sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

PREFEITO DUDY ESCORREGA NO PISO MOLHADO

O prefeito estava presente na reabertura da Câmara de Vereadores para os trabalhos legislativos deste ano.

 

O prefeito Dudy falou e ouviu o que quis e o que não quis. Quando qualquer vereador afirma que sua eleição para a vereança não dependeu e que não precisa de nenhum chefe político (Luiz Carlos; Antonio Colonnezi; prefeito) para se eleger, ele está sendo correto e verdadeiro.

 

Chefe político em Ipirá não elege vereador, muito pelo contrário, o vereador é quem é o principal protagonista, mobilizador e articulador da eleição do prefeito. Em outras palavras, o candidato a prefeito depende muito mais do trabalho do vereador do que o contrário.

 

O prefeito não pode e não tem moral para dizer que foi eleito sem o trabalho, apoio e que não dependeu de vereador. Não pode! O prefeito que não vê a força e o potencial do vereador com sua representação popular é um miolo-mole.

 

Evidente, que o vereador é o principal elemento do sistema oligárquico jacu e macaco, embora seu papel seja o de eterno subordinado aos chefes políticos, juntamente com o povo representado por ele, sendo colocado, sempre, numa posição secundária e subalterna, desde quando, jamais um vereador em Ipirá é cogitado para uma candidatura a prefeito (exceção foi Aníbal em condições especiais).

 

Esse sistema de politicagem (jacu e macaco) domina Ipirá há mais de meio século, tendo o comando de médicos, advogados e alguns empresários de uma família e de um pequeno grupo. Tem que pertencer à oligarquia.

 

E, até hoje, Ipirá não foi contemplada com uma administração municipal que tivesse o reconhecimento positivo, com o carimbo de ‘boa’ pela grande maioria da população, embora esses prefeitos (médicos / advogados) mantenham a fama de bons administradores. Só fama.

 

A administração pública no município de Ipirá, para dar certo, tem que ter a participação popular e tem que ser voltada para o atendimento das questões essenciais e aos anseios da nossa população, que vive em meio à precariedade.

 

O que os administradores do jacu e macaco apresentam à nossa população: um programa de governo ou uma transferência do dinheiro público para o setor privado, numa espécie de correia de transmissão vergonhosa?

 

Ipirá está mostrando a sua cara administrativa: um município que recebe mais de 120 milhões/ano tem que estender a cuia para as Emendas Parlamentares, porque os cofres públicos não possuem dinheiro para o calçamento de uma rua. Mas, não falta dinheiro para empresários da terceirização.

 

O que acontece é que essa gente que manda em Ipirá não tem um projeto para o município, mas possuem muita esperteza e artimanha administrativa na transferência do dinheiro público para o privado. Cada qual tem a mágica e a química necessária para fazer a repartição do bolo. Anote aí, isso levará o município de Ipirá à insolvência.

 

Uma grande contradição: o prefeito Dudy pede aos vereadores que consigam Emendas Parlamentares. O prefeito perdeu o poder de reivindicação junto ao governador e reconhece a força dos vereadores junto aos deputados?

 

Observem a ironia dos acontecimentos: mesmo assim, o vereador não serve para ser candidato a prefeito em nosso município, tem que ser advogado ou médico do grupo familiar e do grupinho.

 

Um fato concreto: tem dezesseis anos que chegou um laticínio, que foi instalado no Ipirazinho. Sem funcionamento até hoje. O prefeito Dudy festejou a chegada do diretor geral da ADAB, que fez uma visita técnica às instalações da usina. O ex-prefeito Marcelo Brandão deu um pinote e disse que foi ele quem conseguiu a empresa de leite que vai tocar a produção de queijo.

 

Funcionamento que é bom, até agora nada. Quem conseguiu esse laticínio, o atual ou o ex-prefeito? Nem um, nem outro.

 

Quem conseguiu esse laticínio foi o ipiraense LOURIVAL GUSMÃO (também conhecido por Louro ou Papagaio) que quando era delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no governo Lula, conseguiu esse benefício para o nosso município.

 

Por que eles não dizem a verdade? Porque essa verdade não é do interesse deles. O blefe e a mentira servem para a manutenção e reprodução do sistema jacu e macaco, que atola o nosso município. 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

O LOCUTOR MARCELO BRANDÃO DEU UMA BANDA NO PREFEITO


O fato da semana em Ipirá é o lançamento do programa “Papo Reto” pela rádio Ipirá FM, com apresentação do comunicador e locutor Marcelo Brandão. Sem dúvida, isso movimenta os bastidores da política local. Poderia dizer que, agora, temos pimenta malagueta na panela e no prato do angu-de-caroço, que alimenta a população de Ipirá.

