sexta-feira, 17 de julho de 2015

BALÃO DE ENSAIO OU BOI DE PIRANHA?

 
Não tem nada mais engraçado no planeta Terra do que a politicagem de Ipirá. Falta um ano e cinco meses para o prefeito Ademildo Almeida pirulitar da prefeitura, Marcelo Brandão está falando como prefeito; tem pose de prefeito; apresenta trejeitos de prefeito; caminha como prefeito; tem pinta de prefeito e fica engraçado quando ele diz: “que o custo da sua campanha vai ser estipulado em x (não disse valor) e acabou.” Acabou de perder.

Não é o candidato que estipula o gasto da campanha, mas a campanha é quem diz quanto bambá o candidato tem que gastar. Neste quesito “gasto de bambá” Ipirá promete ser uma farrança em 2016, porque a macacada está mais perdida do que sagüim, com os olhos vendados, em tiroteio, num túnel escuro. Não é que uma comissão da macacada foi apresentar seu pré-candidato ao senador Oto Alencar (fonte confiável e que foi convidada) faltando mais de um ano para o pleito! Isso é um tiro no pé, ou um balão de ensaio, ou boi de piranha. Aposto que Diomário não estava nessa comitiva. Estava sim. Ah, estava! Não sabia não! Diomário estava no meio. Ah, estava! Não sabia não! Diomário estava no bolo. Ah, estava! Não sabia não!
 
A macacada sabe que está num mato sem cachorro e tem que chupar um pirulito todo dia para não entregar a prefeitura de graça a Marcelo Brandão. Preferem ver o cão do  que isso acontecer. Assim sendo, eles partem de duas premissas para ter alento: a união do grupo e eleição quem ganha é quem tem dinheiro.

Nesse dispositivo de duas premissas, eles abdicam do discurso que tem grande força e aceitação na sociedade que é o do “pagamento em dia a funcionários e fornecedores” que é a marca registrada na prática comprovada do gestor Diomário.

Nas duas premissas deixam de lado a questão política, porque aí o bicho pega. Foram apresentar o pré-candidato na porta errada, pois o candidato prá valer será apresentado na governadoria, com a presença indispensável e insubstituível de Diomário, que goza de grande prestígio junto ao governador Rui e, também, a presença indispensável do prefeito Ademildo, que tem seu prestígio junto ao governador.

Pense num troço difícil! A unidade da macacada. Na comissão de frente deixaram figuras importantes de escanteio. Um erro grave. Significa que o grupo está à deriva e que tem novos mandatários no pedaço. Diomário procura juntar; o prefeito Ademildo cisca igual a galinha esparramando o que está junto. Aí não tem jeito, se o prefeito estiver pelo meio é sinal de que a debandada é grande.

Na rua, a boca de rua da macacada está trucidando o prefeito. Na Câmara, o presidente fez um pronunciamento dilacerador contra o Executivo. Na verdade, o prefeito tem um vergalhão de uma polegada na garganta porque as contas de sua gestão estão em pauta na Câmara e se os vereadores não votarem favorável será uma espécie de operação que para salvar o pescoço decepa a cabeça, assim sendo, suas contas voltarão ao Tribunal de Contas do Município, podendo ser mantida as ressalvas, sujando a ficha limpa do gestor. Seria o fim da picada, pois impossibilita qualquer candidatura do gestor atual.

Se as contas voltarem ao Tribunal e forem aprovadas nesta instância, aí é que o prefeito vai ver que não precisa de vereador e acabando o receio, acaba o medo e vai ser madeira de dar em doido, ou melhor, no lombo dos vereadores. A unidade é dificílima pois a macacada está fazendo um linchamento do prefeito de forma que inviabilize, de imediato e por completo, sua candidatura à reeleição que é um direito na legislação eleitoral.

Pense num troço complicado! “Quem ganha eleição é quem tem dinheiro.” Primeira pergunta: o pré-candidato tem quanto para gastar? Essa pergunta é fundamental por duas razões: primeira, se a macacada não colocar o custo da campanha nas nuvens perde para Marcelo Brandão.

