domingo, 12 de novembro de 2017

O CARRO-PIPA CHEGOU

A seca se alastra inclemente /A terra ardente / situação de calamidade pública / é a natureza constante e operante / a resposta é a de sempre, repetida / formada por uma série de invocações curtas / o catingueiro entregue a labuta / na esperança que ela se vá.

Você já observou que a conversa é longa e fastidiosa. A montagem de uma estrutura de convivência com a seca é difícil, exige engenhosidade, muitos recursos e operacionalidade. Um sertanejo entregue ao seu destino.

Não é mais aquela catástrofe e flagelo da década de 30 do século passado; muita coisa mudou e tem mudado. Agora, estamos caracterizados por defeitos e inconveniências; se bem que, a estiagem atinge em cheio a zona rural de Ipirá e para a zona urbana está tudo como dantes no quartel de Abrantes. É outra realidade.

São realidades opostas, embora o campo sustente a cidade. Nesta situação, o problema crucial do município de Ipirá é o atendimento às pessoas carentes da zona rural. Evidentemente, que sobra para o Poder Público. A Prefeitura Municipal tem a obrigação e o dever de atender estas demandas.

Qual é o calibre do poder no município de Ipirá. A Câmara de Vereadores é majoritariamente de base rural. Sua representação tem por base o voto da população rural, naturalmente, os anseios populares da zona rural tornam-se o compromisso imediato e merecedor de fidelidade.

Fazer as políticas públicas atingirem o homem do campo, nesta situação de estiagem, é urgente; cobrar uma ação pública contínua para minorar os estragos da estiagem, significa estar em sintonia com a vontade do homem do campo. Interesses pessoais ou de grupo (jacu e macaco) não representam os interesses coletivos do povo. Não jogo praga nos vereadores que traírem aos interesses do povo da zona rural, só desejo-lhes que as urnas os condenem, negando-lhes a sua vitória pelo voto.

O Poder Executivo é a representação hegemônica das oligarquias. É a cadeira mais desejada em Ipirá. Tem sido ocupada, sistematicamente, nestas últimas décadas, por médicos ou advogados. Não opera em benefício da comunidade. O compromisso está amarrado ao interesse da oligarquia que está no poder e, cinicamente, é indiferente à sorte de milhares de munícipes da cidade e do campo. Pelo o IDH de Ipirá dá para perceber.

O sistema jacu & macaco é o modus operandi das oligarquias. Acatam a regra do jogo e aceitam o revezamento no poder. Sabem que é impossível um só grupo (jacu ou macaco) dominar toda a população e o filé não dá para todos os chefes e espertalhões dos grupelhos, têm muitas contradições e interesses em jogo.

Com dois agrupamentos pactuados (jacu e macaco) e aparentemente discordantes fica facilitado o domínio sobre a quase totalidade dos munícipes. Assim sendo, os interesses privados e oligárquicos (familiares e de grupelhos) são melhores atendidos e contemplados em substituição e descaso aos interesses populares e coletivos.

Trocando em miúdos: “o governo do prefeito Marcelo Brandão hoje conta com contratos de aluguéis no valor de R$ 422.020,00,” uma ‘farra de aluguéis no banquete da jacuzada’.

O outro grupo não deixa por menos: “apresentados valores globais dos contratos de locações do ano passado no valor de R$ 738.104,50,” uma gostosa ‘farra de aluguéis no banquete da macacada’. O eleitorado do jacu e macaco não sente nem o cheiro desse banquete. É coisa para os espertalhões. Imagine, como será o caldo de quem está sentado à mesa do banquete colado ao trono?

Ai, para fugir da lambuzagem do jacu e macaco e procurar o atendimento aos interesses do povo, torna-se necessário fazer uma pergunta bem simples: qual é a proposta do poder municipal para atender aos agravos da seca no município? Carro-pipa é uma resposta vezeira e costumeira.

Neste momento, qual deve ser a preocupação da administração municipal? O setor produtivo rural no município de Ipirá é deficiente. O setor de comercialização do produto rural em Ipirá é precário e inexistente. O município não tem um Matadouro de Animais. O Parque de Exposição em completo abandono. A Feira de Animais não recebeu dessa nova administração a menor sinalização de apoio, nem mesmo, na organização e gerenciamento da área. Um completo descaso.


Quais são os interesses do gestor Marcelo Brandão? Sem dúvida, não são os mesmos do catingueiro do município. A população rural se habituou a viver na necessidade e sobreviver como pode. As elites oligárquicas que dominam o poder no município não são portadoras de esperanças e estão preocupadas em não perderem sua situação de opulência e de privilégios. 

