domingo, 23 de abril de 2023

O ANIVERSÁRIO DA CASA DO FIFÓ

A História é uma ciência (historiografia); dito isto, ficou bem claro que as comemorações do aniversário da cidade foram mais festivas do que históricas. Bem mais festa do que história. Tinha que ter festa e história. Tinha que ter história e festa.

 

 

O festejo do aniversário é um ponto solene para as autoridades. O esforço pelo registro histórico do escritor ipiraense Dilemar Costa Santos não foi nem lembrado e nem citado. O conteúdo ficou vazio. O invólucro só comportou e sangrou a amnésia histórica.

 

 

Aconteceu uma predominância da lembrança, da recordação e da representação da vivência no cotidiano, tendo como base a experiência pessoal. Um vendedor de fumo que virou prefeito; um projeto que salvou meia-dúzia de almas do inferno existencial enquanto várias carretas de almas sufocam no reino da necessidade. As lembranças vagas dos fatos sociais não possuem a força e a profundidade dos fatos históricos. Gato do mato não vira onça.

 

 

O argumento de que idéias descoladas da realidade não possuem uma eficácia verdadeira não atingem o conteúdo da história, que tem um profundo e direto relacionamento com o passado, onde estão adormecidos os fatos históricos. No futuro, não tenho dúvida que a história não absolverá o sistema de politicagem jacu e macaco, existente em Ipirá, devido às muitas mazelas causadas contra população local.

 

 

Apesar da comemoração de 168 anos, o município de Ipirá é gato na idade. Quem bem poderia testemunhar seria um estudo arqueológico em busca de vestígios que demonstrassem que os paiaiás seriam dignos de toda confiança e fidedignos, como povos originários, por presenciarem a chegada do bicho-brabo na caatinga. As terras dos paiaiás foram invadidas.

 

 

Essa etapa de colonização do nosso torrão catingueiro é produto do deslocamento de boiadas do Recôncavo açucareiro para áreas distantes, com a intenção de salvaguardar os canaviais.

 

 

Sem escreventes para traçar os relatos, eram vaqueiros analfabetos, a Certidão de Nascimento não pode ser expedida na data correta, ficando a Carteira de Identidade para ser despachada com a emancipação política em 1855. Do primeiro mugido de boi nestas bandas catingueiras ao último contrato milionário feito pela prefeitura local com empresas privadas consta quase 500 anos de história. Esse torrão tem muita história nas costas,

 

 

A colonização do sertão catingueiro foi realizada por meio de boiadas de boi e de gente. Esta sociedade do couro e do osso foi fruto do berro do boi, do estrume da vacaria, da mijação da bezerrada e do pisoteio do rebanho abrindo o mato da caatinga, formando veredas e deixando um rastro, que seria percorrido pelo boiado dos vaqueiros e seus auxiliares.

 

 

A sociedade catingueira é estruturada a partir dos currais de gado bovino, em unidades dispersas, afastadas e mais ou menos obtusas, ou seja, rudes, estúpidas e fechadas. Junto aos currais surgem palhoças cobertas por palha de licuri, mais tarde, casa de pau-a-pique, jamais a casa do fifó.

 

 

Dentre os diversos currais, obteve um certo progresso o que serviu de entreposto para boiadeiros do São Francisco e tropeiros da região do ouro de Jacobina. São tempos imemoriais.

 

 

Pelo aniversário da cidade dá para perceber como essa terra é amada e adorada. Nada mais justo, que uma conversa pertinente diante do momento de eleições municipais (2024) que se aproximam.

 

 

As duas últimas administrações municipais configuraram uma década perdida para o nosso município e no sentido de trazer uma nova esperança para a nossa gente, por que a jacuzada não lança uma chapa com Divanilson para prefeito e Jaildo na vice?

 

 

Resposta: a jacuzada vai lançar o empresário (x ou y) para prefeito.

 

 

Pergunta: em que a candidatura de um empresário (x ou y) é melhor do que uma chapa formada por dois vereadores para o Executivo? Os dois vereadores são populares; são reconhecidos pelo povo, pois possuem mandatos adquiridos pelo voto popular; são conhecedores de toda problemática existente no município pelo fato de discutirem os problemas de Ipirá constantemente. E o empresário (x ou y)?

