sexta-feira, 6 de setembro de 2019

É DE ROSCA. (46)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 46 (mês de março 2018)(atraso de um ano e 6 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão estava preocupado, andava rápido e dirigia-se à casa do seu grande líder Luiz do Demo (Partido Democrata, vulgo Demo) para anunciar uma decisão que estava em sua cabeça e sem meia-volta, quando encontrou o Matadouro de frente:

- O que é que V. Exa., prefeito Marcelão, vai fazer na casa do ex-prefeito Luiz do Demo? – indagou o Matadouro.

- Eu vou comunicar ao meu grande líder que não vou sair candidato a prefeito em 2020, ele faça o que bem entender com o grupo.

- Por que V. Exa., prefeito Marcelão, vai fazer uma desgraça dessa?

- Seu Matadouro! Como é que um prefeito bom todo como eu, que fez praça nova, saúde nova; cerquei praça, fiz asfalto, só tem 3% nas pesquisas?

- Isso é fake news, prefeito Marcelão! Lá isso é pesquisa coisa nenhuma! Isso é uma mentira daquelas que acha que um elefante passa no gogó de um mosquito! Até V. Exa. comendo um H desse. Não se precipite. Vamos fazer o seguinte: eu vou contratar uma pesquisa, V. Exa. vai aguardar o resultado para tomar sua decisão.

- Mas, seu Matadouro! Um Instituto sério e bom de pesquisa é muito caro e o governo do Estado não vai querer bancar uma pesquisa dessa.

- Fica na tua, prefeito Marcelão! Vai ser um instituto de pesquisa verdadeiro e com alta credibilidade, que não vai pesquisar só no Centro de Abastecimento, porque aquele povo de lá, se pudesse, metia uma faca no seu bucho para sair no pescoço.

- Você tá vendo, seu Matadouro! Eu só fiz o bem daquele povo, que vivia na lama na outra administração, só porque eles pagam uma merrecazinha fica essa revolta toda. Como é que meus amigos vão ganhar dinheiro se eu não cobrar deles? Veja se eu não tenho razão, seu Matadouro!

- Esqueça isso, prefeito Marcelão! Vou começar a nossa pesquisa verdadeira agora mesmo.

- Comece aqui na casa de Luiz do Demo – orientou o prefeito Marcelão.

- Não. Nossa pesquisa é séria, imparcial, verdadeira e seu resultado será a expressão da vontade mais pura e do desejo mais claro da população.

O Matadouro despediu-se e foi atuar em seu campo de pesquisa. Chegou à toca dos macacos, tinha umas duzentas pessoas, e perguntou:

- Quem vota no grupo da macacada? Levante a mão - umas duzentas pessoas levantaram as mãos - Quem quer o prefeito Marcelão como candidato 2020? Levante a mão - umas duzentas pessoas levantaram as mãos.

O Matadouro anotou tudo direitinho, mesmo não tendo percebido que um macaco balbuciou “ele é mole prá gente”. O Matadouro seguiu para o ninho do Jacu, tinha umas trezentas pessoas e perguntou:

- Quem vota no grupo da jacuzada? Levante a mão - umas trezentas pessoas levantaram as mãos - Quem quer o prefeito Marcelão como candidato 2020? Levante a mão - umas trezentas pessoas levantaram as mãos.

O Matadouro anotou tudo com precisão, embora não tenha escutado o que um jacu disse: “tem que ser ele. Ele mim paga”. O Matadouro seguiu para o bairro do Monte Belo e numa demostração de isenção completa resolveu fazer o sorteio de uma casa para fazer o levantamento da intenção de voto. “Ma-mãe man-dou di-zer que a ca-sa es-co-lhi-da é essa da-qui”  e foi indagando:

- Quantas pessoas moram nessa casa? Os moradores dessa casa aceitam o prefeito Marcelão como candidato em 2020?

O Matadouro preencheu os formulários e ouviu com os ouvidos atentos o que disse o morador: “aqui não é 100% a favor do prefeito Marcelão, aqui é 200%”. Anotou tudo corretamente e deixou a casa de RR depois de tomar um cafezinho. Roque Roncador ficou satisfeito e ainda comentou: “O prefeito Marcelão devia ficar uns vinte anos na prefeitura.”

