domingo, 20 de janeiro de 2019

PREFEITO, OLHA QUEM ESTÁ NA TUA COLA!


FLUXOGRAMA (pensa assim): “Deixa essa cara de prefeito marrento e vai trabalhar, senão eu vou furar teus olhos!”

PREFEITO MB (pensa assim): “Chega pra lá fluxograma peba, eu vou ser o maior prefeito dessa terra!”

Evidente que na avaliação do gestor temos que ter por base fatos concretos. O que está fazendo o gestor e o que pretende fazer? Assim sendo, nada melhor do que voltarmos ao Programa de Governo apresentado nas eleições, agora, para uma área prioritária e imprescindível para a população: o FLUXOGRAMA aborda a prestação dos serviços públicos, com qualidade Nota DEZ; sem qualidade e ineficiente é ZERO na cabeça.
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                 1.     EDUCAÇÃO.

O Programa do prefeito Marcelo começa assim: “Educação – fator essencial do crescimento”

(a) “A nova administração de Ipirá vai criar um serviço móvel de reparos exclusivo para a educação. sem qualquer burocracia para que não haja queda na qualidade do serviço de educação prestado, ou qualquer atraso no ano letivo.”

(b) “A administração vai prestigiar o mérito dos estudantes. Será lançado o projeto “VALEU”. uma viagem cultural e de lazer para um ponto da Bahia e do Brasil.”

(c) “Será também ampliado e melhor estruturado o curso de alfabetização de adultos.”

(d) “O bem-estar das crianças carentes com as creches será privilegiado. Teremos boa alimentação e horários compatíveis com o trabalho das mães.”

MINHA OPINIÃO – Na educação, a gestão de Marcelo Brandão começou como uma comédia e está virando uma tragédia. Como é que o prefeito quer fechar a escola Georgina Souza Mascarenhas existente há mais de setenta anos, na região da fazenda Lagoa das Pedras? E os alunos, prefeito? Vão ter que estudar em Pé de Serra? Prefeito Marcelo Brandão sua responsabilidadecom a Educação  é maior, bem maior, do que V. Exa., pensa ou imagina.

V. Exa. Sr. Prefeito, Marcelo Brandão! Está dando uma marretada na cabeça da juventude de Ipirá; e desse jeito não vai ficar nem os miolos: não iniciou, ainda, a reforma da Casa do Estudante; acabou a Fanfarra Municipal ; e agora, quer fechar até ESCOLA!


                                 2.     SAÚDE.

O Programa do prefeito Marcelo começa assim: “Meta – uma saúde eficiente.”

“Vamos buscar um sistema de saúde municipal que prestigie a pessoa, o ser humano. Temos conhecimento das dificuldades nessa área. pretendemos tornar o atendimento médico-odontológico mais eficiente para a nossa gente.”

“Revitalização dos serviços de Saúde e Educação. Reorganização da política de prioridade para os serviços públicos essenciais com imediato diagnóstico de carências essenciais e operacionalização de ações emergenciais de atendimento de saúde e a educação e com recuperação de recursos físicos e material necessário.”

(a) “As crianças deverão ter uma assistência diferenciada. O Centro Médico de Ipirá passará a ser o Centro Médico Pediátrico, com médicos, diariamente, para consultas tratamentos específicos e emergências médicas.”

(b) criar um Centro de Diagnóstico, onde a comunidade contará com profissionais das mais variadas especialidades e com bom atendimento,

( c ) “É ponto pacífico, sem mais discussão, a aquisição de uma UTI móvel. Ela estará pronta a qualquer hora para atender casos de extrema gravidade. Buscaremos a verdadeira implantação do serviço SAMU para Ipirá. Renovaremos a frota de ambulâncias, toda zona rural esteja coberta por esse serviço de remoção de pacientes.”

(d) “Os serviços odontológicos serão intensificados.”

(e) “O Hospital Municipal deverá sofrer uma reformulação geral para melhor atender você. Construiremos uma ala especial para crianças de até 12 (doze) anos, Será instalado no HMI o Núcleo Geriátrico para atendimento de idosos, inclusive com fisioterapia.”

(f) “A Zona Rural terá uma assistência médico-odontológica eficaz, ampliada para todas as localidades do município. Serão adquiridas unidades móveis de saúde.”

(g) “Serão instalados Postos de Saúde em bairros mais distantes do centro da cidade, para realização de pequenos atendimentos.”

(h) “PSFs, cuja a implantação em todos os povoados e distritos é meta a ser buscada.”

MINHA OPINIÃO: O palavreado é lustroso e bonito. Dois anos de gestão muito pouco tem sido apresentado, mesmo levando-se em conta a troca de seis por meia-dúzia; nem o secretário(a)-chefe aguenta duas ventanias, é um tal de entra-e-sai que não tem quem se segure. Essa instabilidade mostra que a coisa não está indo bem, e na UPA falta coisa que não era prá faltar. O Hospital? Oh, Deus do Céu, eu deixo para os vereadores falarem.

