quarta-feira, 24 de julho de 2024

O VICE DA MACACADA SERÁ TCHAN TCHAN NAN NAN NAN



Em 2023, o município de Ipirá recebeu R$ 170.336.358,81. É passado e essa grana já foi! Vamos considerar a onda crescente dos repasses, embora tenham diminuído a população de nossa terra. Como? Ninguém sabe!

 

Considerando a queda da população de Ipirá para 56.876 habitantes (nem o diabo comendo água braba acredita que Ipirá não passe dos 60 mil habitantes; fomos garfados), mesmo assim, em 2023, ficamos na casa dos 170 milhões de reais/ano.

 

2024, ainda não terminou o ano, vamos considerar (previsão) uns 210 milhões de reais/ano e numa (previsão) para o próximo ano de 2025 vamos colocar o repasse para o nosso município na casa dos 250 milhões de reais/ano.

 

Então, o destaque prévio para as finanças do município: para um mandato de quatro anos, esse montante ficará em torno de 1 BILHÃO DE REAIS.

 

É muita grana! O que será feito com essa montanha de dinheiro? A pergunta é válida porque nenhum prefeito do jacu e do macaco mostra as suas verdadeiras contas de forma clara e transparente.

 

Como eles não fazem a prestação de contas de suas gestões, com uma planilha de suas receitas e despesas, aí o blog do Agildo Barreto faz uma radiografia dessas contas públicas. Como acontece?

 

500 milhões de reais, também conhecido por meio bilhão de reais, vai para o grupo que domina as finanças da prefeitura de Ipirá: os empresários de prefeitura.

 

Essa é a turma que monta vigília na boca do cofre. Podemos dizer que é a elite do governo. É o grupo mais favorecido e beneficiado pelo esquema montado. Estão no topo; são aqueles empresários que mamam no rabo da cachorra, através de contratos milionários de mais de UM MILHÃO de reais. São pouquíssimos, contados à dedos; hoje, são 13 empresários de prefeitura que totalizam valores de mais de 75 milhões de reais/ano (em quatro anos 300 milhões de reais).

 

É nesse patamar superior que se encontra a turma mais beneficiada pela prefeitura, naturalmente, são empresários amigos do gestor, diga-se de passagem, os verdadeiros e privilegiados amigos do prefeito, que os transformou em empresários, graças ao esquema que foi montado.

 

Para 2025 devem ficar em torno de 20 empresários de prefeitura. Se você não está nesse grupo é porque ainda não chegou a sua vez. São dezenove mil votos esperando essa sorte.

 

Em segundo plano estão os contratos de 100 mil a 999 mil reais/ano; aqui deve ser em torno de uns cinquenta contratos para empresários de prefeitura. E você, nada? Tenha calma, sua hora vai chegar!

 

Somando os dois planos, mais os contratos de 10 mil reais a 99 mil reais/ano; mais os aluguéis de casa e de carros, teremos um montante equivalente MEIO BILHÃO DE REAIS em um mandato de quatro anos.

 

500 milhões de reais já tem dono e os outros 500 milhões de reais, vai para onde? Vá fazendo as contas.

 

Quem garante esse domínio das finanças da prefeitura pelos empresários da prefeitura? O domínio do poder político no município.

 

Esse domínio político propicia a distribuição dos recursos públicos para os afilhados do esquema. Calma, uma hora você chega lá!

 

Se a situação atual, que está no poder municipal, necessitar de dez milhões de reais para a campanha (no caixa 2) esses empresários de prefeitura colocarão a grana em cima do balcão para manterem seus privilégios e a mamação. Você já viu que não tem besta nesse jogo?

 

Paga-se o preço que for exigido para não ser afastado da engrenagem do sistema. O poder executivo (prefeito mais vice) na casa dos 42 mil reais, (em quatro anos totaliza 2 milhões de reais).

 

O poder legislativo (quinze vereadores), (em 2025) 210 mil reais mensais; 2 ,5 milhões de reais/ano; em quatro anos, mais de 10 milhões de reais.

Junte verba de gabinete de mais de 4 milhões para o prefeito; verba de gabinete para os vereadores; mais mordomias; mais gastos do clientelismo. Politicamente o esquema montado em Ipirá é caro. O prefeito é o mais bem pago do estado. Os vereadores ainda não são, até o dia que resolverem ser.

 

A máquina administrativa engole 2.700 milhões em quatro anos para o secretariado. Some tudo, (no chute) deve ficar em torno de 20 milhões de reais (em quatro anos).

 

No chute, 450 milhões de reais deve ser verba carimbada da educação e saúde, sobra 30 milhões para a prestação de serviços.

 

Se você acha que minha prestação de contas não tem sentido, que você faça a sua para fazermos uma comparação, porque se ficarmos esperando os prefeitos de jacu e macaco apresentarem a deles, aí morre o burro e o tangedor.

 

Fica muito mais fácil falar da política do que das finanças. Observe que apareceram dois postulantes: o genro lançado pelo sogro, que é o prefeito; a esposa lançada pelo esposo, que é ex-deputado.

 

Clareando: o maior salário de prefeito do estado ficará com a tia ou com o sobrinho da mesma família, a Oliveira? Tudo em casa, papá!

 

O vice ficará com 14 mil reais. Aí choveu vice na parada da macacada, nem tanto pelo dinheiro, mas também; observe que panavoeiro: Jota Oliveira apresentou Paula de Enedino para vice, que foi indeferida pelo ex-líder Antônio Colonnezi, que se lançou a vice; sendo escanteado pelo PT de Ipirá que lançou Renê para vice; sendo recusado pelo ex-prefeito Dió, que prefere Lady, que é rejeitada por todos. Eu nunca vi tanta borregada enjeitada como essa que foi apresentada no curral da macacada!

 

Jogaram o laço para cima, pegaram de uma só laçada os vereadores Weima e Deteval. O vice sai dessa laçada. Sei não, viu! Cada vereador vai faturar 13.900 reais (em 2025), para ser vice por cem conto a mais e ficar como avestruz com a cabeça enfiada num buraco, sem nada ver, sem nada fazer e com a língua cortada. É melhor ter o respeito de vereador.

 

Na questão administrativa, cada secretário vai ganhar 11.200 reais. Aí a vara de icó enverga, porque tem até morador de Salvador se escalando como titular de determinada secretaria. Sem voto e se achando dono do time. Nem Pelé se escalava desse jeito.

