domingo, 28 de março de 2010

RADIOGRAFIA 4







O sistema colocou na cabeça do povo de Ipirá, ainda bem que é só o povo de Ipirá, que só e somente só, as elites do jacu & macaco possuem capacidade para administrar Ipirá. O povo acreditou. À minha pessoa consta o papel de apresentar, para avaliação, as duas maiores e expressivas pérolas administrativas do jacu & macaco no município de Ipirá e a você compete o papel de escolher a obra supra-sumo desses magníficos administradores, ou seja, a GRANDE CAMPEÃ e, desta forma, agradeceremos de joelhos aos céus por ter-nos agraciados com tão eficazes e brilhantes prefeitos.

A primeira obra: a sinaleira da avenida.
Esta é uma obra surrealista. Para escrever sobre ela eu tenho que tomar bastante cuidado, porque ela foi pensada, projetada e concretizada por um administrador jacu & macaco de raciocínio extraordinário, fantástico e de grande esplendor, com o foco voltado para o futuro e o progresso.

O farol da sinaleira está para cima ou para baixo e eu fico indagando: “porque esse genial administrador colocou esse farol nessa posição ?”

Fico sem resposta, mas arrisco um palpite: quando fica para cima, só pode ser para controlar o intenso tráfego de aviões que passam pelo espaço aéreo ipiraense, sendo uma atitude preventiva para evitar-se um trágico acidente aéreo em cima da nossa cidade.

Quando está para baixo ? Não sei ! Mas, quem sabe se não será para orientar as formigas de asas no sentido de não ultrapassarem uma altura determinada em nosso espaço aéreo para não provocarem um acidente com os referidos aviões ? Progresso é assim, quando chega tudo pode acontecer.

Uma certeza eu tenho, para disciplinar o trânsito de veículos automotivos é que não é, pois tem mais de quatro anos que está nessa posição e muito menos tem serventia no aspecto didático, pois como é que um professor vai levar seus alunos para as proximidades do farol e dizer-lhes: “olhem bem, aquilo ali é uma sinaleira !”. Estará orientando errado, pois quando seu aluno for à Feira de Santana e ver uma sinaleira ele ficará com uma grande dúvida e pensará: “ Esse povo de Feira é doido, olha como eles colocam o farol”.

A segunda obra: uma escola.
Era uma vez um prefeito jacu, isso não tem muito tempo não, que valorizava muito a educação, só pensava na educação e, por isso mesmo, adorava construir uma escola. Construía escola que era uma beleza. Construiu tanta escola, tanta escola, que chegou ao ponto de construir uma escola no município de Rafael Jambeiro pensando que estava fazendo uma obra em Ipirá, e tem mais, se não deixa a prefeitura já tinha chegado em Itaberaba só construindo escola.

Isso não é nada. Entrou um prefeito macaco logo em seguida e esse gostava de educação mais do que o outro que fazia escola, e num grande ato de amor à educação, picou o pau a reformar e pintar a escola que o outro tinha feito em Rafael Jambeiro pensando que pertencia a Ipirá. Eh lasqueira. Não podia ver um prédio e tome-lhe tinta, se não tivesse deixado a prefeitura já tinha chegado à Iaçú, só reformando e pintando prédio escolar.

Escolha a sua obra e dê seu voto, afinal você...


sábado, 20 de março de 2010

É DE ROSCA


É DE ROSCA.

Estilo: ficção
Natureza: novelinha
Capítulo: 25 (mês de outubro 2009) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha com, simplesmente, 5 meses de atraso.

O ex-prefeito Luiz do Demo (que só quer ser PMDB) saiu da residência do prefeito Dió com certa contrariedade pelo acontecido no capítulo anterior da novelinha, sentou na varanda de sua casa, colocou as mãos sobre a testa e ficou pensando: “como é a vida ! quando o prefeito Dió chegou aqui recebeu todo apoio e carinho do nosso grupo, agora que é o prefeito esqueceu o passado e mim colocou pra fora de sua casa. Eu não posso me lembrar dessa ingratidão”.