O Matadouro seguiu com sua coleta de informações. Para demonstrar neutralidade tirou os búzios do bolso; aqui em nossa cidade tem três rádios, a AM, a FM, a Antena, para escolher uma, jogou os búzios: deu a FM. Foi logo indagando:

- Quem quer o prefeito Marcelão como candidato 2020? – ouviu todos gritarem sim – Quem quer o prefeito Marcelão como locutor 2021? – ouviu todos gritarem não.

Com os dados coletados, o pesquisador Matadouro começou a fazer a tabulação dos dados. Excluiu a margem de erro, tirou a curva de nível, extrapolou os excessos, limpou os exageros e eliminou o site: https://www.amazon.com.br para adquirir o eBook ‘A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura

O Matadouro foi ao encontro do prefeito Marcelão que estava ansioso pelo resultado e foi dando as boas notícias:

- Prefeito Marcelão! V. Exa. está bem na fita, tem 95% de aceitação da nossa população como candidato a prefeito em 2020.

- Ora, seu Matadouro! Quer como candidato e como prefeito?

- Até tu, prefeito Marcelão! V. Exa. já viu prefeito sem ser candidato? Primeiro tem que ser candidato. O candidato tem que ser V. Exa. Não tem mais ninguém no grupo e V. Exa. vai ganhar novamente, Quando V. Exa., jogar um punhado de milho, a ninhada de jacu vem toda; com duas bananas essa macacada enche a barriga e se esconde. Com duas mandingas, quatro bozós, uma dúzia de macumba e mais, com uma centena de missa, muita reza e penitência vai chover muito voto no seu roçado.

O prefeito Marcelão ficou entusiasmado: “Vossa Pessoa acha mesmo que eu tenho que continuar prefeito, seu Matadouro?”

- É claro, prefeito Marcelão! – respondeu o Matadouro, mas não deixou o prefeito Marcelão entender que seu grande interesse era que ele, o Matadouro, continuasse inútil, imprestável e sem qualquer significado. Com o prefeito Marcelão na prefeitura ele tinha certeza que assim seria.

Suspense: Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar em janeiro 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

