sábado, 22 de dezembro de 2018

OH, MOLEZA!

Choveu em Ipirá, para alívio da Zona Rural e da Prefeitura Municipal, que não têm que se preocuparem com carro-pipa. Oh, alívio!

Muita chuva na horta da macacada, que vai ter safra de candidatos em 2020. Pelas bandas da jacuzada, está chovendo raios, coriscos e pragas em cima da cabeça do prefeito Marcelo Brandão, o homem está inventando a roda quadrada em Ipirá, está vendendo, alugando, dando, ninguém sabe ao certo, a Praça do Mercado, dizendo ele que é privatizando, para o dono cobrar estacionamento. Vê se pode uma bagaceira dessa!

Mas como o assunto dessa postagem é para falar de chuva, depois voltaremos à praça. Ai fica a macacada tomando banho na chuva, achando que vai ser ‘sopa no mel’, por isso, é que em 2020 vai sangrar candidato.

Dudy já se apresenta como tal ou com tal disposição, já está nadando em alto mar. É o nome da vez! Pensando bem, foi o grande balão de ensaio nas duas últimas eleições municipais, depois, esvaziou e perdeu altura. Agora, nada a braçadas largas, pensando ele, que é mar de calmaria, poderá estar cansado na virada do ano de 2020 e virar um folclórico: “nada, nada e morre na praia.”

Aníbal comeu carne de pescoço na última eleição, segurou o trampo e comeu o “pão que o diabo amassou.” Como 2020 promete ser ano de filé mignon; mesmo antes de entrar na onda, já tomou um canto de carroceria que está prá lá de Bagdá, só não enxerga quem não quer ver. Se em política houvesse consideração, seria o candidato natural, mas como vão colocá-lo na parede, ou melhor, no paredão com uma pequena questão: “você tem um milhão para gastar na campanha?” Não! Tá fora! Engraçado, na eleição passada não jogaram esse jogo.

Diomário é o mais sério concorrente. Diz que não quer, querendo. Diz que não tem interesse, tendo. Diz que não tem mais saúde, e anda todo dia da Praia do Forte ao Bonfim. Vocês acham que é só para pagar promessa? É o grande líder sem voto da macacada, porque pensa mais do que todo o restante junto. Não será surpresa, na virada do ano novo, lá em 2020, tá toda macacada, clamando um “volta Dió” e o distinto, com aquela cara de Mané da Arueira arrependido dizer: “eu não queria de jeito nenhum, mas desde quando, vocês estão querendo; eu aceito.”

Jurandy; é aí que mora o perigo. Parece remédio com validade vencida, mas tratando-se de eleição, apresenta-se como a salvação para qualquer doença. Sem chance, é carta fora do baralho. Quando todos pensam que ele se afogou, eis que surge o corpo ainda com vida, apresentando o nome de Nina e fazendo um redemoinho nas águas tranqüilas da macacada.

Antônio, o eterno líder, já foi como candidato. Não é bobo, sabe que tem muito mais vantagem sendo 'bombeiro salva vidas' na praia, do que como prefeito de Ipirá. Sabe que o custo-benefício está nas alturas; dando preferência, ninguém é menino, ao benefício sem custo. Isso não é campeonato de amador, é jogo de profissional.

PT é a estrela da esperança, que se derreteu na maionese. Taí uma coisa que eu não acredito: “PT na cabeça.” É mais fácil dá um sagui da mata da Caboronga, do que o PT de Ipirá receber uma candidatura de prefeito da macacada. Até a vice tá comprometida e difícil, porque na vice da macacada tem uma faixa: “Prêmio de Consolação” para ser entregue a Aníbal ou ao Renova, em último caso, ao PT.

Renova, oh coitado! Caiu no conto do vigário! Escorregou numa casca de banana e se enforcou num pé de melancia. Eu pago pra vê Dudy garantir a vice ao Renova! Nem a pau! Eles trituraram, desintegraram e acabaram com o Renova. Uma lástima.

O ano de 2020 será fatal para os candidatos à vereança (próximo assunto). Que venha vinte vinte (20 20) (20 – 20) (20 + 20) e Ipirá amarrado no século 20 graça aos arroubos e aos mal feitos do jacu e macaco. Pense em duas parangas!

sábado, 8 de dezembro de 2018

CARTAS SOBRE A MESA


O sistema de poder oligárquico em Ipirá é bilingue (jacu e macaco); tem a configuração de uma moeda (cara de macaco e coroa de jacu); tem o acirramento do Ba-Vi, a rixa do Fla-Flu, a rivalidade do Inter-Grêmio, a briga do Cruzeiro-Atlético, tem tudo isso aí junto e misturado. Tem ABCD: altercação, bandalheira, competição e discussão.Tem de E a Z. Tudo isso prá quê?

