quarta-feira, 22 de outubro de 2014

COURO ESPICHADO.


Ipirá é uma grande vítima do devaneio. Ultimamente, definiram a vocação econômica desse município por decreto. É a coisa mais imponderável que possamos imaginar. Imponderável e fantasiosa. Por capricho não se atinge a face real das coisas, apenas aplica-se um ato de fazer modificações superficiais para melhorar-lhe o aspecto.

Os números que Ipirá apresenta são desfavoráveis em relação a Itaberaba e Feira de Santana, nossos vizinhos sombreadores. Quem tira a corda do pescoço de Ipirá é a fábrica de calçados, que não tem nada a ver com produção de couro no município. Ipirá é fornecedora de mão-de-obra.

Com o fabrico de carteiras acontece a mesma configuração. A matéria-prima das carteiras vem de longe. Ipirá é fornecedora de mão-de-obra. Em Ipirá é estabelecida a modelagem e confecção das carteiras dentro de um processo de barateamento da mão-de-obra para uma produção de grande poder  de competição no mercado.

Esse mesmo sistema poderia ser utilizado para um setor têxtil com possibilidade de manter perspectivas semelhantes ao das carteiras. Capacita-se e oferta-se treinamento aos trabalhadores. O tecido vem de fora. O empresariado organiza a produção e o poder municipal faculta o uso do Mercado de Arte (fracassou nesse sentido) para a comercialização. Isso pode dar certo.

A festa é fenomenal e foi um sucesso. Mede-se pela quantidade de gente e pela fuzarca. A feira para o artesanato do Malhador foi estarrecedora, teve gente que não descolou. O termômetro da feira são as vendas. Se as vendas não aconteceram, a feira não funcionou.

Fica difícil içar Ipirá sem projeto. Sem projeto Ipirá fica a deriva, como se dependesse do jogo de búzios, da sorte, de presságios e augúrios. Na tentativa de acerto incorre-se em equívocos.

O couro beneficiado em Ipirá é o dos curtumes do Malhador para o artesanato local, que vive uma crise persistente. A transformação requer uma operacionalidade simples (costura, colagem, etc) e muita destreza, aproveitando-se uma mão-de-obra com qualificação média e de rudimentos tecnológicos simples. Ipirá não é pólo neste setor. Não tem fábricas nesta área como Franca em São Paulo. Temos fabricos em garagem. Não temos uma área apropriada para a atividade. Está bastante desorganizado, desestruturado e desconexo para ter o rótulo de pólo. Isso é uma simples abstração.

Insistem em dizer que Ipirá tem vocação para bacia leiteira. A realidade da seca nega veementemente essa abstração. Produção de leite não é condizente com a nossa realidade. Se Ipirá ficar nesse patamar de abstração estará fadado ao fracasso  mais cedo do que imaginamos. Qual é a produção viável para Ipirá? Qual seria a atividade de produção para Ipirá abrir o lacre do éclair e ter produção, beneficiamento, transformação e venda em progressão?

A realidade é imprevidente, dura e  causticante e não será submetida com abstrações. Na visão do jacu e do macaco, Ipirá é uma miragem, no formato de uma galinha gorda, apetitosa e recheada por seis milhões de reais mensais, com alguns espertalhões querendo comer sua batatinha.

domingo, 19 de outubro de 2014

PRIMEIRO TURNO.


Ipirá tem 43.517 eleitores inscritos, para uma população de 62 mil habitantes. No primeiro turno de 2014 compareceram 32.454 eleitores. Em Ipirá, sempre, votam de 30 a 34 mil eleitores. Faltaram, precisamente, 11.063 eleitores.

11.063 pirulitaram, não deram as caras com a urna. Quando a Justiça Eleitoral contabiliza somente os votos válidos, significa que passou a borracha nesses 11.063, ou melhor, botou na mira para comer uma multa, insignificante, mas uma multa. A cidadania estaciona entre liberdade de não ir lá e a obrigação de ir lá para justificar ou pagar uma multa posteriormente.

