domingo, 9 de junho de 2019
DANÇANDO FORRÓ NO ARRAIÁ DO CAMISÃO
A coisa é séria. Andamento do Processo n.
0000382-59.1997.8.05.0106 - Ação Civil Pública - 13/05/2019 do TJBA. O
ex-prefeito Antônio Colonnezi dançou.
É madeira de dá em doido e sobrou nas costas do ex-prefeito
Antônio Colonnezi. Sobrou feio. A sentença foi deferida e as sanções
estabelecidas. O réu tem direito a recorrer às instâncias superiores. No
mínimo, uma tremenda dor de cabeça.
A defesa do ex-prefeito foi de uma precariedade exemplar:
“...não há comprovação de que
os botijões de gás adquiridos tiveram preço superior ao de
mercado, que os documentos apresentados são inautênticos e houve supressão de documentos
pelo atual prefeito para fornecer quadro irreal d situação...”
Vai ter que contratar um bom advogado.
Se ficar no ataque ao Ministério Público e na conjectura política não vai
chegar ao povoado do Pau-Ferro, quem dirá à Brasília.
O que essas lideranças da politicagem
de Ipirá (jacu e macaco) precisam compreender é que não é mais possível fazer
essa politicagem do século XX nos dias de hoje. Uma politicagem na base do
clientelismo, do favoritismo e da compra de voto da forma mais descarada
possível, com botijão, cimento, dentadura, etc.
Não dá mais para fazer campanha
milionária em Ipirá e a de 2020 parece que não quer aprender a lição e vai
trilhar nos mesmos caminhos anteriores. O tumor maligno está na “campanha do
jacu e macaco.”
Quanto mais as lideranças neguem, mais
vocês enfiam a cara no lamaçal. Agora é a vez do ex-prefeito Antônio Colonnezi,
que não faz a menor falta à comunidade como administrador público. Pagar a
conta, com a suspensão dos direitos políticos pelo período de 5 anos, isso é o
de menos, ele é liderança política, seu tempo de candidato já foi, para o bem
de Ipirá.
O grande prejuízo da comunidade está
na sanção ao bom médico Antônio Colonnezi: “proibição
de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 5(cinco) anos.”
Pelo que estou entendendo vai ter que
suspender sua atuação como médico no setor público e se dedicar à atividade
privada. Perdeu a comunidade. E esse foi o prêmio recebido pelo excelente
médico que enveredou no campo da politicagem como se fosse um poderoso chefão.
Estava enganado. Era, apenas, uma marionete do sistema jacu e macaco, que
engole todos eles.
Agora, tem que correr atrás; vai ter
que pagar a um advogado especialista para tentar reverter a situação; no
máximo, apelar para a prescrição por se tratar de fatos de 1996/97; no mínimo,
dançar o forró no Camisão.
E o que é mais grave nisso tudo,
dançar o forró do Camisão na Praça da Bandeira, um espaço em que era realizado
o São João no século passado; com três mil pessoas fica superlotado, arrochado
e apilado; tem mais ainda, na frente do palco que é barril dobrado; e mais,
olhando para cima e observando o camarote particular com a família Martins e
pensando: “é verdade, um dia eu estava nesse lugar!”
O São João de Ipirá, na Praça da
Bandeira, tem uma marca deletéria, que corrompe e desmoraliza; sendo uma
organização precária e deficiente, crianças e adolescentes ficam fazendo suas
necessidades fisiológicas nas calçadas, em plena praça. O Poder Público tem que
ser punido pelo descaso e por contribuir para que adolescentes e crianças
fiquem em situação de risco e vulnerabilidade. É fato previsto e antecipado.
segunda-feira, 3 de junho de 2019
A EXPOSIÇÃO DOS PROBLEMAS DE IPIRÁ
Sem delongas, nem milongas, ficou caracterizado que a Exposição de Ipirá 2019 teve uma organização excelente, espetacular, fantástica, com uma multidão nas apresentações noturnas, o que demonstra que o prefeito Marcelo Brandão é bom de micareta e de exposição, é bom de festa, simplesmente extraordinário e prodigioso. O prefeito é bom todo. A macacada nunca conseguiu fazer uma festa desse porte.