                3.      SEGURANÇA.

Está escrito no Programa do prefeito Marcelo: “A segurança pública é um desafio, na sede e no interior do município. Sabemos das deficiências do Governo do Estado. E sentimos aqui os problemas crônicos e, por isso, vamos buscar solução.” 

(   (a) “É nosso desejo criar a Guarda Municipal, treinada, armada e monitorada, para garantir a segurança, no apoio à Polícia Militar, na sede e na zona rural,”

(   (b) “Deflagração da operação “Ipirá em paz”, com serviço de inteligência, prevenir e reprimir os assaltos nas estradas e outras ações criminosas que ponham em risco a tranqüilidade da população.”

(  (c)  “Equipes de rondas nas estradas rurais e entradas dos distritos, em comunicação com as polícias civil e militar através de uso de novas tecnologias.”

(  (d) - lutar pela implantação de Postos Policiais nos distritos, observada a prioridade segundo as estatísticas;

(  (e) - Apoio as ações das polícias civil e militar através de convênios de cooperação,
   
    MINHA OPINIÃO: Qual destes itens foi realizado?

   Essa Guarda Municipal é só conversa “prá boi dormir” e a coisa é simples, ele viu o prefeito da macacada contratar uma guarda municipal particular, aí ele vai imitá-lo para beneficiar alguém da jacuzada.
   
              4.    EMPREGO & RENDA.

Lembrando a juventude, não podemos nos afastar do tema geração de emprego e renda. Vamos fazer o melhor por nossa terra.

 (a)  “A geração de emprego em Ipirá será o nosso objetivo na busca incansável no governo estadual, federal e iniciativa privada. A juventude precisa trabalhar.”

 (b) “As grandes festas serão por certo o nosso ponto alto de lazer e geração de renda.’’

MINHA OPINIÃO: Ele falou isso aí; nem o (b) ele está cumprindo e Ipirá continua sendo um “grande” centro exportador de jovens para o estudo universitário e como mão-de-obra em outros grandes centros.
   
                   5. LIMPEZA PÚBLICA.

(  (a) “A limpeza pública. O atual sistema será ampliado, com a inclusão da coleta de entulho e a erradicação do mato nos terrenos inabitados na periferia da cidade.”

(  (b) “Quanto à coleta de lixo na sede do município, deverão ser implantados depósitos de coleta seletiva, para recolhimento em horários pré-estabelecidos. “

(  (c)  “Será criada a Diretoria de Pequenos Reparos que, dotada de veículo e pessoal especializado, vai reparar com a urgência necessária e sem deixar acúmulo, o que torna exorbitante o custo, como buracos, meio-fio quebrado, calçamento cedendo, capina, retirada de animais da via pública,”

(  (d) “As metas principais dessa Secretaria serão o esgotamento sanitário, pavimentação e asfaltamento de ruas.”

(   (e) “Projeto Viver Bem.”

MINHA OPINIÃO: Isso aí em cima, funciona mesmo? Ele falou tudo isso.

          6.  ILUMINAÇÃO PÚBLICA.

(   (a) “A iluminação pública deverá ser ampliada. O serviço será terceirizado e nenhum ponto de zonas urbanas ficará no escuro.”

MINHA OPINIÃO: A Praça da Bandeira apresenta pontos de escuridão por falta de uma lâmpada de trinta reais. Será que essa prefeitura vai ter tanto dinheiro para terceirizar tantos serviço?

             7.  DESENVOLVIMENTO SOCIAL – “Nossa maior paixão”

“As carências da população devem ser prioridades. Cabe ao poder público tentar de todos os meios supri-las. Esse é o nosso entendimento. A Secretaria de Desenvolvimento Social de Ipirá vai manter um cadastro sempre atualizado de famílias carentes, verdadeiramente carentes, para as quais serão destinados os benefícios.”
  
    (a) “A vontade de viver bem dos idosos também será prioridade, somando-se ao núcleo geriátrico que será implantado no HMI.”

(   (b) “A nova administração criará o Expresso da Cidadania.”

(  (c)  “A Secretaria de Desenvolvimento Social manterá uma ambulância exclusiva para o transporte de gestantes do interior à sede do município,”

MINHA OPINIÃO: O IDHM de Ipirá é vergonhoso e o prefeito sozinho não será o Salvador da Pátria.

              8. ESPORTE, CULTURA & LAZER.

“É compromisso: A juventude terá destaque na nossa administração.”

(  (a) “O nosso governo vai com muito prazer, dar vida ao Campeonato Municipal, como nos bons tempos, a Seleção de Ipirá, É Ipirá crescendo no futebol.”

(   (b) “A Prefeitura de Ipirá vai contratar professores das mais variadas práticas esportivas, para fomentar nas quadras da cidade a prática do vôlei, basquete, futebol, handebol, entre outras. Esses professores terão também a função de formar equipes e campeonatos, para mobilizar a comunidade e os bairros, assim como levar a disputa para outros municípios.”

MINHA OPINIÃO: Ipirá tem que cuidar das crianças e da sua juventude agora, para que daqui a dez anos não lamentemos o tempo perdido.