11.063 é um número representativo, constituem 18% da população e 25,42% de eleitores. Dois candidatos a prefeito tiveram 13 mil votos em 2012. Esse número dá para eleger pelo menos 5 vereadores, por baixo. Incrementando esse número vamos colocar mais 10,65% de eleitores que foram lá apertar o teclado da urna e depositaram branco 2,72% e 7,93% apertaram teclas e mais teclas do teclado, que ficou azuretado e anulou os apertos. Vivemos assim: 11.063 nem lá foram; 884 foram para apertar o branco e 2.574 para anular ou errar; errando ou acertando. Total 14.524, maior do que a votação dos dois prefeitos, individualmente, em 2012.

43.517 menos 14.524 temos um total de 28.993 decidindo, pois a borracha é esfregada nos 14 mil que é praticamente a metade dos 28. E vamos por aí, sem compreender muito bem as coisas, porque os números mantém sigilos insondáveis. O que fizeram ou estavam fazendo esses 11.063 que não bateram na porta das urnas? Quem sabe?

Uma parte deve ser pela idade avançada que traz limitações físicas, desde quando os olhos não enxergam e, muitas vezes, os dedos trêmulos não deixam executar o que a consciência, que não está morta, escolheu. Uma criança poderia executar essa vontade, mas não é permitido a abreviatura do status de cidadania no momento que ela lentamente sucumbe.

Os motivos são vários e variados; da saúde ao não querer. O que os números não querem expressar é a deficiência desse nosso Ipirá, que expurga mais de 10 mil pessoas que não encontram meios de sobrevivência no nosso terreiro. 11.063 não compareceram. Não são números dos retirantes de pau-de-arara ou do êxodo massivo devido ao aperto da fome. É a migração à conta-gota, um hoje outro amanhã.

11.063 não compareceram; a grande maioria por estarem distantes, nos canaviais e usinas do agronegócio; nas construções de edifícios das grandes cidades; nas fábricas e campos construindo riquezas no Trabalho e no estudo, ou seja, abraçando oportunidades que nosso torrão não lhes dá. As nossas limitações constituem a identidade do nosso atraso.

Quem mora próximo, talvez não tenha tido a motivação necessária para apreciar uma urna, ou não teve ânimo para remover a distância. Eleições para Presidente da República, o cargo mais elevado desta nação e ... e... e... e... um bate-boca a nível de prefeito de Ipirá. Desconstruções; denúncias; armações; manipulações; comparações; muito pobre o debate. Afinal de contas podemos considerar triste, muito triste se, por acaso, essas figuras viessem governar Ipirá. Enquanto isso, vamos ao segundo turno.

 

domingo, 12 de outubro de 2014

É DE ROSCA (5)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Não sei se vale a pena ver de novo
Capítulo: 05 (mês de outubro 2014) (um por mês)

NO PÁTIO DA PREFEITURA estavam conversando sobre os resultados eleitorais dois grandes amigos inseparáveis, melhor dizendo, dois gigantes do poder municipal: o ex-prefeito Dió e o prefeito Déo. Em certo momento, ouviram uma cantoria que aumentava o som à medida que se aproximava da prefeitura: “É Jura, é Jura, é Jura. É Jura, camisa nove da seleção”

- Olha quem vem lá! É o nosso deputado, o mais votado de Ipirá – falou o ex-prefeito Dió.

- Te desconjuro! Lá ele! Molungú ponta virada prus quinto, qui o bicho tem fucinho de porco virado prá lua cheia – recitou o prefeito Déo.

- Ele tem que agradecer a nós dois pela votação que ele teve aqui – argumentou o ex-prefeito Dió.

- Lá isso é verdade! E ninguém pode sonegar esse fato contundente – complementou o prefeito Déo.