O prefeito Dió estava tranqüilo, tomou um banho refrescante e pensava: “logo não está vendo que eu não preciso de chefe jacu, hoje quem tem média com o governador sou eu, se Luiz do Demo quiser alguma coisa tem que me pedir, uma coisa é certa, acabou o tempo dos jacus, quem está na chefia sou eu”. O prefeito Dió completou o seu pensamento em voz alta:
- Eu vou é dormir; quem sabe se eu não sonho uma coisa boa para Ipirá.

Deitou e pegou logo no sono, e logo, começou a sonhar. Sonhou com a dureza da primeira campanha e em voz alta ia narrando: “eu tinha que ser rápido, CO vinha crescendo e esse crescimento iria atingir-me em cheio, aí o que foi que eu fiz: bolei um panfleto contra CO e AA e assinei MB, para pensarem que tinha sido ele, chamei Na Tora e mandei ele distribuir, foi minha salvação”. O prefeito Dió soltava uma risada gostosa no sonho e continuava “se eu não tivesse feito isso tinha me estrepado”.

E o sonho continuava para o deleite do prefeito Dió, agora ele iria receber o prêmio de “Melhor Prefeito do Brasil” e ainda resmungava: “do Brasil ! o justo seria do Mundo”. O locutor anunciava o grande prêmio:
- Atenção que chegou o grande momento, convido para receber o prêmio de Melhor Prefeito do Brasil, o prefeito Dió.

O prefeito Dio foi para o auditório, sendo recebido com grandioso aplauso, agradeceu pelo reconhecimento de forma simples “eu sei que não mereço tanto, mas o reconhecimento é justo”. O locutor completou:
- Seu prêmio é uma fazenda cheia de gado, de porteira fechada.

No sonho das novelas globais e dessa novelinha as coisas acontecem com uma rapidez incrível, logo o prefeito Dió estava visitando a fazenda para contar as cabeças de gado. O pasto ao lado da grande casa estava lotado, o outro pasto da aguada também, o curral não tinha mais espaço, só de um bicho pequeno tinha a mesma quantidade do criatório de Ipirá, cento e cinqüenta mil. O locutor mandou o prefeito fechar os olhos para começar a contagem, só passando a mão.
Começou a contagem: uma, duas, cem, mil, vinte mil... O prefeito Dió não agüentou tanto tempo com os olhos fechados e resolveu dar uma espiada abrindo um só olho. Deu um pinote, saltou da cama e foi gritando:
- Que desgraça é essa! como é que botaram tanto carneiro na minha frente ? Isso só pode ser boicote desse locutor da rádio FM e desse sujeito do blog que faz essa novelinha esculhambada.

O prefeito Dió estava suado, pois o sonho virou pesadelo, e resolveu tomar banho, mas agora ficou a indagação suspense:

Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? agora que o prefeito Dió é dono de 150 mil ovelhas e carneiros no sonho, será que esse matadouro de Ipirá vai sair ? êta bicho de rosca.

Leia o capitulo 24 (setembro 2009) logo abaixo.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.

sábado, 13 de março de 2010

RADIOGRAFIA 3



Badalam muito e sempre, que as administrações jacu & macaco no município de Ipirá são ótimas, apropriadas e insubstituíveis. Muita gente acredita e o engodo ganha corpo. Não deixa de ser um bom petisco para quem gosta de exagero, invenção de qualidades ou de pouca coisa.

Mais uma grande obra e muito mais, um ultraje ao povo de Ipirá. Transferir o local de eventos para a Praça do Mercado foi, sem a menor sombra de dúvida, necessária, providencial e inquestionável. Essa transferência foi impulsionada e precedida pela reforma da Praça José Leão dos Santos, que se tornou uma praça de mais de um milhão de reais.

