sábado, 27 de fevereiro de 2021

FREIO DE ARRUMAÇÃO

Dois meses fechados de gestão do prefeito Dudy. Em dois meses aconteceu muita coisa: de secretário que não virou secretário, até mesmo secretário que só ficou no batente dois meses. O que está acontecendo nas barras do poder municipal?

 

Nada de mais ou de menos! É natural esse troca-troca numa partida de futebol. O ex-prefeito Marcelo Brandão amarrou o jegue na primeira esquina, quase que não mudou seu secretariado, mesmo que esse seu secretariado estivesse providenciando e patrocinando o próprio e devido velório do gestor. Se enterrou com eles.

 

Com o prefeito Dudy é diferente. Ele não precisou de ajuda financeira de ninguém para bancar sua candidatura. Venceu as eleições e não tem compromisso com ninguém. Pelo menos é o que ele pensa.

 

O prefeito Dudy pertence ao grupo dos macacos, mesmo assim, fica dizendo que não tem compromisso com ninguém. Esta futucando o cão com uma vara curta. Jacu e macaco são estruturas da politicagem do século passado, que se apresentam apodrecidas e não servem para resolver os grandes problemas do município e da comunidade como um todo.

 

O jacu alimentou a agiotagem que corroia o dinheiro público. A macacada fomenta o empresário-laranja para se lambuzar nas contas públicas. É o mesmo que convidar o diabo para dormir na mesma cama. É assim que qualquer prefeito perde o sono. Não tem gestor bem-intencionado que agüente a manipulação dessas raposas.

 

Dizer que não tem compromisso com ninguém é chover no molhado. Tá governando com o grupo macaco, queira ou não! Antes de começar a partida escorraçou a vice-prefeita Nina de qualquer pretensão mais consistente junto à administração. Politicamente foi uma imaturidade, mas ele tem suas razões preventivas que só ele as conhece. Hoje, a vice Nina virou visita e fica no quarto de hóspede esperando o prefeito varrer a casa.

 

O líder Antônio Colonnezi não quer esquentar a cabeça e prefere permanecer na zona de conforto, mas com um controle bem definido sobre a saúde pública local naquilo que lhe convém. O ex-prefeito Diomário permanece de olho nos vacilos da administração atual para meter o dedo e o bico na hora e no momento exato. O PT de Ipirá está muito acomodado na parte que lhe cabe nesse latifúndio. O que resta ao prefeito Dudy? Caminhar neste campo minado.

 

O prefeito Dudy não tem a encorpadura de um líder político, porque, praticamente, está começando agora nesta condição e, justamente, pelo fato de ser prefeito. Então tudo é mais difícil e complicado. Os menudos que querem sustentá-lo atrapalham mais do que ajudam.

 

O prefeito Dudy tem muito abacaxi para descascar. Parece (espero que não) que vai voltar com a palavra. Em dois meses não iniciou a auditoria na prefeitura sobre a gestão MB. Será que uma mão vai lavar a outra?

 

O prefeito Dudy botou uma preocupação na dianteira, que é consertar os buracos deixados pelo ex-prefeito nas ruas da cidade, esquecendo de dar um jeito na grande depressão (buraco grande) deixada na sociedade ipiraense pelo gestor MB, que foi o calote em mais de seiscentos profissionais da educação.

 

Prefeito Dudy! Eu sei que V. Exa. não vai aceitar a minha opinião, mas pare para pensar e inverta a sua lógica. Resolva de forma urgente essa dívida vergonhosa da prefeitura, depois de sanada essa excrescência deixada pelo prefeito MB, depois disso atendido e correspondido, passe a cuidar dos buracos da cidade que é uma realidade corriqueira em nossa cidade. Sua administração só começará depois de resolvido esse problema concreto e urgente, o resto pode esperar mais um pouco.

 

O prefeito Dudy, queira ou não, está amarrado ao esquema macaco. Não tem prefeito que se saia bem nesse esquema jacu e macaco. Os adversários não são problemas para o gestor Dudy. Seus amigos macacos são seus verdadeiros algozes. São eles que vão negociar, pedir, suplicar, implorar e jogar o gestor no buraco.

