sábado, 11 de abril de 2020

ZONA LIVRE DO CORONAVÍRUS

O perigo continua. Os números continuam subindo a ladeira: nos Estados Unidos são 466.270 pessoas infectadas com 16.690 mortes. No Brasil são 18.397 casos confirmados e 974 mortes pela Covid-19. A Bahia chegou a 604 infectados com a doença, com 19 mortes.

Ipirá tem o selo de Zona Livre do Coronavírus, não tem nenhum caso registrado. Queremos continuar desse jeito. A população tem que contribuir para que continue assim.

Ipirá tem que ter disciplina; tem que manter a prudência; não pode escorregar na arrogância e tem que se livrar da ignorância.

Sexta-feira da Paixão 2020, quem estava em Ipirá observou um acontecimento inusitado. Ninguém subiu ao Monte Alto, que é uma tradição centenária, e a Procissão do Senhor Morto percorreu as ruas vazias da cidade, com o menor número de fieis já visto, mas com uma fé redobrada e inquebrantável de que os tempos tenebrosos são passageiros.

São circunstâncias especiais na vida da humanidade. A cidade de Ipirá vive esse pesadelo tentando se ajustar. A população de Ipirá tem cometido alguns vacilos que podem ser prejudiciais, por exemplo, está praticando a desobediência civil de forma intensiva, no formato de manada.

O grande problema de Ipirá é a aglomeração de pessoas nas ruas da cidade. Colocaram Ipirá num beco sem saída. Se ficar o bicho pega se correr o bicho come.

À tarde, a cidade está encontrando o seu ponto ideal para esse momento diferente em que vive o mundo. Pouca movimentação de pessoas nas ruas e a calmaria mostrando que as coisas estão sob controle.

Pela manhã. O descontrole é total. O centro da cidade virou um formigueiro de gente. Tem fila em toda parte. É fila na porta de banco que chega a meter medo em quem tem juízo; não falta fila em porta de loja, como se fila não representasse perigo de contaminação; é fila de farmácia, não para comprar remédio, mas para pagar boleto. Fila é um ponto vulnerável para doenças viróticas.

Num descontrole completo, o centro de Ipirá tornou-se um perigo, porque mantém uma aglomeração de gente constante e permanente e não tem quem acabe. Na parte da manhã, Ipirá é uma panela de pressão; abriu mão por completo do isolamento social e aderiu ao vamos ver o que acontece e entregou seu destino à sorte.

É um problema complexo, porque fizeram com que o Poder Municipal perdesse completamente o foco do problema. O prefeito Marcelo Brandão começou bem, suspendendo as aulas, fechando o comércio local para o ramo supérfluo, foi correto. Poderia ter uma brecha para o departamento de cobrança das lojas, seria um ponto de escape. As soluções são gradativas.

O comércio, também, não suportaria uma quarentena longa, essa é uma verdade. O poder econômico fez pressão e o prefeito MB foi obrigado a ceder. Aquele movimento do ‘Abertura já’ foi improcedente e criou uma situação em que a população entendeu que o perigo deixou de existir e a situação estava aliviada.

O ‘vem prá rua, vem’ do comércio local, tirou o povo de prisão caseira, abriu as portas e encheu as ruas, justamente, a pior coisa que poderia acontecer neste momento de pico da contaminação no Brasil.

Hoje, a grande questão é: como esvaziar as ruas de Ipirá na parte da manhã? Porque do jeito que está, só uma morte de uma pessoa graúda, por contaminação, para o povo cair na real, desmanchar o que está posto e procurar o isolamento.

Como organizar a vida nessa cidade em tempo de pandemia? É tarefa muito pesada para cair nas costas de qualquer gestor municipal para resolver sozinho.

O ponto seguro no município de Ipirá é a zona rural. Se as pessoas ficassem em suas residências rurais estariam seguras. Faça suas compras no povoado.

Como evitar que a população da zona rural venha para a cidade? Como evitar que as pessoas se aglomerem no centro? São essas questões que o poder municipal tem que buscar uma solução agora e as pessoas vão ter que colaborar, longe de jogar a culpa nas costas do prefeito.

Um exemplo: se o transporte que vem da zona rural chegasse aqui por volta das dez horas (abertura dos bancos) poderia evitar fila das 8 às 10. Se os moradores da cidade fossem aos bancos pela tarde, poderia diminuir as filas nos bancos pela manhã.

