segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O CAPACETE DO PREFEITO

Exclusivo deste blog. Estamos mostrando em primeira mão e com absoluta exclusividade o capacete do prefeito-operário de Ipirá, Marcelo Brandão. Como vocês podem observar, é um capacete novinho em folha, alvinho, limpinho, brilhante, saído da fábrica esta manhã.

Que dia o prefeito Marcelo vai tomar posse? No dia 1º. de Janeiro 17. Que dia esse capacete vai tomar posse? Quando o prefeito empossado arregaçar as mangas da camisa e entrar em campo para o trabalho.

Neste momento o capacete está em cima da escrivaninha em repouso, descansando, aguardando ansiosamente o momento de entrar em campo. Pense num sujeito que não vê a hora de sair por aí, entrando em viela e saindo em rua; subindo pela avenida e descendo escorregadio na praça! Pensou no capacete.

O capacete está aí como pau para toda obra; não tem medo de nada, navega naquele dito popular ‘o risco que corre o pau, corre o machado’, tai para o que der e vier. O capacete será o nosso guia e nossa sinaleira; quando observarmos o capacete do prefeito na cabeça do ilustríssimo, poderemos dizer sem pestanejar, o ilustríssimo está no batente, no trampo, na labuta, no atarefamento, mostrando serviço.

Quando notarmos a cabeça do prefeito sem o capacete, poderemos ir pensando que o ilustríssimo ‘tá de boa’,’sorrindo à toa’, dando paulada no lombo de jumento, enquanto o povo de Ipirá está matando cachorro à tapa, sem hospital de referência, sem UTI, sem SAMU, sem faculdade, sem escola de qualidade e o mais estarrecedor, o trabalhador sem capacete e capacete sem trabalho.

Por falar em prefeito-operário, lembrei-me do operário prefeito, o Dió, mesmo sem saber se algum dia em sua vida ele (o Dió) tenha sido operário por um dia na vida. Na verdade, perdemos um ótimo locutor para ser o prefeito do município, o Marcelo Brandão. Fico preocupado com o futuro deste município. Como vai ficar a ‘cantiga de grilo’ na rádio FM, no programa Conexão Chapada? Aí não tem outro caminho, abram o preço do horário do Conexão! Digam quanto custa!

Eu não quero nem saber se o preço é salgado, digam qual é o valor! Nem quero saber de crise, o preço que disserem vai ser pago em dobro! Eu? Eu não vou pagar nada, quem vai pagar esse negócio é o Dió. Se o Dió autorizou-me a fechar algum negócio? Não. Se o Dió passou alguma procuração para eu falar em seu nome? Não. Se o Dió manifestou algum interesse nisso? Não.

Eu vou explicar porque eu estou metendo a colher nesse angu. Brandão era locutor virou prefeito. Dió era prefeito, porque não pode virar locutor? Brandão botou sapato apertado no calo de Dió por oito anos, porque Dió não pode fungar no cangote de Brandão por quatro anos? É só uma idéia.


Com Dió sendo o âncora do Conexão Chapada! Aí, eu ia vê pardal arrancando o rabo de gavião e, nesse caso, o lema ia ser: a César o que é de César. Se o capacete ficasse molhado de suor; encardido de lama, barro e poeira; amassado e lapiado com as manobras de risco; brocado pelas propostas recebidas; aí, o  Dió não iria faltar com a verdade e ia dizer ao vivo, pelas ondas da rádio FM, via Conexão Chapada: “ o capacete  está trabalhando”.

domingo, 13 de novembro de 2016

PLANO 241 ou 55?

Que mal vem ou virá a Marcelo Brandão, neste mundo? Nenhum. Nem mesmo juntando os 49 capetas do inferno poderão abalar a tranqüilidade, a serenidade e a bonança do ilustre prefeito eleito em Ipirá.

Fez maioria na Câmara de Vereadores. Maioria essa que, na medida em que venha consolidar-se numa maioria submissa e lagartixa, poderá fazer com que Brandão venha deitar e rolar ao bem-querer e belo prazer das venturas da vida. Marcelo Brandão não tem nada a perder, já ganhou o que tinha e queria ganhar.

O mesmo não podemos dizer de Ipirá, que continua na berlinda, metida em sete varas; roendo as unhas; à beira do abismo. Sua precariedade é fratura exposta. O Índice de Desenvolvimento Humano IDH de Ipirá é 0,549; sua colocação no Brasil é 5.209º. entre (5.508 municípios no Brasil); 371º. entre (415 municípios no Estado da Bahia). São números cruéis, implacáveis e impiedosos, que ferem na alma, no coração e na esperança do nosso município.