 

Imagino o amigo Dudy analisando e comentando um jogo de futebol pelo avesso, da mesma forma, que vejo o prefeito Dudy jogando bola e ao mesmo tempo que bate o escanteio corre para cabecear a bola levantada na área. Não resta muita coisa.

 

O prefeito Dudy poderá ser um grande campeão, da mesma forma que o Flamengo é o grande campeão brasileiro, mesmo perdendo a última partida, mas precisando desesperadamente de outro time para ajudá-lo a alcançar e colocar a faixa no peito. Sozinho o Flamengo não alcançaria o seu objetivo.

 

O prefeito Dudy está dando um freio de arrumação na medida necessária. Não pode exagerar na dose, pois poderá empurrar o atual gestor público de Ipirá para a exclusividade da administração privada. E este filme Ipirá já viu quando Ana Verena foi a primeira mulher prefeita desse município.



sábado, 20 de fevereiro de 2021

AOS PROFESSORES MUNICIPAIS DE IPIRÁ

Não se trata de um manifesto aos professores, mas de uma escrita que poderá servir como esclarecedora de alguns aspectos. Vi e ouvi de algumas pessoas ligadas ao grupo dos macacos (agremiação da politicagem de Ipirá), em voz grossa e carregada da mais absoluta certeza, que:

 

“Esse PLANO DE CARREIRA E SALÁRIOS dos professores acabou com a prefeitura de Ipirá, que não pode dá mais emprego às pessoas do grupo e o salário de um professor poderia servir para empregar umas dez pessoas.”

 

É o mesmo que apontar os professores como os causadores de todas as agruras que vivemos. A realidade dos últimos meses tem mostrado uma situação totalmente intrigante. Mais de seiscentos profissionais da educação foram vítimas de um calote patrocinado pelo ex-prefeito Marcelo Brandão. Ficaram sem receber os salários do mês de dezembro do ano passado.

 

O ex-prefeito MB foi seletivo, foi criterioso; foi frio e desumano com os trabalhadores assalariados. Deixou-os sem um tostão na conta. Cortou e diminuiu o salário de outros tantos. Qual é o índice de apreço e respeito do ex-gestor MB pelos trabalhadores da Educação? Nenhum.

 

Qual é a melhor maneira de medir esse índice de apreço e respeito? Colocando na fita um eleitor do próprio MB, não um eleitor qualquer, mas um eleitor apaixonado, cativo, de carteirinha, que mata e morre pelo grupo dos jacus. Não pode ser de outra forma. Mesmo assim, teve assalariados da educação com esse nível de paixão que MB passou o calote.

 

O ex-prefeito MB não deixou seus amigos do coração e familiares sem salário. Você que não recebeu o SEU salário não goza de maneira nenhuma, ou da maneira que você pensava, da consideração do ex-prefeito do grupo jacu. Eles não tiveram a menor lembrança da sua pessoa na hora de fazer o processo seletivo do pagamento, porque isso não aconteceu jogando os nomes para cima e entregando-os à sorte. Você foi esquecido, porque é pelo esquecimento que você representa algo para as elites que comandam o poder. Neste momento, essa dívida é do ente público.

 

O que diz a Lei? “pagamento do salário mensal deve ser efetuado o mais tardar até o 5º dia útil do mês subsequente ao vencido.” Já estamos há quase dois meses e o prefeito Dudy ainda não solucionou essa dívida da prefeitura. O prefeito atual tem que resolver logo isso e não ficar jogando com a barriga, porque a barriga dos trabalhadores e seus familiares não suportam a demora do trâmite dessa nova gestão, que demora de entrar em campo na hora certa.

 

Quem diz que os salários da educação comprometem as finanças da prefeitura, não enxerga que a máquina pública de Ipirá é cara, com um prefeito (jacu ou macaco) ganhando mais do que o prefeito de Camaçari e quase o mesmo que o governador do Estado. Não enxerga a sangria dos recursos públicos patrocinados por essas empresas que perambulam no entorno do Poder Municipal e que visualizam os cofres da prefeitura com olho graúdo. É aqui que está o X da questão.

 

Tem muita gente do poder (jacu ou macaco) querendo desmanchar, desfazer e acabar com o Plano de Carreira. Bote fé e não fique com a boca aberta esperando a bucha de sena entrar. É necessário que se fique alerta; sempre em alerta e com os ouvidos escancarados para ouvir o menor barulho.

