sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

PIPOCO NA POLÍTICA DE IPIRÁ


A Federação Brasil Esperança (PT, PCdoB, PV) em Ipirá, mergulhou em águas profundas com a torneira e o registro fechados e aderiu à chapa da situação municipal para as Eleições de 2024.

 

O PV local no controle do vereador Jaildo do Bonfim, presidente da Câmara de Vereadores de Ipirá, mostrava-se disposto a concorrer ao pleito de 2024 com sua pré-candidatura à prefeitura de Ipirá. Essa pretensão não vingou com a formação de uma chapa composta por vereadores e estagnou com a falta de interesse e apoio dos outros dois partidos da Federação.

 

O vereador Jaildo do Bonfim mantendo a sua candidatura para a vereança dentro do campo da Federação terá o seu mandato garantido (essa é uma previsão de 99,9%). O vereador Jaildo sabe jogar o jogo dentro desta politicagem de Ipirá e, naturalmente, não vai se atirar de corpo e alma neste quadro nebuloso para satisfazer as demandas dos outros dois partidos.

 

O PT de Ipirá não consegue fazer um vereador num município lulista e com o PT governando o Estado. Podem argumentar que o partido não abre a porteira para qualquer um; o que seria ganhar, mas não levar.

 

O PT local dá a aparência daqueles bezerros nascidos na caatinga aberta, antes dos cercamentos, sendo encontrados e trazidos ao curral para serem amarrados no tronco, para serem amansados. Ficou manso demais. Certos setores petistas estão preocupados com a obtenção de secretarias na administração municipal, só e somente só e, talvez, com a possibilidade do preenchimento da vice.

 

Para quebrar o esquema oligárquico em Ipirá a eleição de vereadores tem uma importância fundamental. A Federação tem três vereadores. Poderia chegar a quatro vereadores. Poderia! Poderá fazer só um vereador. Poderá! Esse é um contraponto que não foi colocado em discussão.

 

O pensamento de ocupar secretarias é preponderante. Ganhar secretarias, para fazer um trabalho, para eleger vereadores no futuro, Na raspa da mandioca seria isso. Isso é muito cômodo para os dirigentes partidários, porque acomoda a vida dos segmentos dirigentes.

 

Por que as prováveis secretarias não serão ocupadas por quem será candidato à vereança, mesmo sem obter sucesso eleitoral, mas por critério de voto? Por que não? Porque secretaria é indicação da cúpula e não voto! Tá explicado, mas antes tem que ganhar a eleição de prefeito.

 

O PT local já faz parte da administração Dudy. Do governo petista estadual, os petistas locais não chupam um pirulito. Na gestão Rui Costa, o PT local perdeu os cargos do 21ª. CIRETRAN – Ipirá Bahia, para Jurandy Oliveira, na época deputado estadual.

 

Hoje, o ex-deputado Jurandy Oliveira é considerado adversário do PT local no município, mas continua mantendo suas indicações em certos cargos da administração estadual em Ipirá, mesmo não sendo mais deputado, e o PT local continua chupando dedo. São os contratempos da política.

 

Para evitar qualquer ou o mínimo de desgaste ao prefeito Dudy, o PT local assumiu a desoneração e a indicação de um gerente para a ADAB de Ipirá. O prefeito não tem ‘nenhuma participação’ no acontecimento! Desse jeito eles usam e abusam do inocente útil. Você acredita?

 

A argumentação política para a tomada de uma posição nessa conjuntura coube ao PCdoB local. Faço aqui um pequeno esboço da ideia em curso.

 

Analisando o quadro nacional: não temos mais a ditadura e estamos vivendo uma democracia, com dois grupos bem definidos; de um lado os representantes do bolsonarismo e do outro um grupo que representa a base social do governo Lula.

 

Com base nesse cenário, Ipirá vive uma diversidade política, houve uma certa evolução e a tradição do jacu e macaco passou a ser rompida, assim, aparece uma terceira possibilidade com uma novidade que é a discussão política com a proposição de um programa político mínimo para os quatro anos da administração.

 

A adesão tem esse conteúdo, que é engrossar fileiras, somar força por um país mais solidário. Esse é o quadro; esse é o centro político. A única alternativa: devemos nos aproximar de um grupo e, nesse caso, o liderado por Dudy, Diomário e Thiago.

 

Essa é a alta política. Eu fico com a baixa política, que tem questionamentos a fazer; que acha que não tem uma única alternativa e é necessário discuti-la, para tal, mantém o desconfiômetro ligado, um pé atrás e não tira a farinha do alforje para jogar fora.

