quarta-feira, 24 de maio de 2023

AS PONTES GÊMEAS, UMA GRANDE VERGONHA!

10 milhões de reais nos cofres públicos.

O que é que deve ser feito com esse dinheiro do povo? Você tem três opções, escolha uma.




a)   Fazer uma ponte de cimento no local dessa coisa vergonhosa.

b)  Perenizar o rio do Peixe com pequenas barragens.

 

c)   Contratar uma empresa para fazer ‘cabide de emprego’.

 

A gestão do prefeito Dudy deu preferência à opção c. O contrato está lacrado com senha eletrônica. Pouco se sabe. Será que há necessidade real, concreta e verdadeira para tais trabalhadores? Caso exista, por que não concurso público? Não dá, devido a Lei de Responsabilidade Fiscal. Se for uma previsão aleatória fica configurado o ‘cabide de emprego’ com fins eleitorais.

 


Observe esta estimativa: se a empresa tiver 600 trabalhadores com salário mínimo, Total anual na casa de R$ 9,5 milhões. Significa que o lucro e a taxa de administração estarão apertadas.

 

Se a empresa tiver 400 trabalhadores com salário mínimo. Total anual de R$ 6.3 milhões. Significa que o lucro e a taxa de administração terão uma folga consideravelmente farta.

 

Se a empresa tiver 200 trabalhadores com salário mínimo. Total anual de R$ 3.1 milhões; Significa que o lucro e a taxa de administração terão uma lucratividade estratosférica.

 


Esse contrato não traz a quantidade de mão-de-obra, a referência está em horas de trabalho. Diferente do contrato da terceirizada da saúde, no valor de R$ 14,8 milhões, que estabelece a quantidade de trabalhadores. O que vem por aí?

 

Saúde da Família (ESF) è 12 médicos / 15 enfermeiros / 15 odontólogos / 30 técnicos de enfermagem / 10 ASB.

 

Programa de Saúde Mental è 01 enfermeiro 20 h / 01 enfermeiro 40 h / 02 psicólogos 40h / 02 psicólogo 20h / 02 Assistente Social / 02 Terapeuta Ocupacional;

 

NASF è 01 Nutricionista / 02 Educador Físico / 01 Psicólogo / 02 Fisioterapeuta / 02 Fonoaudiólogo.

 

Centro Médico è 01 Nutricionista / 04 Fonoaudiólogo.

 

Núcleo de Fisioterapia è 08 Fisioterapeuta.

 

Secretaria Municipal de Saúde è 03 Enfermeiro Programa / 01 Enfermeiro de Vigilância em Saúde / 01 Biomédica / 01 Farmacêutica 40h / 02 Farmacêutica 20h / 01 Médica Veterinária / 02 Assistente Social.

 

Hospital / UPA è 03 Nutricionista / 06 Técnicos em Radiologia / 30 Técnicos de Enfermagem Emergencista / 19 Enfermeiro Emergência / 02 Assistente Social.

 


Um total de 184 profissionais, que atuarão nas ações de baixa e média complexidade e em situações de emergência pelo período de 12 (doze) meses.

 


Esperamos que a prefeitura não continue a distribuir remédios vencidos, como foi denunciado pelo locutor Marcelo Brandão no programa Papo Reto, nesta quarta-feira 24/05/23.

 


Um item do Edital deixa grandes dúvidas, quando está escrito que (tudo isso) são projeções que poderão deixar de ser cumpridas (mais ou menos assim). Parece uma porta fechada sem ferrolho, sem fechadura e sem tranca. Uma brecha do tamanho de um elefante para impedir a passagem de um mosquito.

 


Eu queria colocar o enunciado como está escrito na cláusula do Edital, mas ao fazer esta tentativa encontrei um aviso gerado pelo Google:

 

{“invasores que estão em www.ipirá.transparenciaoficialba.com.br. no momento podem tentar instalar programas perigosos no seu computador e roubar suas informações, fotos, mensagens, seus cartões de crédito.”}

 


Lá ele! Logo agora que a população de Ipirá está aprendendo a acessar essas informações oficiais da nossa prefeitura aparece um ‘tranca rua desgraçado’ desse tipo. Mas, assim que conseguir voltarei a esse assunto.

