domingo, 24 de dezembro de 2017

2917 JÁ FOI!

Como foi 2017 em Ipirá, no plano político e administrativo? Final do ano, chegou a hora da prestação de contas. O prefeito Marcelo Brandão já o fez, utilizando-se do programa Papo Reto pela FM. Espremendo o que foi dito, podemos resumi-lo em duas partes: metade do tempo foi para sentar a ripa e alfinetar os 12 anos da macacada, como uma herança nefasta, deprimente, um tempo perdido. Parecia que o prefeito Marcelo Brandão estava num palanque.

Tirando o exagero e a extrapolação do prefeito, os doze anos da administração passada não foi, nem representa um momento propositivo para Ipirá, naquilo que é essencial, primordial e necessário para o município, no seu desenvolvimento de infra-estrutura, mobilidade e humano.

A outra metade do tempo foi tomada pelas obras que ele pretende fazer em 2018: o melhor hospital da região; o maior Centro de Abastecimento da região; UPA, Upinha, SAMU simples e complexa, etc e tal. Muito sonho para ser contabilizado. O prefeito é um sonhador, que vive enclausurado numa cortina de ilusão.

O primeiro destaque na fala ficou para a repetição insistente, continuada, da frase: “com recursos próprios”. Deixando transparecer que não tem obtido apoio, projetos e recursos nas esferas federal e estadual. Chorou nos pés do governador Rui Costa, “governador, lembre-se de Ipirá!”  

Conseguiu uma praça para o bairro Mirante com verba federal e só. O prefeito está com a cuia na mão e não consegue um projeto de porte, prioritário, que alcance e impulsione o desenvolvimento para Ipirá.

O segundo destaque fica para as obras realizadas e inauguradas: um açude no Salgado; limpeza de duas aguadas; calçamento da rua Eloi Marques; tapa-buraco em algumas ruas e estradas vicinais. Muito pouco, pouquíssimo, para um município que precisa de muito.

O ano de 2017 termina perdido. O ano de 2018 será um ano de eleições, começa na perdição. Se o candidato ao governo do Estado do prefeito for derrotado, adeus administração do grupo Jacu. Sendo assim, em 2018, ele vai apelar para a Reforma Tributária Municipal para escorchar os munícipes na cobrança do IPTU. Ninguém tira da cabeça do administrador essa mania de ser bon vivant e de grandeza para Ipirá.

2017, o prefeito realizou a maior micareta do município de Ipirá. Gastou o tão falado recursos próprios que tinha no cofre municipal na micareta e no São João. O município ficou liso, com a cuia na mão. O município ficou na pindaíba e o prefeito na ilusória convicção que Ipirá recebeu uma pequena fortuna do turismo chegante.

Hoje, aos noventa minutos de 2017, o prefeito Marcelo Brandão está recebendo boas bordoadas na rede social por não ter feito uma super programação para um super grande evento no Réveillon. Fazer o quê? O sonho do homem diluiu-se na falta de grana. Faz a festa que tem que ser feita na forma possível.

2017 foi péssimo para Ipirá no sentido político, pelo fato de ter deixado de existir, o RENOVA, como uma semente e alternativa política. O equívoco e a imaturidade levou Ipirá a sofrer essa perda, dano, prejuízo em detrimento do reforço do sistema oligárquico.

O município está embutido e prisioneiro de um sistema sórdido, sempre, dentro e nos conformes da podridão de um padrão de política que atola Ipirá nos paradigmas do beneficiamento e aproveitamento de alguns poucos, sejam eles, jacus ou macacos, que estiverem na situação. É antidemocrático e oligárquico na essência.

2017 foi um ano de sumiço da macacada. Escafederam-se. As suas lideranças não abriram a boca e não esboçaram a menor crítica. Escondem-se na zona de conforto e aguardam 2020 para ver como vai ficar o barco e a tempestade.

Em 2016, lançaram um ‘boi de piranha’ para tirar o grupo de uma situação incomoda de 12 anos de desgaste, sem ter na fina flor das suas lideranças quem tivesse a coragem e o desprendimento para salvar o grupo dos macacos, lançaram Aníbal, com atuação direta junto ao eleitorado e pertencente ao baixo clero da macacada.

Predominou a lei do pouco esforço, as altas lideranças cruzaram os braços e entregaram o resultado ao tempo e à sorte. O equívoco político do Renova e do PT de Ipirá salvou a macacada de uma derrota esmagadora, mas não resguardou Aníbal, que em fins 2017, já é carta fora do baralho para qualquer empreitada com possibilidade de vitória da macacada.

Neste novembro 2017, quem botou a cara na rua foi o grande líder e pensador da macacada, o Diomário Sá, isso depois que a Polícia Federal andou escarfunchando as administrações passadas. Como sempre, o ex-prefeito mostrou-se habilidoso e com maestria mostrou que sua administração nunca teve nenhuma relação com essa empresa investigada, isso é lá com as administrações que vieram depois, daí não ser problema do Dió.

