quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nada! Nada! vamos nadar.



Seria uma escolha bombástica. Um nome caído do céu ou não sei de onde. Simplesmente, não aconteceu, nesta terça (24/04). A macacada tem nome demais, observem os que já foram apresentados: GM, NM, GS, AA, EM, TD, VC, NA, até a chapa Di-Di já foi lançada e nada. A nomenclatura da macaquice não funciona e não se chega ao consenso. O município de Ipirá atravessa uma crise sem precedentes, provocada pela seca. É uma crise de água e de candidatos.

Vale registrar que nenhum secretário municipal tem vez, não é nem levemente cogitado. É importante registrar que nenhum vereador é sequer citado, nem por trás da serra, não fazem jus ao mérito jacú-macaco, aliás, eles estão conformados com essa situação de submissão perante as elites de Ipirá e conservam-se nesse papel secundário e subordinado na engrenagem da política local.

A grande novidade acontece diante de um rosário de pré-candidatos, alguns expressivos, outros nem tanto politicamente, mas que esclarecem atitudes e intenções da cúpula manda-chuva dos macacos: petista não; jamais; nunca.

É só pensar um pouco; muito dos nomes apresentados não possuem a história, o compromisso, a densidade eleitoral dos nomes petistas, mas estes não foram nem pensados, nem para constar, ou por desaviso, nem mesmo por desatino. O PT de Ipirá não é colocado na pauta dos macacos em pé de igualdade, mas debaixo das botas dos chefes da oligarquia. Para quem gosta de ser submisso é só lapidar a língua, não para falar, mas para...

Eu adoro quando o PT de Ipirá afirma que não tem autocrítica a fazer. Realmente, para que fazê-la? Dizem que deram a vitória ao prefeito na reeleição; tiveram secretarias para ganharem notoriedade e visibilidade, mesmo assim, com tudo isso, na hora do vamos ver, não foram nem lembrados no ninho da macacada, que só enxerga o PT de Ipirá como um meio para atingir o poder. Um ledo engano. A maior derrota política que a macacada poderá sofrer neste momento só depende da atitude do PT de Ipirá e isso tem um significado bem maior do que uma vitória eleitoral.

Um rosário de nomes. Tudo embromação. A candidatura dos macacos caiu no colo do ex-deputado Jurandy Oliveira. Não tem outro nome; nunca fizeram outro nome; nem prepararam outro nome. Querem tirar a doutora do céu para atirá-la no inferno; quem o faz, nada tem a perder. O “poder” no desenho que colocaram em Ipirá, para quem não se predispõe a aceitar o desmantelo é um risco e um infortúnio. O pré-candidato é GM. O vereador diz: “é um homem de bem, mas não tem um milhão.” O pré-candidato é AA. O vereador diz: “esse é o nome, o homem tem dois milhões para gastar.” O sistema jacu-macaco criou um monstro e esse monstro, hoje, come o patrimônio deles.

Vamos deixar a hipocrisia de lado: a disputa dentro da macacada é entre Jurandy Oliveira (que quer ser o candidato) e o prefeito Diomário (que não o quer candidato). Jurandy tem despontado bem nas pesquisas (35%); dizem que ele diz que tem uma boa bolada para gastar; é profundo conhecedor de como funciona o sistema jacú-macaco na utilização de vereadores e cabos-eleitorais; controla quatro partidos e tem três vereadores na mão. São esses os requisitos de um forte candidato. E qual é o problema?

O que falta ao pré-candidato Jurandy é coragem para sair separado do prefeito. A falta de coragem leva à falta de determinação, que por sua vez, implica no interesse pessoal, daí vem a cobrança: “ o prefeito Diomário tem que entrar com uma contrapartida significativa para a campanha” e a vitória será da macacada. Quem pensa assim, aceita a humilhação.

O deputado sendo candidato a derrota será do prefeito, que diz: “que não tem dinheiro para gastar na campanha, por causa da seca, que dará cinqüenta mil, que foi o que ele recebeu na sua campanha.” Saiu de baixo. Perceberam que o prefeito não é bobo. Aceita, mas cruza os braços. Mesmo assim, o prefeito perde o sono, não dorme de tanto pensar.

O próximo prefeito tem que ser da sua confiança; também pudera, só ele sabe se suporta uma auditoria; só ele sabe se precisa ter maioria na Câmara para garantir o futuro. Se assim for, ninguém poderá imaginar o que se passa pela cabeça do prefeito Diomário e, nesse caso, o candidato poderá sair no último dia da convenção, em cima da hora, no apagar das luzes. Poderia até, quem sabe, sair um nome da nomenclatura. A vitória seria de Ipirá.