 

Merece uma sugestão para a federação, que a secretaria seja ocupada pelo vereador que ficar na suplência. Esse negócio de medalhão querendo medalha de ouro sem jogar o jogo, só jogando farofa no ventilador, não cola nas Olimpíadas de Paris, quem dirá no esquema de esperteza do jacu e macaco. Abaixo a federação dos espertos.

 

Merece uma pergunta: porque a prefeitura de Ipirá no tempo do prefeito José Leão fez um prédio como o do mercado de arte, num tempo em que a verba da prefeitura era curta e, hoje, a prefeitura com 1 bilhão de reais na conta não consegue fazer nem o telhado desse mesmo prédio feito naquele tempo? Hoje, tem que ser com emenda parlamentar.

 

Ia esquecendo, e você se encaixou onde? Agora entendi, nos 95% do eleitorado macaco, na reserva, aguardando a hora que precisar de um atendimento médico fora daqui. Você não é besta, não! 

sexta-feira, 12 de julho de 2024

SEU VOTO ESTÁ DIZENDO QUE A LATA DE MARMELADA É DELE

O eleitor(a) de Ipirá deve sentir um orgulho imensurável ao verificar e descobrir que seu voto não é um canhão nem, ao menos, um badogue, mas um bumerangue que vai fazer o bem e retorna como um bem, bem maior ainda.

 

Qual é o valor do SEU VOTO nas Eleições municipais de outubro 2024?

 

SEU VOTO vai eleger o prefeito com maior salário do Estado da Bahia. Que Bruno Reis, que nada! O prefeito da capital tem vencimentos de R$ 25.3000,00. O prefeito que for eleito em Ipirá, que tomará posse em 2025, receberá R$ 28 mil reais.

 

Quem deu esse aumento? A Câmara de Vereadores de Ipirá. Tá dentro da Lei? Não tá fora. É moral? É legal, mas é de uma imoralidade sem tamanho. Imoral e injusto. Querer fazer de Ipirá algo maior do que Salvador (a capital) é injusto e imoral.

 

E tem mais! A Câmara de Vereadores de Ipirá botou brocando. Na sua conta (lá deles) deram um aumento de 37,3%; um vereador irá receber 13,9 mil reais (menos, muito menos do que um vereador em Salvador R$ 23.428,64). E tem mais!

 

Deram um aumento de 40% aos secretários da prefeitura. Cada secretário irá receber R$ 11.200 reais em janeiro 25. Foi de quanto o aumento dos funcionários e professores da prefeitura de Ipirá? Aí a Câmara de Vereadores botou lascando, 4% ou 5% parcelado.

 

A isenção e imparcialidade da Câmara de Vereadores de Ipirá é tão grande, que eles deram o aumento para 2025 (o próximo ano), em período de recesso, para ninguém ter a ousadia de dizer que estão legislando em causa própria.

 

Besta é a população! Ninguém sabe quais serão os próximos vereadores (doze serão reeleitos); ninguém sabe quem será o prefeito (se for o genro do prefeito atual é mera coincidência); ninguém sabe quem serão os futuros secretários (se for do jacu, macaco ou coligado é muita coincidência). Nada é em benefício próprio, nem dos seus, tudo é a mais pura coincidência.

 

Coincidência ou não, o SEU VOTO é quem escolherá os vereadores de 13,9 mil reais; o SEU VOTO é quem escolherá o vice de 14 mil reais e o prefeito com o maior vencimento (de 28 mil reais) no estado, que escolherá os secretários de 11,2 mil reais. Olha a importância de SEU VOTO nesse esquema da lata de marmelada.

 

Viu aí? SEU VOTO serve para botar alguém na cara do gol. Serve para dá um bom emprego a alguém. Emprego, não; um empregadaço! (com salário grande ou alto salário ou seja, salário de capital).

 

Se esse alguém não é você; que esse alguém seja, no mínimo, seu amigo, porque seria muita generosidade de sua parte ofertar um ótimo emprego a uma figura estranha, que você nem conhece, em troca de nada e com nada em troca.

 

Se esse teu amigo te deu uma merreca agora ou mesmo, o primeiro aperto de mão agora ou mesmo, uma banda de um abraço agora, perdoe-me pelo que eu vou te dizer: esse sujeito(a) é muito mais amigo da onça do que teu.

 

Desculpe-me pelo que eu disse, mas lembrei-me que, antigamente, havia na revista Cruzeiro uma charge de Péricles de Andrade, ‘O Amigo da Onça’ em que o personagem enrolava até o vento e dava nó em pingo d’água. Fazia das tripas coração para ficar de boa. É só uma coincidência.

 

Se você disser que: ‘não está nem aí e que vota no seu grupo’. Resta-me uma pergunta: o que seu grupo (jacu ou macaco) tem de seu? Esses grupos têm escritura passada e registrada (partidos políticos) em nome e domínio de três oligarquias (famílias oligárquicas) da politicagem local, então é muito mais deles do que seu.

 

Se tu não pertences a uma dessas três famílias, nada é teu, para tu chamar de seu, mesmo que não pareça é tudo deles, embora possas embrenhar-se pela ilusão de que tens algo seu no tudo deles. As migalhas e os sobejos caem da mesa do grande banquete.

 

Nada mais romântico e belo do que, quando dizes que: ‘não está nem aí e que vota por Ipirá!’ Você veio para o caminho que eu queria que tu viesses. Olha que responsabilidade: O TEU VOTO tem o poder de botar a pessoa escolhida na boca do cofre. O SEU VOTO escolhe uma pessoa para tomar conta de mais de UM BILHÃO DE REAIS (num mandato de quatro anos) de dinheiro público. UM BILHÃO DE REAIS nas mãos e se essa pessoa resolver jogar peteca?

 

O sistema que domina nosso município faz suas imposições e colocou Lá Êle (seu Tiago) e Lá Éla (dona Nina) no pé da montanha de um bi de reais e para escalá-la vão precisar de SEU VOTO.

 

Viu aí prá que SEU VOTO é bom? Tão bom que vai colocar um dos dois lá em riba. Provavelmente, SEU VOTO vai ficar cá embaixo chupando dedo, sempre esperando, sempre na espera de que o felizardo do seu presente o veja lá de cima. Oh, coitado!

