sexta-feira, 8 de maio de 2020

MANIFESTO AOS IPIRAENSES E MORADORES DO MUNICÍPIO DE IPIRÁ (parte 2))

(Segunda parte) fique em casa e leia esse manifesto.  

Considerando que Ipirá está dentro desse contexto de dificuldades atuais; o setor manufatureiro do fabrico de carteira, também, já está sofrendo com a paralisação da produção, diante da queda do consumo nos grandes centros. No Malhador não se bate mais martelo, a produção está paralisada. O desemprego se anuncia no setor.

O comércio de Ipirá não terá vida fácil. A crise tem um significado de queda na demanda. As vendas cairão em vários segmentos. Com uma clientela substancialmente local, o que demonstra a relativa estreiteza do mercado no nosso município, que sem dúvida, sofrerá com o atual quadro de queda drástica na renda da população, devido ao desemprego e a pauperização das camadas populares, que cairá no círculo do reino da necessidade.

Dificilmente haverá dinamismo relevante no setor comercial à curto prazo. As dificuldades estarão mais presentes no conjunto desta atividade econômica, o que gerará desemprego e falências.

A economia de Ipirá vai engatar uma macha-ré. Voltaremos a uma base econômica primária, com a pecuária sendo a principal atividade econômica do município. Será uma questão vital. Ainda mais, se levarmos em conta, a condição da precariedade diante dos períodos de estiagem.

A questão social está alinhavada com a situação econômica. Com o desemprego e a falta de renda, a situação de pobreza se aprofundará. Nestes três meses, esse quadro de pobreza será amenizado com o Auxílio Emergencial. Depois disso, a população ficará entregue à própria sorte; se sorte existir.

Eu quero atingir a sua alma, a sua sensibilidade, principalmente a sua razão, porque a sua atitude e ação tem um papel relevante e imprescindível para a busca de uma saída neste quadro de dificuldades.


Sem bico e sem um trocado para o alimento, a fome baterá na porta das famílias. Aparecerão as filas para o sopão e para a cesta básica. Se a situação do agora é de precariedade; o amanhã será uma situação de agravamento e insuficiência para as camadas populares.

Se Ipirá não incorporar a solidariedade sem interesses eleitoreiros, no seu corpo social, teremos a gravidade do social ao extremo.

É uma situação antiga dentro de um novo formato para o nosso município, com toda a sua gravidade. O retrocesso e crescimento ampliado do empobrecimento constituem um novo e complexo contexto no município e está  acontecendo desde já, no mais breve espaço de tempo e para um longo período.

Aí vem a questão política municipal em um ano eleitoral, que poderá ter eleições adiadas pela gravidade do momento atual.

Para que serve a política? Não tenham duvidas, que é para atender e resolver as demandas e os problemas da comunidade. A situação desfavorável que está começando poderá se projetar por um largo período, a depender de ações que sejam colocadas em prática no presente. É ai que mora a importância da política;

Ipirá tem novos, graves e complexos problemas sócio-econômicos para serem compreendidos, ajudados e resolvidos através do Poder Municipal. Neste novo e tenebroso momento, cheio de problemas novos, nada será como antes. É uma nova situação em Ipirá. Qual é a política para esse enfrentamento? Para que serve a Prefeitura Municipal?


Quem vai responder a essa nova problemática no aspecto político? Quem se coloca com disposição e seriedade para enfrentar e buscar a solução desse problema? Quais são as alternativas que estão à disposição da sociedade para buscar uma solução?

Ipirá está acorrentado e amordaçado a um sistema oligárquico, que se apresenta de forma bipolarizada, como jacu e macaco.

A oligarquia do jacu é coisa de família e não tem nada a ver com as camadas populares. Tem o controle absoluto da família Martins. Está enraizada há mais de cinqüenta anos. Tem o compromisso infalível e sorrateiro com os interesses da família. A comunidade não representa nada diante da prioridade da satisfação do interesse familiar. Tem como postulante a prefeito, o atual gestor Marcelo Brandão.

A oligarquia do macaco tem o controle de um pequeno grupo (coisa de meia dúzia de pessoas) e não tem nada a ver com camadas populares. Tem um compromisso disfarçado e dissimulado com os interesses de uma cúpula que tira proveito pessoal do bem público. O postulante ao cargo de prefeito é o empresário Dudy.