Primeiro, para ludibriar a população e jogar o povo na frigideira da Rádio Sociedade. Segundo para decidir quem toma conta de dez milhões de reais mensais que é depositado na conta da prefeitura. Tem gente que pensa que esse garangau é peteca para ser jogado prá lá e prá cá, até cair no bolso do brim. A Polícia Federal não pensa assim.

Essa dupla (jacu e macaco) reveza-se no poder. Agora come eu, depois come tu; assim vão conjugando o verbo mamar. São poucos os felizardos, contado nos dedos, meia-dúzia na macacada e uma mesa de dominó na jacuzada (duas duplas de dois) ou quantos tiverem na família. Esse disco é de vinil tocando bolero da década de 1940.

Ipirá é um curral eleitoral. Tem o fazendeiro, o dono da boiada, todo imperioso, soberbo e altivo, que tem credencial para ser coronel, cacique, líder político, prefeito. É o dominador dessa casa de Noca, chamada prefeitura. Faz das tripas coração para chegar ao poder. Toma pó de café misturado com água e sem açúcar; engole uma talagada de Abaíra sem pestanejar; aperta as mãos querendo soltar. Não é do ramo. Não conhece o gado. Tá metido numa embrulhada; tem no calo o financiador, o agiota, o eleitor, o cabo-eleitoral e o vereador. Ah! O vereador.

No curral eleitoral chamado Ipirá, tem uma figura chave, essencial e mais importante: é o vaqueiro. É ele quem corre atrás do gado dentro da caatinga, reúne a boiada e leva para o matadouro eleitoral, que funciona de quatro em quatro anos.

O vereador é o assistente social mais próximo; a capa de chuva e o guarda-sol mais requisitado; é o pára-brisa da sociedade; o doador de sangue A, B, e O universal. Toma lá, o que tu queres; dá cá o teu voto. Isso custa, custa muito, dinheiro e sacrifício. O vereador pegou esse vício e o vício pegou o vereador. É um louco varrido.

O vereador é a peça chave e imprescindível do sistema oligárquico. É a pilastra de sustentação do edifício das oligarquias do jacu e macaco. É o maior mantenedor do esquema dos chefes políticos locais. Sustenta, garante e mantém a votação necessária e imprescindível das lideranças políticas da macacada e jacuzada.

O vereador é quem conhece o eleitor, sabe onde ele mora, está no seu dia-a-dia, amparando-o e buscando resolver e solucionar suas dificuldades, principalmente, no campo da saúde e do financeiro. Aí está o grande problema. Quanto custa manter esse eleitorado? Os olhos da cara. Bancar esse esquema é barril.

O que seria do grande líder (jacu ou macaco) sem o vereador? Seria a mesma coisa do fazendeiro sem o vaqueiro. Um perdido. O vereador é quem conhece o eleitor como a palma da sua mão. Sabe da sua dor, da sua conta, da sua falta. O vereador é aquele que tem credencial para ser cabo-eleitoral, mas, nunca, jamais, nem pensar, em ser prefeito. É a maior força, mas não sabe a força que tem.

Ah, se o vereador soubesse a força que tem! Seria o manda-chuva, o intendente, o superintendente, o prefeito de Ipirá. Seria muito mais; seria o líder Luís Carlos e o líder Antônio juntos; seria mais dos que os dois colados e encangados. A união desses 15 vereadores, somados com mais meia dúzia de candidatos à vereança, controlam, hoje, em Ipirá, mais de 30 mil votos; deixando fora da balança de controle, apenas 5 mil votos. Seria madeira de dar em doido.

Sendo o vereador o dono do voto, porque eles não partem para o vamos ver? Por dois motivos: porque existe uma contradição clara entre eles, brigam e disputam o mesmo filão de ouro, a mesma matéria-prima: o voto, o eleitor.

Segundo, porque o voto é garantido pelo tal do ‘serviço prestado’, apelido do clientelismo, e isso custa dinheiro, muito dinheiro. O clientelismo é um dilapidador de recursos, não tem dinheiro que dê, nem a Casa da Moeda suporta esse tranco.

O custo desse gasto aperta o vereador, que aperta o poder público para bancar o custo operacional, se o vereador é da situação. A sentença de morte que afasta o vereador de qualquer pretensão ao cargo executivo é a frase: “só ganha eleição quem tem dinheiro.” O vereador gasta dinheiro para manter o voto. Já foi.