Aos catingueiros desamparados pelas políticas públicas, resta-lhes o que a vida lhes ensinou, a resistência, a coragem da labuta e a indignação aos indiferentes, mesmo que seja apenas, um gesto bem íntimo.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

É DE ROSCA. (36)

É DE ROSCA. (36)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 36 (mês de maio 2017)(atraso de 6 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão, como qualquer pessoa, estava num dia daqueles, carregado de problemas até a medula e um dos seus maiores problemas, aquele que lhe atazana o juízo, noite e dia, dia e noite, é justamente o Matadouro de Ipirá.

Ele escovando os dentes e o matadouro cozinhando seu juízo; tomando café, o matadouro fica pulando dentro de sua cabeça. Não fique com pena não, como diz o ditado popular “Quem pariu Mateus que balance.” O prefeito Marcelão está com o matadouro 24 h na cabeça e fisicamente, o matadouro está colado no prefeito, tem gente que está pensando que o matadouro é segurança do prefeito.

A campainha personalizada da residência do prefeito tocou aquela musiquinha: “A marreta do 25...” e o prefeito Marcelão foi falando para a sua secretária do lar:
- Se for jacu prá pedir as coisas pode bater a porta na cara.

Não demourou muito a secretária retornou e, toda avexada, foi dizendo:
- Prefeito Marcelão! Um homem com cara de sagüi ta lá fora, ele me disse que ia me processar no Tribunal de Justiça porque eu perguntei se ele era jacu ou macaco e ele saltou com quatro pedras na mão dizendo que desacatar funcionário público no exercício de sua função é crime, que eu tinha praticado discriminação, racismo, bullying, ofensa moral e que eu ia responder por isso.

- Eu sou o prefeito da cidade, quem me desacatar eu processo, não tem conversa.

- Mas eu não desacatei ninguém, ele é quem está no desespero, adispois eu perguntei quem era ele, aí ele disse que era o mangangão da Bahia e ...

- Corre lá secretária Inha, que o homem que tu bateu a porta na cara é o governador Rui; vamos lá, deixa o homem entrar e vamos trazê-lo para a sala de visitas ilustres.

O governador Rui entrou e sentou num sofá bastante confortável e ficou ouvindo as desculpas do prefeito Marcelão para aquele desentendimento inicial, mas que as coisas ficariam nos seus devidos lugares, quando mais uma vez entrou a secretária do lar com mais uma informação:

- Com licença meu prefeito Marcelão, com todo respeito meu governador Rui e me adisculpe pelas incoveniências, mas quero dizer ao prefeito Marcelão que tem um ‘tampinha de binga’ ai na porta querendo falar com o prefeito do município, eu nem perguntei se ele era jacu ou macaco prá não ter confusão, ele tem pinta de candidato almofadinha e eu nunca o vi mais gordo...

- Basta, secretária Inha! Já sei mais ou menos de quem se trata. Governador me libere por dois minutos, enquanto eu vou ver quem é, pode ficar à vontade, bote o chapéu de couro do Malhador e pode acessar a Internet para acompanhar o meu trabalho nessa terra, só não leia um blog de um sujeito que tem aí, porque só trata de novelinha.

O prefeito Marcelão apertou o passo e como suspeitava, era o prefeito Neto, levou-o para outra sala onde eram recebidas as visitas de alta representatividade, depois de um aperto de mão demorado e um abraço acalorado, o prefeito Marcelão disse-lhe.

- Prefeito Neto me libere por dois minutos, enquanto eu vou resolver uma coisa aqui na outra sala, pode ficar à vontade, bote o chapéu de couro do Malhador, pode acessar a Internet e acompanhar o meu trabalho nessa terra, só não leia um blog de um sujeito que tem aí, porque só trata de novelinha.

- Pronto, meu governador Rui! Deixe eu lhe apresentar uma figura muito importante aqui em nosso município, ele tem 25 anos e quem possibilitar as condições para que ele possa trabalhar terá 90% dos votos em Ipirá. Esse aqui é o Matadouro de Ipirá. Agora, meu governador Rui, diga o que é que V. Exa. tem para o município de Ipirá para que eu possa anunciar ao nosso povo. Mas, aguarde um pouquinho, porque eu estou com uma dorzinha aqui na barriga, mas já volto – disse o prefeito Marcelão que saiu da sala rapidamente.

- Pronto, meu prefeito Neto! Deixe eu lhe apresentar uma figura muito importante aqui em nosso município, ele tem 25 anos e quem possibilitar as condições para que ele possa trabalhar terá 90% dos votos em Ipirá. Esse aqui é o Matadouro de Ipirá. Agora, meu prefeito Neto, diga o que é que V. Exa. tem para o município de Ipirá para que eu possa anunciar ao nosso povo. Mas, aguarde um pouquinho, porque eu estou com uma dorzinha aqui na barriga, mas já volto – disse o prefeito Marcelão que saiu da sala rapidamente.

- Pode dizer meu governador Rui, estou atento para suas boas notícias!