Os interesses do povo de Ipirá se contradizem com os interesses privados de qualquer das duas oligarquias. Tem pessoas que carregam a ilusão de que a vitória eleitoral do jacu ou macaco representa a vitória do povo. Mera ilusão. O bem-estar é da cúpula oligárquica e de um pequeno grupelho de seguidores. A grande massa popular é colocada no esquecimento após o voto na urna.

O sistema jacu e macaco é um conluio de duas oligarquias que se revezam no poder municipal.

O sistema jacu e macaco é uma farsa. O individualismo e a ambição pelo poder destas oligarquias do jacu e macaco se amarram e se entendem no acordo implícito para usufruírem das benesses, das mordomias do poder e da receita municipal, principalmente do controle de dez milhões de reais mensais. É isso que cria ‘olho gordo’, movimenta e mobiliza os grupelhos que se aproximam do poder municipal. São interesses privados. Os interesses do povão são coletivos.

Para que tudo isso aconteça, necessário se faz, manter uma base eleitoral e a força para que isso aconteça dentro do controle das oligarquias é o trabalho e o clientelismo do vereador. Assim, torna-se possível o controle, o domínio e a manipulação da população. A regra é a alternância no poder. O objetivo é dissimulado, no fundo, trata-se de submeter a população aos caprichos oligárquicos.

O velho, manjado e obsoleto sistema jacu e macaco não tem como responder a essa problemática atual, por defenderem interesses individuais, particulares e privados e no momento, o que tem peso, o que está sendo destruído e machucado são os interesses coletivos de todo um conjunto de ipiraenses, de toda a comunidade, na sua totalidade e não de uma facção oligárquica da politicagem, seja jacu ou macaco.

Com esse manifesto eu procuro constituir um fato político de importância e de grande significado ou que tenha sentido para a vida da sociedade ipiraense; para sua vida, na condição de trabalhador e de cidadão com direitos oprimidos e reprimidos. Reflita, pare e pense.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

MANIFESTO AOS IPIRAENSES E MORADORES DO MUNICÍPIO DE IPIRÁ (parte 1)


Necessário se faz; um entendimento claro deste momento excepcional em que vivemos. São tempos difíceis e de incerteza, com conseqüências duras e imprevisíveis.

Estou procurando mexer com você, com a sua sensibilidade, principalmente, com sua razão. Não podemos desistir da nossa responsabilidade com a vida e com a nossa sociedade diante desta nova situação que estamos vivenciando e que tende a se aprofundar.

O que vem pela frente? O mundo está sofrendo uma mudança repentina e intensa. Muita coisa vai acontecer.

O ataque de um vírus desestabilizou o mundo e trouxe a morte em série. Estamos vivendo uma grave crise sanitária no Brasil. Neste início de 2020, um vírus mostrou o seu poder.

A questão econômica mundial entrou em queda livre para o abismo. Tem cheiro forte de recessão ou depressão. Tem setores se estatelando no chão: aviação, turismo, grandes eventos festivos, etc.

O que esperar de um mundo, onde: ‘1% da população mais rica do globo embolsa o dobro da renda de 6,9 bilhões de pessoas (população mundial de 7,7 bilhões)?’

O PIB de muitos países está caindo igual a umbu no tempo de safra. É praticamente uma queda inevitável. E isso pode ir longe demais, não dá para se projetar um prazo de validade. Há uma porta aberta para a recessão em todo o mundo.

A produção sofre uma contração. As ações das empresas despencam na Bolsa de Valores.

A economia brasileira, que estava estagnada, com uma variação anual do PIB de 1% nos últimos três anos, depois de uma forte recessão em 2015 e 2016, agora, a situação torna-se mais crítica com o início da pandemia.

A questão social entra em parafuso, diante da enorme desigualdade existente e da grande concentração de riqueza em mãos de poucos. Como vai ficar o país em que: ‘seis (meia dúzia) brasileiros juntos concentram a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país, ou seja, 47% da população?’


O liberalismo não apresenta solução para estes momentos de crise aguda. Desemprego em crescimento, falta de renda, pobreza avançando à largas braçadas.

No Brasil, bem ou mal, o Estado assume as ações para minimizar a crise: promove o socorro financeiro de empresas em dificuldade e promove um AUXÍLIO EMERGENCIAL, por três meses, para mais de 50 milhões trabalhadores, podendo chegar a 97 milhões, metade dos trabalhadores em idade de trabalhar, que é de 162 milhões. Depois desses três meses? ...

