quarta-feira, 26 de junho de 2024

SÃO JOÃO DE IPIRÁ

Festança mesmo foi na casa do tio deputado. O sobrinho chegou todo nos trinques, camisa com estampa xadrez, calça jeans com uns dois remendos na frente e um atrás, chapéu de palha na cabeça, soltando risos e falando aos presentes:

 

- Minha tia! Eu tenho mais de dez mil, bem na frente...

 

A tia deu um pinote e foi falando em voz alta:

 

- Você está sonhando acordado, meu sobrinho! Eu quero ver ...

 

Foi interrompida pelo sobrinho:

 

- Por que a senhora está assustada, minha tia? Eu estava dizendo que tenho mais de dez mil espadas aí na frente da casa para patrocinar a guerra de espadas em toda a cidade e ...

 

A tia respirou fundo, tomou fôlego e pensou ‘’distribuindo dez mil espadas ele vai conquistar muitos votos, mas a eleição é em outubro, daqui prá lá isso vai perdendo efeito.” Convidou o sobrinho para irem até a cozinha, lá chegando, pegou um bocapio e retirou de dentro, com um pouco de esforço e sacrifício, cinco milhões de um metro cada. O sobrinho tomou um susto daqueles, quase desmaiou:

 

- Como a senhora, minha tia, conseguiu tantos milhões e o que a senhora, minha tia, vai fazer com eles?

 

- Meu sobrinho, você está vendo esses cinco milhões (espiga de um metro), não está vendo? Isso é real e na real, de real mesmo, eu vou debulhar para o povo que vai tocar suas espadas.

 

O sobrinho pensou: “agora, foi que deu, tenho que mandar meus puxas espalharem que a prefeitura tem cem milhões nos cofres!” Pensou bem pensado, quando ia responder seu tio chegou e foi falando:

 

- Vamos fazer aqui a Oração de São João, família que reza unida permanece unida. É disso que vocês precisam saber. Vão prestando atenção, esse bate-boca de vocês tem que ir até outubro, depois disso é nenhuma. Na Ceia de Natal quero ver todo mundo aqui em casa e todo mundo unido e animado. Nesse dia, vou lê meu testamento e de antemão já digo, para nossa querida família, que está acima de tudo e de todos, inclusive acima de jacu e macaco, é bom que fique bem claro, a principal cláusula de meu testamento é que vou deixar uma prefeitura para ser governada por vinte anos por nossa família e eu quero está bem vivo para ver isto acontecer.

 

A tia e o sobrinho foram pular fogueira, com aquela animação. Era a dança de comadre com compadre. A coisa estava tão animada, que não deixava a menor dúvida: essa foi a dança vencedora do São João de nossa terra.

 

Tão vencedora que perdurará até o mês de outubro na viseira do povo, com a tia e o sobrinho querendo ficar falados na boca e na língua da população, que estava acostumada com jacu e macaco e, de repente, empurraram uma espada e uma espiga goela abaixo sem pena.

 

Fogueira com muito fogo, foi no forró da federação. O esperto ex-prefeito Dió, querendo tirar uma de bacana, como se ninguém naquele ambiente conhecesse a sua trajetória política:

 

- Deputada, eu desde o tempo de academia que tenho militância na esquerda, que mantive com firmeza, de forma constante, por toda minha vida, sem arredar um pé sequer ...– disse o ex-prefeito Dió.

 

O fogo da fogueira esquentou com as labaredas. O sociólogo Genelício Santiago não deixou barato, falou o que todos tinham que ouvir:

 

“Quando Waldir Pires despontou como o provável governador da Bahia, aqui em Ipirá, Diomário Sá, que andava no ninho do carlismo, armou a tomada do PMDB das nossas mãos para beneficiar o grupo de Delorme Martins...”

 

Está correto o sociólogo. Eu pego um tição da fogueira para aumentar as labaredas do fogo. Diomário tinha trânsito livre na cozinha do reconhecido cacique carlista Delorme Martins, que chefiava a jacuzada, quando ocorreu a grande possibilidade de derrota do carlismo na Bahia, com a eleição de Waldir Pires (que aconteceu); o jacu de carteirinha Diomário Sá tomou para si a incumbência de fazer o ‘trabalho sujo’ em benefício da jacuzada e ‘assaltou o PMDB local’ tomando-o de nossas mãos, apoiado por uma trempe de eleitores de cabresto da jacuzada. Assim foi feito.

 

Hoje, o PMDB (que virou MDB, de novo) não está no cardápio político de Diomário, que virou PSD. Na nossa análise, nesse emaranhado da politicagem local, Diomário Sá progrediu muito e tornou-se o grande e poderoso chefão do grupo da macacada, mas, nem por isso, tem credencial para ser o condutor da política de esquerda em Ipirá.