 

Na minha opinião, como está o tabuleiro da políticagem ipiraense?

 

Primeiro, analisando a votação de Lula em Ipirá (2º. turno) 27. 996 votos; uma observação, a macacada não tem essa votação nem aqui em Ipirá, nem no inferno. Essa votação representa a vontade do eleitorado de Ipirá. O lulismo em Ipirá é bem maior do que a macacada de Ipirá.

 

Bolsonaro teve 6.860 votos (2º. turno). Estes votos estão dentro da jacuzada e da macacada. Esse pessoal bolsomino, em Ipirá, não bota a cara na chuva para não se molhar, não tem a coragem de assumir uma posição própria e independente, preferem ficar escondidos nas trevas dos jacus e macacos. Uma votação dessa faz dois vereadores.

 

ACM Neto teve 13.423 votos (2º. turno). Esse é o xodó da jacuzada e essa é a votação majoritária que representa a jacuzada, que tem como maior sonho e grande necessidade, a derrubada do PT do governo do Estado.

 

Essa é a disparidade de votos entre o lulismo e o bolsonarismo em Ipirá e não depende diretamente do apoio dado pela esquerda local ao grupo macaco em Ipirá (nem antes, nem agora); tem uma determinação maior pelas consequências das políticas públicas do governo Lula para a população brasileira. O crédito não é exclusivo da macacada.

 

Eu paro aqui, porque este artigo ficou muito extenso, mas aguarde a continuidade que virá na próxima postagem, pois não tem jeito, isso aqui virou o maior furdunço (próxima matéria). Agradeço a sua atenção.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

BARRIGA DE ALUGUEL


O município de Ipirá está gravido! Tem uma ‘dupla de dois’ na barriga; sem pestanejar, um casal de mabaços. Faltando, precisamente e justamente, nove meses para o nascedouro, nem mais nem menos, no dia 6 de outubro, deste ano, à noite; o rebento virá para ser rei ou rainha. Virá para mandar. Mandar diretamente e de porta-travessa. Mandar em tudo, até mesmo na gente.

 

Não bastasse uma pré-candidatura; apresentam-se duas pré-candidaturas de proveta na mesma barriga! Certo, que aqui no nosso torrão não existem ‘prévias’ para candidaturas. Alguém tira a candidatura do bolso do paletó e da camisa social enfia goela abaixo, até acomodar-se na barriga de aluguel. Não sendo assim, podemos dizer que a macaca enjeitou o casal de filhotes.

 

Não tem como enganar a população. Saindo da mesma barriga e com carga do DNA da família Oliveira (como referência o ex-deputado Jurandy Oliveira) ou dá a esposa ou dá o sobrinho! Pense numa sorte grande? Uma prefeitura entregue a uma família! É Itaberaba toda! De cabo a rabo, no comando dos Mascarenhas! Mascarenhas lá e Oliveira cá!

 

Criaram-se em algumas cidades do interior no Brasil, de preferência nos lugares pequenos e atrasados, denominações exóticas para a escaramuça da politicagem local (gavião x andorinha) (azul x vermelho) (gato x cachorro) etc e tal. Aqui em Ipirá foi jacu x macaco.

 

As duas oligarquias pertenciam, mamavam e comiam no mesmo tacho: a ARENA I e ARENA II (o partido da ditadura militar). Além disso, ficavam sentados no colo de ACM Malvadeza, que estava no trono, e para enganar, ludibriar e enrolar a população mais simples, diziam que: ‘em Ipirá só tinha jacu e macaco’. A população caiu nessa esparrela e essa coisa perdura por mais de cinquenta anos.

 

Até a Ascom-BA faz questão de manter essa desinteligência e não é fake, ao informar que: “Em reunião nesta quarta-feira (31), a aliança política composta pelo grupo da 'Macacada' e os partidos PT, PCdoB e PV oficializou a pré-candidatura de Thiago do Vale à prefeitura de Ipirá...”

 

Não abrem mão do “GRUPO DA MACACADA” e não enveredam pelo nome dos partidos nem a pau. Não é por vergonha, porque eles pertencem ao partido e time do senador Otto Alencar. Não é por falta de vergonha, porque eles sabem o que significa a sigla PSD. É por esperteza, malandragem e manobrismo de alguns, para enganar o povo simples que pensa que esse ‘negócio de macacada’ insiste e persiste. Dessa forma eles pretendem enganar até satanás.