Tranqüilidade mesmo, quem vive e usufrui é o pré-candidado da jacuzada, Marcelo Brandão, porque no grupo não tem outro nome. Aí a coisa é fechada, de família, sem contestação. O que atrapalha é o monstro que eles criaram em Ipirá, o tal do “come patrimônio”. Lançado o nome, o sistema jacu-macaco parte para cima, “cadê o saldo da conta-corrente?” Isso vira um drama ou uma tragédia.

Candidato? Só nas convenções, no final de junho ou o monstro come. Na vida tudo se pulveriza, se desagrega e desmorona. O sistema jacu-macaco dá mostras de cansaço.

sábado, 21 de abril de 2012

É DE ROSCA.

Estilo: ficção
Natureza: novelinha
Capítulo: 43 (mês de abril 2011) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha esculhambada com, simplesmente, um ano de atraso e não acaba. Nem satanás acaba essa novelinha.

O prefeito Dió parou em frente ao Congresso Nacional, colocou a mão na cabeça e indagou à sua consciência: “O que foi que eu vim fazer aqui, em Nova Brasília?” Olhou para o céu, e sentiu o impacto da realidade que caía sobre seus ombros, ao tempo que, falou em voz alta e com veemência:
- Eu vim à procura de água, só volto para Ipirá de carro-pipa. Já que estou aqui, em frente ao Congresso, vou trocar umas idéias com meu companheiro senador Pinheirão.

- Olá, minha liderança em Ipirá, companheiro prefeito Dió! Quanto honra em recebê-lo no coração do poder dessa nação – argumentou alegremente o senador.

- Senador Pinheirão! V. Exa. bem sabe que eu não sou de pedir pouco para o meu povo e agora eu quero muito mais do que o muito que eu costumo pedir. Eu quero é água e muita água.

- Não seja por isso, companheiro prefeito Dió! Você não vai levar água, você vai levar é uma coisa que está muito na moda aqui em Brasília, você vai levar é uma cachoeira de água, desde quando, essa cachoeira está causando o maior alvoroço aqui no Planalto, você leva essa cachoeira para Ipirá e o povo de lá vai ficar satisfeitíssimo – disse o senador.

- Senador! É disso que o povo de Ipirá precisa, uma cachoeira dessa, aqui ela pode causar tormento, mas lá, nessa estiagem em que estamos, em véspera de campanha política, toda cachoeira será bem recebida.

- Cachoeira vai salvar Ipirá. Como vai a sua sucessão, companheiro prefeito Dió? Não responda nada, vamos jogar sinuca no salão verde e você vai dizendo como as coisas estão.

Andaram pelo corredor e adentraram no salão. Na mesa de sinuca, o prefeito Dió, começou a falar, enquanto mirava numa bola branca:

- V. Exa., senador! Observe que essa bola branca está atazanando minha jogada, está igual ao macaco ex-deputado que quer por que quer ser candidato a prefeito em Ipirá, de qualquer jeito.

- Ora, companheiro prefeito Dió! A jogada é sua, você é quem manda nesse momento, faça o que manda o seu coração, sinuca é assim e o jogador que está com o taco na mão é quem define a jogada.

O prefeito Dió mirou na bola branca, seu pensamento voltou-se exclusivamente para o ex-deputado, “ é agora que tu me paga, sujeito!”, agachou um pouco, mirou bem na testa da bola, colocou força no braço e deu uma tacada na bola branca, que subiu e foi cair com dez metros de distância; o prefeito Dió não perdeu tempo, correu e pisou no pescoço da bola. Estava vingado.

- É assim que se faz, companheiro prefeito Dió! Essa bola aí já está fora do jogo e completamente esbagaçada; se essa bola fosse o ex-deputado de Ipirá, eu diria, que ficou completamente desmoralizado, humilhado e rebaixado para a terceira divisão, numa situação, que nem eleição para o cargo de síndico ele presta mais, que dirá para ser prefeito daquela nossa bela terra.

- Há, há, há! Gostei dessa, senador! Viu que canto de carroceria eu dei no ex-deputado! Oh, não, errei! Na bola branca; ela foi lá para o beleleu, vá querer ser prefeito lá no Quijingue, porque aqui quem dá a tacada sou eu. -Oh! Oh! - Que chega pra lá. - Quá, quá! - Que freio de arrumação eu dei na macacada, o ex-deputado foi prá lá de Bagdá. Viu, senador! Como eu pisei no pescoço, agora eu vou esmagar a cabeça.

- Há, há, há! É isso aí, companheiro prefeito Dió! Essa bola branca não conta mais, está eliminada por completo, além do mais, está remendada e não tem coragem de botar a cara na mesa, para não levar uma tacada por cima do nariz. Nessa bola branca nem se fala mais. E o que é essa bola rosa está fazendo aí na tabela? É sua vez de jogar.

