domingo, 28 de maio de 2017

SAIU LASCA DE FOGO!

O prefeito Marcelo Brandão teve uma passagem pela Câmara de Vereadores e devemos considerar isso como um encontro positivo, porque é um papo reto, cara a cara com os vereadores.
Afirmo que fiquei indignado com o fato de ter ficado explícito que um município como Ipirá, que recebe mais de dez milhões por mês, confirmado pelo prefeito, não tem condições de manter uma SAMU mais complexa, uma SAMU de verdade e a prefeitura vai devolvê-la ao Ministério da Saúde. Pasmem! Acredite numa desgraça dessa e diga que mora numa ‘Ipirá melhor para se viver!’
Ipirá não tem condições de colocar uma SAMU para funcionar devido ao custo exagerado e está aguardando a autorização formal do Ministério da Saúde para devolvê-la. É simplesmente inacreditável e não deixa de ser um caso vergonhoso. Vergonha explícita.
Foi dito que teremos ambulância com ar condicionado, como se isso fosse a solução ou coisa do outro mundo. Coloquem até banheiro nessas ambulâncias e isso não representará muita coisa ou nada. O que o povo de Ipirá precisa é de uma SAMU complexa para que Ipirá deixe de ser um município onde qualquer cidadão(ã) em situação de saúde crítica precise de mais uma hora, tempo suficiente para chegar à Feira de Santana, para continuar vivendo.
Se esse Ministério da Saúde não tem verbas específicas para a manutenção de SAMUs nos municípios é um ministério de merda. Se o município de Ipirá não tem como manter uma SAMU é lastimável, mas esperamos que melhore nesses quatro anos.
Nesse início da administração de mais saúde na propaganda, chegou a faltar soro fisiológico e álcool iodado para o tratamento de um ferimento. Não venham dizer que não faltou! A população tem que ficar vigilante e no aguardo de mais saúde, porque teremos a medicação necessária sendo adquirida em 17 empresas de vendas de medicamentos, que passaram pelo crivo de licitação como manda a lei. Anteriormente era só uma empresa. As faltas da medicação necessária serão reguladas e a Secretaria estará repondo a cada 20 dias. Promessa feita tem que ser cumprida e o povo tem que ficar na cobrança. É um direito da população.
Engraçado é como o prefeito Marcelo Brandão resolve os problemas: fica parecendo aquele caçador que atira num sapo para atingir uma codorna. Ele tem no colo o problema do Mercado de Arte e não tem recursos para a reconstrução, aí, ele resolve solucionar o problema do mercado mexendo em toda a praça. Simplesmente, ele dá uma dimensão maior ao problema e vai correr atrás de verba para a requalificação da praça, no Ministério da Cidade. Essa rifa não vai correr.
O prefeito vai bater na porta do Ministério das Cidades num momento de contingenciamento do orçamento nos órgãos federais é bem provável que volte com a cuia na mão, Deus queira que não, e sem o projeto no bolso. O Mercado de Arte, com as marcas do sinistro, será a herança maldita da administração Marcelo Brandão para o próximo prefeito. Será igual ao Matadouro de Ipirá. Queimem minha língua!
