segunda-feira, 17 de abril de 2017

TÔ DE VOLTA!

GERAÇÃO DE EMPREGO & RENDA, aqui está o ponto principal da questão, no dizer do prefeito Marcelo Brandão. “Geração de emprego e renda. Esse é o principal objetivo do prefeito de Ipirá, Marcelo Brandão, ao anunciar a micareta que vai agitar a região e atrair turistas de todo o estado entre os dias 20 e 22 de abril.” Comentário sobre o pronunciamento do prefeito à Rádio Sociedade da Bahia.
O objetivo está definido e claro. Essa ênfase de atração de turista de todo o Estado da Bahia fica por conta do exagero, do esforço pirotécnico e da necessidade de vender ilusão; na real, fica a capacidade concreta para agitar a região, principalmente, Baixa Grande e Pintadas de onde procederão 90% dos turistas. Evidentemente, que todos que aqui comparecerem serão bem recebidos; o ipiraense tem um coração generoso e receptivo.
A folia terá status cinco estrela na vontade, até mesmo porque a administração atual é jacu (a anterior era macaca) quer e faz questão de mostrar serviço nessa área do entretenimento, tem que deixar uma marca de expressão neste mandato: “a jacuzada é que é boa na realização de festa,” nem que seja uma razoável impressão que fique. Mas em folia e agitação, não tenham dúvidas, acontecerá. A administração de jacuzada é boa em organização de eventos e a população de Ipirá é alegre e entusiástica na folia.
Para os leitores que moram em outras cidades, quero salientar o seguinte: quando cito jacu e macaco, não é sentido pejorativo, nem preconceito, nem ataque ou querendo desfazer de quem quer que seja, simplesmente, os agrupamentos da politicagem de Ipirá denominam-se jacu e macaco e não por partidos, eu sei que é para enganar o povo; mas fazer o quê?
São duas administrações oligárquicas que se revezam no Poder Municipal fazendo meia-sola no município, que fica em estado de convalescença ao fim de cada gestão. Nada mais proposital que grandes festejos nestes momentos. Os jacus e macacos são bons realizadores de festas, isso ninguém pode negar.
Difícil de entender é a questão do fortalecimento do comércio, do turismo e da economia de Ipirá com a folia. É de um simplismo implicante. Os setores que tirarão proveito serão o lojista, hoteleiro, bar, lanchonete e restaurante. O movimento será forte ou fraco em grana? Temos que ver acontecer para termos uma idéia. Não deixa de ser uma dúvida.
“Com o festejo iremos gerar emprego e renda para o nosso povo e atrair os olhos para o nosso município que está crescendo”, comemora Brandão. Aqui, ficam menos dúvidas. Que emprego? Emprego por três dias? Isso aí tem cara e características de sub-emprego.
Geração de renda para o nosso povo? O setor mobilizado será o informal, que não deixará de botar dinheiro no bolso, mas no limite que decorre da própria capacidade de investimento. Nada do outro mundo. Tem mais fumaça do que fogo de fogos de artifício.
O prefeito Marcelo Brandão pensa que vai resolver o problema da economia de Ipirá com festa. Ele pensa que Ipirá vai virar um pólo de atração turística. Ele aposta até o que não tem que é por aí. 
Vamos ser sincero, se o prefeito Marcelo Brandão resolver o problema da economia de Ipirá em três dias; seja com festa ou sem festa, o homem é ninja. Se o prefeito Marcelo Brandão solucionar a dificuldade econômica do município e tirar Ipirá do gargalo com sua micareta, o homem merece uma estátua de pedra-sabão que é porosa e tem envergadura para não se dobrar às bicadas de jacus e às línguas ferinas de macacos e oposição.