Em Educação, o nosso município está colocado em 5.329º. no Brasil e 348º. no Estado da Bahia. Em saúde estamos em 5.374º. no Brasil e 331º. na Bahia. Pegando o IFDM-consolidado ficamos em 4.819º. no Brasil (Firjan), mas pode ser pelo PNDU, IBGE, IPEA, CEI, EJP os números são esses. São estatísticas ridículas, humilhantes e dilacerantes. Um escárnio com a nossa gente, porque traspassa a esperança e sonega a vida. Brandão, jamais será uma vítima dessa situação, mas, hoje, ele é o responsável pela contenção e melhora desse quadro. Isso significa uma espinha de tubarão atravessada na garganta de qualquer prefeito.

A quem Marcelo Brandão vai apelar? Para o governo do Estado? Para o governo Federal? Os tempos estão bicudos. Essas PEC 241 e 55 criaram um clima de incerteza num cenário nada agradável. Vão cortar na Saúde e na Educação para não faltar nos cofres dos banqueiros. Vão fechar as torneiras para as prefeituras. Há muito que Ipirá vive de promessas dessas esferas superiores. Só prometimentos e nada.

Marcelo Brandão vai pisar numa casca de banana, rogo para que não quebre a cara. Essa situação de crise econômica, de déficit público, com esses cortes orçamentários em áreas vitais para a população alimentam tempos difíceis de grana curta. Vejam que não é nada fácil e que o presente é duvidoso, ou nada promissor.

A prefeitura de Ipirá recebeu em transferência R$ 56.341.908,12 em 2016, até setembro. Uma grana contingenciada por baixo e comprometida por cima. A prefeitura de Ipirá é um ente pré-falimentar que sobrevive de repasses e tornou-se uma capitania do grupismo jacu e macaco. É aqui que reside o pecado original de qualquer prefeito. É o aluguel do carro, da casa; é o contrato da segurança, do transporte da água, escolar; das empreiteiras ‘meia-boca’; do lixo; do empreguismo na máquina; da contemplação dos aliados, etc e tal. Nesse esquema não tem dinheiro que dê, não sobra nada, ‘tudo é do nosso grupo, é a nossa vez’. Tudo para satisfazer aos amigos, comparsas, aliados, afilhados, aos espertos e espertalhões. Vida que segue no cascalho que nada dá.

O prefeito Marcelo Brandão não será a próxima vítima de seus inimigos; esses já sumiram todos, escafederam-se, hibernaram e só sairão da toca daqui a quatro anos, para agirem como as hienas famintas e se lambuzarem do cadáver putrefato de Ipirá, se assim constar.

O prefeito Marcelo Brandão, só e somente só, poderá ser a próxima vítima dos seus arroubos, das suas bizarrices e da sua excentricidade. Quem mais poderá atrapalhar o prefeito? Os seus amigos; a incompetência que o rodeia; o seu próprio grupo, na medida em que se torne uma ave de rapina, esfomeada, cheia de volúpia, voltada para o seu próprio sustento.


Ipirá não tem mistérios como muitos sugerem e acreditam. Tem uma estrutura de politicagem corrosiva, que torna o seu tecido social postergado e é esse o abacaxi que Marcelo Brandão vai ter que descascar. Não será nada fácil. Que Deus o ilumine e coloque-o bem distante dos seus 49 capetas do inferno e da indiferença dos distantes.

domingo, 6 de novembro de 2016

É DE ROSCA. (21)

É DE ROSCA. (21)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Não sei se vale a pena ver de novo
Capítulo: 21 (mês de fevereiro 2016)(atraso de 9 meses) (um por mês)

O prefeito J Jotinha acordou esperto e ligeiro. Pensou: “Vou logo para a prefeitura ocupar a minha cadeira, porque a concorrência com o prefeito Marcelão que vai tomar conta em janeiro 17 está grande.”

6 h da manhã, o prefeito J Jotinha chegou à prefeitura e percebeu que algo não estava nos conformes, pois a porta do seu gabinete estava aberta, pensou: “pode ser a faxineira que está fazendo a limpeza!” Não era. A sua cadeira estava ocupada por uma pessoa, alegre, sorridente e bonachão, era o prefeito Marcelão Janeiro 17 que lá se espreguiçava, muito satisfeito com a vida.

O prefeito J Jotinha pensou: “Esse sujeito não perde tempo, vá gosta de uma prefeitura assim, lá na casa do chapéu!” O prefeito J Jotinha percebeu que o capacete do prefeito-operário, ainda, estava em cima da escrivaninha, foi aproximando-se, sorrateiramente, e zap, colocou-o na cabeça e foi dizendo:

- Prefeito, Marcelão Janeiro 17! Pode ficar sentado aí na cadeira, não precisa levantar agora não! Porque eu estava deitado, não estou cansado ainda e estou querendo esticar as pernas.