O vereador sofre a pressão, marcação e calor do eleitor; ele pressiona o candidato a prefeito; ele pressiona o gestor municipal para manter a sustentação do clientelismo. O vereador não consegue escapar desse sistema de puxa-puxa e repuxa, de pressão prá lá e prá cá, sendo que, todos estão dentro da mesma armadilha. O preço é caro, oneroso, impraticável e complicado, mas tudo é pago, para o bem e para o mal, pelo município de Ipirá. Não tem prefeito que fique em pé. Adeus, Marcelo Brandão!

sábado, 1 de dezembro de 2018

ENTRE A BIGORNA E A MARRETA


A doença de Ipirá não é terminal. Graças ao bom Deus! É daquelas que o doente vai penando, penando e continua penando até bater a caçuleta. Queira Deus que isso nunca aconteça!

Essa doença é terrível. Terrível porque parece que não tem cura. O paciente vai e não vai e o pior, não vai e nem fica; piora.

Esta doença se estabeleceu há mais de meio-século e o paciente fica em crise profunda em todo período eleitoral. Neste período, ela é altamente contagiosa, igual a visgo de jaca, tocou, pegou e grudou.

No período eleitoral, bactérias se espalham por todo o município, que estando bastante fragilizado economicamente, socialmente e culturalmente, abre espaço para o contágio da bactéria politicus, do gênero politicagenus, da família oligárquicus, de uma maneira que não tem penicilina que dê conta.

O corpo municipal, encontrado-se sem anticorpos, fica vulnerável para as bactérias do jacu e macaco que se espalham com o apoio de 1 a 2 milhões de reais, ou mais, numa campanha milionária e com força e capacidade para um contágio dilacerante. Não fica nada em pé, nem ao menos algo que se contraponha a essa doença cavernosa.

Com uma simples frase: “candidato para vencer as eleições em Ipirá tem que ter dinheiro!” Os dois candidatos do jacu e macaco viram fantoches nas mãos do financiador, do eleitor, do cabo-eleitoral, dos candidatos à vereança, dos vereadores, do agiota. Ah, do agiota! É aqui que o cão vê a cor do inferno.

Tem candidato que fica com uma dívida de mais de um milhão com a agiotagem. Se perder a eleição vende o que tem e não dá para pagar. Se ganhar o pleito eleitoral acontece a desgraceira, pois, todos querem que a prefeitura pague a conta da campanha.

É isso que está acabando com o município de Ipirá. O dinheiro público tem que bancar as despesas de campanha, as vantagens dos amigos e a máquina pública do jacu e macaco, que é cara e onerosa. Garantir votos com clientelismo e bancar a mordomia da cúpula administrativa coloca Ipirá no buraco, por contraditório, vivo, porém penando para morrer.

O prefeito atual, Marcelo Brandão está atado dos pés à cabeça. Sem ter como fazer virou um ‘vendedor de ilusão’: fechamento da praça José Leão para transformá-la em nova praça de eventos e com recuperação do Mercado de Artes. Esse coffee break vai custar uma safra de café para exportação!

Fechamento da Barão para construção de um novo ginásio de esporte. Novo fechamento da Praça da Bandeira para uma nova fachada. Entrada da cidade em alto estilo. Tudo conversa pra boi dormir.

O Puxa está cercado, encurralado e modificado. Faltou dinheiro para a finalização. A desculpa: agora vai porque uma empresa ganhou a licitação. E daí? Não vai ter que pagar? A empresa vai fazer de graça ou vai ficar o rombo e o problema para a próxima administração? Desculpa esfarrapada.

O prefeito Marcelo Brandão está vivendo de marketing para iludir os ingênuos. Suas obras estão capengando, virando novela e drama para a população.

O calçamento do final da rua Riachuelo não suportou uma chuva de 40 mm; o asfalto da avenida RGS tem um poste e um buraco grande na pista recém inaugurada; um simples serviço de derrubada de árvores mortas, sem a devida substituição por outra, é bom que se diga, detonou o gradil da Igreja Matriz (29-11-18). O prefeito Marcelo Brandão vai terminar o mandato e não vai reparar esse dano. Prestem bem atenção!