 

Observe e faça uma reflexão, com calma, sobre esse trecho da nota publicada pela Ascom-BA: [O ex-prefeito Diomário enfatizou a experiência e compromisso de Thiago: “Apesar de sua jovem idade, Thiago possui uma notável experiência. Acompanhei seu crescimento e posso atestar seu comprometimento e credibilidade. Ele está preparado para representar nossa comunidade”.]

 

O ex-prefeito Diomário apresentou, sacramentou e avalizou, bem avalizado, o pré-candidato. Fez igual a Paulo Maluf quando apresentou Pitta para prefeito de São Paulo, só faltou dizer: “se ele não prestar, nunca mais vote em mim!”

 

Por que o ex-prefeito Diomário faz isso? Hoje, atualmente, nesse momento, o ex-prefeito Dió é o poderoso chefão do grupo da macacada. Pensa, decide e dá as ordens. Nada escapa, nem vai escapar do seu tacão.

 

Não estando em São Paulo, nem sendo baile de debutantes, ele apresenta o seu candidato, referenda o seu candidato, como uma necessidade do poder de mando. Esse é o meu candidato, por sinal, um menino muito obediente!

 

Quantas voltas esse mundo dá? Ainda jovem, o advogado Diomário chegou à Ipirá e (politicamente) enchafurdou no ninho da jacuzada: ganhou Certidão de Nascimento e Carteirinha de Identidade da jacuzada e executou ‘trabalho político’ sujo para o delormismo (tomada do PMDB local).

 

Era militante e tinha sangue de jacu, mas o seu DNA era carregado de protagonismo e não de eterno coadjuvante, como acontece com muita gente nesta terra, que aceita, acata e baixa o cangote, simplesmente para catar e lambuzar-se com os restos que sobram do farto banquete das oligarquias. Diomário, não! Não era bajulador, embora trafegasse com desenvoltura entre o bajulismo e o golpe.

 

Foi para a macacada e virou prefeito de Ipirá. Começou a dar as cartas com jeito, habilidade e competência. Foi comendo pelas beiradas, passando manteiga e saboreando o tutano. Foi vivendo e instigando a crise dentro da macacada.

 

No momento certo, na hora certa, aliou-se ao prefeito Dudy e deu um ‘pé na bunda’ do ex-deputado Jurandy Oliveira e do líder Antônio Colonnezi. Hoje, Diomário Sá é o grande líder da macacada e o maior político ou politiqueiro da história de Ipirá.

 

De boca e para encher linguiça, joga Antônio Colonnezi nas nuvens e diz que: “o nosso líder Antônio Colonnezi não vai ficar lá, ele vai voltar para o nosso grupo macaco!” Muito simples: se não voltar deixar de ser líder, caso volte, voltará como mico ou saguim. É tudo o que Diomário quer. É coisa!

 

O macaco acabou. Pode se chamar grupo macaco sem a liderança de Antônio Colonnezi para referendar o nome macacada? Pode ser grupo macaco tendo Diomário como grande líder? Diomário, que tem nas costas mais horas de jacu do que de macaco e, ainda, nem fez a muda completa das penas para pelo. A macacada acabou. Continuar com macacada é querer fazer a população de Ipirá de besta.

 

O poleiro do jacu deu pixilinga. A lapada que o grupo da jacuzada tomou na última eleição municipal deixou o grupo perdido num mato sem cachorro. Mergulhado até o pescoço numa lambança ‘dos cambal’ a jacuzada deu a cabeça de chapa para a vice-prefeita da macacada. Entenda o que está acontecendo: a jacuzada não tem candidatura própria, agora é macaco I e macaco II.

 

A jacuzada acabou. Pode se chamar de jacuzada um palanque formado por Antônio Colonnezi, Jurandy Oliveira e Luiz Carlos Martins? É claro que não! Pode ser grupo jacu com esse tripé nas cabeceiras? Não pode. A jacuzada acabou de verdade. Continuar com isso é querer fazer o povo de Ipirá de besta.

 

A Federação (PT, PCdoB, PV)! Existe um plano mínimo de governo compactuado entre a Federação e essa coisa chamada macaco? A Federação acredita que uma candidatura que se diz macaco tem compromisso em executar políticas públicas ligadas e restritas ao campo do interesse popular? Será que as pré-candidaturas de proveta têm interesse em uma gestão municipal participativa? Será que alguma pré-candidatura de Ipirá aceita um Conselho de Gestão Municipal, amplo, voluntário e participativo? A Federação já perguntou ao líder Diomário se o vice-prefeito pode ser da Federação? A Federação já negociou alguma secretaria? Hum, sei não!

