sábado, 21 de outubro de 2017

É DE ROSCA. (33)

É DE ROSCA. (33)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 33 (mês de fevereiro 2017)(atraso de 8 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão estava cansado da viagem e seu corpo exigia um descanso compensatório que lhe recarregasse a bateria para enfrentar os problemas desta terra de frente e com o nariz empinado. Deitou, dormiu e acordou assustado, eram batidas fortes e contundentes no portão do fundo e na porta da frente de sua residência; pensou: “esses eleitores jacus não me dão mais sossego, agora aparecem pela frente e por trás.”

- Abra a porta, prefeito Marcelão! Venha que eu vou te dá o paraíso florido e cheiroso – falou o governador Rui.

- Abra o portão, prefeito Marcelão! Fique comigo que eu te darei o Céu – falou o prefeito Neto.

- Êta zorra! Agora é que eu me arrombei, se eu errar nessa escolha vou ficar enfiado no inferno até o pescoço. E agora, como é que eu vou me sair desse balaio de gato? – indagava o prefeito Marcelão em voz alta.

Começou a andar nas pontas dos pés e pensava numa saída dinâmica e positiva para aquela situação: “Eu vou é prá minha prefeitura.” As batidas na entrada e saída da casa aumentavam, ele caminhou em direção a um muro lateral e saltou-o feito um campeão de salto sem varas.

Quem passava na rua naquele momento e flagrou aquele salto monumental ficou estarrecido: “Aquele lá num é o prefeito Marcelão? Êta qui o sujeito ta dando mais pinote do que pipoca na pipoqueira de Gerson.” Outra pessoa não deixou por menos: “Lá ele! O homem ta saltando até cerca.”

O prefeito Marcelão chegou ao Centro Administrativo, foi para o gabinete do prefeito, sorridente, alegre e feliz: “Agora, que eu estou na minha prefeitura, eu sou um homem realizado na vida! Vê lá se eu vou ficar esquentando a cabeça com aqueles dois lá, o tal do Rui e o Neto! Mas, menino! Quem botou espinho em porco que trate de pentear! Vou fazer um decreto agora mesmo baixando o meu salário, sou o único prefeito que fez isso nessa terra.”

Abriu a porta do gabinete e tomou aquele susto. Tinha alguém sentado na cadeira do prefeito Marcelão. Aí o que era bom virou uma tempestade. O prefeito Marcelão ficou vermelho, verde do incrível Hulk, amarelo e azulão. Ficou parecendo uma cobra cascavel no bote, uma onça mostrando as garras e um pitbull dando uma mordida. Ouviu-se o grito:

- SAIA DA MINHA CADEIRA JÁ! AQUI QUEM MANDA SOU EU E MAIS NINGUÉM!

O balaio de gato estava formado. O vulto deu um salto de gato escaldado e caiu na cadeira que estava ao lado e foi dizendo:

- V. Exa., prefeito Marcelão, não me dê esporro não, que eu não gosto! V. Exa., aumentou as diárias, viaja prá lá e prá cá e eu fico aqui em Ipirá sem fazer nada. Num ta vendo que isso num ta certo?

- Ora, seu Matadouro de Ipirá! Vê lá se eu vou querer um trem rúim na minha cola! Tu tens que ficá é aqui no teu pijí e, tem mais, eu tenho três anos para dá um jeito em você, seu dia vai chegar Matadouro de Ipirá. Aqui não é macaco não, aqui é jacu e jacu sabe administrar. É nóis.

- Qolé, prefeito Marcelão! Seu primeiro ano de gestão V. Exa. não chutou no gol uma só vez, não atacou, não botou uma bola na trave, foi tudo chute fora com uma légua de distância, ficou só destruindo no meio de campo com uma marreta e passando o pau no que tinha o cheiro de macaco. Não bote seu capacete pra meu lado não, que não dá certo.

- Fique na sua, seu Matadouro de Ipirá, eu já estou pensando no ano que vem, vou fazer o maior campeonato de futebol que já teve em Ipirá, o prêmio vai ser uma Ferrari que eu vi lá em Roma. O time que quiser contratar Neymar vai ter todo o meu apoio. E você seu Matadouro de Ipirá, vá se preparando que sua batata está cozinhando!

- Êta, que V. Exa., fala muito, seu papo é reto!

- Eu que não fizesse isso, não estaria onde estou hoje e você vai ser inaugurado no ano que vem; da Micareta você não passa.

