sábado, 21 de maio de 2022

VITÓRIA DO PREFEITO DUDY

Continua em jogo o reajuste salarial dos professores, um direito que não pode ser negligenciado, escamoteado e pisado.

 

Fazendo uma rápida retrospectiva. Um diálogo entre a prefeitura de Ipirá e a APLB-Sindicato foi iniciado. Na verdade um diálogo ensebado, por falta de empenho e interesse do governo municipal, que resultou, até o momento, em um beco sem saída.

 

O percurso escolhido pelo atual prefeito é, por todos os efeitos, até o momento, incompatível com a negociação necessária, desde quando, a falta de uma oferta concreta e satisfatória gerou um descontentamento crescente e nessa condição de espera indefinida e sem uma perspectiva clara de negociação a greve foi deflagrada.

 

As manifestações tomaram as ruas. O prefeito Dudy refugiou-se no fecho do ecler, que protege o despreparo e cala a voz. Escondido em sua redoma e sem querer sentar para resolver o problema, os manifestantes foram até sua residência, numa manifestação pacífica e democrática, sem deixar de salientar que a polícia estava de olho e de prontidão para a defesa do patrimônio particular.

 

O professorado virou inquilino do paço municipal. O prefeito, sem trato para a negociação, judicializou a greve e apelou para a Justiça. Da mesma forma que alguns disseram: “foi um erro ir fazer forró na frente da casa do prefeito” eu poderia dizer: “foi um erro o prefeito entrar na Justiça.” Não foi! Nem um nem outro.

 

Numa contenda democrática por direitos, cada qual usa das armas que estão ao seu dispor. A Justiça deu quinze dias para o sindicato manifestar seus esclarecimentos; ao passo, que a mesma Justiça atendeu uma liminar determinando o retorno imediato, caso contrário, haveria uma multa de dez mil reais por dia. A Justiça ratificou uma interpretação que não resolve a contradição de forma eficaz ao formatar uma decisão com mais intenção do que isenção. O prefeito municipal achou-se vencedor.

 

Quando os poderosos estão diante de movimentos paredistas costumam fazer uso exacerbado das forças repressoras do Estado e do uso de instrumentos legais, como a ordem de um juiz. A conexão entre os mecanismos de coerção do Estado e demais poderes é bem alinhavada.

 

Os professores podem estar indignados com a atuação do poder municipal e com a tomada da decisão judicial. Tudo isso faz parte do processo. O que a categoria não pode é ficar perdida e sonolenta em relação às disputas e decisões dos poderes. O desafio é continuado.

 

O prefeito Dudy continua devedor, em razão de ter negligenciado o interesse da categoria dos profissionais da educação, que não pode ficar cansada da tentativa de virar a mesa. Faz parte da luta.

 

O prefeito Dudy não respeitou a determinação da Lei e não assume sua responsabilidade. Os professores continuam em estado de greve, mesmo em sala de aula, porque os seus direitos não podem ser usurpados, tem que ser negociados.

 

O prefeito Dudy não pode achar que está tudo terminado e que pode permanecer mudo em relação às expectativas dos professores. Ele não pode desconsiderar o diálogo entre as partes interessadas. A melhor solução tem que ser embalada e despachada na mesa de negociação. A luta está apenas começando.

 

Não se pode apostar muito na gestão de Dudy. É um governo atrapalhado e perdido. Mas é possível erguer-se o direito de interrogá-lo e os professores poderão fazê-lo. É um governo que tem por característica principal servir de correia de transmissão dos recursos públicos para o setor privado, por meio de privatizações e da terceirização.

 

É melhor ser empresário da prefeitura do que vereador. Em Ipirá tem licitação de quatro milhões, que deixa uma margem de lucro com boa gordura para o empresário, que tá se lixando para o voto.

 

O vereador tem como objetivo maior manter o voto do eleitor e isso tem um custo elevado, que deixa o vereador nessa dependência constante. Quando o vereador cair na real, ele vai querer ter uma empresa (é bem melhor!) para participar do bolo, que ele não sente nem o cheiro, mesmo sendo vereador.

 

O vereador tem que ficar esperto com o governo Dudy. Nesta gestão está acontecendo o desmonte da máquina pública, como a tal extinção de cargos, que serão substituídos por funcionários de empresas. O retrocesso está na ordem do dia. Os vereadores vão ter que acompanhar de perto o controle dos cofres públicos, que absolutamente está com os tutores do poder e o vereador não tem nem informação. Ipirá não agüenta mais essas administrações de jacu e macaco, sem compartilhar com os vereadores e com a população.

 

O Vitória do prefeito Dudy é um time da terceira divisão, que se encontra na zona do rebaixamento, com um pé no atoleiro da quarta divisão. Um time desarticulado, que muda de diretores, de treinador, de jogadores e nada é nada. Não consegue reagir. Ninguém sabe o que é que está acontecendo. Que urucubaca é essa? Uma coisa é certa: para sair dessa inhaca da desgraça é preciso muita conversa, conversa, conversa e muita conversa. Acredite quem quiser.

