terça-feira, 20 de julho de 2021

A MACACADA NO CONTROLE

Para onde caminha a gestão do prefeito Dudy? Sem projeto para o município de Ipirá navega pelo lado obscuro do grupo da macacada.

 

Desarrumado internamente; carregando contradições conflituosas e sem possibilidade de entendimento à curto prazo, a administração Dudy, depois de amassar o doutorzinho, está amassando o povo de Ipirá sem pena nem piedade. É triste a sina deste município.

 

A vice-prefeita Nina é um calo para a gestão Dudy. Logo no início, com uma aliança com o grupo da jacuzada tentou abocanhar a presidência da Câmara de Vereadores sem anuência do prefeito. Aqui, o bicho pegou!

 

Sete meses após a posse, podemos sentir com mais clareza qual seria o estrago daquele ato: SE (olha o se) o vereador Rafael tivesse vencido a eleição para a presidência da Câmara, com a grande possibilidade de cassação de seu mandato neste momento, a presidência ficaria com o vereador Divanilson Mascarenhas do grupo da jacuzada. Como ficaria a vida do prefeito Dudy? Entraria em parafuso.

 

A atitude da vice-prefeita foi vista como uma traição absurda, sem pé e sem cabeça, que obrigou o prefeito a fazer uma aliança com um vereador da jacuzada e isso não foi considerado traição. Com este fato e neste exato momento, o nó foi apertado no pescoço da administração Dudy.

 

Resultado de tudo isso: na administração Dudy a vice fica na geladeira, não tem vez, nem voz. Foi colocada de escanteio e não chupa um pirulito.

 

Não tem jeito. O racha da macacada está mais do que evidente, bastando apenas uma eleição, que será em 22. O rompimento com o grupo do Deputado Jurandy Oliveira está posto na mesa, quem apostar que não haverá, perderá. Nem o grande chefe Diomário Sá poderá resolver essa encrenca.

 

Mas, a vice-prefeita Nina tem um sonho: ser prefeita de Ipirá. A chance de ouro será nas Eleições de 2024. Neste momento, a vice-prefeita está perdendo espaço político, com a provável cassação de dois vereadores; com o congelamento na gestão Dudy e o risco da perda de continuidade de mandato do deputado JO, inclusive SE o deputado não for o candidato, Poderá ser o fim da ERA política do deputado JO.

 

Ocorrendo essa combinação de acontecimentos a vice-prefeita Nina ficará enfraquecida politicamente para qualquer postulação futura e para impor sua candidatura dentro do grupo macaco. Restando apenas sua Associação Beneficente para levantar a poeira e ir de encontro à vontade do prefeito Dudy. É muito pouco para marcar presença e garantir a realização do grande sonho. O cartão do prefeito Dudy será vermelho.

 

Para o sonho não sumir na fumaça, tem que ser agora. Não adianta reza, nem bozó. O rompimento derrubará o sonho de uma candidatura futura, mas em contrapartida, reitera o afastamento do prefeito para a antecipação do sonho sonhado de forma concreta.

 

Na surdina, Ipirá é um pesadelo. Ipirá não tem dado sorte com seus administradores. O governo da jacuzada é feito para a família da oligarquia. O governo da macacada é feito para um pequeno grupinho de empresários. Para encobrir essa realidade encenam uma discussão do “não fez em doze anos” e do “não fez em quatro anos”. Pura balela para encobrir a falta de compromisso com a causa pública.

 

O gestor Dudy assumiu o poder sem um projeto de governo para o município e está degringolando porque está amarrado nas questões política e administrativa. Não está dando conta do recado, mas já disse para que veio. Apresenta-se para dar favorecimento e sustança a empresas particulares num festival de licitações. É aqui que pulsa o coração da gestão.

 

O dilema do contraditório encurrala a gestão, que fica presa entre atender aos interesses populares ou satisfazer às empresas privadas amigas e macacas, demonstrado claramente qual é a intenção central e o compromisso ferrado desse governo.

