domingo, 10 de dezembro de 2023

BARALHOU A EMBRULHADA

Nestes três anos de mandato, a grande realização do prefeito Dudy foi destruir a macacada e a grande realização do ex-prefeito Marcelo Brandão, na gestão passada, foi detonar a jacuzada. Embaralhou tudo.

 

O dono do baralho é o prefeito, mas quem dá as cartas é o ex-prefeito Dió. Simples assim! O prefeito Dudy, sacando do bolso do paletó, lança a pré-candidatura do seu genro para a sua sucessão. O ex-prefeito Dió aceita, acata e bate o martelo: “esse é o candidato que eu defendo!”

 

O líder Antônio Colonnezi, sem ser ouvido, nem escutado, escorregou para o lado do ex-deputado Jurandy Oliveira, em apoio à esposa deste como pré-candidata à prefeitura de Ipirá. Rachou o grupo dos macacos.

 

O líder Antônio Colonnezi, não sendo o prefeito, deixou de ser o dono do baralho e tem mais: não tem contato de amizade pessoal com o senador Otto e com o seu filho deputado federal; não é visto como representante pelo PT estadual. Assim sendo, perdeu gordura, perdeu estatura e declinou o status de liderança. Uma coisa é certa e comprovada: não é mais o dono do baralho.

 

Apressado come cru. A pressa da federação em aderir e adentrar na boquinha ou na toca do macaco ficou bem próxima do delírio que significa começar uma campanha para prefeito de Ipirá um ano antes do pleito. Loucura total! Tanto que tá tudo paralisado.

 

A federação exigiu as cartas (vice, secretarias, etc) que achava que tinha direito e foi perguntar depois à figuraça que dá as cartas.  Quem dá as cartas pela macacada?

 

O líder Antônio Colonnezi? Não. O prefeito? Calado estava, calado ficou. Quem deu as cartas foi o ex-prefeito Dió, o grande chefe e líder maior da macacada neste momento de arrumação.

 

Exigiu calma: “vamos com calma!”. A desculpa foi clássica e a saída foi monumental: “é muito cedo para se decidir as coisas, tem muitas forças para chegarem e são, também, merecedoras do que vocês exigem.” Grande paulada na ganância dos federados!

 

O entendimento é bem simples: o PT local já estava dentro do surrão, quem chegou não deixou a ‘farinha pela rasura’. Somando pouco, não são merecedores de abocanhar a gordura desejada no entendimento do novo chefão da macacada, o antigo jacu ex-prefeito Dió. Feliz Natal e um próspero Ano Novo para todos vocês. Sem dúvida, será!

 

O baralho come solto é na fábrica de calçados. Depois de muita conversa-mole nos trâmites processuais, foi dada como finalizada a recuperação judicial da fábrica de calçados que atua em Ipirá.

 

Uma dividazinha anotada em papel pardo de botequim, uma bagatela de R$ 638,5 milhões. Vendeu uma porção de lojas do setor varejista a um grupo paulista. Fez um simples pagamento de R$ 7,37 milhões aos credores e a justiça liberou o baralho.

 

Por conta de quem? Quem dá as cartas? Não dá para imaginar que tudo está salvo e resolvido. Seria ingenuidade acreditar que essa empresa vai voltar a ser o que foi um dia, de um dia para outro.

 

Vai voltar a atuar no mercado com dificuldades. Qual é o banco que vai fazer aporte de capital para tocar o baralho adiante? Não vou longe, pergunte qual é o agiota de Ipirá que quer emprestar dinheiro a essa fábrica?

 

Esse é o grande problema. Não tem crédito com os fornecedores, nem com o sistema financeiro. Deixou seu trabalhador numa situação difícil, ao botar em suas mãos uma carta marcada do baralho, que lasca o trabalhador, uma situação conhecida por ‘lay off’, que prevê a suspensão temporária do contrato de trabalho ou a redução da remuneração e da jornada de trabalho. Imagine uma carta dessa!

 

No baralho da fábrica está carregado de atraso de salário, atraso no recolhimento do FGTS, demissão de empregados sem o pagamento dos valores rescisórios. A carta de paus só quebra nas costas do trabalhador.

 

No Ceará, o governo firmou um Termo de Compromisso com a fábrica, com a antecipação de créditos no valor de R$ 23 milhões em duas parcelas. Em contrapartida a garantia do funcionamento por 31 meses. Um baralho que joga o jogo para debaixo do tapete.

 

Na Bahia, o governo fica dizendo que tem quatro empresas interessadas em se instalar na cidade. Mas, não bota as cartas na mesa. É jogo de carta marcada e viciada, que não sai do baralho fechado,

 

A conversa é simples: você que é operário da fábrica, o que você está produzindo no seu dia de trabalho? Mais do que antes? Quase nada? Desconfie! Dá para cobrir os custos fixos da produção? Se não dá, nem fazendo pacto com o diabo vai salvar essa fábrica da falência.

 

E o problema que os trabalhadores da fábrica têm é com essa fábrica e não com uma provável que vai chegar, que ninguém pode garantir que vem. A carta que interessa é uma ação que vise assegurar os recursos para o pagamento das rescisões e de dívidas com os trabalhadores da fábrica. É tudo muito difícil, até mesmo desejar um Feliz Natal e próspero Ano Novo nestas condições.

 

O baralho continua. A carta que martiriza o município de Ipirá é a famigerada seca. Uma estiagem prolongada que torna a vida do catingueiro difícil e tormentosa.

 

Não tem jeito, mostramos a nossa cara. Estamos no nosso mais antigo e secular jogo de baralho. O produtor rural mostra as suas agruras. Para socorrer seu rebanho de forma precária, utiliza-se dos poucos recursos e da própria aposentadoria, de maneira que, empurra sua família para uma insegurança alimentar indesejável. É a roda viva do nosso município.