domingo, 1 de setembro de 2019

É DE ROSCA. (45)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 45 (mês de fevereiro 2018)(atraso de um ano e 7 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão estava obstinado na busca de dez milhões de reais. Digo eu que: “ele estava encegueirado por esta grana”. Andou por Brasília com uma cuia na mão, nada conseguiu. Fez protesto em Salvador, sentando na porta da governadoria, com duas cuias, uma na mão outra no chão; fazia pena, todos sentiam dó daquela figura moribunda e triste, bem no meio da passagem, no centro da porta, na centrosfera, simplificando e resumindo tudo, na única porta de entrada e saída. Não tinha como o governador não vê-lo e reconhecê-lo.
O governador Costa, ao término do expediente, saiu com um cordão de puxa-saco, na passagem, de costa ficou, de costa manteve-se, de costa saiu e não visualizou o prefeito Marcelão; seus puxas acompanharam o rei, digo, governador.
O prefeito Marcelão retornou para sua terra. Sem apoio e guarida em outras paragens, restava-lhe a sua querida e abençoada terra, que ele tanto ama. E para que ele quer dez milhões de reais? Para a sua amada terra.
Se a cuia não resolvia, um empréstimo o salvaria. Faria de sua amada terra uma beleza estonteante; uma alegria a toda hora e uma felicidade a cada instante. Ainda que assim fosse, aparecia os que se colocavam contra. Na contramão estava o Matadouro.
Nada mais elucidativo, do que uma conversa; uma conversa amistosa torna-se uma conversa elucidativa. O prefeito Marcelão saltou do carro oficial e saudou o Matadouro:
- Bom dia, boa tarde e boa noite, seu Matadouro! Seu Matadouro! Eu trato Vossa Pessoa tão bem; eu tenho um tratamento VIP para com a Vossa Pessoa e não entendo porque Vossa Pessoa é contra a minha pessoa; por que Vossa Pessoa é contra o empréstimo de dez milhões de reais que minha pessoa quer tomar?
- Prefeito Marcelão! Pensando bem pensado, V. Exa., com essa grana, pode querer fazer o que nenhum prefeito, do jacu e do macaco, neste meio século, conseguiu fazer: botar o Matadouro pra funcionar. Aí vai sobrar pra mim.
- Ora, ora, seu Matadouro! Vossa Pessoa tá abilolado, tá ficando doido e lelé da cuca. Vê lá se eu vou botá matadouro pra funcionar? Nunca. Quem inventou essa porcaria que dê jeito e quem escreve novelinha com matadouro, pode ir se preparando para escrever mais quatro anos até virar um dramaturgo no quilate de um Dias Gomes de tanto escrever novela.
- Não diga isso não, porque essa novelinha já está no site: https://www.amazon.com.br para adquirir o eBook ‘A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura e tem mais, não me chame de porcaria não, porque aqui não vai entrar nenhum porco para ser abatido. Se não é um empréstimo para a obra mais importante, crucial e imprescindível do município, que sou eu, o El Matadouro, então é para a Casa do Estudante?
- Sem essa, seu Matadouro! Qolé Casa do Estudante! Achas tu, seu Matadouro, que la eu vou fazer la casa de los estudantes? Prá juventude eu vou fazer é festa. Tá entendendo seu Matadouro! É festa e nada mais do que festa. Basta a biblioteca espetacular que eu fiz no Puxa. Lá o jovem vai ficar mais sabido do que coruja em cima de toco, então, esqueça essa coisa de casa de estudante.
- Uma biblioteca sem livro, quem já viu um troço desse? Então os dez milhões será para o Mercado de Artes?
- Ora, ora, meu prezado Matadouro! Aquela Praça do Mercado de Arte não pertence mais ao município, aquilo lá, pertence a uns amigos meus; aquele mercado é com eles lá, a minha parte era passar a marreta naqueles abrigos, isso eu já fiz, agora é com eles.
- E os dez milhões reais vão para onde, prefeito Marcelão?
- Eu vou lhe dizer agora, seu Matadouro! Eu vou calçar a sua rua morador de nossa cidade. Vou calçar a Primeira Travessa da Daniel Ferreira, porque aquela rua vira lama quando chove e é uma poeira terrível na época seca. Já mandei colocar o cascalho naquela rua, só falta o empréstimo de dez milhões de reais para ajudar no calçamento. Vou calçar as ruas dessa nossa cidade com um calçamento que eu vi em St. Remi na França.
- Aí é que mora o perigo, prefeito Marcelão! Suas estradas rurais são feitas com tecnologia de Santa Catarina e não suportam duas chuvas; esse calçamento europeu permeável e esponjado não guenta uma trovoada; essa recuperação d Mercado de Arte à prova de fogo ...
- Pode parar, seu Matadouro! Já sei que Vossa Pessoa vai falar da casa do estudante e eu vou adiantar aqui, agora, a partir de janeiro de 2021 eu vou fazer as obras que eu não tive condições de fazê-las nesse primeiro mandato, para isso eu preciso desse empréstimo. Entendeste bem, seu Matadouro?
O Matadouro observou bem observado, mas não acreditava naquilo que ouvia, então, ficou aquele
Suspense: Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar à janeiro 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles


sábado, 24 de agosto de 2019

TENHA DÓ!

Eu cheguei a pensar que o programa ‘Papo Reto’ era o supra-sumo da propaganda do governo municipal. Estava enganado. Muito enganado. Porque agora consigo perceber que o outdoor levanta a guia de qualquer gestor degringolado ou até mesmo com a cabeça na cova.
A propaganda divulgada em outdoor é mais eficiente e penetrante do que qualquer outro meio de propaganda. Eu acredito na propaganda do outdoor. EU ACREDITO. Tanto acredito, que divulgo.
O prefeito Marcelo Brandão aprendeu a lição. O programa do rádio é ‘Papo Furado’, ninguém leva fé, nem acredita no pé da palavra. O outdoor, não! Todo mundo leva fé no pé da escrita. “Primeiro a gente faz, depois a gente mostra”. Olha que coisa mais linda! 