 

É necessário que se acabe com esse sistema do atraso que representa jacu e macaco. Isso representa o atraso e a ignorância. Ipirá está cansado disso. A oportunidade é essa. Se os senhores vacilarem a coisa vai piorar por causa da sua extensão; pare e pense: ‘a macacada e seu rebanho de saguim!’ e ‘a jacuzada e suas pixilingas!’. Cai muito mal para Ipirá. Pense nisso, senhores do poder da politicagem!

sábado, 27 de janeiro de 2024

QUEM É QUEM NAS ELEIÇÕES 2024?

São eleições municipais, naturalmente, apresentam algumas especificidades próprias.

 

No nosso caso, o município de Ipirá. Assim sendo, temos particularidades salientes que fazem parte da nossa sociedade; algo peculiar que está no coração e mente de nossa gente; são características inerentes à nossa população, que se sobrepõe ao controle oligárquico exercido por duas ou três famílias.

 

Eu digo com a maior franqueza: Ipirá é um município lulista. Na primeira eleição de Lula para presidente, em 1989, no primeiro turno, ele venceu em Ipirá, sem apoio de qualquer líder dos dois grupos oligárquicos. No segundo turno, em Ipirá, Lula foi derrotado porque o prefeito daquela época, Amenar (da jacuzada) derramou dinheiro nas eleições.

 

Na primeira vitória de Jaques Wagner para governador, ele venceu aqui em Ipirá. Uma observação: o prefeito da época era Diomário Sá, que apoiou Paulo Souto. JW não teve apoio de nenhuma liderança em Ipirá. Todos eles, do jacu ao macaco, estavam com Paulo Souto. Vitória inquestionável do povo.

 

Evidente que o PT da Bahia procurou montar o seu esquema para governar o Estado da Bahia por muitos anos. Em Ipirá JW ficou com o prefeito de plantão. Quem era? Diomário Sá (na época macaco), se o prefeito fosse jacu, eu não tenho dúvidas, ele ficaria com o prefeito de plantão. Diferentemente de ACM Malvadeza que ficava com os dois (jacu & macaco).

 

Na última eleição para presidente no segundo turno, Lula venceu com 27.996 votos contra 6.860 de Bolsonaro. Se ACM Neto teve 13.423 votos, com o apoio da jacuzada, significa que desse grupo 6.563 votos acompanharam a eleição de Lula. Com uma observação, Bolsonaro, em Ipirá, tem voto da jacuzada e da macacada.

 

Um questionamento que deve ser feito em Ipirá é: por que o PT de Ipirá, num município lulista e num estado dominado pelo PT não consegue fazer um vereador?

 

Para as eleições de 2024, apresentam-se duas pré-candidaturas: Thiago do Vale, pelo PSD, pertencente ao time do senador Otto Alencar e a candidatura de Nina Gomes, pelo PMDB, pertencente ao time do vice-governador Geraldo Junior.

 

O governador Jerônimo Rodrigues (já) tirou foto com Thiago do Vale e, também, tirou foto com Nina Gomes. Os dois vão se apresentar na foto de campanha com Lula e Jerônimo à tiracolo. Dá para compreender? Coisas de Ipirá!

 

O governador Jerônimo virá para a reeleição, (virá que eu sei) naturalmente, que não vai jogar a água da gamela fora (a água e o menino(a)). Em Ipirá, tá tudo em casa. No querer do governador não era prá ter essa briguinha. Preste atenção ao que eu vou colocar aqui: o governador vai ficar em cima do muro para não perder voto. O que o governador quer é voto. Tá tudo em casa, é tudo birra de criança.

 

Então, em Ipirá, tudo indica, que não haverá a polarização da política nacional, desde quando, na cabeça de chapa estarão PSD x PMDB e os dois vestirão a camisa de Lula.

 

A liderança que participou da carreata de Bolsonaro em Ipirá foi Luiz Carlos Martins. Mas, o grupo da jacuzada está caindo pelas tabelas e foi obrigado a entregar a cabeça de chapa ao PMDB para ver se fica bem na fita. O bolsonarismo está difuso nos quadros da jacuzada e da macacada.

 

A polarização política mais elevada ficará a cargo das pessoas que possuem uma visão ampliada e colocam a política nacional como o eixo principal da disputa política. No contexto local prevalecerá a política rasa e rasteira que norteia os grupos do jacu e macaco, que sufocará e prevalecerá de forma avassaladora na disputa eleitoral. Tudo pela questão local!