 

SEU VOTO para escolher um prefeito (Lá Êle) sr. Tiago ou (Lá Éla) dona Nina para tomar conta de um bi de real (é mole?), para fazer o que bem entender, do ‘jeitinho brasileiro’ que quiser. Não se escolhe um prefeito(a), mas um dono(a) para o município.

 

Como foi que Lá Êle e Lá Éla conseguiram isso? Foi sorte? Foi escolha do povo? Caíram do Céu? Do Céu coisa nenhuma, só se for do céu da boca da onça! Qual é mesmo?

 

Lá Êle (sr. Tiago) é candidato porque é genro do atual prefeito Dudy (se não fosse, talvez e muito provavelmente, não o fosse). Lá Éla (dona Nina) teve a profunda vontade e intenso desejo de ser prefeita nesta terra, (se não fosse esposa do deputado, talvez e muito provavelmente, não o fosse). O sistema macaco abraçou Lá Êle (sr. Tiago) e o sistema jacu abraçou Lá Éla (dona Nina).

 

Como ter SEU VOTO para ser chamado de TEU se o Sistema Jacu e macaco impões as cartas que vão para a mesa? SEU VOTO só faz dá amém ao pacote que já vem pronto. O prefeito presenteia o genro com uma prefeitura; o deputado não deixa por menos, presenteia a esposa com a mesma prefeitura. Não tenha nenhuma dúvida, SEU VOTO é quem vai pagar o presentaço. Vai pagar caro.

 

Por coincidência, alguns podem considerar uma questão de sorte, o poder Executivo no município de Ipirá, em 2025, com o maior salário de um prefeito no Estado da Bahia, para tomar conta de um cofre com mais de um bilhão de reais (em quatro anos), cairá de mão beijada, de graça, de boa, no colo da família Oliveira, pois Lá Éla (dona Nina) é esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira e Lá Êle (seu Tiago) é sobrinho do deputado Jurandy Oliveira. O sobrinho e a tia (é muita coincidência!). Tá tudo em casa.

 

O jogo é de compadre e comadre. Ipirá viverá uma verdadeira farsa nestas Eleições 2024: o prefeito mais bem pago da Bahia, sentindo-se o dono do município; um cofre abarrotado com um bilhão de reais (quatro anos); os verdadeiros amigos (empresários da prefeitura) dividindo um bolo de mais de cem milhões de reais por ano (quase meio bilhão em um mandato de quatro anos); e, SEU VOTO, na triste ilusão de que é poder, de que tem grupo, de que é amigo do homem, de que será o vencedor das Eleições, simplesmente, por catar um envelope com quatrocentos reais embaixo da mesa do banquete. Quanta miséria em nossa terra!
 

sábado, 6 de julho de 2024

ME ENGANA QUE EU GOSTO

A história da politicagem de Ipirá despencou de vez; virou uma grande farsa. Uma única família vai abocanhar a prefeitura sem muito esforço, sem muita escaramuça, mas de boa, com base na astúcia. No pacote embrulhado e amarrado vem a candidatura da esposa do deputado Jurandy Oliveira e a candidatura do sobrinho do deputado Jurandy Oliveira. Chova ou faça sol vai dar a família Oliveira.

 

Os mais jovens não tiveram a desventura de vivenciarem uma coisa tenebrosa, que assustava e inquietava uma juventude inteira. Dois clubes sociais: o Caboronga e o Ipiracy. Quem frequentava o Clube Caboronga não entrava no Clube Ipiracy e vice-versa. Prevalecia a mão-de-ferro. O povão não entrava em nenhum dos dois, seu rala-bucho era no mercado de farinha.

 

A população estava ferrada e dominada. Três famílias formavam a elite política que controlava o povo por meio do chicote e da opressão. A autoridade do coronel era absoluta e inquestionável. A autoridade da justiça ficou conhecida e falada; ‘eu te entrego à Justiça do Camisão’ era a sentença fatídica. A autoridade da batina e da cruz amedrontava o povo, ninguém queria ir para o inferno, muito menos ter ‘pata com o diabo’ mesmo recebendo uma panela de dinheiro. A autoridade da polícia torturava na calada da noite; triste da ‘mulher de vida fácil’ que morava no Tanque de Santana, que era ficante no coió de Anália, que era precisamente um cabaré decente, que teve as mãos inchadas por bolos de palmatória, por usar uma mini saia e ainda ficou falada na rádio Globo do Rio de Janeiro. ‘Triste Ipirá! O quão dessemelhante.’

 

Essa coisa maldita, perversa e cruel era a essência do sistema jacu e macaco, a sua face obscura, que tinha por base de sustentação a fazenda de gado humano, o tal do curral eleitoral: o proprietário, o vaqueiro, o gado humano ferrado, batizado e dominado. Aqui pra gente, esse sistema jacu e macaco já deu o que tinha que dá! Embora ainda, prevaleça moribundo atrás do poder municipal, sem querer desaparecer. Que vá logo para o inferno.

 

O sistema jacu e macaco criou um monstro que está devorando seus atuais e legítimos representantes. Os últimos líderes do sistema jacu e macaco, Luiz Carlos Martins e Antônio Colonnezi estão num mato sem cachorro, perderam as rédeas e o registro da chefatura. São os últimos chefes do pedaço. Não conseguem manter o status quo.

 

Não é mais como antigamente. Para manter a fazenda humana dominada e controlada dá muito trabalho e ficou custosa demais; custa os olhos da cara.

 

Com uma brutal mercantilização, o dinheiro foi ganhando espaço, aceitação e força como moeda de troca, toma lá dá cá; passando a ser o grande e maior paradigma, até mesmo suplantando a consulta grátis. A medicina já não dá o prestígio dantes, doravante a consulta paga com dinheiro apaga, sufoca e enterra a consulta grátis paga com voto.

 

A UPA, o SUS com atendimento amplo, geral e irrestrito, além de gratuito, tirou a força, o prestigio e a performance do médico-líder, que optou pela cobrança da consulta.

 

O clientelismo necessário para manter o poder ficou caro. Até mesmo o líder-médico passou a dançar essa música. Para alcançar o poder político tem que ter dinheiro. Agora um comerciante rico pode ser mais forte do que um médico remediado.

