sábado, 24 de abril de 2021

O LADO DOCA DO PREFEITO

Explicando: um fator decisivo numa briga de galo (justamente proibida) é o tamanho da espora, que tem que ser fina e comprida. Quando atinge o olho do combatente é fatal, cega na hora; ai o galo fica doca.

 

Transferindo: O lado doca do prefeito Dudy é a saúde pública local. Observem que o médico Antonio Colonnezi deixou o Hospital de Ipirá denunciando a sua precariedade. O que fez o prefeito Dudy?

 

Era para o prefeito Dudy pegar o trem-bala, frear na porta do médico e indagá-lo sobre: O que foi que aconteceu? Qual foi o problema? Como é que está a situação? Por que essa atitude? O que vamos fazer? É o que eu penso.

 

O médico poderia responder perguntando, naturalmente: quem responderia pela morte de um paciente na mesa de cirurgia em condições deficientes e precárias? Quem perderia a reputação profissional, o médico ou o prefeito? Assim, eu penso.

 

Uma cirurgia não pode ser encarada como uma questão de sorte ou azar. Isso é negacionismo da ciência médica. Uma cirurgia realizada nos parâmetros de segurança médica apresenta uma probabilidade de 99,9% de ser eficiente e positiva.

 

O que fez o prefeito Dudy? O prefeito não procurou o médico imediatamente para uma conversa e para o encaminhamento de uma ação conjunta em busca da solução do problema. Ficar impassível e não dá uma resposta instantânea e urgente à carta do médico, significa não levar o problema à sério dentro dos devidos e necessários parâmetros.

 

Quem é Ipirá para ficar indiferente e negligente ao ponto de fazer pouco caso do trabalho de um médico com o potencial comprovado e capacidade confirmada por uma experiência e prática em diversas grandes cidades da Bahia, como o médico Antonio Colonnezi?

 

Sem entender quase nada de saúde pública, o prefeito parece não fazer questão do trabalho do médico Antonio Colonnezi no Hospital de Ipirá. A população de  Ipirá não pensa assim.

 

Entendendo quase tudo da politicagem local, o prefeito vai fazer questão de ter o apoio eleitoral do líder político Antonio Colonnezi ao seu projeto eleitoral imaginado instantaneamente, antecipadamente e sem propósito para daqui a três anos, com um menudo na cabeça de chapa.

 

Como líder político Antonio Colonnezi não é lá essa 'coca-cola toda'. Exerce sua liderança pela manutenção de uma política conservadora de grupo (macaco), que não ajuda, nem favorece para a aplicação de políticas públicas que beneficiem as camadas populares na busca de uma vida sem privações e pobreza. O Reino da Necessidade é o terreno fértil para o 'sistema do jacu e macaco' garantir o seu controle político no nosso município.

 

O prefeito declina em duas situações inusitadas, uma do momento e outra prematura; em ambos os casos o lado doca do prefeito não consegue avistar além do momento e do tempo. Não adianta sonhar, o líder não apoiará.

 

Talvez o prefeito pense que um médico anestesiologista seja encontrado em disponibilidade acentuada nestas cooperativas contratantes. Se o prefeito visualiza assim, está mostrando o seu lado doca. Um médico sério não opera em situações duvidosas e de risco, esta é a questão essencial deste problema.

 

Quanto mais médicos em nossa localidade houver, melhor para a nossa população; sendo médicos ipiraenses, melhor ainda. O 'sistema jacu e macaco' não enxerga assim e alimenta uma situação de excluir sob critério duvidoso e injustificável, os médicos que não pertencem ao grupo que está no poder. Quem perde é a nossa gente. É uma estupidez sem limite.

 

A população de Ipirá precisa de bom atendimento médico na saúde pública. São vários médicos que fazem um trabalho conceituado e com referência positiva na nossa comunidade. A saúde pública de Ipirá só vai melhorar e ser satisfatória quando acontecer um esforço coletivo dos profissionais de saúde com esse objetivo. Sem menosprezar ninguém, a saúde da população de Ipirá necessita do trabalho medicinal de todos eles.


O 'sistema jacu e macaco' não acata e não permite qualquer possibilidade da união de todos os médicos com o objetivo de melhorar a saúde em Ipirá. Tem que ter racha. Médicos jacus para o lado de lá; médicos macacos para o lado de cá. É esse sistema de politicagem perverso e estúpido que mantém Ipirá no atraso e na pindaíba.


sábado, 17 de abril de 2021

O HOSPITAL DE IPIRÁ É UMA ...