Mas, ficou patente o fora que o prefeito Marcelo Brandão cometeu; foi incapaz de receber a comitiva do senador Otto Alencar que visitou o Parque de Exposição; não foi uma visita-surpresa, o prefeito foi avisado da chegada do ilustre visitante e não fez a devida recepção ao senador. Talvez, o prefeito MB não tenha dimensionado a força de atração da Exposição de Ipirá ou tenha enquadrado a exposição nos limites da estreiteza do grupismo local. A Exposição de Ipirá mobilizou um Senador da República e muitas pessoas na região.
O fora do prefeito não foi tão fora assim, faz parte, porque o prefeito Marcelo Brandão tem demonstrado que é um péssimo feitor para a realização de um grande São João em Ipirá. Está devendo, porque, aqui pra gente, o São João de Ipirá realizado pelo prefeito MB tem sido uma festinha chinfrim, ordinária e meia-boca. A jacuzada nunca conseguiu fazer um São João em Ipirá melhor do que a macacada.
Por mais que o prefeito queira engrandecê-la, ela não passa de uma fantasia de sua imaginação. Na prática, o São João de Ipirá tem uma localização horrorosa e uma infraestrutura precária. A Praça da Bandeira está congestionada, não fornece condições de espaço adequado e confortável para um público de 3.000 pessoas; crianças e adolescentes urinam nas calçadas e entre os carros no São João. Esse espaço não é um ponto de atração, quem vem uma vez, decepciona-se e não retorna. Se o Ministério Público agir esse espaço ficará interditado.
Por outro lado, Ipirá tem um espaço excelente para grandes eventos com suporte para um público de mais de 20 mil pessoas: o Parque de Exposição. As administrações municipais (jacu e macaco) não sabem o que fazer com o Parque de Exposição. Uma área excelente, com uma logística significativa e que é subutilizada. Usado uma vez no ano, por três dias, por iniciativa do poder municipal.
Eu digo tudo isso, porque pressinto que as administrações do jacu e macaco não enxergam uma serventia mais ampla para o Parque de Exposição ou não possuem nenhum interesse.
A feira de animais que está sendo realizada toda quarta-feira no Parque de Exposição está sendo desativada gradativamente, uma vez que, estão retornando para a antiga área, junto ao Centro de Abastecimento.
São duas opções: a primeira, no Parque de Exposição, uma área pública, com boa logística, possibilidades e perspectiva; dependendo de gerenciamento poderá tornar-se a melhor feira da região, com poder de atração e capacidade de extensão e duração da movimentação.
A segunda, junto ao Centro de Abastecimento, um terreno particular que, em breve, será ocupado por construções; o local é uma confusão, balbúrdia e mistura com outros objetos, mercadorias e transações; a forma como o animal é manejado é na base do mau trato que pode ter a reprovação do Ministério Público; poderá ser cobrada uma taxa de um real de quem vende e um real de quem compra o animal pela empresa que locou o Centro; quem comercializa nos dois locais são os mesmos compradores de outros municípios, com um acréscimo pequeno na segunda opção.
Na exposição dos problemas de Ipirá: uma crise
econômica em grau dois; um desemprego crescente; uma saúde precária; uma educação
insuficiente; muitas debilidades sociais; com um lazer minguado e muitas
deficiências em termos de urbanidade e acessibilidade. É uma situação
sócio-econômica de dificuldade e preocupante. O Poder Público Municipal foge
dessa realidade como o diabo foge da cruz.
O prefeito Marcelo Brandão tem sido um notório ausente
nas grandes questões do município: a reforma da Casa do Estudante, o Matadouro
de Ipirá, ambulância do SAMU, Mercado de Arte, não decide nada e, agora, a
feira de animais, que depende de um posicionamento do Poder Executivo. Aguardamos
a posição do prefeito de Ipirá.
domingo, 26 de maio de 2019
ROYALTIES DE PETRÓLEO!
O prefeito Marcelo Brandão está obcecado por dez
milhões de reais. Dizendo ele, que com esses dez milhões irá fazer de Ipirá um
brinco (jóia), que não seja uma brincadeira (que não é um conjunto de brincos),
pois Ipirá não agüenta mais.
Os dez milhões do empréstimo da CEF já foi, já era.
Agora é a vez dos dez milhões dos royalties de petróleo.
Nota da prefeitura: “Com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios, a prefeitura de Ipirá conseguiu destravar o crédito de cerca de dez milhões de reais em royalty de petróleo, que o município tem direito. O crédito foi confirmado pelo governo federal, que promete a liberação em breve. O recurso que é livre, deve trazer bons resultados para o município.”
