sábado, 2 de novembro de 2013

DESMANTELO.


(sexta-feira, 1º./11/ à tarde) Eu faço a postagem neste blog.

(sexta-feira, 1º./11/ pela manhã) O prefeito Ademildo Almeida apresentou-se, no programa de rádio “A voz do prefeito”, bem mais tranqüilo e suave, sem os torpedos do “bateu-levou”, embora carregando e soltando muitos sofismas. “Cuidado com o andor, prefeito, que o santo é de barro!”

(terça-feira, 29/10, à tarde) Em trágico acidente em Ipirá morreram 7 pessoas e 7 ficaram gravemente feridas na estrada Ipirá-Pintadas. Veio à tona a fragilidade do Hospital de Ipirá, não havia como dar assistência a um número tão elevado de feridos. Corpos atirados em qualquer lugar; falta de funcionários; ambulância sem gasolina; falta de ambulâncias, enquanto duas ambulâncias do SAMU dormem um sono profundo, há mais de um ano, em uma garagem junto à Escola José Saint Clair. Sobra incompetência.

(terça-feira, 29/10, pela manhã) Os vereadores votaram o projeto que impede o prefeito assinar convênio sem autorização da Câmara de Vereadores. Sou favorável, não sei se o prefeito também é. Se não for, foi derrotado. Tomou 10 a 4.

A crise política está estabelecida. O prefeito ser derrotado não é problema. Quem não pode ser derrotado é o município de Ipirá. A Câmara tem que ter compromisso com Ipirá, não pode e não deve fazer nenhuma extorsão, chantagem ou exigência pessoal diante do Executivo; por sua vez, o Executivo não pode e não deve manipular e humilhar a Câmara com benesses pública para que o vereador banque e sustente o clientelismo devorador.

É um momento interessante e verdadeiro para que o município de Ipirá livre-se de uma relação promíscua entre os poderes e atinja um patamar ético na relação entre os poderes Legislativo autônomo, independente e forte e o Executivo. Isso não é sofisma.

(segunda-feira, 28/10, à tarde) Os diretores das escolas municipais receberam os salários e constataram que as vantagens foram cortadas. O prefeito recebeu integral (20 balas); os secretários receberam sem cortar nada (sete bolas). Não cortaram na carne, aí os diretores ficam sem entender a lógica do prefeito. Quem tem que pagar pelas armações do ex-prefeito Diomário? Só quem paga o pato são os diretores e os demitidos? E para onde vai essa sobra de dinheiro?

(segunda-feira,28/10, pela manhã) O programa Conexão Chapada foi a forra e tirou o couro do prefeito Ademildo e a prefeitura, piu! Fugiu da tática do bateu-levou. O programa noticiou que o prefeito exonerou, dispensou, cortou 20h, professores, comissões e coisas do ramo, pelo decreto 452 de 03 de outubro de 2013, assinado pelo prefeito Ademildo. Vixe! Santíssima Mãe de Jesus! O prefeito tinha jurado o contrário. Fico até preocupado e pensando: “será que Sua Excelência está assinando a papelada sem ler?” Isso é sofisma.

Prefeito! Não cometa um lapso desse de jeito nenhum. V.Exa. está metido até o pescoço numa rodilha de macaco e isso é pior do que rodilha de cobra cascavel, qualquer vacilo, já foi. Cuidado com esse povo do ex-prefeito Diomário, esse ex-prefeito é mais sabido do que os “bonecos de Olinda”; o homem só quer limpar suas arrumações, ou seja, limpar sua área, depois largar a pamonha para quem puder engoli-la.

(sexta-feira, 25/10, pela manhã) O prefeito Ademildo demonstrou que o Conexão Chapada o incomoda bastante e lascou o X no programa; falou e disse que sofria um linchamento terrível do mesmo. Botou o Conexão mais baixo do que o serviço de auto-falante “A voz da independência” comandado por Rogerão da Tora. Bateu, fritou, chicoteou, lascou o Conexão. O “A voz da Independência” deixava os opositores falarem, por causa de Rogerão. O Conexão também deixa, por causa de Marcelo Brandão. O que a macacada não entende é porque o prefeito paga um programa na Ipirá FM e a FM manda vê e não perdoa. Prefeito! É o povo quem está falando e V. Exa. fica pensando que é sofisma.

(quinta-feira, 24/10, pela manhã). Uma ouvinte denuncia que o anexo da escola Carlos Santana está sem aula. O locutor fez alusão às demissões. A prefeitura rebate na base do bateu-levou. Os ouvintes do programa escutam a voz do prefeito dizendo o que era que tinha que ser dito. Que gafe! Inacreditável. Parece que V. Exa. está querendo ser o prefeito Lombarde. Prefeito! Saia do sofisma, esse é um beco sem saída.