Era o que o prefeito Marcelão Janeiro 17 queria ouvir, porque não tinha passado pela sua cabeça a menor ideia, não fez nenhuma menção e não tinha a menor intenção de levantar, vivia uma lua-de-mel especial e queria usufruir ao máximo possível aquela situação de felicidade. Foi dizendo:

- Prefeito J Jotinha! Quando eu penso que não sentei nessa cadeira há quatro anos atrás, por causa de 49 votos, chega mim dá uma dor no coração, por isso eu quero tomar conta dessa cadeira logo e não tem prá ninguém.

O prefeito J Jotinha foi logo pensando: “Êta! Que agora esse sujeito vai esquentar essa cadeira, que não tem vivente que vá agüentar essa quentura. O que é que eu faço para que essa alma levante daí?” De repente veio uma ideia, como se fosse um raio e ele soltou:

- Prefeito, Marcelão Janeiro 17! Eu já botei o meu capacete de prefeito-operário, vamos aproveitar o sol nascente e vamos visitar umas obras do meu governo.

- Cadê o meu capacete de prefeito? – perguntou o prefeito Marcelão Janeiro 17.

- Aqui só tem um capacete, uma cadeira de prefeito, um carro, um motorista, um mandato; vá logo se acostumando que é para não tomar susto – disse sorrindo o prefeito J Jotinha.

Entraram no carro e o carro já sabia para onde ir, não deu outra, foi parar no Matadouro de Ipirá, que ficou observando aquelas duas figuras que saltavam do carro. O Matadouro de Ipirá foi logo pensando: “o de capacete só pede ser o prefeito, aquele outro, todo almofadinha e lustroso, pela pinta, deve ser um playboy, um bon-vivant, desses que sabe curtir a vida, mas vamos observar o que é que eles querem.”

- Taí, prefeito J Jotinha! Pense num lugar bom e ideal para realizarmos a Festa do Boi.

- Não vai dá certo, prefeito Marcelão Janeiro 17! Aqui é o local certo e correto para fazermos a Festa do Carneiro.

- Do boi!

- Do carneiro!

- Do boi!

- Do carneiro!

O Matadouro de Ipirá não agüentava mais aquela discussão que já durava hora e meia, mas estava tranqüilo e sereno, pois sabia que daquele lenga-lenga, ou daquele mato não saia coelho, afinal, pensou: “ Eu tenho é 25 anos em Ipirá que não sirvo para nada, não sirvo nem para matar um bengo e não é com esses dois aí, que eu vou servir para alguma coisa. Oh, Ipirá bom! Foi Deus quem mandou eu vir para esse lugar e já estou sentindo o cheiro de 29 anos sem serventia nenhuma. Só mesmo nessa terra!”

Suspense: e agora, o bicho pega? esse matadouro vai ou não vai? Êta, novelinha complicada e chata! Tem gente que já cansou dessa novelinha. Eu não agüento mais escrever esse troço. Será que o prefeito J Jotinha vai inaugurar esse matadouro em 30 dias? De onde menos se espera é que sai o pulo do gato.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

IPIRÁ VAI BROCAR!

IPIRÁ VAI BROCAR.
A eleição já foi, mas o debate sobre a cidade não pode acabar. Num programa de governo está escrito assim:  “Muito ainda precisa ser feito na área de educação para que o nosso município se aproxime do ideal.”

“Com relação à estrutura dos aparelhos da educação, promoveremos a conservação ininterrupta do acervo existente. Deveremos, entretanto, intensificar a construção de colégios de grande porte, notadamente nas localidades que ainda carecem deles, onde serão imediatamente aplicados recursos nesse sentido.”

“O governo municipal não medirá esforços para instalar em nosso município, buscando recursos federais e estaduais para fortalecer o aporte necessário de verbas, uma Escola Agropecuária com a finalidade de formar profissionais nas diversas áreas do setor, dando-lhes oportunidade de melhor viver em Ipirá ou disputar com maiores chances outros mercados. No âmbito Federal vamos intensificar os esforços para ver instalada em Ipirá a tão conhecida e aplaudida ESCOLA PARQUE , idealizada por Anísio Teixeira, com muito êxito.”

“Não serão medidos esforços no sentido de viabilizar a instalação de um Núcleo de uma Universidade Pública em Ipirá. Estaremos nos juntando àqueles que querem esse progresso para nossa terra, tornando realidade, aqui, o ensino superior público. Porém, enquanto a Universidade não for realidade, reformularemos o conceito de transporte universitário para outros centros, trazendo mais conforto e segurança, sem custo para o universitário.”