A saúde de Ipirá virou coisa de primeiro mundo.  Eu acredito. Aqui se faz e aqui se mostra. Todos os exames de última geração; cirurgias de alta complexidade; SAMU providencialíssima; UTI de bater de pau. Agora o morador de Ipirá pode ficar doente. Você acredita?
Ninguém precisa se deslocar para Feira de Santana e Itaberaba. Bem! Não é bem assim, mas saímos da fase do dipirona, da falta de mertiolate e da maldita regulação, quando demora vira um corredor da morte.
Não se morre mais de UPA de cavalo, nem devido ao sucateamento no hospital. A população acredita nisso, assim não sendo, significa que a população não dá crédito ao outdoor e não tem porque não acreditar em outdoor.
É tudo muito simples! Observe bem a administração do prefeito Marcelo Brandão. ‘Primeiro a gente faz’ e fez uma praça bonita no Puxa. Fez e mostrou. Fez uma biblioteca no Puxa. Fez e não ... Esqueça essa parte.
O prefeito MB acabou a biblioteca da cidade para fazer uma biblioteca de primeiro mundo. Fez e não fez. O monumento tá lá fincado no meio do Puxa. Pode ser uma biblioteca, uma lan house, um café françois, um mausoléu, um necrotério, um sarcófago da família do faraó, até mesmo uma geringonça. Esqueça isso tudo. Esqueça o Matadouro, a Casa do Estudante, a Faculdade, a Feira de Animais no Parque. Esqueça tudo. Quem vai dizer o que vai ser é o outdoor.
Quem não entra no outdoor são os ambulantes de Ipirá. Essa turma tá numa pirambeira que não é brincadeira. São obrigados a vender no Centro de Abastecimento. Lá não se vende nada. Nem uma rodela de abóbora, exceto às quartas-feiras. Mas, tem que pagar à empresa que arrocha na cobrança de quem vende uma porção de pimenta. Que situação!
Quem não tem vez no outdoor do prefeito MB são os transportes da zona rural, que estão sendo impedidos de estacionar no centro da cidade. Prefeito Marcelo Brandão! Se V. Exa., tirar o transporte rural do centro da cidade, V. Exa., vai diminuir o movimento do centro da cidade, com isso, jogará o comércio na buraqueira. Pare e pense, prefeito MB!
Esses ‘outdoors’ do macaco e do jacu botaram Ipirá numa perrenga do cão. São mais de meio século dessa turma no comando do município de Ipirá esmagando a população nas suas necessidades.
Tenha dó do povo de Ipirá! Isso tudo, para você compreender basta adquirir o livro que detalha esse negócio aí, para tal, acesse o site: https://www.amazon.com.br para adquirir o eBook ‘A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura.






