sexta-feira, 17 de julho de 2015

BALÃO DE ENSAIO OU BOI DE PIRANHA?

 
Não tem nada mais engraçado no planeta Terra do que a politicagem de Ipirá. Falta um ano e cinco meses para o prefeito Ademildo Almeida pirulitar da prefeitura, Marcelo Brandão está falando como prefeito; tem pose de prefeito; apresenta trejeitos de prefeito; caminha como prefeito; tem pinta de prefeito e fica engraçado quando ele diz: “que o custo da sua campanha vai ser estipulado em x (não disse valor) e acabou.” Acabou de perder.

Não é o candidato que estipula o gasto da campanha, mas a campanha é quem diz quanto bambá o candidato tem que gastar. Neste quesito “gasto de bambá” Ipirá promete ser uma farrança em 2016, porque a macacada está mais perdida do que sagüim, com os olhos vendados, em tiroteio, num túnel escuro. Não é que uma comissão da macacada foi apresentar seu pré-candidato ao senador Oto Alencar (fonte confiável e que foi convidada) faltando mais de um ano para o pleito! Isso é um tiro no pé, ou um balão de ensaio, ou boi de piranha. Aposto que Diomário não estava nessa comitiva. Estava sim. Ah, estava! Não sabia não! Diomário estava no meio. Ah, estava! Não sabia não! Diomário estava no bolo. Ah, estava! Não sabia não!
 
A macacada sabe que está num mato sem cachorro e tem que chupar um pirulito todo dia para não entregar a prefeitura de graça a Marcelo Brandão. Preferem ver o cão do  que isso acontecer. Assim sendo, eles partem de duas premissas para ter alento: a união do grupo e eleição quem ganha é quem tem dinheiro.

Nesse dispositivo de duas premissas, eles abdicam do discurso que tem grande força e aceitação na sociedade que é o do “pagamento em dia a funcionários e fornecedores” que é a marca registrada na prática comprovada do gestor Diomário.

Nas duas premissas deixam de lado a questão política, porque aí o bicho pega. Foram apresentar o pré-candidato na porta errada, pois o candidato prá valer será apresentado na governadoria, com a presença indispensável e insubstituível de Diomário, que goza de grande prestígio junto ao governador Rui e, também, a presença indispensável do prefeito Ademildo, que tem seu prestígio junto ao governador.

Pense num troço difícil! A unidade da macacada. Na comissão de frente deixaram figuras importantes de escanteio. Um erro grave. Significa que o grupo está à deriva e que tem novos mandatários no pedaço. Diomário procura juntar; o prefeito Ademildo cisca igual a galinha esparramando o que está junto. Aí não tem jeito, se o prefeito estiver pelo meio é sinal de que a debandada é grande.

Na rua, a boca de rua da macacada está trucidando o prefeito. Na Câmara, o presidente fez um pronunciamento dilacerador contra o Executivo. Na verdade, o prefeito tem um vergalhão de uma polegada na garganta porque as contas de sua gestão estão em pauta na Câmara e se os vereadores não votarem favorável será uma espécie de operação que para salvar o pescoço decepa a cabeça, assim sendo, suas contas voltarão ao Tribunal de Contas do Município, podendo ser mantida as ressalvas, sujando a ficha limpa do gestor. Seria o fim da picada, pois impossibilita qualquer candidatura do gestor atual.

Se as contas voltarem ao Tribunal e forem aprovadas nesta instância, aí é que o prefeito vai ver que não precisa de vereador e acabando o receio, acaba o medo e vai ser madeira de dar em doido, ou melhor, no lombo dos vereadores. A unidade é dificílima pois a macacada está fazendo um linchamento do prefeito de forma que inviabilize, de imediato e por completo, sua candidatura à reeleição que é um direito na legislação eleitoral.

Pense num troço complicado! “Quem ganha eleição é quem tem dinheiro.” Primeira pergunta: o pré-candidato tem quanto para gastar? Essa pergunta é fundamental por duas razões: primeira, se a macacada não colocar o custo da campanha nas nuvens perde para Marcelo Brandão.