 

Com a prefeitura existem muitas facilidades; sem a prefeitura, são obrigados a meter a mão no bolso para sustentar uma malandragem que possui um grande trânsito e influência dentro do sistema. Os líderes não são bestas, nem bobos. Continuar sendo donos e proprietários de fazendas de votos custa muita grana e grande sacrifício. Muitas vezes não vale a pena, nem compensa para os médicos. O eleitorado de Ipirá ficou amarrado nesse novo mourão.

 

A politicagem de Ipirá naufraga em mar revolto. O sistema jacu e macaco já deu o que tinha que dá; está saturado, superado e empacado. Não consegue responder as demandas do município e da população. O sistema vive uma crise profunda e irreversível. Uma crise de liderança.

 

Seus líderes estão degringolando e sem poder de autoafirmação. A liderança do macaco Antônio Colonnezi ficou estrangulada e amarga uma posição coadjuvante, não exerce mais o protagonismo anterior, não viaja mais na janela da frente, saiu do comando, foi ultrapassada pela máquina possante do chefete Dudy, que tem como motorista o ex-prefeito Dió.

 

A liderança do jacu Luiz Carlos Martins está se afogando numa bacia de lavar o rosto. Sem recursos financeiros largos para bancar uma campanha competitiva; órfão do governo do estado e com dificuldades políticas para manter uma candidatura da família Martins na cabeça; sem conseguir formar uma coalizão que favoreça à possibilidade de tomada do poder; balançou a roseira e entregou o cabedal de treze mil votos ao primeiro aventureiro que bateu na sua porta. Está se afogando agarrado num tronco que não dá mais fruto.

 

O vereador Deteval Brandão cantou a pedra: ‘já foi e caiu de maduro!’ O vereador é o maior defensor do que ele chama de Nova Política. Aí, falam em Antônio Colonnezi para vice-prefeito de Tiago. Oxente! Que desgraceira é essa na estrada de Feira?

 

Não era o Novo? Que Novo é esse? Um Novo que não consegue se livrar da tradição. Que está preso ao passado como a um fantasma maldito que não larga o osso, do qual não consegue se livrar, se desgarrar. Um Novo que chega amarrado pelo pescoço e germina num pau de fuso querendo ser uma melancia. Um Novo que não consegue se desvencilhar, se soltar, se desgarrar da sua própria sombra. Que Nova Política é essa?

 

Que Novo é esse? Que não consegue se sair do velho e antigo parceiro; nem mesmo desfazer o casamento, parece que não existe divórcio do macaco. Isso é farinha do mesmo saco.

 

Sabe por que é farinha do mesmo saco? Porque não consegue atender à reivindicação da federação que quer Renê na vice, preferindo um antigo membro da velha política, que eles dizem não querer aproximação.

 

Que Política Nova é essa? Que dispensa a ex-vereadora Paula de Enedino da vice, afirmando que ela não é de confiança plena? Oxente, seu Novo! Explique aí porque Antônio Colonnezi é merecedor de plena confiança, se o homem esteve com a mala e a cuia no bagageiro da jacuzada! Explica isso ai, cara!

 

Na verdade, o tal do Novo não consegue se desligar da antiga liderança tradicional macaca nem a pau. Esse tal do Novo é um grande, velho e antigo blefe, que não consegue se desvencilhar de sua própria assombração, a velha e morfa caricatura de macaco, que sucumbe por não ter resposta para os verdadeiros problemas do município de Ipirá. Que Nova Política da desgraça é essa?

 

O sistema jacu e macaco desgastou-se, sem saída, ruiu. O que prevalece hoje na política de Ipirá? Um porquinho de barro para poupar moedas. Num mês, vinte milhões de reais; num ano, duzentos e quarenta milhões de reais; em um mandato, um bilhão de reais.

 

O porquinho de barro ficou gravido e virou o cofre da prefeitura, abarrotado de milhões. Quem vai tomar conta dessa grana? A família Oliveira agradece ao seu voto. Esse será o resumo da farsa. Esse será o resultado da farsa política. A montanha pariu um rato assustado.
 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

SÃO JOÃO DE IPIRÁ

Festança mesmo foi na casa do tio deputado. O sobrinho chegou todo nos trinques, camisa com estampa xadrez, calça jeans com uns dois remendos na frente e um atrás, chapéu de palha na cabeça, soltando risos e falando aos presentes:

 

- Minha tia! Eu tenho mais de dez mil, bem na frente...

 

A tia deu um pinote e foi falando em voz alta:

 

- Você está sonhando acordado, meu sobrinho! Eu quero ver ...

 

Foi interrompida pelo sobrinho:

 

- Por que a senhora está assustada, minha tia? Eu estava dizendo que tenho mais de dez mil espadas aí na frente da casa para patrocinar a guerra de espadas em toda a cidade e ...

 

A tia respirou fundo, tomou fôlego e pensou ‘’distribuindo dez mil espadas ele vai conquistar muitos votos, mas a eleição é em outubro, daqui prá lá isso vai perdendo efeito.” Convidou o sobrinho para irem até a cozinha, lá chegando, pegou um bocapio e retirou de dentro, com um pouco de esforço e sacrifício, cinco milhões de um metro cada. O sobrinho tomou um susto daqueles, quase desmaiou:

 

- Como a senhora, minha tia, conseguiu tantos milhões e o que a senhora, minha tia, vai fazer com eles?

 

- Meu sobrinho, você está vendo esses cinco milhões (espiga de um metro), não está vendo? Isso é real e na real, de real mesmo, eu vou debulhar para o povo que vai tocar suas espadas.

 

O sobrinho pensou: “agora, foi que deu, tenho que mandar meus puxas espalharem que a prefeitura tem cem milhões nos cofres!” Pensou bem pensado, quando ia responder seu tio chegou e foi falando:

 

- Vamos fazer aqui a Oração de São João, família que reza unida permanece unida. É disso que vocês precisam saber. Vão prestando atenção, esse bate-boca de vocês tem que ir até outubro, depois disso é nenhuma. Na Ceia de Natal quero ver todo mundo aqui em casa e todo mundo unido e animado. Nesse dia, vou lê meu testamento e de antemão já digo, para nossa querida família, que está acima de tudo e de todos, inclusive acima de jacu e macaco, é bom que fique bem claro, a principal cláusula de meu testamento é que vou deixar uma prefeitura para ser governada por vinte anos por nossa família e eu quero está bem vivo para ver isto acontecer.