Suspense: Vixe, e agora? Veja que situação: Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a fevereiro de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

sábado, 14 de outubro de 2017

MINGAU QUENTE SE COME PELAS BEIRADAS

O tiro foi na cabeça para estragar os miolos. Se a intenção era fazer um desarranjo intestinal, já o fez. Observe que estou referindo-me a um acontecimento que virá acontecer em 2020, mas está acontecendo neste momento para deixar bem claro que não tem prá ninguém, desde já.
Dentro das condições objetivas do município de Ipirá. A LEI ELEITORAL, que vigorará em 2020, botou pocando, porque não deixará nenhuma brecha para que a esquerda local (PT e PCdoB) faça um vereador no próximo pleito municipal. Com a proibição das coligações e com a permanência do coeficiente eleitoral, essas duas regras impossibilitarão uma representação desses partidos na Câmara Municipal de Ipirá.
Os dois partidos unidos sempre tiveram uma representação na Câmara e toda vez que se separaram perderam esta representação. A partir de agora, por força da lei, não haverá mais coligação. A configuração será outra.
Vamos começar pelo PT em Ipirá. Com a ajuda da coligação sempre teve um mandato na Câmara. Chegou a ter um prefeito, um vereador e secretários municipais em Ipirá, num momento que tinha um presidente da República e um governador do Estado. Hoje, em Ipirá, o PT local está na maior pindaíba, não tem um vereador para servir de consolo. Com a nova Lei Eleitoral não terá a menor chance, a não ser que...
Por que o PT não cresceu em Ipirá? Sei lá! Eles dizem que cresceram, que chegaram ao Executivo local, etc e tal, quando se juntaram à macacada. O que eu observei foi que o partido perdeu muita militância aguerrida e séria quando se juntou aos macacos e isso fez e faz uma diferença muito grande na qualidade do partido. Perdeu a qualidade e a quantidade não foi para lugar algum, encolheu.
O RENOVA IPIRÁ foi uma das melhores experiências na política de Ipirá nessas últimas décadas, em quatro anos teve um desempenho eleitoral que se igualou, em votos, aos mais de trinta anos do PT. Eu digo foi, porque o RENOVA se espatifou no último pleito quando se juntou aos macacos e não tem engenharia política que faça o milagre de juntar os cacos.
Nesse trajeto todo, de forma objetiva e prática, restou uma representação na Câmara de Vereadores que é exercida por Caryl Oliveira, da coligação do Renova que foi para a macacada. Com a nova Lei proibindo coligação a dificuldade para se chegar a uma representação é absoluta.
Hoje, o PT e o Renova são apêndices da macacada. Tudo enfiado e atolado no mesmo buraco. O que acontecerá? Os pequenos partidos e partidos de aluguel desaparecerão no Brasil. Qual será o reflexo disso em Ipirá? Os vereadores de Ipirá, para sobreviverem, entrarão em um partido grande (PMDB / PSDB), não terão outro recurso, que será controlado na base da rédea curta por um cacique oligárquico e o vereador ficará submetido a um cabresto com bridão para ferir a boca, caso ele tente contrariar os interesses das oligarquias. O vereador não terá mais o controle partidário e perderá os últimos resquícios de vontade própria e o seu poder de chantagear será diminuído.
Como o PT de Ipirá vai embaçar essa situação e dizer que ta de boa? Aí é fácil, basta filiar Diomário Sá e os seis vereadores da macacada no PT. Aproveitem a oportunidade porque eles ainda aceitam, desde quando o PT ainda é o partido do governador. Se perder o governo do Estado, essa gente (Diomário & Cia) não aceitará entrar no PT nem pra ser recebido ao som de violino e pisando em tapete vermelho.
Mas, pouco vale pensar em 2020, sem passar por 2018. Aí quem esquenta a cabeça é Marcelo Brandão. Esquenta a cabeça? Besta é quem pensa que o prefeito Marcelo Brandão esquenta a cabeça. O município pegando fogo, assolado pela seca, em estado de emergência e de calamidade pública, o povo da zona rural precisando de água de carro-pipa até ‘umas zora’ e o prefeito do município viajando, ninguém sabe pra que banda, mas o gestor está viajando uma viagem para refrescar a cabeça. Acreditemos.
Acreditemos, porque se o governador Rui Costa sair vencedor em 2018, o prefeito Marcelo Brandão vai ter um resto de mandato com as mesmas condições que teve neste primeiro ano: vai ter que governar com recursos próprios e sem apoio do governo estadual. Nem Satanás, carregado das melhores intenções, consegue governar um município como o de Ipirá sem apoio do Estado e da União. Se Marcelo Brandão não fez nada neste primeiro ano, assim será a batida da pedra no resto de mandato. Aí, o gestor terá que apostar a calça e a cueca em 2018.
É verdade que o governo Rui Costa não fez nada por Ipirá, pode ter feito lá por Salvador, mas por Ipirá o homem é devedor. Mas, não tem porque Ipirá ter esperança nesse ACM Neto; essa gente do DEM, ligada a Geddel e a Temer tira é o direito do povo e ninguém vai comer H e queixo dessa gente. Agora, o gestor Marcelo Brandão tem que apostar todas as fichas no Neto. Apostar e ganhar aqui em Ipirá, senão perde a média e não vai ficar bem na fita com o Neto.
Não sei como é que está a pesquisa no estado, mas de pouca valia ela é, devido à longitude do tempo. Quem ganhará em Ipirá? Sei lá. Rui Costa tem um grande cabo eleitoral em Ipirá, o deputado Jurandy Oliveira que dentro das suas limitações contribuirá com quase nada para uma eventual vitória de Rui em Ipirá, embora o governador pense que ele seja o ‘cara’; Diomário tem que chover chuva no seu roçado para ele botar a cara no sol; Antônio Colonnezi é mais chegado a Zé Ronaldo e não gosta muito do perfume rançoso do petismo.
A perdedeira de Ipirá está no fato de Ipirá não decidir zorra nenhuma. A perdedeira do prefeito de Ipirá está no fato do seu candidato ao governo  perder no Estado, mesmo ganhando em Ipirá (não adiantará nada), ou pior, ganhando no Estado e perdendo em Ipirá (o prefeito será um fraco).
O prefeito Marcelo Brandão vai ter que esquentar a cabeça em 2018, a não ser que faça como o deputado Jurandy Oliveira, que mudou de partido mais uma vez (agora é PROS), mas mantém com firmeza e grandeza os seus princípios ideológicos; é e sempre será o partido que estiver no poder.
O prefeito Marcelo Brandão tem pisado com muita vontade no pescoço de muitos jacus que votou nele; essa turma está mostrando certa contrariedade e já demonstra uma vontade de dá um ‘sapeca ioiô’ no prefeito e a primeira oportunidade será em 2018.