 

O Plano de Carreira é fruto da luta dos trabalhadores e profissionais da educação, conduzida pela APLB-Sindicato, delegacia Sertânea. Não caiu dos ares e não se fez por mão-beijada, foi muito mais resultante da valentia, da garra, da consciência dos trabalhadores, na cobrança firme e inquebrantável diante da gestão do ex-prefeito Ademildo Almeida.

 

Os sussurros são de certa forma uma ameaça. Os assalariados da educação têm que dar as mãos para contrapor aos avanços dos comilões da prefeitura que questionam os salários dos professores como uma coisa maléfica ao município de Ipirá. Muito pelo contrário, o salário dos professores é regrado e garantido pela legalidade da Lei. É um direito conquistado. È um ganho honrado e fundamental para o bem do município. Não compreendem assim, aqueles que querem meter as mãos nos recursos públicos do jeito mais promíscuo que lhes convém.

 

Todo cuidado é pouco. A ingenuidade não é boa companheira nessas horas. Basta o momento em que o professor vacila e não coloca no Poder Legislativo pessoas que defendam os seus interesses sem pestanejar e sem ficar hesitante. Esse conjunto de interesses é uma briga de facão na sociedade e os detentores do poder jogam na escuridão e na inconsciência das pessoas.

 

É lastimável que pessoas pensem assim em relação aos salários dos professores. A casa arrumada significa respeito às leis e à dignidade dos trabalhadores. Uma prefeitura organizada administrativamente torna-se possuidora das condições de atendimento às demandas da população local. Uma ‘casa à migué’ torna-se uma custódia às engrenagens maléficas que pairam às escondidas e nas penumbras do poder.

 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

A RETIRADA DAS ESTACAS

Por incrível que pareça Ipirá não chupa um parafuso. Não recebemos uma Policlínica, um Hospital Regional, uma Faculdade ou algo de grande relevância.

 

A última grande obra foi o Esgotamento Sanitário inaugurada no ano passado pelo governador Rui Costa, importante, mas carregada com uma cobrança de 80% pela Embasa na conta de água.

 

A população tem que pagar pela obra num tempo muito curto e o lucro desta obra será de uma grandeza extraordinária, fruto de uma facada fenomenal no bolso da população. Em síntese recebemos uma obra há cada mandato de quatro anos. No mais, mendigamos na esfera do assistencialismo do governo estadual e federal.

 

O governo estadual tem um projeto de um Complexo Poliesportivo Educacional, que inclui um Estádio de Futebol, um Ginásio de Esporte e uma Piscina. Na proximidade de uma escola e vinculado a esta, esse projeto é atendido com rapidez.

 

Em Ipirá bateu na trave e a bola foi para fora. É preciso que o gandula seja rápido, prestativo e eficiente. No campo de futebol é necessário arrancar dois dos quatro postes gigantes fincados na parte interna do estádio. Obra de uma administração dos macacos, que conquistou a iluminação para o campo de futebol.

 

Uma grande zombaria com a população e uma gozação ímpar com os esportistas que nunca tiveram iluminação no Estádio, mas ganharam, ao mesmo tempo, um ‘dois em um’ que só tem em Ipirá, um campo de futebol americano dentro de um campo de futebol nosso de cada dia. É mais fácil uma viagem à Lua do que retirar aqueles dois postes.

 

Agora, o propósito é a retirada dos dois postes e o revestimento da parte inferior dos outros dois, com borracha ou outro material que amorteça e evite um acidente fatal com o choque de algum atleta. Uma segunda questão é duplicar o reservatório de água para manter o gramado natural que será nivelado e replantado. Outra opção seria a grama sintética, que seria molhada com a já existente estrutura de reserva de água.

 

O que é necessário para que isso aconteça? A administração do prefeito Dudy tem que solicitar um levantamento da força energética necessária junto à Coelba e enviá-lo para a Secretaria  do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte – SETRE. Uma observação: a conta da luz ficará por conta da prefeitura. Essa conta é fácil de fazê-la, uma partida noturna terá um custo adicional, a energia elétrica.

