sexta-feira, 24 de maio de 2024

A NOITE DO PIPOCO

Noite de terça-feira (14 de maio), um foguetório estrondoso abalou Ipirá. O que está acontecendo? O mundo vai se acabar? Não, não! É a macacada comemorando uma pesquisa (o que é que o dinheiro público não faz!).

 

Eu gosto de analisar pesquisa e essa então; qualquer pesquisa faltando cinco meses para as eleições não tem muita referência concreta; por estar muito distante do pleito não merece nenhuma credibilidade. É apenas uma amostra de momento. Para a macacada é motivo para foguetório (também, com dinheiro público tudo é motivo para foguetório).

 

O que vale são os números. De forma espontânea, sem apresentar nomes, quem aparece na liderança é a família Oliveira com 65,66% das intenções de votos. Não souberam e não votarão (de maneira ‘arguma’) na família Oliveira ficou com 30,47%. As oligarquias do poder não gostaram: como é que pode uma disgrameira dessa? Pessoal, faz outra enquete aí. Agora apresentando os nomes.

 

Assim foi feito. Os candidatos são o sobrinho e a tia da família Oliveira: aí não teve jeito, brocou bem brocado, pulou para 84,34%. Eu nunca pensei que a família Oliveira (apesar dos dez mandatos do ex-deputado Jurandy Oliveira sem muita coisa a apresentar) tinha tanto prestígio em Ipirá.

 

Aqueles 30,47% que não iam votar em ninguém e nem sabiam que ia ter Eleições em 2024 pularam do barco e deram uma rabichola; ficando apenas 15,65% na determinação de não aceitar o cabresto imposto pelo sistema, que coloca ‘macaco 1’ contra ‘macaco 2’ na balança, como se fosse um genérico de jacu.

 

Depois do pipoco, é óbvio que forçado, tomei uma decisão: vou fazer minha pesquisa.

 

De imediato, procurei um instituto de pesquisa e fiz um contrato com um tal de Ibo... Ibo não sei o quê. Só pelo nome, cobrou-me um preço salgado; mas fazer o quê, paguei adiantado e tracei as linhas do que eu queria saber:

 

“Para prefeito não precisa pesquisar, já sei quem ganha, tá tudo combinado e confirmado e não existe dúvida, vai dá a família Oliveira. Ou dá o sobrinho ou dá a tia. Para quem gosta de dizer que não é bem assim, eu vou deixar bem claro: ou dá o sobrinho ou a esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira.”

 

O ex-deputado tá de boa! Não precisa nem gastar muito dinheiro (cinco milhões de reais), basta ficar sassaricando no galinheiro dos jacus e ciscando no terreiro da jacuzada, para ver se a família Martins coloca uns dois trocados para a disputa (é ruim, papá!). Esta é, sem dúvida, a maior farsa eleitoral já apresentada em Ipirá.

 

Mas voltando ao nosso assunto. Com quinze dias recebi o resultado da pesquisa para vereadores, encomendada e paga, com uma observação:

 

OS DOIS NOMES SUGERIDOS COMO VEREADORES MAIS VOTADOS NÃO OBTIVERAM RESULTADOS SATISFATÓRIOS E SERÃO DERROTADOS NO PLEITO DE 2024.

 

Não é possível! Fiquei impressionado, diante da surpresa. Mostrei a pesquisa a um conhecido e ele foi dizendo: “isso é uma pesquisa descarada!”

 

Fui direto ao dono do instituto para ser ressarcido pelo que paguei e escutei: “não vou fazer nenhuma devolução, minha pesquisa é científica, categórica e verdadeira.”

 

Eu falei: “sua pesquisa está contaminada de erros,” e ele retrucou: “se os dois candidatos sugeridos como ‘campeões de votos’ forem apresentados para prefeitos terão vinte mil votos cada um, mas para vereador nenhum dos dois serão eleitos, nem o ex-líder Antônio Colonnezi, nem o ainda líder Luiz Carlos Martins e tem mais, nem esse sobrinho Tiago, nem essa tia dona Nina. Vereador é cada um por si, quem tiver a unha maior que suba na parede; prefeito é todo mundo trabalhando prá um só. Desse jeito até nosso amigo Luiz Gambá arrebenta a boca do balão, com o bocapiu abarrotado de votos. Vá fazer suas análises e passe bem!”

 

É importante, nesta análise da pesquisa apresentada, dizer o seguinte: em 2020, o município de Ipirá tinha 44.808 eleitores. Naturalmente, ocorreram alterações (novos eleitores jovens, transferências, mortes, etc) e com certa base, o município de Ipirá terá 48.625 eleitores inscritos para o pleito 2024.

 

Em 2020, não compareceram para votar 17,56 % (7.869 eleitores).

 

Em 2020, compareceram para votar 82,44% (36.939 eleitores)

 

Para 2024, (suposição) que compareçam 83% para votar, teremos 83% de 48.625 mil eleitores, será um total de 40.358 votos.

 

Em 2020, brancos e nulos ficaram na casa de 7,48%. Para 2024, a pesquisa apresenta 15,65%, vamos na meiota, 10% ou seja, 4.035 votos. Assim sendo, a família Oliveira (a tia e o sobrinho) ficará com 36.323 votos. Nunca, em nenhum momento da história de Ipirá, uma família apresentou tamanha quantidade de votos.

 

Toda eleição municipal, sempre acontece mais votos para vereadores do que para prefeito. Vamos colocar 38.000 votos para o legislativo. 38.000 dividido por 15 cadeiras = 2.533 (como coeficiente) para fazer o primeiro vereador.

