sábado, 17 de agosto de 2024

QUE BALAIO DE GATO!

Não espero muita novidade nesta campanha eleitoral de 2024 em Ipirá. A mesmice de sempre vai prevalecer, acompanhada daquela narrativa esfarrapada e com uma batida que não sai do lugar e não leva a lugar algum.

 

Motivo pelo qual, aguardo com certa esperança de que algo diferente e agradável ocorra através do discurso do vereador Deteval Brandão, agora, candidato a vice-prefeito, pelo fato dele ser o maior interlocutor da Nova Política em Ipirá. Este será um dos discursos que pretendo acompanhar amiúde, nesta campanha.

 

O que é a Nova Política defendida pelo vereador Deteval Brandão? Esta campanha é uma ótima oportunidade para o vereador Deteval Brandão explicar, traçar e delinear, demarcar e mostrar ao povo de Ipirá quais são os princípios básicos, o norte e como será a prática dessa Nova Política.

 

O discurso de Deteval Brandão tem essa perspectiva e poderá ser a grande novidade e o maior diferencial das Eleições 2024 em Ipirá, desde quando tem o papel de esclarecimento e poderá se distinguir ficando distante do lengalenga de ficar dizendo que vai fazer isso e aquilo, tentando chover no molhado e amarrado no tronco da mesmice.

 

Explicar ao eleitor o que é a Nova Política; de que forma se traduz a Nova Política para o conhecimento do eleitor. Esse é o papel magnânimo que corresponde ao candidato a vice-prefeito Deteval Brandão, a voz ativa e principal defensor da Nova Política. Espero que cumpra o seu papel e não emborque, não mergulhe e não venha naufragar e se afogar na tradicional e velha política.

 

O que está acontecendo na politicagem de Ipirá?

As velhas lideranças médicas estão sendo substituídas pelas novas lideranças de ricos comerciantes (Dudy na linha de frente e com pinta de liderança).

 

A desorganização partidária sem a devida prestação de contas. Nesse caso, todo candidato que não prestou conta no último pleito fica inelegível (na última eleição, em 2020, aconteceu com a candidatura a prefeito de Hugo Baiano, que ficou inelegível apelando para recursos no sentido de ganhar tempo).

 

O União Brasil (que já foi Arena, PDS, a desgraça toda) em Ipirá, querendo lançar um vice ficha-suja na Justiça Eleitoral e que ficou sem nome para substituí-lo. Pode uma escaramuça dessa!?

 

Uma candidata do MDB, Nina Gomes, que quer enfrentar uma batalha eleitoral sangrenta sem os devidos recursos financeiros, achando que cinco milhões de reais vão cair no sofá de uma hora para outra.

 

Um candidato do PSD, Tiago do Vale, que é genro do atual prefeito (nepotismo deslavado) e acha que não tem que obedecer à Lei Eleitoral e faz o que bem entende.

 

Uma Eleição que vai dar o que falar. Tudo isso poderá ser resolvido na Justiça Eleitoral e quem tiver um bom advogado sairá como o vencedor da parada. Observe o que estou colocando aqui: do jeito que vai o andor da procissão até o santo Deteval Brandão, que é candidato a vice, poderá ser o próximo prefeito de Ipirá.

 

Vamos esquecer essas arengas e vamos para o mais importante e real dessa confusão toda; as minhas novelinhas (isso aqui não tem nada a ver com novela da Globo, isso aqui é vida real).

 

LAÇOS DE FAMÍLIA (capítulo 2)

O deputado Oliveira pediu que sua esposa trouxesse uma calculadora e fizesse uma pequena operação: um bilhão, vezes 10%, vezes 4 anos.

 

Depois de várias tentativas a esposa declinou: “Oliveira é tanto número que não cabe na calculadora.”

 

- Entregue a calculadora para meu sobrinho, que ele vai realizar essa operação – disse o deputado Oliveira.

 

O sobrinho tentou de baixo para cima, de cima para baixo, de lado, pelo avesso e nada, chegando à seguinte conclusão e à melhor solução: “meu tio! Essa conta só pode ser feita no computador da NASA.”

 

O deputado Oliveira reconhecido pelo esforço dedicado e satisfeito pelo resultado apresentado, era só alegria e começou seu pronunciamento:

 

- Eu queria viver mais cinquenta anos para poder ver com esses meus olhos, que a terra haverá de comer, como será o desenvolvimento e o progresso de nosso torrão com as administrações de vocês. Um dos dois será agraciado pela eleição, mas trabalhem em conjunto, com a nossa família se dedicando de corpo e alma nessa tarefa.

 

- Poxa Oliveira! Eu não gosto quando você fala assim, de um jeito de despedida, você é madeira maçaranduba da boa, tem longevidade e vai ser testemunha do grande trabalho que vamos realizar – disse a esposa.

 

- Meu tio! O patriarca Abraão viveu 175 anos, eu considero o senhor nessa equivalência, como o patriarca da família Oliveira, o senhor vai ver as inovações que faremos nessa terra – falou o sobrinho.

 

O deputado Oliveira ficou entusiasmado e começou a clarear o pensamento para ser melhor entendido:

 

- Nossa terra terá um lançamento futuro de 1 bilhão de reais em quatro anos e vocês, minha esposa ou meu sobrinho, vão ser os gestores dessa grana toda, sendo que, é necessário muita sabedoria, habilidade e desprendimento para fazer o progresso e desenvolvimento de nossa terra.

 

- De minha parte, eu vou fazer o Metrô Ipirá, com uma linha do Ipirazinho ao bairro 20 de Abril, com uma estação no Centro de Abastecimento e outra na Praça da Bandeira. Assim que eu tomar posse vou iniciar essa obra cavando dois buracos, um no Ipirazinho e outro na Vinte – relatou a esposa.