Pense num troço complicado! “Quem ganha eleição é quem tem dinheiro e gasta.” Segunda pergunta: quem vai bancar o pré-candidato? A segunda razão leva às ações da Assistência Social para a projeção do pré-candidato. Neste sentido, as ações sociais serão ilimitadas, intempestivas e continuadas junto à população necessitada e carente, que é maioria no município, tem o poder do voto e força decisória no pleito. Se Marcelo quiser fazer frente tem que gastar mais bambá do que está projetando.

Com tudo isso sendo projetado e acontecendo, no frigir dos ovos, se na pesquisa de intenção de votos do governo estadual, o pré-candidato não tiver boa aceitação, a macacada aplica o plano B e todos eles vão atravessar o rio enquanto as piranhas estão ocupadas em devorar o boi de piranha, para solicitar que Diomário, com camisa vermelha, estrela na lapela e o número treze nas costas, aceite a candidatura.

Dió chupando pirulito, cantando “quero sim, quero não” vai pensar se aceita colocar seu nome para mais “um sacrifício” em sua vida, porque queiram ou não, Diomário é o único nome dentro da macacada capaz de competir com Marcelo. Taí uma aposta boa, eu boto ficha e pilha na candidatura de Dió, por um simples detalhe, não tem pré-candidatura que resista a um ano e cinco meses de campanha. É muito bambá.

domingo, 12 de julho de 2015

GRANDES EVENTOS, PEQUENAS SOLUÇÕES.



O debate é necessário, benvindo e benéfico para o município de Ipirá. Evidente que é a contribuição maior que se pode dar para que os próximos passos a serem dados tenham uma projeção eficiente e sejam seguros e realísticos. Ninguém observa, mas Ipirá, na sua essência, agradece.

Grandes eventos, pequenas soluções. Este é o título que estou dando, da minha parte, para manter e alavancar o debate das idéias a respeito do município de Ipirá naquilo que corresponde a esfera do desenvolvimento e progresso local.

Por enquanto, trata-se de um debate inusitado, por ser um acontecimento e uma iniciativa peculiar, que colocam na linha de frente um blog (blog do Agildo Barreto) e um programa de rádio (Conexão Chapada) no levantamento de questões relacionadas ao município de Ipirá. Será uma oportunidade de colocarmos pontos de vistas e idéias, que podem ser divergentes ou convergentes, mas com intuito de discutir e aprofundar a realidade do nosso município e clarear as opiniões no sentido de que outras pessoas possam acompanhar e participar.

Seria insensatez não perceber o papel relevante e buliçoso do programa Conexão Chapada ao abrir um canal de voz às pessoas, que estão na periferia social e distante das esferas do poder público, para que consigam dar eco aos seus problemas, as suas angústias e aos seus reclamos diante da omissão e ausência das políticas públicas. Espero que o programa Conexão Chapada prossiga mantendo essa linha em outras circunstâncias e situações. Sou ouvinte de carteirinha do programa Conexão, às terças e quartas-feiras.

Não é novidade para ninguém que Marcelo Brandão é conhecedor da problemática do município e não negligencia quando na pauta está os interesses do município de Ipirá. Marcelo Brandão é uma pessoa preparada, eloqüente e que demonstra uma empatia com Ipirá. Um bom combate contempla e engrandece Ipirá. Nada mais justo e dignificante que este aconteça de forma que engrandeça e aprimore a consciência dos ouvintes e leitores.

Uma boa pauta diz respeito ao DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO DE IPIRÁ, levando-se em conta a geração de emprego e renda. Uma idéia que até o momento não me convenceu é essa de grandes eventos com dinheiro público. Vou dar um exemplo: a prefeitura gastar um, dois milhões com uma Exposição no Parque em Ipirá. No meu entender, seria melhor aplicar esse dinheiro para calçar ruas e tirar o lamaceiro que toma conta de várias vias de Ipira quando chove, favorecendo a acessibilidade.