O prefeito Dió olhou para a bola rosa e pensou no PT de Ipirá e algo veio à sua mente “eu já tinha esquecido que havia essa bola rosa”, fitou-a bem, “essa aí eu não posso jogar fora da mesa de sinuca”, e resolveu falar:

- Essa bola rosa é a minha última jogada. Vou cozinhar a macacada; vou mimar esse filhote de macaco cor de rosa, depois, quando, na última tacada, eu empurro o 22 e vai ser do jeito que eu, o grande prefeito Dió, quero.

- Muito bem, companheiro prefeito Dió! Você está revelando-se um petista de carteirinha. Se eu fosse você eu encaçapava logo essa bola rosa.

- Não! Isso aí, eu vou deixar para o cabeça branca, nosso governador, o JW; para mestre Rui, para o Costinha, para o Afonsinho. Essa bolinha rosa tem muito que aprender, eu prefiro ficar dando umas tacadas nessa bolinha até ela cansar de apanhar e tomar um rumo na vida. Não é nem bolinha de gude já quer ser carambola.  

- Gostei dessa, companheiro prefeito Dió! E quem vai ser o nosso candidato da macacada, em Ipirá?

- A escolha vai ser democrática. Estou contra a minha lista, porque esse negócio de lista de três não dá certo. Não quero pesquisa, porque o ex-deputado tem 35% por cento, então, já tomei uma decisão e a escolha vai ser democrática, vou colocar um ventilador e vou jogar os nomes na sua frente, Tererê, Nainaná, Gilgilgil, o que eu pegar vai ser esse.

- Gostei, companheiro prefeito Dió! Não deixa de não ser uma forma diferente de escolher o que não nos deixam escolher. E o que é que o companheiro tem feito pelo povo de Ipirá?

- Eu nem conto, senador; porque é muita coisa. Agora mesmo, eu estou dando a um eleitor nosso, lá nos Amargosos, um telhado, ripa, peça e até os tijolos sem gastar um só tostão.

- Essa é de mestre. Como é isso companheiro prefeito Dió?

- O eleitor quer um telhado, lá nos Amargosos tem uma escola e um posto médico, então o que é que eu faço, eu tiro o telhado da escola e do posto médico e faço a doação ao eleitor. Assim eu não perco os votos do eleitor.

- Sei não, companheiro prefeito Dió! Já vi que o companheiro economiza demais o dinheiro da prefeitura, assim sendo, onde está os oitocentos mil reais que eu arranjei para o Matadouro de Ipirá.

O prefeito Dió ficou igual à bola vermelha, pensou “agora eu vou levar uma tacada bem no meio da consciência”, ficou de sinuca, o senador mirou e cacetou:

- Como é que é, você vai ou não vai terminar esse Matadouro de Ipirá, para serem abatido bovinos e ovinos? O que é que você está fazendo com tanto dinheiro? Por que esse Matadouro já ficou pronto, já acabou e não conseguiu matar uma codorna?

O prefeito Dió ficou sem palavras, sem saída, sem alternativa. Perdido num mato sem cachorro, balbuciou:

- É porque Cachoeira não deixou terminar.

- Não quero nem saber de Cachoeira nem de ninguém, no meu próximo comício, em Ipirá, na campanha da macacada, eu quero comer carne de carneiro em cima do palanque. Ouça muito bem, o que eu estou lhe dizendo agora – o senador Pinheirão pegou o taco e encaçapou a bola vermelha.

O prefeito Dió sentiu a porrada, gemeu e gritou baixinho:
- Ui, ui, ui! A desgraça de minha vida é esse bicho chamado carneiro, se não fosse isso, eu estava realizado na vida. Não quero o ex-deputado e dá tudo certo. Não quero matadouro em Ipirá e sou encaçapado. Ui, ui, ui. 

Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? O prefeito Dió está faltando oito meses para deixar o mandato. O sujeito do blog está com a novelinha atrasada doze meses. Mandato para terminar 8 meses. A novelinha para empatar 12 meses. Quem vai terminar primeiro? Quem vai levar a melhor: o prefeito Dió ou sujeito do blog? Agora é que essa novelinha não acaba nunca e Ipirá vai se lascar. Duas coisas de rosca, essa novelinha e o Matadouro de Ipirá.

Leia o capitulo 42 (março 2011) bem abaixo.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.

sábado, 14 de abril de 2012

SEM CHUVA E SEM CANDIDATO.




O município de Ipirá vive um momento complicado; vive em estado de emergência, ou melhor, em estado de calamidade: não tem um candidato. Estamos em abril e nada; nada de candidatos. Parece que não estamos em ano eleitoral. Embora, a população queira mesmo é chuva.



O mais grave: a economia rural de Ipirá caminha para o buraco, mais pela falta de chuvas do que pela ausência de candidatos, assim sendo, tudo está rigorosamente embolado nas duas bandas: na governista e na oposicionista.