 

- Logo não está vendo que isso não dá certo! Isso aí vai ser igual ao matadouro, nunca vai funcionar e não vai passar de uma dupla de grande ‘buracão de tatu da pré-história’. Meu tio! Esse 1 bilhão não vem todo no início do meu mandato, vem todo fatiado até chegar à finalização do mandato em quatro anos, mas mesmo assim, eu digo que vou realizar uma obra pensando no futuro de nossa terra, um grande e moderno aeroporto para aviões supersônicos que saem da Europa para São Paulo, fazendo escala em Fortaleza e na sua rota passam por nosso município. Vamos fazer uma escala em nossa cidade e enquanto o avião abastece e faz a manutenção necessária, os passageiros vão visitar nossa cidade – argumentou o sobrinho.

 

- Não tá vendo que essa é uma ideia sem pé nem cabeça. Quem vai viajar nesse avião? Só os treze empresários da prefeitura de vocês vão poder sentar na poltrona e viajar na primeira classe desse avião, o povão vai ficar comento poeira e com a zoada das turbinas na cabeça. O nosso metrô vai contemplar o nosso povo simples e trabalhador – disse a esposa.

 

- Esse é um debate rico, que vai do uso de nosso subsolo à utilização do nosso espaço aéreo para o bem do nosso povo. Travem esse importante debate lá fora, que isso será uma máquina de fazer votos – sacramentou o deputado Oliveira com toda sua experiência e esperteza.

 

FAMÍLIA É TUDO (capítulo 2)

O deputado Oliveira chamou seu sobrinho e foi cirúrgico:

- Meu sobrinho! Não venha em minha residência nestes dois meses que antecede as eleições de outubro. Se alguém vê você entrando aqui depois das dez horas vai dizer que tá tudo combinado e que essa eleição é marmelada.

 

- É verdade, meu tio! Inclusive eu já disse que não vou xingar ninguém nessa campanha e não vou dizer que alguém passou cheque sem fundo, o que eu quero discutir é sobre nossa terra, da qual eu sou conhecedor profundo e tenho andado pelos quatro cantos e vou fazer desse município uma grande referência no nosso Estado.

 

- Oliveira! Nosso sobrinho é mais esperto do que cachorro que bota ovo para comer no jantar. Ele diz que não vai xingar ninguém nos comícios, só quer ser o bonzinho do pedaço. Agora, eu vou te dizer uma coisa: essa prefeitura, que você faz parte e é o chefão, fede mais do que pau de galinheiro, por isso, nosso sobrinho tá com essa conversa mole de não xingar ninguém, para que ninguém toque fogo nesse rabo de palha da prefeitura que ele faz parte – afirmou a esposa.

 

- Não é nada disso, minha tia! É que eu conheço nossa terra, eu tenho andado por todo município e sei o que nossa terra precisa e não é de xingamento e de ataques pessoais – rebateu o sobrinho.

 

- Ora, meu sobrinho! Você não quer que eu toque no mal feito dessa gestão, mas eu estive lá e conheço esse furdunço e vou denunciá-lo à população – disse a esposa.

 

- Você está certo, meu sobrinho! Você é um menino esperto e não é à-toa que só quer um comício em praça pública, porque este governo que meu sobrinho está montado e enfiando a espora no vazio tem um rabo de palha do tamanho de um licurizeiro, que se tocar fogo na ponta vira um incêndio, que não tem quem apague – disse deputado Oliveira.

 

- Muito bem, Oliveira! – disse a tia.

 

- Eu só quero que a minha querida família permaneça unida. Não tem uma família mais importante nesse município do que a nossa, por isso, fomos escolhidos para administrá-lo. Briguem lá fora, nos palanques, nos comícios, agora, aqui dentro das nossas casas vamos manter a união e a verdadeira unidade, nossa família é tudo – argumentou o estrategista deputado Oliveira.

 

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

BOMBARDEIO NA MADRUGADA EM IPIRÁ

Desta vez foi na madrugada. Pensei: uma hora dessa, jacu e macaco tá ficando doido! Era a polícia em treinamento preventivo.

 

As duas candidaturas para o Poder Executivo de Ipirá já estão postas; então, eu posso fazer duas perguntas: uma para as candidaturas e outra para os eleitores.

 

Para o candidato: senhor Tiago! Desde quando, o senhor poderá virar V. Exa., o prefeito de Ipirá, o que V. Exa., vai fazer com mais de 1 bilhão de reais que entrará na prefeitura de Ipirá em quatro anos, de 2025 a 2028, em todo o seu mandato?

 

Para a candidata: dona Nina! Desde quando, a senhora poderá virar V. Exa., a prefeita de Ipirá, o que V. Exa., vai fazer com mais de 1 bilhão de reais que entrará na prefeitura de Ipirá em quatro anos, de 2025 a 2028, em todo o seu mandato?

 

Não digam que Vossas Excelências não respondem perguntas fora do quadrado dos interesses de suas candidaturas; não digam que não respondem perguntas sobre o que vai acontecer em suas administrações, afinal de contas, ela ainda não começou; não digam que desconhecem esses valores e que não é nada disso. Pois é, sim!

 

Interessante! A população que vai depositar o voto em vocês, vai fazê-lo no escuro, sem nenhuma garantia de que as promessas prometidas de Vossas Excelências serão cumpridas. Não existe programa registrado em cartório, o que também, não significa nenhuma garantia. Quer dizer, o povo tem que acreditar em vocês dois, que podem e tem o direito de esconder o jogo. Não é assim?

 

Não soneguem a verdade ao eleitor: o que Vossas Excelências vão fazer com mais de 1 bilhão de reais, durante o seu mandato? Vão fazer que obras? Qual é a previsão de gastos? Esses recursos virão de onde? O que vão fazer? Como vão disponibilizar esses valores?

 

Não adianta fugirem dessa pergunta básica. Quem respondê-la com mais sinceridade estará mais apto(a) para administrar Ipirá. No mais prevalecem o marketing, a astúcia e o engodo.

