-ASSINADO do prefeito é o mais vergonhoso possível: “se não for na Praça o SAC não vem.” Paciência, prefeito Ademildo! O governo do Estado é petista. Se isso acontecer V.Exa. está demonstrando que o prestígio do prefeito junto ao governo Wagner é questionável; mais ainda, que o alinhamento prefeito, governador e presidente é uma falácia que não corresponde ao que é propagado. Se isso acontecer, significa que temos um gestor que carece de determinação e de firmeza na defesa dos interesses do povo ipiraense.

A Praça tem que receber um olhar humano que identifique no espaço a racionalidade  que favoreça bem mais a contornos da inteligência humana que ao utilitarismo. O prefeito tem lá seus interesses que o leva a tesar contra setores populares que, também, querem ver o bem de Ipirá. Talvez eu não tenha mais nada a dizer, mas gostaria de apropriar-me de um comentário e plagiar um amigo que disse: “o prefeito Ademildo tem que dá muitas voltas para encontrar a si próprio, ou para encontrar o que quer encontrar.”


quinta-feira, 11 de julho de 2013

O MAIOR MICO ...


Eu estava em casa, quando chegou um amigo, ligado à jacuzada, estando ele muito esbaforido, foi gritando: “Oh, Agildo!” Ele entrou avexado e falando rápido, foi dizendo: “Escreva aí, no dia 10 vai acontecer uma bomba em Ipirá que a cidade vai tremer. Do dia dez não passa. A pessoa que me falou, garantiu e mandou eu apostar o que eu tiver, porque o Fórum vai decidir os processos contra a prefeita.”

Eu fiquei com aquilo martelando na minha cabeça: “Dia 10 de julho é o Dia D”. Até que chegou o dia 10, o dia esperado, e logo pela manhã tudo dentro da normalidade, nada fora dos conformes.  Seria mais um dia de leseira e paradeiro na cidade, se não fosse longínquo pipocar de foguetes; um distante pipocar de foguetes que vai aumentando o barulho à medida que se aproxima do local em que eu estava. Corri para a Avenida: “que diabo é aquilo que vem lá?”

O barulho de foguetes estrondava e balançava a Avenida. Vinha um congregado subindo a César Cabral. Um carro de som à frente, a música de Roberto Carlos sobressaia-se “Só pode ser Jesus”, logo atrás, muitas motos e bandeiras brancas, conseguí visualizar os nomes garrafais escritos nas bandeiras: “CHAPADA” , automaticamente, fiz uma analogia, raciocinando rápido: “Chapada, só pode ser CONEXÃO CHAPADA” e falei alto: “CONEXÃO CHAPADA! só pode ser Marcelo Brandão”. As pessoas ao lado pararam espantadas e eu ciente da certeza transmitida pelo que eu via, ainda disse: “Foi Marcelo Brandão que tomou a prefeitura.”

Tome-lhe pipocar de foguetes: “Pô! Pô! Pôpopo!”, a música de Roberto Carlos vinha estridente: “essa luz, só pode ser você”. Passava carro, passava moto; passava carro, passava moto; mais bandeira; coloquei os óculos, enxerguei o nome com letras menores: “da Sorte”. Parei na real, o nome Chapada não tinha conexão, conectava com “da Sorte”, era “Chapada da Sorte”.

Procurei as pessoas ao meu lado, tinham descido pela avenida e eu fiquei pensando: “Que mico! Desse jeito, as pessoas vão pensar que o Dia D foi o dia que Marcelo Brandão virou prefeito tirando um macaco do poder na tora”, continuei pensando: “Que mico! Que fora da desgraça foi esse que eu dei!” e continuei pensando: “Imagine que Marcelo Brandão foi derrubar um macaco na prefeitura, chegando lá encontrou um mico, ficou com pena e deixou o bichinho lá!”. Isso não virou um mico porque eu não falei com ninguém, agora o que eu quero ver é meu amigo para ele destrinchar a sua conversa, porque sobre a bomba do dia 10 de Julho, eu não entendi nada.

O dia 10 de Julho ainda não estava perdido. Lá vem outro desfile, dessa vez, da prefeitura de Ipirá. Mico é um troço desse! Colocar duas máquinas para desfilar pela cidade com uma faixa de promoção da grande, exclusiva e inusitada conquista. Parece que estava escrito mais ou menos assim, é que passou tão rápido que não deu tempo de copiar: “Máquinas conseguidas devido ao prestígio do prefeito Ademildo, à parceria e ao alinhamento político com o governador Jaques Wagner e com a presidenta Dilma”.

Vários municípios da Bahia receberam essas máquinas, alguns mais de duas. Até adversários políticos fizeram jus ao pleito ou ao presente. O exemplo dá para tirarmos algumas conclusões, uma delas, deixa claro, que o município de Ipirá está bem distante da agenda de obras dos governos estadual e federal no quesito obras relevantes e importantes, estamos situados na esfera de programas assistencialistas, de pequeno vulto, mas com forte apelo eleitoral. Até então, nada que signifique impulso para o desenvolvimento vigoroso e determinante do município, mas, simplesmente, manutenção em um patamar de nível de subsistência sem sair do reino da necessidade.
Que transformem a promessa em obra: saneamento básico; UTI; SAMU; Fábrica de carro; asfalto; SAC; faculdade; Escola Técnica Federal; matadouro; parque de vendas de animais.