Na zona rural, a escassez de água provoca um grande infortúnio e a radiografia é clara: o município de Ipirá não é auto-sustentável na questão primordial da armazenagem da água (o prefeito quer ir buscar água em Feira de Santana). No campo político, a escassez de nomes prefeituráveis é significativa e a radiografia é clara: o sistema jacu-macaco criou um monstro que agora vai devorá-los.



Primeiro; nunca trabalharam outros nomes, só os das oligarquias. Agora, carecem de nomes, isso gera insatisfações e contradições. Segundo; criaram eleições de gastos astronômicos (milhões) e agora não podem bancar, isso gera desespero. A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Eleitoral são pedras no caminho deles (qualquer compra de voto poderá ser um motivo para a cassação do mandato).



A macacada encontra-se na situação, mas tem o desgaste natural. O primeiro ponto divergente encontra-se na intenção e necessidade do prefeito Diomário dar as cartas na escolha do seu sucessor macaco. Utilizou-se e impôs uma lista (imagine que balaio de gato!), primeiro Antônio Colonnezi (ficha-suja), segundo Dudy (não aceita), terceiro o ex-deputado Jurandy Oliveira (o prefeito não quer e não aceita). A candidatura sobrou no colo do deputado. O prefeito saltou fora.



Se o prefeito Diomário não apresentar o candidato, significa perda de influência local, num momento em que está bem na fita com o governo estadual, então, ele faz questão de manter sua influência e controle para manter espaço no grupo e no município, tem que ter seu dedo na indicação do nome do grupo. Ele não é besta e tem suas razões em não aceitar o deputado, significa um “bay, bay, Dió” e além do mais, ele tem suas mágoas pelo que o deputado aprontou na última campanha, e vingança com carimbo “prefeito Diomário” acontece com sorriso largo (Jurandy! Quá, quá!) e taça de vinho seco para sentir o gosto nas profundezas da alma. “Jurandy não!” Essa é a palavra de ordem do prefeito. E se a macacada pensar pouco e insistir com Jurandy poderá receber uma nova palavra de ordem; “ O prefeito Diomário lava as mãos” ou poderá ser; “ O prefeito ta fora”. A macacada tem que ser mais inteligente do que costuma ser.



Sem nomes não se pode lançar candidatos. O processo de escolha de candidato de grupo é algo melindroso e quando ele ocorre de forma impositiva (lista do prefeito), ele implica humilhação, desconsideração, desprezo, corte de cabeça, passar o cutelo no pescoço. E assim, encontra-se o ex-deputado Jurandy Oliveira, constrangido e desrespeitado no seu pleito legítimo de ser um candidato, mas a vontade imperativa do prefeito não permite e não aceita. Mas o ex-deputado insiste no reconhecimento de sua trajetória e história política com a mais pura legitimidade e apela para a substituição da lista pela pesquisa (mais democrática).



Acontece uma grande queda-de-braço entre o prefeito e o deputado. Se o prefeito aceitar a pesquisa perde para o deputado. O prefeito não vai aceitar. Se o deputado aceitar a lista do prefeito, pode-se considerar fora do balaio de gato. Já foi. Está em ‘jogo político’ o rebaixamento político e o descrédito do deputado ou o enfraquecimento do prefeito. Aí o couro come. Até o momento, o deputado não mostrou predisposição a sair candidato sem o apoio do poder municipal e o prefeito não se dispõe a apoiar o deputado com o financiamento do poder municipal, assim sendo, o melhor seria o deputado tomar um Simacol, porque, ou tem inclinação a sair sem o apoio do poder municipal, ou aceita o rebaixamento moral e político a que está sendo levado e sai do processo.



O embate político é assim, é para quem tem sangue no olho. Vamos exigir seriedade. Não é possível que o prefeito Diomário se digne a gastar numa campanha eleitoral (seja qual for o seu candidato) o que diz que a prefeitura não tem para socorrer o município de Ipirá da estiagem, seria uma agressão à decência cidadã; fere a ética e seria um ato que atenta contra o respeito à dignidade da cidadania ipiraense. O prefeito tem que mostrar uma postura responsável e digna no processo sucessório deste ano; num momento em que o município de Ipirá é fustigado de forma contundente por uma estiagem vigorosa.



A macacada está no poder municipal. Repatriou dois vereadores e um candidato a vereança de peso. Está perdendo vários correligionários para o Renova Ipirá e está na iminência de perder o PT de Ipirá, que só aceita ser cabaça-de-chapa. No sistema jacu-macaco, ao PT de Ipirá só cabe a eles à vice.