Neste instante, o deputado Jura aproximou-se sem perder a melodia, nem o ritmo, nem a sintonia com a alegria que lhe transbordava o semblante: “É Jura , É Jura, camisa 9 da seleção”.

- Por que esse 9 da seleção, deputado? – indagou-lhe o ex-prefeito Dió.

-Ora, ora, meu prezado correligionário, ex-prefeito Dió! Eu sou o cracaço da seleção da eleição; comecei com a camisa 1 e já estou na 9, em 2018, vestirei a camisa 10 e em 2022, envergarei a camisa 11.

- Desse jeito, também, o deputado Jura, daqui a cinqüenta anos, com a vela na mão, o deputado vai ficar  pensando em candidatura de deputado – disse o prefeito Déo sorrindo.

- Aí também não, não é prefeito Déo! Cinqüenta é demais, agora, quarenta e nove ainda dá para encarar uma candidatura, porque quanto mais o tempo passa mais a gente vai ficando experiente e fica sabendo onde as cobras que tem votos dormem, ai eleição vira coisa de criança.

O prefeito Déo ficou pensando: “como é que eu vou me livrar desse sujeito! O ex-prefeito Dió armou o bote:

- Com meu apoio o deputado Jura ainda vai se eleger para mais uns dez mandatos e sempre aumentando a votação. Com minha ajuda o deputado Jura subiu de 8 para 9 ... – Disse o ex-prefeito Dió, que foi cortado pelo prefeito Déo.

- Alto lá, ex-prefeito Dió! O deputado Jura aumentou para 9 porque eu sou o prefeito e trabalhei para esse aumento e não foi pouco, é bom que você fique sabendo – falou em boa tonalidade o prefeito Déo.

- Como assim? – perguntou o ex-prefeito Dió.

- Eu deixei com ele a Assistência Social e mandei sete vereadores apoiá-lo – explicou o prefeito.

O deputado Jura pediu a palavra e intrometeu-se na conversa para evitar um conflito de morte e foi dizendo:

- Calma, meus amigos! Eu agradeço aos dois pelo esforço que ambos fizeram na minha campanha. Ao ex-prefeito Dió pela dedicação diuturna que teve e ao prefeito Déo pela militância aguerrida de petista que depositou na minha campanha. Se o prefeito não desse a contribuição financeira que deu, eu não sei se teria essa votação.

O prefeito entufou, o deputado Jura pediu licença e caiu fora. O ex-prefeito Dió ficou imaginando: “como é que eu vou me livrar desse prefeito? Esse sujeito vai ser um calo no meu sapato”. Por sua vez, o prefeito Déo ficou pensanto: “como é que eu vou me livrar desse ex-prefeito? Esse elemento vai ser a pedra no meu caminho”.

Ambos olharam as duas Samu no pátio da prefeitura e tiveram a certeza de que por estas duas ambulâncias não tem milagres em Ipirá, quem precisar embarca. O ex-prefeito Dió pensou num jeito de nocautear o prefeito. O prefeito Déo pensou  no mesmo sentido: “vou dizer uma coisa que ele não gosta, ele vai desmaiar, a ambulância do Samu vai demorar de chegar e ele embarca”. O ex-prefeito tinha pensado do mesmo jeito e soltou o verbo primeiro:

- Ô prefeito Déo! V. Exa. não tem condições de vencer o locutor.

O prefeito Déo sentiu uma tontura e foi caindo da realidade, mas ainda teve tempo de soltar o verbo:

- Ô ex-prefeito! Eu vou inaugurar o matadouro de matar carneiro.

O ex-prefeito Dió ao ouvir a palavra carneiro, fez uma associação a ovelha e sentiu que estava no matadouro, pendurado com uma peixeira enfiada na goela e desmaiou. Quando os funcionários da prefeitura chegaram para o trabalho viram aqueles dois corpos estirados no pátio e foram argumentando ao seu modo.

- Oxente! O que é que o prefeito Déo e o ex-prefeito Dió estão dormindo nessa quentura do pátio e no cimento duro?