Nota da prefeitura: “Com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios, a prefeitura de Ipirá conseguiu destravar o crédito de cerca de dez milhões de reais em royalty de petróleo, que o município tem direito. O crédito foi confirmado pelo governo federal, que promete a liberação em breve. O recurso que é livre, deve trazer bons resultados para o município.”
Observe, bem observado, o que aconteceu com Imbé (RS): “Indeferido
pedido de liberação dos royalties de petróleo para o Município de Imbé (RS).” “Por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal
(STF), o Município de Imbé, no Rio Grande do Sul, não poderá contar, por
enquanto, com o repasse de royalties de
petróleo, suspenso por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região,
no Rio de Janeiro, e confirmado pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça
(STJ).” Conclusão: Ipirá destravou, Imbé se lascou.
“Os royalties são
uma quantia paga por determinada pessoa jurídica para o governo ou para a
iniciativa privada pelo direito de uso, exploração e comercialização de um bem.
No caso dos royalties aos governos é geralmente devido à extração de recursos
naturais, e dessa forma propriedade do governo. São exemplos da origem dos
royalties para o Brasil minérios, carvão, petróleo e gás.”
Ipirá não produz uma lata de sardinha de petróleo, mas “Os 417 municípios da Bahia deixaram de receber aproximadamente R$ 2 bilhões em royalties de exploração do petróleo desde 2013, quando a ministra Cármen Lúcia, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar em uma ação direta de inconstitucionalidade impetrada pelo estado do Rio de Janeiro, suspendendo os efeitos da Lei Federal 12.734 /2012. A lei prevê a distribuição dos royalties de campos de petróleo em exploração e já licitados a todos os 5.568 municípios brasileiros, de acordo com a população, mas está suspensa até o julgamento do mérito pela Corte.” Ipirá quer morder essa batatinha de dez milhões.
Observe que São
Francisco do Conde que é grande produtor de petróleo –
recebia 4,15 milhões e caiu para 2,4 milhões(-40,06%) em fevereiro. Ipirá quer
extrapolar seu Chico com uma mordidaça de dez milhões.
O prefeito Marcelo Brandão está invocado por dez
milhões. O grande problema: “O crédito foi confirmado pelo governo federal, que
promete a liberação em breve.”
Quem assim desejar, poderá entender esse “em breve”
como jamais, nunca ou em 2020. Mas, sempre restará um novo royalties para Ipirá
buscar dez milhões, como dos minérios, do carvão e do gás, mesmo sem produzir nada
disso. O prefeito MB poderá muito bem viver de ilusão, sonho e blefe, Ipirá
não.
E para você entender melhor
se esse royalties do petróleo vai sair, basta você adquirir o livro que
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PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura.
terça-feira, 14 de maio de 2019
É ELES DE NOVO!
Quem assistiu ao Globo
Rural (5/5/19) viu a reportagem sobre o município de Luís Eduardo, no Oeste
baiano, e observou o grande desenvolvimento daquela região. Os dados são
impressionantes: um PIB de 4 bilhões de reais enquanto o de Ipirá é de 693 milhões;
uma arrecadação municipal de 370 milhões de reais/ano, enquanto Ipirá fica em
torno de 150 milhões/ano. A edição 2018 da Bahia Farm Show atingiu R$ 1,891
bilhão em volume de negócio. A feira de agronegócios foi realizada na cidade de
Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.
O
município de Ipirá vive numa redoma e atrofiado por um sistema de politicagem
(jacu e macaco) que impede que o município prospere. Também pudera, num
município sem maiores perspectivas, não resta outra alternativa, senão a vã
politicagem do jacu e macaco. Estão começando a campanha um ano e meio antes.
Uma loucura!
O
jacu está na situação e terá mais um ano e meio para findar o seu controle do
município. A administração do prefeito Marcelo Brandão apresenta-se como um
grande blefe do jacu, mostrou uma praça virtual no painel eletrônico e vai
entregar algo diferente. Está sendo uma farsa. Sem projeto para o município, o
gestor empurra com a barriga para ver o que acontecerá. Um grande descalabro e
um desgaste sem tamanho.
Pelo
estrago provocado no município, o prefeito Marcelo Brandão será o eventual
candidato do grupo para as próximas eleições municipais (2019), pois não tem
quem se habilite a pegar esse caixão sem alça. Em 2016, o prefeito MB era a
esperança, tinha perdido a eleição anterior por 49 votos e foi eleito. Agora,
Ipirá tem certeza, tem convicção e conhece o gestor Marcelo Brandão e
dificilmente se arriscará em outra dose de quatro anos.