 

Inicia com uma música intimista, apócrifa, dilacerante, instigante, que parece uma broca perfurando nossos ouvidos. Sem dúvida, uma novidade criativa.

 

Não adianta a situação do poder municipal tentar desmerecer esse programa, achando que é coisa do “sapequinha”, “do sujeito que levou uma lapada” “do doutorzinho amassado pelo padeiro”. Basta pensar um pouco além da mediocridade para perceber que esse é um outro momento, completamente diferente de um contexto passado, mesmo que recente.

 

Negar e menosprezar o poder do locutor Marcelo Brandão significa não perceber com clareza e não ter noção da força que representa a comunicação radiofônica.

 

O locutor Marcelo Brandão tem a força da locução e habilidade na comunicação. É um locutor polêmico, crítico contumaz; é corajoso e compra briga; fustiga e mete o dedo na ferida; morde, assopra e vai pra cima; mastiga e cobra sem pestanejar; com ele não tem bola dividida e chega na área com audiência garantida. Não tenham dúvidas, Marcelo Brandão é mais importante como locutor do que como prefeito.

 

A situação da prefeitura poderá dizer que o locutor está cutucando o cão com a vara curta; que poderá sentir o gosto do próprio veneno e que o locutor MB parece e pode ser comparado ao maior foguete já tocado em Ipirá, daqueles que o saudoso seu Lúcio “Fogueteiro” lançava ao céu, tinha um bom rojão, subia, subia; pipocava, pipocava e caia.

 

Ipirá precisa de um programa aberto, que cultive e abrace o debate, com a participação popular, onde o povo vai ter vez e voz. Forte na denúncia para fazer barulho e acordar o gestor municipal. Isso é o prometido pelo bom e ativo locutor fugindo à regra e prática do seu grupo (jacu) de fechar os olhos e a boca para os acontecimentos do município quando está na oposição, guardando munição para a campanha eleitoral. Quando a jacuzada é situação, o povo crítico perde a língua na sua FM.

 

O locutor Marcelo Brandão é um comentarista esperto porque sabe que voltará a ser badalado dentro da jacuzada, desde quando, o silêncio quase tumular é a tônica da liderança maior.

 

Como locutor crítico é um perigo e uma assombração ao gestor Dudy e vai fazer um estrago na imagem da administração dos macacos. Será uma sombra sinistra no caminho do atual prefeito. O prefeito Dudy vai receber muito chumbo grosso no lombo e muita banda na cara.

 

Se o prefeito Dudy deixar o barco à deriva vai ficar mais baixo do que sapato com furo no solado. O prefeito Dudy mantém parte da imprensa local debaixo dos pés. Tem uma empresa de comunicação que não sabe fazer um ‘O com o copo’ em termos de comunicação, mas que tem o controle total da situação. Agora, chegou a hora da verdade: vai deixar o locutor MB jogar solto ou vai fazer um programa na FM do deputado, com resposta na ponta da língua? Esse jogo de ‘falou / ouviu’ é a força viva que gira a roda do sistema jacu e macaco. Quem não tiver competência vai tomar muita bordoada.

 

O locutor Marcelo Brandão é mais arguto do que muitos imaginam. Ele quer recuperar a possibilidade de ser pré-candidato à prefeitura de Ipirá em 2024. Um direito que lhe assiste, mas 2024 está muito longe. Longínquo para quem dorme no ponto.

 

Qualquer pleito carece de uma inclinação objetiva e delimitada por fatores correspondentes que favoreçam ao atendimento daquilo que se pretende. O locutor está fofando o terreno para dar um passo adiante e um salto para alcançar uma candidatura.

 

Tudo isso depende de vários elementos no setor político (desgaste da gestão atual) e do aperto econômico das pessoas em nosso município. Quem sai na frente leva certa vantagem, mas poderá atropelar um pretendente, dentro do grupo, com maior e real possibilidade de chegar à tomada do poder. Tudo pode acontecer num atropelo doloso.