sábado, 17 de agosto de 2019

IPIRÁ em LUTO permanente

Difícil. Extremamente difícil. Não há palavras capazes de explicar, nem mesmo, exprimir em gestos. O momento é para a palavra apropriada e adequada. A palavra tem que ser exata e irrepreensível. Sem extrapolar e, muito menos, fazer-se escassa:“Descanse em paz, Aníbal Ramos!  E que a família tenha o conforto divino. Expresso os meus sinceros e profundos sentimentos” Com essas palavras, encerro meu parecer.
A conjuntura política de Ipirá sofre, neste ocorrido inesperado, uma mudança brusca, súbita e imprevista; jamais 2020 será o que seria. A análise tem um ponto de vista político, exclusivamente político.
Faltando, praticamente, um ano para as eleições 2020, o grupo da jacuzada, sem muita novidade, vai manter uma candidatura da Sagrada Família, disso ninguém tem dúvida. Tá no vício do cachimbo. Ainda mais, quando possuem o controle do cofre público.
A candidatura do atual prefeito Marcelo Brandão para 2020 é considerada prego batido e ponta virada, devido ao fato do grupo não ter alternativa e ser um caixão sem alça. Cheio de desgaste e descrédito junto à população, fica naquela vã esperança de fazer em um ano o que sua administração não fez por Ipirá até agora. Muita conversa e pouca obra para enfrentar uma macacada ávida e eufórica para retornar ao Poder Municipal.
Na macacada, o caminho da unidade tornou-se mais sereno e menos controverso. A candidatura de Nina, esposa do deputado Jurandy Oliveira, não tem cacife para se impor dentro do grupo, essa é a verdade. Tem o respaldo e a vontade do deputado, mas falta um lastro de obras que a coloque num patamar de hegemonia dentro do grupo.
Esse governo do Estado, Rui Costa, não tem uma obra significativa em Ipirá. Ele deu prosseguimento à obra do saneamento, que se arrasta há mais de 12 anos e ninguém sabe quando isso vai terminar.
A candidatura de Nina tem mais perfume de vice do que cabeça de chapa, pois a Dona do Pedaço ainda é a Globo e o sinal de TV Digital não é nenhuma novidade em Ipirá. O deputado tem que trazer algo significativo para o município, pois abobrinha e conversa mole não enrola ninguém e o deputado não vai brigar para impor. Vai ficar nesse jogo de meio de campo, sem atacar nem se defender. Se acontecer a vice está de bom tamanho.
A candidatura de Dudy agora vai. Será? Ainda tem quem duvide que ela chegue a um terço do caminho. Dudy é mais empresário do que político. E assim é visto pelo próprio grupo. Vai ter que carregar a mala, o cofre e carteira com cheques assinados. Eles viciaram o eleitorado.
Essa cúpula da macacada não dá prego sem estopa. E logo agora que tudo faz crer que o poder está logo ali, na esquina, e que essa coisa vai se desenrolar como novelo de linha para Dudy, tem gente que faz questão de que a linha vire arame farpado. ‘Só tem tu, vai tu mesmo Dudy ‘.
Na apresentação digital ficou claro: ”Acabou de chegar o grande empresário Dudy (com atraso), chegou agora porque estava cuidando de suas empresas!” Ficou claro que a bola é dividida. Dudy é o empresário que quer ser político, num ambiente de político que faz questão que ele continue empresário.
Não pense em Antônio Colonnezi! É uma liderança acomodada, mais de nome do que de presença. Não vai colocar a cabeça na forca. Tem mais é que viver ‘de boa’. Tem o apito do jogo. É quem vai decidir, mas joga toda a responsabilidade para o VAR.
E quem é esse VAR? Eu não digo nem com um ‘trezoitão no pé do ouvido’ e, também, porque não sei mesmo, agora, uma coisa é certa, quem pensa com maestria dentro desse grupo é o ex-prefeito Dió.
Não adianta eu dizer aqui, que o ex-prefeito Dió é o maior líder do grupo dos macacos que ninguém acredita. Não adianta eu dizer que o ex-prefeito Dió ia ser o nome da unidade e concórdia do grupo em 2020, porque não adianta mesmo. Não adianta eu falar do Renova, porque deixou de existir. Não adianta eu dizer que o PT de Ipirá vai para a cabeça da pule, porque eu só lembro do panelão de canjica, o famoso tacho, com a meninada em volta, de colher na mão, esperando a ordem para rapar o tacho. Quem dava a ordem? Eu não me lembro.
O movimento atingiu Ipirá e os grupos jacu e macaco continuam planejando agenda eleitoral para o futuro, quando o presente está na esquina, bem ali na esquina. Para você compreender isso tudo, basta adquirir o livro que detalha esse negócio aí, para tal, acesse o site: https://www.amazon.com.br e adquira o eBook ‘A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura.