A ingrisilhada não acaba aqui. Como se não bastasse a crise sanitária e econômica, o presidente Bolsonaro, um arremedo de governo, que está no lugar errado (Palácio do Planalto) na hora errada (crise na saúde), atua como um agitador de caserna, que cria e alimenta uma tensão política, querendo provocar uma crise institucional para atender aos seus anseios autoritários. A corda está ficando esticada. Tudo isso provoca uma grande inquietação.


O quadro que está pintando não é nada promissor. Estou tentando fazer uma análise de uma conjuntura que não vai desaparecer de uma hora para outra, nem se derreterá num único verão. Esse quadro indesejável poderá ter uma longa duração.


A economia de Ipirá, como em todo o Brasil, está sofrendo um baque e vai, sem dúvida, retroceder a um patamar de décadas do século passado. No nosso município, poderemos estar retornando a uma fase de economia primária, onde a pecuária voltará a ser a atividade econômica principal.

A questão número um e mais preocupante de Ipirá é a situação da fábrica de calçados, a maior empregadora do município. O que vai acontecer? Tudo pode ocorrer.

A fábrica vem atravessando um momento delicado, envolvida com uma recuperação judicial no colo, ao tempo que antecipou as férias coletivas e, agora, determinou dois meses sem atividade produtiva, com os trabalhadores em casa e recebendo salário com a ajuda da União (do Estado Nacional). Uma salvaguarda para o momento, mas um péssimo sinal para um futuro próximo.

O aprofundamento dessa crise poderá ser uma guilhotina para a fábrica. Não podemos descartar uma possibilidade de fechamento, embora não exista nenhuma decisão nesse sentido. Tudo poderá acontecer.

Quem vai definir o que virá pela frente é a situação da crise econômica mundial e brasileira. Se a recessão econômica se aprofundar, dificilmente teremos uma atitude diferente do fechamento.

Os operários(as) da fábrica têm que estar em alerta para qualquer eventualidade que venha acontecer. A união e a organização em torno do sindicato da categoria evitará possíveis prejuízos.

domingo, 3 de maio de 2020

IPIRÁ, MÊS DE MAIO, NENHUM CASO DO CORONAVÍRUS


Início de maio 2020, a incidência de contaminação pelo coronavírus no Brasil continua em ascensão. Estamos encostando em 100 mil casos confirmados, com quase 7 mil mortes.

Em Ipirá não tivemos nenhum caso confirmado desde o dia 22 de abril. Os seis casos anteriores estão completando 14 dias, sem um avanço extremo no quadro clínico. Isso é bom.

Eu digo: são duas ótimas notícias. Tem um significado de recuperação e nenhuma nova infecção. A população tem que manter a precaução para que não haja alteração deste quadro para uma situação indesejável e perigosa.

O perigo continua. A prevenção e a precaução continuam na ordem do dia. O prefeito Marcelo Brandão tomou medidas que contribuíram para evitar um avanço incontrolável no município de Ipirá. Vários decretos foram promulgados pelo prefeito MB, mantendo um vai e volta de acordo com a pressão de determinados setores da sociedade.

O melhor que a população pode fazer? Sem remédio, nem vacina; o isolamento e distanciamento social, juntamente com, uso de máscara e lavar as mãos com sabão e água, também, o uso de álcool gel. Caso a situação aperte, a quarentena. Em caso extremo e incontrolável, o bloqueio total, com medidas mais rígidas, no qual existem restrições à locomoção de pessoas.

A pior situação para a população? A aglomeração de pessoas. Em Ipirá, as medidas do prefeito MB não surtiram o menor efeito para evitar o ajuntamento e profusão de pessoas. Não serviram para nada; foram inócuas, ineficientes e incoerentes.

As filas da CEF, lotando um lado da Praça da Bandeira, são vergonhosas, desastrosas e indiferentes com a vida humana. Incentivaram abertamente a aglomeração humana, sem medidas antecipadas que servissem para prevenir um mal maior. Não tiveram outra opção razoável?

Na Praça do Mercado, a aglomeração de pessoas e ambulantes é o corriqueiro no dia a dia. Não tem quem consiga ordenar ou diminuir aquilo ali. Uma verdadeira bomba virótica. Só falta quem acenda o pavio.