 

O Ginásio de Esporte está em estado de precariedade, não tanto quanto a situação encontrada na última reforma. Uma observação maior para o piso que tem um revestimento especial e não pode ser usado (por exemplo) para por cadeiras sem um tablado. A reforma poderá ser agilizada se a prefeitura de Ipirá abrir mão da concessão e passá-la para a Secretaria de Educação. Aí a coisa anda.

 

O projeto do Complexo Esportivo para ser viabilizado tem que ser pela Secretaria de Educação. A SETRE trabalha com recursos orçamentários e a cada final de ano é necessário um montante de recursos bem maior do que o orçamento original para cumprir o cronograma de obras. Uma saída será por Emenda Parlamentar, quando o deputado encaminha e o Executivo autoriza.

 

Não tem como fazer a cobertura da quadra esportiva da Praça do Barão, que fica próxima do Colégio Estadual Maria Evangelina. É uma obra municipal, reformada recentemente, quando foi retirado o Muro da Vergonha, mas não foi feita a cobertura sobre quatro torres. Só acontecerá com recursos próprios ou com a Emenda Parlamentar se o governador achar que deve atendê-la.

 

É assim que a coisa anda: burocrática, com a lentidão do bicho preguiça e a passos de cágado. Que o prefeito Dudy não siga nessa linha e resolva com urgência urgentíssima solucionando o problema do pagamento do salário dos professores, que o ex-prefeito Marcelo Brandão de forma irresponsável, malévola e perversa não pagou. Prefeito Dudy! Não fique jogando essa dívida do município com a barriga. Utilize os recursos do dia 20, resolva essa questão e bola que segue. Essa é uma questão moral.

 

Agora, uma questão imoral e perigosa, que botou o ex-prefeito MB no buraco foi a atuação das empresas terceirizadas (a maioria) que fizeram uma lambança desgraçada e meteram a mão. Cuidado, prefeito Dudy! É a rapidez do carcará em busca do petisco. Isso é apenas uma escrita sobre o devagar, devagarinho e a rapidez da rapinagem.

 

sábado, 30 de janeiro de 2021

FEVEREIRO SEM CARNAVAL

Trinta dias de gestão do prefeito Dudy. Na questão administrativa o prefeito está embaraçado com o estado de calamidade encontrado na prefeitura. Este é o grande obstáculo deparado como o principal motivo para as reclamações do novo prefeito. Seria muita ingenuidade achar que encontraria a prefeitura entregue pelo ex-prefeito Marcelo Brandão saneada. Recebeu uma bomba, para gerir num tempo de crise e pandemia.

 

O grupo oligárquico da macacada é uma frente composta de vários grupelhos, que disputam o controle e a hegemonia quando chegam ao poder municipal. A macacada histórica é liderada pelo médico Antônio Colonnezi; o ex-prefeito Diomário, com muita astúcia e sabedoria, trafega com muito oportunismo diante das circunstâncias conjunturais; o deputado Jurandy Oliveira com um desempenho eleitoreiro de elevada potencialidade fora do município tem expressão dentro do grupo; por último Dudy, que com o cargo de prefeito ganha gordura e engrossa o pescoço na macacada. Agora é sua vez. Este é o quadro de manda-chuva.

 

O restante são grupinhos que transitam na periferia do poder e buscam visibilidade grudado em quem estiver no comando da prefeitura. Os vereadores do grupo são prisioneiros de uma tarefa essencial para os chefes oligárquicos, manter o eleitorado em determinada região. Este é um papel definido e importante para a reprodução e continuidade do sistema oligárquico.

 

O que pega mesmo é a questão política. O governo Dudy está dando um nó no pescoço e o nó é cego. Está navegando pelo cabo das Tormentas, sem previsão para chegar ao cabo da Boa Esperança. Têm alguns aspectos que se sobressaem:

 

Primeiro, o prefeito Dudy botou na cabeça e parte do princípio de que bancou com recursos próprios a sua campanha, sendo esse um motivo substancial para não ter um compromisso efetivo e incondicional com a cúpula do grupo. A partir dessa diretriz ele tenta se fortalecer como uma liderança; busca desgrudar-se das lideranças e tocar a sua administração demonstrando sua capacidade de liderar sua gestão.