O prefeito Marcelo Brandão pensa, que é o dono de Ipirá, mas não é, nunca foi e não será; quer ser o Boca de Zero Nove, mas não é; apresenta-se como o Salvador da Pátria, aquele que tem a receita para salvar o município, mas não tem; acha-se o maior prefeito que já administrou essa terra, mas está longe de sê-lo; pensa, que o povo de Ipirá come o seu H de maquete, marketing e obra virtual. Mas, menino, ninguém é besta!

A população de Ipirá não exige muita coisa não, do prefeito Marcelo Brandão! Quer, simplesmente, que ele desça das nuvens e ouça o povo. E para isso, ele não vai gastar um centavo do cofre público.


sábado, 24 de novembro de 2018

CAPRICHO DA NATUREZA


O que está acontecendo com Ipirá? Não sei. Posso até dizer que Ipirá é fake news; se não é, parece! Às vezes, penso que Ipirá saiu meio atravessado e deitou-se num espojadouro de jegue, revirando por muitas voltas e lambuzando-se. Resultado: ganhou uma inhaca da desgraça, que grudou e impregnou de um jeito que não tem sabão feito com sebo de carneiro e creolina que dê jeito.

Na verdade, o município de Ipirá está amarrado e bem amarrado; não desenvolve e não sai do lugar do jeito que a população quer, deseja e necessita: SAMU, Mercado de Artes, Casa do Estudante, Matadouro, até mesmo, Biblioteca Lan House, etc e tal. O nó é cego e o novelo não dá linha. Não tem um custipiu da silibrina que bote esse lugar prá andar.

Aí você pode perguntar: por que Ipirá não desembesta de vez e sobe a ladeira? Eis uma questão melindrosa, esfarrapada e carrasquenta. Dizem por aí, que é devido à natureza do lugar.

O município de Ipirá está grudado, incrustado e atolado no semi-árido e todo mundo sabe que aqui não tem moleza, nem sopa no mel, nem sorte para o azar. A realidade é nua e crua.

Estamos embaixo de uma bola de fogo, que impera inclemente, queimando e torrando a terra nua. Isso aqui é um forno microondas. Um sistema de ar quente e terra ressecada, com uma inclinação e paixão incontrolável pela aridez desértica. Isso aqui é um braseiro de brasa, que tem como termo sol, calor e suor.

Bem acima das nossas cabeças está o maior reator atômico que provisiona o universo, pelo menos pras banda de cá. Tudo de graça, sem custar um tostão. Força motriz e fonte de energia exuberante, com alta precisão; fator de potencialização, majestoso impera soberano; com fissão e propulsão gigantesca faz sortimento, provimento, abastecimento, fornecimento.

O que é áspero, severo, rigoroso, também pondera de um jeito solene e potente, concubina com a água e vira mantimentos e víveres, em abundância de coisas necessárias ou proveitosas. Vira poesia.

Nada é problema em busca de solução. Lá de cima, sol braseiro de brigadeiro, esquenta a fogueira, acende tocha, borrifa as cinzas do fogão; a fornalha vira forno para proteger o fogo que fornece luz e calor para a alma. Bendita alma, protegida pelo fogo!

Cá de baixo, o escaldante vaivém de todo dia, nasce e se põe; segues o teu destino interminável, incontrolável, insubstituível. Caminhas firme no teu percurso duradouro e gracioso. És Senhor de si, do tempo, da existência, da vida e do ser.

Calorenta bola de fogo e luz! Esquenta e protege os desvalidos; dá na medida exata aos necessitados. És lanterna em vigília permanente por teu percurso. O semi-árido te reverencia, porque cá embaixo a poesia não contamina a vida.

Essa conversa tem pé e não tem cabeça. A natureza do lugar é assim mesmo, ressecada, dura, sisuda e nada maliciosa. Malícia de raposa quem tem é a politicagem do lugar. Já falei do financiador, do eleitor e, agora, do agiota.

Acredites se quiseres. Sábado, véspera das Eleições Municipais de 2016, no município de Ipirá, por estas bandas aportou, vindo de Feira de Santana, um sujeito muito vistoso, montado numa Hilux, com corrente, relógio e pulseira de ouro, esbanjando fantasia, garboso e imperioso, desfilando pela avenida em busca de candidato para votar.

Para votar, coisa nenhuma! O elegante canastrão trouxe uma mala de dinheiro, precisamente, declaradamente, cinqüenta mil reais fatiados em nota de vinte reais.

Contribuição oficial de campanha para o candidato? Qolé, contribuição! Isso aí é caixa 4. O sujeito era agiota e trouxe a mala cheia de grana para o candidato praticar uma boa ação, ao fazer o milagre da multiplicação e da partilha.