 

O engodo não tem cara, nem coração. O VAR poderá decidir essas Eleições 2024 em Ipirá. Quem tiver a melhor banca de advogados especializados em Justiça Eleitoral, poderá virar a mesa da eleição.

 

Observe bem: a candidatura do vice-prefeito Luís Carlos Martins tem pendência na Justiça Eleitoral, poderá ser questionada; a candidatura de prefeito de Tiago do Vale poderá ser questionada quanto à condição de genro do prefeito, se isso constitui nepotismo e quanto ao gasto de campanha, que não é ilimitada e nem a migué.

 

Gasto com foguetório; cada carro recebeu cem reais (segundo um puxa); basta colocar uma pessoa filmando na bomba de gasolina no dia da carreata para ter o flagrante. O dinheiro público não pode ser gasto em campanha e não pode haver caixa dois. Com vigilância e bons advogados, o caldo entorna. Assim é o jogo, ele tem regras, quem não as seguem paga o pato.

 

Agora a pergunta à população. Desde quando, as candidaturas já estão postas e a propaganda eleitoral vai começar, então eu pergunto à população qual é a novela que você vai votar?

 

LAÇOS DE FAMÍLIA (capítulo 1)

Depois do almoço, o deputado Oliveira foi tirar uma madorna, numa poltrona confortável. Depois de certo tempo, sua esposa agitou seu braço, acordando-o e tentando convencê-lo ir para a cama. O deputado Oliveira acordou assustado e disse:

 

- Em cinco minutos de cochilo já estava sonhando com a prefeitura.

 

- É bom quando se sonha com coisa boa. É bom sinal. De quase sessenta mil pessoas, quantas podem sonhar com prefeitura? Meia dúzia. Quantas famílias? Uma trinca de três.

 

Nesse exato momento, quem chegou e foi entrando alegre e sorridente foi o sobrinho do deputado Oliveira, que acompanhou boa parte da conversa.

 

- Oliveira estava sonhando com a prefeitura, não canso de dizer, que farei tudo que for possível para colocar essa prefeitura na mão de Oliveira – disse a esposa.

 

- Minha esposa será uma grande prefeita, disso eu não tenho a menor dúvida, ela é dedicada, competente e é uma pessoa determinada, a nossa terra vai ganhar muito com sua administração.

 

- Meu tio! Eu digo e adianto para sua pessoa que eu vou colocar a prefeitura em suas duas mãos, disso o senhor pode ter certeza que como existe um Deus no Universo, eu acredito na sua pessoa, na sua credibilidade aqui em nossa terra e nunca vou lhe faltar a reverência.

 

- Meu sobrinho! Eu quero te dizer que você é um menino danado, muito esperto e competente. Você vai ser um bom prefeito, nessa terra, não sei se agora ou no próximo mandato. Nossa família vai ter muito tempo de domínio, basta a gente saber conduzir as coisas como devem ser conduzidas. Agora, que já estou em meu quarto, vocês vão dá licença porque eu quero sonhar mais um pouco com a prefeitura.

 

- Pois não, meu tio, o senhor é quem manda! – depois, comentou – esse meu tio é o maior ninja da politicagem de Ipirá. Eu tenho muito que agradecer a ele por ser candidato a prefeito pelo nosso grupo e ele ainda teve a capacidade de colocar a esposa, que é minha tia querida, como candidata do lado de lá ou seja, do lado adversário. Tá tudo em casa, de boa – disse o sobrinho.

 

- Eu aprendi muito de politicagem com Oliveira, você tem razão ele é ninja, nesse ponto nós estamos em plena concordância – disse a esposa.

 

FAMÍLIA É TUDO (capítulo 1)

Em sua residência, o deputado Oliveira tomava o café da manhã, quando o seu sobrinho chegou e foi sentando na única cadeira disponível. É bom salientar que o café na casa do deputado é muito concorrido. O deputado Oliveira foi dizendo:

 

- Vou dizer para vocês, que eu estou pensando em vender uma fazenda para gastar na campanha. Quanto mais recursos disponíveis houverem para a campanha é melhor para a garimpagem de votos.

 

- Meu tio! Não se precipite, não se apresse e não faça uma besteira dessa, não mexa em nosso patrimônio para gastar com o eleitor para não inflacionar a campanha. Quem é que perde com isso? A nossa família Oliveira. Vê se eu tenho razão? Para o povo nós vamos dar bolacha quebrada e levar essa campanha de boa.

 

- Não é que você tem razão, meu sobrinho! – disse o deputado.

 

- Presta atenção, meu tio! Tem uma viúva aí, que vai bancar minha campanha, numa boa, eu acho que eu vou levar; mas se por acaso, minha tia levar, a mesma viúva que pagou a minha campanha poderá pagar a campanha de minha tia, essa viúva não faz questão de dinheiro.

 

- Meu marido Oliveira, nosso sobrinho tá querendo tirar uma de esperto! É claro que se eu ganhar essa viúva vai cobrir minhas despesas, todo mundo faz isso. Agora uma coisa é clara, se eu não gastar umas cinco milhas na minha campanha, o meu sobrinho irá abocanhar a chave da prefeitura numa boa, então para ter chance eu tenho que gastar do nosso bolso, desde quando, eu não tenho essa viúva à minha disposição.

 

- Minha esposa e meu sobrinho! Não esqueçam de uma coisa, nossa família tem que estar unida e sair mais unida ainda dessa campanha. Foi a melhor chance que nós tivemos na vida, tudo favoreceu à nossa família, parece que todos os deuses estão conspirando a nosso favor, então, não vamos desperdiçar essa oportunidade de jeito nenhum. Meu sobrinho vê lá se essa viúva que vai bancar sua campanha, não banca a de minha esposa também? Não esqueçam que tá tudo em casa!

 

Essas novelas não tem nada a ver com as novelas da Globo, isso aqui é a vida real. Você vota em LAÇOS DE FAMÍLIA ou em FAMÍLIA É TUDO?