“... que no mês de maio 2021 não tenho interesse de prestar meus serviços médicos no Hospital de Ipirá”

 

Partindo de qualquer cidadão poderia ser uma simples opinião, sem nenhum desdobramento e sem a menor chance de passar da primeira esquina.

 

Mas, saindo de onde saiu, considerando-se a influência exercida e o prestígio alcançado, foi a declaração mais importante desta década em Ipirá, talvez a mais bombástica afirmação dos últimos tempos.

 

O médico Antônio Colonnezi desligou-se (temporariamente ou definitivamente) do Hospital de Ipirá afirmando categoricamente a sua deficiência e precariedade, indo de encontro e batendo de testa com a intenção e afirmativa de todos os prefeitos que, quando administram essa terra, dizem que este hospital é de excelência e uma referência para o Brasil.

 

Antônio Colonnezi é um médico gabaritado e reconhecido pela sua capacidade por nossa comunidade. Além do mais, é a maior liderança política do grupo da macacada em nossa terra. Sua opinião na área de saúde tem credibilidade.

 

O médico AC detonou com firmeza dizendo que o hospital não tem as condições mínimas de operacionalidade e que está defasado, só faltou dizer que o nosso hospital não pode ser comparado por nenhuma hipótese ao hospital de Rui Barbosa.

 

“Estou pronto para retornar quando tiver uma equipe mais completa e as condições de trabalho melhorarem”

 

Aqui ele colocou em xeque a saúde em Ipirá e mostrou que a radiografia está queimada. Tem autoridade para afirmar como verdade o que diz.

 

A saúde em Ipirá é complexa e precária. Tem uma característica muito forte que é servir e ser utilizada como moeda de troca eleitoral por vereadores. Uma faca de dois gumes: o vereador ganha voto, mas se vê na obrigação de bancar essa necessidade que custa os ‘olhos da cara’. Não tem bolso que aguente, mas eles não entendem assim.

 

O custo é elevado para qualquer vereador, motivo pelo qual, permite aos vereadores da situação uma melhor atuação nesta área, pois a sangria fica por conta da prefeitura. Se a saúde pública funcionasse à contento em nossa terra, todos os munícipes ganhariam, inclusive os vereadores, que não precisariam bancar os custos desse apoio.      

 

A afirmação do líder político Antônio Colonnezi ganha relevância por ser proferida numa gestão do seu grupo político e por não camuflar a verdade. O prefeito ficou de cara com a Vida Cooperativa de Saúde.

 

É mais uma bomba deixada no colo do prefeito Dudy, que pegou uma saúde estragada e vai ter que colocá-la em bom estado e em condições satisfatórias de atendimento à população.  

 

A situação da saúde de Ipirá é tão escandalosa, que duas ambulâncias do SAMU estão na cidade há doze anos e nunca funcionou para um só atendimento.

 

Estão enferrujando no pátio da prefeitura ou pagando aluguel numa garagem. Uma vergonha sem limite. Sai prefeito e entra prefeito e nada. Um verdadeiro escândalo e descaso com a coisa pública.

 

O médico Antônio Colonnezi não esboçou nenhum esforço para resolver o problema da saúde, largou o abacaxi para o prefeito. O líder político Antônio Colonnezi não fez o menor esforço para ajudar o gestor Dudy nesta empreitada. Deste jeito, o prefeito Dudy está ficando isolado dentro do seu grupo e vai ter que se ‘virar nos trinta’.

 

O que dizem os macacos apaixonados? O de costume: o médico queria isso e aquilo e não achou. Como sempre, vão sonegar a verdade. O importante é a realidade da saúde local colocada em pauta na mesa do prefeito Dudy. A saúde de Ipirá precisa de solução.

 

Com quatro meses de governo, o prefeito Dudy está sentindo o gosto amargo do poder com a falta de apoio dentro do próprio grupo na hora do aperto e os problemas vão ganhando um volume e uma dimensão acima do esperado. O seu acúmulo colocará a gestão num buraco. A política é o calo no sapato do prefeito.