Evidentemente que este parágrafo acima é apenas uma tentativa de sugerir um tema e dar uma primeira alfinetada para a discussão das idéias, porque eu tenho o pensamento de que a situação em que Ipirá se encontra não será resolvida com grandes eventos (com dinheiro público) para propiciar renda e alavancar a economia. Esse tema de uma Exposição de Grande Porte no Parque é um gerador de debate. Farei uma postagem na próxima semana sobre o assunto. Tenho a impressão que Ipirá agradece a um bom combate, contanto que seja de qualidade e com o esforço de trazer à tona os grandes problemas e as suas soluções, para que Ipirá visualize o caminho do desenvolvimento.

domingo, 5 de julho de 2015

CONTAGEM REGRESSIVA


A contagem é regressiva. Falta um ano e cinco meses para findar o mandato. Muito pouco tempo para quem permeou entre o deslumbramento e a aventura.

Tirando a prova dos nove fora, o balanço dá dor de cabeça em quem entrou na linha de fogo do front sem um aparato confiável. Navegou nas circunstâncias e o resultado não é nada promissor.

O prefeito Ademildo tem, na atualidade, um alto índice de rejeição no município; conseguiu a proeza de rachar a bancada dos vereadores do grupo macaco, na qual, não goza de simpatia e do apoio irrestrito de três vereadores; é visível o afastamento e o boicote da cúpula da macacada à sua administração; num vacilo latente, deixou o PT local de escanteio nas decisões da gestão; encontra-se encurralado pela oposição consistente e cotidiana de Marcelo Brandão, o indubitável, genuíno e insubstituível candidato da jacuzada. O atual gestor, com baixa popularidade, seria um candidato fácil de ser batido nas urnas. Um ano e cinco meses é muito pouco tempo para virar a mesa.

Ano que vem será ano de eleições. A conversa é rasgada, não tem rodeios, nem o disse-me-disse da politicagem: a macacada está num mato sem cachorro, tem que fazer das tripas o coração para não entregar a prefeitura (o ouro) a Marcelo Brandão. O grupo não tem dúvidas e sabe que com a candidatura do atual gestor significa devolver, de mão-beijada, o poder a jacuzada. Isso a macacada não aceita nem a pau e a solução é pragmática.

Verdade seja dita: a cúpula da macacada não aceita o atual prefeito como candidato e isso não é segredo, muito menos, furo jornalístico. Está bastante claro que a chantagem e pressão do PT local, desta vez, não terão mais força e definição do que as pesquisas do governo do Estado.

O que a macacada não quer por hipótese alguma é entregar a prefeitura para a jacuzada, mas isso não é, simplesmente, uma questão de querer é, muito mais, uma questão de ter uma atitude lógica e determinante, principalmente para quem está em maus lençóis devido ao desgaste de doze anos consecutivos de administração. O primeiro entendimento é eliminar o candidato mais fraco, que não une o grupo e não tem aceitação popular. O segundo passo é buscar, dentro do grupo, o candidato mais competitivo.

Dessa situação política engendrada, nos últimos anos, dentro do grupo da macacada o maior beneficiado é Antônio Diomário Gomes de Sá, que pode ser intitulado o “Mestre dos mestres”. Com militância no Partidão nos tempos da juventude, Diomário veio para Ipirá e agrupou-se ao grupo da jacuzada como elemento pensante e atuante no esquema da oligarquia Martins. Não fugiu da linha, manteve-se fiel e submisso por décadas. Foram longos anos de atrelamento e subserviência até que entrou em contradição com a natureza da oligarquia Martins, que só aceita candidato da família. Diomário saiu e venceu.