De bela ação o inferno está abarrotado. Essa grana era para comprar uma mercadoria de qualidade ordinária, mas fundamental para a realização do sonho e ambição de um poder oligárquico; abocanhar a prefeitura.

O candidato usa grana própria e alheia para comprar votos, consciências e vontades. Quem vai pagar a despesa do banquete e das migalhas que caem da mesa? A rebordosa vai ficar na conta do município.

Com dinheiro público saindo pelo ladrão; as estimativas e os obstáculos que historicamente persistem no município ficam acomodados e não são resolvidos, perdurando por tempos e mais tempos.

É verdade, devido a natureza, o município não desenvolve. Essa natureza da politicagem de Ipirá é extremamente nociva, mas não é só isso, tem mais coisa para a próxima postagem.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

FACA NO PESCOÇO DO PREFEITO!


O prefeito Marcelo Brandão tomou uma sonora vaia, daquelas que o sujeito perde até o caminho de casa. Aconteceu na semana passada, no povoado do Pau Ferro. Não é nada do outro mundo, simplesmente, um repertório de vaias, que demonstra na sua algazarra a insatisfação popular com a atual gestão.

É impressionante a situação de desgaste do prefeito MB. Mas, pensando bem. Nada disso é novidade porque o pau que dá no jacu dá no macaco. Qual é a administração que não merece vaia em Ipirá? Difícil dizer.

Qualquer que seja o prefeito de Ipirá ele terá grandes dificuldades. O problemão está no sistema de politicagem que foi implantado neste município há mais de meio século.

Ipirá está amarrado nesse sistema oligárquico que o domina. Dentro desse sistema não tem saída. A administração, jacu ou macaco, tanto faz, transcorre de forma engessada, viciada e estrangulada. É uma armação escabrosa.

Se, tem financiador de campanha que mete a faca na jugular do candidato, também, tem grande parte do eleitorado que tira o couro durante a campanha e o candidato que vencer ficará comprometido até o pescoço durante todo o mandato, não importa, se jacu ou macaco.

E o eleitor comentava: “queta com o prefeito Marcelo Brandão! Eu votei nesse elemento e se arrependimento matasse, eu já era defunto! Ele disse que meu filho ia ganhar um emprego, o menino deixou a empresa que trabalhava e nada; eu gastei do meu, quase vinte mil reais e ele disse que ia me pagar e até hoje nada, é só enrolação. O que foi que eu ganhei com esse prefeito? Uma dívida; que ele ficou de me ajudar e caiu fora. Depois que se elegeu, quando ele passa por aqui ele vira a cara. Eu já mandei um recado para ele pelo zap, vai dá muito trabalho prá ele juntar a boiada que se espalhou pela caatinga.”

Eles criaram e sustentam esse sistema e não tem como se livrar dessa embolação. Não tem urucubaca que dê certo dentro desse mecanismo e o gestor jacu ou macaco vai ter que montar uma protelação ardilosa para as demandas esperadas pela população e pelo município, assim sendo, os gestores vão se sustentar na base da mentira, da trapaça e do embuste. “Prefeito, caiu no horto ta morto!”

A receita do bolo que leva ao fracasso os gestores em Ipirá tem muitos ingredientes; já citamos dois: o financiador de campanha e grande parte do eleitorado. Faltam outros, que apresentaremos nas próximas postagens. Não há solução para Ipirá neste parangolé do atraso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

QUEM MATOU A PREFEITA?


Em 2012, foi eleita a primeira mulher para administrar o município de Ipirá: a médica Ana Verena. Ficou, precisamente, quinze dias no cargo de prefeita. Alegando problemas de saúde, ela renunciou ao cargo para o qual foi escolhida pelo voto popular.

Uma renúncia muito falada e pouco explicada. A causa verdadeira, até hoje, não veio à tona, está trancada a sete chaves, como um segredo da caixa de Pandora, que irá perpetuar-se por uma eternidade.

Mas, não tenham dúvida, ela tomou a atitude mais correta da sua vida, talvez, por premunição ou sorte, deixou de ser prefeita para continuar médica. Saiu do olho do furacão.

O que é que estraga e atrapalha as administrações públicas no município de Ipirá? O vício profundo e deletério da politicagem praticada em nosso município, que corrompe e desmoraliza os homens e mulheres que se colocam como postulantes e auferem ao posto de executivo municipal.

Ao mesmo tempo em que, destrói o município, prejudica a população e é danoso para todas as pessoas que vivem neste município, que pagam o preço pelos péssimos serviços públicos existentes em nossa localidade, fazendo com que a vida perca qualidade e fique precária. Será que estou inventando? Necessite de saúde e verás o que um filho teu sofre em ti, Ipirá!