 

sábado, 14 de maio de 2022

PREFEITO DUDY ESTÁ NO RABO DA COBRA

As conversas entre o poder público municipal e a APLB Sindicato /Delegacia Sertânea- Ipirá estão em andamento. O prefeito Dudy definiu-as como produtivas. Não deixa de ser um bom sinal, mas o prefeito não acrescenta um ‘ai’ e a greve continua.

 

Quando o prefeito Dudy assumiu o mandato afirmou, em boas palavras, que recebeu uma prefeitura quebrada. Todo gestor do jacu ou do macaco quando faz a entrega da chave do poder municipal só entrega o bagaço. Por que é assim? Por que tem que ser assim?

 

Recentemente, o financeiro da prefeitura afirmou que a casa estava arrumada no quesito ‘recursos financeiros’ e que poderia fazer festas com tranqüilidade, sem nenhuma possibilidade de prejudicar o pagamento dos funcionários da prefeitura.

 

Agora vem a bomba: eles dizem que a prefeitura não pode pagar o piso salarial dos profissionais da educação. Aqui, abre-se a ferida da gestão Dudy e a bomba está no seu colo.

 

Os repasses do FUNDEB para o município de Ipirá em 2021 ficaram na casa de R$ 48.495.200,24

 

A previsão do FUNDEB para o município de Ipirá em 2022 está prevista para 62 milhões de reais. Um pulo de 48 para 62.

 

Em 2021, a complementação da União do FUNDEB ficou na ordem de R$ 13.233.446,24 para fechar a conta, da mesma forma, que a prefeitura faz termo de aditivo, que tem por finalidade o reajuste do valor de ARP para manter o equilíbrio econômico-financeiro de contrato em função da readequação do preço originalmente pactuado do produto. Isso aqui é para o empresário, aquilo lá é para os trabalhadores da educação.

 

O prefeito tem preferência pelo empresariado. A linha básica da gestão é tornar-se uma correia de transmissão dos recursos públicos para o setor privado, através de terceirização e privatização.

 

Se a educação fosse o foco do prefeito, ele faria um esforço grandioso para cumprir a LEI e pagar o piso dos professores. O piso é LEI, não cumpri-la é contravenção.

 

O prefeito não apresentou um jogo de cintura suficiente para impedir a deflagração da greve, pisou na bola, não apresentou uma proposta para a categoria, enquanto o sindicato parcelou o índice proposto pela LEI, o prefeito ficou duro na queda, não acrescentou nada. Sem refletir, preferiu uma tensão desnecessária.

 

Esta semana, o prefeito Dudy salientou que estava indo ao encontro do governador Rui Costa em Amélia Rodrigues e depois iria até a CONDER para verificar projetos para Ipirá. Dizendo ele que são boas notícias.

 

Administrar Ipirá é algo complexo e difícil, quando o prefeito Dudy diz que vai visitar o governador é sinal que ele retornará com um rosário carregado de promessas. Simplesmente promessas.

 

Quando o prefeito Dudy afirma que vai à CONDER significa que ele deu mole e chegará atrasado para tirar leite de uma vaca e encontrará o peito seco, assim sendo, o balde permanecerá vazio.

 

A gestão do prefeito Dudy não tem uma única obra genuinamente própria, parece o gerenciamento de uma fabriqueta de pneu recauchutado reaproveitando uma carcaça danificada.

 

Anote aí: telhado do Mercado de Arte; complementação do Centro de Abastecimento; iluminação da entrada da cidade, uma solicitação ao governador na gestão macaca de 2012 e manutenção dos serviços cotidianos, como tapar buracos, pegar o lixo, passar máquina na estrada, saúde, educação e calçar ruas. Faz um básico merecedor de muitos questionamentos.

 

Vive a naufragar, sem saber desatar o nó. Se não souber negociar com a APLB-Sindicato perderá a simpatia do professorado. Se não souber atuar politicamente para as Eleições de outubro 22 sua gestão sucumbirá de vez com a derrota do seu candidato ao governo. Observe, quanto esparro vive o prefeito!

 

Se no atacado de sua gestão o prefeito bate a cabeça, no varejo não fica por menos. Até as informações contábeis para o TCM e Portal estão batendo a cabeça. Que é isso prefeito?

 

Prefeito Dudy! Verifique o que está acontecendo e  conserte o vazamento! Observe prefeito: folha de pagamento - mês de fevereiro 22 - para o TCM, um funcionário, com salário base de R$ 1.276,00 e vantagem pecuniária de R$ 6. 757,80.

 

Folha de pagamento – mês de fevereiro 22 – para o Portal, o mesmo funcionário, com salário base de R$ 1.276,00 e proventos de R$ 8.033,80. O mesmo funcionário com duas informações. Como é que pode uma inconsistência dessa?

 

Em abril 22, a informação não bifurcou: o mesmo funcionário, com salário base de R$ 1.276,00 e com uma vantagem pecuniária de R$ 12.888,26 e não é professor.

 

Será que na prefeitura não tem nenhum funcionário com tempo disponível para fazer um serviço? Pegar os impressos no setor de Tributos, grampear os carnês de IPTU, classificá-los por rua e distribuí-los. Só isso! Não tem ninguém disponível? Aí, a prefeitura contratou uma EMPRESA (a tal da terceirização), que cobrou 22 mil reais. Esse é o jogo jogado.