Prefeito Marcelo Brandão! O prato de mingau está fervendo, se V. Exa. colocar a boca vai esfolar a língua. Ninguém gosta mais de prefeito do que o governador Rui Costa e não se incomode com o PT de Ipirá, porque eles estão com os dois dedos no nariz e não distinguem mais o ranço de macaco ou de jacu.

sábado, 7 de outubro de 2017

MANIFESTO EM DEFESA DA JUVENTUDE IPIRAENSE E DA CASA DOS ESTUDANTES DE IPIRÁ

Para abordar esse tema, nada mais pertinente e salutar do que um breve esboço sobre a educação e suas oportunidades no que tange ao município de Ipirá, terra de catingueiro, marcada pela estiagem e castigada pela carência. A escola primária desfraldou-se dos seus assentos e das suas letras no final do século XIX e a escola Góes Calmon, na década de 1920, foi o grande marco dessa situação.

A juventude da década de 1940, no município de Ipirá, estava reduzida às primeiras letras e não por porventura à triste sina de retirantes nordestinos para SP, RJ, MG. Raros e contados de dedos foram os casos que se distanciaram dessa situação e conseguiram ingressar num ginásio. Todos os elementos com um cabedal de conhecimento e com status na sociedade de catingueiros eram extramuros e oriundos de outras localidades, que aqui chegaram e foram assentando a mala de couro e usufruindo de privilégios.

Na década de 1950, a juventude de Ipirá teve como destino o Rio de Janeiro e São Paulo para o trabalho na construção civil e no setor de serviços, nunca a educação foi tida como um canal de fluxo promissor de uma vida diferente. Para a questão do estudo alguns poucos; eram filhos de coronéis, de profissionais liberais ou de raros fazendeiros, que enveredaram pelo trajeto do estudo. Feira e Salvador acolheu-os satisfatoriamente.

Na década de 1960, foi implantado o ginásio em Ipirá. Neste período, Brasília passou a ser vista como uma chance nova para o jovem ipiraense. O estudo começou a ganhar um certo espaço, evidente que o ginásio na cidade ampliou e abriu horizontes, quem o fazia procurava novas chances em Feira de Santana, o Curso Normal era um chamativo para a juventude de Ipirá, tanto feminina como masculina.

Na década de 1970, veio a Escola Polivalente e o gérmen da residência em Salvador já povoava cabeças e alimentava os sonhos de muitos jovens. Em Ipirá não tinha o colegial, que era o condicionante para o vestibular e a universidade. A semente que era a Casa dos Estudantes brotou, abrindo um novo e potencial horizonte.

Até então, só fazia universidade filho de rico e a Casa do Estudante veio para quebrar esse paradigma e quebrou de forma concreta e precisa. O jovem de família carente e filho das camadas populares podia sair de Ipirá para Salvador com a finalidade bem definida do estudo.

O objetivo era o colegial e depois a universidade. A Casa do Estudante era o ponto de apoio e a mola propulsora nesse sentido. A juventude de Ipirá, que não tinha rumo certo passou a ter um porto seguro e a canalizar para a educação o principal meio de construção de sua vida. O jovem ipiraense tinha a garantia de uma certeza e a convicção de que a correnteza se dirigia no rumo da educação superior.

A Casa do Estudante nunca foi mordomia, constituiu-se no amparo e no banco que substanciava sonhos, esperanças e vocações. Era uma viga contra a exclusão e o privilégio no tangente ao curso superior. Tudo tornou-se possível. Perdura por décadas e sobrepõe-se a gerações. Uma lição de dificuldade, cidadania e direitos humanos.