A politicagem de Ipirá criou um monstro, que ilude o povo, engana o crédulo, logra o ingênuo e, depois, volta comendo o próprio criador.

Esse monstro está engolindo todas as lideranças políticas e todas as pessoas decentes que tenham um envolvimento político em Ipirá. E eles, as lideranças políticas, ficam fazendo de conta que não está acontecendo nada de anormal. Não enxergam nada, ou seus interesses repugnantes não os deixam perceber. As pessoas ficam extasiadas achando que este é o melhor mundo possível. Paciência!

Para você entender como essa coisa nociva funciona, vou esmiuçar. O monstro começa atacando bem antes da campanha, com alguns conceitos, como: “só ganha política candidato que tem dinheiro para gastar.” Ponto final, fechado e blindado. Aqui está o caminho para o inferno.

Isso atinge todos os candidatos do esquema jacu e macaco. Não escapa um. O financiador virou para a candidata e deu dois cheques (não sei o valor) e disse-lhe: “Esse dinheiro é para a campanha, se você perder não me deve nada, se ganhar você me devolve esse dinheiro sem juros.” Frase bem simples, inocente, bem intencionada, colaborativa e solidária. A candidata, na fervura da campanha, pegou os dois cheques e inconscientemente assumiu um compromisso.

A frase estava carregada de malícia, esperteza, malandragem e pilantragem. E os olhos dos candidatos estão fechados para esse tipo de proposta indecente. Resultado: vitoriosa ou vitorioso, jacu ou macaco, é chegado o momento do acerto de contas! Vai ouvir friamente um aconselhamento: “Todo contrato que for feito entre a prefeitura e as empresas você pega 10 % e paga o dinheiro da campanha.” Esse é o caminho da degradação moral e do caos administrativo.

Contribuiu com quanto para a campanha? Com absolutamente nada, seria ressarcido. Ajudou a candidata a se eleger? Ajudou. Com seu apoio a candidata ganhou a prefeitura? Ganhou a prefeitura e um problemaço, uma dívida. Pagaria essa dívida de campanha com dinheiro do próprio bolso? Não.

Eles acham legalíssimo o pagamento com dinheiro público. Acha-se correto, legal e normal; que é assim mesmo, sempre foi assim e sempre será desse jeito. Não é! É ilícito, ilegal e imoral. É corrupção. A prefeita não pagou, preferiu deixar o cargo.

Essa é uma prática da politicagem local. Acontece com todos os prefeitos de Ipirá, jacus ou macacos, tanto faz. O povo de Ipirá engole esse miguelito (grampo para furar pneus) e ainda fica sem saber quem matou a prefeita.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

DEU O CAPITÃO


Eu fiquei observando os mínimos detalhes dos discursos e a festa da vitória; com a oração antes da entrevista, pensei: “esse capitão é um Enviado de Deus!”

Na sua fala, o presidente disse que o primeiro ato será a problemática do armamento, pensei: “esse presidente é um Enviado da Taurus!”

Ninguém paga para pensar; pensei: “agora, a indisciplina na sala de aula vai acabar.”

No tempo do PT era assim: a balbúrdia pegando fogo na sala de aula e o professor querendo e precisando explicar o assunto solicitava educadamente, com toda gentileza, pisando em ovos, que os alunos fizessem silêncio; pronunciava pacientemente: “meus queridos alunos! Por favor, façam um pouco de silêncio para que eu possa explicar e vocês possam entender esse assunto que é de extrema importância para todos vocês.” Entrou por todos os ouvidos e saiu pelos outros. Continuavam num fuzuê ainda maior.

Pensando bem, no tempo do capitão reformado, que vai começar, será assim: quando estiver acontecendo o maior fuzuê dentro da sala de aula, o mestre solicitará silêncio e atenção por diversas vezes e não será atendido em nenhum momento. Ninguém dará a mínima atenção.

O mestre, naturalmente, ficará inquieto e com a cabeça fervendo; sacará uma pistola 765 da cintura e apontará para a cabeça de um aluno e dará um grito: “CALA ESTA BOCA FILHO DE UMA JEGA, SENÃO EU TE MANDO PARA O INFERNO!” Na sala acontecerá o maior silêncio, a turma não dará um pio.

