domingo, 10 de janeiro de 2021

A MISSIVA


Recebi uma missiva, modelo comentário, que não postarei no blog por não ter sido solicitado pelo missivista, mas sem qualquer receio, caso seja pedido pelo remetente, sem nenhuma restrição, com conteúdo completo, postarei sem a menor objeção, se assim convier a quem fez o encaminhamento.

 

O texto faz alusão a uma ‘acusação tão grave’, ou seja, gravíssima, e a uma inverdade por mim cometida. Na eleição para a presidência da Câmara de Vereadores o grupo do prefeito Dudy recebeu ou não um voto (decisivo) de um vereador eleito pelo grupo da jacuzada? Aqui não tem ‘eu acho’. Esse é um fato concreto e verdadeiro, portanto, inegável perante a opinião pública.

 


O prefeito Dudy participou de alguma reunião, conversa ou contato sobre a eleição na Câmara de Vereadores? O governo Dudy é constituído só pela sua pessoa ou tem outros representantes? O governo Dudy divulgou alguma Nota de Esclarecimento sobre os acontecimentos nesse episódio da câmara ou não há nada a esclarecer? São questões que demandam da transparência ou boa vontade do governo.

 


Fiz uma cobrança ao governo da Nova História sobre a necessidade da divulgação à população e de uma ação ao Ministério Público do estado de depenação realizado pela administração passada, do prefeito Marcelo Brandão. Não tem cobrança de tempo, apesar da urgência para não cair no esquecimento. Tem que ser uma coisa consistente, sólida e com o endosso e responsabilidade do governo atual. Isso foi considerado uma escrita sem sentido e uma insinuação descabida e precipitada.

 


“Qualquer cidadão tem também o direito de fazer denúncias no MP e TCM.” Parece que eles querem que eu faça as denúncias. Eu sigo o conselho de um dos maiores empresários de Ipirá que mim disse que os vereadores de oposição fizeram 47 denúncias contra a administração de MB desde 2018 ao MP, PF, GAECO, RECEITA FEDERAL, e TCM e, devido à morosidade da justiça, sem julgamento até hoje. Para o cidadão comum isso é uma barreira maior ainda.

 


Espero que o governo da Nova História não seja atingido pelo acoselhamento de meu grande amigo empresário.  A nova gestão que tem acesso e a capacidade de buscar todos os dados e tem a responsabilidade e o dever moral de questioná-los juridicamente. A gestão que começa não pode ser a negação da própria palavra.

 


O prefeito Dudy falou que vai fazer uma auditoria e ela vai fornecer os documentos necessários para que o jurídico possa fazer as possíveis denúncias. Eu acredito que uma auditoria é o melhor recurso para se buscar e comprovar o desmantelo que fizeram.

 


Eu não estou insinuando, eu estou afirmando: “se não for feito um dossiê da gestão passada mostrando à população de Ipirá a verdade dos fatos terá o significado de proteger e encobrir o desmantelo de que tento se fala da boca pra fora.” A central de boatos do grupo foi acionada nos primeiros dias. A população sentiu a gravidade dos fatos e tem receio que isso fique na gaveta até os comícios da próxima eleição para prefeito em 2024.

 


“O novo governo, nesses primeiros dias, teve coisas urgentíssimas para resolver como pandemia, Upa, Hospital, limpeza da cidade, montagem de equipe, abertura de contas, etc.” Diz a missiva. Espero que isso não seja utilizado para fazer corpo-mole e descuidar da auditoria e do dossiê, que têm o importante papel de trazer ao público todo o desmantelo provocado pela gestão MB.

 


Na conclusão vem a sugestão da Nova História para eu vestir a camisa de Ipirá e dizer bem alto: “prefeito Dudy e vice Nina conte comigo para ajudar...” Que falsidade, esse time que diz vestir a camisa de Ipirá, com um prefeito e uma vice que não estão numa boa como quer transparecer a missiva, assim sendo, é muito difícil saber quem ama Ipirá e quem está na defesa de seus interesses pessoais na cúpula do governo. Assim começa a Nova História.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

CASQUEIRO À VISTA!


Na saída: não deixaram um só analgésico na UPA de Ipirá. Uma caminhonete sumiu, ninguém sabe ninguém viu. Trocaram pneus novos por velhos. Passaram a mão em 18 baterias de ônibus.  De 17 Notebooks só encontraram 4. Deletaram vários programas de computador. Quase setenta contas da prefeitura estavam zeradas. Quem fez tudo isso? A jacuzada. Essa é a conversa de boca que os macacos estão espalhando. Verdade ou mentira?