 

Morre o bicho fica o dono, sem bicho! Sem produção cai a renda. Sem renda fica a necessidade. Sem produção, sem renda, sem indústria e com necessidade, a prefeitura fomenta a indústria do carro-pipa. Em novembro foram R$ 357 mil reais nesse serviço. Vou desejar um Feliz Natal para os empresários da prefeitura e, naturalmente, um próspero Ano Novo, que não faltará.

 

A grama do jardim do Puxa está seca de dá dó. Não tem molhação que dê jeito. Numa seca ‘braba’, com precariedade e falta de água, vai ficar jogando água fora? Como fica o morto desse jogo de buraco? Com jacu e macaco é esse o baralho que o povo mistura.

 

Observe a embrulhada da cidade de Ipirá. Com seca e estiagem, sem fábrica e sem renda. Qual é a proposta do jacu e do macaco para este município?

 

Justamente numa fase de expansão provocada pela iniciativa privada, com a descentralização comercial do centro da cidade, seu ponto de movimento mais antigo. O comercio de Ipirá está se abrindo para outras áreas da cidade.

 

O Centro de Abastecimento é o mais recente. Com o atacadão que vão fazer em frente à fábrica essa área poderá adquirir volume de movimentação considerável. O que a prefeitura vai fazer com o Parque de Exposição para movimentá-lo cotidianamente? Essa área é a carta da vez.

 

Outra área que poderá ganhar um movimento acentuado na nossa cidade e ter um grande destaque será o setor em que ficará localizada a UNEF – Campus Ipirá – BA, com 49 cursos de nível superior. O que a prefeitura vai fazer para melhorar essa área?

 

Ia esquecendo: Feliz Natal aos jogadores de baralho desta terra muito próspera para poucos, em tempo de crise.

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

AS PONTES GÊMEAS SERÃO FEITAS

A prefeitura de Ipirá está cheia de bufunfa, também conhecida por grana ou dinheiro. São 62 milhões de reais. Tudo isso são recursos livres na conta, que também é conhecida por cofre público ou bocapiú, até mesmo caçoar ou buraco do brim.

 

Essa notícia é falsa ou verdadeira? É a mais pura verdade. Qual é a fonte? É a prestação de conta de três em três meses do governo Dudy (promessa de campanha)? Não, porque o governo Dudy não caminha por essa transparência que presta contas aos munícipes em Praça pública.

 

Essa notícia foi transmitida por uma pessoa da cúpula do grupo do prefeito, uma pessoa idônea, de confiança do gestor e que merece toda credibilidade, portanto merecedora de toda confiabilidade.

 

São 62 milhões de reais de recursos livres. Imagino eu, que nem os vereadores são sabedores desse montante de dinheiro disponível pois, se sabedores fossem, estariam reivindicando melhorias para suas comunidades.

 

Que o dinheiro está pegando picula na conta da prefeitura, lá isso está, pois se não estivesse o representante do prefeito (D-------) não teria garantido com uma convicção tão retumbante e desafiadora, justamente, em um momento tão difícil para as prefeituras da região e muitas vezes até, indo de encontro ao chororô do prefeito Dudy, que fica dizendo que não tem recursos ou que os recursos públicos estão escassos. Deixa transparecer que o prefeito é um grande ator.

 

Com tanto dinheiro livre na conta (62 milhões de reais) por que o prefeito não paga o piso dos professores? Por que não paga o piso da enfermagem? A justificativa é muito simples: porque esses recursos estão projetados para a realização de obras e Ipirá virou um canteiro de obras. Será que professores e enfermeiros vão comer um H desse? Que se danem professores e enfermeiros!

 

São 62 milhões de reais para a realização de obras. Por que a prefeitura não faz duas pontes no esgoto da rua descendo o Centro Espírita? É uma obra em torno de um milhão de reais. Não faz por ruindade ou por não saber que as pontes lá existentes são feitas com madeira podre e velha? Um risco de morte para crianças e idosos que são obrigados a passarem pelas pontes existentes. Abra os olhos, prefeito!

 

Com 62 milhões de reais dá para calçar quantas ruas? 62 ruas de um milhão de reais. 124 ruas de quinhentos mil reais. 248 ruas de 250 mil reais. 496 ruas de 125 mil reais. Dá para calçar Ipirá toda. Seria um grande passo da administração Dudy: “Ipirá não tem uma rua na lama e na poeira, agradeçam ao governo Dudy.” Seria ótimo, se assim fosse!

 

Quantas obras tem o governo Dudy com recursos livres? O representante do prefeito não disse. Não disse porque não é pra dizer. É pra fazer uma mistureba com as Emendas Parlamentares, para no final das contas ninguém ficar sabendo o que veio de lá e o que saiu daqui.

 

Em 2023, o governo Dudy realizou, pelo menos, 13 contratos de mais de um milhão de reais com empresas diversas, numa somatória de mais de 75 milhões de reais. Somados aos 62 milhões de reais dá um valor de 137 milhões de reais. Um município que recebe em torno de 13 milhões de reais mensal, 156 milhões de reais num ano. É dinheiro que não acaba mais! Tem que trabalhar, prefeito!

 

O informante da prefeitura informou que a gestão do prefeito Dudy tem 90% de aprovação popular. Que pesquisas são feitas constantemente por três institutos de pesquisas diferentes para calibrar o resultado. Não disse quem paga as pesquisas, se prefeitura ou particulares. O interesse maior é saber quem tá bem na fita para o próximo pleito.

 

Caro leitor, desse blog! Percebestes bem o que interessa e o que é verdadeiramente interessante? É muito dinheiro público na jogada. O prefeito tem que prestar contas do que faz, do que gasta e como gasta, seja ele quem for. Em Ipirá essa prática nunca existiu, nem vai existir. Pois bem, ninguém é santo!