 

Esse é um caminho pedregoso e perigoso que deixa nódoa em qualquer administração pública. A mistura do público e o privado mancha qualquer governo. O sonho da vice ganha mais fermento nesse panorama.

 

Já estamos observando o emaranhado em que se envolve a gestão por causa desse direcionamento ao se enrolar com a compra de remédio e café.

 

Mas, ainda há tempo para estancar a sangria. Muito pior estaria SE (olha o se), por acaso, estivessem transportando biscoito na van da TFD Ipirá para a padaria, aí seria a promiscuidade total entre o público e o privado. Justamente o que asfaltaria o caminho da vice para uma antecipação do sonho sonhado.

 

A gestão do poder público municipal não pode negar e reduzir a transparência ao nada, como fez o ex-prefeito Marcelo Brandão, inclusive porque foi uma promessa de campanha do prefeito Dudy e reiterada constantemente em diversos encontros, a tal da PRESTAÇÃO DE CONTAS, em praça pública, à população. Até o momento nada.

 

Ipirá já recebeu quase 70 milhões de reais em sete meses. O governo Dudy se distancia cada vez mais das promessas e da população. Esse poderá ser seu grande equívoco. A vice-prefeita Nina está no aguardo e de prontidão, mesmo que não seja esse o seu sonho.   

 

domingo, 11 de julho de 2021

DUDY 1 X 0 NINA


Ora, ora! Se partida de futebol fosse, não haveria a menor dúvida, o time de La Dudy saiu na frente do La Nina.

 

O laranjal de dona Nina sofreu uma derrota anunciada na Zona Eleitoral local, resta recorrer ao Tribunal Regional para ver se empata, retarda, embarrera, enseba esse jogo e, depois, vira o muito difícil e quase impossível resultado.

 

Vamos recordar, pois é importante relembrar! Nas Eleições Municipais 2020 o PP (Partido da Nina) numa tentativa de burlar a Lei Eleitoral na questão da representatividade de gênero (obrigatoriedade de 30% feminino). Apresentou uma laranja (candidatura para fazer de conta) na sua chapa. Aí? Entornou o caldo; azedou o suco que era doce.

 

Não sei como uma liderança dá um fora desse. Uma jogadora com uma irregularidade clara, configurada com uma candidatura que ficou com ZERO VOTO, só pode ser fruto da ingenuidade ou da falta de capacidade completa.

 

Resultado: todos os votos recebidos foram anulados e os dois vereadores eleitos (Rafael e Ernesto) vão ser cassados. Dificilmente não serão. De quem foi a autoria desse erro primário e grosseiro?

 

O lado de Dudy festeja o resultado de 1 a 0. Também pudera, depois da posse ficou no ar um cálice de sangue com gosto de vingança. Na posse, ocorreu o lançamento da candidatura do vereador Rafael para a presidência da Câmara de Vereadores, contrariando a vontade e o desejo do prefeito Dudy, que não engoliu a audácia.

 

Para o núcleo central do Poder Municipal que fica no entorno do prefeito Dudy foi uma grande traição, um atrevimento, uma insolência, uma afronta ao dono do poder, o prefeito. Isso não ficaria de graça, sem uma retaliação e sem uma resposta à altura.

 

Quando saiu o primeiro resultado da suspensão dos mandatos em Primeira Instância o grito que estava preso na garganta veio à tona: “Há, há, estou rindo à toa!” “Que felicidade!” “Tu viu, cabra ...” Uma parte da macacada vibrou guardando energia e fôlego para comemorar a derrota do deputado Jurandy Oliveira no ano que vem.

 

Evidente que os dois vereadores recorreram à Segunda Instancia Regional, desde quando, estão pagando para ver. Vão ter que rezar pela morosidade da Justiça Eleitoral. A causa de ambos está perdida. Protelar o tempo para que demore o maior tempo possível para a sentença ser dada torna-se a melhor alternativa possível.