O governo da Nova História não fez (ainda) a divulgação pública e oficial do estado de depenação encontrado em Ipirá. Não fizeram a denúncia (ainda) ao Ministério Público. Se não for feito um dossiê da gestão passada mostrando à população de Ipirá a verdade dos fatos terá o significado de proteger e encobrir o desmantelo de que tanto se fala da boca pra fora.


Na entrada: os macacos estão ansiosos por meterem a mão no butim conquistado. Querem alugar seus carros e casas ao poder público. Tem macaco preparando empresa para fabricar paralelepípedo para vender à prefeitura. É assim que surge a empresa laranja. Agora é a hora e a vez dos macacos.


Entra macaco, sai jacu; entra jacu, sai macaco, este é o filme de Ipirá. Uma pergunta para o cidadão Ipiraense: por que tem que ser assim? Sabendo o que eles fazem, isto está certo?


O fato político claro e verdadeiro é a quebra da unidade do grupo dos macacos. Quebrou feio e bem quebrado.


Aí aparece o estrategista-mor do grupo, o ex-prefeito Diomário Sá e, para minha surpresa, faz um discurso colossal, colocando-se como o mentor da unidade e jogando um tanque de gasolina no fogaréu de vaidades e disputas que dominam a macacada ao, sem nenhuma cerimônia, puxar a orelha do deputado Jurandy Oliveira e da vice Nina no dia da posse, ao vivo, cara a cara, inclusive, num discurso transmitido por live. Todo mundo viu e não deixou de ser uma humilhação.


Muita coisa foi dita em relação aos vereadores Rafael e Ernesto, ambos do laranjal de dona Nina, inclusive com afirmações de que eles chegaram ao fim da linha. Permitam-me discordar e fazer uma abordagem por outro ângulo.


Embora compreendendo que houve um equívoco político, tem uma questão que tem que ser considerada dentro de uma análise mais apurada. Os vereadores Rafael e Ernesto saíram mais fortalecidos neste embate da eleição da presidência da Câmara de Vereadores de Ipirá, mesmo não obtendo êxito naquilo que queriam.


Os dois vereadores (Rafael e Ernesto) fizeram um acordo com os vereadores da jacuzada e tiveram sete votos. Mostraram que são homens de palavra confiável, corajosos e que honram o que acordam. Isso é positivo? Muito positivo, por isso ganharam credibilidade, confiabilidade e reconhecimento perante os cinco vereadores da jacuzada que, por sua vez, também ganharam a confiança e respeito dos dois vereadores do laranjal de dona Nina.


Essa confiança mútua consolida ou garantirá um bloco de sete votos para qualquer votação pontual, necessitando apenas de um voto que se desloque da situação para inverter o resultado. Isso coloca o governo Dudy sempre no limite e sem gordura para enfrentar qualquer situação de embate na Câmara de Vereadores.


As conseqüências da eleição do presidente da Câmara de Vereadores são varias, entre elas, os dois vereadores (Rafael e Ernesto) ganharam uma relevância e importância para o governo Dudy maior do que imaginam os macacos. Será um erro político fatal e imperdoável se a gestão, que assumiu o poder, cair na besteira de desprezá-los e humilhá-los como querem os macacos.


Diante da fragilidade na costura política do prefeito Dudy, ganha relevância e importância a atuação política do presidente da Câmara Jaildo do Bonfim, que vai dirigir um espaço de campo minado e controverso, que pode obstruir as iniciativas do gestor e o vereador Jaildo ficará incumbido dessa tarefa necessária e imprescindível para que o prefeito empreenda suas ações. Esse é o tabuleiro do jogo político, se não perder para os adversários, perderá para os aliados. Esse traquejo não é coisa para amadores,


A vice Nina bateu a cabeça na parede e está ferida. Está numa situação delicada. Não vou dar conselhos, mas vou encaminhar o prefeito Dudy para quem mais conhece do assunto de vice no Brasil, a dona Dilma.


Eu sei que o prefeito Dudy tem um retrato da dona Dilma na parede de seu gabinete. Basta ele chegar em frente ao retrato e dizer: “dona Dilma! Eu tenho um grande problema com dona Nina.” O retrato vai ficar inerte na parede, imóvel e indiferente.