domingo, 11 de agosto de 2019

BATENDO CABEÇA


Ipirá é o município do papo reto. Quem ouve e acredita, fica impressionado. O prefeito Marcelo Brandão está controlando uma arapuca, armadilha para apanhar o povo de Ipirá, formada de pauzinhos cada vez mais curtos, dispostos em forma piramidal, com três limites: o orçamentário, a legalidade e o político.
O Orçamento é a grande dor de cabeça. Dez milhões de reais mensais é pouco; se vinte fosse, muito pouco seria! O dinheiro está no limite orçamentário. Precisando de dinheiro e sem conseguir nada nas esferas estadual e federal, o arrocho cai no lombo do povo de Ipirá.
Atocha no IPTU; capricha no estacionamento; aperta na multa de trânsito; cobra do pequeno que vende um molho de coentro no Centro de Abastecimento. Tem que fazer dinheiro de qualquer jeito e o povo de Ipirá tem que pagar a conta.
Aí entra a questão da legalidade, com uma dosagem carregada de moralidade. Não é correto cobrar-se o solo ocupado de quem vende uma porção de pimenta. É imoral e vergonhoso; um acharque contra o pequeno que luta com dificuldade pela sobrevivência.
É ilegal cobrar-se uma multa de trânsito, ou até mesmo a menção de cobrá-la, quando a cidade não opera as ferramentas obrigatórias e indispensáveis, recomendadas e exigidas pela Lei do Trânsito, como o artigo 87 que coloca de forma adequada a sinalização urbana do trânsito como forma obrigatória para atuação dentro da Lei. Mas, a prefeitura está faminta por dinheiro. Qualquer multa é expressivamente ilegal, enquanto não atender a todos requisitos da Lei do Transito e sujeita a anulação na Justiça.

Art. 87 do Código de Trânsito Brasileiro - Lei 9503/97

CTB - Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997

Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
Art. 87. Os sinais de trânsito classificam-se em:
I - verticais;
II - horizontais;
III - dispositivos de sinalização auxiliar;
IV - luminosos;
V - sonoros;
VI - gestos do agente de trânsito e do condutor.
O trânsito tem que ser organizado, isso é um ponto inequívoco. A conversa recheada de bom senso é o melhor caminho. Um bom exemplo foi o acordo com os motoristas das Vans que rodam para o Malhador, colocadas no Largo 13 de Maio. O pessoal ficou satisfeito.
Outra coisa é proibir o estacionamento dos ônibus da zona rural, João Velho, Caixa Dágua, São Roque, etc, na Praça José Leão, centro da cidade. Aí entra uma questão de vital importância para o comércio do centro. Quem faz esse movimento é a população da zona rural que se desloca para a cidade. Sem essa concentração ocorrerá o esvaziamento desse movimento fundamental e necessário para o comércio local. Qualquer medida que venha a ser tomada não pode deixar de levar em conta essa característica.
Por fim a questão política. O vereador Deteval Brandão reclama que o prefeito não deu importância à abertura dos trabalhos na Câmara de Vereadores. O presidente Divanilson Mascarenhas afirma que existe um governo paralelo na prefeitura de Ipirá. A mesma resposta cai bem para os dois casos. É tudo por conta da família. A família Martins manda e desmanda.
A politicagem local, do jacu e macaco, colocou Ipirá numa armadilha, à beira do precipício. Não bastasse o papo reto do prefeito MB, agora tem também o papo reto do deputado Jurandy Oliveira, que, de repente, virou o ‘Salvador de Ipirá’ e está resolvendo tudo, do asfalto à televisão digital, como se isso fosse uma grande novidade, nem ao menos está percebendo que Ipirá já está na tecnologia do 5G, a quinta geração da telecomunicação sem fio, mesmo à beira do precipício.
Esse papo reto do jacu e macaco empurra Ipirá ladeira abaixo. Ao povo de Ipirá resta a tarefa mais importante, que é frear bem antes do precipício, não paga nada para reconhecer os erros e voltar atrás dessa trajetória equivocada.
Se você quiser entender toda essa estrutura de poder, mando e descaso em Ipirá, basta adquirir o livro que detalha esse negócio aí, para tal, acesse o site: https://www.amazon.com.br e adquira o eBook ‘A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

PENSANDO EM TI, IPIRÁ!