- Meu prefeito, Marcelão! O que eu vou fazer por Ipirá é muito melhor do que o que V. Exa. me apresentou. V.Exa. sabe, todo mundo sabe, que eu sou bom em metrô, se eu prometer eu cumpro, o meu governo vai fazer um metrô por baixo do solo em Ipirá, do Ipirazinho até a 20 de Abril. Na Praça da Bandeira, vai ter uma estação subterrânea com lojas, com praça de alimentação e V. Exa. pode aproveitar para fazer aquele sanitário que V. Exa. passou a marreta, ou melhor, aquele não, outro sanitário, com granito branco chinês, tão luxuoso que as pessoas não vão utilizá-lo para não sujá-lo. É como se não existisse. Então, prefeito Marcelão viaje nessa idéia, No subsolo uma estação do metrô. No solo, a Praça da Bandeira e na parte superior, aquele projeto seu da Praça de Turim. Vai ficar tão bonito de ver, que o outdoor só vai prestar se tiver um tamanho que vá da prefeitura até o entroncamento de Pintadas.

O Matadouro fechou a cara e pensou: “um jumento desse vem dizer que vai fazer coisa melhor do que eu! Esse aí, eu não vou matar aqui, nem por um milhão de dólares”.

O prefeito Marcelão soltou um sorriso, de orelha a orelha, com aquela notícia espetacular, voltou a sentir a dor na barriga e pediu licença para sair para aliviar-se do aperto. Foi para a outra sala.

- Pode dizer meu prefeito Neto, estou atento para suas boas notícias!

- Meu prefeito, Marcelão! O meu governo vai fazer mais e melhor por Ipirá, do que aquilo que me foi apresentado até agora. O que eu sei fazer bem feito é festa bem feita, vamos fazer o maior espaço de festa do interior da Bahia em Ipirá. Não tem a Praça Roberto Cintra? V. Exa. é bom na marreta do 25, passe a marreta na igreja, naquele quarteirão onde fica o Bar de Romainho, a escola de César, derrube tudo, não vai ficar nada; no Puxa, passe a marreta em tudo, no prédio de Ailton, na Santa Helena...

- Na clínica Santa Helena, prefeito Neto? A clínica é da família.

- A clínica V. Exa. indeniza bem indenizado porque é clínica, o que for bar e residência bota lá para o lado do Parque de Exposição, lá tem área de sobra. Agora faça uma viagem, no pensamento, na área das duas praças, não tem nada igual no tamanho, em toda Bahia. Vamos trazer até Michael Jackson para dar show aqui.

- Mas, prefeito Neto! Michael Jackson já morreu.

- Fica na tua, prefeito Marcelão! Festa é festa.

O prefeito Marcelão soltou um sorriso, orelha a orelha. e ficou imaginando:” Eu já tenho até o nome para essa praça, ACM; Antonio Colonnezi e Marcelo, sem dúvida essa será a disputa do jacu e macaco em 2020. Ipirá ta bom de se ver, só recebe coisa boa.”

O matadouro ouviu tudo aquilo e enfezou a cara e pensou: “um jegue desse vem dizer que vai fazer coisa melhor do que eu, esse aí não será abatido aqui nem que pague 1 milhão de reais.”

Suspense: Vixe, e agora? Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar à janeiro 18 sem nenhum capítulo ematraso atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a abril de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

É DE ROSCA. (35)

É DE ROSCA. (35)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 35 (mês de abril 2017)(atraso de 7 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão preparava-se para sair e, esbanjando simpatia diante do espelho, fez uma pergunta: “Espelho meu, espelho meu! Tem um prefeito melhor do que eu?”

-Tem nada! O melhor prefeito do mundo é V.Exa. – disse o espelho que não é besta, nem otário, olhando para a cara sorridente do prefeito.

Neste instante, apareceu a empregada doméstica da casa do prefeito para fazer uma reclamação:
- Que é que é isso, prefeito Marcelão? V. Exa. está enchendo os quatro cantos da casa de obra e está sobrando para a ninhazinha aqui, que tem que fazer a limpeza!

- Ora, secretária do lar Inha! Isso aqui é só treinamento, eu estou enchendo os quatro cantos da cidade de obras e ta bonito de vê.

- Lá isso é verdade verdadeira! Qui ta nus trinque lá isso ta! Bote seu capacete e vá pra sua prefeitura cuidar dos afazeres da cidade, que eu vou cuidar nos afazeres da casa.

- Hoje, eu vou dá plantão no Fórum pra resolver umas problemáticas.

- Hã! foi bom V. Exa. dizer isso, porque eu tenho uma indagação pra lhe fazer: É verdade que V.Exa. botou dois processos nas costas de seu Tineck?

- Botei nele e vou botar em quem se atrever a falar de mim. Ele disse que eu era mentiroso e falastrão e agora vai ter que responder perante a Justiça.

