quarta-feira, 13 de julho de 2022

O RISCO QUE CORRE O PAU CORRE O MACHADO

Em junho/22, a prefeitura de Ipirá teve uma receita de R$ 12.479.961,99 (a maior arrecadação do nosso território).

 

Tem vereador que tem mais obra (com emenda parlamentar federal) do que o prefeito, por isso o prefeito tem que divulgar suas obras e deixar de lado seu rosário de promessa.

 

O programa Papo Reto divulgou que o palco do São João custou quase um milhão de reais, procurei e não encontrei esse valor. Será que é caixa dois ou oferta do governo do Estado? O prefeito tem que desfazer as dúvidas.

 

Por exemplo, não encontrei nenhuma informação sobre o pagamento da prefeitura municipal à rádio FM do deputado. Esses valores não podem ser objeto exclusivo do orçamento secreto. Houve licitação entre as duas FM ou não é necessário?

 

O prefeito Dudy tem que tomar muito cuidado com as contas públicas municipais. Vou dar um exemplo simples: a relação da sua gestão com a imprensa local (ligada ao poder municipal) tem que acontecer no campo da legalidade explícita.

 

Caso contrário, pelos vínculos e condicionamentos impostos, essa imprensa local carrega um conjunto de informações que, levadas ao Ministério Público, poderá provocar um possível impedimento do prefeito, com a cassação de seu mandato.

 

Não vejo muita vantagem nisso, pois que, em seu lugar entraria a vice-prefeita Nina Gomes, que governando no mesmo esquema do ‘grupo macaco’ naturalmente, seria a troca de seis por meia-dúzia.

 

Brincando com a problemática formulada, poderia dizer que o prefeito se acha o ‘dono do poder’, então, seria um ‘seis dobrado’, transformado em doze, daí uma dúzia não será ultrapassado nunca por meia-dúzia. A vice-prefeita pode tirar o cavalinho da chuva.

 

Mesmo se achando o ‘dono do poder’ o prefeito Dudy deveria fazer aquilo que ele próprio prometeu na campanha: a tão propalada prestação de conta em praça pública. A prefeitura recebeu quase doze milhões e meio de reais e gastou nisso, nisso e naquilo. Por que não pode ser assim?

 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

O IPIRÁ RESOLVIDO E SOLUCIONADO


Ipirá realizou a maior festa junina de todos os tempos. Sim, foi, sem dúvida! Não podemos esquecer que foi uma realização do prefeito Dudy.

 

Não podemos esquecer que o governo anterior realizou a maior micareta que essa terra já viu. Sim, foi, sem dúvida! Não podemos esquecer que foi uma realização do ex-prefeito Marcelo Brandão.

 

Dessa forma, Ipirá conseguiu resolver todos os seus problemas e suas problemáticas. Ipirá não tem mais um só problema, Ipirá chegou ao céu. 


Milagre! Inclusive, com o reforço que veio de longe: a inauguração da iluminação da entrada da cidade. Que festa! Carreata estrondosa, com foguetório mais estrondoso ainda. É assim que se trabalha pelo município.

 

Eu fico imaginando e perguntando: que festa seria se Ipirá recebesse uma Policlínica? Seriam seis meses de micareta e festejos juninos para balançar o chão da praça. E não precisaria ser uma Policlínica de capital, bastaria ser igual àquela que Itaberaba recebeu. Seria uma festa tamanho G, do tamanho do São João de Dudy e da Micareta de Marcelo Brandão!

 

É muito discurso! Discurso na assinatura da Ordem de Serviço; discurso na inauguração e mais discurso quando for funcionar. Tudo isso e isso tudo, para uma obra, que deve ser um espetáculo: um telhado. Um telhado, sim!

 

O Mercado Municipal, com telhado e tudo mais, foi feito na década de 50, do século passado, com recursos próprios. Sim, recursos da prefeitura! Se você não consegue acreditar, sem dúvida, é um problema seu!

 

Eu compreendo a sua descrença, desde quando, hoje, na atualidade, para fazer o telhado foi preciso, necessário, indispensável e inevitável recursos da União; como é que naquele tempo, a prefeitura fez com recursos próprios e hoje? Deixa prá lá! Em junho, a empreiteira recebeu R$ 1.086.151,08.