 

Calçamento de uma rua com dinheiro público. Tanto faz emenda parlamentar ou recursos livres, é dinheiro público. Mas o cidadão tem que ficar devedor e cativo à boa vontade do governante. Não devia ser assim! Sabe, por que? Porque eles não falam da má vontade do governante quando ele deixa de realizar a obra tão necessária e importante para a comunidade. As duas pontes gêmeas de cimento para a comunidade, por exemplo?

 

Toninho Malvadeza (ACM) quando realizava uma obra, a população tinha que ficar com aquela dívida (paga com voto) por gerações. Quanto mais geração melhor.

 

Guardada as devidas proporções, o informante da prefeitura disse que o governador Jerônimo vem aí (dia 30) para inaugurar o asfaltamento da rua do estádio de futebol, a escola de tempo integral e anunciar a Policlínica, que o terreno já foi adquirido. Montado na garupa do governo do Estado a popularidade do prefeito Dudy deve saltar para 95%.

 

Observe como é o esquema. A Policlínica é uma promessa (vale voto); a compra do terreno é um indício (vale voto); a assinatura da ordem de serviço é um encaminhamento (vale voto); a feitura da obra (vale voto); a inauguração (vale voto); o atendimento (vale voto). Quanto tempo levou para essa Policlínica chegar anunciada? Anos e mais anos. Demorou, você sabe, porque teve que passar por Itabuna, Itapetinga, Itaberaba, para chegar em Ipirá! Tá entendido e compreendido.

 

Ipirá só recebe uma obra do governo do Estado por mandato (uma obra de quatro em quatro anos); pelo menos agora, com o governador Gerônimo, chegaram o asfalto de várias ruas, a escola e a promessa da Policlínica. Que não falhe, que não demore, que não dê xabú.

 

Eu tenho uma certeza: se o prefeito Dudy fizer as duas pontes gêmeas (dinheiro tem) sua popularidade vai saltar para 99%. Mesmo assim, o informante da prefeitura parece que está preocupado e obcecado por uma pesquisa que estabeleça 100% para o prefeito Dudy dentro da sua padaria. Não é nada fácil.

 

Com muito dinheiro para gastar nas eleições; com 90% de popularidade; realizando obra até no céu; montado na garupa do governo estadual e federal; com o presidente Lula pedindo voto para seu candidato; como é possível que o prefeito Dudy perca as Eleições 2024? Não tem como! Só mesmo, se houver eleições. Por isso tanta ladainha. 

domingo, 19 de novembro de 2023

IPIRÁ ESTÁ SATURADA DE JACU E MACACO

A crise política do sistema jacu e macaco no município de Ipirá parece fogo de monturo, queima por baixo do pano e não tem água que apague.

 

Na macacada está demarcada a disputa pela liderança do grupo. De um lado o líder Antônio Colonnezi e do outro o ex-prefeito Dió e o atual prefeito Dudy. Trata-se do conhecido canto de carroceria aplicado na beira de um precipício. Quem cair não sobreviverá como líder. Deixará a condição de protagonista para a de simples coadjuvante. Trata-se de uma rasteira bem dada.

 

Toda vantagem é de quem está sentado na cadeira do prefeito. Sendo Dudy uma pessoa de pouco traquejo político, naturalmente quem dá e estabelece todas as coordenadas é o grande Dió, o Ninja da Parada. Caso consiga vencer as próximas eleições em 2024, ninguém poderá ter dúvida, será o grande pensador, articulador e chefe da politicagem no município de Ipirá. O maior de todos os tempos. Só na moita!

 

O ex-prefeito Dió começou a vida política no município de Ipirá como um serviçal da jacuzada, pronto e preparado para fazer qualquer trabalho político sujo no interesse da oligarquia Martins (tomar de assalto o PMDB). Esperto que nem crocodilo na hora do bote para comer a galinha, percebeu que na jacuzada não teria vez e seria um simples ajudante de ordem. O que fez? Pulou de galho, saiu do ninho do jacu e entrou na toca do macaco.

 

Bem recebido virou prefeito. Posou de bom moço e esperou o momento certo para dar a estocada. O trabalho é agora Ipirá. O prefeito Dudy tirou do bolso do paletó a candidatura do seu genro para a sua sucessão. Antônio reprovou; Dió aprovou; o ex-deputado Jurandy Oliveira se afastou. O ex-prefeito Dió vai colocar a estrela de campeão da série B na camisa, mesmo sendo torcedor do Bahia. É assim que o crocodilo jantará a galinha.

 

A jacuzada também navega por mares tenebrosos. Não tem muito o que fazer. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come; esse ditado nunca foi tão bem apropriado. Sem prefeito, sem governador, sem presidente e com Marcelo Brandão insistindo em ser o melhor prefeito que Ipirá já teve, em tudo e contra todos, nada mais promissor do que abrir o guarda-chuva e aceitar na sua sombra os trânsfugas da toca do macaco. Embaralhou e embananou tudo.

 

Aí o sistema jacu e macaco entrou em parafuso e deu pane. O macaco apoia um sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira; o jacu apoia a esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira. Se um dos dois desistirem, ainda tem outro sobrinho (Jota Oliveira) do ex-deputado Jurandy Oliveira engatilhado, pronto e preparado para assumir a vacância. Durma com um barulho desse e não tenha pesadelo com o crocodilo querendo almoçar a galinha do seu poleiro.

 

Observe bem observado: onde foi parar a crise do sistema jacu e macaco? No colo da família Oliveira. De boa; com um presentaço ofertado pelo sogro ou pelo esposo: a prefeitura de Ipirá. Dois candidatos da mesma família (Oliveira) disputando a prefeitura de Ipirá.

 

Não tenham dúvida, Ipirá bebeu a água de Itaberaba. Lá é Mascarenhas e aqui é Oliveira. Lá o povo pensa que a briga é verdadeira; aqui o povo vai pensar que a briga é a vera. Tanto lá, como cá, tanto faz crocodilo ou jacaré, eles gostam de saborear uma galinha, desde quando haja o descuido do povo.