          9. DESENVOLVIMENTO RURAL– “A força que vem do campo”

“Cremos, como cidadão de Ipirá que sente de perto as dificuldades dos proprietários rurais, que com a conjugação dos quatro fatores água, energia elétrica, estradas e segurança, a vida do homem do campo vai melhorar acentuadamente. Esse é o nosso desejo.”

“O nosso governo, para a zona rural, vai priorizar quatro ações básicas: água, energia elétrica, estrada e segurança.”

MINHA OPINIÃO: A produção no campo é fundamental e imprescindível para o desenvolvimento e progresso de Ipirá, sem isso, nada é nada.

             10. FINANÇAS - Gestão Responsável Gera Desenvolvimento.

  “A área financeira de uma empresa pública ou privada é a espinha dorsal do seu funcionamento.”
   
“Garantindo uma administração serena, eficiente, responsável”

(   (a) “Para que se viabilize um controle austero de gastos, o que irá propiciar grande economia e uma melhor aplicação dos recursos.”

(   (b) “Estabeleceremos uma planilha mensal de pagamento que priorizará, com base na média de arrecadação, o pagamento da folha de funcionários,”

(   (c)  “Prioridade fica por conta das despesas de manutenção geral e pagamento a fornecedores, tendo as compras critérios rígidos,”

(   (d) “Setor de tributos, que passará por um processo de reestruturação, com aperfeiçoamento e treinamento de pessoal, viabilizando o aumento da arrecadação”

(   (e) “Setor de compras, para monitoramento total, com prioridade para o comércio local,”

(   (f)   “Controle de gastos, inviabilizando a ultrapassagem da despesa sobre a receita.”

MINHA OPINIÃO: Essa gestão está sempre querendo furar os olhos do povo de Ipirá para arrancar dinheiro da população. Esse Código Tributário que eles queriam aplicar na surdina é uma facada no pescoço do povo e uma festança para a elite do Poder Municipal. O povo tem que ficar com os olhos abertos!

O prefeito Marcelo Brandão quer cobrar o IPTU na Praça da Bandeira MAIOR do que  o valor cobrado na Av. Senhor dos Passos em Feira ou de Stela Mares em Salvador, porque o que mete medo nesse povo viajado é que eles estão sempre sonhando com a Champs-Élysées em Paris, Mas, encerrando deixo a palavra com o PROGRAMA DO PREFEITO MARCELO BRANDÃO.

“É nossa intenção dotar da melhor estrutura possível todas as regiões do município, detectando os problemas e buscando soluções que sejam possíveis e atendam aos anseios da população.”

“Realização de obras de infra-estrutura, urbanização e jardinagem dos acessos de entrada da cidade e dos principais entroncamentos para os distritos com respectiva sinalização. Ainda em relação à entrada da cidade, iluminação, paisagismo e sinalização;”


“Com o tempo, a administração pública vem se tornando mais complexa em virtude das fontes de captação de recursos e do maior número de obrigações, o que exige especial aptidão e perseverança do gestor e sua equipe de colaboradores. O aperfeiçoamento da legislação, que vem procurando melhor dimensionar os gastos públicos no sentido de ver aplicados de maneira eficaz os recursos disponíveis, também é fator que requer do administrador atenção, para moldar a sua atuação às determinações legais.”
NOTA INFORMATIVA – Estou comunicando aos leitores deste blog, que o livro A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS será editado no formato e-Book. Fiz a necessária correção ortográfica, onde era devido, e acrescentei uma quantidade razoável de fotos. Agora, além da prosa tem as fotos. O contrato será fechado nesta terça-feira (22/01/19), aí os leitores terão o conteúdo do livro à sua disposição na maior comodidade.  

sábado, 12 de janeiro de 2019

FLUXOGRAMA / FALTAM DOIS ANOS

FLUXOGRAMA. Que joguinho é esse parceiro? O FLUXOGRAMA não é jogo, trata-se de um controle da administração em Ipirá. Explicando melhor esse baranguandê.

O  FLUXOGRAMA é está carinha graciosa que está na parte de baixo do retrato acima, trata-se de uma entidade móvel, que se movimenta para os lados, para cima e para baixo e caminha por todo o retrato. Só perderá a acessibilidade quando a obra estiver disponibilizada à população e marcada com um X no retrato, assim sendo o FLUXOGRAMA não poderá ter acesso a essa obra e perderá força.

O prefeito é este rosto emblemático e preocupado em realizar o seu trabalho, que está no centro do retrato e de todas as atenções dos munícipes. Ao seu redor estão dez obras importantes para o município de Ipirá. Toda vez que ele realizar e colocar uma dessas dez obras à disposição da população, esta obra será assinalada com um X e será ponto para o prefeito.

Se em DOIS anos, o prefeito não realizar as obras necessárias ao município de Ipirá, o FLUXOGRAMA vai ficar azuretado da vida e vai partir para tapar o rosto do prefeito. Isso acontecendo: bay bay, prefeito! Já foi, viu prefeito!