- Prefeito Marcelão, quem sou eu pra dá aconselhamento! V. Exa. é filho de Deus, seu Tineck é homem de Deus, num fica bem essa troca de marrada de carneiro. V. Exa. era muito falador e eu me lembro bem daquela vinheta “Atende o telefone que o ouvinte tá na linha!” Eu não perdia um programa de V. Exa., que naquele tempo, ainda, não era V. Exa. Quem gosta de coxa de galinha e chupa o tutano tem que roer o osso.

- Ora, minha secretaria do lar Inha! Isso foi lá prá trás, hoje, eu nunca fiz uma crítica a essa nova administração. Agora, vá fazer o seu serviço que eu vou fazer o meu. Se chegar algum jacu me procurando pode bater a porta na cara. Se chegar um sujeito chamado Rui e outro chamado Neto, você manda entrar e coloque um numa sala e o outro na outra sala. Já fui.

Quando o prefeito Marcelão chegou ao Fórum da cidade encontrou-se com o oficial de Justiça que lhe disse:
- Prefeito Marcelão! V. Exa. está sendo processado e o interpelante já está na sala do juiz, estão só à sua espera.

“Isso só pode ser coisa de macaco!” pensou o prefeito Marcelão, que foi entrando na sala do juiz. O interpelante olhou para a cara do prefeito e disse:
- Olha ele aí, doutor! Ele me chamou de Matadouro de Ipirá, eu nunca matei ninguém! Eu tenho vinte e cinco anos nessa terra, nunca matei um boi, um carneiro, uma cabra, uma galinha, nem bengo, nem um bengo eu matei, pra esse prefeito Marcelão me ofender desse jeito, me chamar de matadouro, isso é uma ofensa à minha honra e minha integridade moral. Eu quero uma indenização.

Observe a enroscada em que o prefeito Marcelão foi entrar, agora que ele resolveu trocar seu gabinete por uma sala do Fórum e o juiz foi transparente nessa questão, ao colocar para o prefeito:
- V. Exa., prefeito Marcelão! Do jeito que passou a mover-se, por movimento pecuniário, imprimindo o impulso, vai terminar ficando na custódia da Lei, por mencionado ou referido de ação processual, porque V.Exa. vai demandar contra uma banda da população e a outra banda vai proceder contra V. Exa. e isso vai dispender num acúmulo de instauração de processo contra e a favor, que vai terminar tendo que autuar o município, para conferir, verificar e validar documentos administrativos escrevendo os autos que a lei determina. Para os devidos fins, encontra-se aberta e está instaurada uma Operação Lava-Jato para tratar e ocupar-se de um assunto que tem atrapalhado e atrofiado muito este município de Ipirá, que é a causa inconteste de por 25 anos de jacu e macaco não conseguirem colocar um Matadouro em Ipirá para o devido funcionamento. Está encerrada esta audiência.

Suspense: Vixe, e agora? Veja que situação: Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a abril de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

domingo, 29 de outubro de 2017

Tá bonito de ver

Ipirá não é flor que se cheire / É espinho de gravatá / É cepa de mandacaru / Um camboeiro de palmatória / Tem perfume de catingueira / com doce-mel de umbuzeiro / Sua natureza é seca / Simples assim.
O município de Ipirá está encravado no semi árido. Ipirá tem problemas centenários que refletem atraso e subdesenvolvimento. O IDH do município de Ipirá é vergonhoso, seja pelo Índice Firjan, do CEI ou qualquer outro medidor. Quem tem culpa no cartório? Deus, o Diabo e o Povo. Até mesmo, a ignorância de todos e de todas contribui para que a vida seja travada do jeito que é.
Na propaganda oficializada do gestor Marcelo Brandão, o município de Ipirá foi colocado nas nuvens. As prioridades de Ipirá são concretas, verdadeiras e substanciais. As prioridades do prefeito Marcelo Brandão são ilusórias e só existem na fantasia e na imaginação. “Tá bonito de ver” e difícil de viver no #OrgulhoDeViverAqui  do prefeito Marcelo Brandão.
O banner “Tá bonito de ver” 03 ambulância novas com recursos próprios. Estamos navegando desse jeito. A administração dos macacos quando comprava um ônibus com recurso próprio fazia um estardalhaço que parecia que tinha adquirido uma nave espacial. Parece coisa do outro mundo comprar três ambulâncias com recursos de uma prefeitura que recebe 10 milhões de reais por mês.
Sexta-feira, 27/10/17, 18 h, acidente com três motos no Contorno, a ambulância que deu o socorro chegou só com o motorista. Ipirá tem necessidade real de pelo menos uma ambulância do SAMU (tem duas na garagem).
O banner “Tá bonito de ver” Requalificação Total das Unidades de Saúde do município. Quem tem necessidade de marcar uma consulta é quem sabe o que é bom prá tosse e a precariedade do serviço de saúde no município de Ipirá. Para tirar uma tomografia computadorizada, o paciente tem que ir de ambulância para Itaberaba. Ipirá tem necessidade real de aparelhos que tirem radiografias.
O banner “Tá bonito de ver” Novo CEO – Centro de Especialidades Odontológicas. Recebeu da administração dos macacos com 4 cadeiras odontológicas e os ‘loros’, hoje tem 2 cadeiras e está recuperado. Não é obra genuína, trata-se de recuperação e Ipirá tem necessidade de um CEO com dezenas de cadeiras e até um CEO móvel. Fazer o que? É uma necessidade real.
O banner “Tá bonito de ver” Recuperação de pavimentação por toda a cidade. Essa gestão não colocou um palmo de asfalto na cidade. Concluiu um pedaço de calçamento na rua da rádio FM. Tem menos calçamento do que a administração de Jota Oliveira.

