sábado, 15 de setembro de 2018

SETE DE SETEMBRO EM IPIRÁ

O que se esperava na Avenida César Cabral contaminada pela dúvida? Justamente, o que é esperado ou desejado: um previsto desfile e um provável prefeito. Perdeu quem foi pela contramão.

O prefeito Marcelo Brandão chegou pelo beco da farmácia e saiu pelo beco do estacionamento para adentrar num beco sem saída. Não está nada fácil a vida de prefeito.

O homem tem problemas e dificuldades que não tem pai-de-santo que dê jeito e ficam os queremistas exigindo que o distinto fique com a cara no sol olhando o desfile passar. Ficou meia hora em frente ao Góes Calmon enfeitado.

O prefeito Marcelo Brandão está atravessado com um inquérito na Justiça Federal devido ao problema do transporte escolar no município de Ipirá. Ele poderá ser inocentado ou condenado. É um segredo de justiça, que está sendo arrolado e tira o sono de qualquer gestor, por mais indiferente que ele seja. O Dió tem um medo disso que chega a se pelar, cruza as pernas e pragueja: “vai prá lá trem ruim, te desconjuro!”

Se o inquérito é comida congelada e está no freezer; no microondas está a política num prato pirex para o prefeito engolir do jeito e assim que sair do forno. Vai pelar a goela.

ACM Neto botou o Zé da Feira num rabo de foguete e pediu para o prefeito Marcelo Brandão acender o rojão. Que sujeito ladino esse Neto, viu que o mar não estava prá peixe e largou o abacaxi no lombo de Zé Ronaldo. O prefeito MB ficou de vacilo e caiu na goela do lobo. Caiu no conto da eleição perdida.

O prefeito Marcelo Brandão abraçou Zé Ronaldo, neste sábado 15/09, no Caboronga. Zé Ronaldo sufocado, asfixiado, morrendo afogado na areia movediça de uma campanha perdida e o prefeito Marcelo Brandão abafado e afogadíssimo querendo suicidar-se junto. Neto, ganancioso e sem escrúpulo político, só risos de indivíduo que sobrevive ao afogamento.

O prefeito Marcelo Brandão ainda não caiu na real para perceber que vai levar mais dois anos sem governo do Estado. Se (olha o se) Zé da Feira vencer em Ipirá, o prefeito MB ficará mais distante do governador Correria. Se (olha o miserento do se) Zé da Feira perder em Ipirá, o prefeito MB ficará muito mal visto na fita do Neto.

Correria vai dá de lavagem em Ipirá; a cacetada vai ser de 23 a 10 para o sorriso do velho Dió. Pense num sujeito que nasceu com o brucutú prá lua, é esse Dió! Dá escola do Partidão para dar um nó na família Martins. Sai de bolo MB!

Mas, o aperto político que vive o prefeito Marcelo Brandão não termina no patamar estadual. Nessa campanha eleitoral, o prefeito MB deu mostra de uma incompetência política a qualquer prova. O prefeito não conseguiu manter a unidade do grupo na campanha dos deputados.

O vice-prefeito tem candidato diferente; cada vereador tem o seu e o prefeito isolado no meio do tiroteio. Não vai mostrar força política, vai passar despercebido e seus representados sairão com uma votação diluída e sem expressão. Voto conta muito na visibilidade e na significância do prefeito.

Prefeito que não dá voto será considerado ‘um banana’ pelos deputados lá em cima. Aqui o esperto Dió, que nunca teve voto, mas soube juntar politicamente para passar a impressão que a votação era dada por ele e ficava de boa. Prefeito MB, tu ta de vacilo homem!

Não é que o prefeito MB esteja vacilando, ele é assim mesmo. Ele está destruindo o grupo da jacuzada e isso é bom para Ipirá. Primeiro, ele pisa no pescoço dos seus eleitores, tem gente contrariada até ‘uma zora’ só esperando a hora da vingança; depois, ele agrada de forma agradabilíssima aos seus, que não enche um ônibus de voto. Isso está destruindo o ninho da jacuzada e o prefeito ‘nem aí’.

Não será novidade se (olha o desgraçado do se) o prefeito MB apoiar o fascismo nas eleições presidenciais mais incertas sobre se uma coisa acontecerá ou não neste País. Aí será a degringolada e a ruína política do prefeito MB.

Mas, o pecado capital do prefeito Marcelo Brandão está no fato do homem ter dado as costas e não ouvir o povo de Ipirá. Sua gestão não atende aos anseios do povo. Não responde às reivindicações da população. Caminha na mesma trilha da macacada. Sua gestão não foge dos vícios da gestão dos macacos.