Sendo um local para a realização de eventos tiveram a magnífica idéia de construir um palco fixo, o que evitaria despesas sobressalentes nos dois períodos festivos (São João e Ano Novo) em que é utilizado. Até aí, tudo bem. Qual é o problema ? O palco. Tinham a intenção de fazer uma obra grandiosa, que fosse visualizada de longe.

No frigir dos ovos perderam-se nos critérios técnicos e práticos, e daí saiu um grandioso entorta-pescoço, dando a impressão de que queriam construir uma Torre de Babel, mas por via das dúvidas e da impossibilidade terminaram por dar a luz a um verdadeiro mondrongo oco, de nenhuma serventia cotidiana, de estética duvidosa e de restrita funcionalidade.

As administrações jacus & macacos fazem as coisas do jeito que bem querem, não ouvem ninguém; não consultam a comunidade; nem os residentes dos logradouros; nem os experientes em produção artísticas; nem os interessados que conhecem do ramo e que poderiam, muito bem, sem custar nada, serem consultados, como, por exemplo, Paraíba, Ludimila, Lailton e Edilberto, etc, que transitam no mundo artístico e carregam larga experiência na questão da produção e participação em eventos, e assim, estariam menos propensos a cometer excessos; mas, não, preferem atirar no escuro do que tomar a atitude democrática de consultar as pessoas. Entre essa atitude interativa e positiva preferem a concentração das decisões em algumas iluminadas cabeças e o resultado é esta coisa defeituosa, incompleta e insatisfatória.

As administrações jacus & macacos mostram sua deficiência na medida em que pecam até na projeção, porque fazem as coisas sem planejamento: o que é que vai funcionar embaixo do palco ? Está servindo para que aquele espaço ?

O palco se bem projetado, poderia ter mais amplitude, ser utilizado no dia-a-dia, servir para teatro, ensaio, recitais, apresentação de musicais, etc e tal, mas nada é nada, da forma como foi gerido não absorve nada disso. Além de fútil é insignificante.

terça-feira, 9 de março de 2010

"FUTEBOL EUROPEU"



NÃO VI A BOLA NA REDE.

Dizem na Região do Sisal que o campeonato de futebol de Ipirá é o “campeonato europeu” do interior da Bahia. Não duvido. Vem craque de toda região atraído pelos bons contratos.

Eu acho que tem melhorado muito a prática e organização do futebol nessa terra. As coisas essenciais estão contempladas: maca, placar, ambulância, não sei se tem desfribilador.

É impossível antecipar o campeão, as equipes equivalem-se ( Bahia, Catuense Malhador, Independente, União, Leônico ). O Internacional é sério candidato à lanterninha.

É possível afirmar que os jogadores de Ipirá estão aprendendo a técnica e a responsabilidade com a mediação dos bons jogadores campeões do Intermunicipal e, neste contato, com esta aprendizagem, organização e planejamento, somados à técnica refinada, responsabilidade e dedicação do atleta, Ipirá tem tudo para faturar o intermunicipal dentro de cinco anos. A lição é simples: acabou a fase do jogador pinguço, biriteiro, desleixado, para adentrarmos numa etapa de semi-profissionalismo, com atletas portando outra consciência e nova mentalidade.

Às vezes falta lógica: dois times jogando com camisas brancas e detalhes com pequenas diferenças (União x Flamengo – primeiro tempo). Mais um pouco e a falta de lógica apresenta-se forte: umas caixas de som tirando a visão do torcedor na arquibancada. Não vi a bola na rede. Pelo menos o torcedor tem o direito de reclamar.

sábado, 6 de março de 2010

É DE ROSCA


É DE ROSCA.

Estilo: ficção
Natureza: novelinha
Capítulo: 24 (mês de setembro 2009) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha com, simplesmente, 6 meses de atraso.

Na porta da residência do prefeito Dió.
- Podem parar, dona Natalina e dona Tonha ! esse negócio de candidaturas à prefeitura de Ipirá em pleno 2010 é coisa fora de sintonia. Essas duas candidaturas não contarão com meu apoio jamais. Chegou a vez da mulher, em Brasília e em Ipirá, mas são mulheres que estão preparadas para governar, não vocês. – falou o prefeito Dió.