O “Mestre dos mestres” acerta até quando erra. Em 2012, nas eleições municipais, lançou e sustentou uma candidatura ficha-suja até quanto pode; substituiu-a por uma candidata que batia pé-firme que não queria; venceu no aperto, com uma vantagem de 49 votos, que atazana a vida de Marcelo até hoje (490 já teria esquecido). Resultado: quem votou no macaco elegeu um mico. O abacaxi, juntamente com a herança maldita, caiu no colo de Ademildo. Hoje, no fim da festa, faltando um ano e cinco meses para o baile terminar, depois de tanta lambança, baralhada e descalabro administrativo ressurge da deliciosa ‘zona de conforto’ Diomário como o único capaz de jogar uma pá de cal na jacuzada. Logo quem! O “Mestre dos mestres” Dió, que todos imaginavam um líder com receituário vencido. E Ademildo? Pode bater no peito: foi prefeito de Ipirá; embora adotado, porque candidato a prefeito, jamé.

terça-feira, 30 de junho de 2015

A ESCRITA E A FALA

Não é crime discutir o município de Ipirá. Não é proibido discutir suas dificuldades e seus problemas. Feio mesmo é quando os problemas permanecem desconhecidos, embaixo do tapete, e não apareçam com força nos debates. Triste mesmo é quando a discussão permanece superficial, transitória e, na maioria das vezes, sem maiores conseqüências práticas. Doloroso é quando não se discute a problemática da cidade. A perspectiva não desabrocha e não vem à tona. Tudo vira ponto cego.

A importância do debate sobre os problemas de Ipirá é tão óbvia e verdadeira quanto o pouco que se faz para que ele aconteça, talvez o descaso ou o medo de enfrentá-los de forma crua e verdadeira, seja o mantenedor dos pontos cegos.

Setores dominantes esquivam-se desse debate, da mesma forma que o cão foge da cruz. Não é interessante, nem do interesse destas camadas levantarem o tapete desta discussão. A democracia é o berço do contraditório e o leito da vigorosa proteção à liberdade de expressão.

Por que esse debate está travado e obstruído? Por vários motivos, mas vamos deixá-los de escanteio. Vamos ver se o debate é possível. Eu não sou do ramo, mas escrevo. Ele é do ramo e fala, fala bem. Pela escrita, eu coloco que o desenvolvimento de Ipirá tem que passar pela capacidade de produção do município. Se produzir vai, se não produz não vai. Pela fala, ele diz que o desenvolvimento de Ipirá passa pela realização de grandes eventos. Com grandes eventos o município prospera, sem grandes eventos fica estagnado. Ninguém é dono da verdade. Quem sabe se não será pelas duas coisas?


Ninguém falou isso; nunca falaram isso; mas eu vou escrever uma idéia esquisita, improvável e fora de sintonia, mas trata-se de um grande evento: Se Ipirá pagar, com dinheiro público, 700 mil reais ao Vasco, poderá trazer o clássico-baba da zona do rebaixamento Flamengo X Vasco para o nosso estádio, que é de primeiro mundo. Vai ser um reboliço na região. Dá para alcançarmos um público de 16 mil pessoas (em arquibancadas de madeira improvisada, no nosso caso). Dá ou não dá? Foi o que aconteceu neste domingo (28 de junho) na Arena Pantanal em Mato Grosso. Agora, pensando bem, um grande evento esportivo resolve o problema do desenvolvimento sustentável de Ipirá? Sim ou não? Não é pecado discutir Ipirá. Vamos fazê-lo. Dá para se fazer um bom debate.

terça-feira, 23 de junho de 2015

É DE ROSCA (10).

Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Não sei se vale a pena ver de novo
Capítulo: 10 (mês de março 2015)(atraso de 3 meses) (um por mês)

O encontro aconteceu no Fórum da cidade, meio por acaso e mais ou menos com uma intencionalidade determinante porque o prefeito Déo tinha a convicção que não encontrando o ex-prefeito Dió no prédio da prefeitura ele estaria na Casa da Justiça e, justiça seja feita, lá ele estava.