- Isso é cansaço, esses dois homens trabalharam dia e noite para que o deputado Jura tivesse 9 mil votos – argumentou com toda convicção outro funcionário.

Suspense: e agora, esse matadouro sai ou não sai?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ADEMILDO para CANDIDATO A PREFEITO EM 2016.




Os números eleitorais falam mais do que qualquer boca cheia de dentes esperando a morte chegar. Quem esperava que o prefeito Ademildo (eu e outros) apresentasse números ridículos nesta campanha engoliu a língua, (outros e eu).

Presidente Dilma 17 a 6. Governador Rui 16 a 10. Senador Oto 15 a 9. Deputado Afonso caiu de 10 para 7. Caiu e daí? O grande líder e mais cinco vereadores apoiaram outros federais, a exemplo de Torres que não chegou a 2 mil. Suponho que Ademildo atuou nesta campanha, dando as rédeas, praticamente sozinho e conseguiu expressar resultados significativos tão quanto Diomário em 2010. A condição de prefeito favorece a qualquer um.

Basta ser prefeito para conseguir agrupar quem tem votos, esse é o segredo do sucesso e Ademildo tem isso de cor e salteado na cabeça. Diomário não é mais prefeito. Antônio Colonnezi é simplesmente a cereja do bolo, enquadrado como coadjuvante, bem expressado, é um rei da Inglaterra, não manda mais como outrora.

Jurandy Oliveira ficou bem com 9 mil no nono mandato, não tem o que reclamar do prefeito. Ademildo ficou bem com Rui que não tem o que reclamar do prefeito. A ressonância e o prestígio eleitoral de Diomário junto ao governo do Estado também foram alcançados por Ademildo que leva a vantagem de ser petista. Ademildo sabe que sua cotação subiu junto ao governo petista baiano.

O deputado Jurandy vai ficar sossegado, não vai ameaçar debandar para passar o troco. O deputado fica com quem estiver sentado na cadeira do poder estadual e municipal, não tem porque mudar. Antônio Colonnezi sem expressão junto ao petismo estadual acomoda-se na situação de mero coadjuvante, um cabo eleitoral de luxo.

Marcelo Brandão foi afetado, em parte, pelos números. Nessa campanha, jogou o jogo bem jogado. Com esperteza colou sua imagem no candidato Souto que parecia imbatível, até, pelo menos, às 19 h do sábado, quando foi anunciado o empate técnico (36 a 36) e a derrota previsível. Pela terceira vez na Bahia acontece a virada na véspera do domingo. Desta vez, Souto não escapou do acidente, foi o enterro eleitoral.

Marcelo Brandão tem consciência de sua situação, não é nada fácil. A forma como ele colocou-se nesta campanha demonstrou que sua estratégia para chegar ao poder municipal estava definida em duas etapas. O primeiro degrau, por demais relevante, seria o PT perder o governo do Estado e o prefeito ficar enfraquecido sem esse apoio. Muito bem pensado.

Agora, resta para Marcelo Brandão a segunda etapa. Enfrentar de frente e bater testa contra os dois poderes ( municipal e estadual). Se Souto tivesse conquistado o governo, a jacuzada ia receber o deputado da terra, um caminhão de vereadores e um rebanho de macaco que iriam abandonar a casa em ruínas. Era o crescimento da chance de vitória. Souto perdeu, fica reduzido o poder de atrair mais adesões e recursos.

O prefeito Ademildo deve está dando risadas e mais convencido de que esquema é o que resolve. Ele sabe que esses macaquitos que estão em fase de  aborrecimento não passa de faniquito. Ele sabe que palavras, raiva e interesse contrariado no reino da necessidade se dobram com alguns vinténs a mais. Sabe que essa macacada não tem querer e que envergam a coluna por muito pouco. É uma massa de manobra que aceita e engole qualquer contrapeso sem espernear muito. Estamos vivenciando o reino da necessidade e a cidadania de papelão.