A feira livre das quartas-feiras é a abertura e o escancaramento total da cidade, numa negativa de todas as medidas tomadas pelo prefeito MB, no sentido do isolamento social. Deixa a impressão que ele faz as coisas, seus decretos e toma atitudes sem pensar. Faz com as mãos e desmancha com os pés.

Todas as manhãs, a movimentação de pessoas é grande nas ruas de Ipirá. Pela tarde o movimento cai sensivelmente e à noite é bem menor do que pela manhã, bem menor mesmo; aí a ação do prefeito MB vem na forma de um decreto e impõe o ‘Toque de Recolher’ justamente no horário que as ruas estão praticamente vazias. Para fechar bar não é preciso desta medida.

O grande problema de Ipirá continua nestas aglomerações citadas. É uma chaga aberta esperando o que vem pelo ar. É aí que mora o perigo.  

sexta-feira, 24 de abril de 2020

SEIS CASOS DE CORONAVÍRUS EM OITO DIAS EM IPIRÁ

Ipirá está no limite. Chegamos ao ponto de contágio extremo. A tendência (17 a 24 de abril) de seis casos de Covid-19 por semana é muito elevada e insuportável para o município.

O que seria bom para a população de Ipirá? Que não surgisse nenhum caso nestes quatorze dias e que estas seis pessoas infectadas se recuperem completamente deste problema, neste espaço de tempo. Ficaríamos sem caso efetivo, dentro do município, a partir de 1º. de maio.

O que seria ruim para Ipirá? Que houvesse um aumento de casos por estes dias, principalmente, nos próximos quatorze dias. Um caso de contaminação aumenta as chances de outras contaminações e estas novas contaminações, de mais novas. É uma bola de nuvem virótica.

Pelo andar dos acontecimentos de infecção em nosso município estamos caminhando para dezenas de casos. Será a implosão do sistema da saúde no município.

Não existe uma UTI na cidade. Só temos seis respiradores no hospital. A área reservada no Hospital de Ipirá não passou por um teste de segurança máxima, poderá tornar-se um barril de contaminação, por ser um arremedo de UTI. Duas ambulâncias do SAMU estão trancafiadas numa garagem.

O infectado sofrendo de insuficiência respiratória progressiva dependeria de uma regulação. Imagine, depender de uma regulação! Seria um colapso total do sistema municipal de saúde e a morte do paciente, que não chegaria ao contorno do Bravo.

A primeira coisa que o povo de Ipirá tem que entender é a realidade precária da saúde de nosso município. Uma segunda e importante compreensão é que esse vírus, neste momento, é perigoso, indomável, cruel e mata. Não devemos futucar o cão com vara curta. Não devemos desafiar esse vírus sem vacina. Sem a arma da vacina, devemos nos resguardar com serenidade e sabedoria: isolamento e distanciamento social; lavar as mãos com água e sabão e álcool gel.



O maior equívoco do Poder Executivo Municipal que controla a pandemia do coronavírus em Ipirá continua sendo as aglomerações de pessoas nas ruas. A bomba biológica no município é visível, perceptível e localizável: Praça do Mercado; feira livre; fila da CEF e lotérica.

Começando pela fila da CEF/lotérica. Só uma pergunta: Não poderá ser distribuído senhas com horário de atendimento? Quantas pessoas são atendidas em uma hora? Dez...? Seriam dez... fichas para cada hora. As filas seriam reduzidas para dez... pessoas; eliminando-se essa fila grandiosa que leva o dia todo estacionada. Penso eu.

Praça do Mercado é o ponto crítico do problema. O fechamento da praça poderá ser uma saída razoável. São cinco entradas, basta definir que não entrará nenhum ambulante para fazer ponto de venda no local e deixaria as opções da venda ‘carreira solo’ solitária pelas ruas da cidade e organizadas no espaço do Centro de Abastecimento, com espaço de dois metros para a venda fixa. Seria uma opção.

A feira livre das quartas-feiras tem que ser diluída, para segunda, terça e quarta. Com o nível de contaminação subindo no município essa aglomeração tornou-se um território aberto para a disseminação da infecção em amplitudes bem maiores. Tem que ser feito alguma coisa.

A população de Ipirá tem que mudar de hábito neste momento, temporariamente, em prol de toda a população. As compras das quartas-feiras podem ser feitas em outros dias. Onde tem duas pessoas, o cliente não deve encostar para fazer um grupo.