 


Observe esse exemplo: quando Caetano foi prefeito de Camaçari pela primeira vez, ele encontrou um médico no Posto de Saúde e não tinha fila para o atendimento, a população não comparecia porque estava ciente que só tinha um médico. Com um projeto avançado, a administração de Caetano colocou cinqüenta médicos e as filas ficaram enormes. A população comparecia porque sabia que tinha médicos.

 


Eu dou esse exemplo para que as coisas fiquem visíveis em Ipirá. Com um contrato de R$ 14 milhões a prefeitura de Ipirá vai receber 12 médicos (sem dúvida, irão para o hospital e UPA) 15 dentistas, 70 enfermeiras e 30 técnicas de enfermagem. Com uma equipe dessa dá para melhorar acentuadamente a saúde. O povo de Ipirá espera que sim.

 


As terceirizações podem ser uma ótima e folgada luva para algumas mãos. Vamos supor que a prefeitura proponha terceirizar o serviço de transporte universitário para Feira e Itaberaba. O cidadão compra seis ônibus, contrata motoristas, arca com os custos de óleo, manutenção, encargos. Faz um contrato milionário de um ano. 


No final do contrato, os ônibus estarão pagos, os encargos atendidos, a taxa de operacionalidade e de lucro no bolso. Tem nada melhor do que isso? A terceirização de mão-de-obra não precisa de capital considerável, nem isso. É sopa no mel.


sábado, 13 de maio de 2023

TEM MOROTÓ NA MERENDA ESCOLAR

Lista dos treze principais contratos milionários (acima de um milhão) realizados pela prefeitura de Ipirá. São contratos com prazos de um ano ou menos. Adianto que deixei as empreiteiras fora desse bolo.

01. Contratação de trabalhadores para a saúde ---- R$ 14.805.954,72

02. Locação de veículos p/ transporte escolar ----- R$ 13.592.979,30

03. Contratação de mão-de-obra para serviços -----R$ 10.183.235,76

04. Aquisição de gasolina ----------------------------- R$   6.916.500,00

05. Coleta de lixo --------------------------------------- R$   5.758.957,08

06. Aquisição de gêneros alimentícios -------------- R$   5.634.290,48

07. Aquisição de materiais de construção ---------- R$    4.483.577,83

08. Fornecimento peças p/ máquinas pesadas------ R$    2.869.199,82

09. Locação de equipamento estruturas (palco) ----R$    2.759.452,00

10. Locação de veículos leves e utilitários --------- R$    2.533.608,00

11. Papelaria --------------------------------------------- R$    1.890.000,00

12. Contratação de cantores --------------------------- R$    1.472.500,00

13. Aquisição de materiais em madeira ------------- R$    1.367.279,31


Esses 13 contratos milionários envolvem uma bagatela de R$ 74.267.534,30 para ser consumido em um ano. Se você está nesse grupo dos 13 contratos, você está de parabéns, pois você é uma pessoa de muita sorte. Entre mais de 19 mil eleitores, você ficar no seleto clube dos treze, significa que você nasceu com o redondo prá lua.


Podemos dizer que essa é a turma que mora na cobertura do edifício jacu e macaco, que neste momento tem como síndico, um representante da macacada: o Excelentíssimo prefeito Dudy. Aí, você já deve saber que essa turma vive na sombra e água fresca, no bem bom, saboreando bebidas envelhecidas em barris de carvalho, digerindo só filé mignon e arrotando ostentação. Basta acompanhar alguns deles nas redes sociais.


Esses dados acima foram obtidos no Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Ipirá, que está localizado no site Transparência Oficial da Prefeitura de Ipirá. Como eles não podem sonegar as informações, então consta a oficialização dos dados.


No outro extremo, morando nos porões do edifício jacu e macaco encontra-se muita gente boa, que não quer acordar para a vida. E uma criança, com pais moradores nestes porões, encontrou um morotó na merenda escolar. Naturalmente, a criança, na sua argúcia, maldou que aquele bicho não era comida e botou a boca no trombone.