O banner “Tá bonito de ver” mais de 400 km de recuperação de estradas vicinais. Tá dizendo que recuperou uma distância equivalente a Salvador e Morro do Chapéu (391,2 km). Nesse item, o gestor conversou e muito. Falou de estradas vicinais em Santa Catarina, fez um projeto piloto de 1 km para o Ipirazinho. Na tecnologia catarinense não fez um km e o município continua necessitando de recuperação em mais de 400 km de estradas vicinais.

O banner “Tá bonito de ver” Açude de Salgado – feito com recursos próprios. Aqui está a única obra de peso da gestão. Prometeu 6, já fez a primeira em um ano, é um bom início. O município tem necessidade real de pequenas barragens nos rios que cortam nossa região, estilo Encantado e Trapiá.

O prefeito pode estar nas nuvens, mas Ipirá continua na terra em situação de precariedade em tudo o que você pensar. Ainda estamos na era do carro-pipa e o prefeito tem sido vagaroso neste quesito; não resolvemos o problema do saneamento básico, a obra do esgotamento está parada; a água não cai na torneira todo dia; a energia não é suficiente para qualquer empreendimento um pouco mais exigente.

A administração atual tem duas obras: um açude no Salgado e o complemento de um calçamento na rua Eloi Marques. Ipirá tem prioridades que a gestão não consegue enxergar: 1. A reforma da Casa do Estudante em Salvador. 2. A reforma do Mercado de Artes. 3. Uma ambulância da SAMU. 4. O matadouro de bovinos. 5. Uma faculdade pública.


O povo da zona rural padece de água e o carro-pipa não dá conta de suprir a carência da população, enquanto isso, o prefeito luta pelo aumento da sua diária, para colocá-la no top das diárias públicas do Brasil, conforme demonstra uma análise comparativa muito bem feita e pertinente do vereador Caryl Oliveira, demonstrando que na administração pública de Ipirá a coisa tá ruim de ver.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

É DE ROSCA (34)

É DE ROSCA. (34)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 34 (mês de março 2017)(atraso de 7 meses) (um por mês)

O Matadouro de Ipirá estava em seu berço esplêndido, local que já está há precisamente 25 anos, sem nenhuma utilidade e serventia até hoje. O prefeito Marcelão, logo cedo, ia passando em frente ao matadouro em direção à Baixa Grande, quando ouviu uma voz:

- Prefeito Marcelão! Prefeito Marcelão! Para onde V. Exa., esta indo?

- Não lhe interessa. Eu vou prá onde eu quero e não tenho nenhuma satisfação para lhe dá.

- Tenha calma, prefeito Marcelão! Eu não quero briga com V. Exa., eu quero ser seu amigo, eu quero paz com o prefeito da cidade. Eu só perguntei para onde V. Exa. ia.

- Bom, ta certo! Vamos encerrar esta rixa, de hoje em diante você, seu Matadouro de Ipirá é um grande amigo que eu tenho nesta terra. Respondendo a sua pergunta, eu estou indo para Salvador, vou visitar meu grande amigo, prefeito Neto.

- Nesta direção V. Exa. está indo em direção pra Baixa Grande, para Salvador é ao contrário, é prá lá. Vamos para a prefeitura, eu vou acompanhá-lo – falou o Matadouro de Ipirá.

O Matadouro de Ipirá ficou espantado e pensando: “O que é que está acontecendo com o prefeito Marcelão? O homem ia prá Baixa Grande e estava pensando que ia prá Salvador!” Os dois foram para o gabinete do prefeito no Paço Municipal e ao chegarem o prefeito Marcelão foi solícito:

- Seu Matadouro de Ipirá! Sente aqui na minha cadeira de prefeito e leia o meu projeto de aumento de impostos para Ipirá, cujo decreto já encaminhei para a Câmara.

O Matadouro de Ipirá leu, leu e teve algo que lhe chamou atenção, assustado ele falou:

- Oxente, prefeito Marcelão! Aqui tem aumento de cobrança de impostos de barraca de praia e de sombreiro de barraca de praia!