Assim que encontrou o ex-prefeito Dió, o prefeito Déo cumprimentou-o, ao tempo que, observou com acuidade um livro de capa verde e título com letras pretas e chamativas: MENTES PODEROSAS E ENDIABRADAS EM CONTENDAS METAFÍSICAS, escrito por J.K.F. O prefeito Déo franziu a testa e disse:
- Meu grande amigo ex-prefeito Dió! Eu já li esse livro
 
O ex-prefeito Dió tomou aquele susto, ficou meio preplexo e naquele espanto exclamou sem saber o que dizer:
- Já!
- Li uma vez – completou o prefeito Déo.

O ex-prefeito Dió procurou ativar a própria mente e veio-lhe a recordação de que estava fazendo a décima leitura, o que fazia dele o ‘mestre dos mestres’. Tranqüilizado, começou a pensar: ”10 a 1, essa é mole, não tem pra ninguém, eu vou ser o candidato  a prefeito 16 da macacada e com todo mundo rogando aos meus pés para que eu aceite.”

O prefeito Déo ficou sério e conseguiu captar a profundeza daquele pensamento que estava sendo produzido à sua frente e partiu para o revide com um pensamento inquisidor: “Veja só o que esse elemento quer ser, candidato a prefeito! E eu? Eu que tenho direito à reeleição ser descartado desse jeito? Não é assim não! Principalmente por quem disse que deixou a casa arrumada, com 9 milhões de reais no cofre e era tudo conversa-mole; eu peguei foi um abacaxi.”

O ex-prefeito Dió sentiu a força daquele pensamento, mas não titubeou e não deixou de graça ao botar a memória para funcionar:”Veja que sujeito mais ingrato! Eu dei uma prefeitura de graça a esse sujeito e ele ainda questiona o que eu espalhei, não tem nada não, agora leve em conta a quantidade de obras que eu deixei para ser inaugurada de oito em oito dias, dá para ir até o final do mandato. V.Exa. só conseguiu um beco e um quebra-mola gigante.”

O prefeito Déo torceu a cara e botou o pensamento para retrucar: ”Você começou e não terminou uma obra sequer, foram todas concluídas na minha gestão e sou eu que tenho a obrigação de inaugurá-las de quinze em quinze dias, é tanta obra que em 22 ainda estarei inaugurando-as e tem mais, vou inaugurar o Matadouro de Ipirá.”

Neste momento a briga das idéias ganhou o quilate de uma luta de titãs e o pensamento do prefeito empurrou o pensamento do ex em direção hospital, dando e recebendo chutes e socos chegaram ao Parque de Exposição, embolando e enrolando chegaram ao matadouro. O pensamento do prefeito Déo estava se sobrepondo e impôs ao pensamento do ex-prefeito a sua vontade:”Agora, você vai ser o primeiro bicho a ser abatido neste matadouro para nunca mais falar que é candidato. Faça o seu último pedido.” O pensamento do ex-prefeito Dió chorando fez o seu pedido:”Eu quero morrer junto com Chico Gunha” e desmaiou. O pensamento do prefeito não agüentou o ferrão: ”Esse Chico Gunha acabou comigo” e desmaiou.

No Fórum o prefeito Déo apertando a mão do ex-prefeito Dió foi enfático e disse:
- Eu considero você como meu irmão, o que você fez por mim ninguém faz e eu sei que você vai fazer mais ainda.

O ex-prefeito Dió apertou mais ainda aquela mão do prefeito Déo e foi sincero ao dizer:
- Eu sei que V. Exa. não é uma pessoa ingrata e reconhece o que foi feito para V.Exa. chegar à prefeitura e eu sei que V. Exa. vai reconhecer ainda mais.

Suspense: e agora, esse matadouro sai ou não sai?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

TAPANDO BURACO.



O jogo mudou muito pouco: acabou a reeleição para o executivo; o mandato de prefeito passará para cinco anos em 2020. Então, teremos eleições para prefeito em 2016, 2020, e em 2025; assim, os interesses dos candidatíssimos e dos pretensos continuam como dantes; vivos e em alta, sem rabichola.