 

Não podemos teatralizar a vida pública, com atores interessados em embalar um perfil de um ilusionista falso. Qual é o grau de dissimulação? O que se foi não pode desaparecer sem ser notado, da forma que consta e foi anotado na caderneta da quitanda. Tá tudo anotado, ninguém pode esconder nada. Ninguém pode impedir que o tomem como tal qual é.

 

Qual é o grau de esperteza e de oportunismo? Será que o vale-tudo é o verdadeiro vale que foi deixado na quitanda? Qual é o grau de hipocrisia e insinceridade que habita aquela carapaça e tônica política?

 

A fogueira de São João pode servir, também, ao princípio maquiavélico: “os fins justificam os meios”. O terreiro acaba sendo o palco do teatro, do espetáculo, da encenação para dramas e comédias. Aí aparece um espertalhão cheio de recursos artificiais e muita dramatização, com muita exibição de alguns sinais, querendo ser o que não é, querendo ser o ‘doró do pedaço’. O sociólogo não deixou de graça e pagou prá ver, na medida em que, passou a régua para desmascarar o vendedor de ilusão e resgatar a verdade.

 

Com sinceridade. Minha intenção era votar em Jaildo do Bonfim para prefeito de Ipirá. Tem mais cara do povo do que as duas candidaturas postas. Tem mais realidade da vida do catingueiro nas costas, do que as candidaturas da oligarquia Oliveira colocadas (pelas elites e pelo esquema jacu e macaco) na vida do povo ipiraense. Infelizmente, não deu certo.

 

Com mais sinceridade ainda. Não tenho a menor intenção em votar em Jaildo do Bonfim para vereador. Ele pode ter sido um ótimo vereador para as regiões que representa, mas ficou devedor para regiões que não constam da sua custódia.

 

Com toda sinceridade. A problemática do meu voto pessoal é angustiante. Me sentirei malogrado se o vereador em quem eu votar não bater de testa no esquema das oligarquias de Ipirá. O vereador Jaildo não levantou essa bandeira. Não sendo merecedor do meu voto pessoal.

 

Na federação, a fogueira queima em altas labaredas. A federação fará um vereador. Tudo bem, tudo beleza! Tudo indica (não é certeza absoluta) que Jaildo será o único vereador eleito.

 

A matemática eleitoral é mais ou menos a seguinte: vamos supor que Jaildo tenha mil votos e que o coeficiente eleitoral fique em 2.500 votos. Para tornar-se vereador ele precisará de 1.500 votos da esquerda.

 

E a esquerda para fazer um vereador do PT ou PCdoB precisará de quantos votos? Depois de ter ofertado 1.500 votos (suposição) para eleger o primeiro mais votado da federação, naturalmente, precisará alcançar um coeficiente de 2.500 votos para não ficar dependendo da sobra para a última vaga.

 

Isso é o mais provável do que possa acontecer. Enquanto isso, a federação está preocupada com um Programa Mínimo de Governo, importante para uns, desnecessário para outros, que está cheio de assinaturas, mas não passa daquela aliança junina, da comadre e do compadre saltando um tição apagado, sabendo todos que é tudo de mentirinha.

 

E o meu voto para a vereança? Eis a minha grande dúvida. 

quarta-feira, 19 de junho de 2024

SEM NOVIDADES!

Você já percebeu que a política de Ipirá parou? É claro que estou falando da politicagem de Ipirá! Tem duas pré-candidaturas (o sobrinho) e a (esposa) do ex-deputado Jurandy Oliveira na crista da onda e não saem do lugar ou melhor, não disseram para que vieram. Tá tudo parado. Procuro uma novidade e não vejo.

 

Um vereador da situação disse que “sendo proibido campanha e propaganda antes do tempo, a coisa fica queimando igual a fogo de monturo”.

 

Outro vereador da situação decretou: “a nova política é feita com partidos, acabou jacu e macaco nesta terra!”

 

Foi a vez do vereador da oposição: “quando chuvisca na estrada da Caboronga, não tem condições de transitar um carro na ladeira, tanto faz subindo ou descendo, ele desliza e fica patinando!”

 

Os vereadores disseram tudo, não precisa dizer mais nada. Tudo o que for acrescentado não passará de enchimento de linguiça com vento ou melhor dizendo, seria o mesmo que jogar farofa no ventilador.

 

Não tem nenhuma novidade. Não tem quem suporte uma campanha eleitoral de um ano e meio antes do pleito. É coisa de doido! Uma campanha de tiro curto (no período legal) custa os olhos da cara, imagine uma campanha de um ano e meio! Nem a Casa da Moeda suporta!

