sexta-feira, 9 de novembro de 2018

QUEM MATOU A PREFEITA?


Em 2012, foi eleita a primeira mulher para administrar o município de Ipirá: a médica Ana Verena. Ficou, precisamente, quinze dias no cargo de prefeita. Alegando problemas de saúde, ela renunciou ao cargo para o qual foi escolhida pelo voto popular.

Uma renúncia muito falada e pouco explicada. A causa verdadeira, até hoje, não veio à tona, está trancada a sete chaves, como um segredo da caixa de Pandora, que irá perpetuar-se por uma eternidade.

Mas, não tenham dúvida, ela tomou a atitude mais correta da sua vida, talvez, por premunição ou sorte, deixou de ser prefeita para continuar médica. Saiu do olho do furacão.

O que é que estraga e atrapalha as administrações públicas no município de Ipirá? O vício profundo e deletério da politicagem praticada em nosso município, que corrompe e desmoraliza os homens e mulheres que se colocam como postulantes e auferem ao posto de executivo municipal.

Ao mesmo tempo em que, destrói o município, prejudica a população e é danoso para todas as pessoas que vivem neste município, que pagam o preço pelos péssimos serviços públicos existentes em nossa localidade, fazendo com que a vida perca qualidade e fique precária. Será que estou inventando? Necessite de saúde e verás o que um filho teu sofre em ti, Ipirá!

A politicagem de Ipirá criou um monstro, que ilude o povo, engana o crédulo, logra o ingênuo e, depois, volta comendo o próprio criador.

Esse monstro está engolindo todas as lideranças políticas e todas as pessoas decentes que tenham um envolvimento político em Ipirá. E eles, as lideranças políticas, ficam fazendo de conta que não está acontecendo nada de anormal. Não enxergam nada, ou seus interesses repugnantes não os deixam perceber. As pessoas ficam extasiadas achando que este é o melhor mundo possível. Paciência!

Para você entender como essa coisa nociva funciona, vou esmiuçar. O monstro começa atacando bem antes da campanha, com alguns conceitos, como: “só ganha política candidato que tem dinheiro para gastar.” Ponto final, fechado e blindado. Aqui está o caminho para o inferno.

Isso atinge todos os candidatos do esquema jacu e macaco. Não escapa um. O financiador virou para a candidata e deu dois cheques (não sei o valor) e disse-lhe: “Esse dinheiro é para a campanha, se você perder não me deve nada, se ganhar você me devolve esse dinheiro sem juros.” Frase bem simples, inocente, bem intencionada, colaborativa e solidária. A candidata, na fervura da campanha, pegou os dois cheques e inconscientemente assumiu um compromisso.

A frase estava carregada de malícia, esperteza, malandragem e pilantragem. E os olhos dos candidatos estão fechados para esse tipo de proposta indecente. Resultado: vitoriosa ou vitorioso, jacu ou macaco, é chegado o momento do acerto de contas! Vai ouvir friamente um aconselhamento: “Todo contrato que for feito entre a prefeitura e as empresas você pega 10 % e paga o dinheiro da campanha.” Esse é o caminho da degradação moral e do caos administrativo.

Contribuiu com quanto para a campanha? Com absolutamente nada, seria ressarcido. Ajudou a candidata a se eleger? Ajudou. Com seu apoio a candidata ganhou a prefeitura? Ganhou a prefeitura e um problemaço, uma dívida. Pagaria essa dívida de campanha com dinheiro do próprio bolso? Não.

Eles acham legalíssimo o pagamento com dinheiro público. Acha-se correto, legal e normal; que é assim mesmo, sempre foi assim e sempre será desse jeito. Não é! É ilícito, ilegal e imoral. É corrupção. A prefeita não pagou, preferiu deixar o cargo.

Essa é uma prática da politicagem local. Acontece com todos os prefeitos de Ipirá, jacus ou macacos, tanto faz. O povo de Ipirá engole esse miguelito (grampo para furar pneus) e ainda fica sem saber quem matou a prefeita.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

DEU O CAPITÃO


Eu fiquei observando os mínimos detalhes dos discursos e a festa da vitória; com a oração antes da entrevista, pensei: “esse capitão é um Enviado de Deus!”

Na sua fala, o presidente disse que o primeiro ato será a problemática do armamento, pensei: “esse presidente é um Enviado da Taurus!”

Ninguém paga para pensar; pensei: “agora, a indisciplina na sala de aula vai acabar.”