Não sei se esse fato é verdadeiro ou trata-se de um acontecimento pontual, mas o que consta é que foi bastante badalado no programa Papo Reto, com o locutor Marcelo Brandão na última terça-feira (09/05).


Não é fácil ficar nesse bloco de quase 19 mil eleitores fanáticos da macacada, passando um perrengue brabo, faltando saúde, com uma educação precária e, ainda por cima, uma merenda meia-boca, quando a prefeitura gasta mais, muito mais de R$ 1.302.297,60 (e esse é um dinheiro federal) com merenda. E o pior de tudo, tendo que sustentar a elite da cobertura com voto, para que eles levem uma existência no bem-bom.


Mas, a administração Dudy está preocupada com a turma do andar de baixo. Gastou R$ 139.725,00 com peixe para a distribuição na Semana Santa. E para ninguém falar mais nada, gastou R$ 312.184,80 com cestas básicas. Totaliza um pouco mais de R$ 450 mil reais. Quem vai negar um voto depois de uma cesta básica?


O governo Dudy está bem na fita. Com pão na barriga e festa no coração o prefeito está bombando. Com festa a prefeitura vai ficar na casa dos cinco milhões. Está com um custo de R$ 4.231.952,00, com mais R$ 66.230,00 de banheiros químicos e mais, mais, mais; o prefeito caiu num atoleiro.


Com sua administração bombando, o homem estourou o índice. Tem gente que diz que o índice de popularidade do prefeito é mais de 89%. Eu não sei e não acredito!


Agora que ele ultrapassou o índice da folha de pagamento do pessoal na Lei de Responsabilidade Fiscal, lá isso ele fez. A LRF diz que é 54%, o homem do jeito que vai, não demora ultrapassar 95% do índice. Contratou meio mundo pela terceirizada; vai fazer Reda; vai fazer concurso para efetivo; vai ter que pagar o piso dos professores; vai ter que pagar o piso da enfermagem. O atoleiro é brabo!


Sinceramente, eu não acredito como o prefeito Dudy conseguiu cair no atoleiro e vai se afogar! O prefeito Dudy tem de consultoria, assessoria e escritório de advocacia, nada mais, nada menos, que oito escritórios, com um custo anual de R$ 1.170.800,00 e não apareceu um filho de Deus que avisasse ao prefeito Dudy que furar o índice da LRF é problema. Será que ele esperava que o contador desse a dica? O contador só fatura R$ 28.000,00. A obrigação era dos oito escritórios. É muito nada vezes nada, para quem leva mais de um milhão.


Agora, o prefeito Dudy vai correr o risco de ficar inelegível. Para que isso não aconteça, caso o caldo esquente, ele vai ter que contratar um especialista muito bom em advocacia para enfrentar a turma do STF, com Alexandre e Rosa na linha de frente. Isso aí é coisa prá mais de dez milhões de reais.


A sorte é que o prefeito Dudy não tirou o chapéu para a sua reeleição. É muita sorte da jacuzada e do povo de Ipirá. Inacreditável é que ele tirou o chapéu para o ex-deputado Jurandy Oliveira. Pense num gato quando saí do quebra-pote! O prefeito Dudy apoiou o deputado Adolfo Menezes, fez de tudo para ver a derrota do filho do deputado JO. Agora que o deputado JO perdeu a eleição, está sem mandato e querendo dá o troco ao prefeito Dudy ele vem tirar o chapéu para o esperto deputado.


Ipirá todo sabe que o ex-deputado não é homem de ficar devendo nada a ninguém. Ele tem um troco para Dudy e vai pagá-lo, custe o que custar e se for com moeda dobrada melhor ainda. Esse prefeito Dudy é muito ingênuo, ele pensa que o ex-deputado JO tá comendo esse H de chapéu tirado da chapeleira, nem da própria cabeça não foi. O que o ex-deputado Jurandy Oliveira quer saber é simples: você vai apoiar Nina Gomes para prefeita?