 

A manifestação passou pela residência do prefeito, que ficou entocado. Na passagem pela residência da vice, ela saiu da toca e foi insinuante ao comentar que tinha culpa porque seus votos serviram para eleger esse prefeito, que tem um bloco de seis vereadores contrários aos seus caprichos administrativos, ao tempo que necessita do apoio de cinco vereadores da jacuzada (da jacuzada, sim!) para não receber um canto de carroceria e perder o mandato.

 

O prefeito está todo enrolado, sua situação é simplesmente esquisita. Se seu candidato ao governo do Estado sofrer uma derrota, sua gestão entrará num buraco.

 

Dos cinco vereadores da jacuzada, que são os atuais correligionários e sustentadores do mandato do prefeito, não tem um que acompanhe o prefeito na votação do seu candidato a deputado estadual, federal e ao governo do Estado, são adversários políticos, então os novos amigos cavarão a cova de sua gestão . É muita falta de traquejo político. O prefeito está no rabo da cobra.

 

sexta-feira, 6 de maio de 2022

A GREVE (é grave) / (é grave) A GREVE. O PREFEITO NÃO ENTENDE ISSO!

Aconteceu! Esquentando os festejos juninos, uma rádio FM local tocou o forró da cantora Clemilda: “seu delegado prenda o Tadeu / ele pegou a minha irmã e... crau” / “toda moça da cidade já tem medo do Tadeu / ele é um animal, mais feroz que já nasceu / quem foi na conversa dele geralmente se perdeu” / “minha irmã que era alegre. De repente entristeceu / ele fez tantas promessas, depois desapareceu...” Arrocha Clemilda!


A prefeitura de Ipirá tem um advogado daqui, que ganha quase sete mil reais por mês. Prá quê?


Na hora de mostrar serviço, a prefeitura tem preferência por um advogado de fora. Por quê?


Qual dos dois seria o mais eficiente no auxilio ao prefeito para evitar uma tempestade? O advogado daqui conhece a nossa realidade; o de fora nem tanto!


O prefeito Dudy trouxe um advogado de fora. O advogado da prefeitura trabalha por pão sem se importar com essa humilhação. Eu digo o seguinte: eu não assisto jogo do Bahia na série B, só quero saber o resultado. O Bahia é time de série A. É muita humilhação, a greve aconteceu!


O prefeito Dudy vai se ajoelhar no confessionário do papa para contar seus pecados políticos. O que será que ele vai contar?


O papa vai se chamar advogado Tadeu. O que ele diria? “Sua benção, Sua Santidade! Eu fui um simples vendedor de fumo, recentemente, eu ganhei uma eleição com mais de seis mil votos de frente, coisa inacreditável, nunca vista aqui, um verdadeiro milagre. Administrar minha cidade, sempre foi meu sonho. Vou ser diferente, vou fazer diferente, esse é meu compromisso com o povo de minha terra! Vou prestar conta de todo dinheiro que entrar na prefeitura em praça pública, de três em três meses. A transparência será a marca da minha gestão. Faremos um novo município. A Sua benção, sua Santidade!”


O advogado local sabe que a atuação política do prefeito Dudy tem a força de uma carreta de oito eixos descendo um abismo: no ato de posse, brigou com a vice, hoje os dois sobrevivem como o gato e o rato; rompeu com o apoio ao deputado estadual apoiado pelas lideranças da macacada; perdeu quatro vereadores da sua bancada; perdeu o líder do prefeito, até agora não encontrou substituto.


Pensou que acabou? Tem mais: o prefeito nunca reuniu com o grupo que o elegeu; não dá atenção merecida a nenhuma liderança da macacada, talvez ache, que a vitória de meia-dúzia (vezes mil) tenha sido fruto da sua figura abençoada; não tem uma obra própria encaminhada, até o momento, apenas faz reparo na herança maldita deixada pelas gestões passadas.


Para complicar mais ainda, o prefeito está coloiado com cinco vereadores da jacuzada, que não votaram nele, nem vão defender sua bandeira nas Eleições de outubro 22, (como é que pode?) tudo isso, para ver se consegue uma governabilidade sem trompaços.


Que situação! Peca feio na assistência social, na saúde e na educação. Deixa a desejar e muito! O advogado local sabe que ele está num buraco, se brincar ele já perdeu a confiança de mais de seis mil daquela frente eleitoral. O advogado de fora pensa que ele está nas nuvens.


Assim o prefeito Dudy vai enganando ao papa advogado Tadeu e a si próprio, parece que vive no mundo da Lua. A greve aconteceu. Se o prefeito tivesse mais habilidade e preparo para a conversa teria ganho, pelo menos, mais tempo para pensar e reparar uma situação que prejudica as crianças e a juventude de Ipirá.


A proposta da APLB-Sindicato abriu mão do retroativo de janeiro a março 22. O aumento de 33,24% parcelado em 6 x 5,54% (abril + agosto a dezembro 22, portanto seis meses). No frigir dos ovos, o aumento ficaria efetivamente em 12,78%. O prefeito não entendeu e disse que ia conversar com seu financeiro, que meteu a bola entre as pernas do prefeito. Já foi!