Dió argumentou várias vezes: “Por que esse ódio, essa raiva contra o Dió? Tudo agora é o Dió. Não pode acontecer nada, é culpa do Dió...” Pense num sujeito esperto! Esse aí dá nó em pingo d’água, antes da mistura das moléculas de H2O. Tirou o dele da reta. Eu tenho a impressão que o Dió será santificado.

Outro que teve um 2017 obscuro foi o PT de Ipirá. Há muito se absteve da ação política aberta e enfrentamento  para ficar na maciota. Deixou de desempenhar um papel protagonista na política local. Tornou-se um apêndice da macacada e ficou submisso aos interesses dessa oligarquia, ensaiando e justificando o apoio com a argumentação de que os macacos são favoráveis ao governo petista no Estado. Se a eleição para Rui for favorável pelas pesquisas, naturalmente, eles são favoráveis, caso contrário, eles ficarão na moita, quem apostar o contrário perde.


Em 2017, quem teve uma atuação política qualificada, responsável e primada na ética foi o vereador Caryl Ribeiro. Está no primeiro mandato e teve um ótimo desempenho na Câmara de Vereadores. O vereador Caryl Ribeiro tem um perfil tranqüilo, combativo, com um discurso reflexivo e primando e resguardando os interesses do município e da população de Ipirá. Está com um desempenho bastante positivo, canalizado para o engrandecimento do papel da Câmara como um poder independente e focado no desenvolvimento e progresso de Ipirá. 2017 já foi, que venha 2018.

domingo, 17 de dezembro de 2017

PEDÁGIO NA CONTRAMÃO

A Estrada do Feijão é uma das mais importantes rodovias estaduais da Bahia, não resta a menor dúvida. A notícia a seguir é uma bomba ou bombástica para a região. O governador Rui Costa enviou em regime de urgência à Assembleia Legislativa da Bahia (AL –BA) um projeto de privatização da BA – 052, a Estrada do Feijão.

Um deputado oposicionista acha que o chefe do Executivo quer aprovar a proposta na “calada da noite” sem discutir com a população. Não vi nenhuma propaganda do governo alardeando este projeto.

Diz um deputado oposicionista que é: "Muito estranha essa pressa em uma questão tão delicada, que envolve muito dinheiro e municípios importantes, como Feira de Santana, Irecê e Morro do Chapéu.” Esqueceu de citar Ipirá como importante, ou tem razão? Não o é?

Continua o oposicionista: “Não é possível pensar em um projeto como esse sem que haja uma discussão prévia com os principais envolvidos. Talvez isso seja medo da repercussão que a medida terá." Vê lá se governante está preocupado com discussão prévia para tomar decisão, decidiu no balcão de negócios e já foi.

Segundo o oposicionista: “A proposta do governo repercute ainda nos municípios de Ipirá, Baixa Grande, Mundo Novo, Morro do Chapéu, Irecê e Xique-Xique.” Eu mesmo não tinha nenhum conhecimento desse projeto e não vi ninguém com essa informação, até lê essa notícia no site Bahia Notícias.

O papo é o de sempre: privatizada, a estrada vai ficar em ótimas condições de tráfego. Chupe uma laranja e pense que está comendo uma banana. A BR-324 (Salvador-Feira) tem dois pedágios em 100 km de estrada. A Estrada de Feijão tem 459 km de extensão, para manter essa malha em perfeito estado de tráfego, serão necessários quantos pedágios?
Para manter uma extensão asfáltica de 459 km em boas condições, quanto será cobrado nos pedágios? O tráfego na BR-324 é denso, pesado e movimentado. Na Estrada do Feijão o movimento é bem menor. Os empresários da Estrada do Feijão aceitarão os mesmos valores cobrados nos pedágios de lá para trechos equivalentes aqui (100 km)? Tenho a impressão que o preço aqui vai ser mais salgado.
O que eu quero ver mesmo é: como vai votar o deputado Jurandy Oliveira? Nascido em Ipirá, o deputado vai ficar a favor ou contra? A estrada pode ser de alta qualidade e ter o controle do Estado, é possível. Para ser estrada boa, não tem que ser necessariamente privada. O Estado quer lavar as mãos e sair de problema e responsabilidade. 
Privatizada, os transeuntes vão ter que pagar. Falando em pagar, a população sente no bolso, aí geme, porque tem que custear cotidianamente pela estrada possível. A população é contrária até o acontecimento virar fato consumado e cair no esquecimento, virando uma coisa banal.