O PT de Ipirá é o segundo grupo da situação, ou pelo menos, fez parte da situação com duas secretarias (já entregou os cargos), com trânsito limitado e controlado na esfera do poder macaco. Possuem o propósito de indicar candidatura própria, mas não conseguem seduzir nenhum grupo para apoiar o seu projeto, esperam adquirir gordura para pleitear o vazio de candidaturas na macacada. É um sonho. O PT de Ipirá tem três caminhos: sai com candidatura própria e sozinho (um contrapé); pega a vice dos macacos (está na mão), ou faz uma aliança com o Renova Ipirá (não pode demorar porque o tempo é curto).



Na oposição, encontra-se a jacuzada. Está sem lenço e sem documento. Não lançou candidatos ainda por não ter nomes fora da família. Luiz Carlos (ficha-suja), o seu candidato mais forte é Marcelo Brandão. Sem influência no Estado e sem o poder municipal, o grupo vai ter que bancar a corrida municipal. Tentam emplacar Luciano Cintra, para resolver esse problema, é difícil emplacar uma candidatura com as características de Luciano. Sem o apoio do prefeito Diomário, essa candidatura não tem condições de vir à tona. Morre no embrião.



Quem vai bancar? Eis a questão. Criaram o monstro das campanhas milionárias e agora o bicho vai pegar. Dizem que o “sistema de sustentação do grupo” não aceita Marcelo Brandão, dizem. Se Marcelo tivesse a quantia necessária já seria o pré-candidato, se não tiver, vai ter que bater cabeça na marra. Esse é um problema interno. O dono do grupo sabe que com pouco dinheiro vai nadar e morrer na praia e uma perda de “uma milha” de reais, nestes tempos bicudos, faz uma falta.



A verdade é clara. A jacuzada perdeu um vereador e um candidato forte; recuperou um vereador que está mais para lá do que para cá por questões partidárias. Sem nada para oferecer, sem o poder municipal, sem o poder estadual e federal, não atrairá nenhum contingente forte da macacada, se pensar que isso vai acontecer, vai ficar chupando dedo. Se a jacuzada não captar setores dos macacos, não vai criar força suficiente para chegar ao poder, manterá só a base jacu, mas não terá força para ultrapassar esse limite. Ficará na dependência da saída do PT de Ipirá dos macacos e do crescimento do Renova, atraindo macacos que não votam na jacuzada. Se isso não acontecer adeus jacuzada; será a terceira derrota seguida na caçapa. Sozinha a jacuzada vai bater a testa na portada.



Na oposição, encontra-se o Renova Ipirá, que terá candidatura própria. O Renova é composto por vários partidos, PCdoB; PSB; PRTN; PMN; já estamos em conversações com os companheiros do PSOL e PCB; já tivemos contato com o PT de Ipirá. O Renova Ipirá tem a simpatia das pessoas que já percebem e visualizam a necessidade da mudança da política em Ipirá, porque chega dessa mesmice da macaquice e da jacuzada, que não responde à necessidade e ao patamar de complexidade que se encontra a sociedade ipiraense. Ipirá tem que ser governada com a participação popular e dentro do interesse da sua população mais necessitada, sempre no sentido da independência e liberdade popular. Esse é o caminho e é preciso renovar a política de Ipirá, porque nesse momento Ipirá está sendo sacudida pela maior crise econômica de sua história. Não vamos fazer chicana (manobra capciosa, trapaça, tramóia) com Ipirá.

domingo, 8 de abril de 2012

É DE ROSCA.




Estilo: ficção


Natureza: novelinha


Capítulo: 42 (mês de março 2011) – incrível, apresentação do novo capítulo da novelinha esculhambada com, simplesmente, mais de um ano de atraso e não acaba. Nem satanás acaba essa novelinha.



O prefeito Dió estava despreocupado na prefeitura, azucrinando seu pensamento com a sua grande preocupação neste momento: “Toinho eu já eliminei; o deputado eu não quero jeito nenhum; meu sonho, o irmão Lú, é quase impossível; o PT de Ipirá eu só quero na vice; o que é que eu faço? Há já sei! Vai ser Gilv... (foi interrompido, porque bateram na porta) e um funcionário entrou:


- Prefeito Dió! Tem um senhor querendo falar com Vossa autoridade, parece que é da zona rural e tudo indica que quer água.



O prefeito Dió mandou o funcionário atendê-lo, enquanto ficava aperreado em seus pensamentos. O funcionário foi dizendo:



- Tome aqui, meu senhor, o copo d’água que o prefeito Dió mandou servir-lhe.



- Muito agradecido, senhor! eu nunca vou desconjurar quem tem o bom coração marejado pela boa vontade de servir um copo d’água, mas um copo d’água não mata a sede e a precisão de uma galinha e de um punhado de pinto, mas mesmo assim, eu estou agradecendo a sua boa vontade, mas eu quero, na verdade, é um carro-pipa d’água.