Uma
nova campanha para o prefeito Marcelo Brandão custará uma fortuna de dinheiro.
Não terá financiadores de campanha com facilidade e de mão aberta. Terá que
dinamitar o cofre público para poder encarar uma campanha onde terá que gastar
dez vezes mais para recuperar o terreno perdido e o estrago feito dentro do
próprio grupo, porque não é como ele está pensando, que basta jogar dois
punhados de milho e a ninhada de jacus vem de cabeça baixa, balançando as asas,
abanando o rabo e piando. Não será uma tarefa fácil.
Aí
a macacada toca foguete e se lambuza no puro mel, achando que é tudo doce e
maravilhoso, quando o grande problema está dentro da toca dos macacos. São três
pretendentes à cabeça de chapa. Dudy está adotando uma estratégia aguerrida, de
partir pra cima, para o abafa, passando o trator. Estabeleceu sua pré-candidatura
naquela ida à Salvador para o encontro com o senador.
Com
aquela divulgação daquele encontro, que foi publicada na mídia, Dudy selou sua
pré-candidatura, sem nenhuma possibilidade de não ser outra coisa, senão cabeça
da chapa. Pela desenvoltura política que Dudy vem tendo, não tem como ele
recuar, esmorecer e virar um balão de ensaio pela terceira vez. Ele é um
pretenso candidato do grupo e não abre pra ninguém. Dentro da sua convicção ele
não está errado.
Aí
aparece na fita o pretendente Aníbal. Foi o candidato a prefeito do grupo
macaco, numa eleição difícil e perdida para o grupo de forma antecipada (como
realmente foi). Foi firme, na sustentação do seu nome num barco furado, quando
todos os demais se esconderam. Mas na política não existe gratidão. Agora que a
sopa está no mel (assim, eles acham) a candidatura de Aníbal poderá ser
descartada com um canto de carroceria.
Outro
pretendente à cabeça da chapa é o Jurandy Oliveira, deputado com dez mandatos e
nenhum serviço relevante prestado ao município de Ipirá, é bom frisar, ao
município, nesses anos todos. No assistencialismo o deputado tem esmero e isso
tem influência e resposta eleitoral. O deputado busca a cabeça de chapa para
sua esposa Nina, mas só terá êxito se mostrar serviço para município de Ipirá.
Se não trouxer o asfalto para o centro da cidade antes das eleições 2019 será
carta fora do baralho. Lutará pela vice.
Mas,
não pense que um macaco comendo um quilo de açúcar fica com o rabo doce, que
você estará muito enganado. Como será realizada essa escolha? Eis o problema.
Na cúpula dos macacos a definição está bem demarcada: Antônio e Dió apóiam
Dudy; Dinovaldo e Jurandy apóiam Nina; Aníbal não tem apoio de nenhum cacique
do grupo.
Aníbal
só terá alguma chance de ser candidato se houver uma pesquisa popular. A cúpula
não aceita pesquisa popular nem a pau. A explicação é muito simples: no sistema
de grupismo (jacu e macaco) o povão não será nunca protagonista; quem escolhe é
a cúpula que manda, porque se o candidato for escolhido pelo povo, o candidato
ficará sem compromisso formalizado com a cúpula da oligarquia. Isso significará
uma quebra de compromisso e não tem nada nesse campo da politicagem que não
seja alinhavado com antecedência.
Como
definir essa situação dentro da macacada? Tem duas maneiras: pela cúpula ou
pela convenção. Pela pesquisa pública é que não será, anote aí. Então, entra o
fator determinante da politicagem de Ipirá: o dono do voto.
Quem
tem voto em Ipirá é o vereador. O vereador é a figura representativa e
conhecida junto ao povão. São seis vereadores do grupo macaco. Se esses seis
vereadores se unirem e definirem um candidato, esse nome será cabeça da chapa
dos macacos, independente da vontade e do desejo da cúpula da oligarquia.
Dudy
está com um encaminhamento correto e lógico. Aníbal tem que buscar espaço para
fazer a coisa certa e lógica. Tem que ter o controle de um partido até o final
de setembro (sem isso já era); tem que conseguir apoio de três vereadores
macacos para ter poder de fogo, porque seu nome é um nome popularizado e massificado
pela última campanha (aconteceu com MB quando perdeu por 49 votos) e numa pesquisa
de campo o nome com maior possibilidade é o de Aníbal.