Se o prefeito realizar uma obra: nota 1. Se o prefeito realizar 10 obras em quatro anos: nota 10. E para não dizerem que são questões dificílimas; vamos colocar mais seis obras, além das dez do retrato: 

Até o momento, em DOIS ANOS, o prefeito Marcelo Brandão só realizou uma obra, não disse para que veio, mas tem mais de DOIS anos para tirar uma nota 10 ou 16, porque estamos querendo ver o desenvolvimento de Ipirá.

Qualquer cidadão poderá controlar a performance do gestor em quatro anos. Mas vem aí a série A e a série C. Na série B, não é nada confortável a situação do prefeito em Ipirá.
2019 O FLUXOGRAMA está de volta, trata-se de um controle da administração em Ipirá na atual gestão (ano base 2017/18).

01.U.T.I. (não)
02.SAMU (não)
03.ASFALTO NO CENTRO (não)
04.REQUALIFICAÇÃO DA PÇA. DA BANDEIRA (não)
05.REQUALIFICAÇÃO DO PUXA (em andamento)
06.MERCADO DE ARTE (não)
07.CASA DO ESTUDANTE (não)
08.AV. RGS ----------------------------------(SIM! SIM! SIM! SIM! SIM!)
09.MATADOURO DE IPIRÁ (não)
10.COBERTURA CENTRO DE ABASTECIMENTO (não)
11.SANEAMENTO BÁSICO (recomeçado)
12.PRAÇA DO MIRANTE (no papel)
13.ESTRADAS RURAIS com técnica de Santa Catarina (nada)
14.FACULDADE DE VERDADE (pública, gratuita, de qualidade, que não seja curso de extensão,  temporário e intempestivo); (nada)
15.PEQUENAS REPRESAS (tipo Trapiá) para represar os rios que passam por Ipirá, até perenizá-los; (nada)
16.CALÇAMENTO DE 100 RUAS (calçou a Eloi Marques).

Dois anos de governo, o prefeito Marcelo Brandão só  realizou um AÇUDE ou AGUADA no Salgado, outro no povoado Santa Rita e 01 calçamento na rua da FM.

Inaugurou a Avenida RGS, apesar de: deixou um poste dentro da pista asfaltada, por onde passa carro e moto; com as chuvas surgiu um buraco que engole uma moto (reparado).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

UM PRÓSPERO 2019 E UM TERRÍVEL 2020


Quebrou a cara quem procurou o prefeito Marcelo Brandão na virada do ano em Ipirá, para desejar-lhe um próspero 2019. O homem fez a festa e sumiu. Também pudera, dois milhões de pessoas em Copacabana, no Rio; um milhão na Paulista, em São Paulo; setecentas mil em Salvador na Bahia. Ele ia ficar fazendo o que com três mil pessoas em Ipirá? Pernas e grana pra que os tenho?

Se mandou para Brasília para a posse do presidente Bolsonaro. A extrema-direita chegando ao poder político no país. As frases do empossado: “acabou o socialismo no Brasil” quando esse país foi socialista? “Só se for o vermelho do nosso sangue para defender a nossa bandeira” dá para entender o quê? “Os inimigos do Brasil tentaram mim matar” tá querendo confundir e misturar as coisas.

Se a linha política não tomar as rédeas, esse governo vai se afundar ligeiro. Dá para perceber que depende do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que diz que “vai surpreender com diálogo e conversa” e do ministro da Fazenda, Paulo Guedes que mostra uma linha política: “acabou os trinta anos de governo de centro-esquerda” uma classificação bem mais correta do que a baboseira dita lá em cima e “a aplicação de um projeto e agenda liberal” é isso, definiu o caminho e demarcou a trilha. Resta ver se esse neoliberalismo é coisa boa para o povo brasileiro ou para as elites e o capital estrangeiro?

Carne de pescoço será 2020. Ano de eleições municipais com a mudança na lei que proíbe coligações na proporcional. Para prefeito pode todo tipo de ajuntamento de gato com cachorro, mais cobras e lagartos. Fica tudo como dantes.

Para a vereança, muda tudo. O vereador de Ipirá que controlar um partido, não poderá fazer aliança e terá que atingir o coeficiente de (+ ou -) 2.500 votos. Praticamente Impossível. Vai ter que deixar o partido, ingressar no partido controlado pela oligarquia e, eleito sendo, tem que permanecer por causa da infidelidade partidária.

Aquela aliança de partidos nanicos para aventurar alcançar o coeficiente e fazer um vereador tornou-se uma carta fora do baralho. Fatiados é impossível. Todos os pretendentes vão ter que se filiarem num único partido. Não existe outro caminho.

Coloquei tudo isso para chegar ao PT de Ipirá em 2020. Não tem nenhuma chance de alcançar sozinho o coeficiente. Nenhuma. Observem que situação. Vai ter que abrir uma janela para candidatos de baixa votação ou abrir uma porta para candidato com curral eleitoral. Vai virar sigla de aluguel. O “puro sangue” não terá chance. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Mas é só apertar o nariz que não sente nenhum mal cheiro.