 

Os dois vereadores (Rafael e Ernesto) fazem parte da renovação na Câmara de Vereadores de Ipirá, tiveram uma boa votação e estão fazendo um trabalho interessante e não estão submissos ao poder do prefeito, mas por obra de um erro primário de alguém que permitiu uma candidatura-laranja vão pagar com a perda dos mandatos. É uma questão de tempo.

 

Uma questão de tempo. Pode ser hoje ou levar três anos. O que importa é que não adiantará o recurso implementado. Por bem ou por mal, por mais tempo que fiquem serão dois mandatos sangrando, com a faca no pescoço, esperando um corte que acontecerá quando menos se esperar. É o preço que se paga pelo equívoco cometido. Para a alegria da macacada e o desespero de quem se encontra nessa situação que ajudaram a criar. O prefeito Dudy vai conseguir dormir sem assombração.

 

quarta-feira, 7 de julho de 2021

SEM SÃO JOÃO

Dois anos sem São João! Não convém considerarmos dessa forma. São dois anos sem aglomeração de São João! Assim fica bem mais maleável e aceitável, simplesmente, porque aglomerações humanas estão fora da moda, neste determinado momento.

 

São João está sempre colado em São Pedro, lado a lado. Nada de grande evento. Nada de ajuntamento de gente. Precaução e isolamento fazem uma combinação perfectível, que se impõe, tornando-se essencial e indispensável neste turbulento momento.

 

A EUROCOPA já permite aglomeração contida nas arquibancadas e para dizer a verdade, não por graças de São João e São Pedro, mas por providência e dádiva da vacinação.  

 

A aglomeração que reativa o futebol e festas depende da vacinação. O comandante do quartel botou pé-firme, aflorou a cabeça de bagre e negou a vacina. Esse negacionismo fdp provocou um genocídio desnecessário e tresloucado. Mais de meio milhão de mortos ocorreram devido ao descaso e ao desmerecimento pela vida humana.

 

Para cada dose de vacina seria adicionado um dólar. Para cada banda contratada para festejos juninos na nossa localidade costuma-se adicionar alguns mil reais. Essa é uma prática local. Não houve festejos juninos do jeito que o povo gosta. Não rolou, não deu certo, nem lá, nem cá. Nem vacina, nem banda nesses moldes. Foram suspensas as compras, que floresceram e afrouxaram gradualmente até desaparecer nas tentativas do não realizável.

 

Sem aglomeração dos eventos, restou a boa e simplória fé, regada à comida junina, aos estampidos de fogos com fumaça e poucos passantes. São João esteve presente e foi lembrado para jamais cair no esquecimento, sempre junto a São Pedro.

 

Quem não reclamou dessa situação foi a Prefeitura Municipal de Ipirá, que deixou de bancar a festa e economizou numa boa o custo da festa, que poderia ficar na casa de um milhão de reais.

 

É uma pena que São João e São Pedro não tenham ajudado a gestão do prefeito Dudy, para alavancar o Ibope do gestor, que está em queda e sangrando.

 

São seis meses de administração do prefeito Dudy e até o momento ele não disse para que virou prefeito, com uma vitória esmagadora.

 

Seu maior estrangulamento ocorre no campo político, com a desarmonia dentro do seu próprio grupo (macaco), marcado pelo estranhamento com a vice Nina; com a forte intenção em não apoiar o deputado Jurandy Oliveira e com a dificuldade em manter a coesão de sua equipe de vereadores.  Para quem tem um mínimo de conhecimento político local, o prefeito Dudy está com o laço político apertado no próprio pescoço.

 

Que São João e São Pedro ajudem o prefeito Dudy a governar esse município. Que São João e São Pedro relembrem ao prefeito Dudy que ele tem que cumprir suas promessas de campanha (promessas que saíram de sua própria boca), caso contrário o governante perde a credibilidade junto à população.