Se Ipirá não incrementar sua produção ficará navegando, navegando em alagadiço de poucas águas. Continuará com sua base econômica fundamentada em aposentadorias e nos salários do funcionalismo municipal e estadual. Não é uma base robusta.
É necessário produzir. O município não pode perder a unidade de produção da fábrica Paquetá. Nem pensar nessa hipótese. Seria uma catástrofe na zona urbana, com perda da possibilidade de emprego e renda para as camadas populares. Esse é um ponto de preocupação.
Não adiante fazer macumba e rezar missa para a chegada de novas fábricas por obra e graça dos governos estadual e federal, isso é carta fora do baralho. Ipirá não tem visibilidade nessas esferas ou sofre de um desprezo monumental.
Ipirá está entregue a sua própria sorte. Eu diria à sua própria gente. E, sem dúvida, tudo começa pelo pensar. Pensar para esta terra. Todos nós podemos fazê-lo. Nem tudo está perdido.
Ipirá tem uma experiência no artesanato e manufatura de couro, principalmente com a produção de carteiras. Existem outras possibilidades. Seguindo o mesmo esquema das carteiras de couro poderia haver uma tentativa com tecidos, o ramo têxtil.
A matéria-prima couro vem de fora, o mesmo poderia acontecer com o tecido (pano). Os trabalhadores do fabrico de carteiras moram aqui, em Ipirá, o mesmo aconteceria com os trabalhadores do fabrico têxtil.
Não é bicho de sete cabeças. Tudo começa com projeto e planejamento. O município poderia trazer alguns artesãos dessas zonas de confecção têxtil do Nordeste, que ensinariam corte e costura nos bairros de Ipirá.
Os investidores seriam pessoas que se dispusessem a comprar uma ou algumas máquinas de costura. A produção seria no mesmo estilo das carteiras. Para a venda, Ipirá tem no centro: Mercado de Arte (arte não funciona), o Clube Caboronga, Galeria Paiaiá e outros pontos. Se pegar, vira um pólo têxtil, gerando trabalho e renda para um município que precisa desenvolver.
Outra questão é a produção rural. São mais de 6.800 propriedades rurais incrustadas no semiárido do município de Ipirá. Não é tarefa fácil produzir nesta região, mas tem projeto que viabiliza esta atividade na região, como o Projeto Adapta Sertão. Convivência com a seca para produzir alimento.
Está mais do que certo, que a seca não se combate. É preciso criar meios para viver bem no semiárido; isso é possível. Produzir e agregar valor à produção, essa é a tarefa. O mercado para alimentos é permanente e amplo.
A pecuária de Ipirá está capengando, porque não pode abrir mão de uma logística de apoio: o matadouro e uma feira de animais de ‘respeito na região’. Ipirá tem os dois; matadouro nunca funcionou e a feira depende de gestão.
Ao setor público tem que prover a zona rural de infraestrutura, estradas e água. O setor público precisa incentivar o setor privado rural. A administração do gestor Marcelo Brandão foi capaz de organizar uma exposição no parque, mas está perdido no incremento de uma feira de animais porque mantém uma posição de absoluta indiferença e não tem interesse em uma feira que tenha significado na região.
Quais são as idéias e a ação dos grupos jacu e macaco para o desenvolvimento econômico de Ipirá? Ninguém sabe, ninguém viu. Eles não as apresentam. A omissão deixa grandes estragos para o município.
Ipirá continua necessitando de emprego, muito emprego para os seus cidadãos, mas isso tudo, para você compreender basta adquirir o livro que detalha esse negócio aí, para tal, acesse o site: https://www.amazon.com.br e adquirir o eBook ‘A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS’. Obrigado e boa leitura.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