O outro programa de governo está escrito assim: “Construção da Sede Oficial do Pólo de Apoio Presencial da Universidade Aberta do Brasil – Pólo UAB, em regimento de colaboração com o Governo Federal; Construção de Escolas Novas para Educação Infantil e Ensino Fundamental, na Sede e no Campo, com Quadras Poliesportivas, em regime de colaboração com o Governo Federal, conforme padrão de qualidade exigidos pelo FNDE.”

“Implantação da Extensão da Uneb – Campus XIII na cidade de Itaberaba, no município de Ipirá;” “Implantação do Campos do Instituto Federal da Bahia – IFBA, no município de Ipirá;” “Articulação e parceria com as Universidades Estaduais e Federais quanto a implantação e implementação de Cursos de Graduação e Pós-Graduação no Município de Ipirá, seja presencial e Modalidade EAD;” “Buscar reunir todos os segmentos significativos da comunidade para implantação de um Campus avançado da UEFES ou da UNEB, que seja ajustada às demandas da população regional;” “Construção da Sede da Secretaria Municipal da Educação do Município de Ipirá.”

Minha opinião: Ipirá vai brocar! O que? Eu não sei ainda! Mas, vai ter tanta escola, tanta universidade, que... que... (perdi a fala e a escrita). Eu não sabia que essas oligarquias possuem noção do que Ipirá precisa! E, por que não fazem? Leiam as opiniões dos alunos do Evangelina e Maria Bastos:

“Eu acho que é necessário governantes mais honestos que cumpram suas promessas e se preocupem com a nossa cidade e com seus cidadãos.” Heitor S Damaceno 3º. A

“Mais investimentos na educação e na saúde.” David Oliveira 2º. A

“Investimentos em educação.” Zezito 2º. A

“Criação de escolas melhores, faculdades, cursos, etc.” Rosane Duran de Almeida 2º. B

“Conseguir uma faculdade para que as pessoas não precisem sair daqui para estudar fora.” Denilson Soares Lima

“Investir em educação, com projetos que estimulem o estudo fazendo que haja interesse por parte dos alunos, pois uma cidade com habitantes educados tende a ter um maior desenvolvimento.” Maria Eduarda Santos Leite 1º. B

“Na minha opinião, acho que essa cidade precisa ter uma faculdade.” Sara Rebeca 1º. B

“Universidade para que as pessoas não precisem se mudar para outras cidades ou se locomover para estudar nas cidades vizinhas, indo e voltando.” Jacitária Pereira Barreto.

“A situação precária em que se encontra a cidade será melhorada quando o governo investir nas políticas públicas. E o mais necessário, além de muitas outras, é uma faculdade em Ipirá, afim de melhorar as condições e oportunidades aos jovens, que precisam se deslocar para ir em busca das mesmas em outras cidades, etc.” Paloma Nascimento 3º. A

“Maior investimento em educação e a instauração de uma universidade e outros cursos no município, para que haja mão de obra qualificada, fazendo com que atraia grandes empresas e, consequentemente, aumentando o comércio e o investimento na região.” Gabriel Serra Almeida 3º. B

“O primeiro e principal problema da cidade de Ipirá é a população que não está sabendo avaliar o candidato a prefeito e a vereador da maneira correta, porque isso é um assunto sério. Para o desenvolvimento da cidade é preciso um grande planejamento, que possa dar resultados positivos para a população. A cidade precisa de uma população potente, de um prefeito de confiança e de uma justiça mais justa, é esse carinho especial que a cidade precisa. Tailane Cintra (MBM 2º. Ano)

“As pessoas deveriam parar de olhar por paixão política partidária e procurar investir em pessoas que querem fazer uma mudança na sociedade e não em pessoas cheias de promessas, que quando ganham não cumprem.” Larissa silva Lima


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

IPIRÁ, AGORA VAI!

Uma coisa que não pode acabar em Ipirá é o debate sobre o município; não pode e não deve, nem que contrarie a vontade dos mangangões. Continuaremos firmes na linha do debate. Leia o que uma oligarquia botou no livrinho:

“ Instalação do Conselho Comunitário – Formado por representantes de associações de moradores da sede e dos distritos, entidades de classes, sindicatos, representantes estudantis, idosos, representações religiosas, clubes e demais organizações sociais, este grupo terá o objetivo de contribuir com a execução e fiscalização do Plano de Governo.”