Em Ipirá, o PT já administrou o município; teve um vereador representante na Câmara por várias Legislaturas, na última ficou chupando dedo e para 2020, vai ter que chupar prego para ver se os transforma em picolé e o Renova, não fica atrás, vai ficar chupando picolé para transformá-los em prego. Ambos deixaram uma política independente para ficarem submissos aos interesses da macacada, sem voz, sem vez e sem vergonha.

Em 2020, o prefeito Marcelo Brandão aparecerá querendo ser reeleito, se reeleição houvesse, pensando ainda, que o povo de Ipirá é besta, prá tomar duas marretadas no mesmo calombo e que basta jogar o milho para a galinha ciscar, que junta todos os pintos em volta.

O prefeito MB tá perdido num mato sem cachorro, e o raciocínio é simples e direto: se MB fosse prefeito de Salvador seria o maior prefeito do Brasil, porque teríamos ‘virada de ano’ com duração de um mês, mostrando que o homem é bom de festa.

Agora, fazer festa grandiosa de ‘virada de ano’ em Ipirá não dá, a cidade não ajuda: não tem espaço para setecentas mil pessoas; a Praça da Bandeira é um local inconveniente, inadequado, inapropriado e sem condições, não é fácil, por isso, fica tudo bagunçado, atulhado, arrolhado e esculhambado. O que é que o prefeito MB vai ficar fazendo aqui? Caiu fora, ele não é otário.

sábado, 22 de dezembro de 2018

OH, MOLEZA!

Choveu em Ipirá, para alívio da Zona Rural e da Prefeitura Municipal, que não têm que se preocuparem com carro-pipa. Oh, alívio!

Muita chuva na horta da macacada, que vai ter safra de candidatos em 2020. Pelas bandas da jacuzada, está chovendo raios, coriscos e pragas em cima da cabeça do prefeito Marcelo Brandão, o homem está inventando a roda quadrada em Ipirá, está vendendo, alugando, dando, ninguém sabe ao certo, a Praça do Mercado, dizendo ele que é privatizando, para o dono cobrar estacionamento. Vê se pode uma bagaceira dessa!

Mas como o assunto dessa postagem é para falar de chuva, depois voltaremos à praça. Ai fica a macacada tomando banho na chuva, achando que vai ser ‘sopa no mel’, por isso, é que em 2020 vai sangrar candidato.

Dudy já se apresenta como tal ou com tal disposição, já está nadando em alto mar. É o nome da vez! Pensando bem, foi o grande balão de ensaio nas duas últimas eleições municipais, depois, esvaziou e perdeu altura. Agora, nada a braçadas largas, pensando ele, que é mar de calmaria, poderá estar cansado na virada do ano de 2020 e virar um folclórico: “nada, nada e morre na praia.”

Aníbal comeu carne de pescoço na última eleição, segurou o trampo e comeu o “pão que o diabo amassou.” Como 2020 promete ser ano de filé mignon; mesmo antes de entrar na onda, já tomou um canto de carroceria que está prá lá de Bagdá, só não enxerga quem não quer ver. Se em política houvesse consideração, seria o candidato natural, mas como vão colocá-lo na parede, ou melhor, no paredão com uma pequena questão: “você tem um milhão para gastar na campanha?” Não! Tá fora! Engraçado, na eleição passada não jogaram esse jogo.

Diomário é o mais sério concorrente. Diz que não quer, querendo. Diz que não tem interesse, tendo. Diz que não tem mais saúde, e anda todo dia da Praia do Forte ao Bonfim. Vocês acham que é só para pagar promessa? É o grande líder sem voto da macacada, porque pensa mais do que todo o restante junto. Não será surpresa, na virada do ano novo, lá em 2020, tá toda macacada, clamando um “volta Dió” e o distinto, com aquela cara de Mané da Arueira arrependido dizer: “eu não queria de jeito nenhum, mas desde quando, vocês estão querendo; eu aceito.”

Jurandy; é aí que mora o perigo. Parece remédio com validade vencida, mas tratando-se de eleição, apresenta-se como a salvação para qualquer doença. Sem chance, é carta fora do baralho. Quando todos pensam que ele se afogou, eis que surge o corpo ainda com vida, apresentando o nome de Nina e fazendo um redemoinho nas águas tranqüilas da macacada.

Antônio, o eterno líder, já foi como candidato. Não é bobo, sabe que tem muito mais vantagem sendo 'bombeiro salva vidas' na praia, do que como prefeito de Ipirá. Sabe que o custo-benefício está nas alturas; dando preferência, ninguém é menino, ao benefício sem custo. Isso não é campeonato de amador, é jogo de profissional.

PT é a estrela da esperança, que se derreteu na maionese. Taí uma coisa que eu não acredito: “PT na cabeça.” É mais fácil dá um sagui da mata da Caboronga, do que o PT de Ipirá receber uma candidatura de prefeito da macacada. Até a vice tá comprometida e difícil, porque na vice da macacada tem uma faixa: “Prêmio de Consolação” para ser entregue a Aníbal ou ao Renova, em último caso, ao PT.