 

domingo, 4 de agosto de 2024

O FOGUETÓRIO QUE ABALOU IPIRÁ

Foram mais de cinco horas de foguetório! Nunca aconteceu nada igual na cidade de Ipirá. Parecia um bombardeio massacrante de Israel na Faixa de Gaza. Evidente que seus efeitos e suas consequências perdurarão por quatro anos. Tudo por conta do dinheiro público! É muito dinheiro público para ser detonado nessa campanha.

 

O expoente da convenção da macacada foi a formação de uma chapa puro sangue da Nova Política, do Partido Social Democrata PSD, da turma do senador Oto Alencar, que tem no vereador Deteval Brandão o principal defensor da Nova Política em Ipirá e que foi indicado como vice-prefeito na chapa.

 

É o único discurso que realmente interessa no terreno da politicagem local é o do vereador Detevel, porque ele ganhou os holofotes para responder algumas perguntas: como ficará a velha política (jacu e macaco)? A velha política será enterrada pela Nova Política, seria o ‘chega de jacu e macaco’? As lideranças Antônio Colonnezi, Jurandy Oliveira, Luiz Carlos Martins ficarão de pijamas e com apitos surdos daqui para a frente? Ou não é bem assim e a Nova Política já chega tão debilitada que não pode se desfazer das muletas da velha política? A pessoa mais indicada, pela idoneidade moral e sinceridade, para responder a essas perguntas é o candidato a vice e vereador Deteval Brandão.

 

Sobrou para o indicado pela federação para compor na chapa de vice-prefeito: René Saint-Clair. O ex-prefeito Dió não aceitava de jeito nenhum esse nome. Ponto final e já foi antes de ser.

 

Uma indagação clara: como é que uma indicação política da federação é rejeitada pela Nova Política de Ipirá? Indicação política sim! Porque é um filiado do PT local e o PT na Bahia tem o governador Jerônimo, tem o senador Wagner, tem o ministro Rui Costa, sendo que, nem isso serviu de referencial político para favorecer a uma escolha de vice numa chapa local? Essa indicação tem ou não respaldo político para pleitear um cargo de vice na chapa dos macacos? A macacada não considerou nada disso? Isso não é critério? É, simplesmente, porque o ex-prefeito Dió não quer? Esse é o critério político dos macacos? A vontade do chefe?

 

Procurando entender a trajetória. Tempos passados, Dudy apareceu na chácara e disse que era candidato a prefeito e René, que era seu irmão, amigo de infância e do coração, era seu vice. No gabinete do prefeito Ademildo ouviu: “não é do jeito que você quer não, você se lança prefeito e ainda escolhe o vice, não é desse jeito não!”

 

Dudy desistiu da cabeça e René foi o vice de Aníbal, numa campanha difícil, embananada e com as lideranças macacas fazendo corpo mole no financeiro.

 

Na boa, quando Marcelo Brandão tinha arrombado a jacuzada, apareceu Dudy na cabeça de chapa e René não era mais o seu irmão, seu amigo de coração e de infância para ser o seu vice. René já estava queimado na fita.

 

Dudy virou prefeito e dizendo-se realizado na vida por ter sido gestor de sua terra querida e abriu mão de sua reeleição, mas fez a indicação de seu genro para ser seu sucessor. O que é bom fica em casa. Parece que aprendeu a lição e não quis indicar o vice.

 

René foi para o tabuleiro de vice da macacada. O que se viu? Ao invés de critérios políticos para a escolha aconteceu o “não é do jeito que a federação quer não!”

 

E a Federação Brasil de Esperança (PT, PCdoB, PV) mostrando o tamanho de sua subserviência; baixou o cangote e apresentou um argumento fajuto e uma desculpa esfarrapada: “foi a forma de tirar Paula de Enedino da vice abrindo mão do nome de René, para Hugo Baiano e Jota Oliveira não ganharem espaço no governo.” (palavras de uma liderança petista/local que mora em Salvador). É esse o nível político?

 

Com quem o PT local quer disputar espaço dentro do governo (antes mesmo de eleito)? Está mesmo é preocupado com Hugo Baiano e Jota Oliveira e não com um programa de governo para a gestão? Qual foi mesmo a validade daquelas reuniões em que compareceram Luiz Marques e Lourival Gusmão para discutirem o Plano de Governo? E que teve assinatura, a boa intenção e o endosso de tanta gente. Como é que isso pode ser desmerecido?

 

Se para a macacada tudo é festa, para a federação a realidade é dura e inconsistente. Já perdeu a vice. Na minha avaliação não vai fazer um vereador (tinha duas cadeiras). Explicando: Jaildo do PV será o mais votado (caso não haja zebra) com 1.000 votos (suposição), para ser o vereador eleito precisará de mais 1.500 votos da esquerda do PT e PCdoB. Quanto precisará o PT e o PCdoB para fazer o segundo vereador? 2.500 votos (o provável coeficiente). Não é nada fácil!

 

O raciocínio é simples: como é que o PT e o PCdoB terão 4.000 votos para vereador (1.500 para Jaildo e 2.500 para o vereador próprio), desde quando todos os outros partidos aliados estão querendo botá lascando no voto de vereador da esquerda. Até o PSD, partido da chapa do prefeito, vai disputar o voto de vereança na ponta da unha. Ninguém vai ajudar os vereadores da federação, enquanto a federação vai dar o couro e o osso pela chapa majoritária. Qual é o verdadeiro objetivo da federação?

 

É fazer quantos vereadores? Como é que pode num município lulista, que vota no governo estadual petista e o PT local não consegue fazer um vereador? Tem algo errado, nisso! O objetivo é ter um secretário do município? É o que parece. Um salário de onze mil reais!! É uma conquista para alguém.

 

Nada melhor do que propor: que a função de secretário (caso vença o prefeito) fique para o vereador que mais se esforçou ou teve mais votos e não conseguiu ser eleito (nada mais justo).