A outra oligarquia, também, botou no livrinho: “Estamos conscientes das dificuldades que hoje se reservam ao administrador público, mas temos a certeza de que com trabalho, seriedade, boa vontade e ouvindo os anseios do povo, atingiremos o objetivo de ver Ipirá crescer muito. Esse trabalho apresenta uma explanação resumida das diretrizes que serão seguidas pelo nosso governo, nas diversas áreas de atuação, com todos os esforços voltados para o bem-estar do cidadão.”

“Desta forma é o desafio do administrador moderno a boa gestão da receita com o cumprimento absoluto das obrigações estabelecidas em legislações própria, notadamente a Lei de Responsabilidade Fiscal, alinhada à execução de obras e serviços que visem atender aos anseios da comunidade.”

Agora, minha opinião: eu não imaginava que essas oligarquias tinham uma noção tão clara de que a coisa pública é do povo e tem que ter a participação do povo! Por que não seguem esse caminho?

Agora, a opinião dos alunos do Evangelina e Maria Bastos:”Minha opinião sobre esse assunto é que os governantes da nossa cidade deveriam cumprir todas as promessas que falaram, só assim, poderemos melhorar, mudar e tornar uma nova cidade, crescer e se desenvolver cada vez mais.” Daíla Oliveira da Silva.

“Minha cidade precisa de muitas coisas, as quais é obrigação dos políticos fazerem e, pelo contrário, é só prometer.” Idclara Santos Lima

“A minha sugestão para a melhoria o desenvolvimento da nossa cidade Ipirá: primeiro, os nossos representantes têm que parar de brigar por interesse próprio. Quando os nossos políticos pararem de fazer politicagem suja e pensar no bem comum da nossa população como um todo, Ipirá desenvolve. Enquanto os nossos representantes agirem da forma que agem nunca teremos, nem melhorias, nem o desenvolvimento da nossa linda e maravilhosa Ipirá. Os nossos políticos precisam deixar de praticar corrupção. Segundo, para a nossa cidade desenvolver, todos têm que olhar para a nossa cidade e pela a nossa população, com um olhar mais humano e praticar atitudes e atos mais decentes e ter mais respeito por todos os cidadãos e cidadãs de bem. Isso é o que eu acho e o que eu penso.” Noeme Bastos (MBM 2º.A)

“Que os candidatos eleitos da nossa cidade cumpram seus deveres na Câmara e que façam a situação da cidade melhorar.” Raiane Carvalho Brito (MBM 2º. D)

“Bom, para começar, teríamos que ter um prefeito honesto e responsável, que cumpra suas promessas, só que eu acho isso bem difícil, mas não impossível.” Jeane Érica Reis de Souza (MBM 2º. D)

“Precisa acabar com a corrupção política, para agir com respeito com a comunidade ipiraense, com seriedade, aí isso tudo pode crescer.” Ademilson (MBM2º. A)

“Que a escolha dos candidatos seja para um futuro melhor e não por amor a um partido, pois devemos olhar para o futuro da cidade em primeiro lugar, essa é a primeira mudança que deve ocorrer na cidade.” Sabrina 2º.B

“Para desenvolver a cidade de Ipirá é necessário muita dedicação por parte dos governantes.” Samara Santos 2º. B

“Bem, não sei se devo questionar aqui sobre o que vou dizer! Mas, primeiro, para uma cidade desenvolver precisamos de um bom prefeito para administrar melhor a prefeitura. Vemos que a prefeitura da nossa cidade virou uma verdadeira bagunça. Para termos uma cidade desenvolvida, precisamos saber fazer a nossa escolha para vereador e prefeito. Núbia Maria Oliveira (MBM 2º. Ano)

“As pessoas deveriam ter outro olhar para sua sociedade, principalmente para mudanças fundamentais que influencia para a vida de todos.” Gessika Cruz 3º.A

“Primeiramente, a minha cidade precisa de um bom regulamento, não tem prefeito bom sem isto. Com esta crise não temprefeito certo, masé uma falta de vergonha deixar esta cidade com muitos problemas difíceis para serem resolvidos. Os políticos querem votos para ganharem, mas deixam  a cidade abandonada. Não pode, isso é um absurdo. A cidade precisa de um bom prefeito. Que esse ano passe com Jesus Cristo na causa, para que o ano que vem, pra ver se melhora mais, não ficar do jeito que ta, não tem condições.’ Alailson (MBM 2º. A)


“A extinção da paixão política partidária e a mobilização social buscando melhorias na sociedade através de projetos.” Samuel Sodré de Carvalho 3.A

domingo, 23 de outubro de 2016

VAI QUE É TUA, IPIRÁ!