Renova, oh coitado! Caiu no conto do vigário! Escorregou numa casca de banana e se enforcou num pé de melancia. Eu pago pra vê Dudy garantir a vice ao Renova! Nem a pau! Eles trituraram, desintegraram e acabaram com o Renova. Uma lástima.

O ano de 2020 será fatal para os candidatos à vereança (próximo assunto). Que venha vinte vinte (20 20) (20 – 20) (20 + 20) e Ipirá amarrado no século 20 graça aos arroubos e aos mal feitos do jacu e macaco. Pense em duas parangas!

sábado, 8 de dezembro de 2018

CARTAS SOBRE A MESA


O sistema de poder oligárquico em Ipirá é bilingue (jacu e macaco); tem a configuração de uma moeda (cara de macaco e coroa de jacu); tem o acirramento do Ba-Vi, a rixa do Fla-Flu, a rivalidade do Inter-Grêmio, a briga do Cruzeiro-Atlético, tem tudo isso aí junto e misturado. Tem ABCD: altercação, bandalheira, competição e discussão.Tem de E a Z. Tudo isso prá quê?

Primeiro, para ludibriar a população e jogar o povo na frigideira da Rádio Sociedade. Segundo para decidir quem toma conta de dez milhões de reais mensais que é depositado na conta da prefeitura. Tem gente que pensa que esse garangau é peteca para ser jogado prá lá e prá cá, até cair no bolso do brim. A Polícia Federal não pensa assim.

Essa dupla (jacu e macaco) reveza-se no poder. Agora come eu, depois come tu; assim vão conjugando o verbo mamar. São poucos os felizardos, contado nos dedos, meia-dúzia na macacada e uma mesa de dominó na jacuzada (duas duplas de dois) ou quantos tiverem na família. Esse disco é de vinil tocando bolero da década de 1940.

Ipirá é um curral eleitoral. Tem o fazendeiro, o dono da boiada, todo imperioso, soberbo e altivo, que tem credencial para ser coronel, cacique, líder político, prefeito. É o dominador dessa casa de Noca, chamada prefeitura. Faz das tripas coração para chegar ao poder. Toma pó de café misturado com água e sem açúcar; engole uma talagada de Abaíra sem pestanejar; aperta as mãos querendo soltar. Não é do ramo. Não conhece o gado. Tá metido numa embrulhada; tem no calo o financiador, o agiota, o eleitor, o cabo-eleitoral e o vereador. Ah! O vereador.

No curral eleitoral chamado Ipirá, tem uma figura chave, essencial e mais importante: é o vaqueiro. É ele quem corre atrás do gado dentro da caatinga, reúne a boiada e leva para o matadouro eleitoral, que funciona de quatro em quatro anos.

O vereador é o assistente social mais próximo; a capa de chuva e o guarda-sol mais requisitado; é o pára-brisa da sociedade; o doador de sangue A, B, e O universal. Toma lá, o que tu queres; dá cá o teu voto. Isso custa, custa muito, dinheiro e sacrifício. O vereador pegou esse vício e o vício pegou o vereador. É um louco varrido.

O vereador é a peça chave e imprescindível do sistema oligárquico. É a pilastra de sustentação do edifício das oligarquias do jacu e macaco. É o maior mantenedor do esquema dos chefes políticos locais. Sustenta, garante e mantém a votação necessária e imprescindível das lideranças políticas da macacada e jacuzada.

O vereador é quem conhece o eleitor, sabe onde ele mora, está no seu dia-a-dia, amparando-o e buscando resolver e solucionar suas dificuldades, principalmente, no campo da saúde e do financeiro. Aí está o grande problema. Quanto custa manter esse eleitorado? Os olhos da cara. Bancar esse esquema é barril.

O que seria do grande líder (jacu ou macaco) sem o vereador? Seria a mesma coisa do fazendeiro sem o vaqueiro. Um perdido. O vereador é quem conhece o eleitor como a palma da sua mão. Sabe da sua dor, da sua conta, da sua falta. O vereador é aquele que tem credencial para ser cabo-eleitoral, mas, nunca, jamais, nem pensar, em ser prefeito. É a maior força, mas não sabe a força que tem.

Ah, se o vereador soubesse a força que tem! Seria o manda-chuva, o intendente, o superintendente, o prefeito de Ipirá. Seria muito mais; seria o líder Luís Carlos e o líder Antônio juntos; seria mais dos que os dois colados e encangados. A união desses 15 vereadores, somados com mais meia dúzia de candidatos à vereança, controlam, hoje, em Ipirá, mais de 30 mil votos; deixando fora da balança de controle, apenas 5 mil votos. Seria madeira de dar em doido.

Sendo o vereador o dono do voto, porque eles não partem para o vamos ver? Por dois motivos: porque existe uma contradição clara entre eles, brigam e disputam o mesmo filão de ouro, a mesma matéria-prima: o voto, o eleitor.