 

Daí surgiu o primeiro atrito com a vice-prefeita Nina antes da posse. Esta problemática promete um desfecho com solução prolongada, difícil e complicada. Uma das lideranças do grupo da macacada está ensaiando sair candidato a deputado estadual em 2022, quebrando a unidade em torno do nome do deputado Jurandy Oliveira. Isso colocará o prefeito Dudy em xeque-mate. Vai apoiar quem? A máquina pública vai ser colocada na campanha dessa liderança que pleiteia a candidatura? Desde já, até 2022, isso tem a força de um incêndio provocado pela fogueira de vaidades da cúpula.

 

Outro problema é o da Auditoria, uma questão de honra para o prefeito Dudy, que deu a sua palavra que ela seria realizada. A maioria da cúpula da macacada é contrária. Auditoria com pessoas sem experiência é o mesmo que querer morrer afogado numa bacia de rosto. Se vai fazê-la, tem que ser bem feita, para não ter reversão. Nesse sentido, o mês de janeiro foi perdido.

 

No mês janeiro, o prefeito Dudy entrou numa tempestade e pior ainda, dentro de um redemoinho. Espetou o ex-prefeito MB, quando teve a coragem de denunciar, pela imprensa, as barbaridades da gestão do ex-prefeito MB, mas pecou em não ter adiantado uma Auditoria consistente e por uma empresa competente. Os dados têm que ser precisos e corretos. O Jurídico da Prefeitura tem que comprar a briga com vontade, vestindo a camisa do prefeito atual e não vacilando para beneficiar o ex-prefeito.

 

O dossiê sobre a gestão do ex-prefeito MB, com o respaldo e aval do atual prefeito terá a confiança e credibilidade para o conhecimento público da população de tudo que aconteceu. A cúpula da macacada não vê necessidade disso, prefere que tudo isso fique na base da fofoca.

 

Mesmo que se dispense o dossiê, todo esse desmantelo tem que ser entregue para o julgamento da Justiça. Para a cúpula da macacada tudo isso tem que acabar numa enorme pizza. Para o prefeito Dudy é uma questão de honrar o prometido na campanha e servirá para se livrar de um fantasma atracado ao seu calcanhar para poder governar.

 

Saindo da tempestade, restará o redemoinho, que procura impor seus interesses particulares dentro do poder público. Já tem macacos interessados no controle da cooperativa dos médicos. É sempre a mesma moeda de troca, eles querem substituir o presídio que controlava a saúde no tempo da jacuzada. Foram esses interesses particulares que colocaram a gestão MB no atoleiro.

 

Janeiro foi problemático. Depois da vitória e da festa a casa cai. É sempre assim e assim chegamos a fevereiro, justamente no momento ideal para o prefeito Dudy mostrar sua capacidade administrativa geral, com uma aptidão específica para a gestão pública, de maneira que seja criativo e produtivo. É isso que a população de Ipirá espera. 

domingo, 24 de janeiro de 2021

A QUEBRA DO PACTO DA ARRUMAÇÃO

Reviravolta na politicagem de Ipirá. O prefeito Dudy assumiu a responsabilidade de todas as denúncias contra a administração do ex-prefeito Marcelo Brandão, que lhe antecedeu. Isso aconteceu com a ida do prefeito Dudy ao programa ‘Brasil Urgente’ da Rede Bandeirantes. Acontecimento jamais registrado anteriormente. Tudo se arrumava, bastava um freio.

 

O prefeito Dudy foi agudo, direto, sem rodeios nas suas denúncias, quebrando o pacto sigiloso entre TODOS os prefeitos do sistema jacu e macaco, que prevalece em Ipirá há décadas. A regra que predominou até agora, nesta terra, foi a do “jogo de compadres” também conhecido por “uma mão lava a outra.”

 

Sempre foi assim: a administração que entra não mexe na sujeira da administração que sai. O que se diz fica numa espessa nuvem da fuxicaria e morre por aí. Não pode passar de fuxico. O prefeito Dudy quebrou esse dever nada ético, que impede a revelação de assuntos ligados à administração pública em Ipirá. Foi para a televisão e botou a boca no trombone e não pediu segredo.  Não tem retorno.

 

Fez um rosário de denúncias. Uma das mais contundentes foi a do empréstimo consignado, quando a prefeitura recolhe o pagamento mensal no salário do servidor e não faz o repasse ao banco. O servidor municipal é transformado em caloteiro, mas na verdade a parcela do pagamento do empréstimo é surrupiada pela prefeitura. O servidor municipal não paga o que deve, pois bem, continua devendo e é roubado na parcela que sai da sua conta para o pagamento da dívida. Foi assim que eu entendi.