 

domingo, 11 de abril de 2021

É DE ROSCA. (63)


 

Estilo: ficção

Modelo: mexicano

Natureza: novelinha

Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a fase do artista prefeito Dydudy.

Capítulo 63 (mês de agosto 2019)(atraso de quase  dois anos) (um por mês)

 

Não tendo nada prá fazer em nossa terra, o Matadouro de Ipirá resolveu ir passear em Feira de Santana. Passando pela Avenida Senhor dos Passos, na esquina da prefeitura, ele tem uma grande surpresa. Dá de cara com quem?

 

- Ora, ora, quem é vivo sempre aparece! Que prazer enorme, ex-prefeito Marcelão! O senhor sumiu de Ipirá, ninguém nunca mais viu sua sombra naquela terra.

 

- Seu Frigo! Como é que eu vou ficar naquela terra? Eu fui um prefeito bom-todo, o melhor que já teve naquela terra e aquele povo ingrato e que não tem noção do que é bom, mim passou uma desconsideração daquelas. Eu só volto lá quando aquele povo me pedir desculpa.

 

- Meu nome é Matadouro de Ipirá! Não venha prá cá com seu sarcasmo e gozação me chamar de seu Frigo, que eu não vou tolerar. O senhor tomou seis mil na cara porque o povo cansou de sua maneira de querer aparecer. Queria viver em Ipirá só de conversa, aí não dá, né ex-prefeito Marcelão!

 

- Seu Frigo, de conversa não! Eu fiz a melhor praça da cidade com recursos próprios. Não tive ajuda de nenhuma esfera de poder superior. Tá lá aquele prédio da biblioteca no meio da praça, onde à tarde você pode ir lá para tomar uma cervejinha na parte superior, com a maior tranqüilidade do mundo.

 

- Deixa de prosopopéia, ex-prefeito Marcelão! Aquele prédio lá é mais um elefante branco, sem serventia. Ninguém sabe se aquilo é um mausoléu, um esquife, uma lan house, na verdade, aquilo lá, ninguém sabe o que será. O melhor que o povo faz é ficar de olho naquilo.

 

- Seu Frigo! Eu estou trabalhando no setor jurídico da prefeitura daqui de Feira. Diga aquele povo que eu vou voltar um dia. Voltarei com locutor daqui a três anos, depois como prefeito, prá fazer melhor pela aquela terra.

 

O Matadouro de Ipirá foi para o Marajó, para pegar um carro de volta para Ipirá, quando passou um carro ‘virado do novecentos’, quando o motorista avistou o nosso matadouro, pisou no freio, o carro foi parar na ponte do rio Jacuípe, por sorte não tinha um carro na estrada, ele deu uma ré e parou no Marajó, chamando o nosso matadouro: “vombora prá Ipirá!” O Matadouro de Ipirá entrou no carro.

 

- Ok! Ah, é o senhor, prefeito Dydudy!

 

- Sou eu mesmo, seu Frigo! O senhor não pode ficar fora de Ipirá. O senhor já faz parte de nosso folclore e tem que ficar lá. Estou vindo da capital, fui buscar recursos para o nosso município, eu não paro, estou sempre correndo atrás.

 

- Prefeito Dydudy, o senhor sabe o meu nome, eu sou é matadouro! Vou lhe fazer uma pergunta e quero sua resposta: por que o senhor contratou escritório de advogados de Ponto Novo e Capela, sai mais barato do que contratar em Ipirá?

 

- Seu Frigo, preste atenção! Minha equipe de administração só fica batendo a cabeça, imagine se eu for contratar advogados de Ipirá e eles contratarem o ex-prefeito Marcelão, que é advogado, para o setor jurídico? Então, para evitar qualquer problemão, eu contrato os advogados de lá e eles contratam os de cá. É uma troca, entende?

 

Na entrada do Bravo, o prefeito Dydudy desviou e chegou a um galpão de calçados que estava sendo inaugurado. Quando o prefeito do Bravo avistou-o foi discursando: “este galpão para duzentos empregos só foi possível, porque o meu amigo prefeito Dydudy abriu mão para que viesse para o Bravo. Eu só tenho a dizer: muito obrigado meu amigo, meu irmão, prefeito Dydudy!” O prefeito Dydudy ficou fazendo coraçãozinho e positivo, com as mãos, para o prefeito do Bravo e disse ao matadouro:

 

- Eu só estou aqui para encontrar esse ministro J. Roma, para exigir coisas para Ipirá.