 

Eu não encontrei o valor de quase um milhão de reais pago pelo palco do São João. Onde é que está isso? Está em que prestação de contas? É caixa dois? Escutei a informação desse valor no programa ‘Papo Reto”; procurei e não encontrei nada a respeito do valor do palco na prestação de contas ‘obrigatória e oficial’.

 

O gasto com atrações consta na prestação de contas; quem mais recebeu foi a empresa que contratou os cantores locais:  R$ 216.903,34 especificando [R$ 148.903,34 para quatro cantores] e [R$ 68.000,00 para mais quatro cantores, incluindo evento do João Velho,  em fase de liquidação, para ser pago em julho e talvez tenha mais uma parcela, vamos aguardar].

 

Valores das atrações pela ordem: (1) R$ 202.350,00 (2) R$ 191.700,00 (3) 159.750,00 (4) R$ 149.100,00 (5) R$ 78.750,00 (6) 18.600,00 e (7) R$ 13.373,10 para locação de equipamentos e estruturas temporárias. Totalizando: R$ 1.017.153,34 em atrações.

 

Para este mês de julho/22, está em fase de liquidação um valor total de R$ 92.515,84 para quatro (o4) empresas, (1) R$ 19.151,34 (2) R$ 24.572, 30 (3) R$ 15.800,00 (4) R$ 32.992,30, para pagamento da MERENDA ESCOLAR relativos ao mês de junho. Essa meninada comeu o quê mesmo no mês passado?

 

O prefeito Dudy estava entusiasmado, com toda a razão, e fez uma manifestação ouvida e transmitida, no boca a boca: “o São João de Ipirá no próximo ano será o maior dentro de um raio de 300 Km”.

 

Poderá ser! Se gastar o dobro, do que gastou em 2022, inclusive em propaganda, poderá trazer o dobro de pessoas (40 mil), MAS, SE o local for o mesmo de 2022, não caberá uma cabeça de gente a mais do que o público de 2022. Conclusão: será dinheiro público jogado fora para trazer turistas que não participarão da festa por não caberem na ‘lata de sardinha’. Vamos pensar na comodidade das 10 mil pessoas que fazem a lotação total do local do evento. A não ser quê...

quarta-feira, 22 de junho de 2022

LAMBANÇA NO SÃO JOÃO DE IPIRÁ

O que essas duas parangas (jacu & macaco) querem fazer com Ipirá?

 

Você já pensou nisso? Vou exemplificar para clarear a sua reflexão.

 

Quem perguntar ao ex-prefeito jacu Marcelo Brandão qual foi a maior obra de sua gestão, naturalmente, sem titubear, ele responderá que foi a requalificação da Praça São José, com o novo prédio da biblioteca Eugênio Gomes.

 

No seu haver essa é uma obra considerada de Primeiro Mundo. Aí começa aquela conversinha: ‘criança bonita todo mundo quer ser o pai’ mas, essa é uma obra com o DNA do ex-prefeito MB.

 

Quando o prefeito macaco Dudy assumiu a prefeitura, essa obra ficou sem a devida assistência e o ‘menino bonito com o DNA de MB’ mostrou as suas manifestações e traços de feiúra. “O Cão é que quer ser pai de um bicho feio desse!” Deve ter pensado o atual prefeito.

 

Não tem três anos de inaugurado e o prédio da nova biblioteca foi INTERDITADO pela atual administração macaca de Dudy. Que lambança! Uma obra feita outro dia, já está amaldiçoada.

 

Esse é o destino de Ipirá nas mãos dessas duas parangas (jacu & macaco). Ipirá está metida até o pescoço nesta camisa de força, controlada por duas forças políticas que se revezam no poder, o tal do jacu e do macaco. Sem nenhum respeito e participação da população local nas decisões que eles tomam.

 

A lambança está feita. O que será feito da biblioteca? A interdição poderá ser extensa e permanente. A população não sabe quais serão as providências a serem tomadas.

 

A população nunca sabe de nada! Quando o pacote chega, já vem com o prego batido e ponta dobrada. Agora, mudaram o nome da Praça São José, trocando-o por Delorme Martins trazendo transtornos para a população. Como sempre, sequer os moradores foram consultados. Quando amanhece, a decisão já está tomada.