O mestre deixará a sala de aula bastante recompensado, afinal, não será atropelado pelo descaso e terá conseguido a disciplina desejada e indispensável para o exercício do seu ofício. Não perceberá se vai acontecer aprendizagem, mas quanto ao silêncio! Lá isso, vai acontecer.

Quando for deixar a escola, o mestre observará que um ladrão está tentando tirar o estepe do seu carro, sacará a pistola e mandará uma bala na cabeça do indivíduo, que cairá duro. Não dará em nada, apenas um processozinho besta que será engavetado, como disse o presidente: “caminhoneiro armado que meter bala no ladrão do estepe estará defendendo o seu patrimônio.” Nas investigações descobrir-se-á que era um estudante que queria esvaziar o pneu. Vixe, Nossa Senhora Santana, mãe de Jesus Cristo! Se tornará num verdadeiro detono. Vamos deixar esses pensamentos ruins prá lá.

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito pelo voto popular, com a maioria dos votos válidos, ganhou nas urnas o direito de usar a faixa de presidente. O Temer foi presidente por um golpe institucional. Agora, a bancada do BBB (bala, boi, bíblia) chegou ao poder pelo voto. Trata-se de uma extrema-direita que cogitava exorcizar as urnas eletrônicas, mas que a democracia concedeu-lhes a oportunidade de administrar esse país. Resta-nos aguardar, na resistência das causas populares, o tempo que virá.

Em Ipirá, foram 106 abstenções a menos do primeiro para o segundo turno. Total 43.561 eleitores, só votaram 35.514 eleitores; não comparecendo 8.041 (18,54%) eleitores.

Em Ipirá, Haddad teve 82,42% dos votos; Bolsonaro ficou com 17,55%. Deixando bem claro que o grupo da situação local (jacus) não fez um grande empenho em conjunto pelo candidato da extrema-direita, ficando o voto individualizado e voluntário.

Em Ipirá, 263 eleitores que votaram em branco no primeiro turno, resolveram votar em um dos dois candidatos no segundo. Dos votos nulos no primeiro turno, 651 eleitores resolveram votar válido e 2.586 eleitores continuaram anulando o voto.

Fazendo uma projeção para as eleições municipais 2020: 43.651 eleitores; comparecerão, 35.550, sendo que 350 votarão em branco e 2.600 anularão o voto. Dos 32.600 válidos, a macacada “pensa” que terá 30.000 e jacuzada, por sua vez, “pensa” na virada, que terá 25.000. Nada disso terá validade, porque daqui prá lá, novos eleitores serão inscritos e muitos deixarão de existir.

O que importa, realmente, é que o novo presidente Jair Bolsonaro mostre-se à altura do mandato que recebeu, respeitando a democracia que o elegeu; as liberdades elementares para o povo brasileiro e que coloque a Constituição acima de todos.

sábado, 27 de outubro de 2018

NO CAMINHO DAS URNAS


O atual momento no Brasil não é nada fácil; está muito delicado e complicado. Estamos vivenciando há muito tempo, um período bastante difícil: de recessão na economia, desemprego na sociedade e uma situação eleitoral de convulsão política com duas candidaturas em posição extremada, que poderá detonar a bomba e piorar ainda mais o quadro atual. O Brasil está dividido e polarizado. O sinal de alerta está acendendo o pisca. Só não percebe quem não quer perceber.

Nunca houve no Brasil uma eleição presidencial com uma configuração tão contraditória e conflituosa como está acontecendo agora. Sem dúvida, a crise política está com febre alta, com pressão nas nuvens e sinais vitais com debilidades críticas e visíveis. O desenrolar dos acontecimentos atira a nação para longe da conciliação, da acomodação e do consentimento, tão apropriada ao gosto do centro democrático.

Diante de uma conjuntura tão imponderável é necessário que o cidadão brasileiro fique atento porque, mesmo que pareça pouco perceptível, esse quadro terá um desdobramento imprevisível a partir da definição das eleições presidenciais do dia 28 de outubro, o que aumenta a responsabilidade do ato de escolha do eleitor.

É chegado o momento da decisão para desatar o nó. E nessa tormenta, o povo brasileiro vai comparecer às urnas para decidir o caminho que o país seguirá daqui prá frente. Não se trata de mera brincadeira ou de algo simplório e insignificante. É o futuro próximo do Brasil que está em jogo. Será definido através da ação política, com a escolha da mais alta autoridade do país.

Apresentam-se dois candidatos antagônicos com plataformas diferentes. Duas pontas de lança para o eleitorado decidir por uma delas. O divisor das águas é conturbado e a decisão pressupõe uma linha condutora.