Eleições 2016. Falta, apenas, um ano e meio para o gestor Ademildo terminar esse mandato. Evidente que ele tem interesse em continuar, até mesmo, porque tem garantido o direito à última reeleição para o pleito municipal.

Em que circunstância encontra-se o prefeito Ademildo neste momento? Trata-se de um rei num tabuleiro de xadrez esperando o cheque-mate. Não é segredo que o prefeito é um estranho no ninho da macacada. Não conta com o apoio a cúpula em hipótese alguma e ainda não se deu conta disso. Foi colocado de escanteio há muito tempo. A cúpula do grupo não valoriza e não dá respaldo a nenhuma ação da administração. A cúpula não pede segredo para afirmar que ele não terá apoio e aguarda uma pesquisa que o governador Rui vai mandar fazer em cinqüenta cidades. O critério pesquisa passa uma esponja na candidatura do prefeito para 2016. O prefeito, por sua vez, pensa que quem segura a caneta é quem dá os ordenamentos.

Ainda no campo da politicagem, a situação não é nada agradável junto aos vereadores da situação. Três vereadores demonstram, sem cerimônia, um descontentamento profundo e irreversível para com o executivo municipal: “O prefeito não garante a palavra, diz uma coisa agora e outra depois” foi o que disse um vereador em sessão da Câmara. Isso cai mal e desacredita, ao tempo, que tira o crédito que ainda resta. O prefeito deve achar que não tem a palavra irreversível no dicionário dos vereadores.

Junto a população a situação não é nada promissora. Acredito que sua aprovação é de um dígito, porque a língua do povo corta dobrado pra cima da administração, fala da situação do município e descaso administrativo em diversas áreas. A questão da epidemia de não se sabe se dengue em nova faceta ou chico, ou zica assolou a cidade e até hoje mantém as suas seqüelas mostrou o tamanho do buraco da saúde em Ipirá. A buraqueira da cidade é sintomática. Poeira quando está estiado e lameiro quando chove. A população vai fazendo a sua opinião e criando o seu senso comum com base na realidade. Eu só sei que aonde vamos a madeira canta.

Pelo andar da carruagem parece que temos um governo decididamente sem rumo. Todo mundo sabe que chegou a prefeitura sem voto, embora pela legalidade. Todo mundo sabe que é um governo sem respaldo popular. Além do mais, patina nas promessas. Na posse ele disse: “Afonso disse para eu não dizer, mas a língua está coçando e eu vou dizer: Ipirá conseguiu 200 km de asfalto.” Quando ele disse isso faltavam quatro anos, hoje falta um ano e seis meses. De bom grado é o tempo que falta para o cumprimento da promessa porque se espremer o calendário só tem mais uma Micareta e um São João.

Parece que Ipirá entrou numa aventura sem precedentes e o gestor fica montado no macaco dando esporada no vazio do bicho e chicotada no lombo para que o bicho (macaco) aprenda que tem dono e entenda quem é que manda. Não se sabe onde isso vai dar, mas é bom que se reflita e tire-se da situação a melhor lição possível.



O município de Ipirá é um município complexo e complicado, encontra-se num beco sem saída com essa dobradinha (jacu/macaco) que fez da cidade um curral eleitoral e de sua gente um rebanho de gado. Ipirá encontra-se fora da cogitação das políticas públicas de desenvolvimento de Estado e Federal, por isso, o desenvolvimento de Ipirá está nas mãos de sua própria gente e não de uma só pessoa, de um ‘salvador da pátria’ ou coisa parecida. Ipirá não pode cair no ‘Conto do Vigário’.

domingo, 7 de junho de 2015

É DE ROSCA (9)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Não sei se vale a pena ver de novo
Capítulo: 09 (mês de fevereiro 2015)(atraso de 3 meses) (um por mês)

Véspera de uma fajuta Reforma Eleitoral na Câmara dos Deputados tira o sono de personalidades; tirando o sono, vem a insônia; com a insônia, vem uma ansiedade ‘braba’, dessas que deixa o personagem desnorteado. Era o que estava acontecendo com o prefeito Déo que, sem sono, pensava: “Três horas e nada de pegar no sono, vou conversar com meu amigo do coração, o ex-prefeito Dió.”