 

Com pena da crise vivida pelo jacu e macaco aparece a Federação Brasil da Esperança, em Ipirá, querendo jogar água e apagar o fogo do monturo. Dessa crise só restará as penas da galinha. Por que não deixar o braseiro virar o fogo incontrolável do inferno?

 

“Não, não, não é isso! Queremos a canja da galinha.” Nada mais difícil de ouvir do que: “não adianta ficar conversando aqui, vamos saber o que eles têm para nós.” Desde quando deveremos ter um desprezo categórico pela conversação intensa entre os nossos pares?

 

A Federação Brasil da Esperança, no município de Ipirá, tem três vereadores (a) na atual legislatura. Qual é o principal objetivo desta federação para o pleito eleitoral municipal de Ipirá em 2024?

 

Manter as três vereanças e ampliá-la. Isso seria uma vitória política, pois representará um passo importante na manutenção da representação popular independente nesta importante Casa do Povo. O trabalho dos vereadores eleitos (pela federação) em sintonia para tirar o poder imperial do prefeito.

 

Outro caminho é apresentado: abiscoitar secretarias e ter participação no governo.

 

Vê lá se: o esquema de administração de jacu e macaco tem abertura para participação coletiva e ampliada? Vê lá se: essas candidaturas do jacu e macaco possuem o desprendimento para abrir a administração e a caixa-preta da prefeitura para o prefeito deixar de ser uma figura imponente, poderosa e vaidosa? Nem aqui, nem mesmo na curva do inferno.

 

Proponham: um conselho de gestão amplo, livre e sem rendimentos para auxiliar a administração no município de Ipirá.

 

Proponham: um programa mínimo de governo para ver se eles aceitam. Os prefeitos jacu e macaco são eleitos dentro de um esquema e interesse altamente pessoal.

 

Proponho: que as secretarias oferecidas sejam ocupadas pelas candidaturas à vereança da federação mais votadas, que não forem eleitas no pleito municipal de 2024.

 

Perdão! Vou retornar para a realidade. A tabuleta colocada na porta principal e da entrada está escrito: não aceitamos propostas.

 

O prefeito de Ipirá é prisioneiro de um esquema que impede o desenvolvimento real e verdadeiro do nosso município. Um esquema do qual o povo não participa, no máximo pensa que escolhe. Está sugestionado. Trata-se de um viés particular que faz do prefeito um semideus na localidade.

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

A NOVA CASA DOS ESTUDANTES DE IPIRÁ


Através das narrativas e celebrações ocorreram de maneira clara e bem intencionada a ocultação e o silenciamento do passado, que foi posto de lado, em cadeiras brancas de plástico. Um esquecimento? Não, mas simplesmente a vontade de fingir que o passado não existe.

 

Ipirá, década de 1950. Só existia o curso primário, compactado no prédio da grande (para a época) escola Góes Calmon. Mandar os filhos para fazerem o ginásio (anotem bem, o ginásio) em Salvador era privilégio de duas famílias (só e somente só). Alguns comerciantes mandavam seus filhos estudarem no internato em Jequitibá (Mundo Novo), mas não passava de uma rural de estudantes.

 

E a juventude ipiraense deste período? Estava sujeita e presa ao destino traçado pela migração forçada em busca de ‘calça de veludo ou bunda de fora’. Não havia oportunidades (no plural). Era empurrada para o trabalho na construção civil e no setor de serviços na cidade grande, de preferência Rio de Janeiro e São Paulo. Ninguém pensava em estudar, nem sonhava com isso. Era somente trabalho para a dura sobrevivência. Estudar era um sonho impossível (pense em seus avós e seus pais e faça uma reflexão).

 

Ipirá, década de 1960. Em 1961, um raio abençoado caiu sobre essa terra e surgiu o Ginásio Ipiraense (não sei o porque os políticos não se arvoram de ser o patrono desta criatura) era Cenecista e não era gratuito (uma pequena mensalidade), que muitos não podiam pagar. Ipirá sempre foi uma terra do sufoco para as camadas carentes.

 

E a juventude da época? Continuava à mercê da migração. Para o trabalho que garantiria a sobrevivência na construção civil, corte de cana e setor de serviços nos grandes centros sulistas. Com a possibilidade de fazer o curso ginasial (aqui em Ipirá) ampliou-se as reais necessidades da juventude, mas o passo seguinte estava travado (não havia o curso colegial em Ipirá). Só e somente só, seis famílias tinham condições de mandarem seus filhos para estudarem em Salvador. Algumas outras (contadas nos dedos das mãos) em Feira de Santana. Os tempos continuavam duros, incertos e imprevisíveis para o jovem ipiraense.

 

Ipirá, final da década de 1960 e início da década de 1970. Uma coisa estava clara, a juventude da época tinha a necessidade de dar continuidade aos estudos. Ipirá não tinha o colegial (2º. Grau). Como realizar esse sonho e concretizar essa possibilidade?

 

Neste período, chegou a maior escola que essa terra já teve, o Polivalente (1º. Grau). Vai perder essa condição para essa escola de tempo integral que está por inaugurar. Ipirá, naquele período, continuava carente de uma escola de 2º. Grau e a demanda tinha aumentado substancialmente com a chegada do Polivalente.

 

A juventude continuava condicionada à migração forçada. Neste momento, por necessidade de trabalho para a sobrevivência, mas com um sonho de estudo como uma esperança, mesmo havendo grandes dificuldades para compatibilizar as duas necessidades.

 

Uma coisa é certa, embora não garantida, a juventude ipiraense colocou na sua agenda a necessidade de estudo, não só e somente só o trabalho. O estudo em primeiro lugar, mesmo que acoplado ao trabalho. Salvador, a capital da Bahia, passou a ser visualizada.