 

Que São João e São Pedro ajudem ao gestor Dudy a fazer a primeira prestação de contas, expondo em Praça Pública, no tempo prometido, pois já estamos com seis meses de seu governo, sendo que, a Prefeitura Municipal de Ipirá já recebeu quase 60 milhões de reais e a população não sabe como foi gasto esse dinheiro público.

 

Que São João e São Pedro ajudem o prefeito Dudy a se afastar das pegadas e do mesmo caminho que trilhou o ex-prefeito Marcelo Brandão, que foi prefeito por quatro anos e nunca prestou conta do dinheiro público, que entrou nesse período, à população, nem uma única vez, nem ao menos constando nas placas das poucas obras realizadas no seu período. Que o prefeito Dudy não seja uma xerox do ex-prefeito Marcelo Brandão. Ipirá não agüenta mais. Que São João e São Pedro tomem conta desse governo.         

 

domingo, 6 de junho de 2021

O LOCUTOR VOLTOU, O LOCUTOR VOLTOU Ô...

Como fazem as torcidas futebolísticas quando abocanham um caneco de campeão: “O campeão voltou, o campeão voltou ô...” Seis meses após uma derrota acachapante, o ex-prefeito Marcelo Brandão voltou a fazer um pronunciamento político pela rádio Ipirá FM.

 

O ex-prefeito Marcelo Brandão não deixou barato, fez um pronunciamento carregado de verdade, meias-verdades e muita tentativa de ‘forçação da barra’ para fazer e levantar um castelo de areia que não suporta o menor sopro da verdade dos fatos.

 

Ele criou uma versão sem humildade, com excesso de soberba e muito personalística, que virou uma ‘narrativa quatro f’: fantasiosa, fantasmagórica, faraônica e farsesca.

 

Destaca a soberania popular como árbitro legítimo, legal e apropriado na questão eleitoral. É verdade que ele aceita a soberania popular do voto. Afirma que todos têm que acatar o poder de decisão do povo, mas por necessidade de sobreviver como político mergulha numa contradição visível, na medida em que precisa esvaziar o potencial e a força da soberania popular para poder continuar existindo como político com alguma possibilidade.

 

A soberania popular impôs uma histórica diferença de 6.094 votos contra a sua reeleição. Como explicar esse fato? Ele foge dessa questão da mesma forma que o diabo foge da cruz.

 

Ele tem que considerar os 6.094 votos de diferença como não sendo contra sua gestão, embora ele fosse o prefeito e candidato à reeleição em 2020. Se aceitar a verdade das urnas significará assinar o atestado de óbito como ‘político com alguma chance’.

 

Assim sendo, ele é obrigado a criar um castelo de areia ao afirmar que sua gestão foi exemplar, excelente, responsável e cheia de realizações positiva em todos os sentidos, que Ipirá progrediu como nunca, ao atender muitas aspirações da população. Na sua cabeça, sua gestão foi sensacional, fantástica e fora de série.

 

Sua gestão emplacou o ORGULHO DE VIVER AQUI como uma verdade absoluta. Essa é a sua (subjetiva) mais pura verdade e, portanto, inquestionável na sua cabeça.  

 

Se a ‘verdade de sua cabeça’ é verdadeira, por que MB tomou a maior lavagem eleitoral em Ipirá?

 

Aí ele tem que justificar com uma justificativa inapropriada: o povo não tem capacidade e não pode julgar uma administração tão boa, ótima e positiva como a dele. A sua derrota foi um erro da população.

 

Com esse argumento ele acha que a população não sabe o que quer, joga no escuro, não tem discernimento, não sabe escolher e definir. Quando escolheu o outro, escolheu errado e a prova é o fracasso representado pela administração atual em apenas cinco meses. É assim que raciocina para expor sua argumentação ‘tapa o céu com a peneira’ na tentativa de justificar sua derrota e acalentar o sonho do retorno à prefeitura.