Tudo isso é suposição e por suposição eu pressuponho que a prefeitura de Ipirá gastará mais de um milhão de reais nessa festa e que a renda do povo de Ipirá nesta festa ficará abaixo de um milhão de reais. É o que eu acho! 
Quem poderá eliminar qualquer dúvida será o prefeito Marcelo Brandão apresentando os números reais da festa, depois do grande evento. Se não for assim, tudo será um mero prognóstico e a realidade de Ipirá não vai dá sopa para o engano e a mentira.

terça-feira, 11 de abril de 2017

BUSCANDO PATROCÍNIO

“Quem tem papo vai a Roma.” Não tem esse ditado popular? Tem.
O prefeito Marcelo Brandão disse no programa PAPO RETO, que a população de Ipirá pode ficar despreocupada que não sairá um centavo dos cofres públicos para a micareta. Palavras do prefeito.
Aí, realmente, a população pode dormir sossegada. Não vai gastar nada, vai fazer festa com doação alheia e vai entrar dinheiro à rodo com a turistucaína que aportará nestas bandas.
Mas que o exagero de ‘nenhum centavo’ fique por conta deste blog e que o prefeito tenha dito que gastará dois centavos no megaevento e que isso é um nada em relação ao beneficiamento que deixará em nossa conta corrente.
Tá pra lá de dito e compreendido que festa feita por macaco tinha sujeito que comia bons trocados do dinheiro público só para contratar banda, agora, nada disso vai acontecer. Não é possível que uma desgraceira dessa aconteça!
O timoneiro desse megaevento é o prefeito do PAPO RETO e não vai deixar que sua obra-prima vomite tramilique pelo escoadouro. É claro que o prefeito Marcelo Brandão vai prestar e mostrar as contas da Micareta à população de Ipirá. Tudo de forma transparente.
O balanço verdadeiro da Micareta de Ipirá vai acontecer com a colocação dos custos para realizá-la e dos números que ela trará em benefício da economia de Ipirá, afinal, isso é o que mais tem badalado o prefeito de Ipirá e esse é o ponto crucial da discussão.
Quem tem papo vai a Roma. Quem tem papo reto vai a Roma, a  Marraquexe, a Indochina e chega até ao Butão, o país da felicidade; pois que, quanto ao sucesso da apresentação de Bell Marques é chover no molhado, isso é indiscutível em qualquer circuito que seja nessa imensidão de território nacional.
Ficar no imensurável elogio é coisa que jacu sabe fazer com maestria; não apresentar as contas da Micareta à população de Ipirá é fazer igualzinho aos macacos que sangravam os cofres públicos com unhas e bicos de corvos, por isso que ninguém, nesta terra, nunca viu um borderaux de uma prestação de conta destas festas da macacada. Agora é a jacuzada, vamos ver o que acontecerá.
Outro ditado popular é aquele que diz: “De grão em grão a galinha enche o  papo”.
Aqui acaba a festa e começa o embaraço do prefeito Marcelo Brandão. Olha quanto grão o administrador tem pela frente: 01. Colocar a Praça São José do jeito do telão; 02. Restaurar a Casa dos Estudantes em Salvador; 03 Reconstruir o Mercado de Arte que pegou fogo; 04. Fazer o asfalto do cemitério até o Flor da Chapada; 05. Pôr em bom estado ou condição os  bancos dos ônibus que transportam universitários para Feira de Santana, pois os mesmos estão danificados ou estragados; 06. Reparar as estradas vicinais esburacadas pelas chuvas; 07. Por em boa ordem o atendimento  médico do município; 08. Dar melhor disposição para que a segurança do município atue com mais eficácia, não só na micareta. Vou parar por aqui.

Não vou chegar a uma dúzia de grãos, pois seria puxar muito por um prefeito que não tem apoio do governo no Estado e é um ilustre desconhecido na esfera federal. Onde o prefeito de Ipirá vai conseguir tanto projetos e verbas para esses oito grãos? Aí é que está a grande questão. Um punhado de grão para uma galinha não quer dizer muita coisa, pois galinha tem papo e tem reto. É melhor o prefeito Marcelo Brandão começar a perder seu tempo pensando na organização do São João.

domingo, 2 de abril de 2017

PASSOU O TRATOR!