 

(Com base nas votações de 2020). A jacuzada dividiu-se em duas chapas. A chapa do União (3 vereadores fortes) 4.443 votos (em 2020), dá para fazer um vereador; faltando apenas 623 votos para o segundo e com um total de 7.599 votos farão 3 cadeiras. As 13 candidaturas que enchem linguiça vão ter que se virar.

 

A outra chapa da jacuzada é a chapa do PSDB (2 vereadores mais 1 candidato forte) 3.147 votos (em 2020) dá para fazer um; o segundo, com mais 1.919 votos; um total de 7.699 votos para 3 cadeiras. As 13 candidaturas que enchem linguiça vão ter que fazer das tripas ‘um coraçãozinho de live’ para eleger os três vereadores.

 

A chapa do PDT (3 candidaturas disputando) 2.571 votos, (em 2020) suficiente para fazer uma cadeira; para a segunda faltam 2.500 para fazer o segundo e um total de 7.637 votos para o terceiro. Não é fácil.

 

A Federação (PT, PCdoB, PV) que tinha 3 vereadores e fará um vereador com certeza; Jaildo do PV, o mais provável, 1020 votos (em 2020) faltando 1.513 votos para Jaildo ser vereador; para o segundo faltam +2.533 votos. A esquerda só fará um vereador com 4.046 votos (somatório do que falta para Jaildo + um coeficiente.)

 

Aí vem o PSD, o bonde do Legislativo de Ipirá, com 10.056 votos (em 2020) (7 vereadores e mais 4 candidaturas fortes) com 4 cadeiras garantidas; com 12.589 votos (faz a quinta); com 15.122 votos (faz a sexta); com 17.655 (faz a sétima). A carreta vai deixar para trás (é possível que) 4 ou 5 candidatos que vão cair na buraqueira.

 

Ainda tem a chapa do Avante e a chapa do Agir, que poderão obter duas vagas, bastando que atinjam o coeficiente com as suas dezesseis candidaturas (cada um). Observação: a última cadeira será completada com a maior sobra das chapas que alcançarem o coeficiente.

 

Se os meus números não representam nenhuma verdade e nenhuma realidade, o que está mais do que claro, motivo pelo qual ninguém tocou foguetes, da mesma forma que, a pesquisa não representa nada mais do que uma simples enquete de momento, parecendo nuvens, que a todo instante mudam de lugar. Minha conclusão: tocaram foguetes PELOS recursos públicos. 

sábado, 18 de maio de 2024

ATÉ UM DIA, CORRÓ!


Há 60 anos nasceu Corró. Um menininho cangalho, sem aquele exagero, muito mais no formato de alicate. No registro e no batismo recebeu o nome da Arismário Sena Ferreira.

 

Aquele Corró era um menino diferente, era inquieto, buliçoso e irreverente; sentia no peito que as coisas não estavam no seu devido lugar e que a ordem social estava desarrumada, com pouca gente tendo tudo e muita gente não tendo nada. Era uma certa rebeldia que ia aflorando naquele peito. Sua consciência foi alfinetada com o slogan do deputado federal Chico Pinto, “TÁ COM PINTO OU TÁ COM MEDO”. Começou a descobrir uma coisa chamada política.

 

Ipirá ficou estreito para Corró e a capital baiana, com sua enormidade cosmopolita, recebeu aquele adolescente Corró, que começou a mergulhar naquela sociedade em busca de referência, de significado existencial e de uma justificativa que levasse a uma sociedade com base no humanismo. O Brasil estava padecendo de uma ditadura militar.

 

Aquele adolescente descobriu que a sociedade que se movimenta, dizia NÃO, dizia ABAIXO A DITADURA; esperneava e não baixava o cangote.

 

Nem tudo estava perdido. Sem conformismo, descobriu o movimento, o grêmio estudantil, o sindicato, o partido, a clandestinidade, a luta. Descobriu que contra o racismo se luta para cortar o mal pela raiz. Estava sendo forjado para brigar pela causa dos oprimidos. Assim nascia Arismário, um aguerrido combatente das causas populares.

 

Foi um defensor inabalável da Casa dos Estudantes Ipiraenses, colocando-se à sua disposição em todas as suas demandas, desde a exigência de uma moradia decente, das reformas necessárias até a movimentação pela compra da casa própria. Foi um dos baluartes na formatação da cara cultural da Casa dos Estudantes Ipiraenses, inclusive com o ‘Forró da Residência’, que ajudava a botar comida na mesa da residência.

 

A ditadura andou na cata de Arismário e o deteve algumas vezes. Não arrefeceu; botava a cara na rua, com força, raiva e consciência de classe. Era um combatente inquebrantável. Organizou o Comício das Diretas Já em Ipirá, quando esse movimento tomava as praças e ruas do Brasil.

 

Forjado nos movimentos sociais e na luta contra a ditadura. Arismário foi crescendo, foi se agigantando e adquirindo uma concepção de mundo baseada no socialismo. Essa é sua essência, sua prática e sua vida. Foi um socialista e comunista convicto e consciente. Essa foi a sua lição mais contundente.

 

Retornando à estreita Ipirá não deixou por menos. Com toda a formação política adquirida e determinação foi organizando, mobilizando e lutando para garantir conquistas para os trabalhadores, para a classe trabalhadora.