Estamos num momento de grande dificuldade. A população está fazendo um grande sacrifício, até de morte. O comércio de Ipirá está sendo sacrificado, até de falência.

Acabar com a aglomeração nas ruas de Ipirá é uma questão fundamental. Alcançado isso, gradativamente e lentamente, as atividades comerciais urbanas poderiam ser liberadas.

Por que não fazer um teste? As tardes em Ipirá estão sem aglomeração de gente nas ruas; por que não abrir o comércio  neste horário? Por que o comércio não conceder um desconto para quem fizer compras neste horário? Seria incentivar as compras sem burburinho e enchente de gente.

É um momento de criatividade e responsabilidade. Se houver movimentação sem fila, sem aglomeração, com todas as precauções de segurança, significa que estaremos encontrando o ponto de equilíbrio, segurança e eficiência para o exercício de todas as atividades, dentro do novo protocolo que vai definir a vida de todos e de tudo daqui para frente.

A vida que se estabelece é outra vida. As pessoas que estão recebendo o Auxílio Emergencial têm que entender que é necessário assumir uma postura de maior isolamento na sociedade, para não pensar como um motociclista daqui (caso isolado) que disse: “com mil e oitocentos reais em três meses, eu estou armado!” O ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro acabou de pedir demissão do cargo. O vírus continua em crescimento, ameaçando e aumentando o seu potencial de propagação de infecções.

No mundo são 2.750 mil infectados, 193 mil mortos e 753 mil recuperados.

EUA. são 867.563 casos e 50 mil mortos

Brasil são 50.036 casos, 3.334 mortes e 26.573 recuperados
Bahia são 1.962 casos e 64 mortos.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

IPIRÁ: QUATRO CASOS DE CORONAVÍRUS EM CINCO DIAS


Dia 17 de abril – primeiro caso, o vice-prefeito; – dia 18 – segundo caso; - dia 19 – terceiro caso; - dia 21 – quarto caso.

Não vem ao caso ficarmos numa discussão inútil, se três ou quatro casos, devido ao fato de ter sido contabilizado em Salvador a evidência do vice-prefeito. O que tem significado claro e concreto é que todos os quatro casos tiveram um contato direto com nossa comunidade.

Esse contato imediato e condensado com diversas pessoas da nossa sociedade é que forma a zona de perigo, com sinal vermelho. Esse contato dentro da nossa comunidade significa a janela aberta para a propagação do vírus.

Por isso estamos numa situação delicada, muito diferente daquela que estava estabelecida antes do dia 17 de abril, data do primeiro caso.

A partir do primeiro caso ou do quarto caso, a situação do município de Ipirá toma configuração completamente diferente. Estamos na fase de contaminação efetiva.

Se ficarmos restritos e limitados a estes quatro casos, sem a ocorrência de nenhuma outra nova contaminação, até o dia 5 de maio (14 dias), retornaríamos a situação anterior ao dia 17 de abril, à fase de possibilidade, mas sem a ocorrência de casos efetivos no período. Seria a contenção do vírus.

Pronto. O que é ruim para Ipirá? Seria a ocorrência de um caso do Covid-19 todos os dias em Ipirá, por tempo prolongado. O que seria horroroso para Ipirá? O registro de dois casos de contaminação num dia. Isso significaria dois cartões vermelhos num mesmo jogo. É por isso que a atitude da população é fundamental, porque a precariedade de Ipirá nessa problemática é evidente.

Ipirá não suporta uma aceleração da pandemia, essa é a nossa verdade, seria o verdadeiro caos. O prefeito Marcelo Brandão não ficou com os braços cruzados e vem tomando atitudes. Como o fechamento temporário do comércio, depois de um movimento inconseqüente de ‘Abertura Já’.

Com quatro ocorrências de infecção em nosso município, qualquer fila tem o mesmo sentido de um pavio de uma bomba biológica, para ser ativada.

Foi importante a definição dos dias pares e ímpares para o acesso do transporte rural para a cidade. Isso reduz a aglomeração de pessoas nas ruas de Ipirá.

O grande e verdadeiro problema de Ipirá é a aglomeração das pessoas nas ruas. O esvaziamento das ruas é a grande prioridade. Uma tarefa que não é fácil. O prefeito MB determinou o recolhimento noturno em Ipirá, importante, mas infrutífero, quando comparado com a movimentação da cidade pelas manhãs.