Ipirá anseia por políticas públicas que atendam às necessidades do povo, que reside neste município, em todos os seus aspectos. Tanto a nível federal, estadual e municipal. A Casa do Estudante em Salvador é uma prioridade para a juventude. O Mercado de Arte é uma necessidade urbanística e humana.

Com toda essa situação efervescente, lastima-se o vacilo político do Renova, que não soube aproveitar o momento de deixar a macacada se espatifar e esperar de camarote o esfacelamento da jacuzada praticada pelo prefeito Marcelo Brandão.

A politicagem do jacu e macaco já deu o que tinha para dá. O novo tempo exige uma política diferente e com uma verdadeira participação popular.

Não sendo política para o povo estaremos enterrados no atraso. Sendo política para beneficiar grupinhos e família o povo pagará a conta. A politicagem do jacu e macaco está enterrando Ipirá. 



Observe bem, sem paixão, reflita e pense, nessa desgraceira feita pela gestão do macaco em Ipirá, botando nossa terra no buraco. Veja que ato de sabedoria da administração macaca, que enfiou quatro postes no campo de futebol de Ipirá, na beira do gramado, dizendo que era para refletores. Isso não é coisa desse mundo! Nem o capeta arranca esses postes.


Observe bem, sem paixão, reflita e pense, nessa desgraceira feita pela gestão do jacu em Ipirá, botando nossa terra no buraco. A administração jacu não quis ficar por baixo e foi tão inteligente quanto o macaco e enfiou um poste no meio de uma rua asfaltada. Contando, ninguém acredita numa desgraça dessa. Isso não é coisa desse mundo! Nem o cão arranca esse poste do meio da rua.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

À APLB-SINDICATO /DELEGACIA SERTÂNEA, AOS PROFESSORES DE IPIRÁ, AOS ESTUDANTES E AO POVO IPIRAENSE.


Inicialmente, pensei em encaminhar essa missiva ao Secretário de Educação do Estado da Bahia, via protocolar, seguindo trâmites legais; mesmo ciente da delonga e da improbabilidade do recebimento. Acabei dando preferência à certeza do não recebimento, mas aproveitando a rapidez da rede social e a uma provável possibilidade de que chegue ao destinatário por esse meio. Que não chegue!

Esse é um protesto e a indignação de um professor. Tenho mais de 25 anos lecionando na rede estadual de Educação na Bahia, lotado no município de Ipirá. Um tempo bastante significativo, diríamos que significa metade de uma vida, mas para minha surpresa, encontrei um débito em meu contracheque agosto/18 motivado por falta.

“Como? Se nunca faltei um “dia de aula” durante todo esse tempo, exceto motivado por questão de saúde e comprovado com o devido atestado!” Foi uma grande surpresa, mas minimizada com a afirmativa da minha ausência de uma Jornada Pedagógica em fevereiro/18. Falta em Jornada Pedagógica!? Tem Isso? E cobrada após seis meses.

Por que a exposição em rede de um fato tão simples e individualizado? Um simples dia não tem grande significado econômico e a falta ao trabalho consta num dispositivo da Lei. Não há motivo para estardalhaço. É que ficou dolorido no fundo da alma e a indignação toma corpo e não posso encurralá-la no conformismo. Aquilo que oprime o ser, a consciência ordena que seja expelida.

Vamos ao fato: no dia da dita jornada não estava ciente e não fui notificado por quem de direito. Não sei o que estava fazendo na data, devido à longitude do tempo, talvez até, tratando de problemas de saúde. Não tive direito à defesa e ao contraditório, foi ato sumário e punitivo. Faz parte da lei.

Estou com um processo de aposentadoria em trâmite, iniciado em 06/02/17 e estando na Suprev da Secretaria de Administração para adoção das providências necessárias à publicação desde 22/08/18. Está em fase de finalização depois de 1 ano e sete meses. Tudo isso tem amparo da lei.

É necessário alguns questionamentos: essa falta foi aplicada durante o trâmite de um processo de aposentadoria, que haja legalidade; mas ocorre diante de uma situação especial e tem o sabor de uma ingratidão muito grande, porque se tenho direito a aposentadoria dentro da lei e no critério da proporcionalidade, tenho um direito concreto e inquestionável, então, estou trabalhando quando deveria estar aposentado.

Na ativa recebo salário de x + ½, aposentado receberei x, então dentro de um raciocínio lógico estou ganhando apenas ½ nesse período de requerimento da aposentadoria, porque o x é salário de aposentado. Mesmo assim, eles tiveram o atrevimento de descontar em meu salário.

Para um dia de falta eles descontam o valor de três dias de trabalho. Uma extorsão. É a lei! A lei assalta e pratica uma extorsão ao trabalhador porque o constrange. Acham que o professor tem salário digno para dar uma facada sem pensar duas vezes. É necessário observar que não fiz o requerimento do Abono de Permanência. Eu quero é sair, essa é a minha verdadeira intenção.