O prefeito Dudy tem que dar mais informações e vai dizer ao retrato: “dona Dilma! A dona Nina tem um retrato de Temer no seu escritório.” O retrato vai dar um pinote, se entortar todo e vai cair, se espatifando no chão, mas vai dar para o prefeito Dudy ouvir as últimas palavras da dona Dilma: “temer a Temer!” Ou seja, traduzindo o que o retrato quis dizer: “todo cuidado é pouco!”



sábado, 2 de janeiro de 2021

POR QUE TANTA BARULHADA SEM NECESSIDADE?

 


Com a surra tomada na última eleição, a jacuzada ficou dilacerada, estropiada, espatifada, quebrada, perdida num mato sem cachorro; pior ainda, passou por onze quebra-molas, que ficam no trajeto entre a Praça da Bandeira e o cemitério velho, e ficou na funerária esperando a morte chegar; só faltava enterrar.


Parece milagre, mas não foi. Não é que a jacuzada ressuscitou em menos de 45 dias. Tudo por obra e graça do deputado Jurandy Oliveira, que colocou o laranjal de dona Nina à disposição da jacuzada, uma traição deslavada, diga-se de passagem.


Na situação em que se encontra a jacuzada: despedaçada e lascada, por obra e graça do ex-prefeito Marcelo Brandão, a jacuzada não pensou duas vezes, apoiou o candidato Rafael, do laranjal de dona Nina, para a presidência da Câmara de Vereadores.


É como se a jacuzada voltasse a respirar após uma intubação em fase crítica. Tudo isso acontecendo graças à atuação de alguns vereadores da jacuzada ensinando à família Martins como se faz política: a maioria de seis deu a cabeça de chapa à minoria de dois e fez uma explosão na politicagem local.


O deputado Jurandy Oliveira com sua esperteza política sabia o que estava pleiteando e como fazê-lo: colocava o prefeito Dudy em xeque-mate para conseguir mais espaço dentro do governo que estava por começar, afinal a vice-prefeita Nina não tinha ficado com nenhuma Secretaria Municipal, então, atirava na presidência da Câmara para alvejar uma secretaria. Deu chabu e o tiro saiu pela culatra por obra e graça da rede social. A coisa escapuliu do previsto e do previsível, virou chantagem aos olhos da população.


O prefeito Dudy não cedeu e a corda ficou esticada no puxa e encolhe do tabuleiro da política. A jacuzada com tudo na mão deixou escapulir a oportunidade de dar a volta por cima e melhorar a situação do grupo, neste momento de dificuldade, porque um vereador da jacuzada negou o voto. A jacuzada voltou para o seu estado de naufrágio. O deputado JO caiu na buraqueira.


Por que tudo isso chegou a esse ponto? Por obra e graça da falta de habilidade política do prefeito Dudy, que deixou tudo correr à revelia. Não conversou e não cedeu à vice-prefeita Nina, preferiu o distanciamento político e optou por fazer uma NOVA HISTÓRIA. Parece que a vice Nina terá a janela fechada pela nova administração e não chupará um pirulito na sua gestão, poderá ser esse um propósito inserido pela NOVA HISTÓRIA.


O prefeito Dudy tem maioria apertada na Câmara. Com os dois vereadores do laranjal de dona Nina sua maioria ficará folgada. O vereador Rafael foi linchado sem a menor cerimônia nas redes sociais nesse episódio. Ernesto sofreu todo tipo de pressão que se possa imaginar. Mas os dois possuem mandatos de vereadores; possuem a força do voto qualificado com poder de decisão com folga para a situação ou o prefeito Dudy prefere navegar com margem diminuta, passando o risco que passou?


Qual foi o erro do vereador Rafael? Qual foi o crime cometido pelos vereadores Rafael e Ernesto? Foi um crime hediondo, horrendo e repulsivo? Foi o crime da traição? Se juntaram ao que existe de mais sórdido nesta terra, na ótica dos macacos: a jacuzada.


E o que fez o governo Dudy para sair do problema? O seu governo foi buscar apoio de quem? De um vereador da coisa mais sórdida desta terra, na ótica dos macacos: a jacuzada. Não tinha alternativa. Isso significa fazer justamente a mesma coisa que os vereadores fizeram e que o seu governo condenou veementemente como erro ou crime.