Dia de quarta-feira é barril. Um verdadeiro barril invisível e imprevisível de coronavírus, numa cidade que está efetivamente infectada com quatro casos. O pavio está aceso.


Diluir a feira-livre de Ipirá, por dois ou três dias, diminuindo de tamanho, tirando do centro, organizando em bairros, no Centro de Abastecimento, com o menor número de pessoas possível. Alguma coisa tem que ser feita


É uma problemática nova, com dificuldades imensas. O que não dá para entender, de forma simplificada, são os devaneios do prefeito MB, envolvido num foguetório barulhento e fumacento pela simples reforma de uma praça, quando estamos no início de uma travessia num mar revolto e incerto.

Não dá para entender de forma racional, quando o prefeito MB afirma que vai comprar uma ambulância com U.T.I para o município, quando existem duas ambulância com U.T.I. na garagem, sem utilidade, SEM UTILIDADE, por mais de 10 anos, 10 ANOS SEM SERVENTIA. Esse é um descaso criminoso do sistema jacu & macaco que domina esse município.

Se não tem como colocá-las em uso em nosso município, que o nosso poder municipal, assuma a dificuldade ou incompetência e faça a devolução para Salvador ou Feira de Santana destas duas ambulâncias. Não seria justo para os ipiraenses, mas de grande necessidade para os baianos.

Garantir a segurança absoluta dos médicos (as) e enfermeiros (as) que estão na linha de frente no combate ao vírus, em nossa cidade, é uma obrigação irrevogável da prefeitura de Ipirá.

Retirar as aglomerações das ruas é uma tarefa do poder municipal, até mesmo para a retomada de uma abertura do comércio e outras atividades de uma maneira gradativa e segura para toda a população, o mais breve possível.

Tudo isso vai passar. Aguardamos a recuperação das pessoas infectadas em nosso município, para receberem os aplausos dos trabalhadores em saúde que estão na linha de frente, dos seus familiares, dos amigos e da comunidade.

O problema continua crescendo em sua agressividade cruel. O isolamento e a distância social é a nossa arma nesse momento.
No Brasil foram confirmados 43.592, com 2.805 mortes e recuperados 24.325

Bahia 1.644 casos 51 mortes 362 pessoas estão recuperadas 165 encontram-se internadas sendo 61 em U.T.I.

No mundo 2.592.845 confirmados mortos 179.624 recuperados 696.921


Nos estados Unidos 827.038 mortos 45.525 recuperados 75.528



segunda-feira, 20 de abril de 2020

EM TRÊS DIAS, TRÊS CASOS DE CORONAVÍRUS EM IPIRÁ

O primeiro caso, do médico José Ricardo foi notificado em Salvador; o segundo caso, uma jovem com residência em Salvador; o terceiro caso, uma pessoa que veio de São Paulo.

O prefeito Marcelo Brandão é quem define a pauta dos assuntos e das notícias no campo oficial do poder municipal. Observem que existe uma necessidade de separar Ipirá do grande tormento da epidemia: foi notificado lá; tinha residência lá; veio de lá. Uma forma de minimizar a questão principal.

É obvio que a origem não é aqui. O fato concreto, inquestionável e que se pode provar, é que os três casos mantiveram uma convivência em intimidade e familiaridade com a nossa comunidade. Este é o fato relevante, consistente e que tem que ser o fator decisivo para a tomada de medidas necessárias.

O sinal de alerta para Ipirá é vermelho. O perigo está à espreita na primeira esquina. Ninguém sabe se não existem mais casos de contaminação; diante dos casos iniciais, é provável que sim.

Podemos estar na casa das dezenas, por isso a importância do isolamento social. Tudo isso, porque o coronavírus indomável, mortífero e feroz continua avançando em todo o mundo,

Em Ipirá são três casos em três dias.

Na Bahia testes apontaram a contaminação de 1.249 pessoas, com 45 mortes.

No Brasil, são 38.654 casos confirmados de coronavírus, com 2.462 mortos.

Nos Estados Unidos são 770.564 casos e 41.114 mortos.

No mundo são 2.406.745 casos com 165.640 mortos.