Pense num troço complicado! “Quem ganha eleição é quem tem dinheiro e gasta.” Segunda pergunta: quem vai bancar o pré-candidato? A segunda razão leva às ações da Assistência Social para a projeção do pré-candidato. Neste sentido, as ações sociais serão ilimitadas, intempestivas e continuadas junto à população necessitada e carente, que é maioria no município, tem o poder do voto e força decisória no pleito. Se Marcelo quiser fazer frente tem que gastar mais bambá do que está projetando.

Com tudo isso sendo projetado e acontecendo, no frigir dos ovos, se na pesquisa de intenção de votos do governo estadual, o pré-candidato não tiver boa aceitação, a macacada aplica o plano B e todos eles vão atravessar o rio enquanto as piranhas estão ocupadas em devorar o boi de piranha, para solicitar que Diomário, com camisa vermelha, estrela na lapela e o número treze nas costas, aceite a candidatura.

Dió chupando pirulito, cantando “quero sim, quero não” vai pensar se aceita colocar seu nome para mais “um sacrifício” em sua vida, porque queiram ou não, Diomário é o único nome dentro da macacada capaz de competir com Marcelo. Taí uma aposta boa, eu boto ficha e pilha na candidatura de Dió, por um simples detalhe, não tem pré-candidatura que resista a um ano e cinco meses de campanha. É muito bambá.

domingo, 12 de julho de 2015

GRANDES EVENTOS, PEQUENAS SOLUÇÕES.



O debate é necessário, benvindo e benéfico para o município de Ipirá. Evidente que é a contribuição maior que se pode dar para que os próximos passos a serem dados tenham uma projeção eficiente e sejam seguros e realísticos. Ninguém observa, mas Ipirá, na sua essência, agradece.

Grandes eventos, pequenas soluções. Este é o título que estou dando, da minha parte, para manter e alavancar o debate das idéias a respeito do município de Ipirá naquilo que corresponde a esfera do desenvolvimento e progresso local.

Por enquanto, trata-se de um debate inusitado, por ser um acontecimento e uma iniciativa peculiar, que colocam na linha de frente um blog (blog do Agildo Barreto) e um programa de rádio (Conexão Chapada) no levantamento de questões relacionadas ao município de Ipirá. Será uma oportunidade de colocarmos pontos de vistas e idéias, que podem ser divergentes ou convergentes, mas com intuito de discutir e aprofundar a realidade do nosso município e clarear as opiniões no sentido de que outras pessoas possam acompanhar e participar.

Seria insensatez não perceber o papel relevante e buliçoso do programa Conexão Chapada ao abrir um canal de voz às pessoas, que estão na periferia social e distante das esferas do poder público, para que consigam dar eco aos seus problemas, as suas angústias e aos seus reclamos diante da omissão e ausência das políticas públicas. Espero que o programa Conexão Chapada prossiga mantendo essa linha em outras circunstâncias e situações. Sou ouvinte de carteirinha do programa Conexão, às terças e quartas-feiras.

Não é novidade para ninguém que Marcelo Brandão é conhecedor da problemática do município e não negligencia quando na pauta está os interesses do município de Ipirá. Marcelo Brandão é uma pessoa preparada, eloqüente e que demonstra uma empatia com Ipirá. Um bom combate contempla e engrandece Ipirá. Nada mais justo e dignificante que este aconteça de forma que engrandeça e aprimore a consciência dos ouvintes e leitores.

Uma boa pauta diz respeito ao DESENVOLVIMENTO E PROGRESSO DE IPIRÁ, levando-se em conta a geração de emprego e renda. Uma idéia que até o momento não me convenceu é essa de grandes eventos com dinheiro público. Vou dar um exemplo: a prefeitura gastar um, dois milhões com uma Exposição no Parque em Ipirá. No meu entender, seria melhor aplicar esse dinheiro para calçar ruas e tirar o lamaceiro que toma conta de várias vias de Ipira quando chove, favorecendo a acessibilidade.