Quem me conhece na atividade de professor são meus colegas professores e as direções com as quais trabalhei, não é o Núcleo – NTE 15 Ipirá, que não conhece o perfil e está muito distante dos professores de Ipirá e procura atuar como capitão-do-mato em busca de professor fugidio ou gazeteiro. ‘Belo trabalho’ para quem quer e precisa mostrar serviço.

Com minhas limitações, sempre procurei contribuir e vou dar alguns exemplos comprováveis por testemunhos de pessoas: nunca solicitei Licença Premio; na minha primeira cirurgia com um atestado de 45 dias retornei com 30 dias; já trabalhei sentindo dores provocadas por artrite no joelho; trabalhei voluntariamente os finais de semana com os alunos vestibulandos por um semestre, sem custo para a Secretaria. Nada disso é levado em consideração pelo NTE 15 Ipirá porque eles desconhecem esse trabalho. Quem conhece o professor é o diretor da escola.

Este ano, as escolas estaduais atuam com precariedade em alguns procedimentos e o Nucleo NTE 15 Ipirá não toma nenhuma providência para saná-las. A merenda dos alunos não mantém regularidade; o fardamento é insuficiente e tem uma escola que não tem aula de PORTUGUÊS há um mês e prossegue até hoje, quem segura o pepino sou eu, professor de História.

Observem a relatividade de “uma falta” diante da rigorosidade aplicada. Quem merece a falta? A professora de Português está aposentada, não podendo levar faltas. O Núcleo NTE 15 Ipirá não tem força e moral para resolver o problema. Quem não cumpre o seu dever é a Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Quem merece falta pela falta do cumprimento do dever?

O Núcleo NTE 15 Ipirá é um ‘cabide de emprego’ para o deputado Jurandy Oliveira e a deputada Neusa Cadore fazerem indicações para os cargos. Não sei o que eles pensam. Querem agir com pressão e opressão. Eu sei que esse não é o caminho ideal porque a educação em Ipirá precisa é de professores e não de Núcleo. A Educação em Ipirá conviveu muito bem com a Direc 2 Feira, dentro das normas e da normalidade.

Nem tudo são flores. A estrutura é reforçada por grades. A Lei não é perfeita, nem propensa ao trabalhador, mas sem a lei justa a ditadura mostra a sua face cruel. Eu não quero ressarcimento do que me lesaram; nesta altura do campeonato, eu quero sair da pressão e da opressão do sistema burocrático. Eu quero sair disso, quero meu direito, quero minha liberdade. Quero minha APOSENTADORIA JÁ.

domingo, 2 de setembro de 2018

MACACO COMENDO JACU E...

O prefeito Marcelo Brandão trocou as bolas, queria ser didático e foi político. A crise política pegando fogo e o homem querendo apagá-la jogando gasolina.

Afirmou que vai pedir aos vereadores da situação que assinem a CPI do Transporte Escolar. Eu não acredito que ele falou um troço desse de verdade, isso foi da boca prá fora, isso é política, não é didático, ele não vai fazer isso.

Ele jogou prá torcida, porque ao mesmo tempo ele deu ‘um Migué’: ‘se os vereadores da oposição assinarem a CPI dos Doze Anos.’

Prefeito, Marcelo Brandão! O senhor está parecendo o imperador Nero: Roma pegando fogo e ele com uma harpa cantando música de Roberto Carlos: “Eu voltei, aqui é meu lugar. Meu cachorro me sorriu latindo...”

Prefeito! O senhor já imaginou a fila de caranguejo que sairá com essas duas CPIs? Vai de Ipirá à Praia do Forte passando por Itambé e Alagoinhas. O senhor quer acabar com jacu e macaco? O senhor já pensou no que vai acontecer? Com essas duas CPIs até o ‘capeta dus inferno’ cai no pau. O senhor está de brincadeira! O senhor não quer um troço desse! Taí uma coisa que eu não acredito! Eu tenho que ver para crer. Porém...

Há um porém. A não ser que o prefeito MB esteja no mato sem cachorro e pense assim: “Já estou ferrado e não vou sozinho; nesses doze anos, essa macacada lascou com Ipirá, ficou cevada e eu não vou deixar essa curriola de bandido de boa”. Ou então: “Quero Ipirá passada a limpo, com vistoria e auditoria nesses doze anos.” Nesses dois pensamentos ele manda ver: “quero CPIs!”

Caso contrário, ele parando para refletir: “pensando bem, CPIs vão sujar!” Aí ele voltará atrás. Ele não vai desmantelar o ninho de jacu e macaco botando fogo no circo.