 

- Prefeito Dydudy! O senhor está parecendo aquele sujeito que foi a Roma e não viu o papa. Deixa eu te dizer uma coisa: o senhor está parecendo o ex-prefeito Marcelão quando encontrava o governador De Costa, ele falava, falava, e De Costa ficava de costa; o senhor veio a Roma e viu o papa de longe, não ganhou nem um sinal da cruz para Ipirá – comentou o Matadouro de Ipirá.

 

- Suspense: e agora? Será que esse matadouro vai funcionar?

 

Fazer essa novelinha demorada e enrolada não é fácil. Faltaram 17 capítulos para o prefeito Marcelão e para o prefeito Dydudy já está no terceiro, formando um total de 20 capitulos vencidos e atrasados.

 

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Dydudy.

 

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

terça-feira, 6 de abril de 2021

O PREFEITO FANTASMA


 

Era só o que faltava! Apareceu em Ipirá um prefeito-mabaço. Para você entender melhor: Ipirá tem dois prefeitos! Que tripizuma é essa? É a nova engrisilhada do jacu e macaco.

 

Quando o prefeito Dudy pinta o banco da praça, o ex-prefeito Marcelo Brandão publica que foi ele quem fez o banco.

 

Quando o prefeito Dudy faz um calçamento, o ex-prefeito MB divulga que foi ele quem conseguiu aquela obra.

 

O ex-prefeito MB não quer entregar os pontos. Perdeu e perdeu feio, as últimas eleições. Mas, parece que a ficha ainda não caiu, porque ele fica relembrando a sua gestão como algo positivo. A sua gestão recebeu do povo de Ipirá a resposta merecida e com uma intensidade nunca vista na história de nosso município.

 

Mas é do interesse das duas oligarquias permanecer e ficar discutindo administrações de jacu e macaco. Uma discussão altamente improdutiva para Ipirá e sua gente, mas de grande proveito para o comando político dos dois grupos, porque com esse debate falso, superficial e inoperante não se traduz nada de positivo para o nosso município.

 

O governo MB foi muito importante para a família Martins, que tem o comando político oligárquico do grupo da jacuzada. Para Ipirá não disse para que veio. Entrou como esperança de alguma coisa em 2016 e saiu como uma grande decepção em 2020.

 

O governo Dudy, em seu inicio, está mais enrolado do que charuto na boca de bêbado. Entrou numa intriga política dentro do seu próprio grupo, que terá conseqüências negativas para a sua própria administração, que se configura completamente embrulhada e ele não conseguiu desmanchar esse pacote do grupo da macacada.

 

A situação é de bate-cabeça na administração. Uma pessoa tinha que ser empregada (tinha bom padrinho) para um cargo com salário de 2x (um exemplo). Não deu certo porque tinha que ser concurso e não indicação. E agora, fazer o quê? Que decepção! Que grande decepção! Para a pessoa que ficou sem o salário 2x e para o fraco padrinho.

 

O que fazer? Ouviu-se um aconselhamento: “emprega-se na prefeitura com o salário de 2x e está tudo resolvido.” Mas, a prefeitura não tem esse salário de 2x! Outro aconselhamento: “a pessoa é indicada para um cargo qualquer na prefeitura e entra de férias.”

 

O prefeito Dudy, para começar a governar, tem que se desembaraçar do prefeito fantasma, dos aconselhamentos de pé-de-ouvido e tem que alinhavar, muito bem alinhavado, esse grupo da macacada, onde todo mundo acha que tem o direito de meter a mão na cumbuca.

 

Enquanto isso, Ipirá permanece atolada na esperança de que um dia o jacu ou o macaco faça uma boa administração nessa terra. O povo está entendendo que essa briga só satisfaz ao interesse das oligarquias locais, tanto faz do grupo jacu, como do grupo macaco.

domingo, 28 de março de 2021

É DE ROSCA (62)


 Estilo: ficção

Modelo: mexicano

Natureza: novelinha

Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a fase do artista prefeito Dydudy.

Capítulo 62 (mês de julho 2019)(atraso de quase  dois anos) (um por mês)


Tomou um banho com desinfetante, passou álcool gel até debaixo do quiquio, vestiu a domingueira mais engomada, na verdade, estava inaugurando aquela roupa e mostrou um sorriso largo na fachada, mostrando um orgulho danado com aquela nova tatuagem na testa, para ficar bem visível. Você já sabe quem é essa figura? É muito conhecida nossa.