No tempo do PT era assim: a balbúrdia pegando fogo na sala de aula e o professor querendo e precisando explicar o assunto solicitava educadamente, com toda gentileza, pisando em ovos, que os alunos fizessem silêncio; pronunciava pacientemente: “meus queridos alunos! Por favor, façam um pouco de silêncio para que eu possa explicar e vocês possam entender esse assunto que é de extrema importância para todos vocês.” Entrou por todos os ouvidos e saiu pelos outros. Continuavam num fuzuê ainda maior.

Pensando bem, no tempo do capitão reformado, que vai começar, será assim: quando estiver acontecendo o maior fuzuê dentro da sala de aula, o mestre solicitará silêncio e atenção por diversas vezes e não será atendido em nenhum momento. Ninguém dará a mínima atenção.

O mestre, naturalmente, ficará inquieto e com a cabeça fervendo; sacará uma pistola 765 da cintura e apontará para a cabeça de um aluno e dará um grito: “CALA ESTA BOCA FILHO DE UMA JEGA, SENÃO EU TE MANDO PARA O INFERNO!” Na sala acontecerá o maior silêncio, a turma não dará um pio.

O mestre deixará a sala de aula bastante recompensado, afinal, não será atropelado pelo descaso e terá conseguido a disciplina desejada e indispensável para o exercício do seu ofício. Não perceberá se vai acontecer aprendizagem, mas quanto ao silêncio! Lá isso, vai acontecer.

Quando for deixar a escola, o mestre observará que um ladrão está tentando tirar o estepe do seu carro, sacará a pistola e mandará uma bala na cabeça do indivíduo, que cairá duro. Não dará em nada, apenas um processozinho besta que será engavetado, como disse o presidente: “caminhoneiro armado que meter bala no ladrão do estepe estará defendendo o seu patrimônio.” Nas investigações descobrir-se-á que era um estudante que queria esvaziar o pneu. Vixe, Nossa Senhora Santana, mãe de Jesus Cristo! Se tornará num verdadeiro detono. Vamos deixar esses pensamentos ruins prá lá.

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito pelo voto popular, com a maioria dos votos válidos, ganhou nas urnas o direito de usar a faixa de presidente. O Temer foi presidente por um golpe institucional. Agora, a bancada do BBB (bala, boi, bíblia) chegou ao poder pelo voto. Trata-se de uma extrema-direita que cogitava exorcizar as urnas eletrônicas, mas que a democracia concedeu-lhes a oportunidade de administrar esse país. Resta-nos aguardar, na resistência das causas populares, o tempo que virá.

Em Ipirá, foram 106 abstenções a menos do primeiro para o segundo turno. Total 43.561 eleitores, só votaram 35.514 eleitores; não comparecendo 8.041 (18,54%) eleitores.

Em Ipirá, Haddad teve 82,42% dos votos; Bolsonaro ficou com 17,55%. Deixando bem claro que o grupo da situação local (jacus) não fez um grande empenho em conjunto pelo candidato da extrema-direita, ficando o voto individualizado e voluntário.

Em Ipirá, 263 eleitores que votaram em branco no primeiro turno, resolveram votar em um dos dois candidatos no segundo. Dos votos nulos no primeiro turno, 651 eleitores resolveram votar válido e 2.586 eleitores continuaram anulando o voto.

Fazendo uma projeção para as eleições municipais 2020: 43.651 eleitores; comparecerão, 35.550, sendo que 350 votarão em branco e 2.600 anularão o voto. Dos 32.600 válidos, a macacada “pensa” que terá 30.000 e jacuzada, por sua vez, “pensa” na virada, que terá 25.000. Nada disso terá validade, porque daqui prá lá, novos eleitores serão inscritos e muitos deixarão de existir.

O que importa, realmente, é que o novo presidente Jair Bolsonaro mostre-se à altura do mandato que recebeu, respeitando a democracia que o elegeu; as liberdades elementares para o povo brasileiro e que coloque a Constituição acima de todos.

sábado, 27 de outubro de 2018

NO CAMINHO DAS URNAS


O atual momento no Brasil não é nada fácil; está muito delicado e complicado. Estamos vivenciando há muito tempo, um período bastante difícil: de recessão na economia, desemprego na sociedade e uma situação eleitoral de convulsão política com duas candidaturas em posição extremada, que poderá detonar a bomba e piorar ainda mais o quadro atual. O Brasil está dividido e polarizado. O sinal de alerta está acendendo o pisca. Só não percebe quem não quer perceber.