Mas, até que esse dia chegue, como votará o deputado Jurandy Oliveira? Será interessante observar o deputado dando pinote na ponta do florete do esgrima. Se a pessoa for favorável ele vai dizer que sim, se a pessoa for contra ele vai dizer que não concordou. 
O jogo do deputado é semelhante a bola de pingue-pongue, ninguém sabe para onde vai. Penso eu, que o deputado vai ficar fidedigno ao seu verdadeiro princípio, é um deputado de um único e eterno partido, o Partido do Poder, ou melhor, o Partido que estiver no Poder, embora tenha passaporte carimbado em várias siglas, vai votar com o governo. Vai dizer amém ao governo. Quem apostar nessa pule ganha, enquanto o povo ipiraense vai ter que pagar a sua parte na conta da Estrada do Feijão.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O AMIGO DO REI

Um ex-prefeito do grupo Jacu disse a um médico que trabalhava na prefeitura: “no meu governo você não trabalha.” O médico deixou de trabalhar e recorreu à Justiça e ganhou mais de 2 milhões de reais (atualizando, uns 5 milhões de reais). O médico demitido faleceu num acidente e o dinheiro ficou para a viúva. Esse dinheiro saiu dos cofres da Prefeitura de Ipirá.
Faça uma reflexão: Qual foi a vantagem do município de Ipirá neste caso? Nenhuma. A demissão estúpida criou uma questão trabalhista, que gerou um precatório, que a prefeitura foi obrigada a pagar. Se o médico tivesse prestado seus serviços, teria recebido seus vencimentos mensalmente e a comunidade teria sido assistida; mas não, a vontade intempestiva do prefeito, descartou o médico, que não trabalhou em benefício da comunidade, mas recebeu uma fortuna do erário público. Uma mostra do descaso e da irresponsabilidade com o dinheiro público. Jamais, em tempo algum, ele cometeria um ato dessa natureza em sua empresa particular.
Um ex-prefeito do grupo Macaco criou um aumento salarial numa secretaria para que uma pessoa fosse beneficiada, desde quando ela aproveitaria aquele salário para atingir um teto elevado na aposentadoria. E assim aconteceu. A pessoa tinha afinidade com o gestor. Isso é um descaso e muita irresponsabilidade com o dinheiro público.
Um ex-governador do Rio de Janeiro reclamou de um presente de empresário, que ele chama de puxa-saco, um anel de oitocentos mil reais para sua esposa e, num cinismo impressionante, ele critica a situação de sucateamento das viaturas do Rio de Janeiro. O sujeito detonou o dinheiro público de um Estado e quer mudar o foco da situação, parece que não está neste mundo, além de pensar que todo mundo é besta.
Um ex-presidente do Brasil reclamou que as prisões de ex-governadores do Rio de Janeiro estão sendo um exagero. Esses elementos faliram um Estado, chuparam todo dinheiro público e ainda tem quem ache que eles estão sendo injustiçados. É querer tapar o Sol com a peneira.
Observaram que não toquei em nomes. Eu fiz esse ‘cerca Lourenço’ para poder chegar ao prefeito atual de Ipirá, o gestor Marcelo Brandão, pelo seu último ato, um aumento salarial ‘carreira solo’ de 445% para o Chefe de Gabinete, com a complacência da Câmara de Vereadores.
Será que o prefeito, em conluio com a maioria na Câmara, tem prerrogativas constitucionais para oferecer um aumento isolado e direto para um apadrinhado?  Se não as tem, é caso de Justiça. Basta verificarmos o seguinte: ”Todo aumento deve respeitar prescrições estabelecidas na Lei Orgânica do Município; na Constituição do respectivo Estado; bem como na Constituição Federal.” Tem que ser dentro da Lei.
Observe bem esse enunciado: “A Justiça liberou aumento salarial de 26% para os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, que estava travado desde janeiro de 2017, devido a AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE proposta pela OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil).
Veja como as palavras de um desembargador de São Paulo, nesta ação acima, caem como uma luva na proposta do prefeito Marcelo Brandão: “Mostra-se incompatível com os primados da moralidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e da economicidade, em especial ao considerar-se ter sido levada a efeito em momento a exigir cautela absoluta no trato das receitas públicas.” São palavras de um desembargador.
Foi o maior índice de aumento estabelecido no Brasil. Nem o presidente da República tem tanta autonomia para direcionar um aumento com o potencial desse índice. Nem o Poder Judiciário conseguiu um percentual estratosférico de aumento nesse patamar. Nem o Legislativo, que faz o seu próprio salário não tem coragem de afrontar a população com um aumento desse porte. Os professores do Estado da Bahia quando recebem aumento é de 4% dividido em três parcelas. E aumento saiu de pauta, agora é curso pelo computador.

“Queda da inflação nos últimos meses obrigará governo a rever previsão de aumento do piso salarial de 3,4% para 2,4%. Elevação deve ser de R$ 22, bem abaixo dos R$ 42 previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018.” Correio Braziliense.