 

Porque o meu voto (meu voto) já está questionando que, desde quando o vereador Jaildo do Bonfim afirma com convicção que ‘É MACACO’ por que eu votaria num vereador da esquerda que servirá para eleger Jaildo?

 

O meu voto é impositivo; só votarei num vereador para fiscalizar o prefeito e combater esse esquema viciado montado por jacu e macaco em Ipirá. Não tenho nenhum interesse em votar em vereador macaco ou jacu coloiado com o Poder Executivo. Mais rápido eu votaria em Jaildo do Bonfim para prefeito de Ipirá.

quarta-feira, 24 de julho de 2024

O VICE DA MACACADA SERÁ TCHAN TCHAN NAN NAN NAN



Em 2023, o município de Ipirá recebeu R$ 170.336.358,81. É passado e essa grana já foi! Vamos considerar a onda crescente dos repasses, embora tenham diminuído a população de nossa terra. Como? Ninguém sabe!

 

Considerando a queda da população de Ipirá para 56.876 habitantes (nem o diabo comendo água braba acredita que Ipirá não passe dos 60 mil habitantes; fomos garfados), mesmo assim, em 2023, ficamos na casa dos 170 milhões de reais/ano.

 

2024, ainda não terminou o ano, vamos considerar (previsão) uns 210 milhões de reais/ano e numa (previsão) para o próximo ano de 2025 vamos colocar o repasse para o nosso município na casa dos 250 milhões de reais/ano.

 

Então, o destaque prévio para as finanças do município: para um mandato de quatro anos, esse montante ficará em torno de 1 BILHÃO DE REAIS.

 

É muita grana! O que será feito com essa montanha de dinheiro? A pergunta é válida porque nenhum prefeito do jacu e do macaco mostra as suas verdadeiras contas de forma clara e transparente.

 

Como eles não fazem a prestação de contas de suas gestões, com uma planilha de suas receitas e despesas, aí o blog do Agildo Barreto faz uma radiografia dessas contas públicas. Como acontece?

 

500 milhões de reais, também conhecido por meio bilhão de reais, vai para o grupo que domina as finanças da prefeitura de Ipirá: os empresários de prefeitura.

 

Essa é a turma que monta vigília na boca do cofre. Podemos dizer que é a elite do governo. É o grupo mais favorecido e beneficiado pelo esquema montado. Estão no topo; são aqueles empresários que mamam no rabo da cachorra, através de contratos milionários de mais de UM MILHÃO de reais. São pouquíssimos, contados à dedos; hoje, são 13 empresários de prefeitura que totalizam valores de mais de 75 milhões de reais/ano (em quatro anos 300 milhões de reais).

 

É nesse patamar superior que se encontra a turma mais beneficiada pela prefeitura, naturalmente, são empresários amigos do gestor, diga-se de passagem, os verdadeiros e privilegiados amigos do prefeito, que os transformou em empresários, graças ao esquema que foi montado.

 

Para 2025 devem ficar em torno de 20 empresários de prefeitura. Se você não está nesse grupo é porque ainda não chegou a sua vez. São dezenove mil votos esperando essa sorte.

 

Em segundo plano estão os contratos de 100 mil a 999 mil reais/ano; aqui deve ser em torno de uns cinquenta contratos para empresários de prefeitura. E você, nada? Tenha calma, sua hora vai chegar!

 

Somando os dois planos, mais os contratos de 10 mil reais a 99 mil reais/ano; mais os aluguéis de casa e de carros, teremos um montante equivalente MEIO BILHÃO DE REAIS em um mandato de quatro anos.

 

500 milhões de reais já tem dono e os outros 500 milhões de reais, vai para onde? Vá fazendo as contas.

 

Quem garante esse domínio das finanças da prefeitura pelos empresários da prefeitura? O domínio do poder político no município.

 

Esse domínio político propicia a distribuição dos recursos públicos para os afilhados do esquema. Calma, uma hora você chega lá!

 

Se a situação atual, que está no poder municipal, necessitar de dez milhões de reais para a campanha (no caixa 2) esses empresários de prefeitura colocarão a grana em cima do balcão para manterem seus privilégios e a mamação. Você já viu que não tem besta nesse jogo?

 

Paga-se o preço que for exigido para não ser afastado da engrenagem do sistema. O poder executivo (prefeito mais vice) na casa dos 42 mil reais, (em quatro anos totaliza 2 milhões de reais).

 

O poder legislativo (quinze vereadores), (em 2025) 210 mil reais mensais; 2 ,5 milhões de reais/ano; em quatro anos, mais de 10 milhões de reais.

Junte verba de gabinete de mais de 4 milhões para o prefeito; verba de gabinete para os vereadores; mais mordomias; mais gastos do clientelismo. Politicamente o esquema montado em Ipirá é caro. O prefeito é o mais bem pago do estado. Os vereadores ainda não são, até o dia que resolverem ser.

 

A máquina administrativa engole 2.700 milhões em quatro anos para o secretariado. Some tudo, (no chute) deve ficar em torno de 20 milhões de reais (em quatro anos).

 

No chute, 450 milhões de reais deve ser verba carimbada da educação e saúde, sobra 30 milhões para a prestação de serviços.

 

Se você acha que minha prestação de contas não tem sentido, que você faça a sua para fazermos uma comparação, porque se ficarmos esperando os prefeitos de jacu e macaco apresentarem a deles, aí morre o burro e o tangedor.

 

Fica muito mais fácil falar da política do que das finanças. Observe que apareceram dois postulantes: o genro lançado pelo sogro, que é o prefeito; a esposa lançada pelo esposo, que é ex-deputado.

 

Clareando: o maior salário de prefeito do estado ficará com a tia ou com o sobrinho da mesma família, a Oliveira? Tudo em casa, papá!