O prefeito Ademildo está fabricando o seu ideário compulsivo e alucinante: “ O maior administrador que esse município já viu”, mais “O prefeito que mais construiu obras, se formos enumerá-las levaremos uma semana” isso é para tornar-se ‘o bom’ para os incautos.

Tem mais: “Essa jacuzada não vai ganhar mais a prefeitura em Ipirá”, isso é para ganhar simpatia e apreço da macacada, ao tempo, que impulsiona o ódio nos macacos apaixonados para que isso seja a base de sua sustentação. Por fim vem o argumento de mestre: “ Você não vai deixar de entregar Ipirá a uma pessoa honesta para entregá-la a um desonesto.” É sempre ele e o outro.

Infelizmente Ipirá vive uma situação macabra, a maioria da população trafega numa alienação em profusão e existe uma rachadura na cidadania. A vontade e o desejo das pessoas são manipuláveis num terreno fértil de consciências descartáveis.
 
As pessoas estão trocando o direito do voto por dinheiro. Para jacus e macacos não é problema; quem paga a conta é o poder municipal. Não tem sociedade e poder político que suporte esse monstro. Faltam dois anos, tudo é mutável, até as perspectivas. Os números falam no limite de tempo e antes de tudo isso teremos eleições do segundo turno para presidente.

sábado, 4 de outubro de 2014

NA BOCA DA URNA.


Atrás da Igreja da Praça da Bandeira, bem no fundo, com um pé na gangorra e outro na balança da venda de seu Genésio tudo pode acontecer. Um pode ser chamado de Ibope e o outro de Datafolha. Trata-se do sobe e desce dos números. É e não é! Como dizia Neco Atrapalhou no melhor estilo.Dá para vê qui o bicho vai pegá!

O prefeito Ademildo é o grande arquiteto político do momento. Não tão! Ele apresenta-se como o grande arquiteto de um castelo de areia, construído nas nuvens, sem pé e sem cabeça. O prefeito desfia um rosário de promessas jogando o barro na parede para ver se o argumento cola. Argamassa não adere na parede de taipa.

O prefeito disse que a macacada está unida. Não tá! As lideranças da macacada tiveram uma recaída e despencaram para o lado de Souto. Botando a cara só ficou Diomário, que não mexe dois palitos na campanha. Tá de boa, vai saborear e ruminar os números, quaisquer que sejam.  As lideranças macacas estão de butuca e querendo ver a votação projetada pelo prefeito. Este que se vire na campanha e sozinho. Os líderes da macacada tiram uma de jogador de pôquer: pagam pra vê essa votação no patamar da última eleição presidencial. O prefeito vai ter que mostrar o blefe.

O prefeito Ademildo botou o carro de som pelas ruas e disse que Afonso fez e aconteceu por Ipirá. Só ficou com três vereadores para dar apoio ao candidato. A liderança maior da macacada e outros cinco vereadores do grupo distanciaram-se do candidato Afonso e foram apoiar outros candidatos que nada fizeram por Ipirá. A voz do grande líder prefeito não tem eco na macacada. O “que fez tudo” foi deixado de lado e preferiram o “que nada fez”. Isso é a macacada. Sem juízo, mas esperta!

Isso é a vida! Aproxima-se o Domingo fatal (amanhã), 5 de outubro. O prefeito Ademildo vai viver o seu domingo de agonia. Números e equações. O pensamento bombardeia a reflexão. Não é momento para pensar porque não buscou quadros no PT de Ipirá para ajudar no governo. Não adianta pensar que mostrou sua faceta conservadora quando tentou cortar conquistas dos profissionais em Educação. Não vale a pena pensar na demonstração de sua propensão ao atraso quando enxergou no movimento dos professores a jacuzada. Encurtou a visão. Amanhã, 5 de outubro, depois das cinco, visualizaremos quem ficou no prato de baixo da balança do seu Genésio.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PLANO DE CARREIRA PARA A MACACADA.