Tá derrubado, tá no chão. Desta vez a marreta funcionou com a força de um trator, com a brutalidade de uma retro, com a prepotência de quem exerce um poder autocrático. 
Agora, não tem mais jeito, ajoelhou vai ter que rezar. O prefeito vai ter que requalificar o Puxa com o seu prédio de vidro, nos moldes de um projeto apresentado em telão para não ser incriminado por divulgação de propaganda enganosa. Não tem jeito, o prefeito vai ter que botar a mão na massa. A responsabilidade é toda do prefeito.
Aliás, tem sido sempre assim, o Poder Executivo no município de Ipirá tem se colocado no imperativo da arrogância, não tem ofertado e sonega uma oportunidade para a comunidade se pronunciar . Foi assim, com Diomário na Praça da Bandeira; com Ademildo na Praça Santana; agora, com Marcelo Brandão na Praça São José.
Esta cidade parece que é deles e eles têm Ipirá como um quintal de suas casas, no melhor estilo ‘Cosa Nostra’. A cidade é coisa deles; aqui não tem gente, não tem pessoas, não tem cidadãos, o que interessa é a vontade dos ‘donos da cidade’. A comunidade só exige democracia. Somente democracia.
Agora não tem meia-volta, está sacramentado. O gestor Marcelo Brandão chamou para si toda a responsabilidade pelo que venha acontecer na Praça São José. É o único responsável, daqui para frente, por tudo. Os moradores estão isentos de qualquer responsabilidade, pois, não foram, sequer, ouvidos.
O pacote do prédio de vidro no meio da praça foi empurrado goela abaixo. Agora, o prefeito Marcelo Brandão assume todas as conseqüências de sua atitude, inclusive como o único responsável pela credibilidade de sua palavra, pois o mesmo garantiu, está gravado, no Programa Papo Reto que NÃO HAVERÁ O CORTE de UMA SÓ ÁRVORE. A comunidade não tem porque dá credibilidade, mas vai ficar observando se o prefeito tem a palavra firme.
A administração Marcelo Brandão não tem uma obra em Ipirá, por enquanto está desmanchando o que a macacada fez, argumentando ele, que está botando no chão as porcarias que os macacos fizeram. Essa é brincadeira de macaco e jacu nesta terra, um faz o outro desmancha e vida que segue e o município de fica nesse atoleiro do atraso. Ipirá tem mais de cinqüenta obras feitas por jacu e macaco que não servem para nada. É um troço sem serventia.
O gestor Marcelo Brandão fechou a Biblioteca Eugênio Gomes, fez a transferência da mesma para o espaço no fundo da Igreja Matriz, pasmem, o espaço virou um depósito, já tem mais de um mês e os livros estão encaixotados, demonstrando que o interesse por biblioteca é um mero pretexto para outros interesses. Se oriente, seu prefeito, tome jeito de administrador da cidade, homem!
Os 'donos da cidade' têm que abrir os olhos para o que vocês estão fazendo com o município de Ipirá. A população de Ipirá está aprendendo a cobrar, a inquerir e a perguntar para não ficar com dúvidas.
O debate sobre o Puxa está começando: prefeito Marcelo Brandão esclareça, por obséquio, algumas dúvidas. Uma coisa é certa, a comunidade de moradores não tem nenhuma participação nesse projeto de requalificação da Praça São José, ou tem? Esse projeto é um desejo pessoal do prefeito? É interesse da família Martins? É solicitação de algum grupo empresarial da educação superior para se estabelecer na área? É para fazer uma oferta de um bem público (lanchonete) a algum jacu, como Diomário apadrinhou com quiosque na Praça da Bandeira e hoje o município tem que pagar para reaver o bem público? Ou é porque Ipirá precisa de uma biblioteca?