 

Ele agora quer ser Frigo, não adianta querer mudar de nome, porque ele é muito conhecido pelo apelido, pela alcunha, pelo vulgo; é o nosso conhecido Matadouro de Ipirá, que se dirigiu à prefeitura de Ipirá e foi recebido por um assessor do prefeito:

 

- O que é que você quer aqui? Veio atrás de emprego?

 

- Não! Eu quero é falar com o prefeito Dydudy. Fique sabendo que eu sou macaco desde que nasci; se você não sabia, que fique sabendo, eu sou cria do ex-prefeito Toinho; vou fazer trinta anos nessa terra; passei por tanto prefeito que já perdi a conta, agora eu digo o seguinte: com tanto prefeito meia-boca que já teve nessa cidade, eu espero que o prefeito Dydudy não seja igual a essa trempe de coisa-ruim que mandou nessa cidade. Por isso eu estou aqui; diga a ele que é Frigo que quer uma audiência com ele.

 

- Oxente, seu Frigo, que violência é essa? Precisava tudo isso? A gente não pode nem fazer uma brincadeira para o clima ficar mais leve aqui na prefeitura, que vocês partem logo com sete pedras na mão. Eu peço desculpas a sua pessoa e vou anunciar ao prefeito Dydudy que você está aqui – disse o assessor, que abriu a porta do gabinete e entrou.

 

- Prefeito Dydudy! Tem um sujeito aí querendo falar com o senhor, ele disse que o nome dele é Frigo.

 

- Frigo! Quem é Frigo? Ele tá querendo emprego? – indagou o prefeito Dydudy.

 

- A cara dele não é de quem gosta de trabalhar, não! Eu acho que ele tá procurando algum encosto. Ele disse que já nasceu macaco – respondeu o assessor.

 

- Ele é macaco de quem? Do ex-prefeito Toinho ou do ex-prefeito Dió? Se for macaco da nossa vice Dynyna, diga a ele que minha agenda está cheia e eu só posso falar com ele no ano que vem.

 

O assessor certificou-se de que a carteirinha de macaco do seu Frigo já estava rota, estragada e com a foto desbotada de tão velha e, não perdendo tempo, ordenou que seu Frigo entrasse no gabinete. Quando o prefeito viu quem era, levantou-se, puxou uma cadeira, pediu que o visitante sentasse e mostrou-se solícito. O tratamento foi VIP.

 

- Seu Matadouro de Ipirá! Quando o senhor chegar aqui na prefeitura, não fique na sala de espera, entre nesse nosso gabinete sem bater na porta. O senhor é gente nossa!

 

- Seu, prefeito Dydudy! Eu gosto do respeito das autoridades, por isso eu faço uma ressalva, me chame pelo meu nome que é Frigo, não me chame pelo vulgo, porque significa um rebaixamento e uma humilhação.

 

- Que é isso, Frigo! Quando eu chamo de Matadouro de Ipirá é uma forma carinhosa de reconhecimento pelos seus serviços prestados à nossa comunidade. Eu estou pensando até, quando terminar essa pandemia, fazer do Matadouro de Ipirá um ponto turístico da nossa cidade, com visitação dos estudantes todos os dias; mas vamos aos entretantos, ao que é que eu devo tão honrosa visita?

 

- Prefeito Dydudy! Eu quero ouvir da sua boca, qual é a sua posição, na condição de prefeito, em relação a minha pessoa? Eu vou lhe contar um segredo: faltando quinze dias para as eleições do ano passado, o então prefeito Marcelão fez uma visita a minha pessoa, lá no matadouro, justamente no momento que passou um garrote lá na porta, ele mandou um vaqueiro laçar o bicho e queria, porque queria, que esse garrote fosse abatido lá no matadouro.

 

- Foi mesmo? Aconteceu isso? – indagou o prefeito Dydudy.

 

- Foi desse jeito, prefeito Dydudy! Eu não quero ter a felicidade de nunca ter que trabalhar na vida, perdida para sempre, se o que eu conto não for a mais pura verdade e Deus, que está lá em cima, é testemunha do que eu falo neste instante e, não duvide prefeito Dydudy se ele inaugurasse aquele matadouro, ele não tinha perdido a eleição, mas eu fiz um cinco-salomão e o garrote caiu nus pau e nunca mais eu vi o dito-cujo.