 

Qual a necessidade e a importância da mudança do nome de logradouros? Na prática nenhuma. Não tem um porque claro e transparente. É um reconhecimento com roupagem de um bajulismo impressionante e, ao mesmo tempo, demonstra o forte e intenso atraso do nosso município, patrocinado por esse consórcio do jacu e macaco.

 

Não surge nada novo e sem novas praças, avenidas e bairros para denominá-los, resta ao consórcio do jacu e macaco alterar os nomes das praças feitas nos séculos XIX e XX.

 

Já alteraram o nome de quatro praças. Restando apenas a avenida e a Praça do Barão, que poderiam ser transformadas em Avenida Marcelo Brandão e Praça Luiz Carlos Martins, em boa hora, para o usufruto e domínio do Consórcio, que sobrevive com o bajulismo encarniçado.

 

Tem mais exemplos, sim! Numa gestão dos macacos, veio uma empresa de Conquista para tomar conta do transporte escolar, não trouxe um ônibus, unzinho só; alugou os mesmos ônibus que já prestavam o serviço; atrasou pagamentos e os proprietários ficavam até quatro meses sem pagar o óleo nos postos. A manutenção dos carros ficava à deriva. Uma lambança.

 

A empresa ficava com a administração do serviço, coisa que a prefeitura fazia sem embaraço. Por que a prefeitura não quer assumir as suas obrigações? Desse jeito, vai terceirizar tudo!

 

No mês maio/22 a prefeitura gastou  Valor: R$ 669.087,70

Bem /Serviço prestado: REFERENTE AO 1º. (PRIMEIRO) TERMO ADITIVO PARA CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE ESCOLAR, EM ATENDIMENTO AOS MATRICULADOS DA REDE MUNICIPAL, PARA MANUTENÇÃO DAS AÇÕES DO PROGRAMA DE TRANSPORTE ESCOLAR, VISANDO ATENDER AS NECESSIDADES DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, RELATIVO AO EXERCÍCIO DE 2022.

 

O dinheiro já está no bolso da empresa, qualquer atraso no pagamento aos proprietários dos ônibus será uma tremenda lambança. Se a administração fosse da prefeitura esse valor ficaria, no mínimo, pela metade.

 

Tem mais exemplos para ajudar a sua reflexão: faz 18 anos que Ipirá recebeu DUAS AMBULÂNCIAS do SAMU e nunca funcionaram (NUNCA), agora, hoje, neste momento, quando Ipirá recebe uma ambulância simples, através de Emenda Parlamentar, parece coisa do outro mundo, vira um converseiro, que não acaba mais, dizendo que a criança é bonita e tem muita gente querendo ser o pai; acompanhado de um foguetório estrondoso. Tanta coisa, para uma lambança tão simples. Assim o consórcio jacu e macaco domina nossa população.


sábado, 11 de junho de 2022

PAGANDO A QUEM DEVE

Quem mais papou dinheiro público em Ipirá no mês de maio/22? Foram as empreiteiras da construção, que colocaram no bolso R$ 1.787.867,75

 

Foram seis empreiteiras: a primeira R$ 600.106,00 a segunda R$ 424.050,13 a terceira R$ 324.855,91 a quarta R$ 283.285,00 a quinta R$ 149.270,71 e a sexta R$ 6.300,00

 

A segunda atividade que mais ganhou dinheiro público foi o setor de transporte, com um total de R$ 1.145.847,25

 

O transporte escolar ficou com R$ 669.087,70 uma segunda empresa de transporte pegou R$ 257.664,40 uma terceira empresa de transporte faturou R$ 201.580,00 e uma quarta R$ 17.545,15

 

No mês de maio/22 a Prefeitura Municipal de Ipirá pagou a quem devia: INSS èR$ 689.746,94

 

No mês de maio/22 a conta de gasolina bateu na casa de R$ 348.481,19

 

Gastou com energia elétrica R$ 225.000,91 e água R$ 46.001,60 (pouco para uma prefeitura?)