Nunca houve no Brasil uma eleição presidencial com uma configuração tão contraditória e conflituosa como está acontecendo agora. Sem dúvida, a crise política está com febre alta, com pressão nas nuvens e sinais vitais com debilidades críticas e visíveis. O desenrolar dos acontecimentos atira a nação para longe da conciliação, da acomodação e do consentimento, tão apropriada ao gosto do centro democrático.

Diante de uma conjuntura tão imponderável é necessário que o cidadão brasileiro fique atento porque, mesmo que pareça pouco perceptível, esse quadro terá um desdobramento imprevisível a partir da definição das eleições presidenciais do dia 28 de outubro, o que aumenta a responsabilidade do ato de escolha do eleitor.

É chegado o momento da decisão para desatar o nó. E nessa tormenta, o povo brasileiro vai comparecer às urnas para decidir o caminho que o país seguirá daqui prá frente. Não se trata de mera brincadeira ou de algo simplório e insignificante. É o futuro próximo do Brasil que está em jogo. Será definido através da ação política, com a escolha da mais alta autoridade do país.

Apresentam-se dois candidatos antagônicos com plataformas diferentes. Duas pontas de lança para o eleitorado decidir por uma delas. O divisor das águas é conturbado e a decisão pressupõe uma linha condutora.

Observe cuidadosamente. Uma candidatura representa a extrema-direita, que pode ser muito bem compreendida nos seus arroubos, com atitudes desproporcionais, estúpidas e de brutalidade. “O Supremo Tribunal Federal, a gente fecha com um soldado e um cabo,” no dizer do filho do candidato, um menino de 33 anos, que foi eleito deputado.

A outra candidatura, queiram ou não, situa-se no campo democrático e no respeito à Constituição. Recentemente, sofreu o impedimento da presidente e não reagiu com violência, nem fora dos trâmites jurídicos.

O que acontecerá daqui para frente? Não é do interesse do povo que o país fique alimentado pelo ódio, rancor e raiva, uma combinação explosiva. O Brasil corre o risco do fascismo dominar a esfera política e não é nada conveniente. Seria brincarmos no fio da navalha.

O caminho verdadeiro é o da democracia, com a manutenção da estabilidade jurídica. O autoritarismo, o militarismo, a intolerância, o obscurantismo e um regime autocrático de poder será uma roleta russa para essa nação, que se encontra entre a cruz e a espada, sendo melhor, não dá sopa para o azar. Não pague para vê e não brinque com fogo.

Uma posição política equivocada e inconseqüente poderá causar conseqüências imprevisíveis para o país. Tem que prevalecer o Estado de Direito, com o combate à corrupção e à violência dentro da Lei e no âmbito da democracia, que exige o equilíbrio entre os poderes, para que a sociedade brasileira se torne mais justa e melhor.

domingo, 21 de outubro de 2018

VOTO CABRA DA PESTE


’Há perigo na esquina’
Para enfrentarmos juntos, esse horror que nos aflige,
temos que juntar palavra e força: voto.

Meu voto não é brincadeira, nem galhofa;
Meu voto tem cara feia para ditadura militar. Essa coisa medonha nem como assombração serve; aqui não tem regue.
Meu voto não abraça quem defende a violação dos direitos humanos.
Como é que eu vou me negar como ser humano?


Mesmo com tanta onda,
meu voto sabe o que de fato representa um programa de governo de extrema direita: Autoritarismo.
Uma síntese ideológica carregada com um viés de pensamento truculento e obscurantista
O horror está de espreita para nos afrontar.


Parei para refletir acerca do meu voto; sua importância e sua relevância.
Ele tem ‘responsa’, obrigação e generosidade. Tem compromisso, sim!
Com os mais elementares traços de civilização e humanismo.

Meu voto respeita os direitos das minorias e não dá tréguas à violência e a tortura.
Não dá guarida a quem fica ameaçando constantemente a quebra da normalidade democrática. Nem vem que não tem!
Não senta à mesa com nenhum projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro. Chega prá lá!

O Brasil está afundando em muita fúria, tanto ódio e bastante grito.
Como num jogo de futebol; necessário se faz, um minuto de silêncio antes da partida começar,
para que todos os votos ouçam o sinal de alarme: algo está em perigo.