Se for biblioteca, o prefeito deve providenciar para que o depósito da Praça da Bandeira se transforme e funcione como biblioteca, caso contrário, não tem como a população acreditar. Quanto tempo Ipirá vai ficar sem biblioteca? Pela resposta das perguntas é possível se determinar a essência da administração Marcelo Brandão, que está por fazer a sua primeira obra passando por cima e derrubando na marretada a vontade da comunidade. O que vem pela frente é mera sugestão.

domingo, 26 de março de 2017

O PODER MUNICIPAL MOSTRANDO A SUA CARA

Administrar um município como o de Ipirá não é tarefa das mais simples, principalmente, quando não se quer, nem se pretende dar ouvidos à população. Aí a coisa fica elevada à enésima potência. Resultado: mais problemas e mais dificuldades.
Nenhuma administração é eleita para ser dona da cidade. A atual gestão de Ipirá não merece essa confiança, não é digna desse título, ninguém é merecedor de tal condição, seria desdenhar da população, pois não existe ‘Salvador da Pátria ou do Pedaço’.

O tempo do novo gestor é muito curto para mostrar serviço, ninguém tem dúvida quanto a isso, mas para um observador mais atento dá para perceber as pegadas da trilha dessa nova administração. O município de Ipirá está na pindaíba, convivendo com uma seca inclemente de lascar a boca, o prefeito Marcelo Brandão tem um encontro com o Secretário do Turismo de Estado para solicitar uma apreciação no Calendário de Festas do Município! Vê se pode!? Esse é o foco e o traçado da caminhada.

As perdas são esmolas se comparadas com as necessidades gritantes do município. Por não ter declarado Estado de Emergência o nosso município perdeu vários carros-pipas do Exército, uma parcela de 40 mil reais e uma segunda parcela de 120 mil reais.

O gestor Marcelo Brandão pode ser um administrador de rompante, com muita atitude, compulsivo nos seus atos, com uma determinação penetrante e sem rodeios. “A salvação de Ipirá está na festividade; Ipirá tem que virar um pólo turístico.” Essa é uma lógica forte na nova administração.

Mantendo pé firme no que determina estabelece as prioridades do município. A Micareta vai criar uma ebulição na economia da cidade. Na cidade sim, na economia existem dúvidas, muitas dúvidas, porque serão resultados pontuais.

Espero que o prefeito Marcelo Brandão apresente à população, um bordereau com as despesas e os custos da micareta, que não faça igual à macacada que escondia e escamoteava os valores porque, nos festejos administrados pela macacada, sempre tinha algum macaco na comidilha do dinheiro público. Essa nova administração tem que fazer diferente.


O prefeito Marcelo Brandão não gosta das fotos do Canal de Esgoto à Céu Aberto de Ipirá. Ele tem razão, esse esgoto fede que nem um excomungado e não serve como atração turística. O Poder Municipal não tem uma merreca para fazer uma ou várias pontes de cimento em muitos pontos de passagem no esgoto. Tudo bem, não é prioridade.

A quadra da Barão é uma vergonha para Ipirá, mas não é prioridade para o prefeito. O Mercado de Arte consumido pelo fogo não é prioridade para o gestor. A Casa dos Estudantes de Ipirá em Salvador caindo aos pedaços, mas não é prioridade para as oligarquias do poder. O matadouro de bovinos uma necessidade para a saúde do povo de Ipirá, não é uma prioridade dos governantes municipais.

A biblioteca de vidro no Puxa é uma prioridade do prefeito. O gestor Marcelo Brandão pediu desculpas aos moradores pelos transtornos que serão provocados. Garantiu com toda a força, fortaleza e avalizou com sua palavra que não será derrubada uma só árvore no Puxa. Os moradores não foram consultados a respeito da requalificação. 

É bom lembrar a Praça da Bandeira, o ex-prefeito Diomário prometeu um paraíso e deixou uma esculhambação na praça, hoje mora em Praia do Forte, nunca pediu desculpas aos moradores, que são obrigados a conviver com a merda que ele fez. A comunidade já está cansada de tanta promessa. A comunidade quer participar.