Mais engraçado ainda é a solução apresentada para o transporte universitário. “Nesses dias, o problema do estofamento dos ônibus amarelinhos será resolvido”. É isso que os universitários reivindicam. Mas o prefeito vai mais adiante e cria uma solução de apartheid por condição econômica, quando ele imagina a 1ª. Turma (classe A), que vai viajar em ônibus top de linha, com ar condicionado e sanitário à bordo, para os que podem pagar uma taxa de manutenção. Os universitários da 2ª. Turma ( classe B) a turma rebaixada, aqueles que não podem pagar a taxa de manutenção irão nos ônibus amarelinhos, com poltronas estofadas.
O prefeito argumenta que recebeu a frota de ônibus depreciada e que está reestruturando-a e fazendo o estofamento. Tem sentido. Afirmou que já foi feita uma licitação, não disse o valor, mas é mais de um milhão, segundo a fonte informativa, e que vai haver alteração na lei para que possa legalizar e ter o direito de fazer a cobrança.
Observe a arapuca em que a administração estará entrando: o direito de um é o direito de todos. Esta frota de ônibus para atingir o ponto de equilíbrio ficará em torno de sete ônibus e ocorrerá ainda nessa gestão. Se vai ter ônibus top de linha é um direito de todos os universitários que utilizam o transporte, não só daqueles que podem pagar.
Se a taxa de manutenção for elevada haverá um ônibus top para os ricos. Se a taxa de manutenção for uma bagatela simbólica haverá necessidade de quatro ônibus top de linha. A prefeitura de Ipirá vai ter condições de pagar? 
Observe onde eu quero chegar: se vai haver uma diferenciação e vai ter um só ônibus classe A, evidente que os estudantes irão pleitear o transporte mais confortável e seguro, então, vão fazer um esforço para encaixar o seu orçamento no valor. E quando ele não pagar ou atrasar o pagamento será rebaixado para a classe B do amarelinho? Entendestes a bagaceira e complexidade que virão com essa tal de cobrança? Isso está cheirando a privatização.
A prefeitura vai pagar conforto e comodidade para quem tem poder econômico e vai pagar desconforto para quem não pode pagar. É correto isso? A prefeitura, usando o dinheiro público, vai dar boas condições de transporte para quem tem condições de ser da primeira turma e vai sonegar essa condição para os universitários que não possuem poder econômico. É certo isso? É essa a solução do poder público, beneficiar alguns em detrimento de outros? Com essa iniciativa, a prefeitura vai gastar mais com quem pode e menos com quem não pode. O prefeito vai pagar pra vê e vai ver o tipo de encrenca que ele vai enfrentar.
E o cara a cara entre o prefeito Marcelo e o vereador Caril? Engraçado é que a postura do prefeito foi a de um coronel arrogante e prepotente: “seu tempo de delegado em Ipirá acabou, acabou.” Se o delegado tivesse atendido ao seu pleito, ele não teria dito isso e o delegado seria o melhor do mundo. O prefeito deve estar pensando que Ipirá é sua propriedade e que se tornou o juiz supremo, que aponta quem deve servir a Ipirá ou não, mesmo que a comunidade não concorde com o que ele afirma. É bem provável que o prefeito queira reviver os tempos do delegado calça-curta, que era um serviçal do coronel e não um agente da segurança pública.