(7 de setembro 2013) Um cidadão ipiraense sente uma dor no peito. Procura um médico que lhe passa um exame urgente que tem que ser feito no Hospital de Ipirá. O exame urgente é entregue no hospital e o funcionário examina a assinatura do médico. Duas horas sem atendimento, o cidadão dirige-se ao funcionário e pergunta-lhe quando será atendido e ouve: “quem é o senhor?” “Sou ...” e escuta o funcionário dizer: “aguarde um pouco porque está sem Internet.” Uma hora depois: “Vamos fazer seu exame.”

Corpo todo ligado por fios e nada do instrumento funcionar, mexe aqui, mexe acolá, dá um tombo no aparelho, o cidadão dá um grito: “Uai, estou tomando um choque!” O funcionário alegre foi dizendo-lhe: “foi bom, o instrumento está funcionando!” Fizeram o exame. “Agora é só imprimir” disse-lhe o funcionário, que estancou e gaguejou: “não vai dá”. “O que?”. “Não tem tinta para impressora.” 200 reais um toner. O prefeito afirmou que uma despesa de 800 mil reais mensal no hospital quebra qualquer prefeitura. Tem gente que acha isso tudo sofisma.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

DEMISSÕES.


Vou começar por Brasília, pelo Congresso Nacional, quarta-feira, 14/10/13, votação para aprovação do piso salarial nacional de 950 reais para os Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate à Endemias. Fiquei impressionado com os argumentos dos líderes do governo que afirmaram que a União não tinha como manter esses salários e que só havia condições se os municípios arcassem com esse custo. Entenda uma desgraça dessa! A União que concentra toda a arrecadação do país não pode pagar; os municípios, com pires nas mãos, é que podem? Durma com um barulho desse e diga que a noite foi um sossego. Pense em seu sono.

Saindo de Brasília chegamos ao município. Cá o couro está comendo, porque a Prefeitura Municipal de Ipirá está demitindo um certo número de funcionários municipais. O prefeito argumenta que é para haver um ajustamento entre a folha do pessoal e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Onde eu quero chegar? Na argumentação do prefeito Ademildo pelo programa do rádio: “que sempre aconteceram demissões em Ipirá neste período e que essas demissões são normais.” Também pelo rádio, o prefeito disse que as demissões já foram discutidas, explicadas e justificadas. Até agora eu não participei desse debate e quero dar meu palpite. Não sei onde é que está a normalidade, mas é o mesmo que dizer que “pimenta nos olhos dos outros é refresco.”

É tudo por causa da Lei. A Lei é quem leva a culpa. Demite-se porque é necessário chegar a 54% na folha. Engraçado é que essa preocupação em encaixar esse limite na folha só vale para o final do ano fiscal, para outubro, novembro e dezembro, depois desse período, volta-se admitindo os que foram demitidos. Entenda um troço desse! Isso é que uma coisa fajuta.

A análise da situação não pode ficar simplesmente reclusa à Lei. Vejamos: o prefeito tem conhecimento da Lei, mas mesmo assim, ele entope a folha de pessoal da prefeitura de cabo-eleitoral e eleitores do grupo. Quando chega o final do ano ele tem que desentupir a folha, aí tome-lhe demissão. Veja que malandragem, ele consegue enrolar a Lei por mais de nove meses. Que Lei é essa?  Essa Lei é uma brincadeira! E o funcionário demitido? Fizeram do funcionário um puxa-estica.

Como? Não é assim? Vou colocar de outra forma: No período eleitoral, o grupo que está no poder (jacu ou macaco) enche a prefeitura de cabo-eleitoral e a folha ultrapassa o limite. Acontece a necessidade de ajustar o índice, demite-se funcionários. Depois de janeiro, volta a admiti-los. Enrola-se os funcionários e a Lei; cria-se um clima de tensão entre o funcionalismo com tamanha irresponsabilidade. Entenda isso tudo como uma esculhambação.

A discussão termina aí? Não. O prefeito pode até argumentar que não vai ser preso por causa dos funcionários, que são demitidos para salvar o prefeito. O prefeito é o artista, o sabido, o rei, o poderoso; enquanto o funcionário é o bobo da corte, o babaca, o tolo. Quem tem culpa no cartório?

O prefeito encurralado e pressionado pelo líder político do grupo, pelo fato de estar fazendo demissões de seu pessoal, procura uma outra  maneira para baixar o valor do volume de salários e atingir o índice: corta as comissões dos cargos de confiança por vários meses e incrementa uma política rigorosa de corte de vantagens; de arrocho salarial; tem até o boato de devolução de gratificações, coisa nunca vista ou imaginada. Tem até boato de que quem tem 40 h na Educação vai perder 20. Não acredito que isso vá acontecer.

Onde é que o calo dói? Na vida dos trabalhadores, digo eu. E você diz: “no pé?” Onde está o pé? O pé de tudo isso é a campanha milionária que se faz em Ipira. Aí é que está o mal de todos os males.Quanto é o custo verdadeiro de uma campanha em Ipirá? Quem banca a campanha? De onde vai sair o dinheiro para bancar uma campanha?