 

Você pensa que é brincadeira? Eu digo assim: se a pré-candidata Nina não tiver 5 milhões de reais, naquela bolsa de madame, para motivar o eleitorado da jacuzada, ela não vai ver nem a cara da eleição, imagine o cheiro, dessa eleição de outubro 2024!

 

Eu não estou criando nada. Quando fui candidato a prefeito em 2008, o eleitor dizia: “tu já viu liso ganhar nada!” O que foi válido para minha candidatura tem validade para qualquer candidatura que esteja pleiteando a prefeitura. Só vale pra mim? Essa é uma lógica que tem abrangência.

 

O sobrinho é o candidato chapa-branca, nesse caso, mergulhará sem cerimônia para se lambuzar na banheira do poder. A tia é a candidata da oposição ‘ninho de jacus’, que vai lutar para derrubar a ‘torre de marfim’ que se estabeleceu na toca da macacada. Será que ela pensa que vai ser a luta do tostão contra o milhão? Oh, coitada!  Se nessa bolsa de madame não tiver uma alcateia de lobo-guará (cédula de duzentos reais) pegando picula ela pode esquecer do sonho e cair na buraqueira. Já foi, a candidatura da titia!

 

Eu não digo que acabou jacu e macaco, mas que a crise é profunda, lá isso faz sentido; que o profissional médico perdeu a coroa na politicagem local, lá isso é um fato evidente e explico: quando a pré-candidata Nina chegou na jacuzada foi-lhe perguntado: “você trouxe quem?”

 

A pré-candidata encheu a boca: “eu trouxe o médico Antônio Colonnezi e o homem mais rico da cidade, que eu considero o homem do dinheiro, um banqueiro.” A jacuzada vibrou. O médico veio e voltou. O banqueiro ficou.

 

‘Os bons filhos à casa tornam’. Agora, o apito do médico é surdo. Quem dá as cartas já disse: “o médico Antônio Colonnezi será o vice do lado de cá se Luíz Carlos Martins for o vice do lado de lá.” Arremeteram: ‘Nem xi, nem xéu, lugar de santo descarado é no céu!’

 

Essa é a nova situação dos médicos, um papel de subalternidade. ‘Quem viu Naninha!’ Como dizia o saudoso vascaíno Antônio de Púbio, que deve ter ficado engasgado com a lapiada de meia-dúzia de banana no lombo. “Uma dúzia de banana em campo!” Arremeteram: ‘mas seu Antônio, o time só tem onze!’ Despachando: “quando você foi buscar os cajus, eu já vinha com as castanhas, não tenha dúvida que coloquei o presidente do time no meio”.

 

O banqueiro sumiu. A pré-candidata Nina ficou com a cuia na mão; sem voto e sem dinheiro. O médico dr. Luíz será um bom vice para bancar a campanha. E ruim, titia!

 

Um ex-prefeito já disse: “se a ex-vereadora não for a vice eu não apoio meu primo, que é sobrinho do meu tio!” A coisa tá nesse pé.

 

Dá para notar que o médico Antônio Colonnezi perdeu o cacife, virou coqueiro sem fruto. O ex-prefeito Dió estampa um sorriso de canto de boca, sabendo que, a única influência a derrubar é a do prefeito Dudy junto ao senador Oto. O resto tá tudo dominado.

 

A federação embarcou na conhecida pirâmide de assinaturas. Vê lá se Thiago tem compromisso com programa de governo, principalmente se a transparência for a bússola para embarreirar compromissos esquemáticos. Será muito mais aceitável arranjar emprego e secretaria para alguns desse conglomerado.

 

Estamos sem novidades, até mesmo porque, com esse chuvisco de inverno, a ladeira da Caboronga ficou ensaboada e, até mesmo, o jegue carregado de cana-de-açúcar empacou no meio da ladeira, não sobe nem desce. Tá igual a politicagem de Ipirá.

 

Eu digo o seguinte: se os dois pré-candidatos fossem os médicos Antônio contra Luíz, mordendo um ao outro, no esquema jacu e macaco, isso aqui estaria pegando fogo. Mas, como diz o vereador, na nova política os dois médicos estão aposentados e de pijama, para o bem e a felicidade do povo ipiraense. Que assim continue, enquanto vidas tiverem.