 

O vice ficará com 14 mil reais. Aí choveu vice na parada da macacada, nem tanto pelo dinheiro, mas também; observe que panavoeiro: Jota Oliveira apresentou Paula de Enedino para vice, que foi indeferida pelo ex-líder Antônio Colonnezi, que se lançou a vice; sendo escanteado pelo PT de Ipirá que lançou Renê para vice; sendo recusado pelo ex-prefeito Dió, que prefere Lady, que é rejeitada por todos. Eu nunca vi tanta borregada enjeitada como essa que foi apresentada no curral da macacada!

 

Jogaram o laço para cima, pegaram de uma só laçada os vereadores Weima e Deteval. O vice sai dessa laçada. Sei não, viu! Cada vereador vai faturar 13.900 reais (em 2025), para ser vice por cem conto a mais e ficar como avestruz com a cabeça enfiada num buraco, sem nada ver, sem nada fazer e com a língua cortada. É melhor ter o respeito de vereador.

 

Na questão administrativa, cada secretário vai ganhar 11.200 reais. Aí a vara de icó enverga, porque tem até morador de Salvador se escalando como titular de determinada secretaria. Sem voto e se achando dono do time. Nem Pelé se escalava desse jeito.

 

Merece uma sugestão para a federação, que a secretaria seja ocupada pelo vereador que ficar na suplência. Esse negócio de medalhão querendo medalha de ouro sem jogar o jogo, só jogando farofa no ventilador, não cola nas Olimpíadas de Paris, quem dirá no esquema de esperteza do jacu e macaco. Abaixo a federação dos espertos.

 

Merece uma pergunta: porque a prefeitura de Ipirá no tempo do prefeito José Leão fez um prédio como o do mercado de arte, num tempo em que a verba da prefeitura era curta e, hoje, a prefeitura com 1 bilhão de reais na conta não consegue fazer nem o telhado desse mesmo prédio feito naquele tempo? Hoje, tem que ser com emenda parlamentar.

 

Ia esquecendo, e você se encaixou onde? Agora entendi, nos 95% do eleitorado macaco, na reserva, aguardando a hora que precisar de um atendimento médico fora daqui. Você não é besta, não! 

sexta-feira, 12 de julho de 2024

SEU VOTO ESTÁ DIZENDO QUE A LATA DE MARMELADA É DELE

O eleitor(a) de Ipirá deve sentir um orgulho imensurável ao verificar e descobrir que seu voto não é um canhão nem, ao menos, um badogue, mas um bumerangue que vai fazer o bem e retorna como um bem, bem maior ainda.

 

Qual é o valor do SEU VOTO nas Eleições municipais de outubro 2024?

 

SEU VOTO vai eleger o prefeito com maior salário do Estado da Bahia. Que Bruno Reis, que nada! O prefeito da capital tem vencimentos de R$ 25.3000,00. O prefeito que for eleito em Ipirá, que tomará posse em 2025, receberá R$ 28 mil reais.

 

Quem deu esse aumento? A Câmara de Vereadores de Ipirá. Tá dentro da Lei? Não tá fora. É moral? É legal, mas é de uma imoralidade sem tamanho. Imoral e injusto. Querer fazer de Ipirá algo maior do que Salvador (a capital) é injusto e imoral.

 

E tem mais! A Câmara de Vereadores de Ipirá botou brocando. Na sua conta (lá deles) deram um aumento de 37,3%; um vereador irá receber 13,9 mil reais (menos, muito menos do que um vereador em Salvador R$ 23.428,64). E tem mais!

 

Deram um aumento de 40% aos secretários da prefeitura. Cada secretário irá receber R$ 11.200 reais em janeiro 25. Foi de quanto o aumento dos funcionários e professores da prefeitura de Ipirá? Aí a Câmara de Vereadores botou lascando, 4% ou 5% parcelado.

 

A isenção e imparcialidade da Câmara de Vereadores de Ipirá é tão grande, que eles deram o aumento para 2025 (o próximo ano), em período de recesso, para ninguém ter a ousadia de dizer que estão legislando em causa própria.

 

Besta é a população! Ninguém sabe quais serão os próximos vereadores (doze serão reeleitos); ninguém sabe quem será o prefeito (se for o genro do prefeito atual é mera coincidência); ninguém sabe quem serão os futuros secretários (se for do jacu, macaco ou coligado é muita coincidência). Nada é em benefício próprio, nem dos seus, tudo é a mais pura coincidência.

 

Coincidência ou não, o SEU VOTO é quem escolherá os vereadores de 13,9 mil reais; o SEU VOTO é quem escolherá o vice de 14 mil reais e o prefeito com o maior vencimento (de 28 mil reais) no estado, que escolherá os secretários de 11,2 mil reais. Olha a importância de SEU VOTO nesse esquema da lata de marmelada.

 

Viu aí? SEU VOTO serve para botar alguém na cara do gol. Serve para dá um bom emprego a alguém. Emprego, não; um empregadaço! (com salário grande ou alto salário ou seja, salário de capital).

 

Se esse alguém não é você; que esse alguém seja, no mínimo, seu amigo, porque seria muita generosidade de sua parte ofertar um ótimo emprego a uma figura estranha, que você nem conhece, em troca de nada e com nada em troca.

 

Se esse teu amigo te deu uma merreca agora ou mesmo, o primeiro aperto de mão agora ou mesmo, uma banda de um abraço agora, perdoe-me pelo que eu vou te dizer: esse sujeito(a) é muito mais amigo da onça do que teu.

 

Desculpe-me pelo que eu disse, mas lembrei-me que, antigamente, havia na revista Cruzeiro uma charge de Péricles de Andrade, ‘O Amigo da Onça’ em que o personagem enrolava até o vento e dava nó em pingo d’água. Fazia das tripas coração para ficar de boa. É só uma coincidência.