 

 

Por que a macacada não lança uma chapa com Jaildo para prefeito e Divanilson na vice?

 

 

Resposta: a macacada vai lançar o doutor (x ou y) para prefeito por ser o desejo pessoal do atual prefeito Dudy.

 

 

Pergunta: em que a candidatura de um doutor (x ou y) é melhor do que uma chapa formada por dois vereadores para o Executivo? Os dois vereadores estão em contato direto, constante e no cotidiano com os eleitores; conhecem as dificuldades das pessoas de perto; mantém um convívio permanente com a comunidade; sabem dos percalços administrativos que envolvem a gestão pública. E o doutor (x ou y)?

 

 

Nessa hora, uma chapa com dois vereadores para prefeito e vice está descolada da realidade; não serve; não presta; não tem condições, nem experiência administrativa; muito pelo contrário, na verdade, não complementa e não está na ordem do dia da vontade e do interesse dos chefes oligárquicos que dominam esta terra.

 

 

Mas, eu quero ver o empresário (x ou y) e o doutor (x ou y) abrirem mão do vereador na hora de garimpar votos na campanha eleitoral. É mais fácil nascer dentes em galinha.

 

 

Para o leitor, desse blog, entender e compreender melhor o amor dos mandatários pelo povo de Ipirá, basta uma pequena reflexão. Quanto ganhou o cantor de fora, no dia do aniversário, para animar o povo? Você não sabe!?

 

 

Quanto ganhou cada filho de Ipirá para tocar e apresentar a fanfarra municipal para animar o povo de Ipirá? 0800, também conhecido como ‘di graça’. Esse é o tamanho da hipocrisia em Ipirá.

 

terça-feira, 18 de abril de 2023

DEPOIS DE 168 VELINHAS E MUITA CACHAÇA NA CACHOLA

A pergunta que não quer calar: quantos contratos milionários a Prefeitura de Ipirá realizou com empresas privadas?

 

 

Procure fazer a leitura desse artigo sem a paixão de grupo (jacu ou macaco), caso contrário, o leitor não conseguirá entender porque o município de Ipirá se encontra no rabo do calango.

 

 

Com um pequeno esforço você vai conseguir deixar esse ranço de jacu e macaco de lado, afinal de contas, nesse tabuleiro de xadrez da politicagem local, você não passa de um peão, nunca chegará a ser um empresário de prefeitura.

 

 

Eu sei que você ainda não esqueceu que no final da gestão Marcelo Brandão, o ex-prefeito queria tomar um empréstimo de dez milhões de reais junto à CEF, com o propósito de calçar todas as ruas de Ipirá.

 

 

Dez milhões de reais em fim de mandato e ano de eleições municipais! A Câmara de Vereadores negou o pedido. O ex-prefeito colocou uma caçamba de paralelepípedos em várias ruas da cidade e em vários povoados; Ipirá tinha virado um canteiro de obras no dizer dele e da jacuzada. Nada foi feito, nem concluído.

 


A Câmara Municipal negou corretamente a solicitação. Um ex-vereador de oposição, já falecido, disse-me que votou a favor porque não queria que uma dona de casa dissesse que ele era o culpado de sua rua estar entregue à poeira na estiagem e ao lameiro nas chuvas. Como tem gente que gosta de acreditar em conversa mole!

 

 

A gestão do atual prefeito Dudy conseguiu dez milhões de reais no próprio decorrer do mandato, sem a necessidade de empréstimo da CEF. O que ele fez com esses dez milhões de reais? Calçou todas as ruas de Ipirá? Não, não, não! Simplesmente ele fez um contrato de dez milhões de reais com uma empresa privada. Para quê? Para contratar funcionários para trabalhar na prefeitura.

 

 

Você está percebendo o tamanho da encrenca, que lasca e arromba com os interesses da população de Ipirá! Essa é a famosa encrenca centenária do jacu e macaco, que controla e domina Ipirá, que continua no mesmo tabuleiro, que enriquece alguns e deixa a grande maioria no reino da necessidade. É nesse almoço de grande comelança que você jamais será convidado a comparecer. Não fica nem de butuca.

 

 

A gestão do prefeito Dudy está toda embananada. E eu digo porquê. Se (olha o se!) a prefeitura teve a necessidade de contratar uma empresa, que contrata mão-de-obra, é porque ela queria burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina em 54% a folha de pagamento do pessoal, nada além. Isso é óbvio, só não raciocina assim, quem não gosta de raciocinar.