A democracia e a liberdade não podem ser derrotadas.
Meu voto é coisa simples; simplesmente se amarra na democracia que garante ao povo o direito de reivindicar salários e até mesmo brigar contra medidas nefastas do governo, quando colocam direitos em risco.


Em risco: direitos básicos e históricos dos trabalhadores como o fim do 13º. Salário. São ameaças veladas.

Em risco: o país como nação fundada no Estado Democrático de Direito. Possuem como método de atuação a destruição da democracia.

Em risco: o que resta da soberania nacional. Defendem o entreguismo deslavado.

Contra o risco: o meu voto e o seu para a defesa da pátria, dos direitos do povo e da democracia.


A ameaça é fascista.
Fere a democracia: quando defendem o desaparecimento de muitos adversários e pisão de coturno no pescoço.

Fere a democracia: quando anseiam banir da política os ativistas.

Fere a democracia: quando pretendem privar de suas terras os quilombolas e os indígenas; significa extirpá-los do país.

Fere a democracia: quando exaltam as opressões da ditadura.

Fere a democracia: quando defendem insistentemente a tortura e o extermínio, sempre acenando com medidas autoritárias.

Para curar as feridas: o meu voto e o seu.


Meu voto é cabra da peste, nordestino e brasileiro,
“contra a imposição de falsas verdades e de equivocadas certezas.”
Não ampara, nem protege corrupção, quem deve tem que pagar, dentro da Lei e da Justiça.
‘Há perigo na esquina.’

domingo, 14 de outubro de 2018

VIVA A DEMOCRACIA


O Brasil encontra-se numa encruzilhada delicadíssima, onde o quadro apresenta-se ao modo de uma forquilha mergulhada numa polarização que coloca os dois candidatos a correrem atrás dos eleitores que os rejeitaram no primeiro turno. Esses últimos dias serão decisivos.

Todo cidadão brasileiro está sendo convocado para desatar o nó, num processo eleitoral marcado para o dia 28 deste mês. É muita responsabilidade jogada nas costas do povo e nenhuma brincadeira à vista. Duas forças no corpo a corpo.

O caminho da confrontação, da violência e da intolerância é uma linha tênue, emblemática e perigosa, que poderá jogar esse país num precipício. Tem que acontecer um profundo debate a ser travado com a sociedade brasileira e uma reflexão mais apurada no sentido de destravar as blindagens, mostrar os horizontes e o que está em jogo.

A defesa e a manutenção da democracia no Brasil é um ponto básico e essencial para o exercício da política na sociedade brasileira. Não existe nenhuma possibilidade de barganha, de suspensão e de relaxamento do Estado de direito e democrático no Brasil. Este é um princípio inegociável e fator importante na tomada de decisão que os eleitores irão realizar no segundo turno.

A questão social no Brasil precisa melhorar no sentido de eliminar a pobreza que atormenta milhões de brasileiros e a democracia precisa garantir comida na mesa do povo; trabalho e direitos aos trabalhadores; combate ao racismo e um programa que possa ser traduzido em estímulo ao desenvolvimento do país e na defesa da soberania nacional e dos direitos do povo. Um programa social é fundamental para que o cidadão possa decidir de maneira sensata a sua escolha no segundo turno.

Este jogo não pode permanecer na obscuridade, tem que ser claro e evidente. O caso Bolsonaro tem o aspecto de uma jamanta, que parece não ter freio, descendo uma ladeira. Um perigo. Um papel em branco, que diz meia dúzia de chavões, coisas simples e equivocadas. Sobre o problema da segurança assegura que tem solução com extermínio, assim o Brasil não teria problemas de segurança, porque se mata sem pena de morte. É um político autoritário, retrógrado e radical de extrema direita, que poderá levar esse país para um governo civil autoritário com apoio militar. Esse é um grande risco.

O oponente é Fernando Haddad, a única opção possível. Um professor universitário e político moderado, que tem uma tarefa gigantesca pela frente, numa conjuntura extremamente complexa, de se deslocar para o centro e receber a votação desse eleitorado que deu preferência aos quatorze partidos que ficaram na neutralidade.

Os resultados das Eleições 2018, no primeiro turno, em Ipirá, não apresentaram novidades: num total de 43.560 eleitores, votaram 35.519 eleitores, não compareceram 8.041. Para presidente, Haddad 21.675 e Bolsonaro 4.036, para governador, Rui Costa 21.616 contra 7.298 de Zé Ronaldo. Aí o grupo da macacada fica soltando foguete, achando que o grupo da jacuzada está liquidado.