 

O ex-prefeito Marcelo Brandão não esperava que esse pacto informal fosse quebrado e que isso chegasse a esse ponto. Não ficou calado e disse que: o prefeito Dude mente e passou dos limites em um programa de televisão." Esse passou dos limites” significa que quebrou o pacto quase secular de jacu e macaco. Não tem retorno e é um barril de nitroglicerina pronto para explodir.

 

O ex-prefeito MB disse mais: o prefeito Dude falou de inadimplência nos consignados dos funcionários públicos, mas esqueceu de falar que o valor pendente de pagamento é da gestão do grupo dele e por não ter sido contabilizado à época encontra-se judicializado.” Êta zorra! Que zoeira da desgraça é essa? No dizer do ex-prefeito MB foi a macacada que patrocinou a ladroagem.

 

Disse mais o ex-prefeito MB, que: o pagamento dos consignados cumpriu esse roteiro nos nossos quatro anos, com acompanhamento importante dos interessados. É, portanto, obrigação do município continuar pagando mês a mês.

 

Vejam só! o SERVIDOR interessado sabia de tudo, acompanhava tudo, legitimava tudo. Assim sendo, o servidor municipal que contraia o empréstimo era um verdadeiro otário. Otário ou não, o funcionário público era roubado no âmago da administração pública, seja administrador jacu ou macaco e no dizer do ex-prefeito MB tem que continuar pagando todo mês. Que esculhambação é essa?

 

Na avaliação do ex-prefeito MB, o prefeito atual está sem norte, não quer administrar e que suas denúncias são vazias, mentirosas e tornaram-se um escudo falso para se proteger dos compromissos assumidos. Esse lengalenga de jacu ou macaco é a maior farsa que existe nessa terra. O que existe na verdade, são denúncias graves que devem ser apuradas doa a quem doer. Quem for devedor que pague pelo que fez.

 

O ex-prefeito MB fez uma Live. Deixou a impressão de um defunto querendo sair da cova. Quis passar um recado ao prefeito atual: Não há necessidade disso. É preciso administrar; é hora de fazer, de começar a fazer. Não se governa olhando para o retrovisor. Vamos trabalhar por Ipirá. O gestor tem que mostrar que tem condições de fazer. Confiamos que o atual prefeito vai fazer por Ipirá. Vamos fazer uma oposição responsável

 

O ex-prefeito MB deixou transparecer que não leva desaforo para casa: não vamos admitir que problemas sejam atribuídos à nossa administração, para denegrir a imagem do meu governo. Não vamos permitir que a mídia venenosa faça esse estardalhaço que está fazendo. Tudo que for atribuído a nossa gestão, a comunidade vai ficar sabendo que não são verdadeiras.

 

O ex-prefeito MB se acha o bom da boca: o nosso governo conseguiu fazer muito e a comunidade viu. O município foi estruturado. Reformamos todos os prédios da educação. Colocamos contabilidade nas escolas. Temos a melhor saúde que Ipirá já viu em todos os tempos. Compramos três aparelhos de Raio X, até digital e um aparelho de Ultra-som. Recebemos elogios dos próprios médicos.

 

O ex-prefeito MB disse que herdou uma herança maldita, mas livrou a cara do prefeito interino Jota Oliveira. MB disse: recebi um hospital que era um chiqueiro de porco, um verdadeiro pardieiro. A comunidade é testemunha. Recebi quatro ambulâncias amarradas de arame. Problemas eu encontrei em condições escandalosas. Peguei um município desestruturado, destroçado e abandonado. Esbravejamos, mas fizemos. É assim que tem que ser feito.

 

O ex-prefeito MB quer ser o solucionador dos partos complicados: o INSS é um problema crônico e histórico. Eu encontrei uma dívida exorbitante de 23 milhões de reais, vou deixar essa dívida em 35 milhões de reais, mas fiz o parcelamento, assim é que tem que ser.