 

A tia e o sobrinho foram pular fogueira, com aquela animação. Era a dança de comadre com compadre. A coisa estava tão animada, que não deixava a menor dúvida: essa foi a dança vencedora do São João de nossa terra.

 

Tão vencedora que perdurará até o mês de outubro na viseira do povo, com a tia e o sobrinho querendo ficar falados na boca e na língua da população, que estava acostumada com jacu e macaco e, de repente, empurraram uma espada e uma espiga goela abaixo sem pena.

 

Fogueira com muito fogo, foi no forró da federação. O esperto ex-prefeito Dió, querendo tirar uma de bacana, como se ninguém naquele ambiente conhecesse a sua trajetória política:

 

- Deputada, eu desde o tempo de academia que tenho militância na esquerda, que mantive com firmeza, de forma constante, por toda minha vida, sem arredar um pé sequer ...– disse o ex-prefeito Dió.

 

O fogo da fogueira esquentou com as labaredas. O sociólogo Genelício Santiago não deixou barato, falou o que todos tinham que ouvir:

 

“Quando Waldir Pires despontou como o provável governador da Bahia, aqui em Ipirá, Diomário Sá, que andava no ninho do carlismo, armou a tomada do PMDB das nossas mãos para beneficiar o grupo de Delorme Martins...”

 

Está correto o sociólogo. Eu pego um tição da fogueira para aumentar as labaredas do fogo. Diomário tinha trânsito livre na cozinha do reconhecido cacique carlista Delorme Martins, que chefiava a jacuzada, quando ocorreu a grande possibilidade de derrota do carlismo na Bahia, com a eleição de Waldir Pires (que aconteceu); o jacu de carteirinha Diomário Sá tomou para si a incumbência de fazer o ‘trabalho sujo’ em benefício da jacuzada e ‘assaltou o PMDB local’ tomando-o de nossas mãos, apoiado por uma trempe de eleitores de cabresto da jacuzada. Assim foi feito.

 

Hoje, o PMDB (que virou MDB, de novo) não está no cardápio político de Diomário, que virou PSD. Na nossa análise, nesse emaranhado da politicagem local, Diomário Sá progrediu muito e tornou-se o grande e poderoso chefão do grupo da macacada, mas, nem por isso, tem credencial para ser o condutor da política de esquerda em Ipirá.

 

Não podemos teatralizar a vida pública, com atores interessados em embalar um perfil de um ilusionista falso. Qual é o grau de dissimulação? O que se foi não pode desaparecer sem ser notado, da forma que consta e foi anotado na caderneta da quitanda. Tá tudo anotado, ninguém pode esconder nada. Ninguém pode impedir que o tomem como tal qual é.

 

Qual é o grau de esperteza e de oportunismo? Será que o vale-tudo é o verdadeiro vale que foi deixado na quitanda? Qual é o grau de hipocrisia e insinceridade que habita aquela carapaça e tônica política?

 

A fogueira de São João pode servir, também, ao princípio maquiavélico: “os fins justificam os meios”. O terreiro acaba sendo o palco do teatro, do espetáculo, da encenação para dramas e comédias. Aí aparece um espertalhão cheio de recursos artificiais e muita dramatização, com muita exibição de alguns sinais, querendo ser o que não é, querendo ser o ‘doró do pedaço’. O sociólogo não deixou de graça e pagou prá ver, na medida em que, passou a régua para desmascarar o vendedor de ilusão e resgatar a verdade.

 

Com sinceridade. Minha intenção era votar em Jaildo do Bonfim para prefeito de Ipirá. Tem mais cara do povo do que as duas candidaturas postas. Tem mais realidade da vida do catingueiro nas costas, do que as candidaturas da oligarquia Oliveira colocadas (pelas elites e pelo esquema jacu e macaco) na vida do povo ipiraense. Infelizmente, não deu certo.

 

Com mais sinceridade ainda. Não tenho a menor intenção em votar em Jaildo do Bonfim para vereador. Ele pode ter sido um ótimo vereador para as regiões que representa, mas ficou devedor para regiões que não constam da sua custódia.

 

Com toda sinceridade. A problemática do meu voto pessoal é angustiante. Me sentirei malogrado se o vereador em quem eu votar não bater de testa no esquema das oligarquias de Ipirá. O vereador Jaildo não levantou essa bandeira. Não sendo merecedor do meu voto pessoal.

 

Na federação, a fogueira queima em altas labaredas. A federação fará um vereador. Tudo bem, tudo beleza! Tudo indica (não é certeza absoluta) que Jaildo será o único vereador eleito.

 

A matemática eleitoral é mais ou menos a seguinte: vamos supor que Jaildo tenha mil votos e que o coeficiente eleitoral fique em 2.500 votos. Para tornar-se vereador ele precisará de 1.500 votos da esquerda.

 

E a esquerda para fazer um vereador do PT ou PCdoB precisará de quantos votos? Depois de ter ofertado 1.500 votos (suposição) para eleger o primeiro mais votado da federação, naturalmente, precisará alcançar um coeficiente de 2.500 votos para não ficar dependendo da sobra para a última vaga.

 

Isso é o mais provável do que possa acontecer. Enquanto isso, a federação está preocupada com um Programa Mínimo de Governo, importante para uns, desnecessário para outros, que está cheio de assinaturas, mas não passa daquela aliança junina, da comadre e do compadre saltando um tição apagado, sabendo todos que é tudo de mentirinha.

 

E o meu voto para a vereança? Eis a minha grande dúvida. 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

SEM NOVIDADES!

Você já percebeu que a política de Ipirá parou? É claro que estou falando da politicagem de Ipirá! Tem duas pré-candidaturas (o sobrinho) e a (esposa) do ex-deputado Jurandy Oliveira na crista da onda e não saem do lugar ou melhor, não disseram para que vieram. Tá tudo parado. Procuro uma novidade e não vejo.

 

Um vereador da situação disse que “sendo proibido campanha e propaganda antes do tempo, a coisa fica queimando igual a fogo de monturo”.

 

Outro vereador da situação decretou: “a nova política é feita com partidos, acabou jacu e macaco nesta terra!”

 

Foi a vez do vereador da oposição: “quando chuvisca na estrada da Caboronga, não tem condições de transitar um carro na ladeira, tanto faz subindo ou descendo, ele desliza e fica patinando!”