A quantidade de pessoas recuperadas no mundo chega a 625.001 pessoas. No Brasil são 14.026 pacientes recuperados. São 321 pessoas recuperadas na Bahia, outras 138 estão internadas, 50 delas na U.T.I. Não existindo remédio comprovado e vacina, a melhor forma das pessoas se defenderem é o isolamento e o distanciamento social.

O prefeito MB tomou uma decisão correta, ao definir o escalonamento de acesso dos transportes da zona rural para a cidade. Uma postura coerente com a grande necessidade de esvaziar a movimentação no centro da cidade.

O retorno das restrições ao comércio demonstra a improcedência do movimento ‘abertura já’ trazendo o povo para a rua e criando uma idéia que o perigo tinha passado.

O perigo continua desumano, espantoso e assombroso, por isso temos que manter a população isolada em suas casas, por este momento, saindo para o necessário e que o comércio, fábrica, manufaturas e serviços retornem de forma gradativa e racional, com o disciplinamento e orientação da Prefeitura Municipal.

O prefeito MB continua sem apresentar uma saída para a aglomeração das quartas-feiras, o dia da feira livre semanal, que é o grande foco de aglomeração de pessoas em Ipirá. A aglomeração na fábrica de calçados seria um equívoco, neste momento, pós-contaminação no município.


Uma sugestão seria a diluição da feira em todos os outros dias da semana, com o pessoal que fica na Praça do Mercado sendo deslocado para o Centro de Abastecimento para lá trabalhar, sem pagar nada, nesse período, e as pessoas poderiam fazer suas compras qualquer outro dia, quando necessário fosse. Uma sugestão não significa que seja a única, nem a melhor. Ipirá só terá sossego, inicialmente, quando acabar com as aglomerações em suas ruas.


O prefeito MB continua com boa disposição de ânimo e com uma alegria intensa com o asfalto no centro e com a praça da Barão, demonstrando que o que ele propõe está totalmente distorcido diante da esmagadora realidade deste momento. Diante da probabilidade de um colapso na saúde pública municipal, o prefeito está em devaneio com a recuperação de uma praça.

Preocupado com sua performance política, o prefeito MB esquece um fator básico e essencial, neste momento de crise, a saúde pública.

Casos de infecções pelo coronavírus estão acontecendo em Ipirá e tem o pessoal da saúde (médicos e enfermeiras) que estão na linha de frente, no combate à doença e no atendimento aos pacientes, muitas vezes, sem equipamento individual adequado de segurança, colocando em risco sua própria saúde e, como conseqüência, a de sua família. Ipirá não está livre dessa situação.

O treinamento com essa tecnologia de respiradores é um processo demorado e adaptações, dúvidas e hesitações poderão causar transtornos graves para a equipe de saúde que atua junto aos infectados. É uma situação delicada e difícil.

Se o prefeito MB não quiser que a área disponibilizada no Hospital de Ipirá se transforme num ‘corredor da morte’, com médicos e enfermeiras trabalhando sem a devida precaução e segurança, fazendo de suas profissões uma ‘atividade suicida’, precisa agir com urgência, contratando um médico infectologista, para coordenar todo esse trabalho, se necessário for, além de dar toda a prioridade aos equipamentos de segurança dos trabalhadores de saúde, os ‘verdadeiros(as) guerreiros(as) no mundo’, neste exato momento de extrema dificuldade.

Vamos manter a serenidade e o isolamento social. Vamos ter a responsabilidade com nós mesmos e com os outros. Vale a pena lembrar que é preciso ter responsabilidade social. Esse é um princípio elementar para todos nós.

sábado, 18 de abril de 2020

CONFIRMADO PRIMEIRO CASO DE CORONAVÍRUS EM IPIRÁ


O coronavírus continua subindo o Monte Everest, está na base da montanha e tem muito chão pela frente. O total de casos confirmados no mundo: 2.240.191 pessoas, com 153.822 mortes. Encontramo-nos, ainda, na fase de aceleração descontrolada, com o bicho ganhando altura.

Nos Estados Unidos são 706.880 casos de infectados, com 36.987 mortes.

No Brasil são 34.221 casos confirmados e 2.171 mortes.

Na Bahia são 1.059 casos e 36 mortes.

Em Ipirá está confirmado o primeiro caso, embora não notificado para o nosso município.

O caso mais próximo estava em Feira de Santana, 100 km de distância, agora chegou, está na nossa área, mesmo não sendo registrado na conta de Ipirá.