 

Para consultoria a prefeitura pagou R$ 17.400,00 mais R$ 12.500,00 para outra empresa, mais 8.000,00 para outra e mais R$ 8.000,00 para outra. De consultoria a prefeitura está bem servida. R$ 45.900,00 só para orientar ‘bem orientada’ a prefeitura.

 

Para contabilidade gastou R$ 28.000,00

 

Uma empresa que cansou de trabalhar para a Educação recebeu R$ 24.207,00 em oito pagamentos. Fez de tudo um pouco.

 

Para advogados de fora a prefeitura desembolsou R$ 7.900,00 para um escritório, para o outro de fora R$ 13.400,00 e o terceiro de fora R$ 42.000,00 (em três pagamentos) e o advogado local ganha R$ 6.900,00 (para fazer o quê?).

 

Prefeito Dudy! Verifique esses pagamentos: dia17/05 para um cidadão R$ 64.000,00 também no dia 17/05 para outro cidadão R$ 8.000,00 (em sete pagamentos) uma empresa recebeu R$ 99.699,56 não constando nenhuma informação sobre o motivo desses pagamentos para nenhum deles.

 

No dia 13/05, um cidadão recebeu R$ 16.950,00. Tem uma empresa que ‘faz tudo’ que recebeu R$ 13.110,00. No dia 05/05, uma empresa de eventos recebeu R$ 77.500,00 outra empresa recebeu R$ 40.000,00 tem uma empresa que recebeu R$ 13.745,28 e um cidadão R$ 5.925,00 e não consta a menor informação do serviço feito, isso é que é estranho!

 

Essas estacas de eucalipto que foram fincadas na praça e na avenida custaram aos cofres públicos R$ 15.840,00 um preço de mercado quando comparadas com o valor de estaca de algaroba, O grande problema: o que será feito dessas estacas? A prefeitura não vai armazená-las em estoque; ai, alguém vai passar a mão! Só se a prefeitura deixar enfiadas para os festejos juninos do ano que vem, igual à ‘casa do fifó’, na Praça da Bandeira.

 

Observe, bem observado! O jeito como as administrações jacu e macaco tratam o município de Ipirá: a gestão do prefeito Dudy está tapando os buracos do asfalto da avenida RGS. Ótimo!

 

A gestão macaca passada comprou uma ‘Usina de Asfalto’ (duas máquinas na verdade) para tapar buracos no asfalto. Essas máquinas (parece que) não fizeram um serviço sequer e viraram sucatas vendidas no último leilão por R$ 70 mil (informação).

 

Quanto custou essas máquinas? Foram vendidas por quanto?  Quem adquiriu essas máquinas? Será que foi a empresa que está fazendo o serviço?

 

Moral da história: aquela buraqueira no asfalto, uma coisa que era para ter um custo baixo de reparo para a prefeitura foi elevado pela sobretaxa da terceirização e SE (olha o se) a máquina que está fazendo o serviço for a mesma do leilão isso é muita esperteza, para não dizer outra coisa.

 

O prefeito atual (macaco) condenou a biblioteca do Puxa feita pela gestão passada (jacu). O ex-prefeito Marcelo Brandão soltou ‘as cachorras’ prá cima do prefeito Dudy: “porque ele não faz uma obra bonita como aquela!”

 

O prefeito Dudy bateu o pé firme: “a biblioteca está interditada!” o ex-prefeito MB justifica: “tudo foi feito dentro das especificações!” Imagine que parangolé da desgraça é esse disse-que-disse. Foi justamente nesse buraco que Ipirá enfiou o pescoço.

 

Prá que serve aquela ‘casa do fifó’ feita pelo jacu e conservada pelo macaco? Referência arqueológica, histórica? Não, aquele local está mais próximo de uma antiga pastagem, do que uma antiga malhada.

 

Aquilo ali não é o ‘Marco Zero’ da cidade? Não tem nada que comprove. Aquela beleza é fruto de uma imaginação que leva Ipirá na brincadeira, na gozação e na trampolinagem. Assim jacu e macaco vão administrando essa terra.

quarta-feira, 1 de junho de 2022

CONVERSA PRÁ BOI DORMIR


O candidato ao governo do Estado ACM Neto visitou Ipirá e prometeu um braço da Universidade Estadual da Bahia UNEB para Ipirá.
 