Ipirá já caiu na rotina, ou melhor, caiu a ficha. Acabaram-se as mobilizações do povo. Antes das eleições, era um ‘Deus nos acuda’ com o movimento de gente, prá lá e prá cá, gritando, pulando e azucrinando. Cidadania de cartolina, dura enquanto pula.

Depois das eleições, já foi! O povo toma um canto de carroceria que vai parar no beleleu. Eles aplicam um chá de sumiço goela abaixo. É sempre assim: de quatro em quatro anos, as oligarquias do jacu e macaco levam três meses esquentando o facho da população, depois, quando resolvem a questão de quem vai comandar os cofres públicos lascam um ponta-pé no traseiro dos incautos, que não se incomodam de esperar por mais quatro anos pela contenda e ferração no curral eleitoral das oligarquias.

Quem parar para pensar um pouco mais, não vai ter dúvidas de que, se a população de Ipirá se movimentasse quatro anos, exigindo os seus direitos e o que estas duas oligarquias (jacu e macaco) lhes devem e lhes surrupiaram, este município seria um dos grandes municípios do Estado da Bahia, mas para que tal coisa aconteça, a cidadania tem que ser verdadeira, legítima e autônoma, isso, as oligarquias já lhes roubaram faz tempo e jamais permitirão.

Outro ponto é que as duas oligarquias apresentaram Programas de Governo para Ipirá. Observem o que eles botaram no livrinho:

“A base da administração que pretendemos desenvolver no município de Ipirá. Teremos, sempre, a austeridade como palavra de ordem para cumprir, como manda a Lei, os compromissos impostos, de modo que haja a reserva necessária para os investimentos com os recursos próprios do município e os vindo de outras fontes, uma vez que há muito por ser feito.”

“Administração pública com honestidade, legalidade, moralidade, transparência e eficiência. Uma administração moderna, democrática e transparente, esse setor tem sob sua responsabilidade um dos pontos básicos da administração municipal: recursos e despesas de convênio, de pessoal, de contratação de serviços, de compras, de licitações, de arrecadação de tributos, etc.”

Quem lê isso aí, vai logo pensando: ”Pronto, que Ipirá vai entrar no Céu!” Escrito por eles: honestidade, legalidade, moralidade, austeridade, transparência, eficiência, moderna, democrática. É disso que Ipirá precisa. É o modelo de administração que Ipirá anseia. Foram eles que escreveram isso aí. Não é que essas duas oligarquias sabem qual é o caminho correto! E por que não agem como botam no papel?

Opinião dos estudantes do Evangelina e Maria Bastos: “Que os prefeitos parem de fazer promessas e cumpram o que falam.” Íris do Santos 1º. C

“Que apliquem projetos que aproximem os cidadãos usando nossa cultura como veículo para isso.” Jaciana Bianck Oliveira 2º.A

“Incentivar o povo de Ipirá a cobrar e participar da política em Ipirá.” Perla Cintra Santos 2º.A

“Para que essa cidade vá em frente e desenvolva necessita só, manter a palavra e não ser covarde e envergonhar a população.” Daiana Moraes Borges

“Primeiramente a conscientização das pessoas, porque não é simplesmente colocar a culpa nos políticos dizendo que a culpa é somente deles; precisamos cuidar e preservar os bens de nossa cidade. Precisamos escolher bem, antes de escolher quem vai ser o futuro prefeito da nossa cidade; precisamos saber cada proposta e cada argumento, para analisarmos qual o melhor. Também, é necessário acabar a corrupção e mais consciência dos políticos, porque a cidade precisa desenvolver, mas se os políticos não fizerem o que prometeram vamos continuar sem desenvolver."Yasmin Lima Pinto 1º. B

“Antes de tudo a sociedade precisa ter consciência no que está escolhendo para representar sua cidade. Existem muitos políticos que só fazem promessas.”  Milena Santana 3º. A

“Uma cidade desenvolvida se constrói com gestores que tenham empatia com os anseios do povo.”  Guilherme Dias 3º. A

“Uma nova política, onde os coronéis não tenham poder! Uma política onde as prioridades da cidade sejam respeitadas e a responsabilidade prevaleça.” Beatriz Carvalho 2º. B

“Ter representantes direitos, que possam ouvir o povo, para saber o que necessitam e o que melhorar na cidade. Ter respeito aos e entre os cidadãos.”  Ana Caroline Freitas 1º.B

“No meu ponto de vista, a cidade de Ipirá precisa de um bom governo, assim a cidade seria governada do modo correto. Precisamos de ipiraenses que governem bem este município, olhando para a população ipiraense.” Rayssa Santana Santos

“Dar voz à população, que, muitas vezes, não é devidamente ouvida.” Ívine Santos Carvalho 1º.A