Aí
a cúpula da oligarquia macaca vai à loucura. Sabe por que? Porque para as
elites das duas oligarquias (jacu e macaco) vereador só serve para ser e só
pode ser vereador. Candidatura a prefeito é uma prerrogativa deles, das elites,
dos ricos, dos doutores, dos familiares deles. Aníbal ser candidato na última
eleição pela macacada foi um ponto fora da curva, era uma eleição perdida e os
macacos precisavam de um ‘boi de piranha’, estão, vai tu Aníbal.
Às
vezes, o segredo é fabricado. Com a morte do prefeito Ademildo, Aníbal assumiu
o cargo. Logo veio o golpe da Câmara. O único que sofreu aquele golpe no
coração e na alma foi Aníbal, porque perdeu o cargo de prefeito.
A
cúpula da macacada tem muita culpa no cartório pelo acontecimento daquele
golpe. Se não foi conivente, foi displicente; se não foi displicente, foi
incompetente; se não foi incompetente, foi omissa. Foi de uma omissão e de uma
frieza a toda prova, porque se sentiu a porrada foi por pouco tempo, logo
internalizou. Faz parte do jogo das oligarquias jacu e macaco, que só eles
entendem.
Aníbal
deposto, quem assumiu, pela jacuzada, foi Jota Oliveira, parente do deputado
Jurandy Oliveira. Coisa de família; estava tudo em casa. O deputado não disse,
mas cairia como uma pérola essa frase na boca do deputado: “eu não concordo com
esse golpe, mas é meu sobrinho, convenhamos, esse menino é danado!” O deputado
sentiu o baque? Claro que não. Se tem que existir ódio e rancor que fique para
Aníbal e não para a oligarquia que domina.
A
oligarquia vai querer enquadrar Aníbal, colocá-lo no seu devido lugar: vaqueiro
do gado que é utilizado como voto de cabresto. Jamais como postulante a
prefeito. Eles determinam e enquadram esse papel para todos os vereadores e
cabos-eleitorais nesse patamar. É um controle extensivo e necessário para a
continuidade do sistema. O poder oligárquico depende e sobrevive desse trabalho
dos vereadores e cabos eleitorais.
Enquanto
as oligarquias usufruem do conforto, da boa vida e do prestígio junto aos
governantes na capital, os vereadores ficam no seu torrão tentando amenizar o
sofrimento e a carência da população local. No apelo e controle do voto, que
lhes dá um mandato de vereador, e esse mandato serve para garantir o bem-estar
da oligarquia dominante, assim, a roda gira. A população continua na carência;
os vereadores apertados e sacrificados para manter essa intermediação e os
representantes da oligarquia no bem-bom.
Aníbal
tem duas opções: uma, ser um candidato com apoio de alguns vereadores da
macacada e buscar o apoio popular. A outra, desistir e ficar na zona de
conforto, receber uma vice ou ser candidato à vereança com eleição garantida.
Assim é o jogo, a dúvida é que tortura. Sem a candidatura de Aníbal para
prefeito, a campanha eleitoral no município de Ipirá, em outubro 2019, será
milionária.
Ipirá
está longe, muito longe do município de Luís Eduardo, na distância, nos
conformes e na realidade. A diferença é que eles não possuem a desgraça do jacu
e macaco. A politicagem do jacu e macaco enterra qualquer esperança. E para você entender melhor essa
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terça-feira, 7 de maio de 2019
FREIO DE ARRUMAÇÃO
Você
sabe o que é freio de arrumação? Vou
explicar da melhor forma possível: pense num ônibus da linha Mata Escura para o
Campo Grande, via Barra. Pensou? Coloque dentro desse ônibus a lotação de um metrô.
Botou? Tá repleto, lotado e entupido, com gente por riba, pelo assoalho,
atochado nas portas e janelas. Uma verdadeira lata de sardinha, não cabe um
mosquito da dengue. Tá apilado de gente com cara na sovaqueira e no quio-quio,
uns dos outros. Calma! Isso é só o preparo do tempero para o freio de
arrumação.
Coloque
o nome desse ônibus Ipirá e bote como motorista o prefeito Marcelo Brandão.
Pronto! Aí é que começa a arrumação do ônibus. Nas poltronas preferenciais, o motô-prefeito
colocou, preferencialmente, a família dele, é claro, e meia dúzia de amigos. Tá
tudo pronto para o freio?