Vocês vão ver que ele falou de brincadeira, até mesmo porque, só pode ser brincadeira. O prefeito parece que está com a cabeça quente. O homem com um pepino do tamanho de uma jaca da Caboronga na Justiça Federal e chegou chegando, bagunçando a p.. toda e fazendo festa!

É coisa de quem é indiferente, insensível à Justiça e não está acreditando na realidade dos fatos e na gravidade dos acontecimentos. Só pode ser! Acredito eu, que todo aquela fuzarca não foi chicana e gozação, tentando desfazer e diminuir a ação da Polícia Federal e da Justiça Federal.

Toda bronca da trapaça do transporte escolar, em várias cidades da Bahia, vai começar a partir de agora, com o desenrolar e aprofundamento do processo. Então, a festa foi uma simples brincadeira inconseqüente de um grupo que está sem uma liderança firme e séria. O barco está à deriva, só Deus sabe onde vai parar.

O prefeito MB queria ser didático e foi político, porque ele não saiu do palanque do jacu querendo comer o macaco, disse que vai dar os nomes. Falou do distrato e que o problema está nos aditivos dos doze anos e que graças a Deus no governo dele não teve aditivo para aquela firma, que trabalhou no osso em Ipirá.

No dizer dele está limpo. A sujeira está no ninho do macaco. A velha e antiga ladainha, o jacu comendo o macaco e o macaco querendo comer o jacu. E Ipirá se estrepando.


Os prefeitos das cidades que estão nesse aperto da corrupção do transporte escolar só sairão dessa situação com uma defesa jurídica sólida e consistente.
Eu pensei que o prefeito Marcelo Brandão ia ser direto e sem rodeios, quando disse que ia ser didático. Pensei: “ele vai dizer que não tem nada contra sua gestão e que não houve nenhuma transferência bancaria da empresa para ele ou gente dele e que a declaração da delegada da Polícia Federal está equivocada e é mentirosa.” Não tocou nesse assunto, que é a pedra angular da sua questão, também não podia, é segredo de Justiça.
A Justiça Federal é quem vai julgar o prefeito MB. Só tem duas soluções para ele. Ou será considerado culpado ou será inocentado.
Se a Justiça Federal não conseguir provar o seu envolvimento nessa tramoia desonesta no transporte escolar, duas coisas devem acontecer: a primeira é a conclusão de que nem todo mal é mal e tem mal que vem para o bem; assim sendo, isso merece o maior auê que Ipirá já viu, com celebridades de primeira grandeza, Roberto Carlos, Anitta, Bel, Ivete, Michel Jackson e Cia. e não aquela recepção forçada da sexta-feira.
A segunda, o prefeito MB vai ficar de boa com ações indenizatórias contra o Estado e a mídia nacional. Vai chover bacurau na conta do prefeito. 
Todo mundo assistiu o prefeito ser espezinhado a nível nacional por toda mídia, assim sendo terá o direito a uma ação reparadora. Se o prefeito entrou na justiça contra seu Tineck exigindo 39 mil reais, agora que a cacetada é milionária ele não vai abrir mão de acionar a justiça.
Eu concluo dizendo o seguinte: Se o prefeito Marcelo Brandão não voltar atrás da sua palavra didática com sua palavra política, sobre a convocação das CPIs pela Câmara de Vereadores, eu vou fazer a defesa de uma estátua sua no Marco Zero da cidade, como o maior político dessa terra, porque teve a coragem de libertar Ipirá do sistema jacu e macaco, a desgraça que oprime o povo de Ipirá, mesmo tendo sido num processo autofágico.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

