segunda-feira, 31 de maio de 2021

É DE ROSCA. (64)

Estilo: ficção

Modelo: mexicano

Natureza: novelinha

Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a fase do artista prefeito Dydudy.

Capítulo 64 (mês de setembro 2019)(atraso de quase  dois anos) (um por mês)

 

Reunião secreta de aniversário na prefeitura.

O Mestre do Cerimonial pergunta:

- Prefeito Dydudy! A vice-prefeita Dynyna está aqui, deixa ela entrar?

 

- Não! Ela aqui, não chupa nem um pirulito – respondeu o prefeito Dydudy.

 

Nova pergunta do Mestre do Cerimonial:

- Prefeito Dydudy! Se aparecer por aqui três ex-prefeitos, melhor dizendo, o Dió, o Jura e o Toninho, é prá deixá eles entrarem?

 

- Não, de jeito nenhum! Na administração deles eu não chupei um picolé, agora é minha vez de administrar e eles não vão pegar nem um palito de picolé.

 

- Prefeito Dydudy! Tem uns menudos aqui na porta, o que é que eu faço com eles? – indagou o Mestre.

 

- Você ainda mim pergunta? Não deixe nenhum deles do lado de fora! Vou lhe dizer logo e que fique bem claro, os menudos têm passe-livre; tem os meus quatro convidados especiais; tem uma pessoa que vem mim dá os parabéns, é o ex-prefeito Marcelão, esse você deixa entrar pela porta secreta para que ninguém de fora o veja.

 

Foi chegando e entrando: o Matadouro de Ipirá, o Centro de Abastecimento, o Mercado de Arte, a Casa do Estudante (a casa, nenhum estudante) e o ex-prefeito Marcelão, que foi parabenizando o aniversariante:

 

- Meus parabéns prá V. Exa, prefeito Dydudy! Que sua ótima administração continue desse jeito até o final é o que eu mais te desejo. O meu grande líder, Luiz do Demo, já falou que o nosso grupo tem que continuar unido para a gente salvar Ipirá desse fracasso em que se encontra. É uma opinião dele. Eu quero falar com V. Exa., é que a rádio da jacuzada não vai mais falar mal de sua administração. Desde já, eu saliento que minhas contas vão chegar para a aprovação da Câmara de Vereadores e eu espero que a macacada não fique inventando e criando problema. Posso ficar tranquilex?

 

- Sim, sim, é nóis na parada! Fique na sua, que tudo será nos conformes do sistema jacu e macaco. Temos é que comemorar esse grande momento da administração que só faz levar o nosso município para o desenvolvimento. Vamos comemorar; um cafezinho para os presentes!

 

- Lá ele, é quem toma esse cafezinho! – Disse o Mercado de Arte.

 

- O que é isso, seu Mercado de Arte! Não é um cafezinho puro, é um cafezinho com leite – disse o prefeito Dydudy.

 

- Vixe, Nossa Senhora do Monte Belo, não basta o café, ainda quer empurrar o leite! Assim não tem quem agüente – falou o Centro de Abastecimento.

 

- Não seja ingrato, seu Centro de Abastecimento! Para reforçar esse café com leite tem um cuscuz feito na hora – complementou o prefeito Dydudy.

 

- Êta, miserê do cão! Cuscuz na administração dos macacos é barril dos grandes! Quem não se lembra? Parece que enterraram um jegue nessa terra, pois não tem prefeito que conserte essa geringonça – afirmou a Casa dos Estudantes.

 

- O que é isso, sua Casa dos Estudantes! Eu não resolvi o problema de vocês ainda, porque todo o dinheiro que entra aqui é para eu pagar os débitos do ex-prefeito Marcelão – explicou o prefeito Dydudy.

 

- Oxente, prefeito Dydudy! A sua vitrola só toca esse disco? Na minha contagem, em cinco meses, já chegou cinqüenta milhões na prefeitura e até agora nóis quatro aqui, convidados especiais, não viu a cor de um centavo. Assim não dá, não é prefeito Dydudy! No nosso não entra nada? – pergunta indignado o Matadouro de Ipirá.