- Seu homem! Eu não sei não, mas eu acho que seu homem deve dá o nome lá na Secretaria da Agricultura.



- Ora, senhor! Isso eu já fiz à quatro meses atrás, faz quatro meses, quatro meses, senhor! Que eu dei meu nome e até hoje, nada de água.



- Seu homem! Não é má vontade do prefeito Dió, não! é que tem gente demais na espera e tem pouco carro-pipa; justo agora, o amigo dele deixou o ministério, aí a gente sabe como é, o prefeito perdeu o padrinho Afonsinho.



- Ora, senhor! Já estou na espreita dessa água tem quatro meses, com Afonsinho ou sem esse Afonsinho. Lá na roça está numa falta desesperada de água e é por isso que eu estou aqui na precisão de água para minha família beber. Eu estou querendo é um carro-pipa de água.



- Pois é senhor! Todo mundo tem que obedecer a fila, pode estar que sua água um dia chega, o prefeito Dió é moroso, mas não falha.



- Oh, senhor! Estou na necessidade de água é para ontem. Deixe eu falar


com o prefeito Dió, para esse homem de Deus socorrer um pobre necessitado que não sabe o que fazer da vida e dos dez votos que tem lá em casa.



O homem do campo entrou no gabinete, quando o prefeito Dió avistou-o, franziu a testa, contorceu a boca, lacrimejou os olhos e mostrou um semblante abatido, triste, de sofredor contumaz e, antes que o homem abrisse a boca ele cantou: “Mim dá um copo d’água, eu tenho sede e essa sede pode mim matar.” O homem do campo ingeriu dois goles d’água e entregou o copo ao prefeito Dió, que bebeu o restante, ao tempo que ganhou argumento e colocou o que pensava:



- Você não está vendo, homem do campo! Você está sofrendo, mas eu estou sofrendo mais do que você. Eu estou aqui matutando como conseguir água. Já estou indo a Brasília e quero conversar diretamente com a presidenta Dilma, para ver se eu consigo mais um carro-pipa e vou trazê-lo cheio de água, pois é de grão em grão que a galinha enche o papo.



- Mas, prefeito Dió! Eu não agüento esperar, já gastei tudo que tinha.



- Você já gastou quanto com água? Eu já estourei meu orçamento, só em janeiro gastei setenta mil reais. Quem é que agüenta isso?



- Mas, prefeito Dió! Eu estou sem água para meu povo beber e meus bichos estão bebendo água do esgoto e, não se aborreça comigo não, mas o prefeito chora por falta de dinheiro, mas está fazendo contrato com uns cantador na quantia de duzentos e vinte e oito mil reais, valor que dava para sustentar o município de carro-pipa por três meses e meio, nas minhas contas.



- Mas, o que é isso! Eu não estou gastando de forma desnecessária, eu estou apenas passando para seu Bruno e seu Marrone, um mil, cento e quarenta carros-pipas de água. Eles são fazendeiros como o senhor, eles são criadores de gado como o senhor, então, eu tenho que fazer alguma coisa pelos fazendeiros e por seus bichos, infelizmente eu não tenho o suficiente para atender a todo mundo, por isso é que tem fila de atendimento e esse seu Bruno e seu Marrone estavam na cabeça da lista de atendimento.



- Mas, prefeito Dió! O que é que eu vou fazer?



- Fique tranqüilo, que eu já estou chegando em Brasília e eu vou marcar uma audiência com São Pedro, lá na Basílica, e fique certo de uma coisa, qualquer chuvisco que acontecer em sua propriedade foi um pedido desse amigo seu.



- E se minhas ovelhas morrer, prefeito Dió?



- Morreu! E não há de fazer falta. Aí eu não vou precisar acabar esse tal de Matadouro de Ipirá, porque não vai ter ovelha para matar, eu tenho que economizar. E vou economizar duas vezes; uma, não vou gastar construindo o que não é para construir e não vou gastar com água, pois não vai ter esse bicho para beber.



No avião, o prefeito Dió ia matutando: “ esse deputado não tem o que fazer, perdeu o mandato e agora quer que eu lhe dê um mandato de prefeito, vê se pode! Mas, eu já sei o que vou fazer, eu vou investir no deputado, que é candidato a prefeito não sei onde, o deputado vira prefeito e esse deputado sem pasta vira deputado por minha causa, mas se ele continuar pirraçando minha vida com essa idéia de pré-candidato a prefeito, eu vou colocá-lo num avião para dar uma volta ao mundo, com apenas dois litros de gasolina, é o que eu posso gastar, porque todo dinheiro que eu tenho é para gastar com água. Eu sou a salvação de Ipirá. Se não fosse a minha administração Ipirá acabava”. Chegando ao aeroporto de Brasília, o prefeito Dió indagou a si próprio: “O que foi que eu vim fazer aqui?”