 

Formou o Sindicato dos Professores, a APLB/Sertânea; formou o Partido Comunista do Brasil – PCdoB em Ipirá e contribuiu para todas as lutas que os trabalhadores rurais e urbanos travaram em nosso município.

 

Como todos nós, era um homem de carne e osso que se distinguia pela consciência de classe. Teve uma militância exemplar, coerente e contundente, que não vacilava em buscar para o coletivo. Era amigo, companheiro e camarada; dos bons. Arismário tinha lado, foi um combatente ao lado dos oprimidos desse mundão de meu bom Deus. Era um cidadão do Universo.

 

Sempre esteve ao lado da resistência, em defesa da democracia, dos direitos humanos e com têmpora para enfrentar o fascismo que nos rodeia. Sendo da resistência desconhecia o medo. Mesmo, na vida pessoal postava-se na resistência pela vida, travando uma luta constante pela continuidade da própria vida, com intensa vontade de viver. Era um pássaro que voava livre sem gaiolas. Era sua natureza revolucionária.

 

Chegou o dia da despedida. Não podia ser diferente: uma dor que corta o peito; escorre uma lágrima que não pode ser contida; uma tristeza que não se dissipa e uma saudade que não tem endereço; uma despedida dentro do breviário da vida humana. Até breve, camarada, valeu o bom combate.

 

Fica uma forte emoção que corta o peito. Seu filho Júlio Sena veio em minha direção e deu-me um forte abraço; forte e demorado abraço, sem palavras, mudo e seco, um abraço que não precisa falar, que não precisa dizer nada, simplesmente, para sentir uma energia forte, positiva, alegre para ser compartilhada por todos, dentro da tristeza ou ao tom que celebra a vida; a luta continua, camarada!

 

A vida não para e a luta continua, pode ser na estreita Ipirá ou no largo Universo (vale para mim e para você, Júlio), assim era a natureza de um corró, que virou Arismário, que se tornou um combatente das lutas populares. Se no Novo Plano houver alguma injustiça, podemos ter a certeza que um corró, de pernas cangalhas, vai bater na mesa e dizer NÃO; foi assim que começou a história da humanidade.

sábado, 11 de maio de 2024

O MAIOR CALOTE QUE JÁ ACONTECEU EM IPIRÁ

A dívida trabalhista indenizatória total da fábrica de calçados, que foi embora, com todos os seus operários (agora, inventaram uma nova nomenclatura, colaboradores) na planta de produção na cidade de Ipirá ficou em 20 milhões de reais (dado apresentado na última sessão 7/5/24 da Câmara de Vereadores de Ipirá).

 

Nessa novela de puxa e estica, vai ou não vai, terminou indo, apareceu a empresa A, que deu 20 milhões de reais pelo equipamento, em Ipirá, da fábrica que foi embora, esta não aceitou. Esta cifra quitaria a dívida trabalhista.

 

Foi para leilão. Apareceu uma empresa B e comprou por 11 milhões de reais todo o equipamento que era para ser vendido por 20 milhões de reais. Esta cifra não dá para quitar a dívida trabalhista.

 

Qual foi o arranjo que fizeram? Os trabalhadores perderão metade de sua indenização para livrar a cara da empresa que foi embora e salvar uma banda cara da que está chegando, porque não será preciso pagar o passivo deixado pela fábrica que foi embora.

 

Quem tomou no fiofó? Os operários (as). Nesse acordo, quem tinha 20 anos perdeu dez anos. Quem tinha 2 anos perdeu um ano. Perdeu para quem? Perdeu para a burguesia que explora esse ramo de atividade calçadista. A fábrica que foi embora não pagou e a que vem aí não tomou conhecimento dessa dívida. Os donos (burguesia) se safaram.

 

O que faltou? Faltou a classe operária invadir e ocupar a fábrica para chamar a atenção pública e acordar a Justiça para que seus direitos fossem garantidos.

 

E agora? Falaram até em 300 reais para o operário pagar ao Jurídico do Sindicato para ter direito à ação. Os vereadores fizeram as contas e 300 reais x 1000 operários deu 300 mil reais. Entrou dinheiro na jogada é problema.

 

Ah, mas isso aí é para o operário não sindicalizado! Sim, vamos colocar o ponto onde tem que ser colocado. Como é que fica o operário (a) sindicalizado que não paga nada para a Ação na Justiça, mas que perderá metade dos seus direitos no ACORDO realizado? Ficou no prejuízo e grande prejuízo.

 

“Mas ninguém trabalha de graça!” É verdade. A equipe jurídica recebe todo mês, desde quando foi contratada, e muitas vezes, o trabalho significativo é o que está posto no momento, sendo que o aproveitamento de uma situação para colocar o facão no pescoço, abre a possibilidade de ser tido como um oportunismo evidente.  Não se marcha só com os seus numa caminhada coletiva, então pulverize e abra as porteiras para que os colaboradores (e não operários) encontrem o melhor acordo para si.

 

Ipirá, com esse comando e domínio oligárquico se torna um município interessante. Perdeu 200 empregos para o Bravo no setor de calçado e, simplesmente, relativizaram: “não tem nada não, foi só um galpão!” “isso aí representa muito pouco!”

 

Ipirá perdeu uma fábrica de calçados (a segunda do Brasil) de 1200 empregos diretos e parece que nada aconteceu. A estrutura política oligárquica pouco se abalou. Também, quase nada poderia fazer. O Sindical badalou praticamente sozinho. Ipirá não se deu conta do prejuízo que isso representa.