Pode ser um grande engano, porque esses números são soltos, livres das amarras dos grupos. O que vai contar de verdade é a postura política, porque historicamente, quem era esquerda em Ipirá era a jacuzada; sendo a macacada a representação da direita e do fascismo. A jacuzada rendeu-se à ditadura militar e perdeu completamente o trem da história.

Agora, a jacuzada está diante de uma nova oportunidade de redimir-se da fraqueza e vacilo do passado, se assumir uma posição de importância no campo democrático e progressista. Suas lideranças vão ter a chance de tomar uma posição entre o fascismo e a democracia. É isso que se desenha para o Brasil nesse momento.

Qual será a posição política da jacuzada? Que não seja fruto da falta de entendimento, da ingenuidade, da onda, ou mesmo, da mesquinharia local da intriga do jacu e macaco, porque a história não perdoa e o momento em que vivemos no Brasil, não é dado a nenhum cidadão o direito à indiferença e omissão.

Que todos usem a sua autoridade moral de forma a derrotar o crescimento do fascismo brasileiro. A Justiça, a Polícia Federal e Ministério Público  ficarão incumbidos e darão conta de todas as quadrilhas que participaram ou se envolverem em casos de corrupção, mas no âmbito do Estado de direito e da democracia.

Para o segundo turno, em Ipirá, temos o seguinte prognóstico eleitoral: são 43.560 eleitores, comparecerão 40.000; serão 400 brancos e 600 nulos; Bolsonaro ficará com 8.625 e Haddad com 30.375 votos.

Por favor, não caia na bobagem de fazer aposta com esses números, eles só servem para observarmos a posição da jacuzada. Não a ditadura, a militarização da sociedade e viva a democracia.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

CASAMENTO DA 54 COM A 55


Domingo, dia de sossegar. Mesmo sendo um dia de eleições presidenciais, o eleitor tem que ter a tranqüilidade para votar e exercer seu direito democrático. Estou querendo paz, tranqüilidade e calmaria. Correria na urna, para andar ligeiro e descansar, afinal, trata-se do Primeiro Turno, das presidenciais, em Ipirá-Ba

Antes de sair de casa, liguei a televisão que apresentava a coletiva da ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral TSE, que falava dos avanços tecnológicos do sistema eleitoral brasileiro, argumentava sobre a tranqüilidade, a transparência, a eficiência, a lisura e a rapidez do processo eleitoral, que apresentava os resultados gerais em algumas poucas horas, num tempo recorde para um país continental Tudo isso para valorizar o exercício da cidadania e o bem-estar do eleitorado brasileiro. Coisa inimaginável e do outro mundo.

Fiquei admirado e arrebatado. Pense num sentimento profundo e indizível que aparenta corresponder a uma enorme alegria, assim estava eu; tomado por um orgulho alvissareiro e com aquela vontade exacerbada de exercer meu direito de cidadania num sistema perfectível, avançado e de primeiro mundo. Nada melhor do que ser brasileiro e melhor ainda, ser eleitor brasileiro.

Almocei na hora certa, descansei um pouco e fui cumprir meu dever cívico, na seção 55 da Escola Alzira Bela, na cidade de Ipirá. Estava sereno e fazia uma previsão de alguns minutos para exercer o meu direito sagrado, constitucionalizado e respeitado do voto, ainda mais, quando o meu voto carrega um caráter libertário e de coerência com a manutenção da democracia.

O primeiro impacto teve a força de uma facada na boca do estômago. No pátio da escola, um pequeno cubículo, estava um amontoado de eleitores querendo exercer o direito do voto. Tinha que haver uma fila! E, realmente, tinha uma fila labiríntica, de feitio tão complicado que só a muito custo o eleitor encontrava o fim da fila.

Colocado no fim daquela intrincada e entrelaçada fila percebi que a coisa era complicada e obscura. Eram precisamente 14 h. A luz solar adentrava pela porta do cubículo e incomodava-me bastante, a fila andou meio metro e eu saí daquela posição incomoda. Comecei a pensar sobre o porquê daquela situação e constatei que era devido ao casamento da seção 54 com a seção 55 e num local que havia quatro seções passou a ter somente duas. Estava explicado.