 

O eleitor de Ipirá tem que abrir bem os olhos, porque a maré não está prá peixe. Nessa lambança toda, feita pelo sistema oligárquico do jacu e macaco, quem realmente se deu bem foi a família Oliveira. A prefeitura ficará com o sobrinho do ex-deputado Jurandy Oliveira ou com a vice-prefeita, que é esposa do ex-deputado. Tá tudo em casa da família Oliveira. Vá dá tanta sorte assim, na casa do chapéu!

 

Realmente uma terceira via não se concretizou em Ipirá. Ficamos quase sempre, no patamar dos 500 votos. Em duas oportunidades ultrapassamos a casa dos 2200 votos, inclusive na campanha do Renova, que não contou com o apoio do PT local, que nos levaria para mais de 3000 votos e dois vereadores.

 

Na atualidade a Federação (PT, PCdoB, PV) têm três cadeiras na Câmara de Vereadores. A prioridade é manter essas vereanças. Houve muita precipitação no encaminhamento dos procedimentos e a ansiedade em apoiar uma pré-candidatura à prefeito, não se sabe com quais interesses, poderá colocar a perder as representações na Câmara de Vereadores. Que não aconteça!

 

O meu voto é um voto da minha consciência. Nessas eleições de 2024, votarei por um projeto de desenvolvimento nacional; na defesa de uma legislação que garanta direitos sociais e na defesa do Estado contra o neoliberalismo.

 

O meu voto é secreto, mas não é segredo, em 2024 votarei no 90, um jegue carregado de cana, descendo a ladeira da Caboronga. Cana tem nó e jegue tem venta. Não fico em cima do muro. Em 2026, se vivo estiver, votarei contra a extrema-direita fascista.




 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

O SAMBA-CANÇÃO DA VICE-PREFEITA

A vice-prefeita Nina Gomes disse que escutou muito: “jacu e macaco nunca vai acabar em Ipirá!” Não disse de quem e nem por quem! E se o sistema jacu e macaco for a erva daninha de Ipirá? Essa frase poderia ser até mais precisa: “Ipirá é jacu e macaco!”

 

Dentro do contexto em que a vice-prefeita está inserida trata-se de uma frase necessária, imprescindível e, também, bola murcha.

 

A intenção de quem se utiliza dessa frase, não sendo ignorância, é uma necessidade clara, direta e integrada a uma lógica de tentativa de convencimento colocando uma camisa de força no eleitorado dos grupos da jacuzada ou macacada.

 

Senão vejamos com uma reflexão: se Thiago do Vale é o pré-candidato do grupo macaco, naturalmente a vice Nina Gomes não é a pré-candidata do mesmo grupo macaco. Certo ou errado? Porque se assim fosse, essas prováveis candidaturas, no mesmo campo, estariam eliminando o protagonismo do grupo da jacuzada com uma canetada e negando completamente a tal lógica de “aqui só tem jacu e macaco!” Nesse caso seria macaco 1 e macaco 2.

 

Nesse caso, que prática é condizente para a vice? Ela está levando a sua situação para um caminho muito mais fácil: se Thiagão é o pré-candidato da macacada; ela é a pré-candidata da jacuzada, pois “aqui só tem jacu e macaco!” Matando e encaixotando a charada.

 

Assim sendo, vão usar a tal da camisa de força para o eleitorado jacu, que sendo uma escritura passada e registrada do grupo, não vai ter outra saída e terá que votar de qualquer jeito no candidato lançado ou apoiado pelo grupo jacu, seja ele, um poste, um cachorro ou uma pessoa competente ou até mesmo incompetente. Essa é a mesma linha de raciocínio de outros pretendentes dentro do grupo jacu, que afirmam de forma contundente que: ‘aqui só tem jacu e macaco’ para ter uma vida confortável dentro do grupo.

 

O eleitorado de Ipirá não é o mesmo do tempo de Delorme Martins. E a vice pode encontrar um grande contratempo dentro da jacuzada. O ex-prefeito Marcelo Brandão, por exemplo. Senão vejamos: a vice-prefeita disse que fez “uma campanha maravilhosa na eleição passada e...” Onde ela estava? Contra quem? Na macacada, contra MB. Se Ipirá só tem jacu e macaco, como fica MB nesse jogo?

 

Quem escuta o programa de MB sabe que o debate que Marcelo Brandão deseja, defende e prioriza é sobre a gestão passada (a dele) e a gestão atual (a de Dudy). Para a vice Nina esse debate está superado, pois o projeto da administração passada foi vencido, derrotado e esmagado por mais de seis mil votos de vantagem, agora é bola prá frente.