É isso que eu quero que você entenda. A campanha de Ipirá é milionária e suicida. Quem ganha a eleição acha que é da prefeitura que deve sair o dinheiro para pagar a dívida da campanha, pode ser jacu ou macaco. Pelo bem de quem a candidata Ana iria gastar uma dinheirama para eleger um prefeito petista? Só na boca-de-urna, no sábado, foram mais de 300 mil reais. Quem vai pagar a conta? Você diz: “a prefeitura.”

Eu vou mais longe e digo: “os gastos da campanha vencedora quem paga é você, funcionário municipal e professor; é você que não fez nenhum conchavo nesse sentido; é você que foi demitido e seu salário vai sobrar nos cofres; é você, diretora, que vai ficar sem receber sua comissão x tempo.” Entendeste como é o lance.

Quem é o sacrificado neste grande “negócio eleitoral” que é entregar uma prefeitura ao esquema de jacu ou macaco para governar Ipirá, é você que foi demitido, seja lá por que tempo; você que teve sua comissão cortada por alguns meses. Você que tem seus salários arrochados porque quem está com mais de 54% não pode conceder nem 0,01% de aumento. Entenda essa zorreta, porque vão dizer-te que a lei não deixa.

Eu quero que você entenda bem esse negócio cavernoso que é a prefeitura de Ipirá nas mãos de jacu e macaco. Onde está o rombo de qualquer prefeitura neste país? Não é no salário do funcionário. Você, funcionário, nunca recebe além dos seus direitos e do seu salário mensal. E por incrível que pareça, a Lei está vigiando acompanhando com rigor a massa salarial. A Lei está de olho nos 54%. Os funcionários municipais são prejudicados e sofrem por isso. São penalizados pela incompetência dos gestores e pelo esquema de patifaria.

Onde está o rombo de qualquer prefeitura neste país? Está no superfaturamento das obras; nas licitações de serviços como o lixo, remédios, transporte, festas, informática, etc.; nas compras de materiais e serviços. Nestas áreas a Lei não morde como deveria morder e é por essa e outras que você vê empreiteiros, comerciantes, prestadores de serviços, empresários colados na prefeitura e nenhum deles quer ser funcionário público e você em sua ingenuidade pensa: “é para participar de esquema.” Não, não é! É para não ser demitido e não ter a comissão cortada.

No leilão do campo gigantesco de Libra, no pré-sal da bacia de Campos, o Brasil está entregando 80% do petróleo e ficará com 20%. Tem gente que diz que é um ótimo negócio. Péssimo para a saúde e a educação do País que depende dessa grana. Neste final de semana, no Hospital de Ipirá, faltou uma seringa para dar uma injeção numa criança. Observe que isso ainda não foi denunciado pelo Conexão Chapada. Tudo isso é culpa do pré-sal.

domingo, 20 de outubro de 2013

FALÁCIAS CABELUDAS.

 

Falácia ! Você sabe o que isso significa? Pouco importa. Mas mentira cabeluda todo mundo compreende o que é. Sinceramente, se existe a mentira cabeluda, também deve existir a mentira careca, que deve ser lisa, ensaboada e pode ser escorregadia e nem precisa de lubrificação.

Onde quero chegar com tudo isso? A duas falácias, mas não é uma falaciazinha qualquer não, são duas grandes falácias, ou melhor, gigantescas falácias, por sinal, de duas grandes autoridades locais.

Todas duas são veiculadas constantemente pela rádio Ipirá FM. Uma delas é o prefeito e a outra quer ser prefeito. Vamos começar pela última. Marcelo Brandão entrou com um processo na Justiça Eleitoral contra a coligação vencedora, se não estou mal informado, por compra de votos no pleito eleitoral. Tenho a impressão que macaco / jacu não olha para o rabo.

Marcelo Brandão afirma ou pelo menos mantém viva a esperança de seu eleitorado de que a justiça vai destituir o atual prefeito e ele vai pongar na sua cadeira. Eu, sinceramente, não acredito que isso aconteça. Sabemos que a justiça é lenta, para não dizer, morosa e vaga; obedece a trâmites e a intromissões. Nada mais justo do que ficar nesse reme-reme até chegar uma nova eleição em 2016. Querendo ganhar no tapetão. Se fosse possível dar um conselho, diria eu, que ingresse com embargos infringentes, que desta forma, anda mais rápido do que com silogismos fundamentados na realidade.

Chegando em 2016, então, neste exato momento, estará chegando o momento exato de complementar sofisticamente o sofisma e fechar a coisa com chave de ouro: “Não conseguimos tirar o prefeito pela justiça que não é justa, mas vamos tirá-lo pelo voto, que é justo.”(mesmo sendo comprado). É assim que anda a roda da vida em Ipirá, montada na falácia e na amnésia popular.

A outra falácia é do prefeito Ademildo Almeida: “esse governo será um governo vitorioso, vai ser a maior gestão que o município vai conhecer.”