POLÍCIA FEDERAL E CGU


Dez dias sem prefeito no município de Ipirá, literalmente sem prefeito! Sem ninguém sentado na cadeira, um verdadeiro espaço vazio.
O oficial de Justiça com mandado judicial para o Poder Executivo assinar umas autorizações liberando remédios para pacientes necessitados e não tinha ninguém para assiná-las. Não havia prefeito.
Nestes últimos seis anos, Ipirá convive com uma crise política profunda e que não se desenrola facilmente. Foi a renúncia de Ana; o mandato-tampão de Jota e a suspensão por dez dias do prefeito Marcelo Brandão. São três exemplos nefastos na história recente do município.
Quais foram as causas dessa crise? Por que Ana renunciou? Só ela sabe os verdadeiros motivos. Como Jota chegou à prefeitura? De uma forma vergonhosa para o município. Por que o prefeito Marcelo Brandão foi suspenso? A Polícia Federal sabe.
Nada disso é coisa simples e não está individualizada. Está por trás o vale-tudo do grupismo jacu e macaco para chegar ao poder. Macaco e jacu agem de maneira leviana para ganhar ou manter o poder municipal.
O maquiavelismo não é desprezado; está dentro da engrenagem do funcionamento do sistema de politicagem jacu & macaco que hoje mostra a sua verdadeira face e encontra-se em decomposição diante da sua principal conseqüência: enriquecimento de alguns poucos com dinheiro público e o empobrecimento da comunidade que não é atendida nas políticas públicas para saúde, educação, etc.
A população de Ipirá paga o pato enquanto alguns espertalhões ficam ricos fazendo a partilha do dinheiro público. Essa é a contradição que ganha corpo. Por que a macacada aderiu à turma de Itambé? Por que a jacuzada deu preferência à turma de Alagoinhas? Por que falta merenda nas escolas? Por que faltam luvas para os médicos no hospital? Pare e pense, cidadão ipiraense!
Estou querendo ouvir um argumento razoável em defesa do prefeito Marcelo Brandão, que prove a sua inocência. Até o momento não encontrei nada convincente.
O argumento da quebra de contrato com a empresa delatora não significa lisura, nem invoca a inocência, muito pelo contrário, deixa claro uma espécie de arrependimento tardio, quando afirma que só houve a quebra depois que o balão estourou, era tarde, tinha comido mosca.
A grande bobagem foi dizerem que ‘tudo vai ficar como dantes no quartel de Abrantes’. Não vai! Porque todo prefeito, daqui em diante, vai ter receio e a população vai ficar mais vigilante. Vai ficar a lição do temor.
As coisas não vão continuar como sempre foram porque a sociedade e as instituições não aceitam mais essa descaração, nem comungam com essa rapinagem que se apossa do dinheiro público em nosso município.
Talvez seja instalada a primeira CPI contra um prefeito na Câmara Municipal de Ipirá. Uma resposta contra a gravidade dos fatos que envolve o Poder Executivo em Ipirá. Que não dê em nada; será um passo à frente, pois será uma ferramenta a ser utilizada, daqui para frente, no combate às irregularidades provenientes do Executivo.
Como vai continuar como antes? Os gestores que assumirem o Executivo (jacu, macaco, ou livre) em Ipirá vão pensar duas vezes para cometerem irregularidades. E quem ganha com isso? O município de Ipirá.
Em outras épocas, quando as oligarquias do jacu & macaco deixariam passar uma CPI para investigar debaixo do tapete um prefeito do esquema jacu e macaco? Nem pensar, nunca. Mas, na crise porque passa a politicagem de Ipirá é possível e necessária, pois exige e tem que haver uma resposta e uma solução ou a crise vai continuar e vai se aprofundar.
Uma CPI é uma resposta do Poder Legislativo diante da crise política estabelecida. Ipirá não pode nem deve continuar nessa situação de desamparo e descaso.
A Câmara de Vereadores tem que mostrar a sua força, a sua autonomia e poder para a contenção de corrupção no Executivo, seja ele quem for. Com essa ferramenta o gestor pensará duas vezes para cometer a improbidade administrativa.
Quem vai decidir o processo do prefeito Marcelo Brandão é a Justiça Federal. É nessa instância que ele vai se defender por meio de seu advogado. Não é tarefa para rábula, tem que ser advogado pedigree Lava-Jato para uma tarefa jurídica complexa e carregada de melindres.
O povo de Ipirá tem que ter calma, responsabilidade e prudência. Ninguém vai solucionar essa crise com arroubos, foguetório e fuzarca. O tiro dado pela Polícia Federal atingiu o coração do jacu e macaco ao mesmo tempo.
A grande questão: é saber COMO esse município será governado nesse momento e daqui para frente?
Ninguém sabe, nem pode prever o que virá pela frente. Mas é fato concreto que esse sistema jacu e macaco já deu o que tinha que dá, a crise mostra isso. Essa é a lição da crise. A prefeitura de Ipirá não pode ser a bonança de um grupo (jacu ou macaco). Ela pertence a toda população.
Hoje, o esquema jacu/macaco mostra o seu fracasso e está cambaleando. A sua persistência, nos moldes como vem sendo gerido, nestes cinqüenta anos, poderá desaguar numa etapa dominada por um consórcio do crime institucionalizado. Ipirá não deseja isso. Ipirá quer o fim dessa crise política para ter estabilidade e viver em paz.