 

 

Levando-se em consideração que a prefeitura está no limite dos 54%, como é que a prefeitura pretende fazer concurso público de Reda? Se (olha o se!) fazendo isso, vai brocar os 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal. É uma maluquice que não tem tamanho. Aí, a vereadora Luma tem toda a razão, ao rasgar bem rasgado, na tribuna da Câmara, a solicitação do Executivo para a realização do concurso público.

 

 

Por que em relação ao contrato de dez milhões de reais, os vereadores deverão solicitar ao Ministério Público local, uma verificação mais profunda? Porque SE a prefeitura tem respaldo legal (distante dos 54%) para fazer um concurso público, então, para que contratou com uma empresa para contratar funcionários? Aí é que está a questão do cabide de emprego de pessoas do grupo macaco, que serão indicadas, com o intuito de garantir votos. Além do mais, transparece o favorecimento ao empresário que é do grupo macaco. É barril dobrado.

 

 

Ainda em relação à empresa contratada, torna-se necessário um levantamento para precisar se a quantidade de trabalhadores contratados por essa empresa corresponde à totalidade das horas postas no Edital (873.432 h). Nas minhas contas serão 408 trabalhadores (mais ou menos).

 

 

Se a empresa só tiver 204 trabalhadores, metade do contrato está sendo embolsado pela empresa. Se a empresa tiver 50 trabalhadores fantasmas, serão cinqüenta salários mínimos que estão sendo embolsados pela empresa.

 

 

Como o contrato está guarnecido por senha eletrônica tornou-se um sigilo que só o Ministério Público local poderá esclarecer os fatos. Por isso, existe a necessidade de um ou alguns vereadores acionarem o MP. O prefeito Dudy está no mato sem cachorro.

 

 

Além de embananado, o governo Dudy está perdido. Faltando um ano e meio para terminar o mandato, (o leitor poderá dizer: “ano e meio! Você não sabe fazer conta não?”) O leitor tem razão. Faltando sete meses, porque o próximo ano (2024), sendo ano de eleição, será um ano perdido, o mandato está chegando ao fim e o prefeito só tem uma obra de grande vulto e de excelência, que foi a compra da residência estudantil em Salvador, sendo importante salientar que houve uma Emenda Parlamentar do deputado federal Daniel Almeida de 200 mil reais.

 

 

No mais, o governo Dudy não tocou obras, ficou preso a fazer reformas na herança maldita que recebeu da jacuzada: no Centro de Abastecimento; no Mercado de Arte; na Avenida RGS; nas estradas; nas escolas e nos equipamentos de saúde. Muitas dessas reformas com ajuda de recursos do Estado.

 

 

Os mais de trinta calçamentos de ruas foram feitos com Emendas Parlamentares. O serviço de educação e saúde prestados pela gestão Dudy são de certa forma precários. É uma administração meia-boca; muito parecida com a da jacuzada. A prova é a biblioteca, que foi condenada e não será entregue à população nesse resto de mandato. A prova é a casa do fifó na Praça da Bandeira, que a jacuzada fez e Dudy conserva. Dizendo eles que Ipirá começou ali. Oh, mentira cabeluda da desgraça! Isso tudo representa é o descaso com o dinheiro público.

 

 

Governador Jerônimo em Valente. O prefeito Dudy se manda para lá. “Meu prefeito, conto com você para a reeleição!” “Meu governador, não serei candidato, meu sucessor será o doutor ...!” “Muito bem, meu prefeito! Eu cheguei chegando e quero fazer um grande número de prefeituras no interior”.

 

 

Em Ipirá, as três lideranças resolveram fazer uma reunião do grupo macaco: “esse prefeito Dudy já está passando dos limites, ele pensa o quê? Já está indo falar com o governador sozinho com seu grupinho e porque na jacuzada manda a família Martins, aqui nos macacos, ele quer o domínio da família Dudy! Ele está enganado, aqui não! Vamos fazer uma reunião de portas fechadas e janelas lacradas, que só vai entrar os quatro mosqueteiros da macacada e mais ninguém. Nenhum vereador; nada de menudo de língua afiada; nem vice-prefeita; nem o empresário Dinovaldo Dantas terá acesso.”