 

- Eu vou falar na televisão: o Matadouro de Ipirá vai matar boi; o Centro de Abastecimento vai ser o maior do Nordeste; o Mercado de Arte vai virar empresa e a Casa dos Estudantes vai ser reformada com um dinheiro que eu estou esperando de uma emenda do meu grande amigo e irmão senador Otttoo – discursou o prefeito Dydudy, que foi entusiasticamente aplaudido pelos presentes.   

 

- Suspense: e agora? Será que esse matadouro vai funcionar?

 

Fazer essa novelinha demorada e enrolada não é fácil. Faltaram 17 capítulos para o prefeito Marcelão e para o prefeito Dydudy já está no terceiro, formando um total de 20 capítulos vencidos e atrasados.

 

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Dydudy.

 

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

 

terça-feira, 18 de maio de 2021

A TRANSPARÊNCIA DA PANDEMIA


Na Índia a situação degringolou de vez. Todo dia é dia de recorde. Mais de 360 mil pessoas se infectaram num só dia. Mais de quarenta corpos foram jogados no rio e levados pela correnteza. Corpos com Covid-19. Um estado de calamidade pública. É a mais pura lástima.

 

No entanto, a Índia é o maior produtor de vacinas do mundo, mas não vacinou a sua imensa população. As camadas mais pobres não têm dinheiro para comprar lenha para fazer as fogueiras onde os corpos são incinerados.

 

A sociedade na Índia está sacramentada por ricos e pobres, com castas privilegiadas e uma imensa maioria entregue à própria miséria. Uma pena para um povo tão sagrado como o indiano.

 

Em Ipirá a curva média de mortes teve uma ascensão. O número de infectados está disparado. No momento, a cidade possui 317 casos ativos, 394 suspeitos, 594 monitorados que aguardam o resultado de exames e 1886 casos curados.

O prefeito Dudy esperou cinco meses para tomar alguma iniciativa de combate à Covid-19. Ele tinha conhecimento da pandemia quando assumiu o cargo, mas ficou omisso diante do problema para viver a fantasia do “homem de palavra” que falou que ia cortar o cabelo no povoado do São Roque e foi.

 

A omissão foi de cinco meses. A ação começou essa semana. Jogou o mesmo jogo, pisou na bola e não apresentou nenhuma novidade. Parece um café requentado do ex-prefeito Marcelo Brandão. Bloqueou as entradas da cidade, quando o coronavírus transita tranquilamente aqui dentro.

 

A vacinação em Ipirá vem acontecendo de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. Sem muito embaraço, além do natural.

 

O prefeito Dudy não é um expert/especialista em saúde pública. Não teve a noção de formar um Comitê contra a Covid-19 com todos os médicos que atuam em nossa cidade (independentes de serem jacu ou macaco) e pessoas ligadas à área de saúde para definirem um plano de ação urgente para o município e estabelecerem regras protocolares.

 

Vamos que vamos! O prefeito Dudy não tem se mostrado um “Homem de Palavra.” Não fez a tal “Prestação de Contas” trimestral, ao público, tão prometida na campanha.

 

Não pode trafegar tranquilamente pela transparência, a macacada não permite. Se mostrar ao povo essa “Prestação de Contas” vai ter que mostrar as empresas que ganham a fatia pública e dizer quem são os donos beneficiados: uma dúzia de macacos; aí ...

 

Aí, os mais de dezenove mil votos que o elegeram vão ficar na condição de ‘bobos da corte’ por eleger um prefeito que favorece a um grupinho de macaco, tal qual o ex-prefeito MB beneficiava um grupinho de jacu e sua família. A população deu a resposta eleitoral que ele merecia. Assim caminha o sistema Jacu e macaco.  



 

sábado, 1 de maio de 2021

COM A CARA DO EX-PREFEITO MARCELO BRANDÃO


Você está ligado na situação? A pandemia já provocou mais de quatrocentos mil mortos no Brasil. A forma mais rudimentar de vida espalhou-se por arrabaldes. Da China para Ipirá. Sem pagar passagem, viajou clandestinamente em algum bem nutrido pulmão humano, agasalhado no bem-bom de uma poltrona em um avião supersônico.