 

Em Salvador havia a movimentação prol fundação de residências estudantis na capital. A RUF (Residência Universitária de Feira de Santana) foi a primeira residência e tinha José Pires Caldas como um de seus fundadores. Em contato e através do ipiraense Luciano Cintra essa ideia de residência ganhou corpo e conseguiu atingir mentes e corações. Teve início as conversas e reuniões. A reunião decisiva teve a participação de Luciano Cintra e Carlinhos Oliveira (de Bartolomeu), dois baluartes na luta pela residência estudantil de Ipirá, com o poder municipal (o prefeito na época era Jurandy Oliveira), que se responsabilizou pelo aluguel.

 

O próximo passo: a concretização da residência. Na época, em Ipirá, havia dois grupos de jovens com a intenção de estudar fora, fazer o colegial (2º. Grau), um em Salvador e o outro em Brasília. O de Salvador comprometido com a fundação da AEIPI e da residência, queria que recursos arrecadados pela turma fossem canalizados para a residência. O de Brasília para uma viagem e essa opção foi a vencedora. O grupo de Salvador foi contemplado com a residência, conquistada com muito esforço e muita luta. Neste momento, já havia muitos protagonistas.

 

Rua Joaquim Maurício, 18 – Ladeira da Fonte das Pedras ou Fonte Nova, Nazaré, Salvador, Bahia. Este era o endereço da juventude de Ipirá.

 

Uma comunidade ipiraense para enfrentar o anonimato da cidade grande. O acolhimento dos que chegavam para os ensinamentos básicos (pare no sinal vermelho). Mudamos a geografia humana da ladeira. A casa era um dos grandes clientes do supermercado Unimar (pelo menos na exigência da nota fiscal). Enchíamos a Fonte Nova no xaréu do clássico Guarani x São Cristóvão, para a surpresa do locutor da Rádio Sociedade: “a torcida deixou para entrar agora, no final do jogo. Onde estava essa gente?” Na residência, é claro. A residência serviu de socorro para pessoas que desmaiaram e ficaram tontas num engarrafamento humano provocado por um BAVI. Cuidávamos da própria vida e éramos responsáveis por ela.

 

O trabalho da memória é um passo indispensável. Por mais de meio século a AEIPI foi construindo sua identidade e a Casa do Estudante de Ipirá tem uma identificação apropriada com a juventude ipiraense, sacramentada por muitas gerações, dos mais diversos tempos.

 

É inegável a dimensão social da residência para a juventude ipiraense, consubstanciada no número de famílias (simplesmente duas) na década de 50 que mandavam seus filhos estudarem em Salvador, para mais de dois mil residentes que passaram pela casa durante sua existência, são mais de 1500 famílias ipiraenses contempladas. A Casa do Estudante de Ipirá teve a ousadia de dizer não e romper com uma lógica que predominava em nossa cidade, onde só os filhos das camadas abastadas podiam estudar na capital.

 

A residência tornou-se a base da experiência compartilhada por muitos jovens na busca de um sentido verdadeiro, concreto, com variadas possibilidades para a casa dos estudantes, até mesmo, essa beleza romântica e literária destacada no importante pronunciamento do ex-residente Genecarlos Santiago.

 

Não podemos negar esta semente que brotou por uma necessidade, num devido e apropriado momento. Não devemos silenciar, ocultar e encaminhar para o esquecimento uma trajetória de luta e conquistas. São muitas e diversas interpretações e narrativas.

 

Na solenidade foi um lapso não colocarem a palavra aos ex-presidentes de AEIPI que estavam presentes (não fui presidente da casa) eram representativos.

 

Foi exposta a narrativa de uma nova etapa da Casa dos Estudantes de Ipirá iniciada com a gestão do prefeito Dudy “A NOVA CASA” adquirida com 62% de recursos da prefeitura na gestão Dudy e 32% de emenda parlamentar do deputado Daniel Almeida, fato não mencionado. Necessário dizer que se trata de dinheiro do povo.

 

Evidente que o gestor Dudy resolveu uma pendência que perdurava por décadas. A gestão passada do prefeito Marcelo Brandão fez a sua parte, mantendo a casa no aluguel. A gestão Dudy foi mais além, foi mais eficaz e resolveu o problema de forma categórica e definitiva. Resta aos residentes a devida consciência pelo zelo e manutenção do patrimônio da juventude das camadas populares de Ipirá.

 

Dou uma sugestão. Que os residentes aumentem as regras do Regimento Interno para coibir qualquer tipo de vandalismo que deteriore a casa e até mesmo, que seja feita uma comissão de pais de residentes para acompanhar as condições materiais da residência dos estudantes das camadas populares de nossa terra. Consciência gente!

 

Exmo. Sr. Prefeito Edvonilson Santos, quero dizer que V.Exa., está de parabéns ao adquirir uma casa em condições de oferecer uma vida com dignidade aos estudantes ipiraenses.

 

Quero dizer, também, a V. Exa. prefeito Dudy, que mesmo que façamos um esforço gigantesco para recusar em se conformar com o passado, a velha casa do estudante da ladeira, brocada pelo Metrô de Salvador e os escombros da casa do Tororó deixam uma lição bem simples: TETO com liberdade, independência e autonomia representam a dignidade que todas as pessoas precisam e todos reconhecem. Viva a AEIPI; viva a Casa do Estudante de Ipirá.

sábado, 28 de outubro de 2023

FEDERAÇÃO TENTA ATRAPALHAR A SELEÇÃO DE IPIRÁ


Pare a leitura! Não leia porque esta notícia é fake News. Eu tenho uma coisa importante para falar de federação, um furo de reportagem, mas não se trata de Federação Baiana de Futebol. É sobre a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

 

Vamos começar pela Federação (PT, PCdoB, PV) na cidade de Jacobina, o prefeito é do PCdoB (não conheço e não sei se faz uma boa administração) e tem direito à reeleição. Acontece que uma pré-candidata a prefeita deu uma entrevista no podcasts Interior Baiano. Bem falante, inteligente e bem articulada é uma pré-candidata petista. Dentista por profissão, foi candidata nas Eleições Municipais de 2020 e teve 10% dos votos.