 

 

A reunião não aconteceu, porque uma liderança ficou doente: “oh, meu Deus! Essa macacada é um bando de maluco, já estou sentindo uma ingresilhada na barriga.” Outra liderança retrucou: “reunir prá quê? Prá ouvir do prefeito que o candidato é seu doutor ...! Vou vestir meu pijama e vou ficar em casa; não é isso que eles estão querendo?”

 

 

A jacuzada pensa que a população só pensa na volta da jacuzada. Oh, Deus do Céu! Só se o povo de Ipirá fosse todo otário. Quem não te conhece é que te compra, jacuzada! Eles pensam que basta um empresário rico para ganhar as eleições. Fiquem nessa arenga de família aristocrática e não abram o leque não, que vocês vão sentir o peso e o volume do barril triplicado torando vocês no meio. A candidatura de dois vereadores (prefeito e vice) tem a força de dois marruás medindo força na malhada, o poeirão sendo levantado e ninguém consegue enxergar o resultado.

 

 

Se o prefeito Dudy tomar duas canjibrinas e fizer um pernoite na porta da governadoria e falar grosso perante o governador Jerônimo: “meu Herói do Sertão! Só saio daqui com uma Policlínica para Ipirá.” Já foi, banda Mel! Já foi! Não tem paletó de casimira branco prá dia de posse. Se for só conversa mole não adianta nada. Isso também é verdade! Agora, se chegar aqui, no dia seguinte, meter o trator e derrubar o Clube Caboronga, colocar os pré-moldados e abrir o letreiro “Policlínica dos Associados do CC” É de dez mil prá riba.

 

 

Ipirá não é só sorrisos. A queda da população para 56 mil habitantes é um problema que diminui a arrecadação do município. Como o prefeito manterá esses contratos milionários? Pela primeira vez em sua existência de mais de vinte anos, a fábrica de calçados pagou a metade do salário aos seus operários e ficou devendo a outra metade. O aperto é enorme. O que acontecerá?

 

 

E a Federação (PT/ PCdoB/ PV)? Se essa federação não abrir os olhos, vai tomar um canto de carroceria, que vai perder até o caminho de casa. Sabe por que federação? Por causa do PV, que pode aparecer com um astronauta do Planeta Marte; por isso federação, essa reunião é para o ‘mês que passou’; muito mais urgente e mais importante do que a reunião da macacada. É assim que a coisa tem que ser entendida.

 

domingo, 9 de abril de 2023

SUMIRAM DUAS AMBULÂNCIAS DO SAMU EM IPIRÁ!

Não tem como não começar com esta pergunta. Tudo em Ipirá depende desta resposta: você sabe quantos contratos milionários a Prefeitura de Ipirá tem com empresas privadas? Tem um contrato de dez milhões de reais/ano, só somente só, para contratar mão-de-obra. O município de Ipirá tem necessidade urgente dessa mão-de-obra ou simplesmente é um cabide de emprego macaco para beneficiar um empresário amigo?

 

 

O vereador Jaildo do Bonfim lançou uma proposta que está diretamente ligada as indagações do primeiro parágrafo. Uma grande proposta para discussão com seus pares e com o povo de Ipirá. Pelo menos o vereador teve a ousadia de lançar uma proposta inovadora e a coragem de fazê-la para provocar o debate, num município atrasado e atrofiado pelas mesquinharias do sistema jacu e macaco.

 

 

A proposta do vereador: “que todo o sistema educacional de Ipirá seja resumido a cinco (05) grandes escolas de tempo integral, com localização previsível para quatro cantos centralizado da zona rural e uma central, na sede. A máquina burocrática sofreria uma redução acentuada, repercutindo sensivelmente nos custos da burocracia. O transporte seria a principal base de apoio.” A ideia é excelente, principalmente por ser genuína na adaptação à nossa realidade.

 

 

Quero participar desse debate, acrescentando três ponderações; primeira: pelo que dizem, o município de Ipirá tem dificuldade financeira para fazer uma escola com duas salas, imagine, um colégio grande? Tenho a impressão que dez milhões de reais seriam suficientes para fazer uma escola desse porte. Uma por ano, quatro em quatro anos. Mas, pensando bem, estas ‘gestões jacu e macaco’ que dominam nosso município preferem fazer uma escola grande por ano ou contratos milionários de dez milhões de reais com empresas de amigos-empresários?