Mas, o prefeito Marcelo Brandão está mostrando que é bom para dar aumento. O gestor demitiu centenas de funcionários; está cortando a periculosidade e a insalubridade dos funcionários públicos; o prefeito está criando uma nova categoria de funcionário público, o funcionário que é dispensado, tem que trabalhar de graça dois meses, para aventurar ser admitido novamente em fevereiro; o gestor não sabe se vai pagar o décimo terceiro salário dos funcionários no dia certo, pode até parcelar, tudo em nome da dureza do tempo. Vê se pode uma coisa dessa?
Se esse aumento fosse concedido para o Chefe de Gabinete do próximo mandato (a partir de 2020) seria impessoal, pois não se sabe quem o será, mas para esse mandato, torna-se um aumento dirigido e pessoal, sabe-se para quem vai. Mas o prefeito é bom de aumento. O Chefe de Gabinete saltou de 1,9 para 9 mil reais. A Secretária do Prefeito não vai ter aumento? Não merece? Ganha 2,0 e vai continuar 2,0? E os outros cargos de confiança?
Os trabalhadores da Educação do município têm que ficar com os olhos bem abertos, porque o gestor público não aceita perder essa grana do Fundef e esse Fundo Municipal da Educação pode ser uma tremenda arapuca; os funcionários municipais vão ter que ficar bem atentos, porque o gestor tem a intenção de desmantelar o Plano de Carreira conquistado com tanta luta.
A administração municipal precisa de dinheiro, aí tem que escorchar a população com esse Código Tributário empurrado goela abaixo da população. O IPTU vai servir para cobrir que tipo de despesa? O rei precisa de recursos públicos para realizar o que carrega na cabeça. A população não precisa participar de nada, só serve para pagar a conta.

O esquema Jacu/Macaco já deu o que tinha que dar. Colocaram uma viseira no povo de Ipirá; jogaram-no num túnel escuro, em meio a um tiroteio de metralhadora, para que tudo seja possível, tolerável, aceitável e engolido. Mas, eu vou ser sincero: eu nunca observei uma coisa ser tão comentada, tão mal falada, como esse aumento do prefeito Marcelo Brandão. Talvez seja a semente da indignação, porque a população não é trouxa.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

É DE ROSCA (38)

É DE ROSCA. (38)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 38 (mês de julho 2017)(atraso de 5 meses) (um por mês)

Quando o Matadouro de Ipirá, abraçado ao prefeito Marcelão, chegou bem próximo da pessoa que vinha em direção oposta, foi dizendo:

- Bom dia seu Tineco, como tem passado esses dias?

- Tenho passado bem! Eu vou ter medo de quê? Agora, eu tenho a dizer o seguinte: meu nome é seu Tineck, se não for prá botá meu nome certo nessa novelinha, pode tirar meu nome daí.

- Calma, seu Tineck! Que homem valente é esse! O senhor, seu Tineck e o prefeito Marcelão são duas pessoas do bem, eu não sei porque essa confusão entre os senhores. Deixe-me fazer uma pergunta: por que o senhor, seu Tineck, tem tanta raiva do prefeito Marcelão?

- Raiva? Quem lhe disse isso? Eu sou é cidadão, quando eu falo do prefeito, eu estou falando da sua administração, naquilo que ela é prejudicial à população, não tem nada de raiva. Agora, eu fico pensando o seguinte, esse prefeito Marcelão era locutor da rádio, sentava a ripa em todo mundo, em Deus e no Diabo, falava até dos ladrões das ovelhas de Cristo; ele não tinha raiva de ninguém; ele amava Ipirá, ele só queria o bem de Ipirá; agora tocou no governo dele, aí é cheio de raiva. Essa pergunta é garapa, pode me fazer outra garapa porque essa ta cheia de açúcar.

O prefeito Marcelão estava com a cara indignada e inchada, parecia a cara de uma coruja. O matadouro ficou meio assustado, porque começou a pensar que aquilo ali não ia terminar bem, mas tomou fôlego e fez uma nova pergunta:

-Seu Tineco, perdão, seu Tineck, porque o senhor chama o prefeito Marcelão, de Marcelão Vieira Lima e Geddel, de Geddel Brandão, o senhor tem algum problema de amnésia para trocar nomes?

- Olha aqui, seu matadouro! Eu não tenho nenhum problema de esquecimento, os dois são do mesmo grupo, da mesma linha de pensamento, são farinha do mesmo saco, são batata da mesma plantação, e lá isso é problema deles, eu não tenho nada com isso, o que eu tenho é um vídeo de Geddel dizendo que Marcelão é seu candidato em Ipirá e que pedia voto para ele, daí minha conclusão, os dois estão no mesmo palanque.

O prefeito Marcelão empapou, estava vermelho e enfezado. O matadouro pensou que aquilo ali ia ser decidido com uma marretada ou uma facada e, preocupado, foi dizendo:

- Ô seu Tineco, perdão, seu Tineck! Eu gosto muito do senhor, mas eu tenho que lhe fazer uma perguntinha bem leve, o que o senhor quer dizer com, o prefeito Marcelão deu dinheiro as três letrinhas do alfabeto, a A, a C e a M?

- Oxente, seu matadouro! O senhor mora em Ipirá faz 25 anos e não sabe das coisas ou faz de conta que não sabe: de quem é a televisão? Qual é a televisão que bota propaganda do ‘ta bom de viver aqui’? É de graça ou é paga? Quem paga? A propaganda é verdadeira ou é falsa?

O prefeito Marcelão fechou a cara, arregaçou a manga da camisa social; o matadouro deu um pinote e ficou no meio, entre os dois, pedindo calma e tentando persuadi-los foi dizendo:

- Calma, prefeito Marcelão! Calma, seu Tineck! Nada de guerra!