São situações dentro de uma conjuntura política. Uma pode ser um equívoco, a outra pode ser considerada perniciosa. Com sua vice Nina, que não tem voto no Legislativo, é diferente, poderá ser colocado no campo da desconfiança qualificada.


O prefeito Dudy, como diz a música de sua campanha, quer fazer uma NOVA HISTÓRIA. Vou ser bem claro, como essa NOVA HISTÓRIA será possível dentro de um sistema jacu e macaco?


A vice Nina também se apropriou de uma parte da música de campanha: É AGORA, TEM QUE SER AGORA! Ela sabe que tem que ser agora; ela sabe que a disputa pela próxima candidatura de 2024 dentro do grupo, o espaço tem que ser disputado, palmo a palmo, agora ou pelo menos começa agora, enquanto o deputado JO é o fiel da balança e para o lado que ele pender a maré ficará alta e ficará bem próxima da vitória. Não sendo possível na macacada, a jacuzada será a outra opção. Essa é a fórmula do sucesso para quem transita com esperteza dentro do sistema jacu e macaco. Por isso, a macacada não pode despachar o deputado JO e os vereadores do laranjal de dona Nina; vai ter que engoli-los como uma espinha de peixe.


Essa disputa pelo controle do grupo da macacada é a contradição que gera toda essa bagunça, precipitação e desacordo entre os diversos grupelhos que atuam na macacada. Com ânimos acalmados aguardaremos, com certa ansiedade, a próxima tempestade, sem a menor necessidade.


sábado, 26 de dezembro de 2020

A ENTREGA DA CHAVE


Parece título de filme: A ÚLTIMA SEMANA DO PREFEITO MARCELO BRANDÃO. O prefeito MB sai de sua casa e vai para seu gabinete na prefeitura. Vagarosamente, começa a recolher seus pertences particulares: porta-retratos; agenda pessoal; pequenos objetos individuais; medalhas; figas, que serviriam para afastar desgraças ou malefícios, por último, a caneta.


O repórter da imprensa local faz a penúltima pergunta: “prefeito MB o que passa pela sua cabeça nesse momento?” A resposta é imediata: “Tenho a certeza do dever cumprido e fiz o melhor por minha terra.” Acontece a última pergunta: “e agora prefeito MB?” A resposta foi em cima da bucha: “agora é entregar a chave!”


ENTREGA A CHAVE! Parece título de música de paredão. O prefeito MB não disse, mas no íntimo ele sabe que, por quatro anos, mandou nesse município. Mandou e desmandou Teve seu sonho realizado. Por quatro anos, conduziu o destino dessa terra do jeito que quis e bem entendeu. Teve erros e acertos. Chupou melancia e pisou em visgo de jaca. Por quatro anos, controlou as contas bancárias mais recheadas do município: dez milhões de reais todo mês. Agora, ACABOU! Parece título de música de paredão quando a festa acaba.


ACABOU A FESTA! LEVANTOU POEIRA! O que era pra ser quatro anos de festa, não passou de uma micareta. Uma só micareta. A entrega da chave para os vereadores. Para o prefeito Dudy, um abacaxi e uma faca cega para descascá-lo. É a tal da ‘herança maldita’ uma brincadeira amaldiçoada do jacu para o macaco e vice-versa. E o município se lascando.


O esqueleto do melhor Centro de Abastecimento da região com um grande problema social nas suas entranhas; um Mercado de Arte incendiado; uma Casa do Estudante desmoronada; o famoso Matadouro de Ipirá que não serve para nada; uma biblioteca sem uso; uma cidade que está rodeada por esgoto a céu aberto; várias obras começadas e não terminadas; ruas entregues à poeira e lamaçal; uma baixa oferta de trabalho e renda; um baixo IDHM no município e um alto índice de população invisível. Sem universidade e sem UTI. A grande maioria da população sem lenço e sem documento.


Esparro e mais esparro. Um deixa para um e um deixa para o outro. Esse é o rodízio do jacu e macaco. A população insiste em sobreviver dessa forma e desse jeito. Dudy está faltando uma semana para entrar no seu gabinete de prefeito.


Nem assumiu, já tem pepinos à vista. A desistência de René Saint Clair de assumir a Secretária de Saúde é uma perda imensa para o futuro governo municipal, que ficou desfalcada de uma pessoa íntegra, decente e competente para tocar um dos maiores problemas deste município: a saúde pública.