 
Promessa. Nada mais do que promessa eleitoral. Por que eu escrevo isso? Porque o candidato falou o que disseram que era prá ele falar. Falou com a língua dos outros. Porque o programa de governo de um candidato traça as linhas gerais para a sua gestão no Estado e não apresenta destaque específico sobre qualquer município. No palanque, o que vem na língua não é o que está na cabeça e muito menos no coração.
 
 
O candidato não disse quando acontecerá a implantação desta unidade. Caso vença e caso ele não esqueça o prometido, nos dois primeiros anos não será. Não será mesmo! O prefeito atual é do macaco e a jacuzada não permitirá que isso aconteça num governo macaco. Esse é o jogo jacu e macaco. Quem garantirá que será realizado nos dois últimos anos da gestão, SE o candidato for vencedor?
 
 
Recentemente, o governo Dudy anunciou uma promessa que ouviu do governo Rui Costa: um Colégio de grande porte, com Ginásio de Esporte, piscina, campo de futebol e pista de atletismo. Se Gerônimo perder, esse projeto já era! Será engavetado.
 
 
Que situação a do município de Ipirá? Se correr o bicho pega se ficar o bicho come. No frigir dos ovos, nem colégio grande, muito menos Universidade pública e gratuita. Êta, que jacu e macaco pedem pouco e não recebem nada! Itaberaba recebe uma policlínica e Ipirá traz uma ambulância. E a festa aqui é maior do que lá.
 
 
Qual é a prioridade do governo estadual (seja quem for): a ponte Salvador-Ilha ou faculdade para Ipirá? Não tendo dinheiro pegando picula no Estado eles vão jogar recursos nas prioridades. Ipirá está fora do baralho.
 
 
Esta política tem uma lógica clara, neoliberal e capitalista, só se aplica recurso pesado onde tem retorno. Ipirá não está no campo da alta produção, então, fica fora da agenda principal no Estado e se afirma como localidade de contenção da população: casas populares para moradia; UPA para atendimento urgente de saúde; ambulâncias para transportar doentes para centros mais evoluídos; creche para crianças; ônibus para estudantes, inclusive universitários; escola de segundo grau; aposentadoria para idosos. Diminuição do êxodo para os grandes centros.
 
 
Na política, o município é controlado por um sistema oligárquico, que se autodenomina jacu e macaco; que se revezam no poder para controlar 12 milhões de reais mensais, em benefício de uma família de um lado e um pequeno grupinho do outro. O grosso da população fica chupando dedo.
 
 
Nesse sistema, o município de Ipirá é transformado numa fazenda: o fazendeiro (médico, advogado, doutor, grande empresário) é o dono; os vereadores assumem o papel de vaqueiros e o gado fica nas costas do povo, algumas cabeças, domesticadas; outras, com muita braveza e recalcitrantes, dando trabalho aos vaqueiros.
 
 
A peça principal nesse mecanismo político são os vereadores, que controlam os votos da população mais carente e canaliza-os para as candidaturas a prefeito das duas oligarquias, que ganham fama e poder: “Quem tem voto em Ipirá é doutor Luiz Carlos e doutor Antônio!” Uma falsa verdade, porque quem tem voto são os vereadores.
 
 
Candidatura de prefeito é patrimônio carimbado e registrado das oligarquias; candidatura de vereador, na visão das oligarquias, é função secundária e subalterna.
 
 
Como ocorre a submissão dos vereadores ao sistema jacu e macaco? Com falsas verdades. Costumam afirmar que: “quem ganha política em Ipirá é quem tem dinheiro!” É uma forma de tirar os vereadores da jogada.
 
 
Qual é o custo eleitoral de um vereador? Para manter a votação de uma região, o vereador tem uma despesa altíssima, até porque falta a consciência do eleitor e o seu reconhecimento é fruto do atendimento pessoal apresentado pelo vereador. Isso eleva o custo de campanha? Eleva e é feito constantemente por quatro anos.
 
 
Esse formato de politicagem consome os proventos do vereador por quatro anos. Quando chega a campanha, o vereador tem que tomar empréstimos nos bancos para suprir as necessidades para garantir o mandato. Aí vem a mentira cabeluda, quando falam que o candidato a prefeito garante 100% da despesa de campanha do vereador? Essa é a maior mentira vaselinada apresentada em nosso município.
 