 

Os vereadores disseram tudo, não precisa dizer mais nada. Tudo o que for acrescentado não passará de enchimento de linguiça com vento ou melhor dizendo, seria o mesmo que jogar farofa no ventilador.

 

Não tem nenhuma novidade. Não tem quem suporte uma campanha eleitoral de um ano e meio antes do pleito. É coisa de doido! Uma campanha de tiro curto (no período legal) custa os olhos da cara, imagine uma campanha de um ano e meio! Nem a Casa da Moeda suporta!

 

Você pensa que é brincadeira? Eu digo assim: se a pré-candidata Nina não tiver 5 milhões de reais, naquela bolsa de madame, para motivar o eleitorado da jacuzada, ela não vai ver nem a cara da eleição, imagine o cheiro, dessa eleição de outubro 2024!

 

Eu não estou criando nada. Quando fui candidato a prefeito em 2008, o eleitor dizia: “tu já viu liso ganhar nada!” O que foi válido para minha candidatura tem validade para qualquer candidatura que esteja pleiteando a prefeitura. Só vale pra mim? Essa é uma lógica que tem abrangência.

 

O sobrinho é o candidato chapa-branca, nesse caso, mergulhará sem cerimônia para se lambuzar na banheira do poder. A tia é a candidata da oposição ‘ninho de jacus’, que vai lutar para derrubar a ‘torre de marfim’ que se estabeleceu na toca da macacada. Será que ela pensa que vai ser a luta do tostão contra o milhão? Oh, coitada!  Se nessa bolsa de madame não tiver uma alcateia de lobo-guará (cédula de duzentos reais) pegando picula ela pode esquecer do sonho e cair na buraqueira. Já foi, a candidatura da titia!

 

Eu não digo que acabou jacu e macaco, mas que a crise é profunda, lá isso faz sentido; que o profissional médico perdeu a coroa na politicagem local, lá isso é um fato evidente e explico: quando a pré-candidata Nina chegou na jacuzada foi-lhe perguntado: “você trouxe quem?”

 

A pré-candidata encheu a boca: “eu trouxe o médico Antônio Colonnezi e o homem mais rico da cidade, que eu considero o homem do dinheiro, um banqueiro.” A jacuzada vibrou. O médico veio e voltou. O banqueiro ficou.

 

‘Os bons filhos à casa tornam’. Agora, o apito do médico é surdo. Quem dá as cartas já disse: “o médico Antônio Colonnezi será o vice do lado de cá se Luíz Carlos Martins for o vice do lado de lá.” Arremeteram: ‘Nem xi, nem xéu, lugar de santo descarado é no céu!’

 

Essa é a nova situação dos médicos, um papel de subalternidade. ‘Quem viu Naninha!’ Como dizia o saudoso vascaíno Antônio de Púbio, que deve ter ficado engasgado com a lapiada de meia-dúzia de banana no lombo. “Uma dúzia de banana em campo!” Arremeteram: ‘mas seu Antônio, o time só tem onze!’ Despachando: “quando você foi buscar os cajus, eu já vinha com as castanhas, não tenha dúvida que coloquei o presidente do time no meio”.

 

O banqueiro sumiu. A pré-candidata Nina ficou com a cuia na mão; sem voto e sem dinheiro. O médico dr. Luíz será um bom vice para bancar a campanha. E ruim, titia!

 

Um ex-prefeito já disse: “se a ex-vereadora não for a vice eu não apoio meu primo, que é sobrinho do meu tio!” A coisa tá nesse pé.

 

Dá para notar que o médico Antônio Colonnezi perdeu o cacife, virou coqueiro sem fruto. O ex-prefeito Dió estampa um sorriso de canto de boca, sabendo que, a única influência a derrubar é a do prefeito Dudy junto ao senador Oto. O resto tá tudo dominado.

 

A federação embarcou na conhecida pirâmide de assinaturas. Vê lá se Thiago tem compromisso com programa de governo, principalmente se a transparência for a bússola para embarreirar compromissos esquemáticos. Será muito mais aceitável arranjar emprego e secretaria para alguns desse conglomerado.

 

Estamos sem novidades, até mesmo porque, com esse chuvisco de inverno, a ladeira da Caboronga ficou ensaboada e, até mesmo, o jegue carregado de cana-de-açúcar empacou no meio da ladeira, não sobe nem desce. Tá igual a politicagem de Ipirá.

 

Eu digo o seguinte: se os dois pré-candidatos fossem os médicos Antônio contra Luíz, mordendo um ao outro, no esquema jacu e macaco, isso aqui estaria pegando fogo. Mas, como diz o vereador, na nova política os dois médicos estão aposentados e de pijama, para o bem e a felicidade do povo ipiraense. Que assim continue, enquanto vidas tiverem.

 

Sem qualquer novidade, resta o jegue carregado de cana na ladeira da Caboronga. Para subir ele depende do seu voto. Infelizmente a lei eleitoral não permite propaganda fora da época. Nessa impossibilidade, não podemos divulgar o seu número, mas de 90 a 99, meta o dedo e aperte duas teclas, depois confirme e veja o que acontece. 

sábado, 1 de junho de 2024

O PREFEITO DUDY CAMINHA PARA 300% DE ACEITAÇÃO

O município de Irecê vai abrigar um megaprojeto com investimento previsto de R$ 340 milhões. O município de Ipirá vai abrigar a implantação de uma unidade fabril, com um investimento previsto de R$ 20 milhões.

 

No município de Irecê será para o “aproveitamento de rochas carbonáticas fosfatadas, para produzir, a partir de 2026, fertilizantes fosfatados e corretivos de solo que tornará a Bahia autossuficiente nesses importantes insumos para nossa produção agrícola.” (uma pergunta: isso aí não é a mesma coisa daquela ‘Terra de Ipirá’ da região do Bonfim?). É só uma pergunta.

 

No município de Ipirá será para a “produção de dois milhões de pares/ano de calçados femininos, com a pretensão de que 30% sejam exportados e o restante seja distribuído nacionalmente.”

 

Em Irecê “o empreendimento vai gerar 900 empregos (diretos e indiretos) com aumento da massa salarial na cidade de Irecê de R$ 31,3 milhões/ano.”

 

Em Ipirá, “o empreendimento tem a perspectiva de geração de 1 mil empregos diretos e 200 indiretos.” Uma observação: essa empresa emprega na Bahia mais de três mil funcionários em nove unidades industriais, em nove cidades. (média – 350 funcionários). Vamos aguardar!