Ficando inelegível o prefeito Dudy terminará realizando o seu grande sonho: deixar de ser prefeito de Ipirá. Uma coisa é certa, o prefeito Dudy não vai abrir mão de lançar o seu candidato a prefeito, por hipótese alguma, nem que a porca torça o rabo, goste quem gostar. E tem mais, não medirá esforços para elegê-lo. Nem que essa eleição fique na casa dos DEZ MILHÕES de reais. Vocês acham que a turma da cobertura da macacada vai entregar essa pamonha de graça?


Fico preocupado. Eu já vi esse filme em algum lugar. Se acontecer desse pessoal elevar o custo/gasto dessa campanha para vinte milhões de reais, que Deus tenha pena de nós todos ipiraenses, porque aquela turma de meia-dúzia de treze da cobertura vai adentrar e fechar a porta do Céu.


“Deixa de conversa mole e diz se o povo desse lugar ficou de boa!” gritam do primeiro andar.


Continuo minha prosa: dois grupos irresponsáveis, inconseqüentes, aproveitadores e mafiosos lançaram dois candidatos à prefeitura, um era conhecido por Gasolina e o outro por Dinheiro Público. Os dois estavam montados na grana e davam esporadas na barriga da jumenta, quando...; mais uma vez fui interrompido por milhares de vozes do primeiro andar e do porão: “esse lugar é Ipirá?” Não. Ipirá não tem nada com isso. Isso aconteceu no inferno.


 

segunda-feira, 1 de maio de 2023

COM O CADARÇO DO SAPATO NO PESCOÇO, SE APERTAR ...

{STF invalida leis do DF que tiravam terceirização na saúde dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal

Para o Plenário, o regime estabelecido nas normas é contrário ao da LRF

 

Por unanimidade de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais dispositivos das leis de diretrizes orçamentárias do Distrito Federal para os exercícios financeiros de 2017 e 2018 que excluíram dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) gastos com contratos de terceirização na área da saúde pública. A decisão se deu na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5598, proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR), julgada na sessão virtual finalizada em 24/3.

 

Em voto pela procedência do pedido, a relatora da ação, ministra Rosa Weber...  Segundo a ministra, a LRF determina que contratos de terceirização de mão-de-obra devem ser contabilizados sob a rubrica de despesas de pessoal.}

 

 

Olha o que aconteceu com o município de Rio Pardo!

 

{“A Prefeitura de Rio Pardo irá se abster de terceirizar as atividades-fim, as atividades meio e de realizar qualquer terceirização que tenha como objeto a contratação de número determinado de profissionais (intermediação da mão de obra). Em caso de descumprimento das obrigações fixadas, a multa diária será de R$ 5 mil por trabalhador encontrado em situação irregular e a cada constatação.”}

 

 

Vamos à essência da questão. Esse parecer (aí de cima) é do Supremo Tribunal Federal (STF). Na prática consolida uma decisão definida ao enquadrar contratos com empresas de mão-de-obra no limite do índice de 54% regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Mais claro do que isso, só dois disso.

 

 

Uma prefeitura qualquer, com 53% no índice da folha de pagamento do funcionalismo, que resolvesse burlar a LRF, bastaria contratar uma empresa intermediária de mão-de-obra para encher a prefeitura de funcionários e continuava dentro do índice de 53%. A parada estava resolvida.

 

 

O que foi que aconteceu? O STF descobriu essa maracutaia e estancou essa discaração: “êpa, êpa! Para aí, para aí! Isso aí tem que está dentro do índice da LRF”. O que era 53% pulou para 60%.

 

 

Aí o prefeito (o prefeito, viu gente!) vai ter que pagar a codorna estraçalhada por não respeitar a LRF. Quais serão as conseqüências? Sou eu lá que vou saber! O que eu sei é que a decisão é clara e partiu do STF. Não tem mais para quem apelar.

 

 

Eu quero ver se o prefeito Dudy é um homem de coragem para enfrentar uma decisão do STF de peito aberto numa questão com jurisprudência firmada. Comparando com uma situação mais corriqueira, é o mesmo que uma codorna receber um tiro de doze na caixa do peito e quando o atirador for pegar a caça atingida, só encontrar um monte de pena. O prefeito é o atirador e a codorna.