 

- Muito obrigado seu Matadouro de Ipirá! Eu não sei como lhe agradecer por esta atitude decisiva para botar o malamanhado prá fora de Ipirá. Minha gratidão será eterna e, neste momento, eu adianto que ninguém vai mexer com sua pessoa, você vai continuar na sua, sem fazer nada, numa boa, sem esquentar a moringa, enquanto eu estiver na prefeitura.

 

O prefeito levantou, apertou a mão do Matadouro de Ipirá, quando o seu celular tocou. Atendeu. Depois falou com o matadouro:

 

- Seu Frigo! Infelizmente aconteceu um imprevisto e nós vamos ter que inaugurar o Matadouro de Ipirá ainda esse mês.

 

- Mas, prefeito Dydudy! O senhor sentado disse uma coisa e em pé diz outra, aí eu não entendo mais nada. Sua palavra vale quando o senhor está sentado ou em pé?

 

- Seu Frigo! A minha palavra é o que vale, agora eu tenho que ouvir os empresários macacos para ver quem têm interesse no Matadouro de Ipirá, é só isso, minha palavra não enverga como vara de bambu.

 

- Suspense: e agora? Será que esse matadouro vai funcionar?

 

Fazer essa novelinha demorada e enrolada não é fácil. Faltaram 18 capítulos para o prefeito Marcelão e para o prefeito Dydudy já está no terceiro, formando um total de 21 capitulos vencidos e atrasados.

 

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Dydudy.

 

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

terça-feira, 23 de março de 2021

CADÊ A NOVA HISTÓRIA DO PREFEITO?

Depois de três meses de administração resta uma gestação de nove meses para finalizar uma gravidez que dará luz ao ano de 2022,

 

Muita gente prenuncia 2022 como um ano perdido, pelo simples fato de ser ano eleitoral. Não sei se isso tem sentido, mas um ano eleitoral traz uma série de restrições para a administração pública em geral. Isso é quase um fato.

 

Sendo 2022 um ano eleitoral, desde já, visualizamos uma série de dificuldades, para o prefeito Dudy, do tamanho de uma semana. Desde já, percebemos três cascas de jaca da Caboronga, com bagunço e muito visgo que cairá no colo do prefeito Dudy. Se vira nos trinta, prefeito, que lá vem chumbo grosso!

 

1.   01. O prefeito ficará com a extrema-direita negacionista ou caminhará com as forças democráticas, que lutarão para restabelecer um governo que tenha um projeto mais humanitário e social para esse País?

 

2.   02. Para governador do Estado, o prefeito ficará com a candidatura de Jacques Wagner ou Oto Alencar? Estes dois poderão travar uma briga de carneiro marrento batendo cabeça, que deixará como solucionática prevista, uma conflituosa separação. Nesse mexidinho tudo pode acontecer!

 

3.   03. O prefeito apoiará Jurandy Oliveira para deputado estadual? Nesta decisão o prefeito ficará sentado na lâmina da navalha e poderá provocar um racha monumental no grupo da macacada. O sinal vermelho já está piscando.

 

Deixando de lado o que está por vir, vale a pena debruçarmos sobre os três meses que já se foram. A gestão Dudy fez muito pouco, quase nada. Vocês já notaram que nada mudou em Ipirá neste curto período de tempo? Tá tudo como dantes, do jeito que estava antes

 

Nem só de sonho vive o governo Dudy; a sua administração carrega nos ombros duas broncas medonhas, das quais não tem como o prefeito escapar, porque apertaria o nó no próprio pescoço de sua gestão.

01.A prometida AUDITORIA do desmando do ex-prefeito Marcelo Brandão. Não passou de uma conversa fiada e já esquecida. Macaco não mexe com jacu, porque fazem um jogo de compadre, para poderem conjugar o verbo surrupiar sem nenhum temor. Qualquer auditoria estaria apertando o nó no pescoço do sistema de politicagem do jacu e macaco. Não fez e não fará.