Por motivos pessoais é compreensível e inquestionável. Por motivos políticos demonstra que teremos muita tempestade nestes quatro anos. O ex-prefeito Diomário com sua experiência e habilidade na articulação está se posicionando na cabeceira da mesa e saboreia duas previstas indicações que participaram da sua gestão.


A macacada é assim: uma colcha de retalhos e todo grupelho querendo assento na mesa, deixando as cadeiras vazias. A vice Nina não se sente contemplada em sua posição e pode (não deve) puxar a toalha. Com dois vereadores na gibeira poderá fazer uma composição venenosa com a futura oposição da jacuzada.


Retificando em tempo. Na Câmara de Vereadores não existe jacu e macaco, o que temos e teremos, são vereadores da situação e de oposição. Se o prefeito do dia 1 de janeiro não entender isso, ele dará com ‘burros n’água’ no início da partida e de nada adiantará ‘ajoelhar para rezar’.


Dizer que a presidência da Câmara de Vereadores é ‘problema deles’ é não saber e não ter noção da cor da chita da toalha que cobre a mesa e que cada grupelho da macacada puxa para si.


Dizer que não dará dinheiro a vereador é bonito e muito correto. Quem o diz está de parabéns. Mas o sistema é jacu e macaco e não perdoa quem o ignora. O prefeito da ‘semana que vem’ tem muito que ir ao confessionário conversar, ao pé do ouvido, com o ex-prefeito Diomário. Como diz meu amigo Mug de Ioiô Arapiraca: “muito cuidado com os menudos!” Um bom lembrete.

domingo, 20 de dezembro de 2020

FIM DA FESTA

O clima é de fim de festa. Em pleno período natalino, em Ipirá não tem uma gambiarra de iluminação acesa nas ruas da cidade.

O clima é de detonação e desmantelo. O prefeito da jacuzada, derrotado nas eleições, o Marcelo Brandão está largando um bocado de ‘arame farpado enferrujado’ para o prefeito da macacada, vencedor nas eleições, engolir. São os atos do prefeito MB que terão o efeito de detonar o gestor que assumirá em 2021, faltando apenas onze dias.

O clima é de consternação. ‘A melhor saúde já vista em Ipirá,’ no dizer do gestor Marcelo Brandão, deu um nó no próprio pescoço. Um fim de semana sem um médico plantonista na UPA e no Hospital. Os médicos, em nota pública, acusam a administração municipal pela total ineficiência no caso. A população fica prostrada pela dor e enche-se de espanto.

É um clima de agonia. Vale ressaltar que o prefeito de Serra Preta pleiteia um salário de 20 mil reais; o de Buerarema de 18 mil reais; o de Ipirá ganha mais de 22 mil reais, bem mais que o prefeito de Salvador. Essa combinação de prefeito e vereadores se apropriou da máquina pública e transformou-a em um benefício pessoal, com supersalários e muita regalia. Um município pobre paga caro por essa extorsão.

O prefeito Marcelo Brandão dará adeus à gestão municipal no dia 31 deste, faltando 11 dias para o apito final da partida. Sua derrota tem explicação: é fruto da queda de popularidade, da descrença política no gestor e da crise de confiança política gerada pela sua atuação. Só resta aquele abraço de tamanduá para quem “pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão.” É o fim da festa.

O prefeito Dudy é muito mais uma aposta majoritária do eleitorado num pleito plebiscitário do que uma esperança, a população já conhece a administração da macacada. O prefeito Dudy vai ter que se afastar dessa fanfarra e vai ter que começar fazendo o que prometeu: uma auditoria nas contas da prefeitura.

Não tem outro recurso, vai ter que gastar dinheiro público com um Escritório Especializado em Auditoria e com um Escritório de Advocacia para descontaminar e esvaziar a sua gestão das ‘pombas sem asa’ deixadas pelo gestor Marcelo Brandão no tempo de acréscimo da partida, caso contrário, estaremos presenciando um SALVO-CONDUTO dado pela macacada ao prefeito jacu Marcelo Brandão, repetindo uma velha e tradicional cantilena do sistema jacu e macaco: “uma mão lava a outra” e os arroubos ficarão para os palanques de 2024. O tempo passa, faltam apenas quatro anos.