Quatro empreiteiras receberam da prefeitura de Ipirá, a importância de R$ 1.125,310,26  -------------( a primeira R$ 521.408,41 – a segunda R$ 472.139,20 –-- a terceira R$ 113.038,65 – a quarta R$ 18.724,00 –) falta informações, não tem nada que diga quais são as obras destas empresas.


Aquela empresa famosa do transporte de água não recebeu nada em abril 22. Duas empresas apareceram nessa área do transporte –uma R$ 352.435,10 (transporte escolar) outra R$ 179.124,85 (não tem informação do tipo de serviço) ------ totalizando R$ 531.559,95


Em abril 22, a prefeitura de Ipirá pagou ao INSS o valor de R$ 622.686,08 isso aí inclui o calote que as administrações passadas passaram no INSS e o prefeito atual é quem vai arcar com o pagamento. Eles acham isso normal e não uma irresponsabilidade, agora o ferro come no prefeito atual.


No mês de abril 22, a prefeitura gastou de gasolina a quantia de R$ 396.824,42.


Prefeito Dudy! No dia 5 de abril 22, uma empresa com o nome invocado levou R$ 402.224,04. Não tem nada informando o que essa firma faz. Assim é difícil!


Tem uma cooperativa que emprega médico de Feira de Santana que recebeu R$ 93.256,63 no dia 06 de abril 22. Não tem nenhuma informação da quantidade de médicos. Essa o prefeito quer substituir por uma cooperativa de empresários da macacada.


Para você entender como funciona essa privatização do projeto apresentado: 100 funcionários de salário mínimo  (R$ 1.212,00) total R$ 121.200,00 + encargos.


Como fica com a privatização: a prefeitura pega dos recursos públicos R$ 121.200,00 + encargos + (lucro do empresário exemplo R$121.200,00) total (vamos colocar R$ 300.000,00 e repassa para um empresário (se for macaco melhor), que não entra com nada para fazer um pagamento que seria feito pela prefeitura de R$ 121.200,00 + encargos. Assim, até o capeta muda o pelo. Isso levanta a guia de qualquer empresário liso.


Uma empresa de aluguel de máquinas papou R$ 313.309,54 – o gabinete do prefeito gastou R$ 104.291,50 – de consultoria a prefeitura gastou R$ 37.458,64 com quatro empresas e uma empresa de serviços de educação levou R$ 121.142,50 (não tem o que foi feito) – dois escritórios de advocacia de fora pegaram R$ 20.400,00.


Não colocaram os gastos da festa do aniversário da cidade com todos os detalhes ou de forma bruta. Uma empresa pegou R$ 40.000,00 para pagar ao cantor da festa de Coração de Maria (isso consta).


É muita grana: doze milhões por mês e dizem ao prefeito que não tem como pagar aos professores e o pior, o prefeito acredita. De onde você estiver, segura e arrocha aí, Clemilda! Esse doutor Tadeu já aprontou demais.



 

sábado, 30 de abril de 2022

CARTA AO PREFEITO DUDY

Pego minha caneta para escrever essas maus traçadas linhas computadorizadas para noticiar coisas boas e ruins para V. Exa.


Para o bem da verdade, Exmo. prefeito! Para que não pareça um ofício protocolar deixarei de lado todas as formalidades e para tal, desde já, solicito a sua compreensão e benevolência nesse e em outros sentidos.


Agora, pelo amor que o senhor tem por Nosso Senhor Jesus Cristo não deixe essa carta vazar de jeito nenhum, porque todo mundo tem que pensar que V. Exa, o prefeito, está na boca do Céu.


Puxando pela memória relembro os festejos de sua vitória de meia dúzia (vezes mil) com aquela musiquinha chata e provocante: “entrega a chave, entrega a chave...!”


Alguém falou: “só se for a chave do inferno!” Uma resposta à altura saiu de outra boca: “oh, izageraldo! (do casal Iza e Geraldo) Já se ouviu dizer que o inferno tem doze milhões de reais todo mês, mordomia de dá de pau e um rebanho de puxa-saco?” E agora?


Para solucionar o que foi posto acima, vamos começar pelas coisas ruins, aquelas que parecem um recado do capeta, com olho de cururu, focinho de cachorro doente e quatro patas de jumento, numa secação do cão, que azucrina e bota abaixo qualquer administração.


O prefeito vai receber no peitoral uma greve dos trabalhadores da Educação. Mesmo sendo verba carimbada, a prefeitura diz que não pode pagar o piso salarial. Aí vai ter greve!


Observe bem, prefeito Dudy! O seu grande desafeto, o locutor Marcelo Brandão sabe que a única força em Ipirá, que é capaz de fazer movimento de massa e vigoroso, com capacidade de desgastar a sua gestão é a APLB-Sindicato. Nisso ele tem razão, por isso, ele clamou esse estado de greve continuadamente e o senhor, prefeito, parece que não observa nada disso.


Nem mesmo, o grande grupo “jacu” tem ímpeto e força para fazer movimento de rua contra a gestão do atual prefeito. Não tem e não interessa! ‘O pau que dá no lombo de Chico poderá doer em Francisco!’ É tudo matéria-prima para ser utilizada em cima do palanque no tempo da campanha.