O comércio aberto em um só turno aumentou o fluxo de pessoas nas ruas. Se o comércio abrisse nos dois turnos (9às12-14às17) e os moradores da cidade deixassem para ir às compras pela tarde, diminuiria o fluxo de pessoas nas ruas. Nada é fácil e as idéias podem parecer absurdas, mas é assim mesmo, são tempos difíceis e diferentes.

Faça suas compras no mercadinho de seu bairro, não venha para o centro da cidade.

Se a movimentação de pessoas enfraquecer no centro, isso terá uma grande importância. Quanto menos movimento você criar na cidade, de moto ou de carro, será melhor para a cidade. Vamos trabalhar e comprar na surdina, de forma rápida e caceteira, sem alarido e sem balbúrdia. É o tempo passageiro que exige isso.

Agora, um grande problemão: e a fábrica de calçados? As férias antecipadas vão finalizar no dia 22. É o principal empregador do município. É a mais importante empresa do setor produtivo do município. A fábrica vive um momento delicado de recuperação judicial e essa crise veio acontecer justamente nesse momento.

O que vai acontecer? Abre ou não abre? É complicado e angustiante. Num contexto tão agudo de crise como o atual, diante do risco de contaminação, de morte e colapso gerado pelo ataque do coronavírus, o fato é que o interesse coletivo exige isolamento como instrumento para proteger vidas.

Olha a conseqüência dos fatos: quando abriram o comércio, povoaram a cidade. Agora é a abertura da fábrica. Tem que garantir trabalho, produção, emprego e renda. Vai ter que abrir de qualquer jeito? É abre ou fecha? Vamos aguardar a decisão.

Nosso município é precário em saúde. O prefeito Marcelo Brandão está requalificando uma área do Hospital Municipal para qualquer eventualidade. Para que não aconteça nenhum caso em nosso município, a melhor solução é o isolamento social.

Se acontecer um caso de contaminação em Ipirá, chegaremos a uma situação vexatória e o nosso mundo vai virar de pernas para o ar. É isso que as pessoas têm que entender de qualquer jeito.
Em Ipirá, qualquer pessoa que for contaminada vai para o ‘Corredor da Morte’; o médico e as enfermeiras que cuidarem do paciente terão grande probabilidade, grande mesmo, de ficarem contaminados; a família do paciente não escapará da contaminação. Para que nada disso ocorra, o melhor caminho é o isolamento social.

Tirar o povo da rua. Evitar aglomeração. Manter o isolamento social. Comércio aberto e o povo dentro de casa é o melhor remédio para este momento.

O Poder Municipal tem a obrigação de ter um planejamento para a questão do abastecimento da população, discutir e monitorar isso com os comerciantes do ramo, desde já. Essa questão envolve a feira livre.

Tem que haver uma orientação para os ambulantes receberem o auxílio de 600 reais para ficarem em casa, quem sair perde a ajuda. Tem países que o Estado está pagando a folha salarial mensal de pequenas empresas, para não ter desemprego.

Vivemos um período difícil, contra um inimigo avassalador, que ninguém vê, mas a prudência manda ter muita calma neste momento. Não adianta querer buscar culpados, para atirar pedras. Somos todos responsáveis por buscar saídas.

Quem vai dizer que o fogo está brando e o incêndio está controlado, não é a abertura do comércio, mas o retorno às aulas, mas de um jeito ou de outro, estamos entrando numa nova realidade e o protocolo do mundo não será o mesmo que foi um dia.




terça-feira, 7 de abril de 2020

OLHA O CORONAVÍRUS AÍ, GENTE!


O centro de Ipirá transformou-se numa bomba bacteriológica, só falta o vírus. Tem tudo o que o vírus gosta e necessita para proliferar, a aglomeração de gente. Carrega uma pavimentação favorável ao ataque de uma carga viral alta, sua população não acredita que isso possa acontecer.

Não acreditando que o vírus ataque, vem o relaxamento completo. A prioridade de Ipirá é o isolamento social. O que evita a contaminação da comunidade é o isolamento social. A tarefa principal do Poder Público Municipal e autoridades é tirar o povo da rua. Acabar com as aglomerações é o único remédio contra uma doença que não tem vacina nem remédio.

Aconteceu o contrário. O comércio local fez pressão e puxou o cordão do ‘Vem prá rua, vem’. A população achou que a abertura do comércio foi um salvo-conduto para transitar livremente, porque o perigo passou ou deixou de existir. Ledo engano.