Calma,
ainda não! Tem que ter uma ladeira. Pense no seguinte: o ônibus Ipirá vai
descendo uma ladeira, um precipício, melhor dizendo, aí o prefeito-condutor
acelera e bota 120 por hora, descendo o precipício. Aí você pensa: “êta, que a
bagaceira vai ser grande!”
Que
nada! É bom você saber, que só tem airbag para o motorista-prefeito, sua família
e a meia dúzia de amigo. Aí você grita: “VALHA-NOS NOSSA SENHORA SANTÍSSIMA MÃE
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO QUE A PERDIÇÃO VAI SER GRANDE!” Não bote o nome da
santa nessa estória porque ela não tem culpa no cartório.
A
habilidade do prefeito-condutor é muito grande, ele dá um cavalo de pau e o ônibus
Ipirá está descendo o precipício de ré, com 140 por hora. “nos salve,
prefeito Marcelo Brandão!” vocifera a
população.
O
prefeito Marcelo Brandão não dá ouvidos para a população. O homem não ouve
ninguém. Não tá nem aí para os reclames nem para o que pensa a população. Tá se
lixando se está faltando gaze na UPA; se o Hospital de Ipirá não tem UTI; se as
ambulâncias do SAMU estão enferrujando numa garagem; se a Casa do Estudante
está virando um entulho; se vai faltar um ônibus para levar os universitários
para Feira de Santana; se não tem ônibus escolar transportando alunos da zona
rural; se os moradores do Puxa estão transtornados com os tapumes; se a Praça
do Mercado está uma bagunça; se o comércio de Ipirá está se lascando; se a
feira de animais vai acabar... O prefeito Marcelo Brandão, o condutor do município,
não este nem aí para esses questionamentos-problemas.
E o
freio de arrumação? Calma, que o prefeito está engatando a quarta macha na
descida do ônibus Ipirá precipício abaixo. “Vixe, que a desgraceira vai
acontecer!” pensa você.
Vai nada! A salvação de Ipirá ainda é o prefeito
Marcelo Brandão. O prefeito quer dez milhões de reais para calçar as ruas que o
governador Rui assinou a ordem de serviço do calçamento. Agora, é que Ipirá
afunda de vez. O prefeito e o governador querendo salvar Ipirá! Junta os dois e
não somam meia dúzia de obras em Ipirá.
E o
freio de arrumação? Fica na tua, gente fina! Primeiro, o prefeito Marcelo Brandão
tem que botá a mão nesse empréstimo de dez milhões da CEF; tem mais dez milhões
dos ambulantes do Centro de Abastecimento; com dez milhões do estacionamento da
Praça do Mercado; adicionados aos dez milhões dos precatórios dos professores (prá que professor quer dinheiro?); somados aos dez milhões de multa no trânsito; com mais dez
milhões de IPTU; adicionados aos dez milhões do Zona Azul o prefeito MB vai
salvar o ônibus Ipirá. Não sabes fazer conta? De dez em dez se ultrapassa o
trilhão de Paulo Guedes.
Deixa
de prosa ruim, cadê o freio de arrumação? Vou começar pelo freio de arrumação dentro da
Câmara de Vereadores de Ipirá. A Reforma Eleitoral proibiu a coligação nas
eleições proporcionais. Todo partido tem que sair com sua chapa própria, Esmiuçando
e exemplificando, vamos citar como exemplo o vereador Jaildo do Bonfim, que
controla um partido, que não poderá coligar com nenhum outro, daí, esse partido
terá que atingir um coeficiente eleitoral de mais de 2.300 votos nas eleições
municipais de 2019.
Resultado
à vista: o partido do vereador sozinho não atingirá esse salgado coeficiente,
para vencer o obstáculo o vereador terá que deixar o partido ou filiar
candidatos com votação robusta ao seu partido. Esse é o beco sem saída em que se encontra o
PT de Ipirá para 2020, ou abre espaço para vereadores com peso eleitoral ou não
fará um vereador em Ipirá. Quando havia coligação o PT de Ipirá sempre manteve
um mandato, sem coligação sempre ficou no vazio.
Essa
regra não vale para as eleições majoritárias, aí é permitido aos partidos
fazerem coligações. Em Ipirá, a coisa caminha para duas candidaturas dos grupos
jacu e macaco.