 

Ipirá adora uma promessa, inclusive já se acostumou com isso, badalam que Ipirá vai receber uma fábrica de calçados de 150 empregos. Colocam isso como uma coisa grandiosa e espetacular. Isso representa menos do que o galpão que foi para o Bravo. “Ah, mas daqui a x anos (dez anos) ela estará com 2000 empregados!” Não esqueçam, que a que foi embora era a segunda do Brasil.

 

Essa fábrica que dizem que está chegando com 150 empregos não tem a categoria da que foi embora. Estão colocando a ‘possibilidade de’; inclusive, teve vereador que falou em fatiar a planta da fábrica em Ipirá para diversas (várias) fabriquetas. Estão de brincadeira. Não estão acreditando que virá; se vir será do tamanho de um galpão (os outros galpões ficarão inativos por tempo indeterminado, que só Deus sabe).

 

Tem mais, a fábrica só virá quando chegar; enquanto isso não passa de promessa de governo estadual e municipal. E tem mais! Do jeito que estão falando é muita conversa mole. Se fizerem o que o vereador falou, vai ficar um monte de fabriqueta; junta tudo, faz um fardo, que não dá uma banda da fábrica que foi embora.

 

A fábrica que foi embora faliu. Nenhum governo tem culpa. A coisa foi interna, no campo administrativo. Desviaram o capital da empresa. Muita mordomia; investimento em carro de corrida; diretor colocando (Ferrari ou Camaro) num guindaste para presentear a amante numa cobertura de um prédio; etc e tal. Qual é a empresa que vai suportar um esbanjamento desse? Está para nascer. Quem pagou e bancou essa orgia financeira? A classe operária de Ipirá contribuiu com seu suor para isso.

 

Esta fábrica que foi embora faliu bem falida, de perder até as cuecas? Não e não. Ela perdeu os anéis para não perder os dedos. Sacrificou parte do patrimônio, passou o pau em alguns passivos (caso de Ipirá) para manter um patrimônio maior do que toda a riqueza dos 1200 operários (as) de Ipirá e bem superior (bem superior mesmo) aos 20 milhões de reais que eles ficaram devendo aos operários daqui.

 

O vacilo dos operários da ‘fábrica que foi embora’ foi não ter entrado em contato e conversado com o advogado Carlinhos Oliveira (Carlinhos de Bartolomeu), um dos melhores advogados trabalhistas da Bahia, que por incrível que pareça, foi um dos grandes incentivadores para a formação e fundação do Sindical em Ipirá. Operário luta; colaborador não quer ver o patrão na pirambeira.

 

Não custa recordar. Ipirá era a segunda maior bacia leiteira da Bahia. A fama de Ipirá ia longe. Ao ponto da multinacional Nestlé vir para cá. Tentou, fez de tudo, não deu certo, bateu o carimbo e foi embora. Para o produtor de leite ipiraense foi o mesmo de não ter acontecido nada demais.

 

Hoje, a bacia leiteira não chega nem ao chulé do que foi um dia. Não tem uma Nestlé, mas tem muitos pequenos compradores de leite, até para fazer queijo, que nem a prefeitura deu uma autorização necessária para eles venderem o produto ao comércio. As oligarquias dizem que Ipirá não perdeu nada, só faz ganhar.

 

Infelizmente, Ipirá é assim: a nossa Ipirá vai perdendo o que conquistou um dia; suas oligarquias com seus apaniguados continuam afirmando que Ipirá é uma GRANDE e próspera cidade e o povo indiferente ao que vai acontecendo não faz questão do que está por vir. Vida que segue.
 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

O SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Parece muito mais um samba do crioulo doido. A vice Nina Gomes ajudou, contribuiu e lascou uma lapada de seis no antigo prefeito de plantão, que acha que a vice Nina Gomes deve defender com a língua e palavras a antiga gestão como uma coisa grandiosa.

 

Quem gaba o toco é a coruja. A vice não pode vestir uma camisa de uma criança de quatro anos para dizer que anda na moda. Assim não dá! É melhor a vice dá um cavalo de pau, pedir licença e ir fazer tricô na varanda de casa. É mais promissor.

 

Achar que a fábrica de calçado de Ipirá foi embora por falta de incentivo fiscal é batucada do samba do crioulo doido. A dita-cuja escafedeu-se porque faliu de fazer pena, de maneira tal, que quebraram a cumieira da casa para servir de porta de entrada para o ladrão, que surrupiou o capital para investir em mordomias. Não deu outra, virou massa falida.

 

Aí o beco ficou apertado e sem saída. O pessoal do governo pede para o pessoal ficar de boa porque vem outra para o lugar. Tem gente que gosta de comer H sem questionar. Pelo menos algumas perguntas: vem quando mesmo, antes ou depois das Eleições 2024 / 2026? A que foi embora era a segunda fábrica de calçados do Brasil, essa que vem é a primeira? Nem tanto, nem tão pouco.

 

Mais perguntas: a que foi embora empregava mais de mil pessoas diretamente; a que vem vai empregar quantas pessoas?  Se não é a primeira do Brasil, naturalmente, não empregará mais de mil pessoas. Dizem de boca, que empregará 300 pessoas. Assim sendo, o déficit de empregos em Ipirá é de mais de setecentos empregos. E tem gente que diz que Ipirá lucrou, porque pior é nada.

 

Não tem raiz quadrada que seja solucionada e deixe de apontar que Ipirá teve perdas volumosas e significativas na questão do emprego e renda.