 

 

Não sei qual é o índice da prefeitura de Ipirá, suponho que seja apertado por duas razões: primeiro, o prefeito disse que não ia pagar o piso dos professores por causa da LRF. Segundo, a prefeitura não iria contratar uma empresa intermediária de mão-de-obra por dez milhões de reais se tivesse folga no índice, nesse caso, teria feito concurso público.

 

 

Supondo que o índice esteja na garganta do prefeito: ao fazer esse contrato de dez milhões de reais ele se afundou; ao pagar o piso ele se atola e ao fazer o concurso público, aprovado em primeira votação, ele se lasca, porque o índice de 54% será ultrapassado.

 

 

Na minha simples compreensão, o prefeito não vai pagar o piso dos professores; não vai fazer concurso de Reda e de efetivos, mas vai manter o contrato de dez milhões de reais com essa empresa que contrata mão-de-obra, por se tratar de amigo.

 

 

Pense numa coisa maluca, o prefeito nega-se a estourar o índice da LRF pelos professores e concurso público, mas fecha os olhos quando o estouro vem de uma empresa. Êta, que o prefeito pode levar uma lapada de dez, que vai dá um basta na sua gestão!

 

 

Assim sendo, nada mais justo, do que essa comissão de cinco vereadores disposta a comparecer ao Ministério Público local assim o faça, para levar ao conhecimento desse instituto o que está acontecendo e tenha uma orientação adequada de como proceder para defender a transparência na gestão pública em Ipirá.

 

 

Em Rio Pardo foi assim:

“A procuradora do Trabalho explica que foi movida uma ação civil pública (ACP), após a constatação no inquérito civil (IC) de diversas irregularidades relacionadas à contratação de mão de obra pelo município, especialmente envolvendo a utilização de cooperativas de trabalho. “Trata- se de ação importante, porque sinaliza aos municípios da região a impossibilidade de terceirizar as atividades-fim, ainda mais por meio de cooperativas, como era o caso de Rio Pardo”.

 

 

No mínimo as contas da gestão não serão aprovadas e o prefeito ficará inelegível. Tudo isso dentro da lei. O que não é admissível é que o grupo da macacada impeça por meios nada democráticos a candidatura de um vereador ao Executivo de Ipirá. Isso é de uma covardia e de uma baixeza impressionante.

 

 

Clareando os fatos: um vereador entrou em contato com o diretório regional de um partido em Salvador e conseguiu a direção do diretório municipal em Ipirá. O grupelho de quatro que comanda a macacada ou a cúpula do governo Dudy não gostou, certamente por achar que o vereador quer ser candidato a prefeito, foi lá no regional do partido e pediu para que a sigla não ficasse com o vereador. Passaram o podão no pescoço do vereador.

 

 

Por que esse medo de uma chapa de vereadores ao Executivo em Ipirá? Vereador é inelegível ao cargo de prefeito de Ipirá? Quem fez essa lei? Foi o Congresso Nacional ou as oligarquias (do jacu e macaco) que dominam o município de Ipirá? Vereador só serve para ser vereador? Por que essa idéia de desmerecer a capacidade dos vereadores para a administração do município tem tanto lastro nos grupos do jacu e macaco? Agora, quando o vereador entra em campo para cabalar votos para os doutores e empresários das oligarquias do jacu e macaco, aí ele é bem visto.

 

 

O empresário Joan do Posto São João fez a doação de um terreno para que seja construído um hospital do câncer em Ipirá. Ótimo! Uma boa atitude. Que não seja fruto do interesse de uma pré-candidatura a prefeito, pois a doação ficaria mitigada por um interesse pessoal maior do que a boa vontade. Ipirá não precisa de nenhum ‘Salvador da Pátria’. As duas últimas experiências foram terríveis.

 

 

Uma pena! Que uma doação de um terreno para a prefeitura fazer um Hospital do Câncer em Ipirá não possa ser aceito, pois a prefeitura não tem recursos para fazê-lo. Supondo que o custo fique em dez milhões de reais, a prefeitura não tem essa grana, pois tem um compromisso de dez milhões de reais com uma empresa que contrata mão-de-obra.