Segundo, porque o voto é garantido pelo tal do ‘serviço prestado’, apelido do clientelismo, e isso custa dinheiro, muito dinheiro. O clientelismo é um dilapidador de recursos, não tem dinheiro que dê, nem a Casa da Moeda suporta esse tranco.

O custo desse gasto aperta o vereador, que aperta o poder público para bancar o custo operacional, se o vereador é da situação. A sentença de morte que afasta o vereador de qualquer pretensão ao cargo executivo é a frase: “só ganha eleição quem tem dinheiro.” O vereador gasta dinheiro para manter o voto. Já foi.

O vereador sofre a pressão, marcação e calor do eleitor; ele pressiona o candidato a prefeito; ele pressiona o gestor municipal para manter a sustentação do clientelismo. O vereador não consegue escapar desse sistema de puxa-puxa e repuxa, de pressão prá lá e prá cá, sendo que, todos estão dentro da mesma armadilha. O preço é caro, oneroso, impraticável e complicado, mas tudo é pago, para o bem e para o mal, pelo município de Ipirá. Não tem prefeito que fique em pé. Adeus, Marcelo Brandão!

sábado, 1 de dezembro de 2018

ENTRE A BIGORNA E A MARRETA


A doença de Ipirá não é terminal. Graças ao bom Deus! É daquelas que o doente vai penando, penando e continua penando até bater a caçuleta. Queira Deus que isso nunca aconteça!

Essa doença é terrível. Terrível porque parece que não tem cura. O paciente vai e não vai e o pior, não vai e nem fica; piora.

Esta doença se estabeleceu há mais de meio-século e o paciente fica em crise profunda em todo período eleitoral. Neste período, ela é altamente contagiosa, igual a visgo de jaca, tocou, pegou e grudou.

No período eleitoral, bactérias se espalham por todo o município, que estando bastante fragilizado economicamente, socialmente e culturalmente, abre espaço para o contágio da bactéria politicus, do gênero politicagenus, da família oligárquicus, de uma maneira que não tem penicilina que dê conta.

O corpo municipal, encontrado-se sem anticorpos, fica vulnerável para as bactérias do jacu e macaco que se espalham com o apoio de 1 a 2 milhões de reais, ou mais, numa campanha milionária e com força e capacidade para um contágio dilacerante. Não fica nada em pé, nem ao menos algo que se contraponha a essa doença cavernosa.

Com uma simples frase: “candidato para vencer as eleições em Ipirá tem que ter dinheiro!” Os dois candidatos do jacu e macaco viram fantoches nas mãos do financiador, do eleitor, do cabo-eleitoral, dos candidatos à vereança, dos vereadores, do agiota. Ah, do agiota! É aqui que o cão vê a cor do inferno.

Tem candidato que fica com uma dívida de mais de um milhão com a agiotagem. Se perder a eleição vende o que tem e não dá para pagar. Se ganhar o pleito eleitoral acontece a desgraceira, pois, todos querem que a prefeitura pague a conta da campanha.

É isso que está acabando com o município de Ipirá. O dinheiro público tem que bancar as despesas de campanha, as vantagens dos amigos e a máquina pública do jacu e macaco, que é cara e onerosa. Garantir votos com clientelismo e bancar a mordomia da cúpula administrativa coloca Ipirá no buraco, por contraditório, vivo, porém penando para morrer.

O prefeito atual, Marcelo Brandão está atado dos pés à cabeça. Sem ter como fazer virou um ‘vendedor de ilusão’: fechamento da praça José Leão para transformá-la em nova praça de eventos e com recuperação do Mercado de Artes. Esse coffee break vai custar uma safra de café para exportação!

Fechamento da Barão para construção de um novo ginásio de esporte. Novo fechamento da Praça da Bandeira para uma nova fachada. Entrada da cidade em alto estilo. Tudo conversa pra boi dormir.

O Puxa está cercado, encurralado e modificado. Faltou dinheiro para a finalização. A desculpa: agora vai porque uma empresa ganhou a licitação. E daí? Não vai ter que pagar? A empresa vai fazer de graça ou vai ficar o rombo e o problema para a próxima administração? Desculpa esfarrapada.

O prefeito Marcelo Brandão está vivendo de marketing para iludir os ingênuos. Suas obras estão capengando, virando novela e drama para a população.

O calçamento do final da rua Riachuelo não suportou uma chuva de 40 mm; o asfalto da avenida RGS tem um poste e um buraco grande na pista recém inaugurada; um simples serviço de derrubada de árvores mortas, sem a devida substituição por outra, é bom que se diga, detonou o gradil da Igreja Matriz (29-11-18). O prefeito Marcelo Brandão vai terminar o mandato e não vai reparar esse dano. Prestem bem atenção!

O prefeito Marcelo Brandão pensa, que é o dono de Ipirá, mas não é, nunca foi e não será; quer ser o Boca de Zero Nove, mas não é; apresenta-se como o Salvador da Pátria, aquele que tem a receita para salvar o município, mas não tem; acha-se o maior prefeito que já administrou essa terra, mas está longe de sê-lo; pensa, que o povo de Ipirá come o seu H de maquete, marketing e obra virtual. Mas, menino, ninguém é besta!