Durma com um barulho desse! Eu não sabia que o distinto era tão bom de prosa. Está chegando próximo a um ano de governo e não acontecem as coisas porque “esse alarde todo é político, que não querem ver o nosso governo acontecer. Se a gente vai construir um Ponto Cidadão, querem acabar com o Ponto Cidadão”. Acabar com o Ponto Cidadão! Sinceramente, não dá para entender.

O prefeito começou igual a uma locomotiva, a todo vapor. Na posse tinha conseguido 200 km de asfalto, coisa que dava para asfaltar de Ipirá ao céu; hoje, se contenta com um feito inédito, “vamos começar a pavimentação asfáltica da estrada do Malhador, 2 km e 300 m.”

O prefeito afirma que o Estado não está fazendo obra neste período, por uma série de contradições: falta de dinheiro.

Mesmo assim, o prefeito disse que teve uma surpresa muito grande e “vai quebrar a cidade toda.” Calma, não é o que você esta pensando! É que foi relicitado o esgotamento da cidade para uma obra de 40 milhões, a maior obra que Ipirá já viu. Sim!

Não é crime perguntar: essa é aquela obra do saneamento da cidade do prefeito Diomário? Hum! Estou entendendo. Antes não foi, agora vai. Obra que durará dois anos! Hum! Dá para sacar o lance. O governador vem assinar a Ordem de Serviço! Bem bolado. Ipirá já viu esse filme antes.

O Hospital de Ipirá é uma questão estrutural. Qual é o lugar que a saúde pública vai bem nesse país? O Hospital de Ipirá custa 800 mil reais por mês, esse custo inviabiliza toda a administração, todo o governo e isso é responsável pelo alto índice de pessoal e outras mazelas. Vixe, Nossa Senhora Mãe de Jesus Cristo! Salve Ipirá dessa má hora! No meu entendimento, o homem aqui da terra disse que o Hospital de Ipirá está uma boa merda e que o povo de Ipirá vai ver U.T.I. funcionando neste hospital! Desse jeito o povo de Ipirá vai ter que tomar muita garapa para ver se engole esse va-ta-pá.

Depois dessa aí de cima, só estou esperando o prefeito dizer, em seu programa, que está com 20 milhões de reais em caixa e não sabe onde vai gastar tanto dinheiro. O Hospital é só 800 mil.

Não podia deixar de lado o SAMUR. Sumiu? Não sumiu. Agora, a culpa é de Feira de Santana. É que Ipirá faz parte no ponto de vista da saúde da micro região de Feira de Santana e que nenhum município está com seu SAMUR funcionando  porque a base do SAMUR em Feira de Santana precisa sofrer uma adequação para que possa funcionar o SAMUR. Entendeste? É preciso chamar o SAMUR para salvar a base de Feira, enquanto isso, o SAMUR de Ipirá está na vista. Tem festa, tem desfile de SAMUR. O povo de Ipirá tem que tomar muito xarope para não ficar doente e não precisar de SAMUR que apresentou sete vagas de médico para o concurso de REDA e não apareceu ninguém. Arreda com tanto Reda.

"No Parque de Exposição, teremos uma grande corrida de cavalos, de porte nacional, anunciada para o Brasil inteiro." Vê se tem jeito um troço desse. Corrida no Hipódromo da Gávea e nos Jardins, em São Paulo não tem tanta publicidade, aqui é que vai ter! Arreda com tanta falácia cabeluda. Não tem jeito: “oh, garçom! Bota duas doses de xarope para ver se a cabeluda desce goela abaixo!”

sábado, 12 de outubro de 2013

SE CONSELHO FOSSE BOM...


O melhor programa de rádio em Ipirá é o “Palavra do Prefeito”. É minha opinião; é como se fosse a “Voz da Prefeitura”. Dá no mesmo. Na semana passada, no programa no. 4, o prefeito Ademildo lascou o xis na administração da segunda gestão do ex-prefeito Luís Carlos Martins. Falou com cátedra e conhecimento de causa. Aliás, quem mais conhece as mazelas das administrações Antônio Colonnezi e Luís Carlos Martins é o atual prefeito Ademildo, que foi vereador no período e fez um acompanhamento meticuloso e uma fiscalização rigorosa sobre essas gestões.

Não deixava passar nada, sempre o vereador Ademildo trazia a verdade à tona e o resultado mostrava um quadro avassalador e muito triste para Ipirá. Tem razão o atual prefeito Ademildo quando diz que não quer nem falar da segunda administração do gestor Luís Carlos; que sente vergonha daquele período; é verdade. Foi uma coisa malamanhada e melancólica; entregue ao caos e ao descaso completo.

Naquele período, a agiotagem assaltou a Prefeitura Municipal de Ipirá; não pagou a conta de fornecedores; passou o calote até em funcionários municipais (oh, categoria de trabalhador que sofre é essa de funcionário público, quando não recebe calote é demitida!); a corrupção grassou de ponta a ponta e o gestor ficou com a ficha mais suja do que pau de galinheiro.