Suspense: e agora ? o que será que vai acontecer ? Em quem o prefeito Dió vai enfiar a faca? Na macacada ou no povo? Será que não vai ter água e morte de bicho nessa novelinha? Ou vai ser tudo de mentirinha para aumentar a audiência. Agora é que essa novelinha vai ter arranca couro de deputado é que não acaba nunca. Duas coisas de rosca, essa novelinha e o Matadouro de Ipirá.



Leia o capitulo 41 (fevereiro 2011) bem abaixo.



Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência.

domingo, 1 de abril de 2012

CALAMIDADE



Veja que situação: o buraco está aqui, bem no nosso nariz. No nariz de Ipirá. Neste buraco, Ipirá mostra as suas vísceras. O governo do Estado mantém doze grandes obras na Bahia. Em Ipirá, nenhuma. Aqui começa o nosso aperto. Fora da agenda de desenvolvimento do Estado, resta-nos a política assistencialista governista. Isso demonstra o estágio real do nosso município, o Reino da Necessidade. Estamos com a cuia na mão pedindo a clemência do governo.




Município do semi-árido, a estiagem é uma realidade anual. Obrigatoriamente temos que ter meios de convivência com a seca. Não é o caso de Ipirá. Nosso município é deficitário neste aspecto; eis o problema e aqui começa a desgraceira. O carro-pipa encosta no represamento do esgoto e leva água para o gado beber. É o que se dispõe? Se for o que Ipirá dispõe, mostra a miséria de Ipirá.




Com somente 16 carros pipas, esse mesmo carro-pipa que pega água no esgoto, carrega água da Embasa (clorada) para as pessoas beberem. Pensam que o cloro elimina os coliformes fecais do resto da água do esgoto. Na casa das autoridades políticas e de quem pensa, não entra água desse carro-pipa. Mas na desgraça que se vive, fecham-se os olhos, é mais barato (50,00 reais). A nossa demanda é de centenas de solicitações de carros-pipas sem atendimento pelo poder municipal. Tem pedido de três meses sem atendimento. Só dezesseis carros! Pasmem.




O prefeito Diomário chora: “gastei 70 mil reais em janeiro com carro-pipa e quase 500 mil reais em 2011.” Não é choro dos justos. É choradeira de quem fez muito pouco ou nada pelo combate à seca. Neste aspecto, o seu governo foi uma nulidade. O prefeito Diomário estava em reunião da UPB, com mais 80 prefeitos, que encaminharam pleitos ao governo federal e estadual. Ipirá estava e está com a cuia na mão. O município de Ipirá não tem como enfrentar uma situação dessa sozinho? Permitam-me indagar. Para o prefeito não tem. São quase 6 milhões de reais por mês. Não tem nem uma merrequinha para fazer barragens em rios e riachos. Estamos no Reino da Necessidade.




Veja que situação: “o prefeito assinou termos de cooperação com o Ministério de Integração Nacional e com o governo Wagner, visando efetivas ações para diminuir os efeitos da seca em Ipirá”. É muito pouco! O prefeito deveria, também, acender umas duas dúzias de velas para ver se São Pedro manda chuva, seria uma forma de testar sua média com o “pessoal lá de cima” para ver se chove na horta de Ipirá, porque pelo M.I. ele só conseguiu ampliar o número de carros-pipas (mostrou que com o governo ele tem média), conseguiu mais nove, além dos sete do exército, consolidando uma vigorosa frota de 16 carros-pipas. Esse é o estágio do município, estamos dependendo do famigerado carro-pipa, um símbolo da política assistencialista do século passado.




Com 16 carros-pipas nos deparamos com o maior problema: onde pegar a água, muitas barragens secaram. Só resta o esgoto e a Embasa, esta, limitou em 27 carros-pipas por dia e não pode dispor de maior número para não estrangular o abastecimento da sede. A solução? Inacreditável! “Não tem faltado esforços da administração para amenizar os efeitos da tão grave e devastadora seca”: O prefeito Diomário está negociando para ir buscar água nos reservatórios de outros municípios.



Pasmem! Prefeito Diomário! Mande buscar água em Pintadas, que recebendo muito menos do que Ipirá, fez muito mais do que os esforços de sua administração.




Essa administração Diomário é de triste memória em muitos aspectos e na questão das políticas das águas é um esgoto. Entregou o loteamento do Mirante, com verba federal e fiscalização de seu governo tem um mês, e os moradores clamam água. É na zona urbana. O prefeito Diomário é a grande majestade do Reino da Necessidade. Ipirá é assim: 82,96% da população ganha até um salário mínimo. São considerados pobres 45,4% e abaixo da linha de pobreza estão 37,54%. O soberano desse reino é o prefeito Diomário.