Uma pergunta simples ao prefeito Ademildo: V. Exa., acredita na matéria da Revista Veja do dia 24/09/2014? A matéria detona o deputado federal Afonso e o senador Pinheiro. V. Exa. acredita ou não? V. Exa. tem certeza absoluta que aconteceu; não acredita por hipótese alguma ou tem dúvidas cabeludas? Às vezes o mundo gira desse jeito.

Dona Dalva Sele selou o cavalo e capou o gato. Fugiu para a Europa e deixou um panavueiro na Bahia. Abriu a bico, disse o que quis dizer e que respingou para todo lado. Atuou no governo de Souto e no de Wagner.

Dona Dalva Sele é uma espécime corriqueira que chafurda na politicagem desta republiqueta brasileira. Fica no lacre da lata da corruptibilidade; depois, abre o lacre, excrementa-se e transforma-se numa mulher-bomba entupida de dinamite que detona o cash, para depois fugir como uma ratazana amedrontada. O mundo, também, é povoado por ratos e ratazanas e seus excrementos.

Dona Dalva é uma incógnita. Trapaceia ou fala a verdade? É uma embusteira ou tem provas convincentes? Os torpedeados têm que ter o direito à defesa? Quem acusa tem que apresentar as provas de uma forma inquestionável, clara, verdadeira e verídica? Não é assim, prefeito Ademildo? O denunciante não pode fugir como uma ratazana, nem se acobertar no anonimato de um facker mais covarde do que uma ratazana. Ademildo entende muito bem o que quero dizer com esse linguajar metafórico.

Ipirá tem espaços de sobra para ratos e ratazanas vorazes e famintos, tanto no jacu como no macaco. Tem denúncia de ladroagem que não é para ser investigada, apurada e nunca julgada. É apenas para enlamear, enquanto os ratos passeiam nos porões das contas correntes. As ratazanas sobrevivem na calúnia e escondem-se no anonimato. Estais entendendo, não é prefeito Ademildo? Hoje, V. Exa. virou uma vitrine do tamanho do mundo desejando ser do tamanho do universo. Mire-se na Revista Veja; donas Dalvas Seles fugiram para todos os lugares.

Uma pergunta bem simples ao prefeito Ademildo: Prefeito! V. Exa. deve achar que esse esquema viciado do macaco (a bola da vez) (o jacu aguarda a sua vez) não prejudica Ipirá e que um Plano de Carreira para os professores e profissionais da Educação sucumbe e acaba com o município de Ipirá. Prefeito! O esquema jacu-macaco engoliu Ipirá, ao ponto de nem Dalva Sele salvar esse quintal?

domingo, 21 de setembro de 2014

ENTRE A GREVE E A LIDERANÇA.


Outdoor parabenizando o líder. Isso enche a cabeça de ego, ou melhor de egocentrismo. No tempo que pertencia a jacuzada, Diomário era um mero coadjuvante, dos melhores por sinal; quando Diomário chegou ao grupo dos macacos tornou-se prefeito e deu três chapuletadas na jacuzada.

Quando aconteciam eleições para deputado, o então prefeito Diomário colocava o seu vozeirão “VOTEM NOS NOSSOS CANDIDATOS” e conseguia votos, sempre deu uma votação expressiva a seus deputados. Isso é público, notório e reconhecido pelos governantes que estavam de plantão no Estado, seja do Demo ou petista. Que o diga Fábio Souto ou Afonso, os agraciados.

Nestas eleições 2014, o prefeito Ademildo colocou sua voz em carro de som anunciando o seu candidato a deputado federal Afonso, foi a parte que eu ouvi. Coisa de quem quer se projetar como líder, nem que seja de alguma coisa. Mas a coisa é muito mais interessante do que se possa imaginar. De boca a macacada está unida, na prática não.