Tudo isso acontecendo na semana (5 a 20 de abril) mais importante e decisiva para se evitar a proliferação da contaminação da doença, que está em fase de ascensão. É preciso barrar esse crescimento, que é o que aterroriza o sistema de saúde de qualquer país.

A humanidade está em guerra contra um verdadeiro terror, um inimigo perigoso, um vírus, que é coisa da natureza. No Brasil são 12.244 casos e 566 mortes. Nos EUA são 367.772 casos e 10.966 mortos. Israel 9.006 casos e 59 mortos, porque jogou pesado no isolamento.

O presidente Trump disse: "Precisamos das máscaras. Não queremos outros conseguindo máscaras... não quer outros conseguindoequipamentos que significam a salvação de pessoas, como máscaras e respiradores. Uma estupidez sem limites.

Num momento de crise humanitária, diante de um perigo iminente, que dizima vidas humanas, um presidente não pode ser um estúpido e tresloucado, ele tem que ter sensibilidade para submeter-se à sensatez, ao bom senso e às lições da ciência. Isso é um ato de amor. O isolamento social, neste momento a que nada é comparável, é um ato de amor ao próximo. O mundo precisa de estadista à altura de seu povo e da humanidade.

Neste momento, em Ipirá, é urgente e necessário que se desative a aglomeração da Praça do Mercado e das filas que ordinariamente tomaram conta da cidade. É fila pra todo lado, significando que tem muita gente onde não deveria ter.

Um exemplo para contribuir. São cinco vans fazendo a linha da região do Malhador para Ipirá. Não seria melhor uma por dia, com revezamento; ao invés de passageiros, pegando a lista de compra das pessoas da comunidade, fazendo suas compras no comércio local e cobrando o transporte. Na China, o local do foco, o isolamento social foi o fator determinante para o combate à doença. Em Milão, por falta do isolamento o casqueiro foi grande.

O lugar mais seguro do município de Ipirá são as fazendas, depois os povoados. O lugar mais perigoso de Ipirá é a Praça do Mercado e o calçadão da Farmácia Santana, por causa do aglomerado de gente. Tirar o povo da rua é a tarefa principal do poder municipal para evitar o pior.

O que seria pior do que isto? Uma só infecção seria terrível. Uma morte de uma pessoa contaminada seria desastroso.

O sistema de saúde do município de Ipirá não tem nenhuma condição de suporte para uma pessoa contaminada. Seria morte certa. O médico e as enfermeiras da linha de frente, que atendessem a esse paciente teriam grandes probabilidades de serem contaminadas. O pessoal da funerária que pegasse esse corpo, para colocar num saco, teria grande chance de ser contaminado. A família não poderia se despedir. A pandemia do coronavírus é uma catástrofe em todos os sentidos, até no medo.

É um medo carregado de preconceito, de indiferença e de estigma contra a localidade onde acontecer um óbito. ‘Veio de São Paulo! Eu quero é distância.” Pode ser a pessoa mais sadia do mundo.

O comércio de Ipirá e o prefeito Marcelo Brandão têm em suas mãos a obrigação de desativar essa bomba bacteriológica que é a Praça do Mercado de Ipirá. O povo na rua é um perigo potencial para toda a comunidade.

O pior para a comunidade de Ipirá seria uma infecção. Uma morte contaminada seria o colapso do comércio de Ipirá, que, também, seria uma vítima à altura da contaminação do falecido. Seria um falecimento do comércio por muito tempo, bem maior do que alguns dias.

É preciso que a gente entenda do perigo que vivemos e não podemos fugir da margem de segurança. Esvaziar as ruas de Ipirá é uma necessidade primária e urgente. O povo tem que sair das ruas.

A nossa indiferença e irresponsabilidade colocam em risco as pessoas de dentro da nossa casa; colocam em perigo os médicos e enfermeiras que vão cuidar dos nossos. E se eles se recusarem a cuidar dos nossos parentes? Serão vistos como irresponsáveis por não tentarem salvar as vítimas da nossa irresponsabilidade?

Eu poderia estar colocando que o prefeito Marcelo Brandão é bom e caridoso com os ambulantes e comerciantes de Ipirá, mas é de uma perversidade ingrata com os donos de bares e lanchonetes, que estão falindo com seus decretos, por isso tem que abrir todo segmento comercial de Ipirá. Seria um argumento falacioso e impróprio.