Agora, se o atual prefeito Ademildo não tomar cuidado e não abrir os olhos, sua atual gestão ficará pior do que o segundo mandato de Luís Carlos. Bem pior! Bem pior, inclusive do que a administração de Antônio; pior do que a de Diomário; pior do que as gestões de Luís Carlos, Antônio e Diomário juntas. O atual prefeito Ademildo está parecendo Dom Quixote de La Mancha, um personagem de Miguel de Cervantes, que se achava o bam, bam, bam, impregnado numa luta lendária e visionária que só ele enxergava. Cuidado, prefeito Ademildo! Abra os olhos, homem!

O prefeito não quer saber de conselhos, mas eu vou colocar dois conselhos para ele seguir ou não. Isso é lá problema dele. CONSELHO no. 1: Prefeito! Pense no seu futuro político, faça um jeito de captar uns 300 mil reais da prefeitura, todo mês, para fazer um caixa 2 de campanha. Isso é fácil, uma comissão aqui, outra ali, no final do mandato, haverá dinheiro suficiente para a próxima campanha. Isso todo mundo faz. Isso é praxe.

CONSELHO no. 2: Prefeito! Aproveita uma quarta-feira, 6h da manhã e vá fazer uma visita ao local onde são vendidos ovinos e caprinos em Ipirá. Fica ali, junto ao Centro de Abastecimento. Vá ver com seus próprios olhos como é tratado o principal produto de Ipirá. Vá ver como está o ouro e o diamante de nossa terra, prefeito! Não custa nada, vá lá e converse com os produtores e compradores ipiraenses. Não deixe de trocar umas palavrinhas com a turma de outras cidades que toda quarta-feira comparece à Ipirá para ajudar e contribuir com o desenvolvimento desta terra.

Prefeito! Se V. Exa. fizer o Parque de Vendas de Animais no Parque de Exposição, V. Exa. não estará construindo a sua melhor obra; estará construindo a melhor obra possível de Ipirá nestes últimos tempos, pela necessidade e pelo poder de impulsão e desdobramento para a economia local. Pense bem, prefeito! A conjuntura que se vive, não permite grandiosos sonhos, mas pode-se fazer o que é possível.

O prefeito Ademildo tem juízo e não quer fazer uma administração pior do que o segundo mandato de Luís Carlos. Não é verdade, prefeito? O primeiro conselho acima é de um filhote da corrupção. Prefeito! Fique longe dessa gente. Não escorregue nessa casca de banana, porque V. Exa. poderá sujar e deixar uma nódoa tão forte na sua ficha que nem sabão Omo poderá remover, além do mais, tem gente que está doida para ver isso acontecer para fazer uma grande festa e galhofa. É o revanchismo. Cuidado com o revanchismo, prefeito!

O segundo conselho pode ser um bom conselho. Quem sabe se V. Exa. não vai aprender mais sobre a realidade de Ipirá? Sobre sua principal produção e qual é o tratamento que recebe esse ótimo produto no local de venda. Quem sabe se V. Exa. não vai se sensibilizar?  Quem sabe se V. Exa. não resolve dá uma dimensão maior e diferente para esse produto especial de Ipirá?

Olhando para a essência e a força da produção local, Ipirá poderá sofrer um surto de desenvolvimento. Uma feira de animais organizada poderá imprimir o município de Ipirá para um desenvolvimento verdadeiro. Com atos necessários e possíveis uma gestão poderá se diferenciar do caos que foram as administrações de Antônio, Luis Carlos e Diomário. Ipirá clama com urgência um novo tempo de verdade e concreto. Ipirá precisa de uma “pista” para os ovinos e caprinos. Não é de corrida! É de venda. Ipirá aguarda o seu posicionamento, prefeito.

domingo, 6 de outubro de 2013

UM ARREMEDO DE HIPÓDROMO.


Uma sentença equivocada tem como desfecho uma intempestiva esbugalhada. Por exemplo: “Na seleção de Ipirá só jogará atleta ipiraense.” A regra não determinava assim, não deu outra! Ipirá foi desclassificada, praticamente, na primeira fase do Intermunicipal.

Outra sentença: “Na pista de corrida do Parque de Exposição só vai correr cavalo registrado.” Se for seguir a regra, não vai correr cavalos pertencentes aos ipiraenses. Não vai dá outra! O fogo de palha do início vai virar uma corrida de caju em caju.

Tudo está sendo “projetado” para o Parque de Exposição de Ipirá. Estão construindo cinco pistas e dezesseis baias aproveitando e substituindo galpões, com sistema de ar Sprinte, com cocheiras esterilizadas, com banheiras para cavalo, etc e tal, só falta fazerem uma sauna para tirar o estresse do animal. Estão construindo e destruindo.