 

O povo tem um comportamento solto, equivocado, impreciso, não sabe agir, tem memória fraca, esquece com facilidade, não internaliza suas ações e comportamento. No imediatismo, simplesmente esquece, não tem memória e quem perdeu por seis mil, poderá ganhar por oito mil em 2024. Argumento na tentativa de justificar o sonho do retorno.

 

Para não ficar esquecido e relegado no campo político, o ex-prefeito MB argumenta que perguntam se ele será candidato à deputado estadual em 2022. Observa que apesar da grande expectativa existente, ainda não tem inspiração nesse sentido.

 

Mais uma fantasia do ex-prefeito MB. Sem lastro eleitoral no Estado da Bahia não tem a menor condição concreta de sucesso. Além de não perceber que está em queda eleitoral e de popularidade no município de Ipirá devido ao momento de desgaste acentuado sofrido em razão da sua administração.

 

Argumenta que não atendeu as questões pessoais de muitos correligionários por ter dado prioridade ao coletivo, motivo pelo qual foi abandonado por essas pessoas. Assim justifica o abandono de mais de 4 mil eleitores em quatro anos (dezoito mil caiu para quatorze mil) e a queda de popularidade. Será que todos, sem exceção, abandonaram o grupo jacu por esse motivo?

 

Quem desarma o ex-prefeito MB é o seu próprio líder Luiz Carlos Martins. O líder argumentou na reunião com o Ministro das Cidades, que indicou como uma necessidade para o grupo jacu, a união para sair da crise em que vive e o melhor caminho é a renovação com uma nova candidatura a prefeito. O descarte do ex-prefeito MB veio com o dedo apontado para o principal responsável pela situação em que se encontra o grupo da jacuzada.

 

A realidade desmente as colocações do ex-prefeito MB. A diferença de 6094 não foi uma resposta ao acaso. Foi uma resposta clara e objetiva à pessoa de Marcelo Brandão como gestor do município de Ipirá, com embasamento na insatisfação popular e na avaliação de sua administração.

 

A população direcionou, apontou e registrou sua insatisfação, sua revolta, sua indignação, sua decepção e sua frustração com aquele jeito de administrar Ipirá (Dudy que se cuide ou será a próxima vítima). A atitude eleitoral da população é intencional e trata-se de um recado direto, sem qualquer subterfúgio. Foi um julgamento com um veredicto direto, objetivo e firme.

 

Não entendendo assim, o ex-prefeito MB pede para a população não comer regue, nem o H de Mairí, muito menos cair no canto da sereia, para evitar sentar na graxa, ser vítima de um blefe ou sucumbir no conto do vigário. Uma grande lábia, apenas lábia.

 

’O locutor voltou...’ não deixa de ser uma grande esperança para Ipirá. Se ele conseguir descer do pedestal e cair na real sobre a dura resposta da soberania popular livre, democrática e decisiva; aí sim, ficará inquestionável a mais pura rejeição à sua gestão, porque:

 

Será mais um para lascar a língua nessa administração desastrosa que se implantou em Ipirá há seis meses e que faz de tudo para imitar a gestão MB até nos malanhamentos. Coisas do jacu e macaco.

 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

É DE ROSCA. (64)

Estilo: ficção

Modelo: mexicano

Natureza: novelinha

Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a fase do artista prefeito Dydudy.

Capítulo 64 (mês de setembro 2019)(atraso de quase  dois anos) (um por mês)

 

Reunião secreta de aniversário na prefeitura.

O Mestre do Cerimonial pergunta:

- Prefeito Dydudy! A vice-prefeita Dynyna está aqui, deixa ela entrar?

 

- Não! Ela aqui, não chupa nem um pirulito – respondeu o prefeito Dydudy.

 

Nova pergunta do Mestre do Cerimonial:

- Prefeito Dydudy! Se aparecer por aqui três ex-prefeitos, melhor dizendo, o Dió, o Jura e o Toninho, é prá deixá eles entrarem?