O primordial no momento de pico da doença é a população seguir a orientação do Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é o isolamento social. O auxílio de 600 reais é para o ambulante ficar em casa. Fique em casa, só saia para o necessário e ganhe para isso.

O prefeito municipal e o comércio de Ipirá têm que fazer um esforço conjunto para salvaguardar a integridade da população para que nossa comunidade venda saúde, neste momento de crise na saúde pública, porque amanhã, esta comunidade vai ter o dever de salvar o comércio de Ipirá da crise econômica que se aproxima firme e forte.

Não posso negar que o prefeito Marcelo Brandão teve atitude coerente diante do problema complexo e nunca visto, se não o tivesse, eu também diria. A pressão econômica no momento mais importante para o controle do crescimento desenfreado da contaminação foi grande e o prefeito MB cedeu. Abriu o comércio. Continua em pauta a tarefa de esvaziar as ruas.

O prefeito MB, que gosta de pensar nas nuvens, poderia muito bem, o que eu não acredito de jeito nenhum e isso ele não vai fazer de maneira alguma, mas eu estou especulando, tomar uma atitude para alavancar as vendas do comércio de Ipirá e botar nas alturas, coisa nunca vista, com lotação de 200% na hotelaria da cidade. Com todo mundo ganhando muito dinheiro e tirando o jumento da sombra.

Seria comerciante sorrindo à toa. O prefeito MB aproveitaria este momento, em que cachê de banda de axé e pagode foi lá prá baixo e contrataria os melhores cantores (os irresponsáveis, naturalmente) da Bahia e fazer a melhor e maior micareta do Brasil. Uma multidão no circuito.

Os comerciantes de Ipirá são empresários responsáveis não iriam aceitar isso. O prefeito MB tem responsabilidade não iria fazer isso e a população não acataria isso. 

Não tenham dúvidas, os comerciantes de Ipirá, o prefeito MB e a população de Ipirá estão todos no mesmo barco, buscando uma saída para este momento difícil. Muita serenidade, porque esta tempestade não veio para ficar. A ciência não nos faltará. Por enquanto, vamos fazer a nossa parte. Vamos evitar o ‘Vem prá rua, vem!’ na voz da tentação, do vírus ou do diabo.

domingo, 5 de abril de 2020

CORONAVÍRUS É BOCA DE ZERO NOVE


“Ao menos 820 funcionários de hospitais da cidade de São Paulo foram afastados do trabalho porque estão contaminados com o novo coronavírus.”

No Brasil, o pior da pandemia, o seu ponto extremo na curva de infecção vai acontecer agora em abril, a partir desse domingo (5/4). É justamente o momento decisivo para sua contenção ou senão, ele avança mais ainda. É uma espécie de tudo ou nada, ou barra ou a dificuldade vai se prolongar por meses. É um momento de calma e de tirar o povo da rua.

É justamente nesse momento decisivo, que aparece a proposta de abrir completamente o comércio de Ipirá, num liberar geral. É muita inconseqüência e impulsividade. É não entender que, nesse momento, agora, o comércio, aqui e acolá, mudou e muito.

O comércio nesse instante, neste exato momento, vive uma situação fora do comum, de clima de guerra, em que a humanidade enfrenta um inimigo avassalador, assim sendo, é preciso que se tenha muita serenidade e não se passe uma mensagem equivocada, de forma apressada, como se fosse uma única solução.

Neste exato momento, o comércio mudou, sendo que, a preocupação da grande maioria das pessoas é comprar remédio, alimento e não supérfluo. Alimento e não roupa e sapato. Porque é um momento atípico.

Abrir o comércio, na afirmativa de garantir o emprego é muito singular, porque mesmo abrindo o comércio hoje, como é proposto, o comércio vai demitir, porque a crise econômica é uma realidade inevitável e vai continuar por tempo afora.

É uma crise do sistema capitalista, antecipada e provocada pelo surgimento de um vírus, que afeta a estrutura econômica produtiva do mundo. O turismo foi completamente abalado; o setor de aviação paralisou; a rede hoteleira parou. É assim que a roda vai girando, sob o espectro da morte de milhares ou milhões de pessoas.

Ninguém pode dizer que não vai acontecer ou vai acontecer em Ipirá. Ninguém tem bola de cristal. Esse é o grande problema. Caso fosse possível ser diferente seria fácil tomar as devidas e corretas providências.