Evidentemente que este parágrafo acima é apenas uma tentativa de sugerir um tema e dar uma primeira alfinetada para a discussão das idéias, porque eu tenho o pensamento de que a situação em que Ipirá se encontra não será resolvida com grandes eventos (com dinheiro público) para propiciar renda e alavancar a economia. Esse tema de uma Exposição de Grande Porte no Parque é um gerador de debate. Farei uma postagem na próxima semana sobre o assunto. Tenho a impressão que Ipirá agradece a um bom combate, contanto que seja de qualidade e com o esforço de trazer à tona os grandes problemas e as suas soluções, para que Ipirá visualize o caminho do desenvolvimento.

domingo, 5 de julho de 2015

CONTAGEM REGRESSIVA


A contagem é regressiva. Falta um ano e cinco meses para findar o mandato. Muito pouco tempo para quem permeou entre o deslumbramento e a aventura.

Tirando a prova dos nove fora, o balanço dá dor de cabeça em quem entrou na linha de fogo do front sem um aparato confiável. Navegou nas circunstâncias e o resultado não é nada promissor.

O prefeito Ademildo tem, na atualidade, um alto índice de rejeição no município; conseguiu a proeza de rachar a bancada dos vereadores do grupo macaco, na qual, não goza de simpatia e do apoio irrestrito de três vereadores; é visível o afastamento e o boicote da cúpula da macacada à sua administração; num vacilo latente, deixou o PT local de escanteio nas decisões da gestão; encontra-se encurralado pela oposição consistente e cotidiana de Marcelo Brandão, o indubitável, genuíno e insubstituível candidato da jacuzada. O atual gestor, com baixa popularidade, seria um candidato fácil de ser batido nas urnas. Um ano e cinco meses é muito pouco tempo para virar a mesa.

Ano que vem será ano de eleições. A conversa é rasgada, não tem rodeios, nem o disse-me-disse da politicagem: a macacada está num mato sem cachorro, tem que fazer das tripas o coração para não entregar a prefeitura (o ouro) a Marcelo Brandão. O grupo não tem dúvidas e sabe que com a candidatura do atual gestor significa devolver, de mão-beijada, o poder a jacuzada. Isso a macacada não aceita nem a pau e a solução é pragmática.

Verdade seja dita: a cúpula da macacada não aceita o atual prefeito como candidato e isso não é segredo, muito menos, furo jornalístico. Está bastante claro que a chantagem e pressão do PT local, desta vez, não terão mais força e definição do que as pesquisas do governo do Estado.

O que a macacada não quer por hipótese alguma é entregar a prefeitura para a jacuzada, mas isso não é, simplesmente, uma questão de querer é, muito mais, uma questão de ter uma atitude lógica e determinante, principalmente para quem está em maus lençóis devido ao desgaste de doze anos consecutivos de administração. O primeiro entendimento é eliminar o candidato mais fraco, que não une o grupo e não tem aceitação popular. O segundo passo é buscar, dentro do grupo, o candidato mais competitivo.

Dessa situação política engendrada, nos últimos anos, dentro do grupo da macacada o maior beneficiado é Antônio Diomário Gomes de Sá, que pode ser intitulado o “Mestre dos mestres”. Com militância no Partidão nos tempos da juventude, Diomário veio para Ipirá e agrupou-se ao grupo da jacuzada como elemento pensante e atuante no esquema da oligarquia Martins. Não fugiu da linha, manteve-se fiel e submisso por décadas. Foram longos anos de atrelamento e subserviência até que entrou em contradição com a natureza da oligarquia Martins, que só aceita candidato da família. Diomário saiu e venceu.


O “Mestre dos mestres” acerta até quando erra. Em 2012, nas eleições municipais, lançou e sustentou uma candidatura ficha-suja até quanto pode; substituiu-a por uma candidata que batia pé-firme que não queria; venceu no aperto, com uma vantagem de 49 votos, que atazana a vida de Marcelo até hoje (490 já teria esquecido). Resultado: quem votou no macaco elegeu um mico. O abacaxi, juntamente com a herança maldita, caiu no colo de Ademildo. Hoje, no fim da festa, faltando um ano e cinco meses para o baile terminar, depois de tanta lambança, baralhada e descalabro administrativo ressurge da deliciosa ‘zona de conforto’ Diomário como o único capaz de jogar uma pá de cal na jacuzada. Logo quem! O “Mestre dos mestres” Dió, que todos imaginavam um líder com receituário vencido. E Ademildo? Pode bater no peito: foi prefeito de Ipirá; embora adotado, porque candidato a prefeito, jamé.