 

É bem verdade que pisada da galinha não mata os pintinhos. É também verdade e é bom lembrar que a fábrica de calçados que foi embora pisou no pescoço dos seus funcionários, foi o maior calote que os trabalhadores tomaram em Ipirá. Houve muito vacilo. Não procuraram o advogado Carlinhos Oliveira (de Bartolomeu), um notório advogado trabalhista da Bahia. Até o momento os trabalhadores não receberam o de direito, que lhes é devido e a fábrica que se picou continua leve e solta, mas devendo até o cabelo do ‘quioquio’.

 

Afirmam batendo o pé no chão por três vezes, que a prefeitura de Ipirá está com a caçoleta (contas) abarrotada de bufunfa (dinheiro) e ainda dizem o valor com a boca inchada de vento: 80 milhão de real. Deixando transparecer que é para fazer fuzarca nas Eleições 2024. É bem possível, mesmo sem ser provável! Acreditai, ó filhos do divino metal!

 

Afirmam que o sujeito que teve a rua de sua casa / prédio asfaltada e não votar no indicado do prefeito (seu genro) é um miserável. Tá bem dito, ó bendita língua! Porque deverás entender que, quem com ferro fere, com ferro será ferido.

 

Uma prefeitura que tem 80 milhões de reais na conta e não faz uma ponte de cimento, que custará dois milhões, sobre um esgoto, não merece nem a pau e não tem por merecimento os votos dos moradores daquelas ruas, pois trata-se de um gestor insensível e miserável, que não atende as demandas e as necessidades da comunidade.

 

Tudo é coisa de doido. Tem até CPI sobre o futebol brasileiro e virou moda falar de roubo e gatunagem nas partidas, que está acontecendo mão grande da arbitragem. Isso não vai terminar bem.

 

Não sou torcedor fanático, nem apostador da maquininha e não tenho acompanhado o noticiário esportivo, nem os jogos, mas vou colocar minha sugestão porque estou preocupado e espero que não aconteça mortes, tiroteios, chacinas, brigas incontroláveis, nem enforcamentos de árbitros, então, desde já, que acabe logo, agora, este campeonato brasileiro de 2024 e evita-se mortes.

 

Não sei como encontram-se os times na tabela, nem quais estão em cima e quais estão na parte de baixo. Os times que estiverem na frente, com a mesma quantidade de pontos, que se faça um ‘cara ou coroa’ ou ‘par ou impar’ para definir o campeão e os quatros da zona de rebaixamento, que estão na rabeira, que sejam rebaixados.

 

Essa é minha opinião, embora não venha acompanhando os jogos e nem mesmo estou ciente das devidas colocações na tabela, mas essa é minha sugestão, isenta de qualquer paixão e interesse, mesmo que você ache que isso faz parte do samba do crioulo doido.

 

sábado, 27 de abril de 2024

ESTÃO DEVENDO UMA RESPOSTA PARA A COMUNIDADE

Parece que não foi ontem: uma criança de cinco anos, com nome de uma flor se foi. Um esclarecimento! Nada explicitado.

 

A Prefeitura Municipal de Ipirá se prontificou a realizar uma sindicância interna para possibilitar uma investigação aberta, precisa, justa e consensual que conduzisse à apuração do fato ocorrido. Nenhuma explanação.

 

Sindicância na gestão do prefeito Dudy é um cágado sem cabeça, só fica o casco. Não tem elucidação, nem aclaração, muito menos explicação. Tudo fica debaixo do tapete. Entregue ao tempo. Acreditando na amnésia da população. Uma espécie de nada a declarar, que significa bem mais “tudo a esconder”.

 

Aguardamos a Justiça, com a atuação do Ministério Público, para evitar que tudo caia em um esquecimento profundo.

 

Enquanto aguardamos, as redes sociais propagam indignações e cobram respostas sobre o acontecido. Nada mais justo. Por que não atender aos reclames que ocorrem na rede social? Por que o silêncio dos poderes públicos? Por que o silêncio da prefeitura e da Câmara de Vereadores?

 

Digam alguma coisa. Falem sobre o assunto. Esse silêncio é perturbador e inquietante; ao ponto de, ainda nesta semana, um vídeo publicado por um ipiraense colocar o presidente da Câmara de Vereadores Jaildo do Bonfim na cena principal do triste acontecimento. Necessário se faz, uma resposta do eminente presidente da Câmara Municipal de Ipirá.

 

O vereador Jaildo se destaca pela sua determinação, coragem e importância dentro da comunidade que vivencia e do cargo que exerce, fato que o coloca muito acima daquilo que está à sua volta. E isso cria uma grande expectativa para o seu pronunciamento.

 

Que não seja um ataque para denegrir, agredir e macular o autor do vídeo, mas o esclarecimento da sua defesa, um direito à defesa, desde que, não fez um único pronunciamento na Tribuna da Câmara sobre este acontecimento, desde quando do ocorrido (acompanhei todas as sessões da Câmara de Vereadores, desde então).

 

Algo aconteceu. O ocorrido foi na região em que o vereador atua. O uso do cachimbo deixa a boca torta.

 

Na minha opinião, a culpa é de um sistema viciado implantado neste nosso município ou seja, o vereador para garantir o voto da família do proprietário do carro faz a indicação para o transporte escolar, por si só este pedido do vereador não tem poder de concretização, para tal, tem que haver “O AUTORIZO” de um super secretário executivo (geralmente candidato a prefeito) ou do próprio prefeito. Aí papa, já foi! Desta forma, uma sucata barriguda foi implantada no transporte escolar para levar e trazer da escola, crianças de cinco anos em Ipirá.