Observe bem: tem três vereadores do grupo macaco com Fernando Torres; tem mais um vereador com Paulo Magalhães, significa um déficit de quatro vereadores. Tem um líder maior com F. Torres e outro grande líder (Diomário) com Afonso. Isto é divisão ou não? Isso aí justifica aquele argumento da própria macacada “Diomário junta dez, o prefeito Ademildo esparrama vinte.” Tem lideranças da macacada que levanta a bandeira de Paulo Souto, numa contradição imperdoável, porque reforça Marcelo Brandão, o maior adversário eleitoral da macacada.

É nesse panavueiro que o prefeito Ademildo está metido e vem com aquela voz mediana pedindo voto para seu deputado Afonso, quando no próprio grupo a coisa não anda essa maravilha toda nem, tampouco, tão unido como ele disse no comício, até porque, o seu discurso apresenta-se bastante contraditório, quando ataca candidatos que não trouxeram nem uma indicação para Ipirá e com esse argumento cai, também, na madeira os candidatos F. Torres e P. Magalhães e outros. Então é um argumento pueril, contraditório e desnecessário, porque quer excluir pelo argumento de autoridade, fechado e discriminatório. Ipirá precisa de outras representações, até mesmo, para ver se consegue trazer o que Afonso não conseguiu.

Mas, o prefeito Ademildo é assim mesmo, tem uma natureza meio egocêntrica, não gosta de ouvir o que não quer ouvir e pensa que se pode governar metendo pressão e ferro nos funcionários municipais. Estais equivocado, prefeito! Atualmente, o prefeito Ademildo é o maior fomentador da coisa mais atrasada de Ipirá, essa dicotomia perversa, estúpida e atrasada do jacu e macaco. Ipirá não vai prosperar enquanto não superar esse gargalo politiqueiro. Ipirá precisa de política. Não tem prefeitura que agüente bancar e pagar débito de campanha eleitoral da situação e da oposição quando ganha. Isso é um crime que se comete contra os munícipes.

Enquanto o prefeito Ademildo não deixar essa mania de querer ser líder, ele não se apruma. E a coisa é bem simples: Ademildo nunca vai ser líder da macacada, porque o grande líder é Antônio Colonnezi, mesmo em decadência. Ademildo nunca vai ser o líder da macacada junto aos governantes petistas do Estado, porque esse líder é Diomário, por reconhecimento prático e comprovado nas urnas. Ademildo pode ser o prefeito da macacada; lá isso pode, por circunstâncias questionáveis e mal explicadas. Ademildo não será o candidato da macacada; poderá ser um candidato da macacada, engolido.

Está faltando ao prefeito de Ipirá Ademildo engrenar uma política de alto nível. Chegou ao cargo sem um projeto de governo para esse complexo município. Quer porque quer motivar as pessoas pelo ponto do atraso (jacu e macaco). No dia-a-dia vem demonstrando a sua falta de preparo para administrar o município. Por causa de seu descaso com o funcionalismo da área de educação, a categoria dos professores e funcionários da educação entraram em greve por tempo indeterminado.

Ele acusa os professores de quebra de acordo, quando o Poder Municipal solicitou, por ofício, um prazo de trinta dias para analisar o Plano de Carreira. Venceu o prazo e nada. Por que não solicitou um prazo maior? É a perdição na buraqueira. Falta noção das coisas. Falta diálogo.

Que o prefeito tenha capacidade para reverter essa situação o mais rápido possível. Reverter democraticamente e não de forma truculenta, porque o prefeito tem que entender que a greve não tem esse caráter político-eleitoral que ele deseja transparecer, é fruto e conseqüência do descaso do Poder Municipal diante dos interesses dos trabalhadores. Espero que a falta de projeto não se junte com a falta de preparo e venha desaguar na falta de eficácia, porque a greve, é bom frisar, não tem esse sentido da politicagem que o gestor público quer passar. Agora, essa nota é política, se o prefeito entender assim, ele tirará algum proveito da mesma.