 

Sim, e Marcelo Brandão fica como? Dentro da camisa de força ou jogado às traças? Se Ipirá só tem jacu e macaco! Nesse caso, MB tá comendo poeira e fazendo a muda das penas jacunianas.

 

Quando afirmam que Ipirá só tem jacu e macaco, significa que não estão percebendo que o eleitorado de Ipirá está mudando, pelo menos está pensando mais. Observe bem, a vice-prefeita fala muito em parceria público-privado. O que é isso mesmo?

 

Uma pergunta: essa sua parceria será no mesmo estilo da administração do prefeito Dudy? Essa administração atual, em 2023 teve uma arrecadação de FPM de mais 170 milhões de reais e fez contratos milionários de mais de 74 milhões de reais com treze empresas. Contando os contratos abaixo de um milhão isso aí deve ficar em torno de mais de 100 milhões de reais. Como será a sua parceria prefeitura-empresas vice-prefeita? Essas parcerias público-privado podem ser detalhadas, divulgadas e acreditadas?

 

Eu pergunto isso, pelo fato de imaginar certas coisas. Vamos supor que o próximo prefeito(a) (o sobrinho ou a tia) faça uma parceria prefeitura-empresas de uma arrecadação anual de 200 milhões de reais e 180 milhões de reais sejam conveniados com empresas. Será um absurdo ou não? Analise bem, uma desgraça dessa acontecendo como já acontece em menor proporção, ficará claro que, nesse caso, Ipirá não terá ou tem somente jacu e macaco, terá ou têm, também, os otaripanos.

 

Nada pior do que um jacu ou um macaco otaripano. É um apaixonado convicto, daqueles que nada vê e em nada acredita. Um amor doentio, que perde os direitos conquistados; que não recebe o piso salarial; que perde a noite numa fila para adquirir uma consulta; que precisa de uma esmola para sobreviver; que não enxerga uma política pública porque a ignorância não deixa; mas, mesmo assim, com todos esses contratempos, não deixa de adorar uma candidatura oligárquica, pequeno-burguesa e antipopular, que faz conluio com empresários, que ficarão milionários, mas, quem sabe, deixarão cair migalhas do banquete. Quem tiver a unha maior que pegue as sobras. Os otaripanos estão preocupados com essas sobras.

 

A pré-candidatura que achar que Ipirá só tem jacu e macaco está dando um nó cego e não vai conseguir desatá-lo. Quem pensar que está falando de duas torcidas de futebol, de um apaixonado e alucinado BA-VI vai pagar o seu preço.

 

Essa coisa é um monstrengo, é um sistema oligárquico (jacu e macaco) que é mantido, azeitado e reproduzido de muitas maneiras, até pelo tradicional ‘de pai para filho’; mas o meio mais eficiente e profícuo para se sair vitorioso dentro desse sistema é investindo dinheiro (para quem ganha) e gastando (para quem perde).

 

Sem rodeios nem conversa mole: a vice tem de três a cinco milhões para gastar na campanha? A vice pensa que os líderes Antônio Colonnezi e Luiz Carlos Martins vão tirar um milhão do próprio bolso para a sua campanha? A vice pensa que os líderes são otaripanos? Muito menos otários! Essa é a lógica implacável do sistema jacu e macaco: “quem pariu Mateus que balance!”

 

A situação que controla o poder municipal tem dinheiro de sobra, essa vaquinha eles conseguem com as empresas da parceria que não querem perder a boquinha. Isso é o maléfico sistema jacu e macaco, que muita gente não quer que acabe em Ipirá. A vice vai ver com quantos paus se faz um ninho de jacu, não é pouco dinheiro não!

 

Seria mais proveitoso que a vice fosse sincera e verdadeira, dizendo que: o partido político da vice é o PMDB, do vice-governador Geraldo Junior e poderia até citar Geddel e Lúcio Vieira Lima e o partido do Thiago do Vale é o PSD, do senador Otto Alencar e esquecesse essa ladainha de jacu e macaco. Política se faz com partidos e programa de governo. Mas não, tem que ter jacuzada e macacada na jogada.

 

Essa polaridade do jacu e macaco é o atraso de Ipirá. um caminho aberto e profícuo para todo tipo de negociata, descaramento e surrupiamento. Manter esse esquema é o ardil de quem quer levar vantagem, mantendo a população num bocapiu furado. O sistema jacu e macaco significa atraso e escravidão das mentes da população de Ipirá.