 

 

Têm associados que querem entregar o Clube Caboronga para a prefeitura fazer uma Policlínica. Que pena! Mesmo ficando num custo de dez milhões de reais a prefeitura não tem recursos para fazê-la, pois tem um compromisso de dez milhões de reais com uma empresa que contrata mão-de-obra.

 

 

Com dez milhões de reais a prefeitura poderia colocar cascalho em estradas; fazer muitos calçamentos; asfaltar ruas; melhorar a saúde e a educação. Que pena! Não irá fazê-lo, pois o nível de compromisso não deixa. Isso é o sistema jacu e macaco. Um compromisso de dez milhões de reais com uma empresa que contrata mão-de-obra impede Ipirá de realizar muitas obras, ações, prestações de serviços, que beneficiariam a população de Ipirá. Assim caminha o nosso município.

 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

JÁ FOI, PREFEITO DUDY!

Quem disser que é culpa do prefeito Dudy, do governo estadual ou federal está completamente enganado.

 

 

Na realidade, o que está acontecendo?

 

 

A notícia não é boa. A fábrica estava em situação de Recuperação Judicial, no melhor português, estava com as pernas bambas. Nesse período, tinha uma dívida de 500 milhões de reais, mas tinha uma receita (vendas) de 2 bilhões de reais. De lá prá cá, com a pandemia, a coisa não melhorou, sem dúvida piorou e muito.

 

 

Fruto de quê? De uma gestão administrativa equivocada e de desvio de capital do empreendimento para atividades aleatórias e outras finalidades improdutivas. Se não deu para entender, pense numa coisa simples: o sujeito é rico, mas joga dinheiro pela janela, achando que vai ficar mais rico como corredor de carro de corrida. Não era piloto, se lascou e lascou com quem dependia dele.

 

 

Quando aconteceu o desvio de recursos, criou-se um problema de caixa, que redundou em dívidas, que se tornaram impagáveis à curto prazo. Se apertar o parafuso a casa desaba.

 

 

Quando o jegue estanca fica a indagação: e agora, José?

 

 

O que era uma situação de Recuperação Judicial poderá (porque ainda não é) tornar-se uma massa falida.

 

 

Sem capital, poderia pegar dinheiro no sistema financeiro e resolver o problema. Num país de juros altos, se o empresário pegar dinheiro no banco ele se atola de vez. Se pegar! Porque o banco foge de empresa pré-falimentar como o diabo foge da cruz.

 

 

Sem capital, com divida, sem financiador e sem investidores que queiram resolver o problema não tem solução. A burguesia não compra abacaxi com cheiro de banana podre.

 

 

Sem capital, com grande dívida, sem empréstimo de bancos, sem investidor, como vai comprar matéria-prima para a produção? Os fornecedores fecharam as portas. Qual é o fornecedor que vai abrir as torneiras para fabricantes sem capital para adquirir matéria-prima? Os fornecedores vão vender e entregar matéria-prima aos concorrentes estáveis nesse momento. Aos embananados só fornecem com dinheiro à vista e a prioridade é dos que estão numa boa.

 

 

Sem capital, com grande dívida, sem banco, sem investidor, sem fornecedor, parou a produção. Sem poder produzir, as grandes marcas (grandes clientes) suspendem os pedidos e não adiantam valores financeiros antecipados pela produção. Não tem jeito, assim vai perder os grandes clientes, ou seja, marcas de expressão. Você acha que os grandes clientes devem ajudar uma fábrica que não tem couro, linha, cola, etc, para produzir? Estes vão fazer seus pedidos às unidades de produção capazes de atendê-los. Essa é a lógica capitalista.

 

 

Sem capital, com grandes dívidas, sem bancos, sem investidores, sem fornecedores, sem produzir e sem grandes clientes, como sair dessa enroscada? Como tem patrimônio, vendendo metade para salvar a outra metade.

 

 

Até agora, não apareceu comprador para essa massa quase-falida. Aí só aparece comprador avarento, querendo comprar bolacha quebrada e enfiando a faca até o cabo. Sem lenço e sem documentos, portanto existem poucas saídas.