O ex-prefeito Dió estava naquele sono profundo, quando foi acordado pelo chamado estridente do celular. Acordou assustado: “Quem será a esta hora da noite? Deve ser algo de suma importância.”
- Alô! – pronunciou o ex-prefeito Dió.

- Meu grande amigo do coração, ex-prefeito Dió! Aqui é o prefeito Déo. Estou sem sono e resolvi ligar para o amigo, até mesmo, porque tenho um assunto importantíssimo para conversar com você e a oportunidade de ouro é agora. Entenda bem! O Congresso está fazendo uma reforma política e tudo indica que vai ter um mandato de prefeito com dois anos e eu acho que o melhor nome da macacada para mim substituir é o seu.

- Muito obrigado pela preferência, prefeito Déo! Eu sempre confiei plenamente no seu reconhecimento, afinal de contas, deu um trabalho desgraçado para colocar V.Exa. na prefeitura. Eu não estou acompanhando esta reforma, como é que vai ficar a questão do mandato? Vem um de dois e depois um de quatro?

- Entenda, meu grande amigo ex-prefeito Dió! Vamos ter um mandato de quatro anos agora, 16 a 20, depois um de dois, 20 a 22.

- Ótimo, prefeito Déo! Estou entendendo perfeitamente, eu serei o candidato quando seu mandato findar em 2016. Eu agradeço-lhe e farei o possível para que o impossível aconteça em 2020 com sua candidatura para os dois anos de mandato em 1920 a 1922.

- Entenda direito, ex-prefeito Dió! Não atropele a autoridade legítima, o candidato em 2016 serei eu com um segundo mandato até 1920 aí, ao finalizar o meu mandato, será a sua vez de retornar. É a estratégia do ping-pong. Entende?

- Para aí, prefeito Déo! A reeleição já acabou. Eu quero o próximo mandato, eu só penso nisso, estou me preparando para isso, será a minha última oportunidade, vou dar tudo de mim, inclusive porque a reeleição já acabou, se bem que eu merecia um tempo maior para fazer tudo de bom por esta terra que me acolheu tão bem. Depois você retorna para complementar os dois anos, terminando sua gestão, eu retornarei para mais quatro. Temos que nos deixar levar pelo ritmo de Tim Maia: ‘EU e você, você e EU’

- Ex-prefeito Dió! Assim não dá. Eu estou fazendo a maior administração que essa terra já teve e mereço a reeleição que não acabou para mim, não esqueça disso, deixe aí bem anotado na sua caderneta: EU TENHO DIREITO A REELEIÇÃO e tenho a caneta na mão. Essa conversa deixou-me irritado e com certeza não pegarei mais no sono. O que eu vou fazer para dormir?

- Meu nome está posto para a avaliação da macacada, agora para dormir o melhor remédio é um acalento para ninar. Esse seu telefone, nesse horário também me tirou o sono.

- Prefeito Dió! Você agora deixou-me agoniado na vida, eu não quero ouvir falar esse nome Nina na minha prefeitura, onde eu vou nessa cidade é Nina prá lá, é Nina prá cá e você ainda vem me lembrar esse nome! Não vou dormir mais. Agora para você dormir é fácil, pense no matadouro de bovinos em Ipirá e comece a contar a quantidade de ovelhas que serão abatidas nesse matadouro.

- Taí um idéia boa, obrigado prefeito Déo! Uma ovelha, duas ovelhas, três ovelha. Ovelha! Não tem desgraça de ovelha nenhuma, esse matadouro de Ipirá não vai funcionar de jeito nenhum e não tem quem faça essa desgraça abater um boi, carneiro ou ovelha – enfezado o ex-prefeito Dió desligou o celular.

Suspense: e agora, esse matadouro sai ou não sai?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.