Ninguém pode negar que o prefeito Marcelo Brandão teve atitude, não ficou com os braços cruzados e baixou os decretos dentro da necessidade do momento. O comércio de Ipirá colaborou imensamente, até acima do seu fôlego. É inegável.

Agora, as ruas de Ipirá estão formigando de gente, esse é o grande problema. Essa aglomeração é um perigo, significa o pavio curto de uma bomba para a contaminação e para a morte.

Acabar com a aglomeração tem sido um problema no mundo. A Rússia, em algumas cidades, colocou leões na rua. No Peru, os homens podem sair segunda, quarta e sexta; as mulheres na terça, quinta e sábado. Na Índia, a polícia tá baixando o cacete em quem fica na rua. O presidente das Filipinas mandou atirar para matar quem descumprir regras de isolamento social. Nos morros do Rio de Janeiro, os traficantes deram ordens para a população ficar dentro de casa.

Em Ipirá, não tem um gestor, macaco ou jacu, que consiga conter o povo dentro de casa. É uma questão de sobrevivência. Não sendo, desta forma, motivo para servir de argumento de que o prefeito Marcelo Brandão é justo com os ambulantes e injusto com os lojistas que têm suas lojas fechadas.

O grande equívoco da população de Ipirá é deixar o prefeito Marcelo Brandão pensar e agir sozinho como se fosse o dono dessa fazenda. É justamente nesse momento, que ele entra em euforia e se coloca como o bam bam bam, o ‘salvador da pátria,’ como ‘sua excelência, a autoridade,’ que resolve tudo e soluciona todos os problemas.

O Prefeito MB fez dois hospitais de campanha em Ipirá (dizendo ele) e tem condições de enfrentar a doença. A morte é mais evidente do que a solução apresentada pelo prefeito MB. Que não aconteça nada.

O prefeito MB tem uma tarefa clara nesse momento: é reduzir, diminuir as aglomerações nas ruas de Ipirá. Tem que usar a criatividade para buscar a solução. Abrir o comércio geral é fomentar e conformar-se com as aglomerações.

Forçar o prefeito Marcelo Brandão a decretar a abertura geral e irrestrita do comércio nesse instante tem o mesmo sentido de baixar um decreto legalizando as aglomerações, como se o perigo não existisse.

Fazer a defesa da abertura do comércio nesse devido momento, significa desmerecer as devidas precauções que devem existir para proteger a população. O poder municipal tem o dever de proteger o seu povo.

Se a pressão é pela abertura do comércio, que exige movimento de gente livremente na rua, quanto mais aglomeração melhor, então, estará tirando do prefeito MB a principal obrigação dele nesse momento e isentando-o da responsabilidade de seus atos, que é fazer o possível para evitar aglomeração nas ruas de Ipirá.

Não tendo mais o prefeito Marcelo Brandão a obrigação de evitar aglomerações nas ruas de Ipirá e o comércio escancarado querendo movimento de gente nas ruas, significa passar um salvo-conduto para o prefeito MB, que não terá nenhuma obrigação para conduzir o processo de resguardo da população e o prefeito poderá lavar as mãos. ‘Vocês querem assim, é com vocês,’ poderá dizer o prefeito.

Quem será o responsável? Até o exato momento é o prefeito MB. Pressionado a escancarar todo o comércio; quem o pressiona exime o prefeito MB de qualquer responsabilidade pelo que venha acontecer, pelo bem ou pelo mal. Quem vai assumir toda e qualquer responsabilidade pelo que possa acontecer?

Ipirá está livre? Não. Pode acontecer algum caso em Ipirá? Pode e não pode, ninguém tem convicção do que estar por acontecer. Uma coisa é certa. Um mundo todo está debaixo de uma tempestade. Não é hora de relaxar. Feira de Santana tem 19 casos e aconteceu uma morte em Utinga.

No Brasil são 9.391 casos infectados com 377 mortos. O problema da pandemia é muito sério. O Brasil já está necessitando de médicos, insumos e equipamentos na rede pública de saúde para o combate da pandemia. Qualquer aperto poderá levar o sistema a entra em colapso. Não existe UTI em número extensivo. Estamos no fio da navalha.

Na linha de frente estão médicos e o pessoal da enfermagem colocando suas vidas em risco, num ato de reconhecimento pela coragem, dedicação e sacrifício de todos que estão atendendo os pacientes. Isso já é o suficiente para as pessoas manterem a serenidade e a tranqüilidade. Essa tempestade vai passar, por mais que esteja no seu grau mais elevado.

sábado, 4 de abril de 2020

A VOZ DO CEMITÉRIO


Em entrevista o presidente Bolsonaro disse: “O vírus é igual a uma chuva. Ela vem e você vai se molhar, mas não vai morrer afogado.”