O tratamento VIP justifica-se, pois, trata-se de cavalos de corrida Puro Sangue Inglês ou Quarto de Milha de meio milhão de reais ou mais. Seus proprietários são os Dudas, os Otos e outros ricaços, todos de fora. Quem em Ipirá vai comprar um cavalo por esse preço? Desconheço. Mas, também, reconheço que quem deve estar estribuchando de raiva lá no inferno é a égua Menininha, aquela que só comia chocolate, que deve estar imaginando: “No meu tempo não tinha esse tratamento de baia cinco estrelas!”

Quantas corridas grandiosas acontecerão nesta pista? A da inauguração e, talvez, mais umas duas, depois, entrará na corriqueira brincadeira local, uma corrida com apostas, de tempos em tempos.

O Parque de Exposição de Ipirá servia para uma exposição de três dias, de tempos em tempos. Uma área subutilizada. Vai servir para três dias de programação de corrida de cavalo, de tempos em tempos. Continuação da subutilização. Preste atenção ao que eu vou escrever agora: “Esta obra não durará seis meses”. Ficará obsoleta; superada; vencida pelo tempo e entregue ao tempo; sem prosperidade; inútil, bem antes do fim dessa administração. Observe que nem começou e eu estou dizendo isso. É coisa sem prosperidade. É um esporte. É jogo de aposta. Tem custo elevado. É caro. Será a obra inútil no. 51 da Radiografia (estou na 17).

Que a pista de corrida seja um apêndice do Parque de Exposição. Que a exposição, que está superada na nossa realidade, seja um aditivo ao Parque de Exposição. Tudo bem. Que este Parque de Exposição transforme-se num Parque de Vendas de Animais, inicialmente às quartas-feiras, gradativamente incorporando outros dias, dentro de um projeto que o leve a tornar-se um dinâmico pólo de vendas de animais, é uma questão vital para Ipirá. Que esta seja a principal atividade deste Parque de Exposição, para soerguer a economia rural de Ipirá, que está à beira da insolvência, da inoperância, da inatividade, do descaso, da improdutividade, esgotada e precisa de um incentivo concreto e eficaz do poder público.

Ipirá necessita de algo que dinamize e soerga a combalida economia da zona rural, com a mesma certeza de que a seleção de Ipirá, sem alguns reforços nunca irá mais longe do que foi em 2013. Afirmo que corrida de cavalo não dará sustentação à economia rural de Ipirá, é apenas uma brincadeira, um esporte como o futebol. Ipirá precisa de uma atividade econômica forte para a zona rural ganhar credibilidade e incentivo para voltar a produzir com segurança. O comércio de animais é esta atividade, porque é a garantia de que vale a pena produzir e não a corrida de cavalo. Esse é o bê-a-bá que o prefeito petista tem que entender.

Hipódromo é a utilização do dinheiro público numa obra que vai satisfazer a uma pequena-burguesia prazerosa e de fora. Ipirá necessita é de obra que favoreça diretamente ao agricultor familiar, ao pequeno e médio produtor rural, (o grande, também, será beneficiado) que necessita de um Parque de Vendas de Animais no inútil Parque de Exposição de Ipirá. É uma das poucas obras possíveis neste município que poderá alavancar a economia de Ipirá como um todo.

sábado, 28 de setembro de 2013

INGRISIA DO DIABO.



O prefeito macaco-petista Ademildo está mais apertado do que surrão carregado de batata; batata quente é bom que se diga. Agarrado a uma folha de Índice de Pessoal, o gestor está sentando a ripa e o cutelo no pescoço de funcionários da Prefeitura Municipal de Ipirá. Tarefa cruel, ingrata, penosa e desastrosa. Foi essa a herança maldita que o prefeito Ademildo recebeu por cima do peito.

O gestor Ademildo herdou pesado e perverso espólio do ex-gestor Diomário, que criou vários cargos na estrutura de administração afirmando que tinha amparo legal e não iria impactar negativamente nas finanças do município, todos eles, para beneficiar seus apaniguados; um ex-gestor que deu um aumento salarial extraordinário aos secretários, superfaturando a folha de pessoal e atingindo o tal Índice de Pessoal, porque era do seu interesse pessoal; que abarrotou a prefeitura de macacos para ganhar votos, num empreguismo deslavado e irresponsável, um vergonhoso cabide de emprego; um ex-gestor que permitiu que a Assistência Social fosse um celeiro de coisa errada, que não tem tapete que agüente esconder tanta sujeira. Criou uma pamonha e, agora, a bomba estourou no colo do prefeito atual.

A cada demissão que o prefeito Ademildo assina com base no Índice de Pessoal, seu índice pessoal, ou seja, sua aceitação desaba e sua rejeição, que era elevada antes das eleições, vai lá para cima, atinge picos elevados, fruto do esparro armado pelo ex-gestor Diomário, que não quis se incompatibilizar com o quadro de funcionários e largou o abacaxi com casca para o prefeito Ademildo descascar. Depois dessa, é a queda na pirambeira.