Nem os vereadores da jacuzada obedecem mais, cegamente, as suas lideranças para detonar o prefeito atual. As coisas estão tomando uma nova configuração.


Hoje, se as lideranças da jacuzada, para ficarem bem na fita, quiserem pousar no outdoor ao lado do deputado federal vão ter que solicitar ao vereador que trouxe e apresenta o candidato à comunidade; assim, aproveitando a oportunidade, a liderança vai na garupa.


A greve prevista acontecerá e será uma grande dor de cabeça para o prefeito atual, não pela vontade do locutor Marcelo Brandão, mas por causas e condições objetivas.


A APLB-SINDICATO tem uma trajetória de luta e conquistas para a categoria, com um enfrentamento consciente à administração do prefeito de plantão, seja ele jacu ou macaco. A luta pelos direitos tem que ser travada com unidade e dentro do interesse dos trabalhadores da educação para que se alcance as conquistas desejadas.


E aí, prefeito Dudy! Numa prefeitura que recebe mais de doze milhões de reais mensais e que as finanças estão sanadas, como foi verbalizado na FM do deputado, pelo financeiro municipal, não tem como o senhor negar-se a cumprir a LEI. Faça o acordo, homem!


Prefeito Dudy, pare e pense! Não tome como uma barreira inconveniente o Plano de Cargos e Salários dos professores do município de Ipirá. Não vá por essa via de contramão no combate aos direitos conquistados pelos trabalhadores. A Justiça vai te ferrar.


Que situação embaraçosa, em prefeito Dudy! O senhor está sendo obrigado pela Justiça a demitir funcionários que terminaram o contrato e a fazer o concurso público. Não quer assumir e não quer fazer nem uma coisa, nem outra, só porque significa o fim do apadrinhamento.


O senhor quer extinguir alguns cargos da prefeitura. Engraçado é que estes cargos não fazem parte da mordomia municipal, que abriga os apadrinhados do prefeito de plantão. Prefeito, o apadrinhamento está na berlinda, esqueça essa ultrapassagem!


Imagino que o senhor, prefeito Dudy, quer salvar o Hospital de Ipirá terceirizando-o. Entregando o controle do hospital daqui à administração da Santa Casa para melhorar a saúde de Ipirá, igualando-a a de Rui Barbosa.


Fico imaginando o paciente ipiraense chegando à mesa de operação e recebendo uma facãozada na barriga, de baixo para cima, chegando até o gogó; revirado tudo lá dentro pelo avesso; depois passando a agulha costurando e alinhavando o corte de um metro na barriga. Depois de tudo pronto, o paciente dá um pinote e corre para o abraço. Isso é só imaginação!


Tudo bem! Essa Santa Casa vem de graça? Virá a troco de quê? Prefeito Dudy, o senhor está disposto a fazer as mudanças que Ipirá precisa? O senhor vai mudar a cooperativa de médicos da gestão passada? O senhor vai mudar a empresa de lixo da gestão passada? Aqui está o ‘calcanhar de Aquiles’ da sua gestão, prefeito Dudy: a corrida ao ouro pelo ‘novo empresariado macaco’, que adora uma mamada.


Essa sua gestão baseada na montagem de uma correia de transmissão dos recursos públicos para o setor privado, através da terceirização é um cobertor curto: quando os recursos públicos são pagos fidedignamente às empresas significa que os salários dos funcionários municipais poderão sofrer atrasos. Esse é o risco que corre a sua gestão, que precisa de trinta milhões para fechar essa conta e só recebe doze.


Para fugir da Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina o pagamento da folha em 54%, apela-se para a terceirização e o custo da obra ou serviço dobra de preço, sendo necessário arrecadar mais, como os tempos são de vacas magras, vai faltar dinheiro para cumprir os compromissos, aí...


Explicando melhor: no mês passado, cinco empreiteiras receberam quase UM MILHÃO E CEM MIL REAIS dos cofres públicos. A sua gestão não tem uma nova obra. Simplesmente, dá continuidade as reformas do Centro de Abastecimento e recupera o telhado do Mercado de Arte.


Prefeito, abra seus olhos! Um empresário-laranja disse, claramente, em público, que está sendo bem pago pela prefeitura. Não consta seu nome, nem da sua empresa na folha de pagamento. O que está acontecendo? Esta empresa está sendo colocada à disposição de uma influente pessoa para prestar serviços à prefeitura.


Como não sou obrigado a dá o nome de minhas fontes, eu dou uma sugestão ao seu governo: para acomodar essas empreiteiras-laranjas ou não, dentro da sua gestão, planeje uma grande obra: faça o METRÔ de Ipirá, ligando o Ipirazinho à 20 de Abril. Comece cavando um buraco.


Uma obra progressista, futurológica e caríssima, que vai levar um milênio para ser concluída e vai deixar a conta bancária de alguns poucos e privilegiados empresários-macacos recheada de bambá. O eleitorado que se lasque!


Faça tudo o que é permitido, só não atrase o salário dos funcionários da prefeitura, aí o bicho vai pegar. Assino essa missiva e até a próxima. Aquele abraço!
 

domingo, 24 de abril de 2022

SENHOR, Ó SENHOR, ROGAI POR NÓS!