 

 

Presidente Jaildo! Hoje o nosso município tem um ponto cego, que não favorece ao seu desenvolvimento, mas ao atrofiamento por falta de recursos viáveis, que são desviados para o provimento de empresas privadas, que atuam em necessidades duvidosas e questionáveis nesse momento. O carro está na frente dos bois.

 

 

Onde estariam os recursos para esses investimentos? Os recursos do município estão comprometidos até o pescoço nesta amarração com transações e compromissos com contratos milionários. Esperar pelos governos estaduais e federais e Emendas Parlamentares não é nada aconselhável na nossa situação de município batizado nos contornos do assistencialismo social.

 

 

Uma segunda ponderação de minha parte seria sobre o fechamento das demais escolas em diversas comunidades. Esta é uma questão delicadíssima. Vou pegar o exemplo da escola do povoado de Umburanas. Na administração do prefeito Marcelo Brandão a Escola Municipal Manoel Galdino dos Santos foi fechada no povoado. Hoje, as crianças do povoado deslocam-se para o distrito do Malhador para freqüentar uma escola.

 

Qual é o significado de uma escola numa comunidade? Abrir e consolidar uma perspectiva de desenvolvimento e crescimento progressivo das pessoas.

 

 

Manter a firmeza e a convicção de uma completitude, de um orgulho que faz o bem e de uma auto-estima elevada: ‘onde moro tem uma escola!’

 

 

O nobre sentimento de pertencimento: ‘a escola do meu povoado’; ‘a minha escola’; ‘a escola da gente’; ‘o que sou agradeço àquela escola’; ‘foi ali que aprendi as letras’. Existe uma relação entre a pessoa e a escola. Existe um respeito ao reportar-se à escola.

 

 

Qual é o significado de uma comunidade sem escola? É o caso de Umburanas. A criança perde a referência boa e positiva. O povoado tem um bar; tem dois bares; tem um bocado de bar, mas não tem uma escola! Por que não é devido ou merecido uma escola no povoado? Por que o Malhador tem escola e Umburanas não?

 

 

O bar preenche porque existe; a escola está no vazio, contém o nada, é inexistente. Sem escola vai dar lugar ao despovoado e ao desabitado que virá. Está desprovido da identificação, daquele reconhecimento da escola como própria do povoado Umburanas.

 

A população do povoado Umburanas não tem um símbolo real, verdadeiro e essencial para a humanidade, a escola. Com base num princípio de analogia, nada substitui a escola. Na sua forma e na sua natureza a escola evoca a educação como condição indispensável ao ser humano. O povoado não tem escola. Nesse contexto, no povoado corre o grande risco de ser substituída por algo muito menos importante para a comunidade.

 

O deslocamento de crianças do povoado sem-escola para as escolas do Malhador e Rio do Peixe podem ocasionar futuros percalços, desde quando, as crianças se jogam em busca de carona na estrada, por diversas vezes. A carona pode não ser segura. Se escola o povoado tivesse, esse  percurso seria feito andando e em poucos minutos, com muito mais segurança. 


Na visão das administrações jacu e macaco uma escola é uma despesa insuportável, mas um contrato milionário com um empresário amigo é algo normal, legítimo e ético!

 

Uma terceira ponderação é só uma alusão: no nível de violência que estão acontecendo nas escolas brasileiras, uma grande escola poderá sofrer em maior índice do que uma pequena, embora o tamanho não seja uma determinante para que tal violência aconteça. Isso até não tem muito sentido.

 

Mas o vereador Jaildo do Bonfim está de parabéns por trazer uma proposta de alta relevância para o nosso município e isso mantém o debate em alto nível e demonstra que o Poder Legislativo está ganhando proeminência em nosso município, merecidamente. Está se distanciando das intrigas e mesquinharias do jacu e macaco para contemplar grandes e relevantes temas, que engrandecem o debate e elevam o município.

 

 

Agora, vem um contrato de dezenove milhões de reais/ano para uma empresa tomar conta do hospital de Ipirá. É a tal privatização dos serviços públicos. Se o governo da Bahia assumir o que é propriedade do Estado, a prefeitura de Ipirá ficará livre desse custo operacional.