“Bom, pra mim, esse negócio de dois lados, ‘jacu e macaco’ não tem muita importância, pois, os dois dizem que querem o melhor pra nossa cidade; então prá que isso? Ipirá é uma cidade boa, pequena e o povo deveria valorizar mais. Quero ver se esses políticos trarão ou farão tudo que prometem.” Lívia Silva Fernandes Costa 1º. A

“Independente de quem for o prefeito, que ele mão pense em si mesmo, mas sim no povo.” Victória Rocha Cintra 1º. A

“De início é necessário a construção de uma política mais limpa, sem partidarismo por parte da população, onde candidatos com novas propostas tenham mais espaço, para o desenvolvimento maior da política da cidade.” Kessia Maria 3º.  B

“Os políticos levarem mais a sério o papel deles na sociedade, implantando projetos importantes e que beneficiem toda a população.” Iarlley Machado Souza 3º. A


“Para o grande progresso venha acontecer é preciso que os próprios cidadãos sejam honestos e tenham uma mente aberta, para que juntos, possamos lutar para a melhoria da cidade em que vivemos. É preciso deixar a paixão política de lado e pensar no futuro e bem-estar da população, porque quando beneficia a todos, a cidade ganha progresso e muda para melhor.” Milena Buriti 3º. A

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

1982 ESTÁ MAIS PERTO DO QUE 2018

Em que momento, neste processo eleitoral municipal de Ipirá 16, a macacada ficou na frente da jacuzada? Ou até mesmo em empate técnico? Nenhum. Foi o tempo todo correndo atrás, tentando tirar a diferença. Trocando em miúdos. A corrida era para tirar o blefe escarchapante de 5 mil votos para cair na realidade esfuziante de 1.651 votos.

O apagão de sábado 1/10, nunca foi e não teve nenhum efeito decisivo, porque Aníbal nunca esteve na frente, nem mesmo cabeça com cabeça na reta de chegada, para que fosse possível evitar a derrota na véspera da eleição, precisamente, na madrugada de um sábado. Então trata-se de mera desculpa esfarrapada e sem nexo.

A derrota da macacada para ser entendida deve se levar em conta uma série de fatores que começaram a ser costurados  e estabelecidos desde a campanha de 2012, com uma série de atrapalhadas que culminou no desastre de uma renúncia atabalhoada, que deixou  consequências incontornáveis e gerou um apagão com a administração petista dizendo-se macaca, que veio a seguir.

O desgaste de doze anos de administração macaca tem um efeito muito mais arrasador do que se imagina, isso gerou a necessidade de mudança, de um outro caminho, seja lá que caminho fosse. As perdas de correligionários pulando para o outro lado precisam ser contabilizadas como um sentido devastador, pois gera o efeito manada que se torna determinante para a vitória do outro. São esses e e outros fatores que empurraram Marcelo para a vitória.

Ficam dizendo que faltou dinheiro, que as grandes lideranças e os empresários da macacada não contribuíram com grana pesada. Vê lá se tem cabimento uma blasfêmia dessa? Vejam que situação! Analise comigo. Pense bem! Vê se dá para entender: Diomário vai pegar 200 mil reais do dele; Antônio vai pegar 200 mil reais do dele e vão fazer uma doação para uma campanha que eles consideravam difícil e temerária. Só na cabeça de um inocente!Quem iria ressarcir essa grana no mercado futuro? Se a derrota estava iminente e na cara de quem quisesse vê pelos números frios de uma pesquisa e não pelo fervor de uma paixão. Isso é jogo de profissional, não existe graça (doação) dada de graça (gratuita). Os incautos que deixem de ser ingênuos.

Quem tem boca fala o que quer, quem tem cabeça acredita no  que desejar, mas esse jogo não é para amador. Se os dois grandes líderes não tivessem deixado o candidato Aníbal só e entregue a si próprio nos momentos mais decisivos (debate, por exemplo), não teria causado um estrago muito mais danoso e profundo do que até mesmo pelas doações monetárias que faltaram. Acredite, se tens cabeça para duvidares.

O Renova acreditou em que? Em que possibilidade acreditou o Renova? O macaco estava morrendo afogado, o Renova deu a mão e foi puxado para o fundo do precipício.

Estou procurando entender as coisas. A candidatura da macacada estava em dificuldade extrema, inclusive, sem um nome com poder de fogo e competitivo. Os companheiros não enxergaram desse jeito. No mínimo, achavam que a marca macacada sendo competitiva e com a chegada do Renova a decisão estaria confirmada. Não observaram que a balança não estava no fiel.