 
O vereador deixa o couro para o candidato a prefeito chegar ao altar e sentar na cadeira de comando pessoal de Ipirá. As administrações do jacu e macaco não atenderam as esperanças e aos anseios da população de Ipirá. Por isso, Ipirá naufraga num beco sem saída.
 
 
Quem disse e afirmou que esses prefeitos, nas últimas décadas, fizeram tudo para o bem de Ipirá? E quem disse que nenhum vereador não pode ser candidato a prefeito de Ipirá? Só uma mentira bem contada poderia afirmar isso.
 
 
O prefeito Dudy está nesse jogo. Se ACM Neto virar governador, a gestão do prefeito Dudy ficará encurralada num mato com muito cachorro mordendo no calcanhar de Ipirá. Quem perderá com tudo isso? Seja qual for o governador do Estado, o nosso município come igual a pinto, belisca uma migalha de quando em vez. Mais do que nunca, Ipirá precisa de sua própria gente para desenvolver-se e isso o sistema jacu e macaco não consegue enxergar. Se tudo isso não for desse jeito; isso tudo que você leu não passa de conversa prá boi dormir.


sábado, 21 de maio de 2022

VITÓRIA DO PREFEITO DUDY

Continua em jogo o reajuste salarial dos professores, um direito que não pode ser negligenciado, escamoteado e pisado.

 

Fazendo uma rápida retrospectiva. Um diálogo entre a prefeitura de Ipirá e a APLB-Sindicato foi iniciado. Na verdade um diálogo ensebado, por falta de empenho e interesse do governo municipal, que resultou, até o momento, em um beco sem saída.

 

O percurso escolhido pelo atual prefeito é, por todos os efeitos, até o momento, incompatível com a negociação necessária, desde quando, a falta de uma oferta concreta e satisfatória gerou um descontentamento crescente e nessa condição de espera indefinida e sem uma perspectiva clara de negociação a greve foi deflagrada.

 

As manifestações tomaram as ruas. O prefeito Dudy refugiou-se no fecho do ecler, que protege o despreparo e cala a voz. Escondido em sua redoma e sem querer sentar para resolver o problema, os manifestantes foram até sua residência, numa manifestação pacífica e democrática, sem deixar de salientar que a polícia estava de olho e de prontidão para a defesa do patrimônio particular.

 

O professorado virou inquilino do paço municipal. O prefeito, sem trato para a negociação, judicializou a greve e apelou para a Justiça. Da mesma forma que alguns disseram: “foi um erro ir fazer forró na frente da casa do prefeito” eu poderia dizer: “foi um erro o prefeito entrar na Justiça.” Não foi! Nem um nem outro.

 

Numa contenda democrática por direitos, cada qual usa das armas que estão ao seu dispor. A Justiça deu quinze dias para o sindicato manifestar seus esclarecimentos; ao passo, que a mesma Justiça atendeu uma liminar determinando o retorno imediato, caso contrário, haveria uma multa de dez mil reais por dia. A Justiça ratificou uma interpretação que não resolve a contradição de forma eficaz ao formatar uma decisão com mais intenção do que isenção. O prefeito municipal achou-se vencedor.

 

Quando os poderosos estão diante de movimentos paredistas costumam fazer uso exacerbado das forças repressoras do Estado e do uso de instrumentos legais, como a ordem de um juiz. A conexão entre os mecanismos de coerção do Estado e demais poderes é bem alinhavada.

 

Os professores podem estar indignados com a atuação do poder municipal e com a tomada da decisão judicial. Tudo isso faz parte do processo. O que a categoria não pode é ficar perdida e sonolenta em relação às disputas e decisões dos poderes. O desafio é continuado.

 

O prefeito Dudy continua devedor, em razão de ter negligenciado o interesse da categoria dos profissionais da educação, que não pode ficar cansada da tentativa de virar a mesa. Faz parte da luta.

 

O prefeito Dudy não respeitou a determinação da Lei e não assume sua responsabilidade. Os professores continuam em estado de greve, mesmo em sala de aula, porque os seus direitos não podem ser usurpados, tem que ser negociados.