 

02.A tal da SINDICÂNCIA sobre a compra de remédios (pague dois e receba um) não passa de uma missa encomendada para jogar água benta para apagar o vulcão. Na verdade, não pode ir ao fundo do poço, pois envolve gente e empresa que servem ao governo e são do grupo macacos. A transparência levaria a apertar o nó no pescoço do próprio governo.

 

Na prática, a Nova História do grupo macaco está encurralada dentro do seu próprio curral eleitoral, por isso o prefeito Dudy engole a própria língua em muitas questões. O povo de Ipirá espera que o prefeito Dudy se pronuncie sobre esses fatos de interesse público. Ou não são?

 

terça-feira, 16 de março de 2021

O SOFÁ DA CASA DO DEPUTADO

Acredite se quiser!

A ‘dança das cadeiras’ foi a brincadeira preferida do Poder Executivo de Ipirá no período 2012 a 2016, com quatro prefeitos em um só mandato.

 

Quando o prefeito Marcelo Brandão venceu as Eleições de 2016, ele trouxe uma cadeira de casa e com seu feitio irreverente, debochador e esperto utilizou um argumento taxativo:

- La ELE é quem senta nessa cadeira; tem muita urucubaca nesse assento; eu não sou besta, trouxe uma cadeira de minha casa!

 

Vocês já sabem quanta murrinha tinha nessa cadeira caseira! Foi a maior cacetada da história e o prefeito Dudy tomou assento nessa cadeira, que não se sabe ainda de onde veio.

 

O certo é que o atual prefeito Dudy jogou pó de pemba e desinfetou com creolina a cadeira que o ex-prefeito MB sentou por quatro anos:

- Não vou gastar um centavo com essa rádio da jacuzada. O governo passado deu muito dinheiro da prefeitura a essa rádio deles. Um absurdo; uma extorsão do dinheiro do povo; uma verdadeira falta de respeito!

 

Tudo isso acontecendo e o sofá da casa do deputado Jurandy Oliveira abarrotado de vereadores, que deram o sangue e o suor para o deputado JO conseguir 12 mil votos nas Eleições de 2018. E o deputado JO entusiasmado e motivado para mais uma odisséia eleitoral, diz o que pensa:

- Eu tive 12 mil votos em 2018 e vou repetir a dose em 2022.

 

Sem pensar no que digo; eu afirmo que o ‘dono dos votos’ em Ipirá são os vereadores. Não é difícil provar a veracidade dessa argumentação, basta olhar o sofá da casa do deputado JO, que começa a ter espaço vazio, sendo isto, um sinal de maus augúrios.

 

O vereador Deteval Brandão, com sua determinação e coragem, é o primeiro a levantar, deixar e sair do sofá da casa do deputado JO.

 

É assim e dessa forma que a votação do deputado JO vai encolher, vai perder gordura e mostrar de forma bem clara que o deputado JO não tem esse cabedal de votos que afirma ter, assim sendo, quem viver verá!

 

A verdade tem que ser dita! Os vereadores são os doadores de sangue que o deputado JO precisa. Basta os vereadores deixarem o sofá do deputado JO para a ‘sopa eleitoral’ desandar e se o sofá da casa do deputado ficar vazio, a safra de umbu na sua roça não encherá um bocapiu em 2022.

 

Se os vereadores se unirem para dar apoio aos deputados que não sejam os escolhidos, apontados e indicados pelas lideranças dos grupos, estes grandes líderes ficarão nus e passarão vergonha com o resultado das urnas em 2022.

 

Enquanto 2022 não chega fui fazer um levantamento de quanto a rádio da jacuzada recebeu  da prefeitura e nada foi encontrado; nem um centavo consta na conta de débito da prefeitura. Mas, o prefeito Dudy não disse que era uma soma absurda? Qual é a jogada?

 

Diretamente, nem uma merreca. Indiretamente é que a coisa funciona. A prefeitura contrata uma empresa que, por sua vez, faz os contratos com a mídia local (radio e sites).

 

A empresa pega uma bolada e paga uma merreca à imprensa local, que se cala e esquece a administração do prefeito e nada noticia, nem informa, que incomode o patrão. É a Lei da Mordaça consentida.

 

Foi o que o prefeito MB fez e o que o atual prefeito Dudy quer fazer. Essa é a grande e velha questão! A questão não é a cadeira, mas a cama. O grande problema é que a mesma cama que deita o prefeito jacu; deita, também, o prefeito macaco, muda-se apenas o lençol.