 

- Não, de jeito nenhum! Na administração deles eu não chupei um picolé, agora é minha vez de administrar e eles não vão pegar nem um palito de picolé.

 

- Prefeito Dydudy! Tem uns menudos aqui na porta, o que é que eu faço com eles? – indagou o Mestre.

 

- Você ainda mim pergunta? Não deixe nenhum deles do lado de fora! Vou lhe dizer logo e que fique bem claro, os menudos têm passe-livre; tem os meus quatro convidados especiais; tem uma pessoa que vem mim dá os parabéns, é o ex-prefeito Marcelão, esse você deixa entrar pela porta secreta para que ninguém de fora o veja.

 

Foi chegando e entrando: o Matadouro de Ipirá, o Centro de Abastecimento, o Mercado de Arte, a Casa do Estudante (a casa, nenhum estudante) e o ex-prefeito Marcelão, que foi parabenizando o aniversariante:

 

- Meus parabéns prá V. Exa, prefeito Dydudy! Que sua ótima administração continue desse jeito até o final é o que eu mais te desejo. O meu grande líder, Luiz do Demo, já falou que o nosso grupo tem que continuar unido para a gente salvar Ipirá desse fracasso em que se encontra. É uma opinião dele. Eu quero falar com V. Exa., é que a rádio da jacuzada não vai mais falar mal de sua administração. Desde já, eu saliento que minhas contas vão chegar para a aprovação da Câmara de Vereadores e eu espero que a macacada não fique inventando e criando problema. Posso ficar tranquilex?

 

- Sim, sim, é nóis na parada! Fique na sua, que tudo será nos conformes do sistema jacu e macaco. Temos é que comemorar esse grande momento da administração que só faz levar o nosso município para o desenvolvimento. Vamos comemorar; um cafezinho para os presentes!

 

- Lá ele, é quem toma esse cafezinho! – Disse o Mercado de Arte.

 

- O que é isso, seu Mercado de Arte! Não é um cafezinho puro, é um cafezinho com leite – disse o prefeito Dydudy.

 

- Vixe, Nossa Senhora do Monte Belo, não basta o café, ainda quer empurrar o leite! Assim não tem quem agüente – falou o Centro de Abastecimento.

 

- Não seja ingrato, seu Centro de Abastecimento! Para reforçar esse café com leite tem um cuscuz feito na hora – complementou o prefeito Dydudy.

 

- Êta, miserê do cão! Cuscuz na administração dos macacos é barril dos grandes! Quem não se lembra? Parece que enterraram um jegue nessa terra, pois não tem prefeito que conserte essa geringonça – afirmou a Casa dos Estudantes.

 

- O que é isso, sua Casa dos Estudantes! Eu não resolvi o problema de vocês ainda, porque todo o dinheiro que entra aqui é para eu pagar os débitos do ex-prefeito Marcelão – explicou o prefeito Dydudy.

 

- Oxente, prefeito Dydudy! A sua vitrola só toca esse disco? Na minha contagem, em cinco meses, já chegou cinqüenta milhões na prefeitura e até agora nóis quatro aqui, convidados especiais, não viu a cor de um centavo. Assim não dá, não é prefeito Dydudy! No nosso não entra nada? – pergunta indignado o Matadouro de Ipirá.

 

- Eu vou falar na televisão: o Matadouro de Ipirá vai matar boi; o Centro de Abastecimento vai ser o maior do Nordeste; o Mercado de Arte vai virar empresa e a Casa dos Estudantes vai ser reformada com um dinheiro que eu estou esperando de uma emenda do meu grande amigo e irmão senador Otttoo – discursou o prefeito Dydudy, que foi entusiasticamente aplaudido pelos presentes.   

 

- Suspense: e agora? Será que esse matadouro vai funcionar?

 

Fazer essa novelinha demorada e enrolada não é fácil. Faltaram 17 capítulos para o prefeito Marcelão e para o prefeito Dydudy já está no terceiro, formando um total de 20 capítulos vencidos e atrasados.