 

Chegou e espalhou-se com a mesma rapidez. Não tem um brasileiro que não tenha um parente ou conhecido como vítima de seu ataque. Desmantelou estruturas estabelecidas. Arruinou alguns setores da economia; desarrumou o sistema educacional; desvendou as deficiências do sistema de saúde pública. Mostrou o desgoverno no comando da nação. A tarefa é reconstruir.

 

Falou-se em ‘efeito manada’, subestimou-se a gravidade da doença e negou-se a VACINA SIM como medida eficaz ao problema.

 

Uma CPI da Covid foi instalada no Senado Federal para apurar omissão e descaso diante da pandemia e que provocaram o afogamento do sistema de saúde. Se isso for coisa séria vai virar um vulcão nas instituições políticas e paralisar o país por um bom tempo.

 

O desemprego também amarrou seu jegue em Ipirá, aqui em nosso município tem um número acentuado de trabalhadores que não encontram um dia de trabalho, sobrevivem pelo biscate, quando aparece. É uma situação difícil, num país que mantém um desemprego gigantesco na casa dos quatorze milhões.

 

Outro visitante indesejável que chegou chegando à nossa terra e botando prá lá foi a tal da inflação. Os preços dispararam como nunca desde o Plano Real; na alimentação o preço detonou; o material de construção ganhou altura na hora da compra; o gás de cozinha poderá ser substituído pela lenha em muitos lares; a gasolina virou ouro.

 

A sopa tornou-se intragável: o preço da gasolina está azedo; a pose de porreta do dólar está derramando o caldo; o tal do mercado insuflado até o pescoço, tenta agir como se nada estivesse acontecendo, fecha os olhos para o humano das camadas populares e agracia o bolso das classes dominantes. O Estado é quem procura contornar a situação.

 

Com desemprego na fita e carestia na vida, a panela fica vazia e a famigerada fome bate na porta de milhões e milhões de pessoas, com cara e barriga de gente. Ipirá tem mais de dez mil famílias no Cadastro Único do Programa Bolsa Família. As filas do Auxílio Emergencial são enormes e dobram a esquina. A fome ameaça e atormenta muita gente em Ipirá.

 

A diferença entre um bilionário em dólar e um cidadão que só tem o dia e a noite é tão acentuada, igualmente vergonhosa e indecente que o presidente americano Joe Biden encaminhou uma proposta ao Congresso americano para taxar esta pequena casta milionária como forma de redimir essa grande massa populacional descartável, desprezada e humilhada que vegeta na sociedade deles e enche a dos demais humanos.

 

O prefeito Dudy tem toda essa barricada na sua frente: pandemia, desemprego, inflação, fome. Fazer o que, prefeito?

 

Com a CPI da Covid não podemos esperar muita coisa do governo federal. O governo estadual também tem um caixa liso e muita despesa. Desse mato não sai coelho. Ano que vem será ano eleitoral, dizem que é perdido. O prefeito está atolado nisso até o pescoço.

 

O prefeito Dudy tem muita carne de pescoço atravessada na sua garganta: um racha no grupo da macacada e uma administração amarrada no poste.

 

Não sei se o prefeito Dudy tem sabedoria política suficiente para desatar o nó. O líder Diomário encontra-se afastado por conta da brisa do mar, do saboreio de caranguejo e da deliciosa moqueca de lagosta para não ficar se estressando com coisas de macaco.

 

O líder Antonio Colonnezi vem colocando nas redes sociais a precária condição da saúde pública de Ipirá, que caminha por terreno minado. O prefeito Dudy não dá a menor importância, mostra-se indiferente diante dos comentários do grande líder.

 

O líder Jurandy Oliveira fica só na moita, não diz que está bonito ou feio. Só observa e fica só no bote. A vice-prefeita Nina observa e fica encantada com a posse do vice-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, que virou governador. Nas viagens do pensamento, todos os sonhos podem ser realizados.

 

O prefeito Dudy embrenhando nas sombras da vaidade de quem chega ao poder, tal qual o ex-prefeito Marcelo Brandão, navega na corda bamba, mais prá lá e bem prá cá, sem conseguir, até o momento, se desligar do fantasma e da fantasia administrativa do ex-prefeito Marcelo Brandão.