Estamos entre a realidade e a fantasia. A gestão atual procura assegurar um segmento restrito e inexistente no mercado local, o turismo festivo do entretenimento, sempre movimentando com ações tradicionais de marketing e achando que oferece novas oportunidades de negócio em três dias. Quando é apertado pela seca responde com o marketing da ‘boataria de rua’ dizendo que uma cervejaria vai dar para Ipirá cem (com c) viagens de carro-pipa.

Passada a ressaca da festa o Poder Municipal vai bater de cara com a dura e crua realidade. Será a hora e a vez das prioridades do município de Ipirá. O prefeito Marcelo Brandão não poderá fugir disso, senão, mantendo sua compulsão intocada estará cavando sua própria cova um pouco mais funda. Vai ter que apresentar o mesmo ímpeto que apresenta para os festejos.

A coisa é simples: O atendimento do pessoal na UPA de Ipirá está bom, mas na hora de lavar a ferida com soro fisiológico, não tem soro; na hora de queimar a ferida com mertiolate, rifocina, álcool iodado, não tem o produto. Paciência. Vamos ter paciência e aguardar que a micareta resolva esses problemas. Só não venham com conversa fiada na hora de resolver as necessidades prioritárias de Ipirá, que a grande prioridade de Ipirá é o São João.

quarta-feira, 22 de março de 2017

É DE ROSCA. (27)

Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo: 27 (mês de agosto 2016)(atraso de 7 meses) (um por mês)

A grande novidade de Ipirá nesta última década foi, sem dúvida, o telão. Não é que o povo não esteja com intimidade com a tecnologia HDM, mas foi aquela coisa da Praça do Puxa com roupagem cibernética girando, girando em 3 D, que deixou o povo perplexo. Foram vários pensamentos e eu registro uns dois: “Como é que essa praça fica dando tubí, será qui vai agüentá?”; “Essa praça vai ficar tonta e vai vomitá, eu só quero vê o casqueiro”

Teve gente que não gostou e bateu uma ciumeira descabida, aí saltou no telão, botou a praça prá fora e ficou no seu lugar. Advinha quem foi? O Matadouro de Ipirá. E justificava dizendo: “Eu tenho 25 anos em Ipirá, nunca tive um tratamento vip desse; esse Puxa nem existe ainda e fica de boa!” Isso, foi o bastante para o prefeito Marcelão dá um pinote e entrar no telão. Tonho de Ló, tomando umas duas canjimbrinas, virando a cara, disse: “Isso vai fedê!”

SOM NO TELÃO. Apareceu a voz do prefeito Marcelão:”Que o Todo-Poderoso te proteja neste momento nada fácil, porque sabemos que a carne é fraca e eu, sinceramente, não quero embaraço na sua vida e espero que você apresente suas certidões e bonificações para viver em paz e do trabalho...” O som do telão pifou. Vamos ouvir a multidão. Se não é a novelinha o povo não fala não:

- Êta, qui eu mi arripiu toda quando eu ouço a voz do prefeito Marcelão! – falou uma mulher emocionada

- Ô mãe! Esse filme é Os Dez Mandamentos? – perguntou a filha.

- Tu toma juízo, menina! Esses dois aí não segue nem o primeiro mandamento, cuma é qui vão acompanhá dez!

Voltou o SOM do TELÃO. Com a palavra o matadouro: “Alto lá, prefeito Marcelão, alto lá! A Carne Fraca pode pegá eles lá; muá aqui não, não tem Polícia Federal, nem MP, nem governo Temer, nem fiscalização da Irlanda, que aponte um taco de carne podre aqui nesse matadouro de Ipirá. Esse desafio eu faço de cabeça empinada. Não tem nesse mundo quem aponte uma carne saída desse Matadouro de Ipirá que vos fala neste instante...” Deu bronca no SOM, vamos ao povo:

- Oh mãe, quem é esses aí? – indagou o filho.

- É o matadouro – respondeu a mãe impaciente porque queria que o som voltasse a funcionar.