 

Da própria boca a vice-prefeita contradisse com as próprias palavras: em momento nenhum pediu algo, uma secretaria por exemplo; dias após a vitória ouviu: ‘o combinado não vai dá mais certo’. Não pediu, mas estava combinado! Como assim? Assim, o prefeito ganhou a fama de ‘Pinocchio da Chapada’, o que o prefeito Dudy fala sentado dificilmente garante o que falou quando levanta.

 

A vice-prefeita confirmou que foi uma campanha linda, bonita e festiva até o dia da vitória, mas na hora daquela festa da ‘entrega da chave’ (ô musiquinha chata da desgraça!). Nesse dia o prefeito deu um canto de carroceria na vice. “O candidato estava com má intenção, tudo aquilo estava na cabeça dele!” disse a vice, que talvez tenha pensado: ‘você vai me pagar caro no dia da posse!’ E pagou.

 

Tá tudo junto e misturado. Tá tudo mangueado na terra do ‘aqui só tem jacu e macaco’. Como pode ser macacada com Diomário sendo o grande e poderoso chefão do grupo macaco? Como pode ser jacuzada com Antônio Colonnezi e Jurandy Oliveira no mesmo palanque com Luiz Carlos Martins? Tá tudo descaracterizado. Não faz mais sentido ficar batendo nessa coisa de jacu e macaco. Vocês querem enganar quem mais?

 

Nessa barafunda do sistema jacu e macaco, quem foi que lucrou? A família Oliveira. Para o eleitor de Ipirá não votar num membro da família Oliveira para a prefeitura de Ipirá (jogo de compadre e comadre) ele vai ter que votar branco ou nulo (isso é disposição, não é imposição). Foi nisso que resultou o ‘aqui só tem jacu e macaco’. 

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

O PREFEITO DUDY VAI ATRAVESSAR A PONTE DO ESGOTO

Você pode até duvidar, mas o terremoto do Japão dobrou um pedaço do asfalto no fundo da fábrica, na avenida RGS; caso não tenha sido o terremoto significa que este asfalto é uma tremenda porcaria, um ‘asfalto cuscuz’, porque ele dobrou, fez um buraco no centro e está esfarelando.

 

Imagine, que situação! Um asfalto feito pela administração passada do jacu e reformado pela atual administração macaca, vale ressaltar, ‘com recursos do governo estadual’ (tinha placa), que fez uma reforma na sua própria reforma e já está precisando de outra reforma. Na verdade, não sei nem se essa obra foi inaugurada!

 

Sem exagero! Você pode dizer qual foi a obra importante, grande e original, com recursos próprios da gestão Dudy? Diga! Mostre! Aponte! O que é e onde está? Porque a população precisa saber.

 

Certo que encontrou uma terra arrasada deixada pela gestão passada (do jacu) e ficou prisioneiro dessas reformas, de maneira que, remou por três anos nesse reme-reme das reformas no Centro de Abastecimento, Mercado de Artes e Estádio de futebol. Tudo isso com recursos estaduais e federais.

 

Certo, que teve um canteiro na frente do cemitério velho; além disso, um canteiro onde a administração passada colocou o nome da cidade; outro canteiro em frente ao posto de gasolina, na rua dos Correios, deve ter tido outras coisas mais. A maioria esmagadora dos calçamentos e 100% do asfaltamento são feitos com recursos do governo estadual e Emendas Parlamentares.

 

Não deixa nenhuma dúvida, o governo estadual abriu as torneiras para o governo municipal; a prefeitura tem 62 milhões de reais na conta, recebeu 2 milhões e 750 mil reais de emenda do senador (informações corretas de prepostos de confiança); tem obras como a escola de tempo integral que está aterrissando em Ipirá e, mesmo assim, a administração local não faz o que deve ser feito e do jeito que tem que ser feito.

 

A reforma do campo de futebol, não cuidou da parte essencial do equipamento: o gramado, que serviu de gozação nas redes sociais. Sem uniformidade na grama, despontava círculos de capim em terra nua por toda extensão do campo de jogo, dando brecha para torcedores de outras cidades fazerem chacota, dizendo que a camisa de seleção era da cor do gramado, verde e amarelo. Fomos obrigados a levar tudo isso na esportiva.

 

A gestão de Dudy consegue trocar os pés pelas mãos. Resolveu fazer uma reforma na UPA. Pense numa reforma morosa, capenga e desproposital, porque nem a gestão do mesmo tem explicação objetiva para a delonga. O vandalismo pintou o sete, até hoje não se sabe quem foi. Anunciam que vão voltar para o ninho de onde a UPA não deveria ter saído.