A população de Ipirá não exige muita coisa não, do prefeito Marcelo Brandão! Quer, simplesmente, que ele desça das nuvens e ouça o povo. E para isso, ele não vai gastar um centavo do cofre público.


sábado, 24 de novembro de 2018

CAPRICHO DA NATUREZA


O que está acontecendo com Ipirá? Não sei. Posso até dizer que Ipirá é fake news; se não é, parece! Às vezes, penso que Ipirá saiu meio atravessado e deitou-se num espojadouro de jegue, revirando por muitas voltas e lambuzando-se. Resultado: ganhou uma inhaca da desgraça, que grudou e impregnou de um jeito que não tem sabão feito com sebo de carneiro e creolina que dê jeito.

Na verdade, o município de Ipirá está amarrado e bem amarrado; não desenvolve e não sai do lugar do jeito que a população quer, deseja e necessita: SAMU, Mercado de Artes, Casa do Estudante, Matadouro, até mesmo, Biblioteca Lan House, etc e tal. O nó é cego e o novelo não dá linha. Não tem um custipiu da silibrina que bote esse lugar prá andar.

Aí você pode perguntar: por que Ipirá não desembesta de vez e sobe a ladeira? Eis uma questão melindrosa, esfarrapada e carrasquenta. Dizem por aí, que é devido à natureza do lugar.

O município de Ipirá está grudado, incrustado e atolado no semi-árido e todo mundo sabe que aqui não tem moleza, nem sopa no mel, nem sorte para o azar. A realidade é nua e crua.

Estamos embaixo de uma bola de fogo, que impera inclemente, queimando e torrando a terra nua. Isso aqui é um forno microondas. Um sistema de ar quente e terra ressecada, com uma inclinação e paixão incontrolável pela aridez desértica. Isso aqui é um braseiro de brasa, que tem como termo sol, calor e suor.

Bem acima das nossas cabeças está o maior reator atômico que provisiona o universo, pelo menos pras banda de cá. Tudo de graça, sem custar um tostão. Força motriz e fonte de energia exuberante, com alta precisão; fator de potencialização, majestoso impera soberano; com fissão e propulsão gigantesca faz sortimento, provimento, abastecimento, fornecimento.

O que é áspero, severo, rigoroso, também pondera de um jeito solene e potente, concubina com a água e vira mantimentos e víveres, em abundância de coisas necessárias ou proveitosas. Vira poesia.

Nada é problema em busca de solução. Lá de cima, sol braseiro de brigadeiro, esquenta a fogueira, acende tocha, borrifa as cinzas do fogão; a fornalha vira forno para proteger o fogo que fornece luz e calor para a alma. Bendita alma, protegida pelo fogo!

Cá de baixo, o escaldante vaivém de todo dia, nasce e se põe; segues o teu destino interminável, incontrolável, insubstituível. Caminhas firme no teu percurso duradouro e gracioso. És Senhor de si, do tempo, da existência, da vida e do ser.

Calorenta bola de fogo e luz! Esquenta e protege os desvalidos; dá na medida exata aos necessitados. És lanterna em vigília permanente por teu percurso. O semi-árido te reverencia, porque cá embaixo a poesia não contamina a vida.

Essa conversa tem pé e não tem cabeça. A natureza do lugar é assim mesmo, ressecada, dura, sisuda e nada maliciosa. Malícia de raposa quem tem é a politicagem do lugar. Já falei do financiador, do eleitor e, agora, do agiota.

Acredites se quiseres. Sábado, véspera das Eleições Municipais de 2016, no município de Ipirá, por estas bandas aportou, vindo de Feira de Santana, um sujeito muito vistoso, montado numa Hilux, com corrente, relógio e pulseira de ouro, esbanjando fantasia, garboso e imperioso, desfilando pela avenida em busca de candidato para votar.

Para votar, coisa nenhuma! O elegante canastrão trouxe uma mala de dinheiro, precisamente, declaradamente, cinqüenta mil reais fatiados em nota de vinte reais.

Contribuição oficial de campanha para o candidato? Qolé, contribuição! Isso aí é caixa 4. O sujeito era agiota e trouxe a mala cheia de grana para o candidato praticar uma boa ação, ao fazer o milagre da multiplicação e da partilha.

De bela ação o inferno está abarrotado. Essa grana era para comprar uma mercadoria de qualidade ordinária, mas fundamental para a realização do sonho e ambição de um poder oligárquico; abocanhar a prefeitura.

O candidato usa grana própria e alheia para comprar votos, consciências e vontades. Quem vai pagar a despesa do banquete e das migalhas que caem da mesa? A rebordosa vai ficar na conta do município.

Com dinheiro público saindo pelo ladrão; as estimativas e os obstáculos que historicamente persistem no município ficam acomodados e não são resolvidos, perdurando por tempos e mais tempos.

É verdade, devido a natureza, o município não desenvolve. Essa natureza da politicagem de Ipirá é extremamente nociva, mas não é só isso, tem mais coisa para a próxima postagem.