Os motivos de ontem são as necessidades do hoje. A Casa do Estudante continua sendo uma viva referência para o jovem Ipiraense, oriundo das camadas populares e filhos de trabalhadores. O marco da casa do estudante representa a existência fora da ordem, do enquadramento e da mesmice estabelecidos por estruturas exclusivistas dominantes em nossa terra.

Hoje, a Casa do Estudante corre risco.

Senhor prefeito, que circunstancialmente encontra-se no poder público municipal de Ipirá, não corte o sonho do jovem ipiraense; não suprima as possibilidades dos estudantes que querem ir adiante no estudo; não elimine esperanças da juventude carente desta cidade; não interrompa o caminhar do jovem catingueiro; não sonegue os direitos da juventude de nossa terra; não crie um obstáculo à travessia de uma juventude que batalha com dificuldade, sacrifício e determinação. A Casa do Estudante de Ipirá é essa ponte.


Mais do que nunca, é imprescindível que se defenda um proceder com retidão: a Casa do Estudante de Ipirá tem que ser reformada e é uma prioridade, isso não pode e não deve ser relegado a um próximo mandato. Negar e negligenciar essa ação é aplicar um corte profundo na jugular de uma juventude que pede passagem. VIVA A CASA DOS ESTUDANTES DE IPIRÁ, o maior e melhor patrimônio da juventude ipiraense.

sábado, 30 de setembro de 2017

S.O.S. CASA DOS ESTUDANTES DE IPIRÁ!

O prefeito Marcelo Brandão quebrou o gelo e recebeu em seu gabinete os estudantes ipiraenses que residem em Salvador. O prefeito agiu corretamente e de forma democrática ao conceder audiência e manter uma conversa aberta, reta e livre com os estudantes, olhando nos olhos, de forma respeitosa. Muito bem prefeito!

A Câmara de Vereadores cumpriu um papel interessante nesse episódio, porque fez o meio de campo entre os estudantes e o prefeito, fazendo com que a porta do gabinete do Executivo fosse aberta aos estudantes para o diálogo. A Câmara de Vereadores pode ter um papel muito mais importante e significativo junto a comunidade ipiraense.

O prefeito Marcelo Brandão, na audiência, enxugou o gelo. Não apresentou uma solução para o problema da residência dos estudantes em Salvador. Foi enfático ao dizer que não vai promover nenhuma reforma na Casa dos Estudantes, enquanto não fizer a reforma da PRAÇA do Mercado, que é a sua prioridade.

Empurrou o problema com a barriga, lá para frente, no meu entender, no colo do próximo mandato ou prefeito (2020). Vê se pode? O prefeito atual está cozinhando um galo de 46 anos com vela. O prefeito Marcelo Brandão deu mostra, claramente, nesta conversa, de que Ipirá está estancada, que nem jegue na frente de carreta. Jacu & macaco quebraram Ipirá literalmente.

Primeiro ponto, Ipirá não tem condições de tocar duas obras prioritárias, com recursos próprios, ao mesmo tempo. No dizer do prefeito Marcelo Brandão, ou uma ou outra; primeiro uma, depois a outra. Um município que recebe dez milhões por mês chegar a esse ponto é ficar com a cuia na mão. O que está acontecendo com o dinheiro público do município? Essa turma do jacu & macaco colocou Ipirá no redondo do calango.

Segundo ponto, trata da prioridade do prefeito Marcelo Brandão, que é fruto da sua cabeça, de uma pirotecnia da presunção do desejo do prefeito e não da realidade concreta de Ipirá, da necessidade real da sociedade ipiraense. Entenda a situação: o Mercado de Arte pega fogo e cai no colo do prefeito, que não tem recursos públicos municipais para fazer a reforma do mercado aí, num passe de mágica, num sonho mirabolante, o gestor botou na cabeça que vai fazer a requalificação da Praça do Mercado e não somente a reforma do mercado. Triplicou o problema.

Na realidade, a reforma da casa em Salvador sobrou para o atual gestor. A Casa dos Estudantes representa o prosseguimento e aperfeiçoamento educacional da juventude popular de Ipirá nas universidades da capital. Trata-se de EDUCAÇÃO em nível superior. Aí o gestor municipal de Ipirá deixa o gelo derreter, a casa não terá a reforma e não receberá nenhum estudante no próximo ano. Para os próximos anos, não se sabe bem o que teremos pela frente, vislumbra-se a certeza da incerteza, porque a prioridade do prefeito é fazer o maior espaço público de eventos do interior da Bahia.