 

Não se paga nada para anunciar. Anunciam que a Policlínica vem aí. Do jeito que anunciam as coisas, provavelmente, vão inaugurar o famoso 3 em 1 (três em um) hospital, UPA e Policlínica coladinhos e misturados. O paciente chaga na UPA, é transferido para o hospital pelo corredor e regulado para a Policlínica pela porta do fundo. Sem ambulância, sem gasolina e mais rápido do que o SEDEX dos correios.

 

Afirmam com toda a força que o terreno da Policlínica já foi comprado. Outro prefeito macaco comprou o terreno da Universidade. Quem não se lembra disso? A Universidade pública não veio. Enquanto a Policlínica não chega em Ipirá continuamos a utilizar a nossa Policlínica em Itaberaba e Feira de Santana. É melhor dois pássaros nas mãos do que um voando.

 

Se essa promessa não for atendida nessa gestão, vamos ter que ficar engolindo esse prometido na próxima gestão. Do mesmo jeito que as pessoas tomam café requentado, a população engole uma promessa requentada, desde quando, o santo que tem a obrigação de cumpri-la e não assume o que diz nem a pau. Primeiro a promessa, depois a Ordem de Serviço, bem depois, a obra; por fim a inauguração. A população tem que engolir esse troço à seco.

 

Faltando menos de um ano para o término da gestão Dudy, o município de Ipirá vive um período de muita incerteza e morosidade; encontra-se numa crise sem precedentes nestas últimas décadas: uma das mais severas secas dos últimos tempos e o fechamento de uma fábrica de calçados de mais de mil operários. São dois cartões postais para a população engolir como espinha de peixe, nesse difícil momento que o município vive.

 

O governo Dudy não tem culpa no cartório, mas o executivo municipal é o primeiro responsável na preocupação e apresentação de medidas que atenuem a situação. Ipirá não pode ser um tranquilo paciente de um trem que leva ao regresso e ao atraso. Tem sempre que dá um passo à frente. O prefeito tem que ser o mentor que briga para ultrapassar as dificuldades.

 

A fuzarca que se faz quando se compra um carro ou máquina com o recurso da prefeitura, quase sempre acompanhada de grande foguetório, não passa nem perto da grande necessidade e das demandas verdadeiras do nosso município. Todo alvoroço apresentado serve muito mais para robustecer o engodo destes tempos e não para remediar e resolver as necessidades verdadeiras da população.

 

Numa travessa da rua Daniel Ferreira, a prefeitura iniciou o calçamento; do meio para o fim, o calçamento continuou só em uma banda, deixando o outro lado (o do esgoto) sem calçar. Deixou uma parte de terra (sem calçar) junto de uma ponte de pedaço de madeira velha e podre. Nesta ponte, passam homens, mulheres, crianças e idosos, além de motos. Um local apropriado para um acidente anunciado (anote o que estou dizendo).

 

Por que a prefeitura não fez o calçamento completo da rua? Será que a verba veio para um calçamento meia-boca nesta rua?

 

Prefeito Dudy! Faça uma ponte de cimento no esgoto que passa nessa rua, ligando-a à rua do Centro Espírita. Os moradores desta artéria são pessoas decentes e do bem, que são merecedoras de obras públicas que melhorem a vida de todos.

 

Os 2 milhões e 750 mil reais enviados pelo senador para gastar em qualquer coisa dão de sobra para uma coisa concreta, que vai muito além de qualquer coisa. Seria a maior obra de sua gestão que, assim sendo, não ficaria sem uma obra grandiosa, importante e de reconhecimento do povo.

 

Não vale a desculpa de falta de dinheiro para não realizá-la. Senão vejamos, a prefeitura de Ipirá recebeu de FPM em 2023 (ano passado) R$ 170.336.358,81. Esta mesma prefeitura realizou 13 contratos milionários (acima de um milhão) pagando R$ 74.267.534,30.

 

Esta mesma prefeitura tem inúmeros contratos abaixo de um milhão de reais, que devem ultrapassar os cinquenta milhões de reais. Esta mesma prefeitura paga aos funcionários quantias que devem ultrapassar xyx valores. Caso esses valores sejam compromissos fechados da prefeitura; faça o seguinte: utilize os dois milhões que o senador mandou para gastar no que quiser, para a feitura desta ponte. Uma ponte de concreto para que a gestão Dudy possa sair do obreirismo reformista em que está enterrada, achando que está fazendo grande coisa.