O Ipirá da nova gestão é um verdadeiro mico. Vive entre a verdade e o que causa indiscrição irrefletida ou a indignação consentida. Soube, não sei se é verdade ou indiscrição, que a prefeitura comprou terreno a 20 mil reais a tarefa; da mesma forma, soube que a prefeitura perdeu 200 km de asfalto por não ter quem soubesse fazer um projeto. Como é que se vai acreditar numa zorra dessa?

Não soube, eu vi um abaixo assinado da prefeitura para o PONTO CIDADÃO ser na Praça da Bandeira, e anexo, consta um fax de uma “gerente de assunto não sei de que”, “nem pra que”, toda-poderosa, que determina que tem que ser na praça. Uma pessoa que não mora em Ipirá, não conhece os problemas desta cidade, não vivencia dessa realidade, no entanto, vem impor o que ela acha, sem levar em conta aspectos sociais, culturais, econômicos, históricos, tradicionais, estruturais de nossa cidade. E o pior, parece que o prefeito se curva e acata de forma submissa os desígnios dessa gerente.
 
Essa imposição poderá ser o grande mico do gestor atual. Um conhecido perguntando a um vereador como ia o prefeito da cidade, ouviu um solene argumento de que: “o gestor estava aprendendo a administrar; no início, ele mostrava-se marrudo e marrento, mas agora ele estava mais manso e cordato”. Não é fácil modelar um macaco; tarefa boa para uma gerente e vereadores. Esse será o maior mico de Ipirá.

sábado, 6 de julho de 2013

COBRA ENGOLINDO O PRÓPRIO RABO.


A administração do município de Ipirá está no terceiro mandado contínuo nas mãos da macacada. Continuidade e condenação da gestão antecessora do ex-prefeito Diomário. O primeiro fato foi a condenação sem pena nem piedade do grande e belo palco da Praça do Mercado que era o orgulho do ex-prefeito Diomário. O novo administrador passou o xis naquela porcaria e mostrou que aquilo foi dinheiro do povo jogado fora.

Eu tenho a impressão que na “ordem do dia” da nova gestão deve constar a necessidade de eliminar tudo “mal feito” nesta terra, pelo ex-prefeito Diomário. Não sei até onde isso tem fundamento. Mas a brinquedoteca da Praça da Bandeira e á segunda da lista para cair no pau. O gestor Ademildo invocou que aquilo ali tem que acabar para ele colocar um Ponto para tirar documentação. No lugar de criança brincando na praça teremos a fila para documento começando às cinco da manhã e rodeada de subempregados tocando barraquinhas para defender um trocado. Essa pode ser uma visão do futuro. Do futurismo de Ipirá.

Na mesma Praça da Bandeira, quando da reforma de 1 milhão de reais, o ex-prefeito Diomário colocou poucos bancos de madeira de péssima qualidade e inferiores aos que existiam e eram de cimento. Não deu outra, o vandalismo arrancou alguns bancos e a nova administração nem tchum. A praça está ficando sem bancos.

Coisa para dar fim na praça é o que não falta: passeio Copacabana; tanque infestado de mosquito da dengue; o Maconhodromo, um coreto atrás de outro coreto; o Mijador mal localizado, de péssimo gosto, um obtuso escolho em plena praça; postes esquisitos com luminárias ridículas; meio-fio de cimento; falta de acessibilidade; canteiro de terra batida; garagem de caminhões. Tem muito para o novo gestor desmanchar, inclusive se aquela idéia brilhante de que a Praça da Bandeira é perigosa para crianças pela possibilidade de assalto à bancos, só resta dá adeus à creche. Esse é o Ipirá deixado de herança, uma herança perversa e maldita, pelo ex-prefeito Diomário.

Muito diferente do Ipirá do prefeito atual, onde o cidadão sai cedo de “SUA CASA MINHA VIDA” entregue só Deus sabe porque e quando, enfrenta a fila para tirar documentos no PONTO CIDADÃO no fundo da igreja, depois pega o TRANSPORTE COLETIVO PÚBLICO licenciado e  bem licenciado na prefeitura, deslizando nas ruas da cidade  com o ASFALTAMENTO novinho em folha, cheirando a leite, mas sem sentir mal cheiro de esgoto devido ao SANEAMENTO URBANO de 32 milhões de reais que foi feito na cidade, passando pela Praça São José e enxergado uma espetacular e moderna BRINQUEDOTECA no meio daquela praça para o deleite e a algazarra infernal da meninada para encher a paciência das parturientes da Clínica Santa Helena e tudo isso para ir trabalhar na FÁBRICA DE CARRO ELÉTRICO.

Alegre e satisfeito por ter uma quentinha recheada de carne de boi abatido no MATADOURO DE IPIRÁ, se tiver alguma congestão será imediatamente levado, sem demora, pela SAMU para o Hospital de Ipirá e se o caso tiver gravidade para a UTI desse mesmo hospital (que Deus o livre e guarde), onde uma equipe de médicos e enfermeiras do CETEP estará a sua disposição (que Deus o tenha com saúde plena) e estará salvo de qualquer ineficiência desse sistema de saúde pública nacional (não é o caso daqui de Ipirá) e, depois, ainda ter condições de escolher a universidade que porventura queira freqüentar: a ABERTA DO RECÔNCAVO, a da CHAPADA, ou a da UNEB e depois disso ainda ter a CASA DOS ESTUDANTES em Salvador sofredora da maior reforma já vista e imaginada. Isso é a Ipirá Virtual do novo gestor que não cansa de inaugurar obras. Tudo muito bonito e bem falado, alias, pensando bem “ tudo de boca”, porque a nova gestão ainda está num beco sem saída, no beco da Palhocinha.