 

Depois da CPI do Transporte Escolar engavetada, este pronunciamento do presidente da Câmara de Vereadores passa a ser aguardado com grande expectativa. Tudo isso em busca da verdade dos fatos. 

domingo, 21 de abril de 2024

O REI DO PEDAÇO

Mudanças no tabuleiro de xadrez no melhor estilo ou melhor ainda, no tabuleiro da politicagem de Ipirá. O ex-prefeito Antônio Colonnezi fez uma movimentação precipitada e equivocada, foi e voltou. Ao retornar encontrou seu trono de líder ocupado e bem ocupado. Foi obrigado a sentar na graxa.

 

O ex-prefeito Dió chegou ao ponto mais alto da politicagem de Ipirá: o ‘Rei do Pedaço’. Uma trajetória pessoal brilhante. Chegou à Ipirá sem lenço e com documento. Uma bagagem política forjada no Partidão. Bem recebido pela jacuzada, foi preparando o terreno. Na macacada foi recebido sem mimimi e com a promoção de super star, virou prefeito e ficou no bote.

 

O ex-líder Antônio Colonnezi vacilou e o ex-prefeito Dió virou o grande líder, mentor e condutor deste agrupamento da politicagem ipiraense. Pensador habilidoso domina a tripartite da macacada. Um grupo ligado ao senador Oto Alencar (o maior erro de liderança de Antônio Colonnezi foi não estar colado no senador. Resultado: hoje, tem menos poder político em Ipirá do que o vereador Deteval).

 

Hoje, quem forma o triângulo de poder no grupo macaco é Diomário (o pensador político), Dudy (frágil na teoria política) e Thiago do Vale (tá começando na engrenagem da complexidade política). Vamos aguardar no que isso vai dar.

 

Pelo outro lado, apareceu em Ipirá a figura política de Nina Gomes, trafegando por um caminho traçado pelo ex-deputado Jurandy Oliveira. Foi muito bem recebida na macacada, com a posição de vice e melhor ainda, pela jacuzada, com a cabeça da pule, na posição pré-candidata a prefeita. Uma carreira perfeita para uma ilustre desconhecida.

 

A coisa não anda bem, sua candidatura vive o maior perrengue. O que foi que aconteceu de errado? Caiu no conto do vigário, com uma candidatura lançada um ano antes. Pura precipitação! Nem a Casa da Moeda aguenta o baque! Campanha para ter fôlego e aguentar o repuxo tem que ser faltando três meses para suportar o pique final. Por isso o barco da campanha de dona Nina está vazando e pode afundar antes do tempo.

 

Dona Nina! A senhora tem cinco milhões de reais para bancar essa campanha? Os puxa-sacos da prefeitura divulgam que a prefeitura tem 80 milhões de reais para a campanha. Dinheiro público para campanha política de um pretendente! Imagine uma desgraça dessa! Falam isso sem a menor desfaçatez. A que ponto chegou Ipirá!

 

Dá para perceber que está tudo dentro dos conformes do sistema (jacu e macaco), como sempre acontece em Ipirá. Com jacu e macaco dando as cartas, com todo o domínio e tudo dominado. Do jeito que o sistema jacu e macaco gosta. Nem tanto, nem tão pouco; nem tudo está na balança e no critério de quem manda.

 

O problema e a solução aparecem com a Federação (PT, PCdoB e PV). Para o PT de Ipirá uma simples secretaria municipal, com uma chefia do gabinete contemplam a aspiração do partido. Nada melhor do que pensar que participa da gestão. Isso não tem nenhuma novidade.

 

Uma questão é relevante: num município lulista, com a presidência da República, com o governo do Estado, já teve prefeito petista, com secretarias municipais e no frigir dos ovos o PT local não consegue eleger um vereador, por quê?

 

Novidade mesmo! É o time que está chegando à Ipirá. São todos ipiraenses, com uma experiência adquirida e comprovada na política nacional e estadual.

 

Querem imprimir a mais elevada política no manejo administrativo municipal de nosso município. Uma ótima iniciativa para tirar Ipirá do esgoto administrativo colocado pelo sistema jacu e macaco, que tanto tem humilhado, reduzido a cidadania e infernizado a vida de nossa gente, ao tempo que tolhem o município de Ipirá de avançar em direção a um progresso consistente.

 

O time chegante defende um programa mínimo de governo, com base em políticas públicas firmes e duradouras, com participação popular, democracia e transparência. Efetivamente é essa a intenção.

 

O ‘time chegante’ chegou num momento em que o sistema (jacu e macaco) vive uma séria crise de identidade e está mostrando a sua verdadeira face decadente. Ipirá não pode continuar a dar prosperidade a um sistema atrasado, infame e mesquinho, que impede o avanço e progresso desta terra com liberdade e participação popular.

 

Como pode ser chamado MACACO um grupo liderado por Diomário? Não tem nada de genuíno, de raiz e histórico. É outra coisa qualquer, menos macaco. Uma pequena questão é como fazer uma política diferente com essa ‘outra coisa qualquer’? O time chegante fala em transparência.

 

O gestor Dudy falou em campanha que seu governo seria um livro aberto e transparente e que prestaria contas das finanças públicas da prefeitura em praça pública. Não o fez. Só o fará quando a galinha nascer dentes.