 

A população de Ipirá tem que acordar. Tem que acontecer intenções distintas no campo de trabalho em nossa terra, nas categorias que fomentam, criam e estruturam a sociedade com seu esforço e trabalho, que vão ouvir e observar a ladainha de sempre na dicotomia do dualismo: do bem e do mal; de Deus e o diabo; de quem fez ou deixou de fazer. Esse é o balanço da gangorra. Esse é jogo do jacu e do macaco, duas parangas que governam nosso município por mais de meio século.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

TEMPERATURA MÁXIMA / IPIRÁ 40º

Nos últimos tempos, nunca a temperatura esteve tão quente, em Ipirá, como neste último final de semana de janeiro. Com a ameaça de processo a chapa esquentou mais ainda.

 

No olho do vulcão encontra-se o prefeito Dudy, por bem querer, sem mal dizer, por pouco entender e não seguir as lições do profeta Daniel que atentava para: “a pedra lançada pela mão invisível faria com que a imagem se transformasse num monte de pó.”

 

No esquenta do Bocão News, o prefeito Dudy mostrou que com ele não tem conversa fiada, simplesmente, é gasolina e álcool na fogueira e vamos ter processo na Justiça. Parece uma tentativa de limitar a liberdade pela opressão política e nem sempre tem amparo na Lei.

 

Ainda com o profeta Daniel, que era: “o único capaz de interpretar o sonho enigmático do rei (prefeito).” Talvez, ”o sonho da vida, ser prefeito de minha terra” fizesse o sonho ir para a cabeça de ouro da imagem, naturalmente, trata-se da figura do prefeito.

 

O esquenta da alta temperatura em Ipirá tem início com o lançamento maldoso, no dia dos pais, de um vídeo infame, cruel, canalha e inconveniente, por parte da turma que está no entorno do poder municipal e o prefeito não falou em abrir processo na Justiça. Óbvio, é claro.

 

Se o prefeito Dudy fosse um ouvinte e seguidor do SERMÃO com base no profeta Daniel ele estaria bem conectado, mas não, prefere ouvir os xavecos do baixo clero da macacada, que o empurra para cima das labaredas da fogueira, onde a coisa vira um braseiro cada vez mais quente.

 

O problema é que o prefeito Dudy é fraco e vacilante no trato político e não quer ouvir o expert da política local, o ex-prefeito Dió, que tem traquejo e habilidade nestas contendas inflamadas.

 

O prefeito Dudy deve achar que com seu grupinho de seguidores ele vai virar líder do grupo dos macacos. Será que o ex-prefeito Dió acionaria a Justiça para abrir processos? Será que ele deixaria que aquele vídeo maldoso fosse publicado?

 

Prefeito Dudy! Vossa Excelência já perguntou ao ex-prefeito Dió se o processo na Justiça é uma razoável saída política para baixar a temperatura? Não deixe de fazê-lo, caso contrário, a quentura da chapa ficará a um palmo de uma cabeça e não há nenhuma garantia de que não possa ser a cabeça de ouro do prefeito, num tiro saindo pela culatra.

 

Observe bem, leitor! Olhe que tudo isso está acontecendo porque o prefeito Dudy é um negacionista da sua própria palavra prometida na campanha, desde quando, prometeu uma prestação de contas do dinheiro público, em praça pública, de três em três meses. Até agora, nada!

 

Sem a transparência prometida, restam as perguntas que começam a atormentar as cabeças dos moradores do município, que precisam de uma resposta urgente do prefeito.

 

Em janeiro 22, a prefeitura de Ipirá gastou R$ 129.983,28 com energia elétrica; R$ 44.187,81 com despesa de água e R$ 170.716,21 com gasolina. A luz foi lá prá cima, mas até aí, tudo bem, tem medidores comprovando tais gastos.

 

O INSS recebeu R$ 644.468,61; uma empreiteira recebeu R$ 387.140,58; uma transportadora recebeu R$ 31.520,00 e a outra R$ 81.450,88, embora o fornecimento de água tenha sido zerado, por haver água em todo município.

 

Por outro lado, aquela empresa de não sei o quê, que ajudava o ‘gerenciamento’ da prefeitura não recebeu nada em janeiro 22. Esse pagamento, quando feito, mesmo que se situe na legalidade é de uma imoralidade terrível.

 

O prefeito tem que observar um pagamento de R$ 16.840,00 feito no dia 18 de janeiro 22 a uma pessoa física, do sexo feminino, porque não há nenhuma informação que detalhe e esclareça a motivação deste pagamento.