Infelizmente, as ações dessa administração Marcelo Brandão são voluntariosas e impulsivas, age com rompante, bota na cabeça e vamos que vamos. Fechou uma biblioteca porque tem a intenção de fazer uma biblioteca nova, que ninguém sabe quando ficará pronta e diz que livros velhos estão obsoletos e que a coisa será modernizada. Faz com que algumas pessoas fiquem com as orelhas em pé, porque a gestão não teve condições de transferir uma biblioteca para a antiga escolinha e colocá-la em funcionamento. Nem isso, está fechada, virou um depósito. Espero não vê fogueira de livros e que a tal nova biblioteca não passe de uma Lan House.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

CARNE DE PESCOÇO

“Tudo é divino, tudo é maravilhoso” cantava e canta o cancioneiro popular. Vincula-se propositalmente ao desenvolvimento do Partido JBS, vulgo ‘Partido da Friboi’ que, simplesmente irrigou uma plantação de alpiste (propina); molhou e alimentou 1829 candidatos nas últimas eleições, com o sagrado alpiste (grana) no cocho.
O Partido JBS manteve com alpiste (bambá), até o dia em que abriu o bico e dedurou, um conluio com uma frente de 28 Partidos e influenciou no processo eleitoral; controlou, mandou e desmandou no poder de mando desta republiqueta.
Neguem ou reneguem, o Partido JBS tinha o Poder Político nas mãos e no bolso; fez uma bancada de 179 deputados federais, mais 28 senadores e, mais ainda, 16 governadores. É um campeão em eleições, bastando apenas gastar alpiste (bufunfa) para mandar neste ‘mais sujo pau de galinheiro’ da nação.
O Partido JBS não tem princípio, tem interesse; ajuda oposição e situação; passou a mão em uma banda do BNDES e deu alpiste (metal) para um passarinho (engaiolado em Curitiba, o Cunha); nota-se que o Partido JBS é um muito bem intencionado, como também, bem intencionados são os que comeram alpiste (gaita), reafirmando o dito: “de boas intenções o inferno está cheio”.
Eleições viraram a corrida do ouro. Coisa de rico, de doido e de financiamento empresarial. Quem bota alpiste (arame), cobra bagarote, caraminguá e capim. O ‘financiamento empresarial de campanha’ suja até pau de galinheiro. Não tem jeito, a casa desabou. É preciso caixão 1, caixão 2, uma coleção de caixão.
Tem muita mercadoria ordinária, imprestável e falsificada. Quanto custa um deputado federal? “Quero comprar 30 deputados por cinco milhões cada um” diz o comprador. “Tá doido! Esse troço aí, não vale isso não! Principalmente, se for mercadoria meia-boca; faça o seguinte, por três milhões cada um pode comprar 30 e bote na minha conta.” O Partido JBS resolveu comprar duas dúzias e meia de deputados, como se fosse preço de banana.
Note que aqui na província, a Justiça, de forma justiceira, determinou em 130 mil reais o gasto para os candidatos a prefeito em Ipirá 2016. Os dois candidatos (Aníbal e Marcelo) fizeram prestações de conta dentro desse limite. Os dois gastaram caixotes 2 de bagalhoça, caixotes 3 de changa, caixotes 4 de jabaculê, caixotes 5 de jimbongo. Nem Satanás acredita que os dois obedeceram à lei eleitoral e para o ‘coisa-ruim’ os dois cometeram crime eleitoral.
O Temer faz questão de dizer que não é passarinho como o Cunha e não come alpiste (pataca); passarinho pode não ser, mas que é um pombo-sujo e engole caroço ($), lá isso não duvide.  Fora cinismo, canalhice e impostor.
Lá vem o candidato em Ipirá. O eleitor olhou firme, franziu a testa e pensou: “Vou dá uma facada!” encostou no candidato e balbuciou choramingando: “candidato! Tô com minha mulé e meus filho sem tê um taco de carne pra comê, os bichim ta com as tripa ralando no bucho, mim dê uma ajuda qui meu voto e de minha mulé e seu” e apurou o ouvido para a bem-aventurança, “meu amigo! Hoje, saí de casa às pressa e o dinheiro que peguei já acabou,”afirmou o candidato, sem esquecer o sorriso e o abraço.
“Então, pague uma cerveja” pediu o eleitor, “estou sem alpiste” disse o candidato; “pague um guaraná” solicita o eleitor, “estou sem grana”; “pague uma cocada” solicita o eleitor, “estou sem um tostão”. O eleitor estava desanimado e observou que o candidato tirou do bolso um colírio e lubrificou suas próprias vistas, o eleitor deu um salto, arregalou o olho e suplicou: “bote uma gota aqui!” satisfeito, o eleitor ficou com aquele pensamento martelando na cabeça “eu não voto em candidato liso!”

‘Eu sou apenas uma criança Latino-Americana, sem dinheiro no banco; eu sou apenas um rapaz Latino-Americano, sem parentes importantes; eu sou apenas um idoso latino-americano, sem influência na JBS, que mora no interior...Nada, nada é secreto; nada, nada é misterioso, não.’

terça-feira, 16 de maio de 2017

É DE ROSCA (29)

Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo: 29 (mês de outubro 2016)(atraso de 7 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão, depois de 125 dias de muito trabalho, retirou da cabeça o capacete branco-cinzentado de tanta poeira das suas obras e colocou-o em cima do armário, tomou um belo banho e foi dormir. Com dois minutos, começou a sonhar com o seu município. Era um sonho inovador, com um progresso nunca antes alcançado, era tanto dinheiro que corria pela cidade, que ele pensou em fazer um dinheiródromo.