O
ônibus Ipirá está descendo a ladeira do precipício. Quem sobe a ladeira pela
contramão é o deputado Jurandy Oliveira, com dez mandatos nas costas, sem
nenhuma conquista relevante para o município de Ipirá, agora, como um milagre
dos céus, esse deputado, que completará quarenta anos de mandato, resolveu
salvar Ipirá com doação de ambulâncias, tratores, poços artesianos, sinal de
telefonia móvel e, de boca, está conseguindo verba para a feira de animais e
até asfalto para o centro da cidade. Essa alma está querendo alguma coisa! Inclusive,
até mesmo, por ser contra o freio de arrumação dentro da macacada.
Subindo
a ladeira, achando que representam a salvação do ônibus Ipirá, além do
deputado, estão Dudy e Aníbal. Para não ter desarrumação, tem que ter freio de
arrumação.
Praia
do Forte, Bahia, Brasil, numa confortável mansão, os dois expoentes-mor do
grupo da macacada de Ipirá, estavam reunidos, saboreando champagne e
deliciando-se com lagosta japonesa, cada um tendo que tirar do bolso do paletó
o nome do condutor do ônibus Ipirá para 2020; de um paletó saiu a letra D.., do
outro paletó saiu a letra D.., e viva o freio de arrumação da macacada, que
para tentar dirigir o ônibus Ipirá em 2020 poderá ser Dudy, Dazinho, Dezinho,
Dadinho, Damaceno e até mesmo Dió, só não dá prá ser Anibal.
Aníbal
não é um nome do agrado da oligarquia dos macacos, pode ser até do agrado do
eleitorado macaco, mas não é da elite macaca. Aníbal tem até setembro de 2018
para tomar uma posição e encontrar um partido para aprender a dar freio de
arrumação e assumir a vontade do partido, se vacilar e não conseguir isso vai
ter que disputar a vice com Nina, a esposa do deputado. Quem não tiver
competência para dar o freio de arrumação estará fora.
E
o ônibus que ia para o Campo Grande, via Barra, não teve freio de arrumação?
Não. O condutor do ônibus Ipirá, o prefeito Marcelo Brandão, não quer deixar o
filé de jeito nenhum, quer continuar dirigindo Ipirá até 2024. O ônibus chegou
à Barra, justamente, no dia do Carnaval, justamente, com uma lotação
selecionada, o condutor MB, a família e ‘meia-dúzia de seis’ de amigos e, com
aquele fuzuê do carnaval, o prefeito-condutor do ônibus Ipirá, o MB, pensou com
toda convicção: “em 2020, vou realizar 300 dias de micareta em Ipirá para
salvar esse município”
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sábado, 4 de maio de 2019
FERNANDO JOSÉ: DE BOM LOCUTOR À PREFEITO MEIA-BOCA
De
maneira precisa, com exatidão, levando a coisa à risca, a população ipiraense
vem acompanhando o desfecho do prefeito de Ipirá, Marcelo Brandão, em sua
trajetória administrativa que finda dentro de ano e meio. Fernando José, o
locutor, nada disse em Salvador.
Marcelo
Brandão está de boa. Tem uma obra nas costas, o asfalto da metade da Av. RGS;
uma obra empacada, a Praça São José (Puxa) com sua infalível inauguração para
além do previsível; uma doação do Centro Administrativo para os ambulantes
pagarem a fatura; um telhado de um mercado para ser recuperado que virou a
requalificação (termo bonito, mas inadequado) da praça, que foi invadida por
ambulantes de forma improvisada, imprópria e esculhambada. Sem perceber, o
comércio da Praça do Mercado está pagando a fatura, o preço e a sobrecarga,
devido à ineficiência administrativa do gestor público.
Da mesma
forma que o transtorno que estão passando os moradores do Puxa há bastante tempo,
devido ao cercamento da praça. Com o prefeito Marcelo Brandão a coisa fica
atravancada, com lentidão de cágado, com o imposto (sem consultar o povo)
colocado no imposto (taxa) gravoso, ou seja, o povo tem que pagar a conta no
IPTU, na ocupação do solo, na futura Zona Azul, tudo fora da realidade, mas de
forma exorbitante, nos conformes do gestor MB, que agora exige um empréstimo de
dez milhões de reais para salvar Ipirá do buraco e fazer disso aqui um brinco.
O locutor-prefeito Fernando José em Salvador era assim: matava a cobra e
mostrava o pau.