- Esse home aí é o matadô? – pergunta o menino curioso.

- Ô, seu burro! Esse aí é o prefeito Marcelão! – respondeu a mãe.

- Não é esse home qui anda de capacete branco com uma marreta de 25 quilo na mão?  Esse home é matadô ou brocadô? – indaga o filho

- Ô, seu jumento! Tu é rude prá aprendê as coisa! Prá qui é qui tu ta na iscola? Eu vou ti botá na iscola do Senai do prefeito Marcelão prá vê se tu dá prá gente! – respondeu a mãe demonstrando impaciência.

- Ô, mãe! Ipirá tem iscola do Sinai? – perguntou o filho.

- Ô, seu fie de uma égua com jegue! Tu é tão apirriento, qui só acredita no qui vê! Tu não viu o home da rádia dizê qui a iscola do Senai foi inaugurada pelo prefeito Marcelão? Aquilo é qui é iscola, não vai intrá macaco de jeito qualidade, só vai tê jacu e tu é jacu, intonce tu vai prá lá – afirmou a mãe convencida de querer o bem do filho.

VOLTOU O SOM. Com a palavra o prefeito Marcelão: “ Eu acredito no que você está falando, vamos solicitar uma certidão ao Ministério da Agricultura e requerer um credenciamento para Ipirá entrar nesse seleto clube de exportador de carne; vamos vender carne de bengo para o Chile; carne de cachorro para a Tailândia; carne de caçote para a China; carne de calango para o Camboja e carne de saruê para ...” pifou o SOM, vamos ao povo:

- Esse matadouro vai dá uma broca no pé do ouvido desse prefeito, assunte se não vai acontecê! – disse um sujeito macaco doente.

- Quem? Quem é doido prá dá uma broca no prefeito Marcelão? Aceita qui perdeu qui dói menos, Esse prefeito Marcelão tem atitude, já tem é dez obra na cidade em menos de três mês, eu não vou dizê aqui porque vou levá uma semana citano – rebateu, partindo prá cima, um jacu.

- Eu tô veno é uma Ipirá malamanhada, o prefeito já começou a atrasá o pagamento de fornecedô, de inquilino, até de trabaiadô contratado. Onde é qui ele vai conseguí dinheiro prá pagá obra de telão. Vocês deixa de ser besta, esse matadouro enrola esse povo de Ipirá há mais de vinte ano e agora vem esse telão enrolar ainda mais. Eu é qui num como H desse telão – disse o macaco.

- Tu viu mãe o qui o home disse? Disse qui Ipirá tá mala manhada. O qui é mala manhada, mãe? É coisa boa? – indagou o menino com uma carritilha de perguntas.

- Tu deixa de sê inxirido, minino! Tu ta pareceno fie de lumbriga qui não tem nada na cabeça! Tu vai cuidá de tuas pereba qui é mais negoço, prumode de tu continuá nesse atrivimento eu vou te arrancá essas oreia de um socovão só, aqui mesmo e, quando chegá em casa, eu vou te lambê num catiripapo com cansanção qui tu vai se arrependê dá hora qui te veio a esse mundo – falou a mãe que já estava braba.

Voltou o SOM. Com a palavra o matadouro: “ Ôpa! Não é desse jeito não, playboy! Minha cartilha não é escrita em linha torta, se não for prá ser Freeeeboi eu tô fora, Freeeecalango é que eu não vou ser...” Parou o SOM e o povo ficou com a cara prá cima. Será que isso tudo é verdade ou mentira?

Suspense: sobrou prá mim. O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? Nada. Vou fazer minhas contas: são quatro capítulos 2016, mais três atrasados 2017, um total de sete capítulos totalizando 34 capítulos de marretada à torto e pela direita. Eu não agüento mais escrever esse troço. Será que tudo isso vai terminar em Chiclete e Pissirico. E o matadouro, nada!