 

O Ipirá do prefeito Dudy tem a cara do ex-prefeito Marcelo Brandão, que o diga a ‘casa do fifó’ fincada no jardim da Praça da Bandeira, sem servir para nada.

sábado, 24 de abril de 2021

O LADO DOCA DO PREFEITO

Explicando: um fator decisivo numa briga de galo (justamente proibida) é o tamanho da espora, que tem que ser fina e comprida. Quando atinge o olho do combatente é fatal, cega na hora; ai o galo fica doca.

 

Transferindo: O lado doca do prefeito Dudy é a saúde pública local. Observem que o médico Antonio Colonnezi deixou o Hospital de Ipirá denunciando a sua precariedade. O que fez o prefeito Dudy?

 

Era para o prefeito Dudy pegar o trem-bala, frear na porta do médico e indagá-lo sobre: O que foi que aconteceu? Qual foi o problema? Como é que está a situação? Por que essa atitude? O que vamos fazer? É o que eu penso.

 

O médico poderia responder perguntando, naturalmente: quem responderia pela morte de um paciente na mesa de cirurgia em condições deficientes e precárias? Quem perderia a reputação profissional, o médico ou o prefeito? Assim, eu penso.

 

Uma cirurgia não pode ser encarada como uma questão de sorte ou azar. Isso é negacionismo da ciência médica. Uma cirurgia realizada nos parâmetros de segurança médica apresenta uma probabilidade de 99,9% de ser eficiente e positiva.

 

O que fez o prefeito Dudy? O prefeito não procurou o médico imediatamente para uma conversa e para o encaminhamento de uma ação conjunta em busca da solução do problema. Ficar impassível e não dá uma resposta instantânea e urgente à carta do médico, significa não levar o problema à sério dentro dos devidos e necessários parâmetros.

 

Quem é Ipirá para ficar indiferente e negligente ao ponto de fazer pouco caso do trabalho de um médico com o potencial comprovado e capacidade confirmada por uma experiência e prática em diversas grandes cidades da Bahia, como o médico Antonio Colonnezi?

 

Sem entender quase nada de saúde pública, o prefeito parece não fazer questão do trabalho do médico Antonio Colonnezi no Hospital de Ipirá. A população de  Ipirá não pensa assim.

 

Entendendo quase tudo da politicagem local, o prefeito vai fazer questão de ter o apoio eleitoral do líder político Antonio Colonnezi ao seu projeto eleitoral imaginado instantaneamente, antecipadamente e sem propósito para daqui a três anos, com um menudo na cabeça de chapa.

 

Como líder político Antonio Colonnezi não é lá essa 'coca-cola toda'. Exerce sua liderança pela manutenção de uma política conservadora de grupo (macaco), que não ajuda, nem favorece para a aplicação de políticas públicas que beneficiem as camadas populares na busca de uma vida sem privações e pobreza. O Reino da Necessidade é o terreno fértil para o 'sistema do jacu e macaco' garantir o seu controle político no nosso município.

 

O prefeito declina em duas situações inusitadas, uma do momento e outra prematura; em ambos os casos o lado doca do prefeito não consegue avistar além do momento e do tempo. Não adianta sonhar, o líder não apoiará.

 

Talvez o prefeito pense que um médico anestesiologista seja encontrado em disponibilidade acentuada nestas cooperativas contratantes. Se o prefeito visualiza assim, está mostrando o seu lado doca. Um médico sério não opera em situações duvidosas e de risco, esta é a questão essencial deste problema.

 

Quanto mais médicos em nossa localidade houver, melhor para a nossa população; sendo médicos ipiraenses, melhor ainda. O 'sistema jacu e macaco' não enxerga assim e alimenta uma situação de excluir sob critério duvidoso e injustificável, os médicos que não pertencem ao grupo que está no poder. Quem perde é a nossa gente. É uma estupidez sem limite.

 

A população de Ipirá precisa de bom atendimento médico na saúde pública. São vários médicos que fazem um trabalho conceituado e com referência positiva na nossa comunidade. A saúde pública de Ipirá só vai melhorar e ser satisfatória quando acontecer um esforço coletivo dos profissionais de saúde com esse objetivo. Sem menosprezar ninguém, a saúde da população de Ipirá necessita do trabalho medicinal de todos eles.