As ex-empregadas, Tonha e Natalina, sentiram a força do petardo do prefeito Dió, caíram na realidade, enrolaram as bandeiras e sentaram na calçada da residência do prefeito Dió. Ficaram tristes e caladas, mas de ouvidos atentos ao que acontecia dentro da residência.

Dentro da residência do prefeito Dió.
- Sabe de uma coisa Luiz do Demo, esse povo não compreende que quem manda neste município sou eu e fica querendo lançar candidaturas sem o meu consentimento. Depois não digam por aí que não sabiam a cor da chita – comentou o prefeito Dió.

- Deixe de meticulosidade prefeito Dio ! todo povo de Ipirá sabe que a maior liderança de todos os tempos em Ipirá foi meu pai e com a vitória de Geddel vamos voltar aos velhos tempos.

- Luiz do Demo ! você está por fora da realidade; esta Geddel não vê nem a poeira, muito menos Paulo Souto que é do Demo, o seu partido, mas você fica insistindo em dizer que é do PMDB, eu não entendo esse tipo de coisa. Vou ser sincero com você. O jacu vai pastar fora do poder em todas as esferas por muito tempo, basta você se situar para ver isso.

- Mas prefeito Dió ! eu sou um admirador da sua capacidade camaleônica, diga-me, sem trocadilhos, o que você pode fazer para eu e meu pai podermos nos encostar em Wagner ?

- Fica difícil dizer; Wagner não gosta de jacu e é macaco em Ipirá, mas fique comigo que eu vou limpar sua barra lá em Salvador.

- Eu muito lhe agradeço prefeito Dió. Quero fazer-lhe um novo pedido: olhe o que você pode fazer por aquele rapaz que estava de moto e foi atropelado pela ambulância do São Roque no povoado do Pau Ferro, ele está para perder a perna.

- Isso é fácil dizer, viu Luiz do Demo, eu não posso fazer nada e ele é quem tem que pagar o conserto da ambulância.

- Mas prefeito Dio, a ambulância não tem documentação em dias, o Renavan está atrasado e você ainda quer que o rapaz pague a ambulância ?

- Sim e daí ! A ambulância roda para povoado, por isso não precisa documento. Se está atrasado o pagamento é porque essa dívida vem da sua administração e ele vai ter que pagar, porque eu estou aqui para zelar pelos recursos da prefeitura, coisa que sua administração não fez.

- Você, prefeito Dió, gosta muito de falar de minha administração, mas até agora não fez o Matadouro de Ipirá.

- Até você Luiz do Demo está contra minha administração ! saia de minha casa agora. Como é que você vem mim lembrar uma desgraça dessa. Saia já, agora.

Luiz do Demo deixou a casa do prefeito Dió em visível abatimento. Eram novos tempos. Agora o controle estava nas mãos daquele velho seguidor de seu pai, que nos tempos das vacas gordas, não cansava de adular para obter vantagens, a agora, depois de muita sagacidade, controlava o poder local e não queria dar uma nesga de camisa a ninguém, nem ao atropelado pela ambulância. Luiz do Demo sentia-se atropelado por um trem-bala.

O prefeito Dió sentou no sofá, coçou a cabeça e pensou: “quem é esse Luiz do Demo para fazer cobrança de matadouro ? Ninguém lembra mais disso, nem marchante, nem fazendeiro, nem o povo, agora só fica o locutor da rádio de vez em quando e esse sujeito do blog, com essa novelinha esculhambada, que ninguém acompanha, muito menos eu, falando dessa desgraça de matadouro” . O prefeito Dió estava injuriado.

Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? agora que Luiz do Demo saiu da casa do prefeito Dió será que ainda vai ter assunto para a novelinha?

Leia o capitulo 23 (agosto 2009) logo abaixo.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.