 

Ela acha que ganhará as próximas eleições, não sei se tem por base alguma pesquisa. Ela acha que o prefeito não deve ser o candidato da federação. Mesmo tendo o direito, não tem a exclusividade e ela quer substituí-lo na chapa da Federação. Tece uma série de críticas à administração afirmando que não tem transparência; que tem dívidas com fornecedores e funcionários; que os conselhos não atuam; etc e tal.

 

Simplesmente, ela espera que um determinado Conselho Político estadual assine em prol de sua candidatura pela federação e que o prefeito se quiser ser candidato saia do PCdoB e vá para outro partido. Dá para entender uma armadilha dessa? Se não tiver seu plano aceito, será que ela vai sair do PT para ser candidata por outro partido? Quero ver como vai terminar esse bafafá.

 

O outro caso de Federação (PT, PCdoB e PV) está acontecendo em Ipirá. A Federação caiu nos braços do prefeito Dudy e vai apoiar Thiagão se este for realmente o candidato. Prego batido e ponta virada. Tudo indica que sim. E daí?

 

Para as devidas precauções, envio uma sugestão para a vereadora Luma: caso a vereadora não vote em Thiagão, nem no Dudy, de jeito nenhum, aguarde a janela partidária, peça sua transferência para outro partido (fora da federação) e concorra à reeleição, porque a carta já está marcada.

 

Um conselho para o blogueiro Agildo Barreto: se o blogueiro não vota em Thiagão, Nina e Dudy, não tem outra saída vote no jegue. “Diga logo o número, porque eu não voto de jeito nenhum em nenhum dos três”. O número do jegue é noventa.

 

Você não lembra daquela senhora que sonhou com um jegue carregado de cana-de-açúcar na ladeira da Caboronga e queria jogar no bicho. O sonho foi desvendado por outra senhora: “cana tem nó e jegue tem venta, una nó com venta que dá noventa”.

 

Três vereadores valem mais do que cinco secretarias. Não estou dizendo que a Federação (PT, PCdoB e PV) está querendo secretarias, apenas estou fazendo uma comparação para dizer que secretarias o prefeito eleito dá e tira com uma canetada e o mandato do vereador o prefeito tem que engolir, porque só acaba quando termina.

 

Observe o panavoeiro: eleitor do prefeito jacu não vota em vereador do prefeito macaco; dizendo em outras palavras; eleitor de direita da candidata Nina não vota em vereador da esquerda. Onde os vereadores da esquerda vão conseguir votos? Na direita do prefeito Dudy.

 

E o que é que vai acontecer? Uma inflação de candidatos a vereadores no lado da direita do prefeito Dudy. Serão dezesseis candidatos da esquerda, mais dezesseis candidatos do PSD e se houver outro partido mais dezesseis. Tem vereador da atualidade do PSD que vai sobrar com 1.300 votos. Quem não tiver uma capanga de dinheiro não conseguirá encher a algibeira de votos. Observe que estou pensando em dezenove mil votos para a direita do prefeito Dudy.

 

Na medida que a esquerda define um candidato a prefeito da direita para votar, as candidaturas dos vereadores da Federação serão prejudicadas. Na medida que chegam dezesseis novas candidaturas de vereadores para concorrerem no grupo de direita do prefeito Dudy, os prejudicados serão os vereadores do próprio PSD.

 

Agora, a Federação solicitou a vice na chapa. Lá isso pediu. Aposto que o prefeito Dudy tremeu o corpo inteiro. Vou dizer por que. O prefeito Dudy tem o plano A, Thiagão na cabeça e um vereador do outro lado na vice. Sem dúvida, o prefeito tem um plano B, se Thiagão não emplacar, vem o prefeito Dudy (90% de aprovação) na cabeça e Thiagão na vice. Ganha a eleição, renuncia e Thiagão assume. A macacada já fez isso uma vez. Agora vem a Federação querendo atrapalhar. Qual é a novidade? O PT já é do prefeito Dudy, a novidade será o PCdoB, com 612 votos na última eleição.

 

Alguém está lembrando que o prefeito Dudy não é de direita. É bom lembrar que ele esteve com um pé na cova de ACM Neto. Alguém vai dizer: “mas não foi!” É verdade. Tudo que foi escrito até agora é Fake News.

domingo, 22 de outubro de 2023

COMENDO CAMALEÃO POR JACARÉ

Caro leitor deste blog, você percebeu a frieza que tomou conta da politicagem de Ipirá neste momento?

 

Antecipada por quase dois anos, a campanha eleitoral em Ipirá foi iniciada fora do tempo e de época. Desta forma não tem outro recurso, que não seja o de entrar naquela brincadeira, outrora bastante conhecida como chicotinho queimado, com base no tá quente ou tá frio.

 

Tá frio. Tão frio que o candidato chapa-branca, que se diz pré-candidato Thiago do Vale, fez aniversário em agosto, encheu a BA-052 de outdoor, até o contorno desta estrada, em Feira de Santana, recebeu a fotografia do referido candidato.

 

Podendo esquentar. Estamos no final de outubro e ainda tem outdoor festejando o aniversário do pré-candidato. Tudo isso por falta de outra coisa para ser feita. Pode esquentar? Pode. Não deixa de ser uma campanha eleitoral antecipada, para ser fotografada e testemunhada para uma provável judicialização no tempo devido. Além do mais, o pré-candidato é genro do prefeito, o que significa nepotismo, para a Justiça Eleitoral dar um parecer no momento certo.