Com meia hora eu já estava agoniado, um calor infernal e o suor escorrendo pela face e pelo corpo e eu sentia que a subaqueira estava virando uma lagoa e aquele rebanho de eleitores espremido naquele cubículo estava começando a ficar impaciente: “Essa fila é coisa do capeta!” gritou um eleitor, que foi rebatido por outro eleitor: “Do capeta nada, isso só pode ser coisa de um jumento!”

Eu não disse nada, mas eu sabia que o jumento trabalhador e perfeccionista do jeito que é não seria tão burro para cometer uma mancada de tamanha envergadura para sacanear com a cara do eleitor. Eu pensei: “Isso deve ser invencionisse de algum quadrúpede burocrata para espezinhar o eleitor!” pensei, mas não falei.

Com uma hora na fila eu já estava irritado. Numa fila eleitoral e ninguém podia falar de política. Seria crime eleitoral. Eu notei que as pessoas estavam ficando estressadas. Aí, Luís da Laranja falou comigo: “Essa fila é de rosca, parece o Matadouro de Ipirá, não sai do lugar” É verdade Luís! Isso aqui não sai do lugar e é um Matadouro de Eleitor. Pensei e falei.

Eu nem vou falar o que é fila. É muita confusão e não tinha ninguém, ninguém mesmo, para dar uma orientação e organizar aquele troço. Se fosse eleição de jacu e macaco a bagaceira seria grande. Mas, vamos que vamos, porque o eleitorado apertado, agoniado, já está irritado: “Por causa de uma disgrama de um voto, sou obrigado a enfrentar uma merda dessa!” falou alguém. E tinha gente chegando e gente esperta furando fila. “Eu estou amamentando e se eu não votar agora eu vou embora, não vou deixar meu filho passando fome” Será que o voto agora vai acabar com a fome neste Brasil? Seria bom que o voto deixasse de ser esperteza, mas vamos que vamos porque meu problema é a fila.

Duas horas em pé, com a fila andando à passo de tartaruga. Tinha eleitor esperneando: “Por causa da desgraça de um voto, vou ter que agüentar uma p.... dessa!” Olha a que patamar estava chegando o voto, tudo por causa do massacre que estavam impondo ao eleitor.

A fila já estava pelo lado de fora. Com duas horas e meia, eu cheguei à porta da sala da 55 coloiada com a 54. Tinha um papel oficial do TRE afixado na parede, escondido, por trás da fila. O papel olhou para minha cara e disse: “Você é um otário, levou mais de duas horas numa fila quando tem direito a prioridade, kakaka!” Aí foi que eu fiquei arretado, mas eu não vou discutir com uma folha de papel sacana, que é tão f.d.p que acha que quem está na merda de uma fila para dá a p.....de um voto é otário, besta, babaca e o car......

Eram quase 17 h quando teclei a urna e enfiei o voto. Três horas! O tempo de um deslocamento de Ipirá a Salvador, gasto enfrentando uma fila para votar na escola Alzira Bela, em Ipirá.

Muitas vezes, a tecnologia de primeiro mundo não clareia a mente de quem organiza o processo. O eleitor que pague o preço. Não vai aparecer um capeta para pedir desculpa ao eleitor. Não vai aparecer um candidato para agradecer ao votante. Saí da seção, cansado, aporrinhado e sacaneado, mas com todo esse sacrifício e diante de tanta indiferença, eu comparecerei ao segundo turno, porque o meu voto é o meu esforço para não deixar o fascismo tomar conta desse país.

sábado, 29 de setembro de 2018

ELE NÃO


Quando o ex-prefeito de Ipirá Diomário Sá concede uma entrevista tem repercussão muito grande em nosso município porque no mínimo quebra alguma vidraça ou a pedra cai na sua própria cabeça.

Diomário falou com a segurança de quem sabe o lugar que ocupa no grupo da macacada, que não tem cabeça pensante no campo político, então, nesse vazio, o Dió deita, ronca e rola. É o líder por mérito e capacidade.

Diomário tomou a frente como o grande líder no momento certo, na hora certa. Falou aos liderados indicando a direção do voto. Frisou com ênfase, sem medo de ser feliz, o nome de Rui Correria, também pudera, Correria marca 60 x 10 contra Zé da Feira no jogo de basquete. É jogo definido antes do apito final.