 

Com tudo isso acontecendo e o prefeito Dudy não fala como vai processar essa situação, com esclarecimentos que tirem as dúvidas existentes e garanta que o processo está limpo.

 

O prefeito Dudy tem que sair desse clima quente e para não dizerem que não faço propostas, eu digo ao prefeito: “ouça o ex-prefeito Dió, solicite um conselho ao homem, procure o ex-prefeito Dió, que está numa lancha, “di boa”, se refrescando na maresia e fugindo dessa temperatura quente que assola Ipirá. Faça isso prefeito ou isso aqui vai virar um inferno.”

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

AS OLIGARQUIAS E OS VEREADORES

A natureza do poder político no município de Ipirá é  oligárquica, com revezamento no controle municipal. Uma oligarquia é de família, popularmente conhecida como jacu e a outra, uma oligarquia de grupinhos, precisamente com quatro lideranças, também chamada de macacada.

 

Tem por base um BA-VI (jacu x macaco) recheado de paixão, alienação e esperteza. Essa coisa se mantém como tradição para a população e, às vezes, sendo justificada por bobagens ditas e afirmadas como verdades absolutas: “aqui só tem jacu e macaco”; “aqui só tem dois partidos, os que comem e os que querem comer.”

 

Por estupidez ou para agradar aos detentores do poder, esses ditos absurdos sonegam ou não reconhecem a verdade dos fatos: a votação mínima de 500 votos da terceira via e a média de 2.500 votos nulos e brancos em várias eleições, ao tempo que, a comidilha na prefeitura é atitude de um pequeno grupinho ou da família, sendo que, o povão, que representa 95% do eleitorado, nada come, nem chupa.

 

Esse sistema oligárquico, corrupto e exclusivista, que divide a população de Ipirá em duas bandas para o benefício e proveito das elites do poder político e, para tal, a crença que o povo internaliza como verdade, tem a força necessária e suficiente para sufocar a população.

 

Exemplificando: “para administrar o município de Ipirá tem que ser médico, advogado ou empresário rico!” Na medida, em que o povo acreditar piamente nisso, significará que ‘caiu’ na esparrela dos donos do poder e ficará prisioneiro e escravo do sistema.

 

Isso tudo é muito contraditório porque, na prática, as administrações do jacu e macaco não têm agradado à população de Ipirá pela falta de enfrentamento dos problemas do município e pela falta de compromisso com as questões populares, demonstrando assim, a fraqueza desses administradores que governam Ipirá há décadas.

 

Qual é a peça principal desse sistema? Os vereadores, que mantém um contato direto e próximo com as pessoas na comunidade e são eles que recebem os primeiros reclames dos moradores.

 

Mesmo sendo conhecedores dos problemas das localidades, os vereadores não servem para administrar esse município, porque o sistema de oligarquias não permite. Quem tem que ser gestor do município são médicos, advogados e empresários ricos. Vereador tem que ser exclusivamente vereador.

 

Muito contraditório! Observem bem, se Ipirá está carente e precisando de uma boa gestão, significa que os últimos prefeitos não resolveram os problemas. E por que os grupos jacu e macaco não colocam como candidatos à prefeito, vereadores dos seus grupos, que são conhecedores dos problemas da população?

 

Porque o sistema jacu e macaco é oligárquico e os vereadores são figuras populares utilizadas para garantir votos para as elites de seus grupos. O trabalho e o esforço eleitoral dos vereadores são os sustentáculos da força eleitoral dos médicos, advogados e empresários ricos que dominam o poder municipal e muitas vezes não reconhecem o valor e o poder do vereador.

 

Muitos dizem que: “quem tem voto é Dr. Antônio e Dr. Luiz Carlos.” Acredite quem quiser! Quem tem votos são os vereadores, que estão próximo e conhecem os eleitores.

 

No dia que se unirem doze vereadores dos grupos jacu e macaco e lançarem um candidato a prefeito, dificilmente perderá a eleição e, talvez, seja mais benéfico para o nosso município, porque eles têm um conhecimento dos problemas do povo do nosso município e poderão governar para resolvê-los, inclusive com maior participação popular.

 

Observe a gestão atual do prefeito Dudy que completou um ano de mandato e não tem correspondido aos anseios da população de Ipirá.

 

A insatisfação das pessoas com a administração Dudy é crescente, sem dúvida, existem pessoas que estão arrependidas de terem defendido, apoiado, bancado e votado num prefeito que não tinha um projeto concreto para Ipirá.