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente. Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

domingo, 19 de março de 2017

IPIRÁ PELO AVESSO

Como é que o Poder Municipal vai tirar Ipirá do prego? Rezando para chover; jogando búzios prá vê se a sorte está na próxima esquina; gastando dinheiro na Loto Mania prá vê se tira uma bolada e aumenta a renda do município.
Acertou quem disse que é fazendo festa. A projeção para três dias de Micareta em Ipirá, nos dias 20, 21, 22 de abril, é das mais promissoras; vem gente de todo o mundo, de Itapipoca, de Arapiraca, de Brasília, (não duvide não!) são os inúmeros fãs-clube de Bell, que já estão mobilizados e acompanham o cantor em todas as paradas e onde ele estiver (ah! Se Bell soubesse disso, ia matar a pau!)
Virão a Ipirá mais de dez mil pessoas e deixarão mais de dez milhões de reais. Ipirá vai se encantar com esse dinheiro novo na praça. Isso na planilha é de uma perfeição de encher os olhos.
Começando por ACM Neto, prefeito de Salvador, que declarou, semana passada, que a prefeitura de Salvador vai quebrar se não tiver aumento no IPTU. Aí, quem fica degringolado sou eu! Salvador não tem um dos maiores carnavais do mundo? Não resta dúvida. O prefeito ACM Neto não aumentou para quinze dias de folia? O prefeito Neto não pleiteia trinta dias de fuzarca? Sim, é verdade. Se essa gente colocar 365 dias de carnaval em Salvador e o IPTU não for deletado e custipiado da capital, não tem porque eu acreditar que grandes eventos solucionam a questão da quebradeira e do requebra do povão.
Quem se apropria de fato e virtualmente do circuito são os grandes empresários de bebidas e da comunicação; quem estica o arame no varal são os empresários de bloco e camarote. O treco tem o engate do trio que é eletrizante: empresariado, mídia, poder público (municipal e estadual). Essa lambisgoíce de Salvador é uma empreitada da fazer gaitada no Capeta.
Quem dá sustentação e garante os sacos de boca larga, pendurados, aparando chuvas de confetes cifronados  ou de bufunfa confetinada são os poderes públicos. A prefeitura não tem caroço de mangalô para bancar esse manguezal sozinha. O governador disparou que o interior tem que voltar a realizar carnaval, porque Salvador não suporta uma festa para cinco milhões de pessoas. Observem que a bola bateu na trave, mais de um milhão de turistas e movimento de bilhões de capim.
A esbórnia em Salvador não tem preocupação com a seca. A micareta de Feira de Santana seleciona suas atrações, ano sim, ano não, porque não quer, não pode e não tem condições de virar um mega e magnífico evento. É um cuscuz com farofa bancado pelo folião, com o poder público se esguelando pelas beiradas. Quem entra de cabeça nesse samba vira pandeiro. A seca para Feira de Santana tem um sacolejo pequeno, não quebra na quebradeira.
Aí, chegamos a Ipirá; o prefeito novo, dessa vez da jacuzada, trocou o São João pela Micareta, ou faz um ou faz o outro, preferiu apostar as fichas na micareta, dizendo ele, que é cobrança dos 17 mil votos que recebeu, tudo bem, o playboy não vai botar no próprio cangote o peso da responsa, segura tua onda 17 mil. Numa seca braba, botá fricote na avenida é fazer cócegas para o Capeta abrir os dentes e bater uma self.
Mas choveu chuva de chuvisco grosso estes dias em Ipirá, a terra estorricada se abriu em poças d’água e dá passagem ao desejo do prefeito Marcelo Brandão, que não jogará peso no São João, a Festa do Interior, quando a capital, tradicionalmente, verdadeiramente esvazia e o interior fervilha.