O 'sistema jacu e macaco' não acata e não permite qualquer possibilidade da união de todos os médicos com o objetivo de melhorar a saúde em Ipirá. Tem que ter racha. Médicos jacus para o lado de lá; médicos macacos para o lado de cá. É esse sistema de politicagem perverso e estúpido que mantém Ipirá no atraso e na pindaíba.


sábado, 17 de abril de 2021

O HOSPITAL DE IPIRÁ É UMA ...

“... que no mês de maio 2021 não tenho interesse de prestar meus serviços médicos no Hospital de Ipirá”

 

Partindo de qualquer cidadão poderia ser uma simples opinião, sem nenhum desdobramento e sem a menor chance de passar da primeira esquina.

 

Mas, saindo de onde saiu, considerando-se a influência exercida e o prestígio alcançado, foi a declaração mais importante desta década em Ipirá, talvez a mais bombástica afirmação dos últimos tempos.

 

O médico Antônio Colonnezi desligou-se (temporariamente ou definitivamente) do Hospital de Ipirá afirmando categoricamente a sua deficiência e precariedade, indo de encontro e batendo de testa com a intenção e afirmativa de todos os prefeitos que, quando administram essa terra, dizem que este hospital é de excelência e uma referência para o Brasil.

 

Antônio Colonnezi é um médico gabaritado e reconhecido pela sua capacidade por nossa comunidade. Além do mais, é a maior liderança política do grupo da macacada em nossa terra. Sua opinião na área de saúde tem credibilidade.

 

O médico AC detonou com firmeza dizendo que o hospital não tem as condições mínimas de operacionalidade e que está defasado, só faltou dizer que o nosso hospital não pode ser comparado por nenhuma hipótese ao hospital de Rui Barbosa.

 

“Estou pronto para retornar quando tiver uma equipe mais completa e as condições de trabalho melhorarem”

 

Aqui ele colocou em xeque a saúde em Ipirá e mostrou que a radiografia está queimada. Tem autoridade para afirmar como verdade o que diz.

 

A saúde em Ipirá é complexa e precária. Tem uma característica muito forte que é servir e ser utilizada como moeda de troca eleitoral por vereadores. Uma faca de dois gumes: o vereador ganha voto, mas se vê na obrigação de bancar essa necessidade que custa os ‘olhos da cara’. Não tem bolso que aguente, mas eles não entendem assim.

 

O custo é elevado para qualquer vereador, motivo pelo qual, permite aos vereadores da situação uma melhor atuação nesta área, pois a sangria fica por conta da prefeitura. Se a saúde pública funcionasse à contento em nossa terra, todos os munícipes ganhariam, inclusive os vereadores, que não precisariam bancar os custos desse apoio.      

 

A afirmação do líder político Antônio Colonnezi ganha relevância por ser proferida numa gestão do seu grupo político e por não camuflar a verdade. O prefeito ficou de cara com a Vida Cooperativa de Saúde.

 

É mais uma bomba deixada no colo do prefeito Dudy, que pegou uma saúde estragada e vai ter que colocá-la em bom estado e em condições satisfatórias de atendimento à população.  

 

A situação da saúde de Ipirá é tão escandalosa, que duas ambulâncias do SAMU estão na cidade há doze anos e nunca funcionou para um só atendimento.

 

Estão enferrujando no pátio da prefeitura ou pagando aluguel numa garagem. Uma vergonha sem limite. Sai prefeito e entra prefeito e nada. Um verdadeiro escândalo e descaso com a coisa pública.

 

O médico Antônio Colonnezi não esboçou nenhum esforço para resolver o problema da saúde, largou o abacaxi para o prefeito. O líder político Antônio Colonnezi não fez o menor esforço para ajudar o gestor Dudy nesta empreitada. Deste jeito, o prefeito Dudy está ficando isolado dentro do seu grupo e vai ter que se ‘virar nos trinta’.

 

O que dizem os macacos apaixonados? O de costume: o médico queria isso e aquilo e não achou. Como sempre, vão sonegar a verdade. O importante é a realidade da saúde local colocada em pauta na mesa do prefeito Dudy. A saúde de Ipirá precisa de solução.