Temos que considerar, desde quando, trata-se do vice-prefeito da cidade, o médico José Ricardo, um cidadão bastante conhecido no município e com grande relacionamento. Que tenha um breve restabelecimento é o desejo de todos nós.

O prefeito Marcelo Brandão, em seu comunicado pela FM, buscou passar a idéia de que Ipirá continua sem nenhum caso de infecção, mesmo diante de um caso efetivo, que teve trânsito em nosso território, assim sendo, o prefeito MB procura imitar um avestruz, que bota a cabeça dentro de um buraco para não enxergar a realidade.

Na estatística não, mas na realidade sim, o perigo bateu em nossa porta, está na nossa esquina; com tanta aglomeração na cidade, o nosso sinal de alerta é vermelho.

Talvez, o prefeito MB, tenha se colocado desse modo, para manter certa tranqüilidade no município, evidente, que não é motivo para pânico, mas a precaução tem que ser redobrada e o isolamento social continua sendo a melhor maneira de proteção contra o vírus e de controlar a epidemia.

Existe a necessidade urgente de se avaliar e se modificar o comportamento da população de Ipirá. Tem sido de indiferença, descaso e de descrédito diante do perigo que ninguém enxerga, mas só vê a bagaceira.

O centro de Ipirá está pipocando de gente, principalmente pelas manhãs. Tem excesso de gente na Praça do Mercado e, justamente, pessoas que receberam o Auxílio Emergencial do governo federal para ficar em casa.

A concentração de pessoas é um grande revigorante para o contágio. Parece que as pessoas acham que o contágio está na Lua. Não se deve dar sopa para o coronavírus.

Não é fácil tirar o povo da rua. Parece impossível acabar com as concentrações de pessoas nas ruas. Em Ipirá, com este primeiro caso, entramos numa fase de alta complexidade.

Toda a população tem que rever o seu posicionamento diante da pandemia.

O Poder Municipal tem que agir, porque estaremos diante de uma situação insustentável, caso aconteça a propagação da doença em nosso município.

Ou se acaba com a aglomeração de pessoas das ruas de Ipirá ou o estrago será imprevisível, com uma progressão geométrica no número de infectados e com o efeito dominó estraçalhando o que encontrar pela frente.
“Se o governo quer salvar vidas e retomar a economia, o caminho é aumentar os testes para coronavírus e produzir equipamentos de proteção para as pessoas poderem voltar a trabalhar mesmo enquanto o vírus está em circulação.” Essa é a recomendação do economista Paul Romer, que recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2018.
A economia de Ipirá está no balanço da roseira. O setor coureiro está entrando no gargalo. Empresas estão despedindo funcionários. A fábrica de calçados retornará no dia 22 deste. Como será esse retorno dos operários para que possam voltar a trabalhar em segurança? Não sabemos.
Não me furto em dar opinião, nem que não seja nada disso e esteja completamente equivocado. Tem empresas que estão colocando médicos para monitorar seus funcionários de forma permanente. Um espirro já é motivo para avaliação.
No sentido de reduzir o contingente de operários na área de produção, coloco como sugestão para os próximos 30 dias, em que a contaminação está chegando ao pico no Brasil, seria a ampliação dos turnos de trabalho, com uma divisão de quatro turnos de 6h, para diminuir por quatro o número de funcionários ou até mesmo, trabalhar dia sim, dia não. Depois, desse momento crítico, as coisas voltariam à normalidade.
São idéias que podem ser sem sentido, mas é apenas o intuito e a vontade de colaborar e puxar outras sugestões, para que as coisas não sofram contratempos.
O Ministro da Saúde Henrique Mandetta já foi. Caiu na subida do pico da pandemia. A tarefa principal continua na ordem do dia: diluir o ritmo da contaminação para evitar a saturação dos serviços de saúde. Ipirá só tem seis respiradores, não suportaria o ritmo de contaminação que vigora em Feira de Santana.

O trauma da população é forte, angustiante e repetido, que os governantes não esqueçam. Sem vacina e sem remédio apropriado, mesmo assim, se recuperaram 568.343 pessoas contaminadas no planeta.

No Brasil foram recuperadas 14.026 pessoas que estavam contaminadas. Sob o ‘efeito manada’, sem as medidas do distanciamento social, em algumas projeções, teríamos 19,5 milhões de mortes. Que o exagero imploda a amnésia dos governantes de ocasião.