 

A chapa tá quente. 84 mil mulheres grávidas darão luz nestes dias e no mês de novembro sob intenso despejo de bombas e diante de destroços. Isso está acontecendo na Faixa de Gaza, onde uma população de dois milhões de pessoas não tem abrigo, alimento (comida), água, mantimentos, energia, gás, remédio, nem corredor humanitário.

 

Tá frio. Para os ‘Senhores da Guerra’ manipulados e serviçais da indústria bélica compreenderem que uma guerra carrega um arsenal poderoso de irracionalidade, atrocidade e estupidez humana. Os EUA estão oferecendo um bilhão de dólares para seus parceiros beligerantes.

 

Tá quente. Um bilhão de dólares resolveria a questão da fome no planeta Terra. Sem dúvida! Mas existe um roteiro. Um bi é dado ou emprestado à países em guerra. Para ajuda humanitária? Claro que não, mas para comprar armamentos junto a indústria bélica. Naturalmente, americana.

 

Tá frio. Um bi segue o percurso. Sai do Tesouro americano (o Estado americano fica devedor junto ao capital financeiro). Vai para Israel, Ucrânia e Taiwan (ou nem vai) e retorna para a indústria bélica americana. Os países em guerra fazem uma bagaceira nos outros e um estrago medonho para si. Tudo isso, com dinheiro emprestado. Vão ter que pagar. Se atolam numa dívida impagável.

 

Tá frio. Depois do estrago e dos escombros vem a reconstrução. Uma oportunidade para o mega parque industrial americano e das grandes potências se abastecerem de lucros estrondosos. Os países da guerra tomarão empréstimos para a reconstrução. Vão ter que pagar. Se lascam com uma dívida impagável. A guerra tem preço. A humanidade chafurda numa guerra. A paz é a única salvação.

 

Tá quente. O município de Ipirá, localizado no semiárido baiano, está adentrando na boca da seca. Perigo à vista! A crise do município tende a crescer. A falência da fábrica de calçados sendo um caminho sem retorno, com um provável calote nos trabalhadores, desde quando, o paliativo criado acaba em novembro e até agora nada de concreto para renovar a esperança. Que a chuvarada não demore.

 

A chapa está quentíssima. Na Praça da Bandeira, diante do aumento da população de alta vulnerabilidade social na nossa cidade, a população de camaleão, que habita na referida praça, está sendo caçada e exterminada, na condição de ensopado, moqueca e churrasco na brasa.

 

Que Deus tenha pena dos camaleões ou serão extintos da nossa convivência, pelo menos na referida praça! Isso tem o peso de uma guerra (para os camaleões). 

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

EM IPIRÁ, CACHORRO MORDE O PRÓPRIO RABO

O governador Jerônimo Rodrigues, o Herói do Sertão, aquele da novela do rádio, foi à cidade de Jacobina e anunciou a chegada da Universidade pública e da Policlínica. Se língua e palavra de governador não brocharem, teremos um casal de gêmeos aparecendo pelas bandas de lá.

 

Aqui, na nossa querida Ipirá, quem anuncia as boas-vindas não é o governador, mas seu Zé, seu Mané, seu Jão e seu Tonho, que na vontade de suas línguas e das suas palavras afirmam que vem uma Policlínica para Ipirá. “Governo do Estado, estou gostando!” Bom slogan, para eles!

 

Não é que esses quatro não mereçam credibilidade, até que estão habilitados para o reconhecimento geral dos munícipes, até por serem quatro contra um, embora tenhamos que colocar as orelhas em pé, pois a vontade dos quatro anunciantes para que as obras de provetas aconteçam é tão grande, que nas bandas de cá, tem trigêmeos na forma,

 

Imagine o famoso três em um! Hospital, Upa e Policlínica no mesmo espaço! A transferência do paciente acontecerá pelo corredor. É mais ligeiro do que o SEDEX dos Correios. E custo zero, só estraga sola de sapato. Isso só não acontecerá se seu Zé, seu Mané, seu Jão, seu Tonho brocharem na língua e na palavra, sendo que, isso nunca aconteceu.

 

Se Ipirá estivesse nas mãos desses quatro apedeutas (seu Zé, seu Mané, seu Jão e seu Tonho) estaria em boas mãos e de boa, pois a banda tocaria valsa para a população dançar na pisadinha.

 

Ipirá continua atravessado na garganta e dentro da nuvem de esquecimento do governo do Estado da Bahia. Apenas uma iluminação da entrada da cidade; um sistema de esgoto que cobra os olhos da cara da população (80% da conta de água para cobrir o investimento em tempo mínimo) e uma escola de tempo integral (essa é boa). Pronto, morreu Maria Preá!

 

Pronto! A coisa fica nesse patamar, enquanto isso, Ipirá fica só de butuca aguardando as obras de provetas e das línguas dos quatro anunciadores que teimam em não chegar.

 

Com 42,72% da população ativa necessitando de auxílio emergencial do governo federal, Ipirá atravessa um momento difícil e uma situação complicada quando adentra na boca da seca sem noção de quantos carros-pipas precisará beber e sem saber qual será a força da mordida na zona rural, ao tempo que, o desemprego toma força e corre solto com o fechamento da fábrica de calçado que faliu. Isso é um grande problema.

 

A política está preocupada com essa problemática? Nem tanto; nem tão pouco! A verdadeira preocupação dos elementos políticos é com uma campanha prematura, antecipada com dois anos de antecedência (coisa de maluco), que causa o maior estrago nos dois grupos principais e também, de rebarba, nos grupos secundários, que querem solucionar a crise dos graúdos pegando uma ponta no processo.

 

Observe e procure entender a movimentação política dentro das entranhas do sistema jacu e macaco, que não responde mais e não atende às novas demandas populares que surgiram na sociedade de Ipirá, por isso essa desgraça (jacu e macaco) tem que desaparecer para o bem de Ipirá.