O prefeito Marcelão já estava azuado e no limite, prá dá uma marretada em um, não ia pensar duas vezes e não levaria um segundo, foi dizendo:
- Agora quem vai fazer a pergunta sou eu. Seu moço sabe onde é a rua Eloi Marques?

- Eu tanto sei que moro lá, teve um prefeito que calçou a parte de cá, o prefeito J (Jotinha) fez a parte de lá, o prefeito Bal fez a ponte e sua administração fez a sua primeira obra, o calçamento na frente da rádio que o senhor era locutor e, todos esses prefeitos saltaram um trecho de 10 metros na rua, justamente, onde eu moro, e na minha porta tem um poste que vai fazer um ano sem lâmpada – disse seu Tineck.

- Calma aí, o cidadão está querendo que eu faça milagre, mas deixe eu anotar essa reivindicação de uma lâmpada no poste e um pedaço de calçamento na rua desse cidadão, porque essa obra vai ser feita nesses quarenta dias.

Seu Tineck ficou pensando: “Eta, prefeito falastrão!” O matadouro ficou animado com aquela situação, que parecia tomar outro rumo e ele no meio daqueles dois cidadãos ipiraenses; de dois torcedores do Vitória; imaginava o matadouro: “convidá-los para o jogo Flamengo X Vitória, no Barradão, neste domingo, os dois juntos, abraçados, rezando e orando pelo não rebaixamento do leão, se isso acontecesse, seria um reforço extraordinário para o Vitória”, mas nada era fácil, ali estavam dois cabras valentes, um carregando uma marreta, o outro poderia ter uma peixeira na cintura e, tratando-se de duas pessoas que não tinham medo de cara feia, de lobisomem e nem de calango, uma tragédia poderia acontecer. O matadouro ficou alegre quando percebeu que outra pessoa aproximava-se, aí ele pensou: “eu seguro um e aquele lá segura o outro”. Quem é aquele que vem lá? O matadouro apurou as vistas:

- É Rodrigo.

- É Rodrigo de Albertino? – perguntou pensando o prefeito Marcelão ‘se for ele vai ficar 2 a 1, é justamente o que o Vitória precisa’.

- Não, é Rodrigo da Ponte Preta, o zagueiro do time de Campinas – disse o matadouro.

- Eu tenho que ir aqui perto resolver o problema de uma aposentadoria – disse seu Tineck entrando apressado na caatinga.

- Eu tenho que ir inaugurar um açude ali no Salgado e não posso chegar atrasado – disse o prefeito Marcelão, dando um pinote e sumindo na caatinga do outro lado.

É essa a situação: na hora da desgraça acontecer, só sobra para o Matadouro de Ipirá, não tem um vivente nessa terra que queira tomar o seu lugar.

Suspense: Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar à janeiro 18 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a julho de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

É DE ROSCA (37)

É DE ROSCA. (37)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 37 (mês de junho 2017)(atraso de 6 meses) (um por mês)

5 horas da manhã. O prefeito Marcelão está saindo de casa e faz um pequeno comentário:

- Vou ao encontro da PF agora.

A empregada da residência pensou: “Êta, qui o prefeito Marcelão ta numa requenguela de dá pena! Um homem acostumado a banquete, ta vivendo de prato feito (PF)!”

- Cadê minha marreta do 25 e meu capacete branco? – perguntou o prefeito.

A empregada resmungou, mas pensou, antes de responder: “Eh, lasqueira! Esse prefeito pegando o capacete e a marreta vai dá o que falar, não vai ficar um bicho em pé.”

- Tá lá pelos canto da sala – respondeu a empregada.

Quando o prefeito Marcelão encostou na prefeitura, o carrão da PF já estava de prontidão. Vários computadores foram disponibilizados aos visitantes. Um computador, que estava na mesa de reunião, chamou muita atenção, era o computador do prefeito Marcelão.

- V. Exa., prefeito Marcelão! Tem um ano de governo e só tem três obras no município: um barreiro seco, um calçamento na rua da rádio, meia dúzia de banheiros na Conceição e mais nada.

- É engano seu, seu PF! Eu tenho 20 km de asfalto; as praças do Puxa, do Mercado; da Igreja; do Novo Horizonte; a Av. RGS; eu fiz a maior Micareta do mundo; a melhor São João do Nordeste; o açude do Salgado e tem mais...

- Pode parar, prefeito Marcelão! Esse papo reto é conversa prá boi dormir. Vamos ao que interessa: quem é esse de capacete rodando essa marreta a torto e a direita? É V. Exa.? Por que V. Exa. está dando marretada na insalubridade, na periculosidade dos trabalhadores da prefeitura? Por que V. Exa. está querendo marretar os precatórios dos professores? Por que V. Exa. tá querendo dá uma marretada no povo de Ipirá com essa carga tributária?

- Ora, seu PF! A prefeitura é da família dos jacus. Essa macacada encheu a prefeitura de funcionários macacos, quando eu dou uma marretada num deles eu perco a porrada porque eles pulam, mas quando eu dou uma marretada num jacu, o bicho é tão besta que deixa a cara no ponto, aí eu só vejo a penugem de penas voar, eu fico morrendo de pena, mas vou fazer o quê? E tem mais, como é que eu vou deixar 141 milhões de dindin para dividir com os professores do município? Eu quero um gerente para cuidar desse dinheiro...