Chuva no Sertão é uma bênção. Chuva na caatinga é uma lavagem na alma deste povo. A meninada da cidade desafiava raios e trovões, corria para as praças e ruas, saltitante e esfuziante, em busca dos pingos de um chuveiro gigantesco; a água deslizava pela pele. Fazia-se barragem de terra, junto à calçada, para acumular água e resistir à correnteza. Ninguém era engenheiro, mas a peraltice da meninada segurava a água com dois palmos de altura e fazia um rabicho enorme, quando estourava, era uma fuzarca.

A chuva expressa a substância maior dessa localidade seca e árida. Se existe uma coisa que o catingueiro conhece de cor e salteado, essa coisa é a chuva. A nossa gente sabe o bem que ela faz. A meninada daquele tempo, tomando o seu banho na chuva, tirava todo o lodo do corpo; a rabugem ia embora, a lama saia, o sujo escorria e o que emporcalhava o corpo era tirado. O menino ficava leve e limpo, podia levar um mês sem tomar banho, que não fazia diferença e não havia necessidade.

Neste exato momento, o asfalto está passando na frente de minha residência. Não tem mais barro e terra para conter a correnteza. Neste exato momento, esta nossa cidade, como o mundo, está em sinal de alerta. Estamos vivendo uma chuva de vírus, que ninguém vê, não sabe de onde vem, mas quando sente é um problema que vai levar a pessoa à morte e vai morrer como morre uma pessoa afogada, no desespero de quem procura respirar e está sufocado.

O número de casos confirmados no mundo superou a marca de 1 milhão de pessoas. O total de mortos pelo novo coronavírus passou dos 50 mil. O coronavírus está acelerado: em 2 de março, o mundo registrava 92 mil casos; em 31 dias saltou para 1 milhão, quase 1.ooo%. Isso é assustador.

Nos Estados Unidos, até hoje, são 244.000 casos, com 5.926 mortes. Isso, por causa da quarentena. A projeção da Casa Branca é de 100 mil a 240 mil mortes nos EUA, mesmo com as regras de distanciamento social sendo obedecidas. Se não tivesse o isolamento social o casqueiro seria de 1 milhão a 2 milhões e meio de mortos. É a palavra da ciência.

O presidente Trump já avisou que os americanos estejam preparados para dias difíceis. A grande carência de máscaras no mundo, um dos produtos essenciais para evitar a propagação do coronavírus, está provocando um pripocó dos infernos, porque os Estados Unidos comprou toda a produção de máscaras da China e pagaram o triplo do preço por um pedido feito pela França.  Com os EUA é na base dofarinha pouca, meu pirão primeiro e o resto que se lasque.

A população tem colaborado com a proposta sistemática e necessária do isolamento social, sem resistência social, mas tem muita gente nas ruas de Ipirá, criando uma aglomeração indevida. Esse é um grande problema.

O prefeito Marcelo Brandão tem tomado as devidas providências, mas o prefeito sozinho é pouco e pequeno para o tamanho do problema. E o prefeito Marcelo Brandão tem uma vaidade poderosa e ele fala muito e não deixa de cantar Exagerado de Cazuza. Eu sou mesmo exagerado.” Ele acha que tem condições de enfrentar esse problema com semi-UTI no hospital de Ipirá. Não tem, pode preparar o caixão e a vela. Ele quer ser o rei da cocada branca e a gravidade desta situação poderá amargar a vida do povo de Ipirá.

Quero fazer um apelo necessário e fundamental nesse momento de extrema complexidade aos dois líderes da jacuzada e macacada, todos dois são médicos, Dr. Luiz Carlos Martins e Dr. Antônio Colonnezi. A população espera e chegou o momento de um pronunciamento dos dois grandes médicos e políticos sobre a saúde de Ipirá, para orientar e tranqüilizar a nossa população.

Tem muita gente, do nosso povo, que dá uma importância elevada às recomendações dos senhores, então, a nossa população está em busca de um conselho de uma pessoa da sua confiança. A omissão seria imperdoável e significaria dar as costas a nossa população num momento de grande incerteza.