Os companheiros do Renova preferiram dá um tiro no escuro e não mediram as conseqüências, enfiaram a cabeça em uma ação delicada com uma dosagem muito elevada de espontaneísmo, de maneira que, nesse vamos que vamos, sem reunir a base empreenderam o desgaste da unidade. Uma parte foi, outra não.

Uma parte não foi o suficiente para resolver o problema da macacada e criou um tormento para o  Renova. A turma mais nova do Renova argumentava que lá teriam palanque e multidão para ouvir as propostas. Lá o palanque era restrito, difuso e com uma desorganização ‘das braba’. Era o palanque da casa de Noca, todo mundo mandava e com critérios duvidosos. Moreu não falou ou pouco falou. Quando se falava era para ‘os deles’. Não se falava para ‘os nossos’. O resultado foi que caiu a votação de todos eles.

A manutenção de um só vereador não representa a vitória almejada. O Renova não ganhou nem cacife para a manutenção, nem mesmo a garantia, de uma vice para o próximo pleito de 2020, ao lado da macacada. É coisa de futuro, mas o futuro escancara a boca para uma abertura ainda maior na aliança. O prejuízo é maior do que aparenta ser. O macaco não afundou, graças aos dois pés no pescoço do PT e do Renova que submergiram. O retrocesso é notado em qualquer análise que se faça.

Estamos retrocedendo a 1982. Observe bem, Arnor do Sindicato! A tese do petista Ademildo estava na correção dos trilhos; o caminho que vocês adotaram é o atalho para a subserviência. Qual foi a tese principal: não podemos perder o palanque de 2018. Foi esse o argumento. Pois é, 2018 o bicho vai pegar! Se assim podemos prever.  O governador contra o prefeito.

Que samba vai ter essa nota? Não dá para prever, mas vamos fazer um enquadramento dessa partitura para Ipirá. A jacuzada tem a prefeitura,  ficará com Neto, e vai querer mostrar para o que veio e para que tem o poder. A macacada está sem lenço e sem documento.

Como ficará a macacada sem o poder municipal? Aí é que aparece a incógnita desde já. Oh, Rui Costa! Querer que o deputado Jurandy Oliveira fique amarrado a uma bandeira e uma candidatura de esquerda é exigir muito, é o mesmo que querer que o Capeta reze missa no dia-santo e faça orações todo santo dia.

Querer que Antônio Colonnezi assuma e defenda um candidato do PT é querer ganhar na loteria sozinho e o ano todo. É caso para um pai de santo. Não tem ninguém melhor do que o pai de santo João Tobinha, do bairro Conceição, em Feira de Santana. O sujeito joga as cartas, pega a primeira e diz: “Sei não, por aqui não vai dá pé não! Cumá é qui Antõe Coronéis vai enfrentá a jacuzada em 2020? Meus aconselhamentos é qui vóis-mi-cê tome uns banho de sal grosso para a ficha ficar limpinha e adispois vai infrentá essa jacuzada sem a prefeitura e sem o governo do Estado, vai tomá um esfrega daqueles. Vai, fie de Deus,tu é amigo de Zé Ronaldo da Feira, que é amigo de Neto de Salvador; pula, pula, meu fie, qui tu nunca teve queda pelo PT, num vai nas cunversa de Arnor do Sindicato não, qui o buraco ta bem adiante dus teus zolhos.” E soltou uma baforada de charuto, mais fedorento do que bufa de bode com chifre comprido.

Quanto a Diomário? Vocês observaram que Diomário, nos palanques, só falou em família e felicidade. Tudo com a letra F. Estou com receio que Diomário fique contaminado pela fala do f. Mas, não é nada demais. Que mal vem a Diomário? Nenhum mal que atrapalhe a sua felicidade. Que derrota sofreu Diomário? Só na cabeça dos bestas. Um contratempo não chega nem a ser um aborrecimento.

Fala Dió, sobre 2018 e 2020: “Falo futuro! Foi feito firmemente, finalmente, fabricando feições futurologistas. Fico fausto, fascinado, falando frente família, filho, filhas fazendo felicidades frutificarem fertilizando frenética França. Falou finanças, fui!Fico feliz faturar feijão, farinha, filé. Favorecer falcatrua, fico fora. Fora futrica, falsa filosofia, fábulas, feitiçaria, fui! Falou facada, facadista, financeiro ficou falido, fudi.., Fonsinho, foi feitura, foi federal! Fazer foto 10.000 fotos, ficou fedendo, foi. Fico facoemulsificado, febriculoso, fe..."


Pare, pode parar, seu Dió! Começou a falar em doença é melhor parar, porque eu queria dizer a Arnor do Sindicato e você não permitia, que mais rápido chegaremos a 1982, do que a 2018.