Nesse momento, o prefeito Marcelão foi interrompido e o ambiente foi surpreendido com a entrada abrupta do Matadouro de Ipirá. Nem bateu na porta e foi dizendo assustado:

- Prefeito Marcelão! Eu vim trazer um convite para o meu aniversário de 25 anos, Bodas de Prata do Matadouro de Ipirá, vai ter um bolo de 25 andares e o maior pedaço é o seu.

- Eu não quero nem ouvir falar em bolo; eu é que vou dá bolo a eles... eles que aguardem. Agora é moda, aniversário de um ano do Mercado de Arte incendiado e tem bolo; pizza para comemorar um ano sem a reforma da Casa dos Estudantes, também tem bolo. Eles levaram 12 anos e não fizeram nada, agora eu vou dá bolo neles.

O matadouro perguntou quem eram os visitantes e quando soube que era a PF, uma tremedeira maior do que o terremoto do México tomou-lhe o corpo e o pensamento inundou-lhe a alma: “Vixe, Mãe de Deus! Se esses home dé prá minhas banda, a coisa vai feder. Se chegarem no Brenam a casa vai cair. Me ampare meu Deus, que eu quero continuar nessa terra por mais 25 anos e sem dá um prego numa barra de sabão.”

A PF foi embora deixando um grande suspense no ar. O prefeito Marcelão abraçou o Matadouro de Ipirá e foram em direção à Baixa Grande, até a construção do matadouro. Encontraram uma pessoa no caminho, o prefeito Marcelão perguntou:

- Quem vem lá?

- É seu Tineco.

O prefeito Marcelão tremeu mais do que o terremoto do México, é uma situação difícil, mas a novelinha vai em frente e teremos mais um capítulo emocionante.

Suspense: Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar à janeiro 18 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a junho de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles

domingo, 12 de novembro de 2017

O CARRO-PIPA CHEGOU

A seca se alastra inclemente /A terra ardente / situação de calamidade pública / é a natureza constante e operante / a resposta é a de sempre, repetida / formada por uma série de invocações curtas / o catingueiro entregue a labuta / na esperança que ela se vá.

Você já observou que a conversa é longa e fastidiosa. A montagem de uma estrutura de convivência com a seca é difícil, exige engenhosidade, muitos recursos e operacionalidade. Um sertanejo entregue ao seu destino.

Não é mais aquela catástrofe e flagelo da década de 30 do século passado; muita coisa mudou e tem mudado. Agora, estamos caracterizados por defeitos e inconveniências; se bem que, a estiagem atinge em cheio a zona rural de Ipirá e para a zona urbana está tudo como dantes no quartel de Abrantes. É outra realidade.

São realidades opostas, embora o campo sustente a cidade. Nesta situação, o problema crucial do município de Ipirá é o atendimento às pessoas carentes da zona rural. Evidentemente, que sobra para o Poder Público. A Prefeitura Municipal tem a obrigação e o dever de atender estas demandas.

Qual é o calibre do poder no município de Ipirá. A Câmara de Vereadores é majoritariamente de base rural. Sua representação tem por base o voto da população rural, naturalmente, os anseios populares da zona rural tornam-se o compromisso imediato e merecedor de fidelidade.

Fazer as políticas públicas atingirem o homem do campo, nesta situação de estiagem, é urgente; cobrar uma ação pública contínua para minorar os estragos da estiagem, significa estar em sintonia com a vontade do homem do campo. Interesses pessoais ou de grupo (jacu e macaco) não representam os interesses coletivos do povo. Não jogo praga nos vereadores que traírem aos interesses do povo da zona rural, só desejo-lhes que as urnas os condenem, negando-lhes a sua vitória pelo voto.

O Poder Executivo é a representação hegemônica das oligarquias. É a cadeira mais desejada em Ipirá. Tem sido ocupada, sistematicamente, nestas últimas décadas, por médicos ou advogados. Não opera em benefício da comunidade. O compromisso está amarrado ao interesse da oligarquia que está no poder e, cinicamente, é indiferente à sorte de milhares de munícipes da cidade e do campo. Pelo o IDH de Ipirá dá para perceber.

O sistema jacu & macaco é o modus operandi das oligarquias. Acatam a regra do jogo e aceitam o revezamento no poder. Sabem que é impossível um só grupo (jacu ou macaco) dominar toda a população e o filé não dá para todos os chefes e espertalhões dos grupelhos, têm muitas contradições e interesses em jogo.

Com dois agrupamentos pactuados (jacu e macaco) e aparentemente discordantes fica facilitado o domínio sobre a quase totalidade dos munícipes. Assim sendo, os interesses privados e oligárquicos (familiares e de grupelhos) são melhores atendidos e contemplados em substituição e descaso aos interesses populares e coletivos.