domingo, 26 de agosto de 2018

A FOTO FECHADA


Ipirá não tem banco (BB / Bradesco fechados); não tem Matadouro; não tem SAMU; não tem presidente da República que olhe por isso aqui; não tem governo do Estado que faça alguma coisa pela nossa terra; e agora, não tem prefeito. Que praga da desgraça é essa?
Paro por aqui para não parecer brincadeira, o que não é. Estamos no caminho da pirambeira descendo a ladeira cabeça abaixo, sem bússola e muita gente não se toca para nada disso, por causa da montanha de indiferença que lhe entope a cabeça.
A campanha eleitoral começou por estas bandas. Sem essa de dizer que o povo de Ipirá estava entusiasmado e numa animação total. Não estava. O que se viu aqui foi uma enorme indiferença. O catingueiro está na moita, de olho no padre e na missa, na sua desconfiança sábia.
O primeiro candidato ao governo do Estado a 'dar as caras' foi Rui Correria, que saiu apertando a mão até de defunto na avenida principal da cidade, faz parte do contexto.
A encenação às vezes é boa companheira e a foto fechada transmite a idéia de multidão na era digital, quando no ato verídico tinha um moinho de gente. Um moinho mesmo. Uma vergonha. Parecia comício da Frente Popular ipiraense no final do século passado.
Foi-se o tempo em que governador vinha à Ipirá e  balançava o chão da praça; o povo botava a domingueira; o coronel colocava o paletó engomado e a meninada vinha para a fuzarca atropelar o palavrório embromatório.
Fico imaginando o dia do candidato Zé Ronaldo, o Zé da Feira, desfilando pelas ruas de Ipirá procurando voto. Oh, coitado! Não tem jeito, em Ipirá vai tomar uma rebordosa de mais de 10 mil votos de diferença, até mesmo, porque vai aterrissar aqui no olho do furacão que está destruindo o grupo da jacuzada.
O governador Rui tem pouco a dizer ao povo ipiraense; lascou um rosário de coisas que fez pela Bahia afora e o que pretende fazer por I... (dessa vez não foi Ipirá, foi Itaberaba) uma Policlínica, por Ipirá vai multiplicar nada vezes nada. Toma jeito, Correria! Que o povo de Ipirá ta ficando esperto.
O governador Rui Costa falou da obra do saneamento urbano, essa obra federal tem 10 anos, custava 42 milhões, foi para 84 milhões e o governo do Estado, agora, injetou mais de 20 milhões e a coisa vem empacada esse tempo todo, espero que tome uma correria e termine de vez, que não empaque depois das eleições.
O povo de Ipirá tem razão em querer ver para crer, afinal 10 anos não são 10 dias. O governo do Estado fez muito pouco para suprir as grandes necessidades do nosso município, dá para perceber muito bem que Ipirá não é foco de nenhum candidato.
Mas, chegou à vez do candidato Rui Correria jogar conversa fora e o povo se manifestar. Quando falou o nome de Lula o povo levantou o grito; quando falou em Coronel para o Senado, o silêncio foi a resposta. Prá Correria ser o ‘bom da boca’ ele vai ter que levantar esse Coronel. Eu quero é ver! É madeira de dá em doido, trocar coroné por Lídice e perder uma vaga no Senado para o PSDB! Vamos aguardar.
Quem abafou de fato foi o líder da macacada, Antônio Colonnezi, quando falou da visita da Polícia Federal à Ipirá no dia anterior. Aí a platéia presente delirou. Dizendo ele, que aquilo foi uma grande vergonha para Ipirá.
Aqui começa a encenação e a farsa do jacu e o macaco. O roto picando o pau no esfarrapado. É de dá risada! O macaco zombando do defeito do jacu por defeitos que também lhe são próprios. É bom o povo de Ipirá tomar muita garapa para fazer de conta que isso aqui é o paraíso e que vivemos no céu sendo abraçado por um rebanho de anjo!
Macaco e Jacu inventaram a roda gigante da corrupção em Ipirá. As oligarquias que dominam este município monitoram um sistema de politicagem viciado que virou um monstro, que está engolindo todo mundo, inclusive eles, que não percebem isso, ou não querem perceber.
A primeira grande vítima PODERÁ ser o prefeito Marcelo Brandão, poderia ter sido outros. Muita gente vai dizer que é um vacilão, mas os espertos, por mais espertos que pareçam ser, não são diferentes do vacilão: no mau exemplo, no prejuízo gigantesco que causam ao município de Ipirá; na miséria que semeiam na população por surrupiarem e lesarem o erário público.
O sistema da politicagem de Ipirá apodreceu, está infeccionado e em crise profunda. Difícil escapar ileso algum gestor do município quando se gasta milhões numa campanha para prefeito em Ipirá. Qualquer pessoa de bem que se dispuser a navegar nessas águas imundas da politicagem sairá manchado. Nenhum gestor ipiraense, de qualquer época, resistirá a uma auditoria da Polícia Federal.
A primeira vítima, o prefeito Marcelo Brandão, está na linha de fogo. É bom frisar, que ele tem direito a defesa como qualquer outro cidadão brasileiro, mas que o distinto está num rabo de foguete, lá isso ele está! Seria bom que fosse um foguete daqueles que fabricava seu Lúcio Fogueteiro, mas é um foguete intercontinental da marca PF com sabor Lava Jato.
Daqui prá frente, a politicagem jacu & macaco será o enterro de muita gente. Vamos aguardar os acontecimentos, porque o mar é pouco profundo e com a existência de muitos recifes baixos, além de outros perigos à navegação. A prudência manda-nos ficarmos no aguardo dos acontecimentos. Foi tudo muito rápido apesar de esperado.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O RETRATO CAIU