 

O prefeito Dudy não pode achar que está tudo terminado e que pode permanecer mudo em relação às expectativas dos professores. Ele não pode desconsiderar o diálogo entre as partes interessadas. A melhor solução tem que ser embalada e despachada na mesa de negociação. A luta está apenas começando.

 

Não se pode apostar muito na gestão de Dudy. É um governo atrapalhado e perdido. Mas é possível erguer-se o direito de interrogá-lo e os professores poderão fazê-lo. É um governo que tem por característica principal servir de correia de transmissão dos recursos públicos para o setor privado, por meio de privatizações e da terceirização.

 

É melhor ser empresário da prefeitura do que vereador. Em Ipirá tem licitação de quatro milhões, que deixa uma margem de lucro com boa gordura para o empresário, que tá se lixando para o voto.

 

O vereador tem como objetivo maior manter o voto do eleitor e isso tem um custo elevado, que deixa o vereador nessa dependência constante. Quando o vereador cair na real, ele vai querer ter uma empresa (é bem melhor!) para participar do bolo, que ele não sente nem o cheiro, mesmo sendo vereador.

 

O vereador tem que ficar esperto com o governo Dudy. Nesta gestão está acontecendo o desmonte da máquina pública, como a tal extinção de cargos, que serão substituídos por funcionários de empresas. O retrocesso está na ordem do dia. Os vereadores vão ter que acompanhar de perto o controle dos cofres públicos, que absolutamente está com os tutores do poder e o vereador não tem nem informação. Ipirá não agüenta mais essas administrações de jacu e macaco, sem compartilhar com os vereadores e com a população.

 

O Vitória do prefeito Dudy é um time da terceira divisão, que se encontra na zona do rebaixamento, com um pé no atoleiro da quarta divisão. Um time desarticulado, que muda de diretores, de treinador, de jogadores e nada é nada. Não consegue reagir. Ninguém sabe o que é que está acontecendo. Que urucubaca é essa? Uma coisa é certa: para sair dessa inhaca da desgraça é preciso muita conversa, conversa, conversa e muita conversa. Acredite quem quiser.

 

sábado, 14 de maio de 2022

PREFEITO DUDY ESTÁ NO RABO DA COBRA

As conversas entre o poder público municipal e a APLB Sindicato /Delegacia Sertânea- Ipirá estão em andamento. O prefeito Dudy definiu-as como produtivas. Não deixa de ser um bom sinal, mas o prefeito não acrescenta um ‘ai’ e a greve continua.

 

Quando o prefeito Dudy assumiu o mandato afirmou, em boas palavras, que recebeu uma prefeitura quebrada. Todo gestor do jacu ou do macaco quando faz a entrega da chave do poder municipal só entrega o bagaço. Por que é assim? Por que tem que ser assim?

 

Recentemente, o financeiro da prefeitura afirmou que a casa estava arrumada no quesito ‘recursos financeiros’ e que poderia fazer festas com tranqüilidade, sem nenhuma possibilidade de prejudicar o pagamento dos funcionários da prefeitura.

 

Agora vem a bomba: eles dizem que a prefeitura não pode pagar o piso salarial dos profissionais da educação. Aqui, abre-se a ferida da gestão Dudy e a bomba está no seu colo.

 

Os repasses do FUNDEB para o município de Ipirá em 2021 ficaram na casa de R$ 48.495.200,24

 

A previsão do FUNDEB para o município de Ipirá em 2022 está prevista para 62 milhões de reais. Um pulo de 48 para 62.

 

Em 2021, a complementação da União do FUNDEB ficou na ordem de R$ 13.233.446,24 para fechar a conta, da mesma forma, que a prefeitura faz termo de aditivo, que tem por finalidade o reajuste do valor de ARP para manter o equilíbrio econômico-financeiro de contrato em função da readequação do preço originalmente pactuado do produto. Isso aqui é para o empresário, aquilo lá é para os trabalhadores da educação.

 

O prefeito tem preferência pelo empresariado. A linha básica da gestão é tornar-se uma correia de transmissão dos recursos públicos para o setor privado, através de terceirização e privatização.

 

Se a educação fosse o foco do prefeito, ele faria um esforço grandioso para cumprir a LEI e pagar o piso dos professores. O piso é LEI, não cumpri-la é contravenção.