 

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Dydudy.

 

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

 

terça-feira, 18 de maio de 2021

A TRANSPARÊNCIA DA PANDEMIA


Na Índia a situação degringolou de vez. Todo dia é dia de recorde. Mais de 360 mil pessoas se infectaram num só dia. Mais de quarenta corpos foram jogados no rio e levados pela correnteza. Corpos com Covid-19. Um estado de calamidade pública. É a mais pura lástima.

 

No entanto, a Índia é o maior produtor de vacinas do mundo, mas não vacinou a sua imensa população. As camadas mais pobres não têm dinheiro para comprar lenha para fazer as fogueiras onde os corpos são incinerados.

 

A sociedade na Índia está sacramentada por ricos e pobres, com castas privilegiadas e uma imensa maioria entregue à própria miséria. Uma pena para um povo tão sagrado como o indiano.

 

Em Ipirá a curva média de mortes teve uma ascensão. O número de infectados está disparado. No momento, a cidade possui 317 casos ativos, 394 suspeitos, 594 monitorados que aguardam o resultado de exames e 1886 casos curados.

O prefeito Dudy esperou cinco meses para tomar alguma iniciativa de combate à Covid-19. Ele tinha conhecimento da pandemia quando assumiu o cargo, mas ficou omisso diante do problema para viver a fantasia do “homem de palavra” que falou que ia cortar o cabelo no povoado do São Roque e foi.

 

A omissão foi de cinco meses. A ação começou essa semana. Jogou o mesmo jogo, pisou na bola e não apresentou nenhuma novidade. Parece um café requentado do ex-prefeito Marcelo Brandão. Bloqueou as entradas da cidade, quando o coronavírus transita tranquilamente aqui dentro.

 

A vacinação em Ipirá vem acontecendo de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. Sem muito embaraço, além do natural.

 

O prefeito Dudy não é um expert/especialista em saúde pública. Não teve a noção de formar um Comitê contra a Covid-19 com todos os médicos que atuam em nossa cidade (independentes de serem jacu ou macaco) e pessoas ligadas à área de saúde para definirem um plano de ação urgente para o município e estabelecerem regras protocolares.

 

Vamos que vamos! O prefeito Dudy não tem se mostrado um “Homem de Palavra.” Não fez a tal “Prestação de Contas” trimestral, ao público, tão prometida na campanha.

 

Não pode trafegar tranquilamente pela transparência, a macacada não permite. Se mostrar ao povo essa “Prestação de Contas” vai ter que mostrar as empresas que ganham a fatia pública e dizer quem são os donos beneficiados: uma dúzia de macacos; aí ...

 

Aí, os mais de dezenove mil votos que o elegeram vão ficar na condição de ‘bobos da corte’ por eleger um prefeito que favorece a um grupinho de macaco, tal qual o ex-prefeito MB beneficiava um grupinho de jacu e sua família. A população deu a resposta eleitoral que ele merecia. Assim caminha o sistema Jacu e macaco.  



 

sábado, 1 de maio de 2021

COM A CARA DO EX-PREFEITO MARCELO BRANDÃO


Você está ligado na situação? A pandemia já provocou mais de quatrocentos mil mortos no Brasil. A forma mais rudimentar de vida espalhou-se por arrabaldes. Da China para Ipirá. Sem pagar passagem, viajou clandestinamente em algum bem nutrido pulmão humano, agasalhado no bem-bom de uma poltrona em um avião supersônico.

 

Chegou e espalhou-se com a mesma rapidez. Não tem um brasileiro que não tenha um parente ou conhecido como vítima de seu ataque. Desmantelou estruturas estabelecidas. Arruinou alguns setores da economia; desarrumou o sistema educacional; desvendou as deficiências do sistema de saúde pública. Mostrou o desgoverno no comando da nação. A tarefa é reconstruir.

 

Falou-se em ‘efeito manada’, subestimou-se a gravidade da doença e negou-se a VACINA SIM como medida eficaz ao problema.