Na zona rural de Ipirá, a faixa de pobreza é de 27,45% e abaixo da linha de pobreza encontram-se 33,10% dos sertanejos. É um povo que trabalha, produz e não tem condição de fazer uma cisterna (1.500 reais) por conta própria, tem que solicitar do Estado. O político consegue o projeto e ele paga com voto. O carro-pipa é conseguido pelo poder municipal. A paga é o voto. Observem a triste realidade: 60,55% da zona rural de Ipirá compõe boa parte da massa humana do Reino da Necessidade. Não tendo como pagar os seus direitos, nem como atender as suas necessidades básicas apelam para o “serviço prestado pelos políticos”, atendidos, pagam com voto. Não são caloteiros, por isso pagam com voto. A politicagem do jacu-macaco sobrevive e alimenta-se assim. Quem bem entende disso é o grande soberano Diomário.




Vou ser claro. Fora da agenda desenvolvimentista do governo estadual, Ipirá está entregue a sua própria gente. Se o povo de Ipirá não fizer o desenvolvimento do município ninguém fará. Mais claro do que isso, só uma dúzia de banana na feira de quarta. Estamos nessa encruzilhada: ou desenvolvemos ou continuamos no Reino da Necessidade, com 82,96% da população na pobreza. Ipirá precisa dar um salto além do Reino da Necessidade. Você tem que entender isso.




Ipirá possui 6.813 propriedades rurais, vivenciando uma seca inclemente, comprando água e comida para o gado; com baixa ou sem produção; com despesas superiores à receita; descapitalizado; sem amparo de empréstimos bancários subsidiados; fragilizada e estagnada; morrendo o bicho; a conseqüência será a falência. Assim sendo, unidade de produção rural será absorvida pelo Reino da Necessidade, que se consolida e se fortalece. A velha política do atraso (jacu-macaco) sobrevive por causa do Reino da Necessidade (a miséria de muitos significa a grandeza de poucos).




Esse é o grande risco do momento. A quebra de grande parte dessas 6.813 propriedades rurais significa, para Ipirá, a quebra de uma Bolsa de Valores, sendo o colapso da produção e sem produção nenhum município tem futuro. Seu povo será escravo da necessidade e da carência. Se quebrar a produção, grande parte do comércio vai falir, porque a economia do município vai ser alimentada por 2.425 (15 milhões/ano) aposentadorias urbanas e 9.097 rurais (57 milhões/ano) e pela prefeitura (6 milhões/mensais). É o fortalecimento e consolidação do Reino da Necessidade e o seu grande rei Diomário/Antônio/Luiz aumentará o poder.




Ipirá tem que gerar emprego e renda para sua população urbanizada e inchada, vivenciando um estágio de pobreza elevada. Para isso, é necessário restabelecer a produção de 6.813 propriedades em bases reais e elevadas, não tem outro caminho; para isso, tem que garantir a comercialização da produção rural: Matadouro de bovinos e caprinos e Parque de Vendas de Animais.




Garantindo a comercialização, criar uma infra-estrutura de convivência com a seca (perenizar rios/ açudes). Cada criador vai ter que se conscientizar que para sobreviver tem que ter a sua grande plantação de palma. Recuperando a produção haverá a possibilidade de estabelecer e crescer o comércio em bases seguras, porque raça e boa vontade os filhos de Ipirá possuem para investir.




Para garantir a economia popular urbana, estruturar esse Centro de Abastecimento, porque tem gente em Ipirá que só trabalha dia de quarta-feira, não é o caso do prefeito que trabalha quarta e quinta. Ir adiante do Reino da Necessidade é desenvolvimento.




Estado de calamidade. O prefeito Diomário reconhece essa situação. Calamidade significa destruição que atinge uma vasta área ou grande número de pessoas. Ipirá vive, neste momento, uma catástrofe. O prefeito Diomário compreende isso, tanto que, tendo a certeza de que em abril tudo isso acabará, já contratou trios para o aniversário da cidade e para o São João, Bruno e Marrone, aproveitando uma liquidação, por 228 mil reais, ou seja, para você entender melhor, 3 meses e meio de carro-pipa. Entendeste? É assim que o município de Ipirá fica atolado no Reino da Necessidade.




Resumindo em linhas tortas: carro-pipa é coisa do Reino da Necessidade. Chuvarada de trovoada, este mês ou maio, acabará com o carro-pipa, mas não encaminhará Ipirá para o desenvolvimento, pois bem, para Ipirá desenvolver, necessita de um pólo econômico que gere trabalho e renda para uma população que incha, assim sendo, é necessário que se concretize o matadouro local e que se viabilize um parque de venda constante de animais, para incentivar a produção rural em bases sólidas e viáveis. Entendestes porque a Renovação de Ipirá é uma questão de propósito e interesse político para realizá-la.