Quero fazer um apelo de extrema importância à Dra. Ana Verena (que foi prefeita por 15 dias) e ao Dr. Maurício Brandão (que foi candidato a prefeito), que substanciado na capacidade, respeito e reconhecimento profissional, além do mais, no conceito elevado  que ambos nutrem junto à população ipiraense, que passem uma mensagem informativa ao nosso povo, que será de grande relevância pela credibilidade, dedicação e conhecimento, na área da medicina, da Dra. Ana e do Dr. Maurício. A população  aguarda e haverá de reconhecer e prezar por essa consideração.

Quero fazer um apelo indispensável a dois ipiraenses de renomado gabarito: Dr. Jolival Soares e Dr. René Saint Clair. O povo de Ipirá tem interesse e necessidade de escutar um comentário e uma orientação sobre esse momento de crise do coronavírus. O Dr. Jolival e o Dr. René são bioquímicos conceituados, de um valor profissional inquestionável e com méritos para informarem ao povo de Ipirá um caminho seguro para a preservação da vida.

A mídia televisiva traz todas as informações, mas é fria e distante. A palavra dessas pessoas tem a marca da confiabilidade e da amizade. As redes sociais é um caminho aberto e viável para toda a população.  Um vídeo feito em casa tem uma penetração muito grande.

A pressão econômica é forte, até partindo do presidente Bolsonaro e indo de encontro ao cogitado pelo Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que defende tecnicamente o isolamento social. Em Ipirá começa a ser esboçado a idéia de que o prefeito MB não conseguindo frear a feira livre, tem que liberar geral o comércio.

Aí a vaca vai tossir até ficar rouca. Seria a idéia do efeito manada a busca da imunidade das pessoas através do contato aberto e do movimento assimétrico, deixando no isolamento o grupo de risco.  Seria uma carnificina. Tirar o povo da rua e gradualmente ir afrouxando a corda seria uma forma de contenção a ser praticada com êxito. Seria o risco calculado..

Ipirá não agüenta uma porrada desse patamar, essa é a grande verdade. Com cinco respiradores e com o assistencialismo da medicina dos vereadores sem nenhuma serventia, as palavras do cemitério soam de forma serena e como um bom conselho para o povo de Ipirá. É assim que se fica distante da morte contaminada em Ipirá. Que não aconteça nenhum caso. Depende de nós.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

MORTE EM IPIRÁ


Disse o presidente Bolsonaro, durante entrevista ao Brasil Urgente: “Alguns vão morrer, vão morrer, lamento, é a vida. Não pode parar uma fábrica de automóveis porque tem mortes no trânsito",

Eu digo: “não quero morrer agora, neste momento, devido a uma contaminação; seria uma morte anunciada”

Sendo ou não do grupo de risco, o cidadão brasileiro tem o direito à vida e o governo brasileiro não tem o direito de decidir quem vive e quem morre. No Brasil, até agora, são 5.517 casos de contaminação, com 201 mortos, em situação de ‘subindo a ladeira’ e é aí que mora o grande perigo.

Estão na trajetória do disparo ‘da bala’ do vírus, milhares de vidas, principalmente os idosos e as pessoas mais pobres, que podem ser oferecidas em sacrifício em nome da economia.

A recomendação é que as pessoas mantenham medidas de isolamento social como forma de desacelerar a velocidade do ato de transmitir essa doença no país.

A Sociedade Brasileira de Infectologia e Fiocruz reforçaram que: “apenas o isolamento horizontal funcionaria para retardar as contaminações.” Isso basta, diz tudo.

O prefeito Marcelo Brandão seguiu essa lógica e tomou todas as medidas necessárias, isso ninguém pode negar. Acontece que a cidade de Ipirá está ocorrendo uma desobediência civil. É muita gente na rua em busca da morte.

As ruas de Ipirá têm mais gente do que o necessário, parece que a população daqui gosta de ‘pagar prá ver’ ou ‘acredita demasiadamente na sorte’, então, não custa nada arriscar 'um olho para ver o que acontece'. Não tem olho certo, se acontecer é a morte.

Eu acho que todos sabemos o perigo que corremos. Muitas vezes a necessidade obriga a pessoa a sair em busca de alimento e remédio. Mas com esse povo todo na rua, penso que as pessoas estão de brincadeira com a morte ou acreditam mais no diabo fantasiado de cordeiro do que num vírus.

O comércio está botando pressão e tem lojas abrindo. Neste momento, a criatividade é melhor do que correr atrás do perigo. O atendimento em casa salvou a China. O cliente telefona ou via zap e o comerciante faz a entrega.