Se Ipirá fizer fogueira com a prata da casa e o forró do bode; não duvide não viu, esse menino! Adentrará a esse arraiá mais de mil pessoas da capitá; a Praça do Mercado ficará apertada com o calor dos rojões de dez mil pessoas e as cobrinhas deixarão um rastro de um milhão de reais na economia de Ipirá. O que seria de bom tamanho, porque difícil, difícil mesmo, será transformar Ipirá num cupinzeiro de turistas. A seca; a seca de tudo não deixa. Esse é o bom combate ou melhor debate; Ipirá precisa disso. Ipirá precisará declarar Estado de Emergência ou Situação de Calamidade logo após a Micareta. Que as trovoadas ou as ressacas não deixem.

quinta-feira, 16 de março de 2017

REQUALIFICAÇÃO DO PUXA

Desta vez, não será somente a marreta do 25, mas toda a maquinaria de desmanche que a gestão do 25 tem à sua disposição vai entrar em ação, será na base do trator, da patrol, da retro escavadeira. Dá para imaginar a depredação? Não. O dia agendado será 25 de março.

Você, morador da Praça São José, tem noção do que vai acontecer nessa Praça? Claro que não, você não foi consultado.
Pela foto não dá para termos a noção e a dimensão do estrago que acontecerá. O espaço projetado para construção será absolutamente impositivo, não ficará nada à sua frente: os dois carramachões desaparecerão. Quantas e quaisquer árvores que estejam na trilha do projeto serão derrubadas? Não se sabe. Mas, se você observar a foto ou estiver presencialmente no ambiente poderá imaginar o tamanho da afronta e da estupidez.
A praça têm características e aspectos que não necessitam e não podem ser modificados. Isso é mais verdadeiro do que as necessidades formuladas e apresentadas pelo projeto que foi virtualmente mostrado ao povo, de forma apoteótica, para impressionar. Desta forma esconde a essência do objeto, não delineia o jogo de interesse, não pleiteia pela transparência em todas as suas nuances. A praça tem que sucumbir aos ditames e excentricidades do projeto.
Quantas árvores terão que sair do caminho do projeto? Quantas forem necessárias.
Que espécie de árvore é intocável diante do projeto? Nenhuma.
Que espécie de árvore obrigará uma alteração no projeto para não ser arrancada? Nenhuma. É mais fácil um boi dormir. Quem estiver na linha de construção do projeto já se arrombou, vai ter que desaparecer.
A população de Ipirá já está cansada de engolir gato por lebre. A porcaria que ficou a obra de um milhão de reais da Praça da Bandeira não me deixa mentir. O monstrengo do INSS no meio da Praça Santana, reduziu consideravelmente o tamanho e dizimou as feições da praça. Tá lá pra quem quiser ver.
Agora é a vez da Praça São José. Com algumas conservações, modificações e implementações, iluminação e segurança, ao tempo, que se garanta uma manutenção constante e qualificada seria o equivalente para contemplar as necessidades do Puxa.
Quem é prioridade, o Puxa ou a Praça do Barão? A Barão é um reduto eleitoral do 25; tem uma quadra (obra da jacuzada e reformada pela macacada) utilizada para as aulas de Educação Física dos alunos do Colégio Maria Evangelina em condições totalmente nefastas e vergonhosas, não tem cobertura e o sol implacável lasca a cabeça do alunado e professores que utilizam essa área cercada por um muro imponderável.
Por que não requalificar a Praça do Barão? Basta fazer uma quadra no padrão da que tem na entrada do Ponto de Serra Preta. Ah, não tem recursos! De onde vem os recursos para a Praça São José? Do próprio caixa municipal ou de convênios?
Biblioteca de vidro não é prioridade para o nosso município. Ipirá tinha biblioteca e ficará fechada até que o novo equipamento seja disponibilizado, porque não está funcionando no antigo recinto, lá virou depósito.
As duas praças (Bandeira e Santana) foram dois parangolés que desceram pela garganta dos moradores de Ipirá. Esculhambaram as duas praças. Que o Puxa não tenha, no final da gestão do prefeito Marcelo Brandão, no meio da praça, um sanitário suntuoso de vidro e que a próxima gestão não venha com a idéia de que Ipirá necessita de uma biblioteca.