 

Com quatro meses de governo, o prefeito Dudy está sentindo o gosto amargo do poder com a falta de apoio dentro do próprio grupo na hora do aperto e os problemas vão ganhando um volume e uma dimensão acima do esperado. O seu acúmulo colocará a gestão num buraco. A política é o calo no sapato do prefeito.

 

domingo, 11 de abril de 2021

É DE ROSCA. (63)


 

Estilo: ficção

Modelo: mexicano

Natureza: novelinha

Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a fase do artista prefeito Dydudy.

Capítulo 63 (mês de agosto 2019)(atraso de quase  dois anos) (um por mês)

 

Não tendo nada prá fazer em nossa terra, o Matadouro de Ipirá resolveu ir passear em Feira de Santana. Passando pela Avenida Senhor dos Passos, na esquina da prefeitura, ele tem uma grande surpresa. Dá de cara com quem?

 

- Ora, ora, quem é vivo sempre aparece! Que prazer enorme, ex-prefeito Marcelão! O senhor sumiu de Ipirá, ninguém nunca mais viu sua sombra naquela terra.

 

- Seu Frigo! Como é que eu vou ficar naquela terra? Eu fui um prefeito bom-todo, o melhor que já teve naquela terra e aquele povo ingrato e que não tem noção do que é bom, mim passou uma desconsideração daquelas. Eu só volto lá quando aquele povo me pedir desculpa.

 

- Meu nome é Matadouro de Ipirá! Não venha prá cá com seu sarcasmo e gozação me chamar de seu Frigo, que eu não vou tolerar. O senhor tomou seis mil na cara porque o povo cansou de sua maneira de querer aparecer. Queria viver em Ipirá só de conversa, aí não dá, né ex-prefeito Marcelão!

 

- Seu Frigo, de conversa não! Eu fiz a melhor praça da cidade com recursos próprios. Não tive ajuda de nenhuma esfera de poder superior. Tá lá aquele prédio da biblioteca no meio da praça, onde à tarde você pode ir lá para tomar uma cervejinha na parte superior, com a maior tranqüilidade do mundo.

 

- Deixa de prosopopéia, ex-prefeito Marcelão! Aquele prédio lá é mais um elefante branco, sem serventia. Ninguém sabe se aquilo é um mausoléu, um esquife, uma lan house, na verdade, aquilo lá, ninguém sabe o que será. O melhor que o povo faz é ficar de olho naquilo.

 

- Seu Frigo! Eu estou trabalhando no setor jurídico da prefeitura daqui de Feira. Diga aquele povo que eu vou voltar um dia. Voltarei com locutor daqui a três anos, depois como prefeito, prá fazer melhor pela aquela terra.

 

O Matadouro de Ipirá foi para o Marajó, para pegar um carro de volta para Ipirá, quando passou um carro ‘virado do novecentos’, quando o motorista avistou o nosso matadouro, pisou no freio, o carro foi parar na ponte do rio Jacuípe, por sorte não tinha um carro na estrada, ele deu uma ré e parou no Marajó, chamando o nosso matadouro: “vombora prá Ipirá!” O Matadouro de Ipirá entrou no carro.

 

- Ok! Ah, é o senhor, prefeito Dydudy!

 

- Sou eu mesmo, seu Frigo! O senhor não pode ficar fora de Ipirá. O senhor já faz parte de nosso folclore e tem que ficar lá. Estou vindo da capital, fui buscar recursos para o nosso município, eu não paro, estou sempre correndo atrás.

 

- Prefeito Dydudy, o senhor sabe o meu nome, eu sou é matadouro! Vou lhe fazer uma pergunta e quero sua resposta: por que o senhor contratou escritório de advogados de Ponto Novo e Capela, sai mais barato do que contratar em Ipirá?

 

- Seu Frigo, preste atenção! Minha equipe de administração só fica batendo a cabeça, imagine se eu for contratar advogados de Ipirá e eles contratarem o ex-prefeito Marcelão, que é advogado, para o setor jurídico? Então, para evitar qualquer problemão, eu contrato os advogados de lá e eles contratam os de cá. É uma troca, entende?