- Ipirá não tem a orla? Se tem orla tem praia, se tem praia tem barraca, se tem barraca tem sombreiro, se tem sombreiro vai ter imposto.

- Mas, prefeito Marcelão! Tá aqui, cobrança de imposto do carro-guindaste que puxa avião, vê se isso ta certo?

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu penso no progresso desta terra e já estou vivendo esse esplendoroso futuro.

- Alto lá, prefeito Marcelão! Sinceramente, isto aqui, parece uma cópia da gestão do prefeito Neto de Salvador que fizeram uma cópia, um ctrl z, e esqueceram de adaptá-la, mas vamos resolver isso, liga para o prefeito Neto e...

- Buá, buá, Liga não, Matadouro de Ipirá! Eu não quero ouvir falar na palavra Liga, eu não agüento essa Liga.  

- Calma, prefeito Marcelão! Não chore não, homem de Deus! Então passe um e-mail para o prefeito Neto e pede para ele fazer logo a indicação de um candidato ao governo para que V.Exa., possa pedir voto, se ele indicar um candidato judeu é melhor para...

- Buá, buá, candidato Judeu não, eu não quero ver nenhum Judeu na minha frente, k ô, k ô, k ô...

- Pare de chorar, prefeito Marcelão! O que importa é a união da gente e ...

-  Buá, buá, União de jeito nenhum, eu não quero União, caô, caô...

- Não chore não, prefeito Marcelão! Esqueça essa terra, vamos viajar, vamos para Salvador, vamos nos divertir, vamos assistir uma partida de futebol, vamos assistir uma partida do Leônico de Salvador e ...

- Buá, buá, Leônico eu não quero ouvir nem falar, k ô, k ô...

- Calma, prefeito Marcelão! Peça ajuda a Jaildo do Bonfim que ...

- Buá, buá, Jaildo do Bonfim é contra mim, caô, caô...

- Eu já não sei o que fazer, prefeito Marcelão! Chegou um e-mail de Neto para V. Exa.,”Prefeito Marcelão, a nossa última notícia é a vitória de Cristiano Ronaldo como jogador do ano, 6 x 4 Messi, 6 a 4, prefeito Marcelão, um abraço, craque Neto da BAND” ...

- Uai, uai, 6 a 4 não, eu não agüento 6 a 4, nem, adianta a minha prefeitura não vai contratar esse Cristiano Ronaldo e Messi para jogar no campeonato daqui de jeito nenhum, k ô, k ô ...

- Prefeito Marcelão! Eu acho melhor V. Exa. não pedir voto; na escolinha vestiu a camisa da equipe verde e a azul ganhou; pediu voto na FM tomou 6 a 4; em 2018 se pedir para Neto vai tomar um K ô...

- SAIA DA MINHA CADEIRA SEU MATADOURO DE IPIRÁ! EM 2018, VOCÊ VAI TER QUE TRABALHAR, SUMA DAQUI SEU TREM RUIM...

Suspense: Vixe, e agora? Veja que situação: Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a março de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

sábado, 21 de outubro de 2017

É DE ROSCA. (33)

É DE ROSCA. (33)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 33 (mês de fevereiro 2017)(atraso de 8 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão estava cansado da viagem e seu corpo exigia um descanso compensatório que lhe recarregasse a bateria para enfrentar os problemas desta terra de frente e com o nariz empinado. Deitou, dormiu e acordou assustado, eram batidas fortes e contundentes no portão do fundo e na porta da frente de sua residência; pensou: “esses eleitores jacus não me dão mais sossego, agora aparecem pela frente e por trás.”

- Abra a porta, prefeito Marcelão! Venha que eu vou te dá o paraíso florido e cheiroso – falou o governador Rui.

- Abra o portão, prefeito Marcelão! Fique comigo que eu te darei o Céu – falou o prefeito Neto.

- Êta zorra! Agora é que eu me arrombei, se eu errar nessa escolha vou ficar enfiado no inferno até o pescoço. E agora, como é que eu vou me sair desse balaio de gato? – indagava o prefeito Marcelão em voz alta.

Começou a andar nas pontas dos pés e pensava numa saída dinâmica e positiva para aquela situação: “Eu vou é prá minha prefeitura.” As batidas na entrada e saída da casa aumentavam, ele caminhou em direção a um muro lateral e saltou-o feito um campeão de salto sem varas.

Quem passava na rua naquele momento e flagrou aquele salto monumental ficou estarrecido: “Aquele lá num é o prefeito Marcelão? Êta qui o sujeito ta dando mais pinote do que pipoca na pipoqueira de Gerson.” Outra pessoa não deixou por menos: “Lá ele! O homem ta saltando até cerca.”