 

Se você disser que: ‘não está nem aí e que vota no seu grupo’. Resta-me uma pergunta: o que seu grupo (jacu ou macaco) tem de seu? Esses grupos têm escritura passada e registrada (partidos políticos) em nome e domínio de três oligarquias (famílias oligárquicas) da politicagem local, então é muito mais deles do que seu.

 

Se tu não pertences a uma dessas três famílias, nada é teu, para tu chamar de seu, mesmo que não pareça é tudo deles, embora possas embrenhar-se pela ilusão de que tens algo seu no tudo deles. As migalhas e os sobejos caem da mesa do grande banquete.

 

Nada mais romântico e belo do que, quando dizes que: ‘não está nem aí e que vota por Ipirá!’ Você veio para o caminho que eu queria que tu viesses. Olha que responsabilidade: O TEU VOTO tem o poder de botar a pessoa escolhida na boca do cofre. O SEU VOTO escolhe uma pessoa para tomar conta de mais de UM BILHÃO DE REAIS (num mandato de quatro anos) de dinheiro público. UM BILHÃO DE REAIS nas mãos e se essa pessoa resolver jogar peteca?

 

O sistema que domina nosso município faz suas imposições e colocou Lá Êle (seu Tiago) e Lá Éla (dona Nina) no pé da montanha de um bi de reais e para escalá-la vão precisar de SEU VOTO.

 

Viu aí prá que SEU VOTO é bom? Tão bom que vai colocar um dos dois lá em riba. Provavelmente, SEU VOTO vai ficar cá embaixo chupando dedo, sempre esperando, sempre na espera de que o felizardo do seu presente o veja lá de cima. Oh, coitado!

 

SEU VOTO para escolher um prefeito (Lá Êle) sr. Tiago ou (Lá Éla) dona Nina para tomar conta de um bi de real (é mole?), para fazer o que bem entender, do ‘jeitinho brasileiro’ que quiser. Não se escolhe um prefeito(a), mas um dono(a) para o município.

 

Como foi que Lá Êle e Lá Éla conseguiram isso? Foi sorte? Foi escolha do povo? Caíram do Céu? Do Céu coisa nenhuma, só se for do céu da boca da onça! Qual é mesmo?

 

Lá Êle (sr. Tiago) é candidato porque é genro do atual prefeito Dudy (se não fosse, talvez e muito provavelmente, não o fosse). Lá Éla (dona Nina) teve a profunda vontade e intenso desejo de ser prefeita nesta terra, (se não fosse esposa do deputado, talvez e muito provavelmente, não o fosse). O sistema macaco abraçou Lá Êle (sr. Tiago) e o sistema jacu abraçou Lá Éla (dona Nina).

 

Como ter SEU VOTO para ser chamado de TEU se o Sistema Jacu e macaco impões as cartas que vão para a mesa? SEU VOTO só faz dá amém ao pacote que já vem pronto. O prefeito presenteia o genro com uma prefeitura; o deputado não deixa por menos, presenteia a esposa com a mesma prefeitura. Não tenha nenhuma dúvida, SEU VOTO é quem vai pagar o presentaço. Vai pagar caro.

 

Por coincidência, alguns podem considerar uma questão de sorte, o poder Executivo no município de Ipirá, em 2025, com o maior salário de um prefeito no Estado da Bahia, para tomar conta de um cofre com mais de um bilhão de reais (em quatro anos), cairá de mão beijada, de graça, de boa, no colo da família Oliveira, pois Lá Éla (dona Nina) é esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira e Lá Êle (seu Tiago) é sobrinho do deputado Jurandy Oliveira. O sobrinho e a tia (é muita coincidência!). Tá tudo em casa.

 

O jogo é de compadre e comadre. Ipirá viverá uma verdadeira farsa nestas Eleições 2024: o prefeito mais bem pago da Bahia, sentindo-se o dono do município; um cofre abarrotado com um bilhão de reais (quatro anos); os verdadeiros amigos (empresários da prefeitura) dividindo um bolo de mais de cem milhões de reais por ano (quase meio bilhão em um mandato de quatro anos); e, SEU VOTO, na triste ilusão de que é poder, de que tem grupo, de que é amigo do homem, de que será o vencedor das Eleições, simplesmente, por catar um envelope com quatrocentos reais embaixo da mesa do banquete. Quanta miséria em nossa terra!
 

sábado, 6 de julho de 2024

ME ENGANA QUE EU GOSTO

A história da politicagem de Ipirá despencou de vez; virou uma grande farsa. Uma única família vai abocanhar a prefeitura sem muito esforço, sem muita escaramuça, mas de boa, com base na astúcia. No pacote embrulhado e amarrado vem a candidatura da esposa do deputado Jurandy Oliveira e a candidatura do sobrinho do deputado Jurandy Oliveira. Chova ou faça sol vai dar a família Oliveira.

 

Os mais jovens não tiveram a desventura de vivenciarem uma coisa tenebrosa, que assustava e inquietava uma juventude inteira. Dois clubes sociais: o Caboronga e o Ipiracy. Quem frequentava o Clube Caboronga não entrava no Clube Ipiracy e vice-versa. Prevalecia a mão-de-ferro. O povão não entrava em nenhum dos dois, seu rala-bucho era no mercado de farinha.

 

A população estava ferrada e dominada. Três famílias formavam a elite política que controlava o povo por meio do chicote e da opressão. A autoridade do coronel era absoluta e inquestionável. A autoridade da justiça ficou conhecida e falada; ‘eu te entrego à Justiça do Camisão’ era a sentença fatídica. A autoridade da batina e da cruz amedrontava o povo, ninguém queria ir para o inferno, muito menos ter ‘pata com o diabo’ mesmo recebendo uma panela de dinheiro. A autoridade da polícia torturava na calada da noite; triste da ‘mulher de vida fácil’ que morava no Tanque de Santana, que era ficante no coió de Anália, que era precisamente um cabaré decente, que teve as mãos inchadas por bolos de palmatória, por usar uma mini saia e ainda ficou falada na rádio Globo do Rio de Janeiro. ‘Triste Ipirá! O quão dessemelhante.’