Na Ucrânia são sessenta dias de bombardeio e destruição de um dos maiores celeiros de alimento do mundo. Isso vai virar uma calamidade planetária.

 

Os poderosos governantes do mundo não conseguem encontrar o caminho da PAZ. Os interesses do capitalismo bélico imperialista são infinitamente maiores do que a tão desejada PAZ mundial pretendida pela humanidade.

 

O comediante Zelensky, que governa a Ucrânia, continua insuflando o heroísmo da resistência de seu povo e solicitando oito bilhões de dólares mensais de ajuda externa.

 

Anote aí: no momento propício será um dos sobreviventes do ataque russo e pedirá exílio na Europa como uma figura  bilionária, basta escamotear um bilhão de dólares dessa ajuda para a manutenção da guerra.

 

No Brasil a briga é institucional, entre dois poderes da República, enquanto a população observa muito espantada e sem entender direito essa barricada.

 

Eu apostava que a última instância do Poder Judiciário no Brasil era o STF (Supremo Tribunal Federal), mas, não é que o presidente Bolsonaro foi buscar nos porões da Carta Constitucional um indulto de graça! Que você não paga nada e livra o meliante condenado até das profundas do inferno, basta ser amigo do rei.

 

Que meninos de sorte, são os filhos do rei! Podem tocar fogo no mundo, usando um jipe e dois meganhas, que não dá em nada, pois o indulto da graça, dado pelo pai, vai na algibeira, com bolso que fica na extrema direita da casaca de plumagem camuflada. O povo brasileiro quer é respeito à democracia.

 

Até mesmo, porque, essa semana será julgado pelo TSE o recurso dos vereadores da jacuzada contra a suspensão de seus mandatos, implementado por ação da macacada.

 

Sem nenhum apoio dos líderes da jacuzada (sumiram na hora do aperto), os vereadores da jacuzada conseguiram um bom advogado, se viraram para pagar 60 mil reais pelo trabalho advocatício, custas do processo, viagens de avião e hospedagem de hotel em Brasília.

 

Os vereadores da jacuzada saltaram uma esparrela e nenhum líder da jacuzada esboçou o menor esforço para auxiliá-los na resolução do problema.

 

Numa audiência à distância, pegaram a candidata Xandinha (da jacuzada) e colocaram-na numa sala, o advogado percebeu e solicitou a suspensão da audiência. A partir desse momento, a candidata Xandinha passou a ser monitorada e rastreada, no bom sentido, pelos vereadores da jacuzada.

 

Houve uma audiência presencial, que foi favorável aos vereadores e o caso desceu para Brasília.  O advogado já comunicou que espera que o processo seja deferido pela manutenção dos mandatos dos vereadores eleitos da jacuzada.

 

Também está no Supremo aquela ação contra o laranjal de dona Nina, que solicita a cassação do mandato dos vereadores Ernesto e Rafael. O placar está de 1 x 1, os vereadores perderam aqui, ganharam em Salvador e o tira-teima será em Brasília. Aguardamos o último capítulo da novela, porque o novelo do prefeito Dudi tá mais enrolado do que a novela sobre o prefeito Odorico Paraguaçu de Sucupira, obra de Dias Gomes.

 

Numa sessão solene, o vereador Miranda desabafou solenemente sobre o abandono em que se encontra o nosso município na gestão Dudi. Os macacos caíram de pau dizendo que o vereador não podia ter dito isso num momento solene.

 

A vice-prefeita Nina afirmou que não ia obedecer ao tempo regimental de dois minutos para falar e levou 25 minutos falando de sua ação beneficente, sem lembrar em nenhum momento que o faz, também, por interesse político, não apenas como uma abnegada missão humanista e de solidariedade como foi Irmã Dulce dos pobres, sem buscar nenhuma comparação, só para exemplificar.

 

Ninguém da macacada falou do tempo do discurso da vice-prefeita. Quem desobedeceu as normas da solenidade, o vereador ou a vice-prefeita?

 

O prefeito Dudy deve ter ficado com a pulga atrás da orelha, porque a vice-prefeita deverá apoiar a candidatura do senador Leão, que é da chapa de ACM Neto, que “se for eleito”, colocará a administração Dudi na geladeira. Isso é política no Brasil.

 

O prefeito sem o governo do Estado. A vice com um senador eleito e próximo ao governador eleito (suposição) a vice vai viajar na maionese: “se o prefeito ficar sem o governador do Estado e a vice estiver próxima, naturalmente, a vice ficará numa posição melhor do que o prefeito para governar o município!” Uma espécie de encorajamento do prefeito à renúncia.

 

Outubro 22 será o mês decisivo para a gestão do prefeito Dudi, que terá que entrar prá valer na campanha de Gerônimo “O Herói do Sertão”.

 

Uma derrota do candidato Gerônimo, o prefeito Dudi receberá pelo menos um pedido de impeachment pela caixa do peito, fruto do interesse político e dos caminhos de sua administração. Aí, o prefeito dependerá diretamente do presidente da Câmara Jaildo do Bonfim para manter a solicitação na gaveta.