O demitido sai engasgado quando ouve: “Se você ficar calado, você voltará em janeiro.” O macaco demitido não entende mais nada: “Não foi o nosso grupo que ganhou a prefeitura?!” Isso é um nó no juízo. E para criar mais confusão na cabeça dos demitidos o prefeito realiza um novo Reda, que coloca mais funcionários na folha de pessoal. Isso o prefeito Ademildo ainda não explicou no “Hora da Verdade”, que só fala a verdade, para que o demitido compreenda essa questão.

Uma coisa ficou patente: a Prefeitura de Ipirá não parou de funcionar com tanta demissão. Parece que esse pessoal estava sobrando no serviço público e o gestor vai conseguir economizar mais de 600 mil reais mensais com as demissões e cortes nas vantagens dos trabalhadores. O que o prefeito vai fazer com esse dinheiro? Vai pagar a boca de urna da campanha? Não faça isso, prefeito! Porque assim sendo, serão os funcionários demitidos que estarão pagando pelas atrapalhadas de vocês. Não é verdade? Aí os demitidos não vão gostar, vão ficar azuados e deixarão de ser macacos. O grande líder da macacada, Antônio Colonnezi, acha que não, pensa que: “Uma vez macaco, sempre macaco”, como se macaco fosse Flamengo. Ledo engano.

Quem armou essa arapuca? O ex-prefeito Diomário, que em final de mandato, sendo o sucessor de seu grupo, poderia encaminhar as demissões e deixar o novo gestor sem embaraços à vista ou pela frente, mas não, nada fez e o prefeito Ademildo desaba em popularidade e cresce em ruindade. É assim que se acaba uma reputação. Para Diomário tanto faz. É o preço que se paga por alianças mal alinhavadas, sem princípio e puramente oportunista.

Alianças onde não há ética, solidariedade e companheirismo dá nesse balaio de cobra venenosa. Vejam só! Esse mesmo ex-gestor Diomário, que não teve o bem-senso de assumir o ônus das demissões ainda no seu mandato para salvaguardar a nova administração, teve a intempérie e o desplante de requisitar junto ao governo estadual a exoneração de Netinho da CIRETRAN, sem levar em conta e consideração que Netinho é um ardoroso militante petista e que fazia um trabalho honesto naquele órgão. Nada disso foi respeitado. O que interessa ao ex-gestor é colocar em seu lugar alguém ligado à sua pessoa. Não adianta querer dissimular e tirar uma de bom samaritano, dizendo que não tem nada com isso; pela pessoa que assume, sabe-se quem foi quem indicou. Uma escrotidão e grande canalhismo, da mesma forma que foram as exonerações de Tineck e André, daquela vez.

A cobra cascavel engoliu o próprio rabo e o PT de Ipirá ficou desmoralizado e ridicularmente humilhado, espezinhado num pirão em que os sabidos abocanham e a militância rasteira não fica nem com os sobejos do banquete. O prefeito atual calou-se, deve estar no entendimento de que isso é coisa pequena para ele. Senhores petistas, as camadas populares ipiraenses estão sendo pisadas, não sejam seus algozes.

E fica o ex-prefeito Diomário querendo colocar o nome de sua mãe no prédio da Secretaria de Educação, feito com dinheiro do Fundeb (é crime). E o povo sem entender direito, diz assim: “Mas, essa mulher nunca morou em Ipirá!” É bem verdade, digo eu; mas, eu vejo que essa mãe do ex-prefeito tem o mesmo peso da mão de Obama, presidente dos EUA, as duas nunca moraram em Ipirá. Tanto faz o nome de uma como da outra.

O povo sem entender direito, diz assim: “Mas, essa mulher nunca foi falada em Ipirá!” Aí eu discordo veementemente; ela foi bem falada e muito bem falada, principalmente, quando o ex-prefeito cometia uma falta contra alguém. Era igual a mãe de juiz de futebol, quando a arquibancada levanta e grita: “Tu me paga, filho de uma macac_!”

Nada melhor do que encerrar esse artigo com Maquiavel, que escreveu: “O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo.” Maquiavel, N. O Príncipe. Dá-lhe Maquiavel.

sábado, 21 de setembro de 2013

RADIOGRAFIA 16.


Você sabe onde fica esse troço da foto? Em Ipirá, ora bolas! Você sabe para que serve esse troço aí da foto? Aí é que é problema! Problema por quê? Se o distinto não serve para nada.
 
Porque essa obra do governo estadual tem mais de 10 anos, foi inaugurada e nunca foi utilizada a contento. Coisa estranha e habitual. Mas que é diferente do que se espera ou se imagina, lá isso é. As administrações dos jacus e macacos não descobriram ainda uma serventia para esse troço aí. Pelo menos, serve para testar a paciência do povo.

Até a década de 1950, o ensino regular e público, em Ipirá, era praticado com o ensino primário na Escola Góes Calmon, inaugurada e utilizada desde a década de 1920 (ainda era Camisão). O ginasial passava à largo em Ipirá. Era um primário respeitado, onde a turma aprendia a contar e a ler sem pisar na bola. Estava estabelecido o limite da educação em nossa terra. Não ultrapassaria o campo do primário. Uma sentença de condenação perversa para os que não se aventurassem deixar a cidade por outras plagas. Por desacerto, não havia embargos infringentes. Uma vez embargado, já foi. O primário era exclusivo para alguns poucos.