O locutor narrava a corrida de forma entusiasmada, com mais vibração do que em corrida de cavalo: “corre por dentro o dólar, por fora, vem o iene japonês se aproximando, cabeça com cabeça, o euro se estica todo e bota a cabeça com um focinho de vantagem, o real vem atrás, mas se aproximando e começa a cutucar os que estão na frente, que disparam em direção ao bolso, quem entrar no bolso primeiro ganha a corrida, o dólar vem com força, o iene japonês se aproxima, o euro ta na reta de chegada, o real ganha espaço e vai chegando, vamos que vamos, é a reta de chegada e...” bibibibibibibibiibiibiiibibibibiibibibibibibiibibibibibiibibi.

A campainha toca sem parar e acorda o prefeito Marcelão, que meio-tonto, sem entender direito o que está acontecendo, percebe que é a campainha da sua casa que lhe tirou do sono e do sonho no momento de maior emoção, que é a chegada do dinheiro. Olhou o relógio, 5 h da manhã. “Quem será uma hora dessa?”

Levantou pensativo e determinado pegou a marreta: “Se for um jacu arrependido eu vou pisar no rabo e meter-lhe uma marretada bem no cucurete.” Quando chegou à porta, indagou:

- Quem é?

- Sou eu, prefeito Marcelão!

- Eu quem?

- Não ta conhecendo minha voz não? Ipirá todo me conhece, sou o Matadouro de Ipirá.

O prefeito Marcelão pensou imediatamente: “O que é que esse macaco quer em minha casa?” Abriu a porta e indagou:

- O que é que você quer?

- Eu estou querendo saber qual é seu pensamento em relação a mim, porque Vossa Excelência colocou nos seus 125 dias, mais obras, mais iluminação, mais isso e mais aquilo e esqueceu de mim. Quer dizer que eu sou menos obra?

- Fica na tua Matadouro de Ipirá, senão eu vou te dar uma marretada que tu vai cair no Ponto de Serra Preta – falou o prefeito Marcelão.

- Sem essa, prefeito Marcelão! Vossa Excelência tem que dizer o que vai sobrar pra mim em seu governo, é só mais obra, mais obra. E eu, sou menos obra? – indagou o Matadouro de Ipirá.

- Você é um 49 que eu tenho atravessado na garganta, por isso, eu fiz uma potencialização com mais de 1.600 e encontrei um certo loga ritmo, que me elevou a uma em nésima potência, devido curva no desnível na bifurcação ao gebra, que me levou ao papo reto e...

- Pode parar! V. Excelência não é físico nem matemático. Isso aí ta parecendo suas obras e mais obras, que é de papo furado e o povo de Ipirá tem que ficar se lambisguando, pensando que ta no tempo do ex-prefeito Dió, que tapava a praça para fazer obra e a obra saia uma obra, que continua uma obra até hoje. Veja lá, que merda V. Excelência está querendo fazer.

- Você me respeite, seu matadouro! Eu sou é prefeito e em 125 dias fiz mais obras do que os 12 anos de vocês, eu só não lhe dou uma marretada porque estou na porta de minha casa e...

- Sem desespero, prefeito Marcelão! Eu só quero saber, se eu sou ou não sou uma obra em Ipirá?

Suspense: Veja que situação: Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? Será que o matadouro deixou de ser um problema em Ipirá? Prefeito Marcelão, bota o Matadouro de Ipirá no teu outdoor!

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

domingo, 7 de maio de 2017

DE PRIMEIRO MUNDO

- R se você quer ajudar minha administração prepare um projeto para a Praça São José, com uma Biblioteca no centro.

Assim surgiu o telão encantando a população com aquela praça giratória e deu origem ao cercado da Praça São José, por tempo indeterminado, a perder de vista.