 

O prefeito não apresentou um jogo de cintura suficiente para impedir a deflagração da greve, pisou na bola, não apresentou uma proposta para a categoria, enquanto o sindicato parcelou o índice proposto pela LEI, o prefeito ficou duro na queda, não acrescentou nada. Sem refletir, preferiu uma tensão desnecessária.

 

Esta semana, o prefeito Dudy salientou que estava indo ao encontro do governador Rui Costa em Amélia Rodrigues e depois iria até a CONDER para verificar projetos para Ipirá. Dizendo ele que são boas notícias.

 

Administrar Ipirá é algo complexo e difícil, quando o prefeito Dudy diz que vai visitar o governador é sinal que ele retornará com um rosário carregado de promessas. Simplesmente promessas.

 

Quando o prefeito Dudy afirma que vai à CONDER significa que ele deu mole e chegará atrasado para tirar leite de uma vaca e encontrará o peito seco, assim sendo, o balde permanecerá vazio.

 

A gestão do prefeito Dudy não tem uma única obra genuinamente própria, parece o gerenciamento de uma fabriqueta de pneu recauchutado reaproveitando uma carcaça danificada.

 

Anote aí: telhado do Mercado de Arte; complementação do Centro de Abastecimento; iluminação da entrada da cidade, uma solicitação ao governador na gestão macaca de 2012 e manutenção dos serviços cotidianos, como tapar buracos, pegar o lixo, passar máquina na estrada, saúde, educação e calçar ruas. Faz um básico merecedor de muitos questionamentos.

 

Vive a naufragar, sem saber desatar o nó. Se não souber negociar com a APLB-Sindicato perderá a simpatia do professorado. Se não souber atuar politicamente para as Eleições de outubro 22 sua gestão sucumbirá de vez com a derrota do seu candidato ao governo. Observe, quanto esparro vive o prefeito!

 

Se no atacado de sua gestão o prefeito bate a cabeça, no varejo não fica por menos. Até as informações contábeis para o TCM e Portal estão batendo a cabeça. Que é isso prefeito?

 

Prefeito Dudy! Verifique o que está acontecendo e  conserte o vazamento! Observe prefeito: folha de pagamento - mês de fevereiro 22 - para o TCM, um funcionário, com salário base de R$ 1.276,00 e vantagem pecuniária de R$ 6. 757,80.

 

Folha de pagamento – mês de fevereiro 22 – para o Portal, o mesmo funcionário, com salário base de R$ 1.276,00 e proventos de R$ 8.033,80. O mesmo funcionário com duas informações. Como é que pode uma inconsistência dessa?

 

Em abril 22, a informação não bifurcou: o mesmo funcionário, com salário base de R$ 1.276,00 e com uma vantagem pecuniária de R$ 12.888,26 e não é professor.

 

Será que na prefeitura não tem nenhum funcionário com tempo disponível para fazer um serviço? Pegar os impressos no setor de Tributos, grampear os carnês de IPTU, classificá-los por rua e distribuí-los. Só isso! Não tem ninguém disponível? Aí, a prefeitura contratou uma EMPRESA (a tal da terceirização), que cobrou 22 mil reais. Esse é o jogo jogado.

 

A manifestação passou pela residência do prefeito, que ficou entocado. Na passagem pela residência da vice, ela saiu da toca e foi insinuante ao comentar que tinha culpa porque seus votos serviram para eleger esse prefeito, que tem um bloco de seis vereadores contrários aos seus caprichos administrativos, ao tempo que necessita do apoio de cinco vereadores da jacuzada (da jacuzada, sim!) para não receber um canto de carroceria e perder o mandato.

 

O prefeito está todo enrolado, sua situação é simplesmente esquisita. Se seu candidato ao governo do Estado sofrer uma derrota, sua gestão entrará num buraco.

 

Dos cinco vereadores da jacuzada, que são os atuais correligionários e sustentadores do mandato do prefeito, não tem um que acompanhe o prefeito na votação do seu candidato a deputado estadual, federal e ao governo do Estado, são adversários políticos, então os novos amigos cavarão a cova de sua gestão . É muita falta de traquejo político. O prefeito está no rabo da cobra.