O prefeito Marcelão chegou ao Centro Administrativo, foi para o gabinete do prefeito, sorridente, alegre e feliz: “Agora, que eu estou na minha prefeitura, eu sou um homem realizado na vida! Vê lá se eu vou ficar esquentando a cabeça com aqueles dois lá, o tal do Rui e o Neto! Mas, menino! Quem botou espinho em porco que trate de pentear! Vou fazer um decreto agora mesmo baixando o meu salário, sou o único prefeito que fez isso nessa terra.”

Abriu a porta do gabinete e tomou aquele susto. Tinha alguém sentado na cadeira do prefeito Marcelão. Aí o que era bom virou uma tempestade. O prefeito Marcelão ficou vermelho, verde do incrível Hulk, amarelo e azulão. Ficou parecendo uma cobra cascavel no bote, uma onça mostrando as garras e um pitbull dando uma mordida. Ouviu-se o grito:

- SAIA DA MINHA CADEIRA JÁ! AQUI QUEM MANDA SOU EU E MAIS NINGUÉM!

O balaio de gato estava formado. O vulto deu um salto de gato escaldado e caiu na cadeira que estava ao lado e foi dizendo:

- V. Exa., prefeito Marcelão, não me dê esporro não, que eu não gosto! V. Exa., aumentou as diárias, viaja prá lá e prá cá e eu fico aqui em Ipirá sem fazer nada. Num ta vendo que isso num ta certo?

- Ora, seu Matadouro de Ipirá! Vê lá se eu vou querer um trem rúim na minha cola! Tu tens que ficá é aqui no teu pijí e, tem mais, eu tenho três anos para dá um jeito em você, seu dia vai chegar Matadouro de Ipirá. Aqui não é macaco não, aqui é jacu e jacu sabe administrar. É nóis.

- Qolé, prefeito Marcelão! Seu primeiro ano de gestão V. Exa. não chutou no gol uma só vez, não atacou, não botou uma bola na trave, foi tudo chute fora com uma légua de distância, ficou só destruindo no meio de campo com uma marreta e passando o pau no que tinha o cheiro de macaco. Não bote seu capacete pra meu lado não, que não dá certo.

- Fique na sua, seu Matadouro de Ipirá, eu já estou pensando no ano que vem, vou fazer o maior campeonato de futebol que já teve em Ipirá, o prêmio vai ser uma Ferrari que eu vi lá em Roma. O time que quiser contratar Neymar vai ter todo o meu apoio. E você seu Matadouro de Ipirá, vá se preparando que sua batata está cozinhando!

- Êta, que V. Exa., fala muito, seu papo é reto!

- Eu que não fizesse isso, não estaria onde estou hoje e você vai ser inaugurado no ano que vem; da Micareta você não passa.

Suspense: Vixe, e agora? Veja que situação: Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a fevereiro de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