 

Na entrada do Bravo, o prefeito Dydudy desviou e chegou a um galpão de calçados que estava sendo inaugurado. Quando o prefeito do Bravo avistou-o foi discursando: “este galpão para duzentos empregos só foi possível, porque o meu amigo prefeito Dydudy abriu mão para que viesse para o Bravo. Eu só tenho a dizer: muito obrigado meu amigo, meu irmão, prefeito Dydudy!” O prefeito Dydudy ficou fazendo coraçãozinho e positivo, com as mãos, para o prefeito do Bravo e disse ao matadouro:

 

- Eu só estou aqui para encontrar esse ministro J. Roma, para exigir coisas para Ipirá.

 

- Prefeito Dydudy! O senhor está parecendo aquele sujeito que foi a Roma e não viu o papa. Deixa eu te dizer uma coisa: o senhor está parecendo o ex-prefeito Marcelão quando encontrava o governador De Costa, ele falava, falava, e De Costa ficava de costa; o senhor veio a Roma e viu o papa de longe, não ganhou nem um sinal da cruz para Ipirá – comentou o Matadouro de Ipirá.

 

- Suspense: e agora? Será que esse matadouro vai funcionar?

 

Fazer essa novelinha demorada e enrolada não é fácil. Faltaram 17 capítulos para o prefeito Marcelão e para o prefeito Dydudy já está no terceiro, formando um total de 20 capitulos vencidos e atrasados.

 

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Dydudy.

 

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

terça-feira, 6 de abril de 2021

O PREFEITO FANTASMA


 

Era só o que faltava! Apareceu em Ipirá um prefeito-mabaço. Para você entender melhor: Ipirá tem dois prefeitos! Que tripizuma é essa? É a nova engrisilhada do jacu e macaco.

 

Quando o prefeito Dudy pinta o banco da praça, o ex-prefeito Marcelo Brandão publica que foi ele quem fez o banco.

 

Quando o prefeito Dudy faz um calçamento, o ex-prefeito MB divulga que foi ele quem conseguiu aquela obra.

 

O ex-prefeito MB não quer entregar os pontos. Perdeu e perdeu feio, as últimas eleições. Mas, parece que a ficha ainda não caiu, porque ele fica relembrando a sua gestão como algo positivo. A sua gestão recebeu do povo de Ipirá a resposta merecida e com uma intensidade nunca vista na história de nosso município.

 

Mas é do interesse das duas oligarquias permanecer e ficar discutindo administrações de jacu e macaco. Uma discussão altamente improdutiva para Ipirá e sua gente, mas de grande proveito para o comando político dos dois grupos, porque com esse debate falso, superficial e inoperante não se traduz nada de positivo para o nosso município.

 

O governo MB foi muito importante para a família Martins, que tem o comando político oligárquico do grupo da jacuzada. Para Ipirá não disse para que veio. Entrou como esperança de alguma coisa em 2016 e saiu como uma grande decepção em 2020.

 

O governo Dudy, em seu inicio, está mais enrolado do que charuto na boca de bêbado. Entrou numa intriga política dentro do seu próprio grupo, que terá conseqüências negativas para a sua própria administração, que se configura completamente embrulhada e ele não conseguiu desmanchar esse pacote do grupo da macacada.

 

A situação é de bate-cabeça na administração. Uma pessoa tinha que ser empregada (tinha bom padrinho) para um cargo com salário de 2x (um exemplo). Não deu certo porque tinha que ser concurso e não indicação. E agora, fazer o quê? Que decepção! Que grande decepção! Para a pessoa que ficou sem o salário 2x e para o fraco padrinho.

 

O que fazer? Ouviu-se um aconselhamento: “emprega-se na prefeitura com o salário de 2x e está tudo resolvido.” Mas, a prefeitura não tem esse salário de 2x! Outro aconselhamento: “a pessoa é indicada para um cargo qualquer na prefeitura e entra de férias.”

 

O prefeito Dudy, para começar a governar, tem que se desembaraçar do prefeito fantasma, dos aconselhamentos de pé-de-ouvido e tem que alinhavar, muito bem alinhavado, esse grupo da macacada, onde todo mundo acha que tem o direito de meter a mão na cumbuca.

 

Enquanto isso, Ipirá permanece atolada na esperança de que um dia o jacu ou o macaco faça uma boa administração nessa terra. O povo está entendendo que essa briga só satisfaz ao interesse das oligarquias locais, tanto faz do grupo jacu, como do grupo macaco.