Trocando em miúdos: “o governo do prefeito Marcelo Brandão hoje conta com contratos de aluguéis no valor de R$ 422.020,00,” uma ‘farra de aluguéis no banquete da jacuzada’.

O outro grupo não deixa por menos: “apresentados valores globais dos contratos de locações do ano passado no valor de R$ 738.104,50,” uma gostosa ‘farra de aluguéis no banquete da macacada’. O eleitorado do jacu e macaco não sente nem o cheiro desse banquete. É coisa para os espertalhões. Imagine, como será o caldo de quem está sentado à mesa do banquete colado ao trono?

Ai, para fugir da lambuzagem do jacu e macaco e procurar o atendimento aos interesses do povo, torna-se necessário fazer uma pergunta bem simples: qual é a proposta do poder municipal para atender aos agravos da seca no município? Carro-pipa é uma resposta vezeira e costumeira.

Neste momento, qual deve ser a preocupação da administração municipal? O setor produtivo rural no município de Ipirá é deficiente. O setor de comercialização do produto rural em Ipirá é precário e inexistente. O município não tem um Matadouro de Animais. O Parque de Exposição em completo abandono. A Feira de Animais não recebeu dessa nova administração a menor sinalização de apoio, nem mesmo, na organização e gerenciamento da área. Um completo descaso.


Quais são os interesses do gestor Marcelo Brandão? Sem dúvida, não são os mesmos do catingueiro do município. A população rural se habituou a viver na necessidade e sobreviver como pode. As elites oligárquicas que dominam o poder no município não são portadoras de esperanças e estão preocupadas em não perderem sua situação de opulência e de privilégios. 

Aos catingueiros desamparados pelas políticas públicas, resta-lhes o que a vida lhes ensinou, a resistência, a coragem da labuta e a indignação aos indiferentes, mesmo que seja apenas, um gesto bem íntimo.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

É DE ROSCA. (36)

É DE ROSCA. (36)
Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 36 (mês de maio 2017)(atraso de 6 meses) (um por mês)

O prefeito Marcelão, como qualquer pessoa, estava num dia daqueles, carregado de problemas até a medula e um dos seus maiores problemas, aquele que lhe atazana o juízo, noite e dia, dia e noite, é justamente o Matadouro de Ipirá.

Ele escovando os dentes e o matadouro cozinhando seu juízo; tomando café, o matadouro fica pulando dentro de sua cabeça. Não fique com pena não, como diz o ditado popular “Quem pariu Mateus que balance.” O prefeito Marcelão está com o matadouro 24 h na cabeça e fisicamente, o matadouro está colado no prefeito, tem gente que está pensando que o matadouro é segurança do prefeito.

A campainha personalizada da residência do prefeito tocou aquela musiquinha: “A marreta do 25...” e o prefeito Marcelão foi falando para a sua secretária do lar:
- Se for jacu prá pedir as coisas pode bater a porta na cara.

Não demourou muito a secretária retornou e, toda avexada, foi dizendo:
- Prefeito Marcelão! Um homem com cara de sagüi ta lá fora, ele me disse que ia me processar no Tribunal de Justiça porque eu perguntei se ele era jacu ou macaco e ele saltou com quatro pedras na mão dizendo que desacatar funcionário público no exercício de sua função é crime, que eu tinha praticado discriminação, racismo, bullying, ofensa moral e que eu ia responder por isso.

- Eu sou o prefeito da cidade, quem me desacatar eu processo, não tem conversa.

- Mas eu não desacatei ninguém, ele é quem está no desespero, adispois eu perguntei quem era ele, aí ele disse que era o mangangão da Bahia e ...

- Corre lá secretária Inha, que o homem que tu bateu a porta na cara é o governador Rui; vamos lá, deixa o homem entrar e vamos trazê-lo para a sala de visitas ilustres.

O governador Rui entrou e sentou num sofá bastante confortável e ficou ouvindo as desculpas do prefeito Marcelão para aquele desentendimento inicial, mas que as coisas ficariam nos seus devidos lugares, quando mais uma vez entrou a secretária do lar com mais uma informação:

- Com licença meu prefeito Marcelão, com todo respeito meu governador Rui e me adisculpe pelas incoveniências, mas quero dizer ao prefeito Marcelão que tem um ‘tampinha de binga’ ai na porta querendo falar com o prefeito do município, eu nem perguntei se ele era jacu ou macaco prá não ter confusão, ele tem pinta de candidato almofadinha e eu nunca o vi mais gordo...

- Basta, secretária Inha! Já sei mais ou menos de quem se trata. Governador me libere por dois minutos, enquanto eu vou ver quem é, pode ficar à vontade, bote o chapéu de couro do Malhador e pode acessar a Internet para acompanhar o meu trabalho nessa terra, só não leia um blog de um sujeito que tem aí, porque só trata de novelinha.

O prefeito Marcelão apertou o passo e como suspeitava, era o prefeito Neto, levou-o para outra sala onde eram recebidas as visitas de alta representatividade, depois de um aperto de mão demorado e um abraço acalorado, o prefeito Marcelão disse-lhe.