 

2022 não tem quem una a macacada. A divisão está clara: o prefeito apóia o deputado estadual Adolfo Menezes e a vice apóia o filho do deputado estadual Jurandy Oliveira.

 

2024 a vice não apoiará a reeleição do prefeito, que não apoiará a candidatura da vice nem a vice. Vivemos hoje o amanhã.

 

Se o prefeito Dudi quiser sair bem nesta fita, bastará apoiar uma candidatura de um vereador para prefeito na sua sucessão, fugindo completamente das hostes da família da jacuzada ou do grupinho da macacada. Se não apresentar um vereador passará vergonha.

 

Prefeito Dudi, V Exa., tem coragem de romper com o novelo que te enrola? Se não tiver, que o SENHOR, tenha piedade de ti!

 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

UM MEIA SETE

O município de Ipirá é gato na idade. Ipirá tem mais de duzentos anos, muito mais.


Ipirá já foi de tudo um pouco: foi terra do Criador, com natureza viva, solta e leve. Com cheiro de alecrim e canto sinfônico do canário da terra, do bem-te-vi e do colorido sofrê, com a marcação de cuíca da rola fogo-pagou.


A caatinga extensa e um santuário de mata. Com DNA protocolado: caatinga dos pés à cabeça e coração de mata.


Veredas, caminhos e estradas abriram a passagem e rasgaram a vegetação entrelaçada em ramagens, espinhos, galhos e troncos distorcidos formando uma rede de veias capilares compridas e estendidas por todo território. Caminhos de formigamento humano em busca de uma toca.


Virou terra de índio. Terra do encantamento, da alegria e da felicidade. Uma vivência coletiva, que se esvaiu de forma rigorosa na sua essência, pela intolerância, soberba e violência das armas e da ideologia que vinha nas costas, em capangas e alforjes. Uma homenagem aos paiaiás.


Os rastros do gado bovino foram deixando suas marcas no chão, fosse lama ou terra dura. Estrumes foram fertilizando o solo; o berro era a marca sonora de um 'buzinaço' e o boiado marcava a impregnação de um traço cultural duradouro, que desembocaria no samba boiadeiro em suas múltiplas nuanças.


A poeira levantada cobria o ambiente com uma fuligem minúscula e grudenta de barro, impregnando folhas e ramas. À toque de cavalo formavam-se os currais de gado. Currais e ferrão; chicote e brida; amarras e troncos. Tudo é válido para se domesticar a natureza rebelde, que pinota, berra e geme.


Os negros fugiam do cativeiro mantido com açoite e tronco, que os atormentavam no litoral. Procuravam, nessas entradas pelo interior à dentro, uma liberdade perdida. Aqui o quilombo ganhava raízes. Uma lição que não pode ser esquecida. Um salve ao povo banto, iorubas e gegês.


O bode foi a figura altiva que aportou nessas paragens. Com simpatia cativante, era inquieto, irreverente e buliçoso, assim sendo, podemos dizer que foi o rei da caatinga.


Numa lição de sobrevivência sem comparação, postou-se com uma nobreza exemplar e digna de reverência do catingueiro na sua imensa gratidão, que determinou a questão social de maior relevância de nosso município: a Questão do Pé-alto. Viva o bode da caatinga! Viva o catingueiro!


Foi curral e virou fazenda; aldeia, povoado e freguesia. De vila para cidade, uma questão de décadas. Da intendência à prefeitura, uma viagem.


O tecido social foi vasto, com complexa engrenagem formatada por contradições. Aqui, tivemos de tudo: sesmeiro e meeiro; fazendeiro e rendeiro. No trabalho do dia-a-dia: sapateiro, alfaiate, marceneiro, padeiro, carpinteiro, barbeiro e o que a necessidade induzisse. Na lida da vida cotidiana com professor, burocrata e profissional liberal. A classe operária se apresentou com a fábrica calçadista aqui e a burguesia, dona da fábrica, na casa do chapéu.


A classe dominante boçal na sua soberba temporal: fazendeiros, coronéis, caciques (profissionais liberais que comandam o poder político no município). Trabalhadores braçais na sua simplicidade vagam como massa de manobra pelo andar de cima do sobrado.


A história de nossa gente é muito mais do que pensam algumas cabeças do poder municipal. Onde fica o Marco Zero da nossa cidade?


Aquela casa de adobe, com o fifó de Itú, colocada na Praça da Bandeira não tem nada a ver com nada. O povoamento não começou nesta localidade. Uma alegoria dos festejos juninos, que insiste em ser uma matéria-prima arqueológica, com o caráter de testemunho material da história. Não o é! Nem como genérico de péssima qualidade essa coisa horrenda funciona. Beleza de semana de São João, nada mais.


A formação da Praça da Bandeira foi fruto da comercialização com participação de vaqueiros, tropeiros e roceiros. A fazenda do Pé da Serra não ficava nesta localidade. As diversas fazendas estavam pontilhadas em várias localidades. Por incrível que pareça, aquela casa de adobe nunca foi ali, naquele local, naquela praça.