 

Inclusive, achando que caiu num blefe, no engodo de um candidato macaco que administra para um grupelho de amigos particulares, bem menor do que a macacada.

 

Tudo isso é lastimável, embora não possamos perder o horizonte, para que não haja um pulo no precipício e o pulador só venha notar que esqueceu o pára-quedas no meio do salto.

 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

PASSANDO BATOM NA BOCA DE CACHORRO

Foi um final de semana de muita violência em Ipirá; isso é bastante lastimável. Resta-me relatar mais uma grave atrocidade ocorrida em nosso município, desta vez, uma chacina terrível ocorrida na zona rural, que deixou onze corpos, com quatro perfurações no pescoço de cada um, estirados num lamaçal de sangue.

 

Um grupo de oito meliantes ficou na espreita e montou uma emboscada que favorecesse a um ataque eficaz, feroz e fatal, que não deixasse nenhuma brecha de escapatória ou de salvação àquele agrupamento.

 

Os velhacos, amotinados e agachados, escorregaram sorrateiramente por entre os arbustos de forma camuflada e escondidos pelas sombras posicionaram-se em ponto de ataque.

 

A ação violenta foi concretizada de forma avassaladora, apoiando-se no elemento surpresa e com base na sua natureza rude, violenta e obsessiva, que usa a força bruta como meio para manter o seu terror.

 

O cerco e o ataque violento facilitaram a boa execução da mortandade e demonstrou o tamanho da crueldade, da ruindade e da perversidade utilizada no dilaceramento e estraçalhamento dos corpos. Foi um ato predatório medonho.

 

Naquele instante, a matilha mostrava a sua outra natureza. Quando um cachorro ataca e mata uma ovelha, ele o faz para sentir o gosto do sangue quente, transformando-se num cachorro-vampiro. Vira um matador em série, podendo matar dezenas de ovelhas num único ataque, simplesmente pelo vício de matar para sentir o gosto do sangue quente. Nestes casos, a solução é pena de morte ou prisão perpétua.

 

Todo cachorro da roça é um matador de ovinos? Não. Tem uma propriedade no Rio do Peixe, que a amizade entre um borrego e um cachorro é tão grande que quando passa uma moto pelo terreiro, os dois disparam atrás do veículo, até cansarem, aí os dois retornam, lado a lado, para a sede da fazenda. Vale a lembrança de que existem os cachorros que pastoreiam o rebanho auxiliando o homem no manejo dos animais.

 

A população de cães tem crescido muito no município de Ipirá. Na zona rural, quando não são alimentados pelos seus donos ficam zanzando pelo campo e atacam outros animais. Na zona urbana, enchem as ruas com seus corpos esqueléticos, barrigas murchas, com tripas ralando-se e consumindo-se, ao tempo que se infestam de doenças. As ruas de Ipirá estão ficando abarrotadas de cachorros largados, vivendo nas ruas da cidade em situação de abandono e famélicos.

 

Como seus antecessores, o prefeito Dudy permanece insensível ao problema. Infelizmente, uma prefeitura que fatura mais de 120 milhões de reais por ano, não tem condições de organizar uma campanha efetiva de castração em massa de cachorros em Ipirá. Essa é a questão: não pode ou não quer?

 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

IPIRÁ VAI BROCAR EM 2022

Um ano lacrado da administração do prefeito Dudy. Já foi! O que foi feito, foi! O que não foi, terá três anos para fazê-lo, assim o povo espera que se faça fazendo!

 

2021 – anote aí: aquele arangaço no calçadão; alguns calçamentos, não totalizam meia dúzia; reparo em algumas estradas (com as chuvas, essas mesmas estradas estão aguardando reparos). O que mais, mesmo?

 

Muito pouco para uma prefeitura que recebeu mais de R$ 120 milhões em 2021. Muita grana, para muito pouco.

 

O INSS mordeu bonito R$885.459,65 em dezembro/21. Ipirá continua pagando pelo descaso e irresponsabilidade dos prefeitos do sistema jacu & macaco.

 

Cada prefeito deixa um rombo nas contas da previdência em nosso município, que vai parar nas costas do seu sucessor, que tem que se virar para pagar o que deixou de ser pago, retirando dinheiro do município para cobrir o rombo deixado. Desse jeito, o dinheiro fica curto para ser utilizado nas necessidades de população. Isso tá certo?