R fez um comentário na seguinte linha: “Coisa vai ser é a Praça da Bandeira, obra de Primeiro Mundo, para ninguém ter o que falar. A população vai se arrepiar da grandeza; a praça vai ficar magnífica, vai ser a coisa mais linda desse mundo.”

Solicitei que me mostrasse o projeto e R disse-me: “Você ta doido! O prefeito Marcelo Brandão viu uma igual na Europa, vai ser uma réplica e isso é segredo guardado à sete chaves, para o lançamento em alto estilo, aguarde.” Finalizou trancando a boca.

Fiquei com aquilo na cabeça e seguindo a pista de “praça do primeiro mundo” imagino que será igual a uma praça no centro de Estocolmo. Eu posso até está ficando doido por pensar desse jeito, mas, também, o prefeito Marcelo Brandão pode está ficando doido pelo jeito de pensar.

O prefeito tem na cabeça que vai resolver a problemática de Ipirá com festança. Se ligue comunidade! Ipirá tem problemas que não serão resolvidos com festejos, nem que o prefeito faça festa o ano todo e todo ano, por quatro anos.

São problemas concretos, reais e definidos, que só serão resolvidos e solucionados com uma atitude verdadeira, clara e definida. Os problemas estão circunscritos nas necessidades essenciais e prementes dos munícipes; por isso, não podem ser tratados com descaso, nem com lábia, simplesmente, muita conversa sem ação.

Vou citar quatro problemas que atingem a nossa comunidade e que requerem uma solução imediata: Primeiro, a reforma dos bancos e a manutenção dos ônibus amarelinhos que levam os estudantes universitários de Ipirá para Feira de Santana. Coisa simples com valores ínfimos para os cofres municipais, mas não; o que requer uma ação administrativa consistente e sólida é condensada a uma licitação de 1 milhão e trezentos mil reais, que ninguém sabe muito bem do que se trata, enquanto o problema continua, com o transporte de estudantes em condições vergonhosas. Prefeito Marcelo Brandão, lembre-se que se trata de gente!

A reforma da Casa dos Estudantes de Ipirá em Salvador é outro problema grande para o gestor. Reforma ou construção de um novo prédio? Essa não é uma questão para ser empurrada com a barriga. A casa corre perigo de desabamento e está caindo pelas paredes. Ipirá não precisa derramar lágrimas e desenterrar corpos por causa de míseros 180 mil reais, ou qualquer que seja o valor, ou até mesmo por morosidade e burocracia administrativa.

É uma situação delicadíssima, que não pode ser vista em pouco apreço pelo poder público municipal. O problema é seríssimo e são dezenas de vidas que estão em risco. É necessário que se tome uma atitude consistente e urgente para se evitar uma tragédia.

O Mercado de Arte não pode ser um monumento ao descaso público. O Poder Municipal tem que ter uma ação sólida e rápida para solucionar esse problema. Tem famílias em desespero aberto com os prejuízos causados pelo sinistro e agruras com a mesma potência devido ao desinteresse do Poder Municipal em solucionar o problema.

O prefeito fechou a Biblioteca (sem necessidade) para fazer outra no meio do Puxa. Tomou uma atitude, fechou a praça e botou a placa do projeto com recursos próprios, sem valores e sem prazo de término. E a obra vai que vai, naquela maresia.

Quanto tempo Ipirá ficará sem biblioteca? Quanto tempo essa Praça São José ficará com aquela cerca? Quanto tempo os bancos dos ônibus ficarão no ferro? Quanto tempo a Casa dos Estudantes ficará caindo pelas paredes? Quanto tempo o Mercado de Arte ficará com as marcas do fogo? Só serão resolvidos com atos concretos.