Entre a educação e eventos; a preferência do gestor é pela requalificação da Praça do Mercado, que se tornará um ‘salão de festa’, mesmo sem ter recursos para fazê-lo, nem mesmo, estaduais ou da União. Aí, a administração de Marcelo Brandão tem a gestação de dois grandes problemas gêmeos e poderá entrar em estado de eclampsia e terminar em coma ou morte se, em três anos, não realizar as reformas do Mercado de Arte e da Casa dos Estudantes e deixar dois entulhos como herança maldita.

A reforma da casa sucumbirá com o entulho das paredes caídas, porque o dinheiro público de Ipirá será aplicado na feitura deste ‘salão de festas’ e depois, em EVENTOS para justificar a existência e a necessidade desse salão de festas. Será o efeito dominó: para não ser uma coisa inútil, vai ter que fazer uma festa atrás da outra.

É uma situação complicada e o gelo vai derreter dessa maneira. O dinheiro público de Ipirá será jogado fora ao encher os bolsos de cantores famosos e espertalhões que farão as contratações, enquanto a sociedade padece. Será um rio de desvio de dinheiro público. E o pior! Tudo em nome da altivez e pela arrogância de um gestor.

A luta dos estudantes carentes de Ipirá será longa. É chegado um momento de conscientização, mobilização e luta para garantir os direitos da juventude popular e carente de Ipirá.

Coloco duas sugestões para apreciação dos estudantes: 1. Que os estudantes mantenham-se em Assembléia Permanente, até que suas reivindicações sejam atendidas pelo Poder Público; 2. Que os sábados e domingos, em Salvador, na residência atual (alugada), sejam utilizados para informações, conversas, palestras, debates, seminários, etc, envolvendo a participação de ex-residentes e simpatizantes da causa.

Aproveito para fazer um apelo aos ex-residentes. A situação é grave e preocupante. É necessário arregimentar forças em prol da causa da Casa dos Estudantes. Seria interessante que ex-residentes e simpatizantes fossem até a residência alugada (rua Teodoro Sampaio, 163, Barris, a rua do Salete) para receber informações e prestar solidariedade.

Seria interessante que todo ex-residente fizesse uma declaração de apoio a residência, por escrito ou em vídeo, é só gravar no celular e jogar na rede. Se quiserem mim dá essa honra, farei questão de fazer a postagem neste blog, bastando para tal, colocá-la em “comentários”, no final da postagem do blog.

sábado, 23 de setembro de 2017

NO OLHO DO FURACÃO

A administração do prefeito Marcelo Brandão está batendo a cabeça no prego, e o pior, dentro do próprio governo. Pela manhã deu entrada num ofício solicitando uma licença; à tarde, deu entrada em outro ofício revogando o primeiro. O governo solta nota: "As notícias veiculadas levianamente de que o prefeito de Ipirá havia pedido afastamento do cargo, é simplesmente mentirosa...Mas, o líder do governo na Câmara deu entrevista e confirmou a existência da solicitação da licença. Observe que lambança!

Não é bem um pedido de afastamento do cargo, isso pode ser mentiroso, mas um afastamento por licença pode ser bem verdadeiro; isso faz parte da lambança. Nove meses de gestão e o governo já está cansado e precisando de uma licença. Férias com nove meses, vê se merece? Até agora, a administração não disse para que veio, apesar de mostrar que veio para muita conversa mole. Nisso tudo, nem uma obra para destacar.

A administração do prefeito Marcelo Brandão parece que corre perigo, mas perigo maior corre Ipirá. Os macacos fizeram de Ipirá uma casa de farinha; a jacuzada fez de Ipirá uma casa de fazenda. Isso apareceu como alegorias dos últimos festejos juninos, ficou até bonito, mas eles amarraram a cidade nesse mourão e parece que o município tem um jegue na boca de um sapo e estão enterrados nesse chão. Mas que macaco & jacu representam a desgraça de Ipirá, lá isso, eu não tenho duvida e explico.

Observe o esparro que jacu & macaco estão preparando para Ipirá. O macaco acionou a administração do jacu Marcelo Brandão no TRE, até aí tudo normal. O macaco canta vitória com placar de 7 a 0.  Aí começa o aperto do gestor Marcelo Brandão e a desgraça de Ipirá. Vou colocar o carro na dianteira dos bois. Que não seja uma ilação e tenha fundamentação jurídica, o prefeito Marcelo Brandão terá direito a recurso numa instância superior, o TSE.

No Supremo, uma questão como essa não poderá correr à revelia, senão a casa cai, então, tem que ter um causídico de excelência. Quanto cobra um advogado para atuar no Supremo? Tenho a impressão de que é algo em torno de um milhão de reais. Quem vai bancar isso para salvar o mandato do prefeito Marcelo Brandão? Se Geddel estivesse na ativa seria uma boa opção, mas no momento, ele está preso e liso, motivo pelo qual é carta fora do baralho.

Será que a ‘Sagrada Famíla’ tem cabedal disponível para bancar essa causa? Um milhão e cinqüenta e seis mil reais é o que ganha um prefeito em seu mandato de quatro anos em Ipirá. No frigir dos ovos, significa que o prefeito vai trabalhar mais de três anos de graça.