 

Qual é a essência do governo Dudy? Não está determinada pela transparência. As administrações do sistema (jacu e macaco), neste Ipirá do bom Deus, fizeram uma desgraceira de fazer inveja ao diabo, mas no governo Dudy foi quando aconteceu a maior transferência de recursos público para o setor privado, mesmo que tenha acontecido no campo da legalidade, de uma necessidade improvável ou até mesmo nas incertezas dos caprichos volúveis. A falta de transparência encobre os fatos.

 

Será que a próxima gestão vai desnudar os fatos com a transparência assumida e acatada no Programa Mínimo de Governo que será proposto?

 

O que eu não quero que aconteça é que o ‘time chegante’, que é calejado, tem experiência e vivência nestas contendas políticas faça como a multinacional Nestlé fez em Ipirá, há décadas atrás, após uma atuação em nossa terra sem o resultado esperado, bateu o carimbo: “isso aqui não tem jeito, não!” E se picou.

 

Enquanto as coisas acontecem, o prefeito Dudy continua apresentando suas obras: “em 2024, vamos reformar as casas das pessoas necessitadas; vamos fazer a praça do povoado Umburanas e no Flor da Chapada; vamos intensificar o nosso calendário festivo, com exposição e tem mais, vamos fazer a reforma no Ginásio de Esporte, com uma arenazinha; é tanta coisa que não cabe neste artigo (isso ele não falou). Antes que eu esqueça, a Via Line vai se instalar aqui.”

 

Tem que haver transparência não só nas contas públicas, mas também nas falas púbicas e privadas. A fábrica de calçados se picou de Ipirá não foi por culpa de nenhuma esfera governamental, foi devido ao péssimo e escandaloso gerenciamento da empresa com desvio de capital. Ipirá ficou sem dois mil empregos e os trabalhadores receberam um calote daqueles.

 

Como a questão é apresentada? Vem uma Via Line aí, que vai empregar trezentas pessoas e ... (tá tudo bem!). Sim! Ipirá perdeu ou ganhou? E o calote dado na classe operária? Qual foi o encaminhamento dado para esta problemática?

 

Saltando da alta política para o andar de baixo. Será que a Federação não vai fazer um vereador? Explicando: um vereador é garantido, à primeira vista, tudo indica, será... (Jaildo).

 

Supondo que o vereador eleito (tudo faz crer, Jaildo) tenha 1.100 votos (suposição), com um coeficiente de 2.100 votos (suposição), o vereador possivelmente eleito (Jaildo) precisará de 1.000 votos para atingir o coeficiente e esses 1.000 votos (virá que eu sei) do PT e do PCdoB.

 

Sendo que, se a Federação fizer só um vereador (e se for Jaildo) o PT e o PCdoB deixarão de fazer um vereador, porque os votos foram direcionados para eleger (pelo menos teoricamente, Jaildo).

 

O time que chegou ‘chegando’ não está convidando o vereador e atual presidente da Câmara de Vereadores de Ipirá para estas reuniões? Por favor, pensem, também, um pouco na baixa política, porque no início do ano (2024) a Federação tinha três vereadores e, de certa forma, representará um fracasso eleitoral sairmos das Eleições de outubro/24 sem nenhum vereador da esquerda (PT e PCdoB) em Ipirá. Muito agradecido pela leitura.
 

terça-feira, 9 de abril de 2024

A DANÇA DAS CADEIRAS

Dia 5 de abril, foi a data fatal para quem tem mandato. Quem saiu, saiu; quem não saiu não sai mais. A janela foi fechada, lacrada e selada com manta betumada aluminizada. Não embrenha nem aparta, nem mesmo mosquito da dengue.

 

Como está o tabuleiro de candidaturas para a Câmara de Vereadores de Ipirá? São quinze cadeiras. Aí você diz: “nenhum dos antigos vereadores perderá o mandato!” ERRROOOUUUU!

 

Nestas eleições municipais de outubro de 2024, o único vereador que será reeleito com certa tranquilidade é Jaildo do Bonfim? Pru mode de quê?

 

Jaildo assumiu o PV e faz parte da Federação (PT, PCdoB, PV). Entrou numa competição altamente favorável para sua candidatura; vai manter custos eleitorais razoavelmente baixos e com sua votação normal e natural será o mais votado da Federação (PT, PCdoB, PV). Só não será desse jeito, caso aconteça uma tempestade de votos, com raios indo em outras direções. Muito improvável!

 

Observe o que vai acontecer: das 15 cadeiras, 05 serão abocanhadas pelas candidaturas dos pequenos partidos(em chapas de pequenos): Federação com 02 cadeiras; a chapa do PDT com 02 vagas e o Avante com 01 vaga.

 

Pela Federação, Jaildo estará eleito, com o PT e PCdoB disputando a outra cadeira (em todas eleições que PT e PCdoB saíram juntos fizeram um vereador) a diferença agora, é que uma parte dessa votação servirá para Jaildo, que não alcança o coeficiente sozinho. Tudo indica que alcançará uma votação para duas cadeiras.

 

Tem uma chapa na jacuzada (se não estou enganado PDT) com quatro candidaturas disputando duas vagas, com uma possibilidade de fazer três, não é nada fácil. O partido Avante ficará com uma vaga, mas dificilmente fará a segunda. Outras chapas nanicas estão correndo atrás.

 

Os candidatos pequenos que concorrerem pelo PSD e União vão fazer o papel de ‘assoprador de bexiga” para fazer a escada para o vereador de reduto. Não tem nenhuma possibilidade de êxito. Um candidato assim, não tem noção de nada e desconhece completamente o sistema. Quando o beiço ficar inchado ele aprenderá a lição.