O
prefeito-locutor Marcelo Brandão sabe que Ipirá está no fracasso, no buraco e
na requenguela. Tanto sabe que necessita do empréstimo para tirar Ipirá dessa
situação e, mais sabe ele, que Ipirá só sai dessa situação com esse empréstimo. O prefeito MB não vai matar a cobra, nem vai mostrar o pau.
A
coisa é muito simples: o município de Ipirá está capenga, pela falta absoluta
de uma sustentação produtiva rural para o município. Esse é o único suporte
real e determinante para o comércio local, é uma pena que as pessoas não
queiram enxergar assim, embora com mais de seis mil propriedades rurais, a
grande maioria de pequenas propriedades, se isso aqui fosse um antro do
latifúndio, Ipirá já teria fechado as portas, mas, o prefeito MB na sua
galhardia e nobreza, não enxerga que uma feira de animais, estruturada,
organizada, bem gerenciada, semanal, é uma prioridade fundamental e
determinante para que o município dê um salto para seu desenvolvimento
sustentável com os pés no chão. É uma pena!
Porque
um prefeito sem atitude e sem ação está deixando que a feira de animais de toda
quarta-feira, no Parque de Exposição, desidrate, perca calor, significado e
importância, ao tempo que retorna para o antigo local, junto ao Centro de
Abastecimento, simplesmente, um local sem perspectiva, sem rumo e sem futuro. Este
é um problema grave, preocupante e relevante para ser discutido e resolvido no
nosso município.
Infelizmente,
o administrador Marcelo Brandão não está nem aí, o município virando dos pés à
cabeça e ele não toma nenhuma atitude e nem prevê nenhuma ação. O povo de Ipirá
sabe que o prefeito MB está de boa; o povo de Ipirá sabe que ele será candidato
à reeleição em 2020 pelo grupo da jacuzada, como o grande representante da
família. É, sem a menor dúvida, o melhor candidato do grupo, até porque não tem
na família quem tenha coragem e se habilite a pegar nesse caixão sem alça.
No
esquema manipulador e perverso dos grupos jacu e macaco, que pisa no pescoço do
povo de Ipirá, em benefício do grupismo, a macacada joga leve e solta; três
candidaturas em disputa para ver quem abocanha a cabeça da chapa: correndo por
fora, está a pretendente Nina, esposa do deputado Jurandy Oliveira, que depende
exclusivamente do asfalto do centro da cidade, que o deputado conseguiu com o
vice-governador (dizendo o deputado); como essa obra não sai, adeus
candidatura. Restando dois: começando com Aníbal, se esse pretendente não tiver o
controle de um partido, já foi! Não será convidado nem para aniversário de
boneca.
Nessa
engresilhada toda, quem está com a corda no pescoço, apertada com um nó cego é
o PT de Ipirá, que não será ouvido, nem consultado, nem sondado antes de
decidido, porque será aconselhado a baixar o cangote, dobrar a espinha dorsal,
em nome da governabilidade no Estado. Quem te viu e quem te vê, PT de Ipirá!
Todo e qualquer partido pequeno em Ipirá, com o PT no bolo, com a proibição de
coligação nas eleições proporcionais, não fará um vereador. Repetindo, na nova
regra, adeus vereador. E o pequeno-candidato a vereador num partido grande não
terá nenhuma chance. A Câmara de Vereadores 2020 será dos mesmos vereadores.
Paga-se
o preço pela abdicação da terceira força. Erro político grave, com conseqüências
nocivas e imprevisíveis. O candidato à prefeito da macacada sairá, de forma democrática,
do bolso do paletó de Diomário Sá e de Antônio Colonnezi, tendo-se a absoluta
certeza de que o nome de Aníbal não consta neste bolso. Nem Naninha tem dúvida
disso! O raciocínio é simples: se esses dois chefes políticos não indicarem o
candidato do grupo, prá que desgraça serve chefe político? Só para referendar?
Aí o candidato fica sabendo que não tem chefe, se não tem chefe não tem
compromisso.
Se o
PT de Ipirá tiver juízo, ou melhor, estiver gozando de plenas faculdades
mentais e sem sofrer de transtorno bipolar (petismo + corporativismo) fará um
convite solene ao pretendente Aníbal, dando-lhe condições efetivas de ser o candidato
do governador em Ipirá, porque Dudy é o pretendente-candidato a prefeito do
senador. Se o PT não se colocar à disposição do jogo político, não fará um
vereador em 2020. Caso contrário, terá que matar a cobra e mostrar o pau, igual
ao locutor Fernando José quando virou prefeito de Salvador.
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PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura.
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