 

Não tem como comparar. Não tem mesmo! É até covardia de minha parte. Em Luís Eduardo Magalhães acontece a Bahia Farm Show: “A feira, que espera repetir R$ 8 bi em comercialização, vai ocupar uma área de 242 mil metros quadrados, um incremento de 9% em relação à edição passada, uma infraestrutura que vai abrigar 420 expositores.”

 

Em Ipirá, durante a ‘Expo Ipirá 2024’, um produtor de outra cidade trouxe dez carneiros da raça Dorper, que eram vendidos a 12 mil reais cada um; não vendeu nenhum.

 

Fico imaginando se o prefeito Dudy fosse o gestor das bandas de lá! Se nas bandas de cá, o homem tem 78,96% de aprovação; se o homem estivesse do lado de lá (Irecê, Luís Eduardo) estaria com 200%! Olhe, bem! 23,74% acham o gestor Dudy ótimo, ou seja, bom todo.

 

Se tiver algum ‘empresário de prefeitura’ fora desse patamar, o digníssimo empresário é merecedor de tomar uma surra de cansanção e ficar pelado com o furico num buraco de formiga Jiquitaia. É o merecimento que merece um sujeito ordinário e ingrato, que não tem reconhecimento de gratidão. Essa gente, tinha que votar trezentas vezes!

 

O prefeito Dudy está fazendo um bom governo para 39,39%. Que gente ingrata! Por que essa turma não subiu a gangorra para um ótimo governo? Esse pessoal tem que saber, que ‘empresário de prefeitura’ não é pra todo mundo.

 

Para botar o gestor Dudy na casa do regular fizeram cantoria 27,78%. Esse povo não merece confiança; imagine que esse povo não foi para bom, significa que pode, muito bem, descer para a casa do ruim!

 

Se o gestor Dudy fosse prefeito de Irecê ou Luís Eduardo estaria com 200%, por que sua aceitação aqui é só 78,96%? Vamos melhorar esse troço aí; junta ótimo, bom e regular e o homem crava 90,91%. Êta, bicho arretado de bom!

 

Melou! Moiou papá, a conta não bate! O pesquisador trocou a gaveta. 14,98% reprovou o homem. Fez o curso de administração naquela escola de administração que funcionou no Polivalente (de tão boa já acabou faz décadas) e não foi buscar o diploma. 2,53% disse assim: “pense, num trem ruim!” e tem mais, 5,72% está achando péssima sua administração (êta, jacuzada miserável!).

 

Ainda, tem mais! 6,90% nem sabiam que tinha prefeito no município. Mas na bandeja de baixo ficou assim: lascando o homem tem 8,25% e somando com os que pensam que ‘a desgraça que vier dá no mesmo’ vai para um total de 21,04%.

 

Aí não tem jeito, a gente vai ter que desparafusar a administração Dudy. Certo que o homem recebeu uma herança maldita dos quatro anos passados, que recebeu uma desgraceira dos doze passado... Isso é um disco de chorinho que você escuta na vitrola.

 

Diga uma obra do governo Dudy, com recursos da prefeitura? Eu digo a melhor, a compra da Casa do Estudante de Ipirá (o deputado Daniel ajudou com quase 30%). Diga mais uma obra do governo Dudy com recursos próprios?

 

Herdando uma bagaceira, o governo Dudy foi bom em reforma: reformou o Mercado de Arte; o Centro de Abastecimento; a UPA; as escolas; o Posto de Saúde do Jaguarão e outros no interior; as estradas rurais; os buracos das ruas.

 

Montado e metendo a espora em Emendas Parlamentares de deputados, a administração do prefeito Dudy calçou muitas ruas na sede e no interior; ao tempo que, asfaltou outras tantas. Se a gente for para a ponta do lápis, os vereadores de Ipirá conseguiram mais emendas do que o prefeito, então trouxeram mais obras do que o prefeito.

 

O prefeito Dudy também não ficou atrás e conseguiu, junto ao governo do Estado, a iluminação da entrada da cidade e a escola de tempo integral. O quê mais mesmo? O que mesmo a gestão Dudy fez com recursos da prefeitura?

 

Compra de carro não é obra. É bom o prefeito dizer a obra e o valor. Toda essa indagação é devido ao prefeito não ter cumprido sua promessa da campanha, com base na transparência, da prestação de contas em praça pública; também, porque o sistema jacu e macaco montou a maior farsa eleitoral já vista em nosso município, com duas candidaturas de uma mesma família, aí parceiro, vai virar jogo de comadre com compadre, ninguém vai entrar em bola dividida e o prefeito Dudy vai ficar com 300% nas pesquisas das paradas de sucesso.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2024

A NOITE DO PIPOCO

Noite de terça-feira (14 de maio), um foguetório estrondoso abalou Ipirá. O que está acontecendo? O mundo vai se acabar? Não, não! É a macacada comemorando uma pesquisa (o que é que o dinheiro público não faz!).

 

Eu gosto de analisar pesquisa e essa então; qualquer pesquisa faltando cinco meses para as eleições não tem muita referência concreta; por estar muito distante do pleito não merece nenhuma credibilidade. É apenas uma amostra de momento. Para a macacada é motivo para foguetório (também, com dinheiro público tudo é motivo para foguetório).

 

O que vale são os números. De forma espontânea, sem apresentar nomes, quem aparece na liderança é a família Oliveira com 65,66% das intenções de votos. Não souberam e não votarão (de maneira ‘arguma’) na família Oliveira ficou com 30,47%. As oligarquias do poder não gostaram: como é que pode uma disgrameira dessa? Pessoal, faz outra enquete aí. Agora apresentando os nomes.

 

Assim foi feito. Os candidatos são o sobrinho e a tia da família Oliveira: aí não teve jeito, brocou bem brocado, pulou para 84,34%. Eu nunca pensei que a família Oliveira (apesar dos dez mandatos do ex-deputado Jurandy Oliveira sem muita coisa a apresentar) tinha tanto prestígio em Ipirá.

 

Aqueles 30,47% que não iam votar em ninguém e nem sabiam que ia ter Eleições em 2024 pularam do barco e deram uma rabichola; ficando apenas 15,65% na determinação de não aceitar o cabresto imposto pelo sistema, que coloca ‘macaco 1’ contra ‘macaco 2’ na balança, como se fosse um genérico de jacu.