A NOTA DE ESCLARECIMENTO do prefeito Marcelo Brandão foi uma exemplar peça de acusação aos prefeitos macacos, aos prefeitos jacus e a ele próprio; trata-se de um libelo condenatório da politicagem jacu e macaco em Ipirá. APODRECEU.
“A Polícia Federal esteve em Ipirá recolhendo documentos referentes a contratos de transporte escolar das gestões passadas, quando foi levada vasta documentação” Não serviu de exemplo nem levantou temor.
Era o esquema da cooperativa de Vitória da Conquista que, se não foi fonte de propinas, onerava os cofres públicos com a intermediação, a tal da terceirização. Uma vergonha e malandragem.
A Polícia Federal retornou nesta terça-feira à Ipirá, diz a nota: “Fomos notificados sobre o contrato de transporte escolar entre a prefeitura e a empresa ,que é investigada em outros municípios . Entregamos toda documentação , inclusive o distrato com aquela empresa, uma vez que já não presta serviços a esse município.”
Não é a mesma cooperativa das gestões anteriores, trata-se de outra empresa, que é investigada em outros municípios e ‘aqui’ também.  O distrato passa a borracha em tudo? Se a data do distrato foi após a primeira viagem da PF, o fato já estava consumado e verificado com a entrega da documentação. Um abraço. Já foi!
A investigação sobre o transporte escolar em Ipirá tomou porte e abrange as últimas administrações até esta data , e nós não deixaremos de prestar quaisquer esclarecimentos...” Disse na nota. Aqui ele entregou todo mundo e não livrou a cara de ninguém, nem a própria.
Infelizmente para alguns e felizmente para outros, o prefeito Marcelo Brandão está em maus lençóis, com um nó no pescoço e as duas mãos atadas. Recebeu o segundo cartão amarelo e o juiz meteu a mão no bolso para tirar o vermelho. É uma situação difícil.
O prefeito MB tem direito a defesa, como qualquer outro cidadão. Com essa argumentação utilizada na NOTA ele não convence nem a si próprio. É de uma fragilidade inapropriada e tem fissuras.
Vai ter que constituir um advogado top de linha, com experiência Lava-jato e com cachê de um milhão, ou sobra na buraqueira e é melhor ir afiando a língua para a delação premiada.
A bronca maior cai justamente no costado do prefeito MB. Foi divulgado na imprensa: “Segundo a PF, existem comprovantes do recebimento de recursos indevidos por Marcelo Brandão e Afonso Mangueira, incluindo vídeos e mensagens, ambas de 2017. No entanto, as imagens não podem ser divulgadas. Já o repasse para Brandão ocorria por transferência eletrônica. Os dois prefeitos, de Ipirá e Pilão Arcado, foram afastados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por 10 dias.” Isso é de uma gravidade estratosférica, incriminatória e de uma culpabilidade clara e evidente, se assim o for.

Se a PF levar para o processo contra o prefeito, os áudios dos proprietários de ônibus e prestadores de serviço, que transportam alunos em Ipirá, sobre a situação que eles vivenciam neste município neste mandato e há muito tempo e por outros mandatos, aí o mundo desaba. Eu não quero nem pensar no estrago. Mande áudio!

Só existem duas situações para o prefeito MB tirar essa corda do pescoço: se tudo isso for um sonho macabro, o que não é; ou se a PF estiver criando uma grande ilação, o que não pode ser e não deve ser.

O prefeito Marcelo Brandão vai ter que se defender muito bem defendido, porque aquela defesa com Crecenço, Jorjão e Xadú do Andú F.C. (time de futebol da década de 50) só sabia dá bicuda na canela e foguetão prá bola ganhar as nuvens, igualzinho à Nota de Esclarecimento do prefeito, não vai servir para nada. É o aperto do nó da garganta.

Esse é o desenho que a politicagem do jacu e macaco projetou para Ipirá. Demorou muito de acontecer, mas aconteceu, restando pouca saída, talvez a mais honrosa seja a lição do temor e o apego à ética.