 

 

Se na atualidade a prefeitura de Ipirá gasta um milhão e seiscentos mil reais por mês (eles dizem que a prefeitura não agüenta essa despesa) e o atendimento da saúde de Ipirá é precário. Como, de que forma uma empresa vai resolver o problema da saúde do nosso município recebendo a mesma quantia de um milhão e seiscentos mil reais por mês? Então, na medida em que se resolva, a precariedade é puramente uma questão de gerenciamento.

 

 

Não parece, porque a maior prova do fracasso da saúde de Ipirá é a existência de duas ambulâncias do SAMU em nossa terra, do tempo da administração do prefeito macaco Dió, completando 18 anos que chegaram em Ipirá, para a prestação de serviços em nossa sociedade e NUNCA funcionaram. Onde estão essas duas ambulâncias? Ainda prestam ou viraram sucatas? Que fim tiveram?

 

 

É assim que governam jacu e macaco. As duas ambulâncias do SAMU são as coisas do jacu e macaco que não servem para nada. Um desperdício do dinheiro público.

 

domingo, 2 de abril de 2023

ORUBAS E OTARIPANOS

Não tenham dúvidas, os orubas vieram para ficar e vou dizer porque:

 

Na prefeitura, os orubas estavam reunidos para mais um pregão presencial, naquela fuzarca de sempre: “eu não sei como o pobre de Ipirá consegue viver com um salário mínimo, eu tenho uma renda de mais de cinqüenta mil reais e ainda passo aperto!”

 

Num instante, a euforia caiu por terra, quando avistaram um oruba chegante do município de Riachão de Jacuípe. O sujeito era vistoso, aparentava um aspecto de homem rico, sem perder a galhardia adquirida pela astúcia e esperteza. Caminhava de braços abertos e portava uma pasta de empresário graúdo, bem lustrosa e gorda de papelada.

 

Os orubas da localidade, não perderam o trisco e o visco da palavra, com aquela presença nada agradável: “lá vem aquela aparição de satanás ciscar no nosso terreiro, vamos coçar o bolso e afugentar esse custipiu!”

 

Chamaram o oruba estrangeiro para uma conversa e com um pacote de cinco mil reais no bolso do brim, a ‘persona non grata’ nem abriu a pasta vistosa para mostrar as armas, se é que havia. Retornou pisando no próprio rastro.

 

O problema dos orubas é que eles não se unem nem a pau. Minto! Se unem na alegria esfuziante ao saber que a prefeitura faturou 13 milhões de reais no mês. Pulam e pululam sobre o cofre abarrotado. Fora isso, quem tiver a unha maior que suba na parede; aí há de prevalecer o olho grande, o bico afiado e garras expostas.

 

Quando a carne é de pescoço, eles dividem numa boa, mas quando a carne é filé mignon, aí entra em campo o dito popular: ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’. É solavanco prá tudo quanto é lado.

 

Imagine, dez milhões de reais para um ano em cima da mesa para contrato! Não faltam pretendentes, sobra esporada por toda banda, bicuda nem se fala, lapadas prá lá e prá cá. Não tem jeito, com tanto garangau na disputa, as almas dos orubas ficam em polvorosas.

 

Não pode ser de outra maneira, a desunião é contingencial, mesmo com tanta facada no bucho, até revirar o fato. Desse modo, quando a esmola é grande até o santo desconfia. Já dá para imaginar o tamanho da encrenca. Quem perdeu a boquinha e não conseguiu dá uma mordida termina por ficar desesperado e ziriguidim da vida. Não tendo o que fazer, nem a quem reclamar, eles apelam para o blog do Agildo Barreto.

 

- Ô sujeito do blog! Eu estou entrando em contato para dizer que aqui na prefeitura tem um favorecimento discarado; quando a obra é carne de pescoço aí fica prá gente; quando é a obra filé com gordura fica prus afilhado. Eles tão pensando que eu sou otaripano, prá ficá calado, é!? Vê aí o que você pode fazê por nóis.