A prefeitura poderia organizar de forma rápida e eficiente a ‘caravana do abastecimento’, o carro de som da prefeitura na frente anunciando, os vendedores com carros de mão (nossa realidade) atrás, guardando a devida distância, e atendendo as pessoas de casa, uma de cada vez, por rua, sem aglomeração, e de forma organizada, para evitar a atual aglomeração na Praça do Mercado. Tem que haver criatividade e inovação para ver se o povo fica em casa de quarentena.

Tem uma importância enorme as informações do prefeito Marcelo Brandão: “vai montar dois hospitais de campanha para atender prováveis casos do novo coronavírus.”
“uma ala do hospital municipal será usada para atender pacientes que precisem de um cuidado maior.”
“uma escola municipal, que deve ser definida até a quarta-feira (2), deve atender casos leves.”
“Nossa ideia é criar uma espécie de semi-UTI, já que não temos UTI.
“foram comprados cinco respiradores fixos e um portátil para a saúde local.”
“A ideia é minimizar a contaminação no município.”

“Que não haja uma infestação maior, porque se tiver muitos casos não vai dar para atender.”
“Mas se tiver poucos casos, nós vamos conseguir”
Não vai não, prefeito! Que essa doença não chegue até o município de Ipirá, porque o caso que ocorrer aqui é morte certa. O caso é mais grave do que a fantasia do prefeito. Aqui, em Ipirá, não tem nem condições de fazer o teste para saber quem está contaminada ou não. Aqui em Ipirá, é morte certa.

Que não haja contaminação em nosso município. Quais seriam os médicos que ficariam na linha de atendimento? Dr. Luiz Carlos ou Dr. Maurício? Dr. Antônio ou Dra. Ana? Ou os quatro? Qual seria a equipe de enfermagem que atenderia o paciente(s)? Qual seria as condições de trabalho para esses profissionais da saúde? Na Itália, 14% das mortes têm sido com o pessoal da saúde. Grandes médicos estão morrendo no mundo por contaminação pelo coronavírus. Seria de grande importância que esses quatro médicos citados dessem seus pareceres em relação à realidade verdadeira da saúde de Ipirá.

O prefeito Marcelo Brandão tem uma posição mais cômoda quando ele fala da sua carreira política. Vários dos seus correligionários estavam aguardando a sua presença e o prefeito pelo celular, à viva voz: “eu quero dizer que sou candidato a prefeito e que todos os vereadores devem se filiar ao DEM.”

A ordem não foi cumprida ao pé da letra. O candidato da família Martins foi contestado na sua altivez. Vai haver uma pesquisa para a definição do nome do grupo da jacuzada.

O prefeito Marcelo Brandão deve estar pensando: “logo agora, que eu levantei minha guia, esse pessoal quer embarreirar!”

O prefeito MB está fazendo o asfalto do centro da cidade; o prefeito comprou seis respiradores para combater o coronavírus em Ipirá; a crise econômica vai atingir em cheio o comércio ‘macaco’ de Ipirá; seu adversário macaco é empresário e a depender do estrago que a crise econômica poderá fazer em suas empresas ele poderá jogar a toalha; a prefeitura está dispensada de fazer grandes eventos festivos, então vai sobrar dinheiro; e o governo federal vai ter que abrir as torneiras para dar suporte para a prefeitura atender ao grande número de necessitados que está por vir. Tudo isso deve está contabilizado na cabeça do prefeito.

O prefeito MB é advogado, não é comerciante e não é pecuarista, tem nada a ver com esses segmentos. Pouco lhe importa diretamente que o comércio de Ipirá vá à falência ou que a seca acabe com a produção rural. Ele não será atingido, por não ser, nem uma coisa nem outra, ele é político. E se Ipirá retroagir às condições sociais e econômicas do século passado, fica mais fácil de acontecer o domínio oligárquico da família Martins e esse domínio é seu sonho e grande objetivo.

E na condição de político o prefeito MB poderá ter um gesto grandioso, quando, por porventura, se acaso acontecer, as eleições 2020 forem suspensas e os mandatos dos prefeitos prorrogados, ele de forma magnânima, renunciar ao cargo porque foi eleito para um mandato de quatro anos e, nesse momento complexo, sua tarefa principal é garantir o isolamento social para que a morte não seja o assunto mais comentado em Ipirá.