Se assim não for o procedimento e o gestor municipal não dispunha de meios para respeitar os munícipes ipiraenses, em tal perseverança o que a prudência, a dignidade e o bom senso lhe aconselham é a submissão às circunstâncias dos acontecimentos e que a justiça seja feita nos ditames da lei.


sábado, 18 de agosto de 2018

DE CABEÇA PARA BAIXO

Confesso que fiquei alegre com a fala do prefeito Marcelo Brandão na rádio FM nesta quarta-feira (15/8), significa que o governo municipal  fala, logo existe, ou seja, surpreendentemente está vivo.
O município de Ipirá está com 'cara de fim de mandato', mas o pronunciamento do prefeito MB levanta um moribundo, mesmo que seja para aquele último suspiro na lanterna dos afogados. Não se paga para sonhar.
Politicamente é um governo em apuros. Está completamente isolado; sem respaldo lá fora e desgastado aqui dentro. Caminha com a corda no pescoço; convence pouco e nada do que faz dá certo.
Não consegue manter a unidade do seu próprio grupo num momento crucial, tratando-se de eleições para o Legislativo estadual e federal. O vice-prefeito tem seu próprio candidato à deputado; é bem provável, que cada vereador da jacuzada apresente um deputado diferente e ninguém quer encher a lingüiça do candidato à deputado apresentado pelo prefeito MB. Que situação! O prefeito MB está encurralado num canto de carroceria com a cabeça num torniquete. A falta de união política dentro do grupo joga a administração no charco; joga e afunda.
Para governador, o prefeito MB afunda ainda mais na areia movediça acompanhando Zé da Feira. ‘Santana dos Olhos D’Água’ tenha dó desses dois desventurados que entraram num barco furado e estão perdidos no caminho da Feira. Para presidente, se juntará à turma de Geraldo Alckmin. Se ilusão matasse o prefeito ia cair duro. Eu nunca vi essa turma de São Paulo fazer nada por nenhuma cidade do sertão baiano. Olha onde o prefeito MB foi encostar o jegue; no Zé da Feira e no Geraldo. O prefeito MB ta que ta, feito um bêbado equilibrista dançando num arame esticado.
O prefeito MB enxotou e humilhou muitos eleitores da jacuzada; tem muita gente chateada. O prefeito MB abraçou e amparou alguns eleitores da jacuzada e tem alguns defensores da gestão fazendo um defendimento que põe em dúvida a administração, ao dizer que a falta do transporte escolar aconteceu porque o governo do Estado não fez o repasse; aí vem o Núcleo 15, que veste a camisa de Rui Correria, pelo menos, enquanto tiver o emprego, e rebate afirmando que o repasse está em dias. Quem entende uma bagaceira dessa? É por isso que a fala autêntica do prefeito MB oficializa o não dito por dito.
Nesta quarta, o prefeito MB esperneou com a manifestação dos sindicatos dos professores e servidores municipais. Tem todo direito em gemer e oficializou a gemedeira. Reconhece que toda manifestação popular é legítima, mas não se dá por entender que o movimento sindical defende os interesses dos trabalhadores da educação e servidores municipais, independente de quem seja ou esteja como gestor municipal. Esse é um bê-a-bá que qualquer gestor entende por mais infantil que seja.
O que está atrapalhando o prefeito MB é que ele está grudado pelo visgo da jaca aos doze anos da macacada e não consegue se desvencilhar disso. É um escravo da macacada. Quem é que não sabe que os doze anos da macacada foi um descalabro para o município de Ipirá; com a malversação do dinheiro público; com a maracutaia correndo solta; com um péssimo gerenciamento do bem público? Só não sabe quem não ouviu o locutor Marcelo Brandão falando no programa Conexão Chapada.
O grande problema do prefeito MB é que ele só coloca como referencial de comparação para sua administração os doze anos da macacada. A macacada fez seis, ele faz meia-dúzia e quer ser melhor, fica parecendo o malfeito querendo ser melhor do que o mal-acabado e ainda fica querendo que a população durma sossegada com uma desgrameira dessa. Para você entender melhor essa trama de jacu e macaco: tem 32 anos que a Prefeitura de Ipirá comprou um imóvel em Salvador e até hoje não passou o documento. Quem governou o município esse tempo todo?  Jacu e macaco.
Ainda bem que o prefeito Marcelo Brandão soltou a língua: “Eu ainda tenho dois anos e meio pela frente, vou calar a boca de todos aqueles que falam da minha administração!” Aqui eu fico na dúvida, não sei se o prefeito fala com convicção, com realismo ou como sonhador, ou grande falastrão. Já está na hora do prefeito do município de Ipirá fazer alguma coisa relevante para o povo de Ipirá, não só para calar bocas, mas para realizar os desejos, as necessidades e as reivindicações dessa população que ainda não perdeu o orgulho de morar nessa terra, chamada Ipirá.