Mas, o problema é que significará muita humilhação perder a cadeira de prefeito de graça e sem reação. Quem vai pagar esse almoço de pato? A ilegalidade empurra para o dinheiro público bancar a conta. Como é que a prefeitura municipal vai patrocinar um mandato que parece que não vale dois tostões? Na ótica e prática de jacu & macaco tudo isso é normal, natural e legal, mesmo sendo uma escrachada sem-vergonhice. Os recursos públicos são verbas para a saúde, educação e melhorias da cidade.

Observe, leitor, que o prefeito Marcelo Brandão foi eleito pelo voto do povo. Chama mais atenção, que os chefes da macacada estão silenciosos; o deputado Jurandy Oliveira não move um dedo; Antônio Colonnezi não faz questão; Diomário Sá não se abala. Por que? Porque a trama para dominar Ipirá e tirar todas as vantagens possíveis passa pela aceitação da regra do jogo dos dois grupos, o jacu & macaco: a campanha tem por base a compra de voto e a administração é um meio de tirar proveito próprio, em detrimento da população.

Sabe quando Marcelo Brandão vai denunciar, na Justiça, toda falcatrua que houve nos doze anos da macacada? Nunca. Sabe quando a macacada vai agir e denunciar, na Justiça, contra as irregularidades da gestão Marcelo Brandão? Nunca. O que consegue vir à tona servirá de teatro mundano e chinfrim no período de campanha. Esse pacto silencioso, restrito a um domínio reservado para alguns poucos, impenetrável e incompreensível para o povão em virtude do jogo de interesse financeiro que o cerca. Esse esquema jacu & macaco é o câncer que atrofia o município de Ipirá.

E quem tomou a iniciativa? O PT-macaco. Está quebrando o pacto e jogando lama no esquema jacu & macaco. Se essa ação tiver resultado prático positivo, sujará e romperá o contrato subentendido, que está no interesse, na prática e na mente das elites que conduzem o esquema jacu & macaco, embora não esteja expresso, nem legalizado cartorialmente. A quem favorece essa causa? O PT-macaco o fez no sentido de agradar aos graúdos, às oligarquias dos macacos. Agiria contra candidato macaco nas mesmas condições? Não. Quanto custará a causa, se vencedora? Quem pagará o pato? Mais uma vez a prefeitura está no alvo.

Mas, a gestão de Marcelo Brandão bate com a marreta na própria cabeça quando, na prática administrativa, dá a palavra e assina o documento que vai reformar a Casa do Estudante Ipiraense em Salvador; de repente, voltou a palavra e jogou sua assinatura na lata de lixo, como se faz com uma assinatura falsificada, ‘do Paraguai’. Age de forma reprovável e irresponsável administrativamente. Uma lambança sem tamanho.

Certo, que a ‘Sagrada Família’ nunca precisou, nem precisa da Casa dos Estudantes. Quem precisa da Casa dos Estudantes são os filhos das camadas populares de Ipirá. O filho e filha de dona Maria, de seu João, de seu José, de dona Joana; os filhos do povo.

A Câmara de Vereadores de Ipirá teve um posicionamento correto, responsável, louvável e grandioso ao ficar solidária aos estudantes carentes de Ipirá; significa que estão do lado das famílias humildes que elegem os vereadores, pois essas pessoas, em potencial, são as que precisarão da residência, não os ricos das famílias abastadas. O prefeito não vê assim, não reconhece assim, porque não pensa assim.

Os vereadores ficaram do lado do povo e são intermediários e mediadores legítimos nessa retomada de conversação democrática entre o prefeito e os estudantes. O prefeito Marcelo Brandão não mostra um posicionamento democrático, está preso ao retrovisor do atraso, quando fica num rem,rem,rem sem fim:  “por que vocês não reivindicaram a reforma da casa nesses doze anos?” Reivindicaram, inclusive, no programa do locutor Marcelo Brandão. Agora, a casa está caindo. V.Exa., Marcelo Brandão é o prefeito, não pode esquecer disso.


O município de Ipirá tem problemas; a sociedade carente de Ipirá tem reivindicações; o prefeito tem que começar a administrar o município de forma democrática e com participação popular. Esse é o seu grande problema e não as férias.

sábado, 16 de setembro de 2017

SUICÍDIO EM IPIRÁ

Quando o prefeito Marcelo Brandão assumiu a gestão municipal em Ipirá parecia movido por um entusiasmo novo e um propósito elevado, de fazer uma “Ipirá boa para se viver”. Embora muitos não acreditassem, não podemos negar esse impulso inicial.

O candidato Marcelo Brandão na sua arremetida em busca do voto, visualizou na juventude o seu alvo preferido e fez, praticamente, um pacto de sangue com a juventude ipiraense, de maneira que no seu livrinho de campanha assumia abertamente que o jovem seria a preocupação maior do seu governo. Teve muita gente que não acreditou em nada disso, embora, ninguém possa negar que esse era um dos seus mais elevados compromissos.