 

Depois do pipoco, é óbvio que forçado, tomei uma decisão: vou fazer minha pesquisa.

 

De imediato, procurei um instituto de pesquisa e fiz um contrato com um tal de Ibo... Ibo não sei o quê. Só pelo nome, cobrou-me um preço salgado; mas fazer o quê, paguei adiantado e tracei as linhas do que eu queria saber:

 

“Para prefeito não precisa pesquisar, já sei quem ganha, tá tudo combinado e confirmado e não existe dúvida, vai dá a família Oliveira. Ou dá o sobrinho ou dá a tia. Para quem gosta de dizer que não é bem assim, eu vou deixar bem claro: ou dá o sobrinho ou a esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira.”

 

O ex-deputado tá de boa! Não precisa nem gastar muito dinheiro (cinco milhões de reais), basta ficar sassaricando no galinheiro dos jacus e ciscando no terreiro da jacuzada, para ver se a família Martins coloca uns dois trocados para a disputa (é ruim, papá!). Esta é, sem dúvida, a maior farsa eleitoral já apresentada em Ipirá.

 

Mas voltando ao nosso assunto. Com quinze dias recebi o resultado da pesquisa para vereadores, encomendada e paga, com uma observação:

 

OS DOIS NOMES SUGERIDOS COMO VEREADORES MAIS VOTADOS NÃO OBTIVERAM RESULTADOS SATISFATÓRIOS E SERÃO DERROTADOS NO PLEITO DE 2024.

 

Não é possível! Fiquei impressionado, diante da surpresa. Mostrei a pesquisa a um conhecido e ele foi dizendo: “isso é uma pesquisa descarada!”

 

Fui direto ao dono do instituto para ser ressarcido pelo que paguei e escutei: “não vou fazer nenhuma devolução, minha pesquisa é científica, categórica e verdadeira.”

 

Eu falei: “sua pesquisa está contaminada de erros,” e ele retrucou: “se os dois candidatos sugeridos como ‘campeões de votos’ forem apresentados para prefeitos terão vinte mil votos cada um, mas para vereador nenhum dos dois serão eleitos, nem o ex-líder Antônio Colonnezi, nem o ainda líder Luiz Carlos Martins e tem mais, nem esse sobrinho Tiago, nem essa tia dona Nina. Vereador é cada um por si, quem tiver a unha maior que suba na parede; prefeito é todo mundo trabalhando prá um só. Desse jeito até nosso amigo Luiz Gambá arrebenta a boca do balão, com o bocapiu abarrotado de votos. Vá fazer suas análises e passe bem!”

 

É importante, nesta análise da pesquisa apresentada, dizer o seguinte: em 2020, o município de Ipirá tinha 44.808 eleitores. Naturalmente, ocorreram alterações (novos eleitores jovens, transferências, mortes, etc) e com certa base, o município de Ipirá terá 48.625 eleitores inscritos para o pleito 2024.

 

Em 2020, não compareceram para votar 17,56 % (7.869 eleitores).

 

Em 2020, compareceram para votar 82,44% (36.939 eleitores)

 

Para 2024, (suposição) que compareçam 83% para votar, teremos 83% de 48.625 mil eleitores, será um total de 40.358 votos.

 

Em 2020, brancos e nulos ficaram na casa de 7,48%. Para 2024, a pesquisa apresenta 15,65%, vamos na meiota, 10% ou seja, 4.035 votos. Assim sendo, a família Oliveira (a tia e o sobrinho) ficará com 36.323 votos. Nunca, em nenhum momento da história de Ipirá, uma família apresentou tamanha quantidade de votos.

 

Toda eleição municipal, sempre acontece mais votos para vereadores do que para prefeito. Vamos colocar 38.000 votos para o legislativo. 38.000 dividido por 15 cadeiras = 2.533 (como coeficiente) para fazer o primeiro vereador.

 

(Com base nas votações de 2020). A jacuzada dividiu-se em duas chapas. A chapa do União (3 vereadores fortes) 4.443 votos (em 2020), dá para fazer um vereador; faltando apenas 623 votos para o segundo e com um total de 7.599 votos farão 3 cadeiras. As 13 candidaturas que enchem linguiça vão ter que se virar.

 

A outra chapa da jacuzada é a chapa do PSDB (2 vereadores mais 1 candidato forte) 3.147 votos (em 2020) dá para fazer um; o segundo, com mais 1.919 votos; um total de 7.699 votos para 3 cadeiras. As 13 candidaturas que enchem linguiça vão ter que fazer das tripas ‘um coraçãozinho de live’ para eleger os três vereadores.

 

A chapa do PDT (3 candidaturas disputando) 2.571 votos, (em 2020) suficiente para fazer uma cadeira; para a segunda faltam 2.500 para fazer o segundo e um total de 7.637 votos para o terceiro. Não é fácil.

 

A Federação (PT, PCdoB, PV) que tinha 3 vereadores e fará um vereador com certeza; Jaildo do PV, o mais provável, 1020 votos (em 2020) faltando 1.513 votos para Jaildo ser vereador; para o segundo faltam +2.533 votos. A esquerda só fará um vereador com 4.046 votos (somatório do que falta para Jaildo + um coeficiente.)

 

Aí vem o PSD, o bonde do Legislativo de Ipirá, com 10.056 votos (em 2020) (7 vereadores e mais 4 candidaturas fortes) com 4 cadeiras garantidas; com 12.589 votos (faz a quinta); com 15.122 votos (faz a sexta); com 17.655 (faz a sétima). A carreta vai deixar para trás (é possível que) 4 ou 5 candidatos que vão cair na buraqueira.

 

Ainda tem a chapa do Avante e a chapa do Agir, que poderão obter duas vagas, bastando que atinjam o coeficiente com as suas dezesseis candidaturas (cada um). Observação: a última cadeira será completada com a maior sobra das chapas que alcançarem o coeficiente.

 

Se os meus números não representam nenhuma verdade e nenhuma realidade, o que está mais do que claro, motivo pelo qual ninguém tocou foguetes, da mesma forma que, a pesquisa não representa nada mais do que uma simples enquete de momento, parecendo nuvens, que a todo instante mudam de lugar. Minha conclusão: tocaram foguetes PELOS recursos públicos.