 

Em dezembro/21: na gasolina foram gastos R$212.950,51; a Embasa recebeu R$47.068,26 e a Coelba R$49.867,93.

 

Três construtoras receberam R$671.325,90 em dezembro/21. Todo cuidado com empreiteiras é pouco, haja visto que, no governo do ex-gestor Marcelo Brandão algumas empresas depois que sugavam o sangue, capavam o gato.

 

Aquela famosa empresa de transporte, em dezembro/21, ganhou menos, apenas R$135.427,56, mas em compensação entrou outra, que levou um pedaço de R$114.736,00.

 

Observe bem: uma empresa recebeu em dezembro/21, da Prefeitura de Ipirá, a importância de R$202.481,37, com pagamentos nos dias 08 e 29 de dezembro de 2021. Nos últimos três meses do ano passado essa empresa embolsou quase quatrocentos mil reais. Você deve está pensando: “com essa grana deve ter feito uma obra importante!”

 

Realmente, essa grana foi: “... PARA CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA OPERACIONALIZAÇÃO, EXECUÇÃO E GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS PARA TERCEIROS, PARA ATUAR EM REGIME DE GERENCIAMENTO COMPLEMENTAR COM O PODER PÚBLICO MUNICIPAL ...”

 

Para acompanhar se tudo vai bem, a prefeitura gastou R$63.000,00 em consultoria, com três empresas. “Bem /Serviço prestado:  REFERENTE A REGISTRO DE PREÇO PARA CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMÁTICA E LOCAÇÃO DE SISTEMA WEB INTEGRADO DE CONTABILIDADE PÚBLICA COM MÓDULOS ORÇAMENTÁRIO (LOA, LDO E PPA), CONTRATOS, LICITAÇÃO E CONVÊNIOS,..”

 

Para defender o que vai bem, a prefeitura gastou R$48.400,00 com três escritórios de advogados: “...Bem /Serviço prestado: REFERENTE A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS NA REPRESENTAÇÃO DO MUNICÍPIO EM PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS FISCAIS NO ÂMBITO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, NOTADAMENTE COM O ESCOPO DE MANTER A REGULARIDADE FISCAL,..”

 

Você entendeu? Não é fácil entender esse jogo. O Santos F. C. formou o melhor ataque já visto no futebol mundial. Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. A tabelinha Pelé e Coutinho sempre terminava em gol. Ipirá ganhou alguma coisa com isso? Claro que não. Quem ganhou foi quem apostou. A tabelinha só beneficia os cinco atacantes. O eleitorado é só torcida.

 

No dia 08 de dezembro/21 a prefeitura pagou R$153.355,00 a uma empresa que não sabemos para quê, não houve quem soubesse explicar. Descobrimos um endereço de Caitité, BA. Não sabemos se realmente é essa empresa de Caitité, não tem como saber.

 

2021 terminou com a prefeitura de Ipirá pretendendo tomar um empréstimo de R$17 milhões; depois baixou para R$7 milhões; veio para R$ 5 milhões e terminou tomando R2 milhões para a compra de máquinas, inclusive uma que só pode ser carregada por pranchão.

 

Uma prefeitura que recebeu mais de R$120 milhões em 2021 tem que tomar um empréstimo de R$2 milhões para comprar máquinas! Ainda bem que a prefeitura não vai se preocupar com o pranchão, pois já deve ter macaco preocupado em botar uma empresa para esse serviço.

 

2021 terminou com a entrevista do prefeito Dudy na rádio FM. Disse que está economizando para os cofres públicos e fazendo muito com pouco. Sinceramente, não dá para entender.

 

Disse que economizou no lixo, a empresa cobrava (não ouvir bem o valor, exemplifico R$340 mil) e agora a mesma empresa cobra menos (exemplo R$300 mil) e na cooperativa de médicos era 10% e caiu para 6%. Não entendi o que isso significa.

 

O prefeito Dudy disse que vai indenizar casas e fazer um lago na baixada da rua Riachuelo, que alaga quando chove. Embora sem compreender, eu entendi que numa área que necessita de drenagem e escoamento das águas da chuva, ele vai criar um barreiro.

 

Sinceramente, se isso acontecer será o grande milagre do prefeito Dudy, que ressuscitará o Tanque Velho, que foi uma área de nudismo masculino e um antro infeccioso de gonorréia, sífilis, esquistossomose, solitária e uma vastidão de vermes.