O Dió não é bobo e não vai entregar a rapadura de mão beijada. Quem tem média e é reconhecido pelo governador do Estado é o Diomário. Esse troféu ELE NÃO vai jogar no ralo. Ele representa Correria em Ipirá e o reconhecimento é recíproco, por isso o prestígio é de DIÓ.  Os verdadeiros, genuínos e autênticos macacos que vivem na toca são e serão coadjuvantes.

Agora, Dió engasgou mesmo, quase não sai, foi na indicação de Haddad, falou tão rápido, que quem não estava ligado quase passou batido e não ouviu, mas ele falou Haddad. Dió não mete a mão em cumbuca, não vai em bola dividida, ele é ensaboado, bem esperto e não pisa no campo quando o jogo é duro.

O Dió sabe que estas ELEIÇÕES presidenciais têm uma importância significativa e vital para o Brasil. ELE NÃO iria se omitir num momento desse, botou a cara na rua, ele é Haddad.

O ex-prefeito Diomário, também dá bicuda na canela, caso necessário seja. Afonso que o diga! Só se ele fosse besta para segurar a bandeira de Florence sozinho, quando o grupo do macaco foi em busca da sombra do senador Alencar. Dió olhou, pensou e foi com a maré: ‘meu barco também é esse, eu vou é de carona com Coroné’. Quem vai levar a melhor nessa jogada? Tu não sabes? O ensaboado Dió.

Na juventude, Dió foi da escola do Partidão (PCB) e veio para Ipirá na década de 1960 no período da Ditadura Militar e entrou no ninho da jacuzada, convivendo por décadas, ganhando a confiança total do líder maior e perambulando da sala de visita à cozinha, só não sentou no trono do grande líder da jacuzada.

Jacuzada, quem te viu e quem te vê! Cadê o líder? Escafedeu-se, ninguém sabe, ninguém viu! Eles dizem que o maior líder do grupo foi Delorme Martins, que chegou à Ipirá na década de 1940 e aliou-se ao grupo do coronel Zuza. Antes, tinha sido candidato a deputado pelo PCB - Partido Comunista do Brasil e logo foi tornando-se a liderança do grupo.

Na transição do formato coronelístico para o caciquista, quando profissionais liberais assumem a direção política no município tirando da linha de frente os coronéis. Delorme Martins colocava-se na proa do comando do PSD.

Em 1964, com a ditadura militar Delorme Martins foi preso pela sua atuação política, o mesmo acontecendo com meu pai, Arnaldo Barreto. Logo foram soltos.

Na década de 1970, Delorme Martins adere à Arena e ao carlismo que era o símbolo maior e a representação genuína da ditadura na Bahia. Nesta década, surge a apelidagem de jacu e macaco para os grupos políticos locais, substituindo os partidos. O carlismo botou os dois na mesma capanga.

A lição é simples. Se Delorme Martins tivesse permanecido na resistência à ditadura teria tido uma grande projeção à nível de Estado; preferiu abrir mão desse horizonte e manter a posição de grande líder na província ipiraense com o protecionismo do carlismo.

Conheceu a derrota no município. Jacu e macaco eram aliados no apoio ao carlismo. Com a redemocratização do Brasil, o PT desbanca o carlismo na Bahia. As duas forças locais (jacu e macaco) entram em parafuso: como deixar o carlismo? O PT estadual deu preferência ao macaco. A jacuzada ficou sem lenço e sem documento.

A jacuzada ganhou o poder municipal com Marcelo Brandão. Cadê o líder para desatar esse nó do isolamento político no Estado? Marcelo Brandão pensa que a vida política é uma reles brincadeira e divertimento. Está enganado. A política é coisa séria. O caminho e a atitude política que se adota é que vai determinar um tempo de vida política mais longo. Cadê o líder?

Hoje, a jacuzada não tem condutor à altura do líder maior que foi Delorme Martins. Que atitude tomará o prefeito MB da jacuzada em relação ao segundo turno eleitoral? Não é brincadeira. O líder tem que ter a tranqüilidade e a capacidade política para não tomar uma atitude devastadora e suicida para o próprio grupo.

Qual seria a decisão correta do líder da jacuzada num segundo turno eleitoral no formato do que se desenha pelas intenções de voto? Sem dúvida, a mais próxima possível da atitude que tomaria o grande líder deles, Delorme Martins, no passado em circunstâncias semelhantes. Sendo distante e diametralmente oposta a atitude neste momento, seria negar a história e o valor positivo da sua liderança. ELE NÃO optaria pelo fascismo. Quem garante isso? Os que foram seus liderados.