O Marco Zero da cidade é resultado da atividade comercial e da concentração das principais instalações religiosas, sede da igreja e casa paroquial. Com o tempo, da segurança, quartel e cadeia pública; o prédio da intendência, que abrangia Câmara de Vereadores, Intendência, juizado, cartórios e salão para solenidades, tribunal do júri e festejos.


Os setores dominantes na política de Ipirá tentam impor até seus equívocos históricos como se verdade fosse, de forma a garantir e reproduzir seus interesses oligárquicos de classe dominante diante de uma classe trabalhadora oprimida. Na receita consta a amnésia histórica.


Ipirá perdeu o seu Registro de Nascimento. Faz 167 anos que o município de Ipirá tirou sua Carteira de Identidade, com a sua emancipação política. Às vezes, o nosso silêncio é um protesto contra o descaso e a indiferença diante da nossa história.


É uma história que está em construção e será construída, elaborada e reelaborada por muitas cabeças. Muitos relataram os fatos históricos. Dilemar Costa Santos não pode ser esquecido.


Eu dei minha contribuição, com o livro A PRAÇA DA BANDEIRA E OUTRAS BANDEIRAS, que você pode adquiri-lo no Amazon. com. no formato virtual, com uma galeria de fotografias. Eu agradeço o seu interesse e apreço.


Aguardem o trabalho analítico, que será lançado em breve, feito por um ipiraense da região de Coração de Maria, chamado Alberto Souza, que foi vereador na cidade de São Bernardo do Campo em São Paulo.


É necessário que a população de Ipirá procure saber da bonita, importante e instigante história da nossa gente neste pedaço do semi-árido baiano.
 

sábado, 16 de abril de 2022

O BABA “TEM PATO NA ÁREA”

O que o prefeito Dudy foi fazer no Centro de Abastecimento na entrega dos veículos? Talvez, nem ele tenha tanta convicção. O prefeito Dudy está encantado com os cinco vereadores de jacuzada, que ajudam a formar maioria na Câmara de Vereadores. Se ele for convidado para um forró, ele vai cair na valsa.

 

O que um prefeito ligado ao senador Otto e ao governador Rui Costa foi fazer numa manifestação ‘carta marcada’ da jacuzada, que defende e depende da vitória do carlismo na Bahia como nunca, para retomar o poder local?

 

Tinha um baba na praia da Pituba, que era chamado: “tem pato na área”. Qualquer pessoa estranha (que não era da área) era convidada para ocupar uma vaga em um dos dois times e recebia (sempre) a bola dividida e os próprios colegas de time apareciam para tirar uma lasca na sua canela. Imagine os adversários! O baba era montado prá isso.

 

O prefeito Dudy, na sua limitação política, costuma dizer que: “a política já passou, agora é todos por Ipirá”. Baseado nessa argumentação, não é que o prefeito Dudy compareceu ao baba “tem pato na área” que só tinha defensores da candidatura de ACM Neto!

 

Ipirá não recebe nada de encher os olhos, aí quando recebe um trator é uma festa do outro mundo. Não é que não tenha importância os automotores; tem sim! Mas, Ipirá merece muito mais, merece Universidade pública, Policlínica, Escola de tempo integral, Casa do Estudante em Salvador e mais fábricas, etc e tal. Como o sinal está fechado para essas reivindicações, temos que nos contentar com migalhas jogadas ao vento.

 

O prefeito Dudy falou e tirou o time de campo. O ex-prefeito Marcelo Brandão encerrou o evento dando bicuda na bola e na canela da situação municipal e estadual.

 

O prefeito Dudy não cansa de vacilar. Rachou o grupo no apoio ao deputado Jurandy Oliveira e vai levar muito coice na canela depois de outubro, O caldeirão vai ferver.

 

O prefeito Dudy praticamente desconsiderou quatro vereadores do seu grupo. Se esses vereadores conseguirem formatar um bloco unido e coeso de seis vereadores, para votar (sempre) favorável quando for para o bem de Ipirá e declinarem negativamente quando for interesse exclusivo do Executivo, isso será muito bom e positivo para o bem do nosso município, que está levando torpedos nas canelas.

 

A atuação em bloco desses cinco vereadores somados a uma vereadora é de uma importância imensurável e imprescindível para o município de Ipirá, na questão da implementação das políticas públicas com transparência e na fiscalização rigorosa das finanças públicas, para não se transformarem numa larga correia de transmissão do erário público para o setor privado.

 

Em março 22, uma empresa local recebeu R$9.233,34 para pagar à imprensa local, que presta serviços à prefeitura. Não existem informações de como ocorre esse pagamento. Mas, dá para sentir, que a imprensa local foi participar desse baba e está recebendo sarrafo por baixo e por cima, A arbitragem não marca nada e não existe VAR.

 

A conversa é direta: a gestão do prefeito Dudy depende diretamente da vitória de Jerônimo e uma possível expectativa do ex-prefeito Marcelo Brandão depende diretamente da vitória de ACM Neto.

 

O prefeito Dudy tem uma tarefa política nas suas costas, ele vai ter que incorporar e conduzir a luta em favor da candidatura de Jerônimo em nosso município. Não o faz e fica preocupado em se juntar aos cinco vereadores da jacuzada, que irão defender ACM Neto. Será que essa alma (o prefeito) está querendo dá um pinote?