- Prefeito Neto me libere por dois minutos, enquanto eu vou resolver uma coisa aqui na outra sala, pode ficar à vontade, bote o chapéu de couro do Malhador, pode acessar a Internet e acompanhar o meu trabalho nessa terra, só não leia um blog de um sujeito que tem aí, porque só trata de novelinha.

- Pronto, meu governador Rui! Deixe eu lhe apresentar uma figura muito importante aqui em nosso município, ele tem 25 anos e quem possibilitar as condições para que ele possa trabalhar terá 90% dos votos em Ipirá. Esse aqui é o Matadouro de Ipirá. Agora, meu governador Rui, diga o que é que V. Exa. tem para o município de Ipirá para que eu possa anunciar ao nosso povo. Mas, aguarde um pouquinho, porque eu estou com uma dorzinha aqui na barriga, mas já volto – disse o prefeito Marcelão que saiu da sala rapidamente.

- Pronto, meu prefeito Neto! Deixe eu lhe apresentar uma figura muito importante aqui em nosso município, ele tem 25 anos e quem possibilitar as condições para que ele possa trabalhar terá 90% dos votos em Ipirá. Esse aqui é o Matadouro de Ipirá. Agora, meu prefeito Neto, diga o que é que V. Exa. tem para o município de Ipirá para que eu possa anunciar ao nosso povo. Mas, aguarde um pouquinho, porque eu estou com uma dorzinha aqui na barriga, mas já volto – disse o prefeito Marcelão que saiu da sala rapidamente.

- Pode dizer meu governador Rui, estou atento para suas boas notícias!

- Meu prefeito, Marcelão! O que eu vou fazer por Ipirá é muito melhor do que o que V. Exa. me apresentou. V.Exa. sabe, todo mundo sabe, que eu sou bom em metrô, se eu prometer eu cumpro, o meu governo vai fazer um metrô por baixo do solo em Ipirá, do Ipirazinho até a 20 de Abril. Na Praça da Bandeira, vai ter uma estação subterrânea com lojas, com praça de alimentação e V. Exa. pode aproveitar para fazer aquele sanitário que V. Exa. passou a marreta, ou melhor, aquele não, outro sanitário, com granito branco chinês, tão luxuoso que as pessoas não vão utilizá-lo para não sujá-lo. É como se não existisse. Então, prefeito Marcelão viaje nessa idéia, No subsolo uma estação do metrô. No solo, a Praça da Bandeira e na parte superior, aquele projeto seu da Praça de Turim. Vai ficar tão bonito de ver, que o outdoor só vai prestar se tiver um tamanho que vá da prefeitura até o entroncamento de Pintadas.

O Matadouro fechou a cara e pensou: “um jumento desse vem dizer que vai fazer coisa melhor do que eu! Esse aí, eu não vou matar aqui, nem por um milhão de dólares”.

O prefeito Marcelão soltou um sorriso, de orelha a orelha, com aquela notícia espetacular, voltou a sentir a dor na barriga e pediu licença para sair para aliviar-se do aperto. Foi para a outra sala.

- Pode dizer meu prefeito Neto, estou atento para suas boas notícias!

- Meu prefeito, Marcelão! O meu governo vai fazer mais e melhor por Ipirá, do que aquilo que me foi apresentado até agora. O que eu sei fazer bem feito é festa bem feita, vamos fazer o maior espaço de festa do interior da Bahia em Ipirá. Não tem a Praça Roberto Cintra? V. Exa. é bom na marreta do 25, passe a marreta na igreja, naquele quarteirão onde fica o Bar de Romainho, a escola de César, derrube tudo, não vai ficar nada; no Puxa, passe a marreta em tudo, no prédio de Ailton, na Santa Helena...

- Na clínica Santa Helena, prefeito Neto? A clínica é da família.

- A clínica V. Exa. indeniza bem indenizado porque é clínica, o que for bar e residência bota lá para o lado do Parque de Exposição, lá tem área de sobra. Agora faça uma viagem, no pensamento, na área das duas praças, não tem nada igual no tamanho, em toda Bahia. Vamos trazer até Michael Jackson para dar show aqui.

- Mas, prefeito Neto! Michael Jackson já morreu.

- Fica na tua, prefeito Marcelão! Festa é festa.

O prefeito Marcelão soltou um sorriso, orelha a orelha. e ficou imaginando:” Eu já tenho até o nome para essa praça, ACM; Antonio Colonnezi e Marcelo, sem dúvida essa será a disputa do jacu e macaco em 2020. Ipirá ta bom de se ver, só recebe coisa boa.”

O matadouro ouviu tudo aquilo e enfezou a cara e pensou: “um jegue desse vem dizer que vai fazer coisa melhor do que eu, esse aí não será abatido aqui nem que pague 1 milhão de reais.”

Suspense: Vixe, e agora? Veja que situação: A novelinha tá de correria, quer chegar à janeiro 18 sem nenhum capítulo ematraso atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa?  O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro? A novelinha chegou a abril de 2017 agora e o prefeito Marcelão já está completando 2017, e até agora nada.

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. Inaugurou! Acabou, imediatamente! Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.


Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.