E a Praça da Bandeira? Para equacionar esse problema, R está projetando a nova praça e este blog já está lançando, em primeira mão, como ficará a praça, a parte superior sendo ornamentada com o coro e a torre da Igreja, que será conectada por passarelas e elevadores, de forma que os fieis adentrem à Igreja pelo Céu. Haverá um parque suspenso e uma escada rolante levará as pessoas do Banco do Brasil até a Loja Moreira na entrada da Avenida, ninguém pisará no chão, para não sujar os sapatos com bosta de cachorro. Isso é praça de primeiro mundo, nem que você insista em dizer que eu e R somos doidos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

É DE ROSCA (28)

Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo: 28 (mês de setembro 2016)(atraso de 8 meses) (um por mês)

- Ô, Bell! Aqui, Bell! Toque aí “Tô de Boa”.

- Prefeito Marcelão! Quem é aquele folião que ta pedindo música? Aquele lá, ali, o que mais quebra na avenida! Se ele pedir música três vezes eu vou ter que tocar – indagou e comentou o cantor Bell.

- Bell, toca Tô de boa – fazia um intervalo e gritava bem alto – TOCA TÔ NA BOA!

- Eu só toco música do Chiclete. Você não me é estranho, eu te conheço de algum lugar. Você é de Baixa Grande?

- Não, eu moro aqui em Ipirá! Eu moro depois do Parque de Exposição.

- Ah,sim! Agora, eu me lembro de você. Eu era menino, passava por aqui para tocar na micareta de Baixa Grande e você já estava lá, depois do Parque de Exposição de Ipirá. Pois é meu fã! Diga que valeu, valeu demais... – e o trio de Bell esquentou o circuito.

A Polícia Militar arrepiava na avenida. O prefeito Marcelão apontou com o dedo: “aquele lá!” A PM encostou no folião que quebrava na maior felicidade do mundo.

- Esse aqui? – perguntou o comando da tropa ao prefeito.

- Sim – respondeu o prefeito Marcelão.

- Ele é do seu grupo jacuzada? – indagou o comando.

- Não, é macaco! Apila que eu quero ver – respondeu o prefeito, fechando a mão e apontando o polegar para baixo.

- Carteira de Trabalho! – pediu o comando ao folião.

- Eu sou o Matadouro de Ipirá, eu não tenho Carteira de Trabalho, eu nunca trabalhei em minha vida.

- É vagabundo e vagabundo é no pau.

Sentaram a ripa; tascaram a pua; baixaram o sarrafo; desceram a borracha; lascaram a fanta; deram-lhe de cacetete. O matadouro gemia que nem um condenado. Perdeu o telhado; uma parede lateral veio abaixo; a frente desabou; os currais caíram. Ninguém disse nada. Faz 25 anos e ninguém diz nada, parece até, que Ipirá não precisa de matadouro, justo o matadouro, que é uma das pilastras essenciais para a sustentação da economia rural de Ipirá; justamente, o calcanhar de Aquiles para o suporte da pecuária de corte no município de Ipirá, ou seja, a salvação do pecuarista nesse município.

Bell como sempre majestoso, mandava nos acordes e na cantoria: “Diga que valeu e valeu de...mais! O prefeito Marcelão, não perdeu tempo:

- Meu fã, Bell! Você já está contratado para o maior São João do Brasil, o que eu vou realizar aqui em Ipirá, no mês de junho. Vai ser lá no espaço onde ficava esse tal de matadouro, agora, aquilo lá, vai ser o maior espaço de show do Brasil e vai ser utilizado para o progresso dessa terra.

- Valeu, meu prefeito Marcelão! Digo que valeu, valeu de...mais. Pode botá o arame na minha conta corrente, que eu estarei aqui, meu prefeito Marcelão! Diga que valeu, valeu demais. Obrigado Ipirá, obrigado meu prefeito Marcelão!

- Muito obrigado, meu fã Bell! Acabou meu problema, acabou o Matadouro de Ipirá; acabou a novelinha; já foi, agora é só FESTA E ALEGRIA – gritou eufórico o prefeito Marcelão.

Suspense: sobrou prá mim. O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? Nada. Será que os turistas de Itapipoca vão levar o matadouro com eles? Será que o fã-clube de Bell, lá de Brasília, vai levar esse matadouro? Será que o matadouro deixou de ser um problema em Ipirá?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.