sábado, 14 de outubro de 2017

MINGAU QUENTE SE COME PELAS BEIRADAS

O tiro foi na cabeça para estragar os miolos. Se a intenção era fazer um desarranjo intestinal, já o fez. Observe que estou referindo-me a um acontecimento que virá acontecer em 2020, mas está acontecendo neste momento para deixar bem claro que não tem prá ninguém, desde já.
Dentro das condições objetivas do município de Ipirá. A LEI ELEITORAL, que vigorará em 2020, botou pocando, porque não deixará nenhuma brecha para que a esquerda local (PT e PCdoB) faça um vereador no próximo pleito municipal. Com a proibição das coligações e com a permanência do coeficiente eleitoral, essas duas regras impossibilitarão uma representação desses partidos na Câmara Municipal de Ipirá.
Os dois partidos unidos sempre tiveram uma representação na Câmara e toda vez que se separaram perderam esta representação. A partir de agora, por força da lei, não haverá mais coligação. A configuração será outra.
Vamos começar pelo PT em Ipirá. Com a ajuda da coligação sempre teve um mandato na Câmara. Chegou a ter um prefeito, um vereador e secretários municipais em Ipirá, num momento que tinha um presidente da República e um governador do Estado. Hoje, em Ipirá, o PT local está na maior pindaíba, não tem um vereador para servir de consolo. Com a nova Lei Eleitoral não terá a menor chance, a não ser que...
Por que o PT não cresceu em Ipirá? Sei lá! Eles dizem que cresceram, que chegaram ao Executivo local, etc e tal, quando se juntaram à macacada. O que eu observei foi que o partido perdeu muita militância aguerrida e séria quando se juntou aos macacos e isso fez e faz uma diferença muito grande na qualidade do partido. Perdeu a qualidade e a quantidade não foi para lugar algum, encolheu.
O RENOVA IPIRÁ foi uma das melhores experiências na política de Ipirá nessas últimas décadas, em quatro anos teve um desempenho eleitoral que se igualou, em votos, aos mais de trinta anos do PT. Eu digo foi, porque o RENOVA se espatifou no último pleito quando se juntou aos macacos e não tem engenharia política que faça o milagre de juntar os cacos.
Nesse trajeto todo, de forma objetiva e prática, restou uma representação na Câmara de Vereadores que é exercida por Caryl Oliveira, da coligação do Renova que foi para a macacada. Com a nova Lei proibindo coligação a dificuldade para se chegar a uma representação é absoluta.
Hoje, o PT e o Renova são apêndices da macacada. Tudo enfiado e atolado no mesmo buraco. O que acontecerá? Os pequenos partidos e partidos de aluguel desaparecerão no Brasil. Qual será o reflexo disso em Ipirá? Os vereadores de Ipirá, para sobreviverem, entrarão em um partido grande (PMDB / PSDB), não terão outro recurso, que será controlado na base da rédea curta por um cacique oligárquico e o vereador ficará submetido a um cabresto com bridão para ferir a boca, caso ele tente contrariar os interesses das oligarquias. O vereador não terá mais o controle partidário e perderá os últimos resquícios de vontade própria e o seu poder de chantagear será diminuído.
Como o PT de Ipirá vai embaçar essa situação e dizer que ta de boa? Aí é fácil, basta filiar Diomário Sá e os seis vereadores da macacada no PT. Aproveitem a oportunidade porque eles ainda aceitam, desde quando o PT ainda é o partido do governador. Se perder o governo do Estado, essa gente (Diomário & Cia) não aceitará entrar no PT nem pra ser recebido ao som de violino e pisando em tapete vermelho.
Mas, pouco vale pensar em 2020, sem passar por 2018. Aí quem esquenta a cabeça é Marcelo Brandão. Esquenta a cabeça? Besta é quem pensa que o prefeito Marcelo Brandão esquenta a cabeça. O município pegando fogo, assolado pela seca, em estado de emergência e de calamidade pública, o povo da zona rural precisando de água de carro-pipa até ‘umas zora’ e o prefeito do município viajando, ninguém sabe pra que banda, mas o gestor está viajando uma viagem para refrescar a cabeça. Acreditemos.
Acreditemos, porque se o governador Rui Costa sair vencedor em 2018, o prefeito Marcelo Brandão vai ter um resto de mandato com as mesmas condições que teve neste primeiro ano: vai ter que governar com recursos próprios e sem apoio do governo estadual. Nem Satanás, carregado das melhores intenções, consegue governar um município como o de Ipirá sem apoio do Estado e da União. Se Marcelo Brandão não fez nada neste primeiro ano, assim será a batida da pedra no resto de mandato. Aí, o gestor terá que apostar a calça e a cueca em 2018.
É verdade que o governo Rui Costa não fez nada por Ipirá, pode ter feito lá por Salvador, mas por Ipirá o homem é devedor. Mas, não tem porque Ipirá ter esperança nesse ACM Neto; essa gente do DEM, ligada a Geddel e a Temer tira é o direito do povo e ninguém vai comer H e queixo dessa gente. Agora, o gestor Marcelo Brandão tem que apostar todas as fichas no Neto. Apostar e ganhar aqui em Ipirá, senão perde a média e não vai ficar bem na fita com o Neto.
Não sei como é que está a pesquisa no estado, mas de pouca valia ela é, devido à longitude do tempo. Quem ganhará em Ipirá? Sei lá. Rui Costa tem um grande cabo eleitoral em Ipirá, o deputado Jurandy Oliveira que dentro das suas limitações contribuirá com quase nada para uma eventual vitória de Rui em Ipirá, embora o governador pense que ele seja o ‘cara’; Diomário tem que chover chuva no seu roçado para ele botar a cara no sol; Antônio Colonnezi é mais chegado a Zé Ronaldo e não gosta muito do perfume rançoso do petismo.
A perdedeira de Ipirá está no fato de Ipirá não decidir zorra nenhuma. A perdedeira do prefeito de Ipirá está no fato do seu candidato ao governo  perder no Estado, mesmo ganhando em Ipirá (não adiantará nada), ou pior, ganhando no Estado e perdendo em Ipirá (o prefeito será um fraco).
O prefeito Marcelo Brandão vai ter que esquentar a cabeça em 2018, a não ser que faça como o deputado Jurandy Oliveira, que mudou de partido mais uma vez (agora é PROS), mas mantém com firmeza e grandeza os seus princípios ideológicos; é e sempre será o partido que estiver no poder.
O prefeito Marcelo Brandão tem pisado com muita vontade no pescoço de muitos jacus que votou nele; essa turma está mostrando certa contrariedade e já demonstra uma vontade de dá um ‘sapeca ioiô’ no prefeito e a primeira oportunidade será em 2018.

Prefeito Marcelo Brandão! O prato de mingau está fervendo, se V. Exa. colocar a boca vai esfolar a língua. Ninguém gosta mais de prefeito do que o governador Rui Costa e não se incomode com o PT de Ipirá, porque eles estão com os dois dedos no nariz e não distinguem mais o ranço de macaco ou de jacu.