 

O ex-prefeito MB sentou na jaca: deixei 20% da folha da Educação sem pagar. Isso a gente não vai discutir. Houve uma queda de 850 mil reais na antecipação do ICMS em dezembro de 2020. A Lei é clara, o município não para com a troca de administradores e tem até o dia 5 para fazer o pagamento.Ôh esperteza do cão! Se não saiu o pagamento no dia 5 deste, a culpa é do prefeito Dudy?

 

O prefeito Dudy achou por bem romper com o silêncio acordado implicitamente por jacu e macaco e resolveu colocar todo esse desmando ao conhecimento público. É assim que se faz e é assim que tem que ser.

 

Os médicos da UPA ameaçaram suspender os plantões, devido à falta de pagamento no mês de dezembro 2020. O prefeito Dudy fez um grande esforço para realizar o pagamento. Os plantões foram normalizados. Não haverá nenhuma retaliação contra qualquer médico. Agiu certo o prefeito. Embora haja dentro da macacada pessoas que querem uma nova cooperativa, controlada por macacos, para fazer a prestação de serviços de contratos, desde já, com o argumento de que esta ameaça não aconteceria. É muita esperteza! Criaram esse modelo de cooperativa para contratar médicos, que é uma forma de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Foi uma festa. O prefeito Dudy parecia o mais novo fogueteiro da província, tascou fogo para ver o tamanho do estrondo.  O apresentador do programa pegou uma borracha de 1m, feita com pneu de trator e dava lapada no lombo do ex-prefeito MB (sentido figurado é claro). Só resta apresentar um dossiê do ex-prefeito MB à comunidade e acionar a Justiça e tudo ficará a critério desta.

 

Enquanto o barulho acontece na politicagem, é bom não esquecer que os profissionais da educação ainda não receberam o salário de dezembro e da mesma forma que os médicos, eles precisam de alimentação, de beber água, de pagar suas contas e de sustentar suas famílias.

 

domingo, 17 de janeiro de 2021

BOTOU NO PREGO

O ex-prefeito Marcelo Brandão [NO INÍCIO] botou o capacete branco e saiu por aí / com a marreta na mão derrubou sanitário público e botou quebra-molas no chão / fez micareta e o camarote caiu.

 

O ex-prefeito Marcelo Brandão [NO FINAL] esqueceu que era esperança e aprontou barbaridades; trilhando entre a irresponsabilidade e o descaso, pagou religiosamente aos seus familiares e amigos, mas colocou os salários dos profissionais da educação no prego.

 

Não tem nada mais indecente, maldoso e esculachado do que um gestor público passar o calote nos funcionários públicos. Um ato de desconsideração para com os trabalhadores da educação; de desprezo para o professorado apaixonado pela jacuzada achando que é grande coisa; de desapreço pelo servidor público.

 

Foram 657 (não se sabe bem) funcionários da educação que não receberam um centavo no mês dezembro, por ordem e decisão do ex-prefeito MB, se não o foi, procede da ação criteriosa de algum funcionário subordinado, que não ficou sem salário. Lastimável.

 

Nada pode ser pior para um trabalhador do que não receber o seu salário, isso representa um embaraço e um transtorno na sua vida. É o atraso na conta de luz e água. São as prestações que não serão pagas e, muitas vezes, poderá faltar o feijão na mesa. Uma bagunça na sua vida.

 

O ex-prefeito MB entregou a chave e ficou com o chaveiro para lembrar-se que o estrago já estava feito. O prefeito Dudy pegou a chave e ficou com mi-mi-mi, não fez a tão necessária auditoria, nem assinou o dossiê mostrando a verdadeira face do ex-prefeito MB, ao público e à justiça.

 

A obrigação de saldar as contas dos professores é do gestor atual, se não o fez com a parcela do dia 10, que o faça com a parcela do dia 20. Foi para isso que recebeu a chave do paraíso.

 

Enquanto isso, o ex-prefeito Diomário continua explanando a sua ideia de combate à xenofobia do ipiraense, na medida em que defende que questões complexas têm que ser solucionadas com a utilização de técnicos capacitados de fora. A razoabilidade tem que ser a medida exata.

 

Será que Ipirá não tem nenhum advogado com capacidade de defender o município contra os acordos nefastos que o ex-prefeito MB fez com o INSS? Para que serve o Jurídico da prefeitura?