 

Sobrando 10 cadeiras para as chapas do jacu e macaco, aí vira briga de cachorro grande. O placar de 5 a 5 salvará os dois grupos; 6 a 4 arrombará o perdedor e 7 a 3 lascará o perdedor.

 

Analisando o prejuízo de quem vai perder: a jacuzada tem seis vereadores.  Fazendo três ficará com um prejuízo de 50%. Será uma derrota magistral.

 

Analisando o prejuízo de quem vai perder: a macacada (PSD) tem sete vereadores. Fazendo cinco perderá dois; fazendo seis perderá um.

 

Simplificando, são 14 candidaturas do PSD e União disputando 10 vagas. Vai ser a disputa para vereador mais acirrada que já houve em Ipirá. Vai sair lasca de fogo, corisco endiabrado, peixeirada e tranca batendo na moleira. É capaz de vereador com 1.200 ficar de fora. Pense numa desgraceira dessa! Dos quatorze, quatro vão sobrar! Quem será; será?

 

Pense o que é ter mais de mil e duzentos votos na base do clientelismo! Quanto custa um troço desse? Até a Casa da Moeda treme na base. Quem quiser sobreviver vereador vai ter que sair da casa das trezentas milhas para quinhentos mil reais. O mandato deixa 480 mil reais. Ô lasqueira!

 

Por que isso está acontecendo em Ipirá? Eleição um ano antes, todo tipo de assombração aparece!

 

Acabou o tempo do candidato pequeno assoprar vento para encher balão de vereador de reduto. Isso acabou, só o candidato que não entende nada continua nesse caminho.

 

As candidaturas pequenas tomaram consciência de sua força e não aceitam mais encherem linguiça para vereadores que são donos de reduto eleitoral. Pequenos se somam aos pequenos. As grandes candidaturas que digladiem entre si e quem tiver a unha maior que suba na parede.

 

Sendo assim, vai ocorrer uma luta pesada dentro do próprio grupo e cada vereador postulante vai partir pra cima, quem vacilar sobra, por isso que os candidatos mais fortes correm um pequeno risco. Mas, quatro ficarão de fora; as que enchem linguiça na chapa dos grandes, já estão fora antes do juiz iniciar o jogo.

 

Qual é o verdadeiro interesse do vereador? Ser eleito e ter um mandato de vereador. Não tem outra conversa. Seu candidato a prefeito foi eleito, mas ele perdeu como vereador. O prefeito vai dar preferência ao vereador eleito do seu lado e, quem sabe, até mesmo, do lado contrário.

 

Tá faltando cadeira para a dança, quem não ficar arisco não vai achar nem um tamborete para sentar. Por isso, o líder Antônio Colonnezi procurou um cabide para agarrar. Pulou da toca e foi com a tia, que não entendendo nada disse que "agora eu sou jacu!"; bastou isso para Antônio voltar para a toca.

 

Antônio Colonnezi pulando de toca em toca fez exercício de emagrecimento. Era líder inquestionável do grupo macaco. Deixou de ser líder quando saiu para o grupo jacu. Retornou ao grupo macaco. Voltou a ser líder? Não, virou office-boy.

 

Retornou e foi recebido por Diomário e o senador Otto Alencar (os dois espertos) e outros. Antônio Colonnezi foi convidado para entrar no PSD do senador? Não, não foi! O PSD é o partido que manda e vai mandar em Ipirá.

 

E Antônio foi para que partido? O PV de Jaildo do Bonfim, que faz parte da Federação Brasil Esperança. Cuidado! Muito cuidado com o vereador Jaildo quando ele toma suco de manga verde (que bagaceira é isso?) e diz assim: “muita coisa pode acontecer ainda!”

 

Na verdade, a pré-candidatura de pescador, que soltou linha, deu linha, largou linha e quando ia chegar na candidatura o peixe escapuliu. Não se faz política um ano antes. E agora?

 

Agora, a pré-candidata Nina ficou parecendo aqueles produtos ‘TRÊS EM UM’ a jacuzada comprou três e recebeu a metade de um. É uma nova conjuntura ou a jacuzada vai querer engolir carne de carneiro pensando que é carne de bode.

 

Como eu não tenho nada com isso, não fico impedido de fazer uma pequena pergunta: essa pré-candidatura Nina tem cinco milhões de reais para bancar a campanha? Se não tem! Jacuzada abra os olhos e fique esperta, porque, caso contrário, a jacuzada venderá a sua mercadoria a preço de banana.

 

Enquanto isso, o prefeito Dudy continua apresentando suas obras: falou das duas ambulâncias da SAMU, que o Ministério da Saúde queria transformar em ambulâncias normais. Sim, isso mesmo! Aquelas duas, que Pintadas não aceitou pagar para Ipirá ter SAMU. Hoje ninguém sabe onde estão, tomaram chá de sumiço.

 

Ainda falou do matadouro, que quando ia funcionar alguém roubou todos os equipamentos e que a Justiça era morosa.


Aí a gente tem que parar para ver o que está acontecendo: ou o prefeito tomou uns dois goró atravessado ou tá ficando doido, ou até mesmo, perdeu o juízo.

 

Pense bem! As duas coisas que simbolizam o fracasso, o descuido e a falta de responsabilidade das administrações jacu e macaco por mais de trinta anos, nesta terra, estão enferrujadas e roubadas e a Justiça tarda.