O ímpeto do administrador municipal Marcelo Brandão parece que esmaece na primeira pressão. Aquele arrebatamento súbito dos primeiros dias mostrou-se efêmero no desenrolar das semanas. Não custa nada lembrar, que os canais de oposição sistemática aos doze anos de governo dos macacos foram, justamente, este blog e o programa Conexão Chapada com o comando do locutor Marcelo Brandão.

Não é que deva prevalecer aquela máxima: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.” Vale muito mais a palavra ofertada e compromissada como um princípio básico e elementar das pessoas de bom senso e honradas. É justo que a juventude de Ipirá tem que ser uma das prioridades de qualquer governo que se preze nesse município.

Evidente, que o prefeito Marcelo Brandão não está administrando um paraíso, sem dúvida, ele tem nas mãos um município cheio de problemas estruturais de décadas e mais décadas, mas, sem a menor dúvida, tem também, problemas de hoje, de agora, urgentíssimos, que requerem uma solução imediata e urgente. E esses problemas caíram no colo de Marcelo Brandão, porque ele foi eleito prefeito do município e a ele cabe o esforço para solucioná-los.

Nessa hora, vale muito a maneira e o espírito de como o problema social deve ser encarado. O prefeito Marcelo Brandão parece que aderiu ao avesso do avesso. Não ouve e não dá voz à grande maioria dos que confiaram em sua capacidade, em sua pessoa e deram-lhe um voto de confiança. Está dando as costas a essas pessoas. Está mostrando um desprezo monumental pelos seus. Isso é o fio de navalha que corta qualquer pescoço.

Não se governa sozinho e com a cabeça de ‘Salvador da Pátria’. Quem assim o faz tem fôlego curto. Se o governante escuta e conversa com as pessoas, acata e contempla as reivindicações sociais da sociedade, ele estará fazendo o que o povo quer e, fazendo o que o povo quer, estará realizando um bom governo. Na ação democrática de quem administra está a solução dos problemas. O povo tem que participar.

O gestor Marcelo Brandão chegou ao poder municipal com o pensamento alto. O que poderá um gestor fazer com dez milhões de reais mensais?  Seu pensamento voa muito alto: ônibus de graça para os moradores da 20 de abril; sopão para quem passa fome; mesas na ladeira da Caboronga para piquenique; requalificar a cabeça do Monte Alto para turismo; açude na cidade para ofertar peixe; uma Praça de Turim na Praça da Bandeira; uma biblioteca no Puxa, etc e tal.

A realidade concreta pregou uma peça no prefeito Marcelo Brandão; não eram dez milhões todo mês e jogou no seu colo a reforma e manutenção dos ônibus que levam os estudantes para as Universidades em Feira; a reforma da Casa dos Estudantes de Ipirá em Salvador e a reforma do Mercado de Arte incendiado. O gestor ficou embananado, sem saber o que fazer. A Micareta e o São João deixaram a prefeitura sem lenço, sem documento e sem dinheiro. Já era. Já foi.

O ponto que eu quero chegar é o da Casa do Estudante em Salvador. É o maior patrimônio que a juventude popular de Ipirá possui. É um porto seguro e a certeza de um amanhã. O prefeito Marcelo Brandão tomou a atitude correta e alugou uma casa nos Barris para providenciar a reforma da casa no Tororó. Atitude necessária e inquestionável. Repentinamente, o prefeito voltou atrás; deu uma rabichola e preferiu fugir ao compromisso assumido e faltar ao prometido, a reforma. Abstraiu-se de conversar com os estudantes.

Isso é antidemocrático. As três reformas são prioridades para o município de Ipirá, porque são necessárias a setores da sociedade ipiraense e isso independe de quem esteja ocupando a cadeira de prefeito.

O gestor Marcelo Brandão tem que ter a capacidade de reabrir e manter o canal de conversação com os estudantes residentes na casa em Salvador. Tem que ter a sabedoria e a grandeza de um gesto democrático, o que demonstrará respeito ao povo de Ipirá e um compromisso amplo e verdadeiro com este município.

Eu vou ser muito sincero, prefeito Marcelo Brandão! Não podemos fechar os olhos para atitudes de arrogância, de desprezo, de capricho e superioridade de qualquer governante, seja ele quem for, macaco ou jacu, seja por infantilidade ou porque carregue no sangue o  DNA de coronel ou de oligarca.


A conversa é salutar e bem-vinda. Janelas e portas fechadas esconderão o cadáver de quem no desespero dá preferência ao suicídio político-administrativo, que deixará marcas de sombra de um prognóstico de desgraça e desventura. Um ato doloso de uma administração poderá trazer tristeza, angústia e amargura para uma juventude. O prefeito não pode ultrajar o lado democrático e esperançoso do radialista.

domingo, 10 de setembro de 2017

ARRUMA A MALA AÊ

“Arruma a mala aê; arruma a mala aê.” Agora, eu entendo a gozação do povo, com esta música, contra os perdedores nas eleições. Arruma a mala e se pique prá Papuda.