 

Essa coisa maldita, perversa e cruel era a essência do sistema jacu e macaco, a sua face obscura, que tinha por base de sustentação a fazenda de gado humano, o tal do curral eleitoral: o proprietário, o vaqueiro, o gado humano ferrado, batizado e dominado. Aqui pra gente, esse sistema jacu e macaco já deu o que tinha que dá! Embora ainda, prevaleça moribundo atrás do poder municipal, sem querer desaparecer. Que vá logo para o inferno.

 

O sistema jacu e macaco criou um monstro que está devorando seus atuais e legítimos representantes. Os últimos líderes do sistema jacu e macaco, Luiz Carlos Martins e Antônio Colonnezi estão num mato sem cachorro, perderam as rédeas e o registro da chefatura. São os últimos chefes do pedaço. Não conseguem manter o status quo.

 

Não é mais como antigamente. Para manter a fazenda humana dominada e controlada dá muito trabalho e ficou custosa demais; custa os olhos da cara.

 

Com uma brutal mercantilização, o dinheiro foi ganhando espaço, aceitação e força como moeda de troca, toma lá dá cá; passando a ser o grande e maior paradigma, até mesmo suplantando a consulta grátis. A medicina já não dá o prestígio dantes, doravante a consulta paga com dinheiro apaga, sufoca e enterra a consulta grátis paga com voto.

 

A UPA, o SUS com atendimento amplo, geral e irrestrito, além de gratuito, tirou a força, o prestigio e a performance do médico-líder, que optou pela cobrança da consulta.

 

O clientelismo necessário para manter o poder ficou caro. Até mesmo o líder-médico passou a dançar essa música. Para alcançar o poder político tem que ter dinheiro. Agora um comerciante rico pode ser mais forte do que um médico remediado.

 

Com a prefeitura existem muitas facilidades; sem a prefeitura, são obrigados a meter a mão no bolso para sustentar uma malandragem que possui um grande trânsito e influência dentro do sistema. Os líderes não são bestas, nem bobos. Continuar sendo donos e proprietários de fazendas de votos custa muita grana e grande sacrifício. Muitas vezes não vale a pena, nem compensa para os médicos. O eleitorado de Ipirá ficou amarrado nesse novo mourão.

 

A politicagem de Ipirá naufraga em mar revolto. O sistema jacu e macaco já deu o que tinha que dá; está saturado, superado e empacado. Não consegue responder as demandas do município e da população. O sistema vive uma crise profunda e irreversível. Uma crise de liderança.

 

Seus líderes estão degringolando e sem poder de autoafirmação. A liderança do macaco Antônio Colonnezi ficou estrangulada e amarga uma posição coadjuvante, não exerce mais o protagonismo anterior, não viaja mais na janela da frente, saiu do comando, foi ultrapassada pela máquina possante do chefete Dudy, que tem como motorista o ex-prefeito Dió.

 

A liderança do jacu Luiz Carlos Martins está se afogando numa bacia de lavar o rosto. Sem recursos financeiros largos para bancar uma campanha competitiva; órfão do governo do estado e com dificuldades políticas para manter uma candidatura da família Martins na cabeça; sem conseguir formar uma coalizão que favoreça à possibilidade de tomada do poder; balançou a roseira e entregou o cabedal de treze mil votos ao primeiro aventureiro que bateu na sua porta. Está se afogando agarrado num tronco que não dá mais fruto.

 

O vereador Deteval Brandão cantou a pedra: ‘já foi e caiu de maduro!’ O vereador é o maior defensor do que ele chama de Nova Política. Aí, falam em Antônio Colonnezi para vice-prefeito de Tiago. Oxente! Que desgraceira é essa na estrada de Feira?

 

Não era o Novo? Que Novo é esse? Um Novo que não consegue se livrar da tradição. Que está preso ao passado como a um fantasma maldito que não larga o osso, do qual não consegue se livrar, se desgarrar. Um Novo que chega amarrado pelo pescoço e germina num pau de fuso querendo ser uma melancia. Um Novo que não consegue se desvencilhar, se soltar, se desgarrar da sua própria sombra. Que Nova Política é essa?

 

Que Novo é esse? Que não consegue se sair do velho e antigo parceiro; nem mesmo desfazer o casamento, parece que não existe divórcio do macaco. Isso é farinha do mesmo saco.

 

Sabe por que é farinha do mesmo saco? Porque não consegue atender à reivindicação da federação que quer Renê na vice, preferindo um antigo membro da velha política, que eles dizem não querer aproximação.

 

Que Política Nova é essa? Que dispensa a ex-vereadora Paula de Enedino da vice, afirmando que ela não é de confiança plena? Oxente, seu Novo! Explique aí porque Antônio Colonnezi é merecedor de plena confiança, se o homem esteve com a mala e a cuia no bagageiro da jacuzada! Explica isso ai, cara!

 

Na verdade, o tal do Novo não consegue se desligar da antiga liderança tradicional macaca nem a pau. Esse tal do Novo é um grande, velho e antigo blefe, que não consegue se desvencilhar de sua própria assombração, a velha e morfa caricatura de macaco, que sucumbe por não ter resposta para os verdadeiros problemas do município de Ipirá. Que Nova Política da desgraça é essa?

 

O sistema jacu e macaco desgastou-se, sem saída, ruiu. O que prevalece hoje na política de Ipirá? Um porquinho de barro para poupar moedas. Num mês, vinte milhões de reais; num ano, duzentos e quarenta milhões de reais; em um mandato, um bilhão de reais.

 

O porquinho de barro ficou gravido e virou o cofre da prefeitura, abarrotado de milhões. Quem vai tomar conta dessa grana? A família Oliveira agradece ao seu voto. Esse será o resumo da farsa. Esse será o resultado da farsa política. A montanha pariu um rato assustado.