 

Até ai, eu compreendo muito bem, difícil é entender se a prefeitura que está sem recursos; vai se endividar para fazer essa obra? Nessa altura, deve haver macaco pensando em montar uma empresa cinematográfica para fazer o filme ‘Pânico no Lago’ no. 4. Desse jeito, se tudo isso acontecer, Ipirá vai ser brocado.

 

sábado, 25 de dezembro de 2021

O MERCADO DE DOIS MILHÕES

Uma solenidade montada numa profusão de fogos. Um foguetório monumental. Parecia algo singular, uma coisa do outro mundo. Um senador foi convocado à praça pública. Não poderia ser qualquer coisa!

 

Como é e o que justifica que um senador da República seja mobilizado para a assinatura de uma Ordem de Serviço em Ipirá? Uma ordem de serviço para um telhado. Um telhado e um piso, que dentro de quatro paredes formarão um Mercado de Artes.

 

Trata-se do prédio mais representativo, marco da construção arquitetônica da cidade de Ipirá, com um viés histórico de grande importância para o nosso município, juntamente com o prédio da Escola Góes Calmon. Antes de virar um prédio voltado para as artes era um mercado municipal de caráter geral. Feito com recursos próprios.

 

É necessário que o povo de Ipirá pare e pense! Uma obra (Mercado Municipal) feita com dinheiro da prefeitura, na década de 50, do século passado, na gestão do prefeito José Leão dos Santos. Nos dias atuais, a prefeitura de Ipirá não tem condições financeiras de fazer o telhado deste mercado sem ajuda externa. Procure entender o porque disso.

 

Em 2015, o mercado pegou fogo e destruiu o telhado. Quando o ex-prefeito Marcelo Brandão assumiu a prefeitura, com apenas um mercado para recuperar, resolveu fazer a praça.

 

É necessário que o povo de Ipirá pare e pense! Se o ex-prefeito Marcelo Brandão, com sua mania de grandeza, tomou a iniciativa de fazer a Praça do Mercado é porque havia recursos financeiros para tal. Não fez a praça, nem o mercado.

 

Duas questões: se a obra foi iniciada, naturalmente, havia um projeto e recursos e se a obra não foi concluída, resta uma indagação: onde foi parar o projeto e os recursos? A questão foi levantada pela turma da solenidade da seguinte forma: “eles tiveram quatro anos e não fizeram o Mercado de Artes e nós vamos fazer!”

 

Agora, para fazer o telhado, o piso e o reforço das paredes do mercado necessário se faz novos recursos públicos na ordem de quase dois milhões de reais: seiscentos mil da prefeitura e um milhão e quatrocentos mil reais em Emenda Parlamentar. Novamente, inicia-se a obra do Mercado de Artes.

 

A festa do foguetório foi na partida da obra. O prefeito Dudy fez uma projeção de sete meses para o seu término e inauguração, embora tenha falado em segunda parcela (vai ter aditivo?).

 

Uma obra para ser uma xérox do que foi no governo do ex-prefeito Dió, a mesmice anterior, sem novidades. Basta verificar as palavras do atual prefeito: “este mercado tem uma simbologia muito grande para mim, que era um pequeno empresário de uma barraca de fumo; a assinatura da Ordem de Serviço tem um impacto na questão cultural e da renda.”

 

O Poder Municipal reconhece que era um patrimônio onde dezenas de famílias tiravam o seu sustento e o fogo consumiu. Mesmo com esse reconhecimento, o Poder Municipal não indenizou essas pessoas.

 

Uma obra para sustentar e dá suporte à cultura local, que foi contagiado pela degradação, pelas drogas, alienação e baixo nível das vendas, tornando-o um projeto bastante questionável. Que o diga os artesãos.

 

O prefeito Dudy foi buscar um presente natalino para Ipirá junto ao governo do Estado: uma ambulância e uma viatura policial. É impressionante como o município de Ipirá vive de migalhas! Os políticos de Ipirá sonham grande para se contentarem com quase nada.

 

Eu fico imaginando: “se fosse uma obra com a envergadura da ponte no rio São Francisco, que liga Xique-Xique à Barra, seria um ano de festa, com uma tonelada de foguetório!” É necessário que a população de Ipirá preste bem atenção ao que acontece diante de seu nariz: uma solenidade em alto estilo, para uma simples assinatura.