 

domingo, 13 de dezembro de 2020

É DE ROSCA. (61)

Estilo: ficção

Modelo: mexicano

Natureza: novelinha

Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a despedida do prefeito Marcelão.

Capítulo 61 (mês de junho 2019)(atraso de um ano e seis meses) (um por mês)



O ano de 2020 já está dando adeus, pois estamos na metade do mês de dezembro, e o Matadouro de Ipirá resolveu fazer uma visita ao prefeito Marcelão. Na base do grito para ser escutado:

 

- Ô de casa! Tem alguém aí?

 

- É o senhor, seu Frigorífico de Ipirá! O senhor de novo! O Senhor não acha que está enchendo o saco? – disse a secretária do lar da residência do prefeito Marcelão.

 

- Em primeiro lugar, a dona deve me respeitar e eu exijo respeito. Não me chame pelo meu apelido, eu sou o Matadouro de Ipirá e é assim que eu quero ser tratado, agora, eu vou lhe dizer uma coisa, eu estou aqui para ter uma conversa urgente com o prefeito Marcelão e não quero conversa mole.

 

- O senhor deve muito bem saber que o prefeito Marcelão levou uma lapada e está de quarentena, ninguém vê o homem nem de relapada, eu posso levar o senhor na porta da toca que o prefeito tá encafuado, mas não posso garantir nada.

 

Na porta do quarto, ouvia-se a voz do prefeito Marcelão: “Eu não perco essa eleição, pode apostar sem medo!”

 

- Oxente, dona! O prefeito Marcelão tomou uma lapada e ainda continua com essa conversa mole?

 

- Olha aqui, seu Matadouro de Ipirá! Isso aí deve ser a vitrola do prefeito Marcelão, que desde a campanha que só toca esse disco, vai terminar furando o disco de vinil.

 

Por um instante, parecia que havia uma mudança na voz do prefeito Marcelão, que dizia: “Mata um boi, que eu não perco essa eleição de jeito nenhum, pode apostar que a vitória é nossa.”

 

- Seu Matadouro de Ipirá! Essa conversa ele teve com o dono do frigorífico e o dono do frigorífico disse que esse tal de frigorífico não tinha condição de matar uma galinha, imagine um boi!

 

- Teve essa conversa, dona?

 

- Pode acreditar, seu Matadouro! Essa zinha aqui, não mente de jeito qualidade, nem tomando um garrafão de catuaba.

 

- Então, dona! Pelo seu dizer o prefeito Marcelão por muito pouco, muito pouco mesmo, quase mim inaugura com o abate de um boi, acabava a novelinha e depois fechava a porta, mas tinha inaugurado um elefante branco de três décadas.  Imagine uma situação dessa! Olha aqui, dona! Vou lhe dizer uma coisa, esse Ipirá não vai não.

 

- Prá lhe falar a verdade, seu Matadouro! Eu que não sou de mentira, eu até acreditei que o prefeito Marcelão ia botá esse Ipirá prá frente quando eu vi ele botá aquele capacete branco e pegá aquela marreta do 25 e sair por aí, eu disse pra mim mesmo: “Eh, laqueira! Esse Ipirá vai longe”

 

- E agora, dona! A dona me diz o quê?

 

- O que é que eu vou dizer, seu Matadouro de Ipirá! Eu conto nos dedos da mão as obras do prefeito Marcelão: duas praças; três km de asfalto e três aguadas. O que eu queria vê era as mesinhas de piquenique na ladeira da Caboronga; os barzinhos do Monte Alto cheio de turista; a concha-acústica da praça com um paredão botando prá lascar; a biblioteca do Puxa com uma lan house das boa; um açude na beira da cidade prá eu pescar tilápia e nada disso eu pude desfrutar. Dizer o que, seu Matadouro de Ipirá?

 

- Ô dona! Eu vou perguntar por perguntar: a dona tá lapiada?

 

- Oxe, seu Matadouro! O senhor tá me achando com cara de quem levou uma lapada? Quem levou uma lapada foi o prefeito Marcelão. Eu já dei uns conselhos pru prefeito Marcelão, que não quer dá ouvidos para meus aconselhamentos. Eu disse prá ele comprá um carro novo, botá num navio e ir fazer uns passeios lá pelas Europa, prá desanuviar as idéias. Vê aí, seu Matadouro de Ipirá, se meus aconselhamentos não são bons?          