Observe cuidadosamente. Uma candidatura representa a extrema-direita, que pode ser muito bem compreendida nos seus arroubos, com atitudes desproporcionais, estúpidas e de brutalidade. “O Supremo Tribunal Federal, a gente fecha com um soldado e um cabo,” no dizer do filho do candidato, um menino de 33 anos, que foi eleito deputado.

A outra candidatura, queiram ou não, situa-se no campo democrático e no respeito à Constituição. Recentemente, sofreu o impedimento da presidente e não reagiu com violência, nem fora dos trâmites jurídicos.

O que acontecerá daqui para frente? Não é do interesse do povo que o país fique alimentado pelo ódio, rancor e raiva, uma combinação explosiva. O Brasil corre o risco do fascismo dominar a esfera política e não é nada conveniente. Seria brincarmos no fio da navalha.

O caminho verdadeiro é o da democracia, com a manutenção da estabilidade jurídica. O autoritarismo, o militarismo, a intolerância, o obscurantismo e um regime autocrático de poder será uma roleta russa para essa nação, que se encontra entre a cruz e a espada, sendo melhor, não dá sopa para o azar. Não pague para vê e não brinque com fogo.

Uma posição política equivocada e inconseqüente poderá causar conseqüências imprevisíveis para o país. Tem que prevalecer o Estado de Direito, com o combate à corrupção e à violência dentro da Lei e no âmbito da democracia, que exige o equilíbrio entre os poderes, para que a sociedade brasileira se torne mais justa e melhor.

domingo, 21 de outubro de 2018

VOTO CABRA DA PESTE


’Há perigo na esquina’
Para enfrentarmos juntos, esse horror que nos aflige,
temos que juntar palavra e força: voto.

Meu voto não é brincadeira, nem galhofa;
Meu voto tem cara feia para ditadura militar. Essa coisa medonha nem como assombração serve; aqui não tem regue.
Meu voto não abraça quem defende a violação dos direitos humanos.
Como é que eu vou me negar como ser humano?


Mesmo com tanta onda,
meu voto sabe o que de fato representa um programa de governo de extrema direita: Autoritarismo.
Uma síntese ideológica carregada com um viés de pensamento truculento e obscurantista
O horror está de espreita para nos afrontar.


Parei para refletir acerca do meu voto; sua importância e sua relevância.
Ele tem ‘responsa’, obrigação e generosidade. Tem compromisso, sim!
Com os mais elementares traços de civilização e humanismo.

Meu voto respeita os direitos das minorias e não dá tréguas à violência e a tortura.
Não dá guarida a quem fica ameaçando constantemente a quebra da normalidade democrática. Nem vem que não tem!
Não senta à mesa com nenhum projeto político de continuidade e aprofundamento dos ataques aos direitos políticos e sociais do povo brasileiro. Chega prá lá!

O Brasil está afundando em muita fúria, tanto ódio e bastante grito.
Como num jogo de futebol; necessário se faz, um minuto de silêncio antes da partida começar,
para que todos os votos ouçam o sinal de alarme: algo está em perigo.

A democracia e a liberdade não podem ser derrotadas.
Meu voto é coisa simples; simplesmente se amarra na democracia que garante ao povo o direito de reivindicar salários e até mesmo brigar contra medidas nefastas do governo, quando colocam direitos em risco.


Em risco: direitos básicos e históricos dos trabalhadores como o fim do 13º. Salário. São ameaças veladas.

Em risco: o país como nação fundada no Estado Democrático de Direito. Possuem como método de atuação a destruição da democracia.

Em risco: o que resta da soberania nacional. Defendem o entreguismo deslavado.

Contra o risco: o meu voto e o seu para a defesa da pátria, dos direitos do povo e da democracia.


A ameaça é fascista.
Fere a democracia: quando defendem o desaparecimento de muitos adversários e pisão de coturno no pescoço.

Fere a democracia: quando anseiam banir da política os ativistas.

Fere a democracia: quando pretendem privar de suas terras os quilombolas e os indígenas; significa extirpá-los do país.

Fere a democracia: quando exaltam as opressões da ditadura.

Fere a democracia: quando defendem insistentemente a tortura e o extermínio, sempre acenando com medidas autoritárias.

Para curar as feridas: o meu voto e o seu.


Meu voto é cabra da peste, nordestino e brasileiro,
“contra a imposição de falsas verdades e de equivocadas certezas.”
Não ampara, nem protege corrupção, quem deve tem que pagar, dentro da Lei e da Justiça.
‘Há perigo na esquina.’