 

Vou colocar dois pontos da consequência dessa crise política do sistema jacu e macaco. Primeiro: O MÉDICO DEIXOU DE SER A PRINCIPAL FIGURA na engrenagem da politicagem de Ipirá. Pare, pense e duvide sobre isso.

 

Diga que isso é mentira e que isso nunca vai acontecer. É isso mesmo, eu quero que você conteste, pois será a motivação necessária para eu dar uma explicação. Observe bem: quantos médicos tem hoje na UPA e Hospital atendendo pelo SUS? Coloque mais ou menos uma dúzia.

 

Atendendo de graça; 0800; sem você pagar nada e tem mais, não precisa nem você saber o nome do médico. É simplesmente doutor. O paciente ficando são ficará apenas a gratidão sem compromisso de qualquer espécie, pois trata-se de um direito. Quem ganha e quem perde popularidade e prestígio com isso? O médico que é líder político.

 

Com atendimento dia e noite, além do mais gratuito, na condição de um direito da cidadania, a posição do médico vai perdendo aquele papel de relevância e predominância na sociedade por ser único ou poucos. A consulta tem concorrente e não resulta naquela obrigação de pagar um favor devido.

 

Segundo ponto: quantos doentes os vereadores transportam para o serviço de saúde de outras cidades? Esse é o maior indicativo do fracasso da saúde em Ipirá. Não tem live e conversa mole de prefeito que consiga negar essa realidade. Quem saboreia os frutos desse serviço de saúde, o vereador ou o líder? O vereador. Devido a quê? A precariedade da saúde local.

 

Continuando com os vereadores. Atualmente, cada vereador apresenta seu candidato a deputado estadual e federal. Não segue o líder, muito pelo contrário, nas Eleições 2022 teve ex-prefeito que apoiou o deputado apresentado por vereador. Isso tudo foi minguando o poder e o potencial do médico que era o líder natural e incondicional do grupo.

 

O médico Luíz Carlos Martins, líder da jacuzada, ainda tem o reconhecimento de ACM Neto (por enquanto) mais uma derrota como a última vira líder de papel. O médico Antônio Colonnezi não tem o contato direto com os governadores petistas, aí perdeu terreno e se lenhou.

 

Esse esvaziamento da força e do poderio do médico, enorme quando era exclusivo, fez com que a liderança de Antônio Colonnezi ficasse vulnerável e fosse escanteada dentro do próprio grupo. No mesmo caminho vai a liderança de Luíz Carlos Martins, que não foi abalada ainda porque o ex-prefeito Marcelo Brandão não acertou os ponteiros da bomba-relógio.

 

Se você concordou com minha explicação, continue a leitura, pois chegou o momento de uma pergunta que incomoda bastante: quem vai substituir os médicos na liderança política? Empresários ricos.

 

Ipirá segue o mesmo caminho de Itaberaba, que foi abocanhada por uma família de empresário rico. A família Mascarenhas. Aqui, em Ipirá, não precisa ser tão rica como eles lá, mas não tão pobre como o povão daqui.

 

O empresário Dudy, que virou prefeito e desistiu da reeleição. Por gostar e ter muito apreço pelo genro, resolveu presenteá-lo com um belo presente: a Prefeitura de Ipirá. Seu genro é sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira. Portanto, pertence à família Oliveira.

 

O ex-prefeito Jurandy Oliveira para satisfazer à vontade da esposa resolveu presenteá-la com um belo presente: a Prefeitura de Ipirá. Mais um membro da família Oliveira para ser agraciada. Correndo por fora, mas querendo ser pré-candidato (com todo direito) está outro sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira, conhecido por Jota Oliveira, também da família Oliveira.

 

Ipirá é Itaberaba toda. Lá é Mascarenhas, aqui é Oliveira. A crise do sistema jacu e macaco vai deslanchar nisso aí. O sistema jacu e macaco fez uma mistureba tão grande e vai apresentar dois candidatos para o povo votar. Os dois candidatos são da família Oliveira. Você tá entendendo? Parece aquela estória do cachorro com rabo de salsicha; roda, roda e nunca alcança o rabo. Botaram o povo de Ipirá na roda.

 

Em 2024, Ipirá ficará nas mãos e controle da família Oliveira, custe o que custar; goste, quem gostar. Botaram a população numa camisa de força e vão enfiar a família Oliveira goela abaixo do povo.

 

Quem foi que disse que a família Oliveira é a melhor opção para assumir os destinos de Ipirá num momento tão difícil por que passa a nossa sociedade?  Quem e quantas pessoas escolheram essas duas pré-candidaturas? Qual a razão dos eleitores ipiraenses serem obrigados a escolher um membro (entre dois) da família Oliveira para votar?

 

Mire-se no exemplo de Itaberaba: a família Mascarenhas domina o poder municipal por quase vinte anos, com uma briguinha mentirosa e ardilosa de família. Num contexto em que família que reza unida permanece unida; são as moedas dos cofres que fazem as desavenças. Em Ipirá, apresente-se quem vai botar a mão no fogo ou, pelo menos, dar a mão à palmatória, de que tudo isso não passará de uma chuva passageira.

 

Eu querendo terminar meu artigo e o leitor perguntando: e o que acontecerá com os dois médicos, o Luíz e o Antônio? Sem prefeitura, sem lenço, sem documento, para continuar como líder de grupo vão ter que desembolsar um ou dois milhões de reais do próprio bolso, daqueles milhões adquiridos com muito trabalho e suor.

 

Se tiverem maturidade e sabedoria buscarão uma posição acima do status de liderança de grupo e passarão a verificar, debater e buscar a solução para os grandes problemas de Ipirá, ao tempo que, jogarão à quatro mãos, uma pá de terra sobre os escombros de uma porcaria chamada jacu e macaco (sistema), que causou tanta desgraça em Ipirá. Os tempos mudam.