 

- Ô dona, eu quero saber se a dona levou lapada?

 

- Oxe, seu Matadouro de Ipirá! Eu não sei o que é perder eleição já faz tempo. Eu só voto em quem vai xuxar o manteúdo. Eu votei foi no prefeito Dydudy.

 

O Matadouro de Ipirá entendeu tudo. Está faltando 15 dias para terminar a Era do prefeito Marcelão, e no dia 1 de janeiro de 21 teremos o início da Era do prefeito Dydudy. Ele fez uma última pergunta à funcionária do lar da residência do prefeito Marcelão:

 

- A dona acha que o prefeito Dydudy vai inaugurar o Matadouro de Ipirá?

 

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu já perdi muito tempo com o senhor, agora eu tenho que ir tomar meu curso de voz: ho,ho, ho... estou treinando para o último Natal do prefeito Marcelão. Passe bem, um abraço!

 

- Suspense: Aqui finalizamos a fase do prefeito Marcelão e entraremos na nova fase: a do prefeito Dydudy.

 

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Dydudy.

 

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles. 

sábado, 5 de dezembro de 2020

FLUXOGRAMA: O CREPÚSCULO POLÍTICO DO PREFEITO MARCELO BRANDÃO

Eu estou retado com o prefeito Marcelo Brandão e olhe que eu não apostei um centavo em sua candidatura! Eu estou retado com MB porque ele, em quatro anos de administração, cortou as duas pernas, os dois braços e a cabeça do seu próprio grupo (a jacuzada), mas deixou o coração batendo.


Não fez o serviço completo. Era para ter exterminado essa banda da politicagem (jacu x macaco) que tanto atravanca Ipirá. A sua administração não foi eficiente nesse sentido, mas que a realidade política é outra completamente diferente depois da sua derrota, não tenha dúvidas.


Essa frente esmagadora de 6.049 votos colocou num buraco a carreira política de MB e derrubou esse persistente controle hegemônico da família Martins sobre o grupo. Ou abre o grupo ou aprofundará a crise. Ou abre o grupo ou demorará décadas para retomar o poder. Não paguem para ver.


O gestor MB foi insistente e obcecado na manutenção da preponderância da família sobre o restante do grupo, com o tão famigerado nepotismo; na falta de transparência com as contas públicas; na concentração do poder de decisão em sua persona; no exclusivismo da sua vontade; no compadrio com meia dúzia de amigos e o pior, foi negligente com os problemas de Ipirá e do povo.


Não resolveu os problemas do Mercado de Arte, da Casa do Estudante, do Centro de Abastecimento, que estava em obras, no esqueleto e ele dizia que era o melhor da região e queria que o povo de Ipirá comesse esse H. Sua administração procurava tapar o sol com uma peneira e praticava o exercício de jogar barro na parede para ver se colava. Não atendeu aos anseios da população, não deu outra, o povo deu o troco, com a maior derrota já vista nesta terra.


Agora será a vez da macacada. Dudy vai ter que descascar o abacaxi. Não será tarefa fácil, mas o governo Dudy vai ter que mostrar serviço, se os macacos deixarem, é claro! O prefeito eleito pertence a uma oligarquia de grupo, um verdadeiro campo minado, onde cada grupelho deseja abocanhar uma fatia no poder e no financeiro. Terremoto à vista!


01.                    Centro de Abastecimento – 02. Mercado de Artes – 03. Casa dos Estudantes – 04. Matadouro de Ipirá – 05. SAMU – 06. UTI – 07. Feira de Animais no Parque de Exposição – 08.  Cobertura da quadra da Barão – 09. Pequenas Barragens no Rio do Peixe – 10. Biblioteca Eugênio Gomes.


O prefeito MB realizou três obras em dez apresentadas por Fluxograma. A gestão do prefeito eleito Dudy realizará quantas obras em dez apresentadas por Fluxograma?


Em janeiro 21 a bola da vez será o prefeito eleito Dudy, com uma frente de 6.094 votos, dizendo que vai fazer UMA NOVA HISTÓRIA utilizando o mesmo bordado em colchas de retalhos com tecidos rasgados, como faz há mais de meio século o sistema jacu e macaco. Eu pago prá ver! Eles (jacu e macaco) criaram um monstro e não querem compreender que este é o ponto do atraso de Ipirá. Por isso agem com tanta desfaçatez.