 

É assim que a gente fica sabendo das coisas. Mas eu posso dizer que ele bateu na porta errada, eu não posso fazer nada. A única coisa que eu posso fazer, dentro dos conformes, é solicitar aos vereadores que fiscalizem ‘bem fiscalizado’ esses contratos milionários da prefeitura com os orubas, porque se o vereador ficar preocupado com o kg de prego que foi surrupiado pela gatunagem vai terminar se engasgando com um mosquito, ao tempo que engole um elefante.

 

Tudo isso acontecendo e lá no meio da caatinga, quem não tem nada a ver com isso, sentado no banco de madeira, posto na varanda da fazenda, o pai escuta o filho viajado por esse ‘Brasil de meu Deus,’ com passagem pelo território paulista, dizer: “ô, paê! O qui é aquilo ali, com tanto orubas na boca do cofre, parece até a torcida do Flamengo?”

 

- Como? Aquilo ali é um bando de urubu na carniça. Tu passa quinze dias em São Paulo e chega aqui se achando dotô e nessa granfinagem toda nem conhece mais urubu!? Tu toma jeito, sujeito abestaiado! Se tu continuar desse jeito, o povo daqui vai dizê que tu é um otaripano! – respondeu o pai catingueiro.

 

A base e a essência de tudo o que acontece aqui é o oportunismo, podemos até dizer que é a regra. Nada melhor do que algumas narrativas: “aqui em Ipirá só tem jacu e macaco!” Nada mais falsificado do que isso; se bicam e se odeiam, mas uma desgraça não vive sem a outra. É a cara mais nefasta do cinismo oportunista.

 

“O candidato a prefeito tem que ter dinheiro!” Por que pensam assim? Por que tem que ser assim? Essa é a máxima que garante o monopólio do poder municipal para as duas oligarquias (jacu e macaco). Os amigos do Dudy costumam dizer que ele gastou um milhão e meio de reais do próprio bolso, sem precisar da ajuda de ninguém. É dinheiro, dinheiro e dinheiro! Pela vontade de muita gente, a próxima campanha em 2024 ficará em torno de 5 milhões de reais. Tudo isso, para aumentar a ‘comidilha’.

 

Os candidatos à prefeito das duas oligarquias: são escolhidos pela família Martins na jacuzada e um grupelho de quatro na macacada. E para a surpresa de alguns, o prefeito Dudy não quer deixar por menos e tenta imitar a jacuzada em tudo; desde a ruindade da administração, até na formatação de uma família para mandar na macacada. Não basta a família aristocrática Martins, agora aparece a família pequeno-burguesa Dudy. É tudo oligarquia, endinheirada ou não, atrás do dinheiro público.

 

Os vereadores: podemos dizer que se tornaram a peça fundamental e essencial do sistema jacu e macaco. É o faz-tudo que garante a manutenção do voto para as oligarquias, custeando as despesas com a própria renda. Se situação recebem alguma ajuda do poder. Se oposição gastam do próprio bolso.

 

Quem tem mais vantagem com o sistema jacu e macaco, o vereador que garimpa votos ou o empresário de prefeitura que abocanha 10 milhões de reais para sua empresa e só tem o voto de meia-dúzia de familiares?  Quanto custará uma eleição para vereador em 2024? Fala-se em 500 mil reais. Para o sistema jacu e macaco, o empresário de prefeitura é um oruba e o vereador é um otaripano.

 

Os professores: mesmo com 13 milhões de reais nos cofres públicos; mesmo com o dinheiro da Educação sendo uma verba carimbada; os prefeitos do sistema jacu e macaco insistem em não pagar o piso dos profissionais da Educação. Pela vontade e desejo dessas oligarquias, esses profissionais ganhariam um salário-mínimo. A diferença salarial fica por conta das conquistas através da luta e mobilização dos professores e seu sindicato. Para os prefeitos do sistema jacu e macaco, o empresário de prefeitura é um oruba e o profissional da Educação é um otaripano.

 

A população de Ipirá está enfiada até o pescoço no reino da necessidade. Quanto desassossego! Quem bem sabe disso são os vereadores. A população exige pouco: um calçamento; um trabalho; um remédio; um pouco de dignidade e o máximo de respeito. Só isso. Os prefeitos do sistema jacu e macaco oferecem o sonho milagroso para os orubas e as migalhas da mesa para os otaripanos. Depois, os orubas ficam sem saber como o povo de Ipirá consegue viver ganhando um salário mínimo ou até mesmo sem trabalho.