UMA GRANDE LIÇÃO


Domingo (14/07/19) foi exibido no programa Globo Rural ‘Nacional’ da Rede Globo e é matéria da revista Globo Rural de julho 2019, a reportagem sobre o Projeto Adapta Sertão, quando foram apresentadas experiências com produtores rurais nos municípios de Ipirá, Baixa Grande e Pintadas.
Ipirá é um município do semiárido baiano, região carimbada por uma estiagem anual, previsível, intermitente, com duração variável, o que provoca uma seca severa e áspera. Essa é a natureza do local.
O grande problema: a estiagem e a seca. A solução: a convivência.
Na década de 1970, quando a Bacia Leiteira foi estabelecida, tinha localidades, aqui na região, que o capim chegava à 2m da altura.
Nos dias atuais a realidade está completamente diferente. Com a destruição da catinga para a feitura das pastagens a terra foi ficando nua; com o pisoteio dos animais a terra foi ficando apilada e dura; com o aquecimento global, as chuvas ficaram mais escassas e a terra vai perdendo a fertilidade com a incidência direta dos raios solares. A seca vai ficando mais constante e cruenta. A Bacia Leiteira entrou em decadência e caiu acentuadamente.
Ipirá tem mais de 6.800 propriedades rurais. Com a seca estas propriedades mostram-se deficientes e deficitárias, não paga a conta, não cobre os custos, vomita o que ganhou em alguns anos numa seca. Não tem outra solução, que não seja a convivência com essa realidade difícil e absolutamente previsível.
Convivência com a seca ou o prolongamento para a desertificação? Ipirá está nessa encruzilhada. A importância da reportagem e do Projeto Adapta Sertão é indicar o verdadeiro caminho: o uso racional da tecnologia apropriada para a convivência com o semiárido.
O desenvolvimento de Ipirá depende da autossustentabilidade. A produção é imprescindível. Eis o problema: produzir o quê?
Ipirá tem uma fábrica de calçados (vivendo um momento delicado); várias manufatureiras de carteiras e bolsas. Sem perspectivas nenhuma da vinda de outras fábricas.
A produção rural estrangulada, precária e insuficiente. Completando a economia, apresenta-se o comércio que depende de um lastro de sustentação mais eficaz e eficiente. Sem o alicerce de uma produção forte, resta uma base de sustentação fundada em salários do funcionalismo público estadual e federal e dos aposentados. Com a recessão que vive o país, o comércio de Ipirá é atingido e com o enxugamento das aposentadorias sofrerá as conseqüências.
A produção é de leite, cordeiro, frutas e hortaliças. Quem garante a comercialização? O associativismo e o cooperativismo.
A bacia leiteira de Ipirá não morreu, mas não é o que já foi nos tempos áureos da Nestlé. Possui alguns produtores que atuam individualmente, mas ainda não encontraram um caminho para agregar valor ao produto. O governo federal encaminhou um laticínio para o município de Ipirá, no primeiro mandato de Diomário e até hoje não funcionou. Faz 14 anos. Minha sugestão: faça a transferência desse laticínio para Pintadas.
Na produção de cordeiro e frutas, o município de Pintadas está à frente, possui uma fábrica de polpas e um abatedouro de ovinos e caprinos. Na produção de hortaliças está em expansão, em plena seca.
Daqui a dez anos quem viver verá: Pintadas não terá, individualmente, cinco, dez pessoas ricas como Ipirá, mas terá, proporcionalmente, menos pobreza e miséria do que Ipirá. A lição a ser seguida, está sendo bem entendida por Pintadas, desenvolvimento pela base e com sustentabilidade.
Ipirá tem um matadouro que completará, em breve, 30 anos sem abater um bengo ou uma preá. A pecuária de Ipirá depende desse matadouro e de uma feira de animais potente, caso contrário, perderemos o bonde da História, se não já perdemos.
A Exposição de Ipirá tem sua importância, valor e significado. Foi bem organizada. Na cabeça do prefeito Marcelo Brandão tem uma grandeza imensurável; o programa Globo Rural não deu importância. Para o GR a convivência com a seca no semi árido é uma questão essencial e de prioridade máxima; para o prefeito pode ser uma coisa insignificante.
Agradecemos ao controle político deste município, por mais de meio século, pelos grupos da politicagem barata do jacu e do macaco, dominados e controlados por médicos e advogados, que se utilizam de vereadores controladores de currais eleitorais, para manter o município neste estágio e nessa situação. Não querem saber de lições.
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