 

Tem que ser um Escritório de Advogados DE FORA. Para lá irão milhões de reais. Quem pagará a conta não será o ex-prefeito MB, nem o prefeito Dudy, mas a população de Ipirá. Tudo isso é fruto da lambança do jacu e do macaco que domina esta terra.

 

domingo, 10 de janeiro de 2021

A MISSIVA


Recebi uma missiva, modelo comentário, que não postarei no blog por não ter sido solicitado pelo missivista, mas sem qualquer receio, caso seja pedido pelo remetente, sem nenhuma restrição, com conteúdo completo, postarei sem a menor objeção, se assim convier a quem fez o encaminhamento.

 

O texto faz alusão a uma ‘acusação tão grave’, ou seja, gravíssima, e a uma inverdade por mim cometida. Na eleição para a presidência da Câmara de Vereadores o grupo do prefeito Dudy recebeu ou não um voto (decisivo) de um vereador eleito pelo grupo da jacuzada? Aqui não tem ‘eu acho’. Esse é um fato concreto e verdadeiro, portanto, inegável perante a opinião pública.

 


O prefeito Dudy participou de alguma reunião, conversa ou contato sobre a eleição na Câmara de Vereadores? O governo Dudy é constituído só pela sua pessoa ou tem outros representantes? O governo Dudy divulgou alguma Nota de Esclarecimento sobre os acontecimentos nesse episódio da câmara ou não há nada a esclarecer? São questões que demandam da transparência ou boa vontade do governo.

 


Fiz uma cobrança ao governo da Nova História sobre a necessidade da divulgação à população e de uma ação ao Ministério Público do estado de depenação realizado pela administração passada, do prefeito Marcelo Brandão. Não tem cobrança de tempo, apesar da urgência para não cair no esquecimento. Tem que ser uma coisa consistente, sólida e com o endosso e responsabilidade do governo atual. Isso foi considerado uma escrita sem sentido e uma insinuação descabida e precipitada.

 


“Qualquer cidadão tem também o direito de fazer denúncias no MP e TCM.” Parece que eles querem que eu faça as denúncias. Eu sigo o conselho de um dos maiores empresários de Ipirá que mim disse que os vereadores de oposição fizeram 47 denúncias contra a administração de MB desde 2018 ao MP, PF, GAECO, RECEITA FEDERAL, e TCM e, devido à morosidade da justiça, sem julgamento até hoje. Para o cidadão comum isso é uma barreira maior ainda.

 


Espero que o governo da Nova História não seja atingido pelo acoselhamento de meu grande amigo empresário.  A nova gestão que tem acesso e a capacidade de buscar todos os dados e tem a responsabilidade e o dever moral de questioná-los juridicamente. A gestão que começa não pode ser a negação da própria palavra.

 


O prefeito Dudy falou que vai fazer uma auditoria e ela vai fornecer os documentos necessários para que o jurídico possa fazer as possíveis denúncias. Eu acredito que uma auditoria é o melhor recurso para se buscar e comprovar o desmantelo que fizeram.

 


Eu não estou insinuando, eu estou afirmando: “se não for feito um dossiê da gestão passada mostrando à população de Ipirá a verdade dos fatos terá o significado de proteger e encobrir o desmantelo de que tento se fala da boca pra fora.” A central de boatos do grupo foi acionada nos primeiros dias. A população sentiu a gravidade dos fatos e tem receio que isso fique na gaveta até os comícios da próxima eleição para prefeito em 2024.

 


“O novo governo, nesses primeiros dias, teve coisas urgentíssimas para resolver como pandemia, Upa, Hospital, limpeza da cidade, montagem de equipe, abertura de contas, etc.” Diz a missiva. Espero que isso não seja utilizado para fazer corpo-mole e descuidar da auditoria e do dossiê, que têm o importante papel de trazer ao público todo o desmantelo provocado pela gestão MB.

 


Na conclusão vem a sugestão da Nova História para eu vestir a camisa de Ipirá e dizer bem alto: “prefeito Dudy e vice Nina conte comigo para ajudar...” Que falsidade, esse time que diz vestir a camisa de Ipirá, com um prefeito e uma vice que não estão numa boa como quer transparecer a missiva, assim sendo, é muito difícil saber quem ama Ipirá e quem está na defesa de seus interesses pessoais na cúpula do governo. Assim começa a Nova História.