Fico preocupado com Geddel, que estava preocupado em nome do seu pai, do seu filho e do Espírito Santo e, também, com o numerário que mofava no apartamento em malas, maletas, caixas e caixotes. Pablo Escobar era desse jeito, enrolava os dólares em plástico e guardava-os escondendo em buracos, paredes e onde conviesse. No AP tinha mais dinheiro do que a prefeitura de Ipirá recebe em cinco meses.

Isso tudo lembra rombo. Rombo na Previdência, nos Ministérios, nas estatais e até na desgraça se essa gente meter o bico ou o dedo. Tem até o roubo do leite. Não sabias? A vaca era magnífica e dava 20 litros todo dia, o larápio chegava toda noite e surrupiava 20 litros de leite; quando o dono chegava pela manhã para tirar o leite, desleitava 20 litros. Nunca percebeu. Ninguém nunca notou nada. A vaca chamava-se Pré-Sal. O Pré-Sal é uma vaca de leite. Tira e repõe. Agora o leite azedou.

Ninguém sabe, ninguém viu. Ninguém falou porque é pacto. Muito me admirou o discurso de um vereador de Ipirá, na Câmara Municipal, que quebrou o pacto quando disse: “Se os vereadores continuarem a receber dinheiro de deputado essa corrupção na esfera federal não acaba nunca.” Fique  pensando: “Não é que o vereador de Ipirá tem razão!” Acabava lá em cima e cá embaixo.

Ninguém tira uma coisa da minha cabeça: “Quem tem voto é o vereador.” O vereador pode ser comparado a um pára-choque da sociedade; ou a um vaqueiro do curral eleitoral; ou a um doido-varrido; ou a um inconseqüente que dá o que tem e o que não tem. Dá, dado, sem querer nada em troca, só e somente só, o voto. É o tal do serviço prestado. O vereador é um assistente social mal remunerado.

Mal remunerado, porque não tem dinheiro que dê para atender e suprir esse serviço prestado no reino da necessidade. O povo carente em qualquer necessidade procura o vereador, que não pode negar fogo. O serviço prestado tem custo elevadíssimo. Se fizer a vontade, se não for seletivo e abrir a mão, até a Casa da Moeda vai à falência. Os proventos da vereança é uma merreca em tal empreitada. Vereadores da situação jogam os custos nas costas do Poder Executivo que banca a despesa. Saúde é o carro-chefe.

Não tem prefeitura que agüente um lava-jato para limpar a frota que opera no município. Nem o da Justiça. A Lei da Justiça determinou um custo de 110 mil reais para cada candidato à prefeito 2016 em Ipirá. Ora, ora, nem jacu nem macaco tomaram  conhecimento. Oh, mala de Geddel! Foi pelo menos uma mala daquelas (não aquelas) para cada um dos dois candidatos e a Justiça aceitou as prestações de contas. Eleições são caras, custam malas de dinheiro e tornaram-se o germe da corrupção. Não se pratica democracia sem eleições. A República está enfiada no esgoto.

Lava-jato não é tudo. Todos querem acabar com a Lava-jato. O que vale mesmo é o artigo 171 do Código Penal. Quem tiver 171 quadrilheiros no Congresso em Brasília não perde o poder de jeito nenhum. Fora Temer e os mais de 171 da quadrilha.

O desfile da Independência teve o seu merecido desfibrilamento. Ninguém entendeu muita coisa, nem mesmo, a meninada que carregava os cartazes. Mas que “tava cheio de bichim bunitim” lá isso tava. O Samba Boiadeiro parecia um trio elétrico arrastando a massa. A massa gosta de ser arrastada.

A Casa do Estudante foi frenética, lutadora e saiu no grito. Se não gemer morre com a parede caindo por cima ou morre de tanto esperar. Tem que gritar muito.

Com o prefeito Marcelo Brandão do jeito que vai e pelo andar da carruagem vai ser assim: 2017, não vai fazer nada porque o ano já está acabando; 2018, não terá muito o que fazer, porque teremos eleições; 2019, vai fazer muito pouco, porque vai se preparar para as eleições do ano seguinte; 2020, em ano de eleições não se faz muita coisa. Calma pessoal! Não é bem assim, o digníssimo prefeito poderá fazer uma meia-sola na cidade e teremos Micareta, São João e Revèllion.


O Grito dos Excluídos não deixou de graça, mostrou indignação. Pelo visto, tem muito mala atormentando e agoniando a vida do povo brasileiro, sendo assim, tem muitas malas para serem arrumadas e despachadas, via Sedex-camburão para a Papuda, sem direito a recibo de retorno. Que mofem por lá, as malas e seus donos.