 

 

Resumo do big brother: sem capital, com grandes dívidas, sem bancos, sem investidores, sem fornecedores, sem produzir, sem grandes clientes e sem compradores, a gigante prostrou-se de quatro e não tem outro recurso a não ser a concordata e a falência. O fechamento é uma questão de tempo. A fábrica já foi! Na boca do desespero estão os trabalhadores.

 

 

Sobrou para os trabalhadores. E agora, José?

 

 

Agora, eu só posso relatar a ironia da história. Os operários da fábrica em Ipirá estão na iminência de tomar um toco ou um ‘derruba’, um provável calote. Nesse momento delicado, quem é o melhor defensor e orientador para a classe operária de Ipirá? O seu sindicato. Quem nunca valorizou o sindicato, estava totalmente equivocado em sua maneira de ver ‘como defender os interesses e direitos da classe operária.’

 

 

Mas, tem um advogado trabalhista de larga experiência nesse conflito de luta de classe, que sempre esteve ao lado dos trabalhadores na defesa de seus interesses e direitos, principalmente, nos momentos mais decisivos e nos embates judiciais mais complexos e embaraçados. Trata-se de um dos maiores advogados trabalhistas da Bahia.

 

 

O advogado e militante político das causas e lutas dos trabalhadores é o advogado Carlinhos Oliveira (conhecido por Carlinhos de Bartolomeu), que, também, é ipiraense e um dos fundadores do Sindical em Ipirá.

  

 

A história é caprichosa. Muitas vezes, o companheiro que é colocado na geladeira no jogo político, mas quando o fogo atinge a proporção de incêndio, ele é o mais indicado para queimar as mãos, pois é o mais qualificado e preparado, justamente, por ter sido forjado na luta pela causa dos trabalhadores.

 

 

Ipirá está vivenciando a sua terceira experiência (Nestlé e Parmalat) de uma grande empresa capitalista que fecha as portas aqui em Ipirá, isso ao vivo e à cores. E a sociedade nunca acordou e nunca parou para discutir com profundidade esse tipo de problema. O ‘sistema de politicagem jacu e macaco’ cegou nossa comunidade.

 

 

Nesse quadro, o município de Ipirá fica com a corda no pescoço. A situação vexatória em que se encontra a fábrica de calçados não é nada interessante para o nosso município. Sua economia será atingida fortemente e a sociedade sofrerá uma baixa irreparável, pois a classe operária estará sofrendo baixas de parcelas significativas em seus quadros, ao perder para o desemprego. Um colapso.

 

 

No regime capitalista liberal é assim mesmo, quem não se estabelece com competência que se lasque. É um princípio do mundo capitalista. O governo vai dá dinheiro público para empresário incompetente ou ladrão para sair do buraco? Não pode e não deve.

 

 

Com Ipirá na beira do abismo; com a classe operária ipiraense na beira do precipício; eu coloco um título totalmente fora da ordem: já foi, prefeito Dudy!  Explico.

 

 

Se Ipirá está com a corda no pescoço, a gestão do prefeito Dudy está com o cadarço do sapato enrolado e apertando o próprio pescoço com esta definição:

 

STF invalida leis do DF que tiravam terceirização na saúde dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal

Para o Plenário, o regime estabelecido nas normas é contrário ao da LRF

 

Por unanimidade de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais dispositivos das leis de diretrizes orçamentárias do Distrito Federal para os exercícios financeiros de 2017 e 2018 que excluíram dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) gastos com contratos de terceirização na área da saúde pública. A decisão se deu na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5598, proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR), julgada na sessão virtual finalizada em 24/3.

Em voto pela procedência do pedido, a relatora da ação, ministra Rosa Weber...  Segundo a ministra, a LRF determina que contratos de terceirização de mão-de-obra devem ser contabilizados sob a rubrica de despesas de pessoal.

 

 

Prefeito Dudy! V. Exa. já parou para pensar em que buraco seus amigos o colocaram?

Esse artigo será postado no dia 1º. de maio (segunda-feira)