 
Na década de 1960, em Ipirá, até que enfim, com um atraso monumental e perverso ocorre o rompimento dessa trincheira primária com a implantação do bem-chegado Ginásio Ipiraense, que trouxe a possibilidade de quem completasse o primário fazer o ginásio. Mesmo com a defasagem do tempo, foi um grande salto diante da grande lacuna que havia. Ipirá merecia e fazia jus a esse direito.
 
 
Atendida uma demanda vem outra necessidade: terminando o curso Ginasial qual seria o passo adiante? Havia a necessidade de um curso Médio. Ipirá é contemplado com o curso de Contabilidade e o de Magistério. O Científico? Nem atrás da serra.
 
Na década de 1970, é fundada a Casa do Estudante de Ipirá em Salvador, um recurso para suprir a demanda e em Ipirá é estabelecida a Escola Polivalente para o curso ginasial, uma escola estadual pública, gratuita, de porte e qualidade laboral, que atendia à demanda crescente pelo ensino fundamental em Ipirá. Foi um salto da situação educacional de Ipirá, que agora contava com dois ginásios, embora o Ginásio Ipiraense balançasse as pernas. Continuava reprimida a demanda e a necessidade de um curso científico.
 
 
O Polivalente era a excelência, o Ginásio Ipiraense, que não era gratuito, controlado pelo SENEC, começou a perder fôlego. O Segundo Grau ficava por conta do curso de Contabilidade. Parava por aí. Não havia o curso científico em nossa cidade.
 
Na década de 1980, a rede estadual de ensino de 1º. Grau ampliou-se. O Cenecista dava mostras de estagnação e o Polivalente mostrava fissuras, começava a cair pelas tabelas. Neste período, foi implantado um famigerado curso de Administração, num colégio fantasma, o João Durval, que não tinha sede, ou seja, não tinha local de funcionamento. Imagina a bagaceira! O sem-teto invadiu o Polivalente. Foi uma degeneração completa. Com esses arremedos, Ipirá continuava sem o curso Científico.
 
Ampliaram-se as ofertas de escolas de 1º. Grau que mais tarde transformaram-se em escolas de 2º. Grau com a mesma estrutura física anterior. Ipirá era atendido no quesito do Ensino Médio, estão devendo-lhe o Ensino Superior, gratuito e público.
 
 
É nesta bagunça que apareceu um inusitado Colégio Luciano Santos, que ninguém sabe que desgraça é, nem pra que veio, nem pra que serve. Veja que situação esdrúxula. Antes foi curso sem escola, agora é escola sem curso. Coisa de jacuzada e macacada.
 
E tem mais, aquela grandiosa escola que foi o Polivalente, foi sendo depreciada durante anos até chegar ao estado de sumiço e em seu lugar cair de pára-quedas um tal de CETEP, uma cópia malfeita de escola técnica, um fantasma daquilo que tinha sido o Poli. Tiveram a fértil imaginação de transformar o Poli em um curso técnico estadual do território da Bacia do Jacuípe, sem ouvir a comunidade, e virou essa geringonça falsificada, no melhor estilo Paraguai; um técnico meia-boca; um faz de conta; ineficiente e desprovido de recursos; cheio de construções inacabadas, com altos percentuais de evasão e sem poder de atração. É o declínio para o ostracismo. Ipirá precisa de uma escola técnica federal, mas infelizmente, a nossa está ali, em Itaberada, pelo que diz o secretário-candidato Rui Costa, que não citou o técnico da Bacia, que ele sabe que é uma embromação.
 
Em muitas coisas dependemos muito mais do poder municipal do que da boa vontade e da boa intenção do Estado, acontece isso no sentido do curso técnico em Ipirá. Os resultados da educação em Ipirá são baixos, mesmo que as notas sejam elevadas artificialmente nas unidades. O nível de aprendizagem não é satisfatório. Não existe sintonia do aprendiz com o ministrado. O gasto é elevado para um resultado medíocre. É um barro que não cola na parede.
 
 
Algo tem que ser feito e burocracia já existe em demasia. A Prefeitura Municipal poderia ousar enquanto há tempo. Por exemplo: contribuir para a formação técnica de jovens e adultos, com um curso com mais prática que teoria, duração de 3 meses, com 300 alunos e um custo abaixo de 40 mil reais mensais (muito menos do que os 300 mil de boca de urna na véspera da eleição), onde fosse oferecido uma profissão com alta capacidade de demanda, principalmente, devido à grande quantidade de veículos em nosso município. Um curso de Mecânica de Moto, completo e prático. Dando certo, estende-se para outras modalidades. Esse é um caminho. Existem outros; um deles é o caminho do grupo de extermínio. Ipirá poderá pagar um alto preço. O preço que se cobra pela omissão.