 

Uma CPI da Covid foi instalada no Senado Federal para apurar omissão e descaso diante da pandemia e que provocaram o afogamento do sistema de saúde. Se isso for coisa séria vai virar um vulcão nas instituições políticas e paralisar o país por um bom tempo.

 

O desemprego também amarrou seu jegue em Ipirá, aqui em nosso município tem um número acentuado de trabalhadores que não encontram um dia de trabalho, sobrevivem pelo biscate, quando aparece. É uma situação difícil, num país que mantém um desemprego gigantesco na casa dos quatorze milhões.

 

Outro visitante indesejável que chegou chegando à nossa terra e botando prá lá foi a tal da inflação. Os preços dispararam como nunca desde o Plano Real; na alimentação o preço detonou; o material de construção ganhou altura na hora da compra; o gás de cozinha poderá ser substituído pela lenha em muitos lares; a gasolina virou ouro.

 

A sopa tornou-se intragável: o preço da gasolina está azedo; a pose de porreta do dólar está derramando o caldo; o tal do mercado insuflado até o pescoço, tenta agir como se nada estivesse acontecendo, fecha os olhos para o humano das camadas populares e agracia o bolso das classes dominantes. O Estado é quem procura contornar a situação.

 

Com desemprego na fita e carestia na vida, a panela fica vazia e a famigerada fome bate na porta de milhões e milhões de pessoas, com cara e barriga de gente. Ipirá tem mais de dez mil famílias no Cadastro Único do Programa Bolsa Família. As filas do Auxílio Emergencial são enormes e dobram a esquina. A fome ameaça e atormenta muita gente em Ipirá.

 

A diferença entre um bilionário em dólar e um cidadão que só tem o dia e a noite é tão acentuada, igualmente vergonhosa e indecente que o presidente americano Joe Biden encaminhou uma proposta ao Congresso americano para taxar esta pequena casta milionária como forma de redimir essa grande massa populacional descartável, desprezada e humilhada que vegeta na sociedade deles e enche a dos demais humanos.

 

O prefeito Dudy tem toda essa barricada na sua frente: pandemia, desemprego, inflação, fome. Fazer o que, prefeito?

 

Com a CPI da Covid não podemos esperar muita coisa do governo federal. O governo estadual também tem um caixa liso e muita despesa. Desse mato não sai coelho. Ano que vem será ano eleitoral, dizem que é perdido. O prefeito está atolado nisso até o pescoço.

 

O prefeito Dudy tem muita carne de pescoço atravessada na sua garganta: um racha no grupo da macacada e uma administração amarrada no poste.

 

Não sei se o prefeito Dudy tem sabedoria política suficiente para desatar o nó. O líder Diomário encontra-se afastado por conta da brisa do mar, do saboreio de caranguejo e da deliciosa moqueca de lagosta para não ficar se estressando com coisas de macaco.

 

O líder Antonio Colonnezi vem colocando nas redes sociais a precária condição da saúde pública de Ipirá, que caminha por terreno minado. O prefeito Dudy não dá a menor importância, mostra-se indiferente diante dos comentários do grande líder.

 

O líder Jurandy Oliveira fica só na moita, não diz que está bonito ou feio. Só observa e fica só no bote. A vice-prefeita Nina observa e fica encantada com a posse do vice-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, que virou governador. Nas viagens do pensamento, todos os sonhos podem ser realizados.

 

O prefeito Dudy embrenhando nas sombras da vaidade de quem chega ao poder, tal qual o ex-prefeito Marcelo Brandão, navega na corda bamba, mais prá lá e bem prá cá, sem conseguir, até o momento, se desligar do fantasma e da fantasia administrativa do ex-prefeito Marcelo Brandão.

 

O Ipirá do prefeito Dudy tem a cara do ex-prefeito Marcelo Brandão, que o diga a ‘casa do fifó’ fincada no jardim da Praça da Bandeira, sem servir para nada.