 

Sem qualquer novidade, resta o jegue carregado de cana na ladeira da Caboronga. Para subir ele depende do seu voto. Infelizmente a lei eleitoral não permite propaganda fora da época. Nessa impossibilidade, não podemos divulgar o seu número, mas de 90 a 99, meta o dedo e aperte duas teclas, depois confirme e veja o que acontece. 

sábado, 1 de junho de 2024

O PREFEITO DUDY CAMINHA PARA 300% DE ACEITAÇÃO

O município de Irecê vai abrigar um megaprojeto com investimento previsto de R$ 340 milhões. O município de Ipirá vai abrigar a implantação de uma unidade fabril, com um investimento previsto de R$ 20 milhões.

 

No município de Irecê será para o “aproveitamento de rochas carbonáticas fosfatadas, para produzir, a partir de 2026, fertilizantes fosfatados e corretivos de solo que tornará a Bahia autossuficiente nesses importantes insumos para nossa produção agrícola.” (uma pergunta: isso aí não é a mesma coisa daquela ‘Terra de Ipirá’ da região do Bonfim?). É só uma pergunta.

 

No município de Ipirá será para a “produção de dois milhões de pares/ano de calçados femininos, com a pretensão de que 30% sejam exportados e o restante seja distribuído nacionalmente.”

 

Em Irecê “o empreendimento vai gerar 900 empregos (diretos e indiretos) com aumento da massa salarial na cidade de Irecê de R$ 31,3 milhões/ano.”

 

Em Ipirá, “o empreendimento tem a perspectiva de geração de 1 mil empregos diretos e 200 indiretos.” Uma observação: essa empresa emprega na Bahia mais de três mil funcionários em nove unidades industriais, em nove cidades. (média – 350 funcionários). Vamos aguardar!

 

Não tem como comparar. Não tem mesmo! É até covardia de minha parte. Em Luís Eduardo Magalhães acontece a Bahia Farm Show: “A feira, que espera repetir R$ 8 bi em comercialização, vai ocupar uma área de 242 mil metros quadrados, um incremento de 9% em relação à edição passada, uma infraestrutura que vai abrigar 420 expositores.”

 

Em Ipirá, durante a ‘Expo Ipirá 2024’, um produtor de outra cidade trouxe dez carneiros da raça Dorper, que eram vendidos a 12 mil reais cada um; não vendeu nenhum.

 

Fico imaginando se o prefeito Dudy fosse o gestor das bandas de lá! Se nas bandas de cá, o homem tem 78,96% de aprovação; se o homem estivesse do lado de lá (Irecê, Luís Eduardo) estaria com 200%! Olhe, bem! 23,74% acham o gestor Dudy ótimo, ou seja, bom todo.

 

Se tiver algum ‘empresário de prefeitura’ fora desse patamar, o digníssimo empresário é merecedor de tomar uma surra de cansanção e ficar pelado com o furico num buraco de formiga Jiquitaia. É o merecimento que merece um sujeito ordinário e ingrato, que não tem reconhecimento de gratidão. Essa gente, tinha que votar trezentas vezes!

 

O prefeito Dudy está fazendo um bom governo para 39,39%. Que gente ingrata! Por que essa turma não subiu a gangorra para um ótimo governo? Esse pessoal tem que saber, que ‘empresário de prefeitura’ não é pra todo mundo.

 

Para botar o gestor Dudy na casa do regular fizeram cantoria 27,78%. Esse povo não merece confiança; imagine que esse povo não foi para bom, significa que pode, muito bem, descer para a casa do ruim!

 

Se o gestor Dudy fosse prefeito de Irecê ou Luís Eduardo estaria com 200%, por que sua aceitação aqui é só 78,96%? Vamos melhorar esse troço aí; junta ótimo, bom e regular e o homem crava 90,91%. Êta, bicho arretado de bom!

 

Melou! Moiou papá, a conta não bate! O pesquisador trocou a gaveta. 14,98% reprovou o homem. Fez o curso de administração naquela escola de administração que funcionou no Polivalente (de tão boa já acabou faz décadas) e não foi buscar o diploma. 2,53% disse assim: “pense, num trem ruim!” e tem mais, 5,72% está achando péssima sua administração (êta, jacuzada miserável!).

 

Ainda, tem mais! 6,90% nem sabiam que tinha prefeito no município. Mas na bandeja de baixo ficou assim: lascando o homem tem 8,25% e somando com os que pensam que ‘a desgraça que vier dá no mesmo’ vai para um total de 21,04%.

 

Aí não tem jeito, a gente vai ter que desparafusar a administração Dudy. Certo que o homem recebeu uma herança maldita dos quatro anos passados, que recebeu uma desgraceira dos doze passado... Isso é um disco de chorinho que você escuta na vitrola.

 

Diga uma obra do governo Dudy, com recursos da prefeitura? Eu digo a melhor, a compra da Casa do Estudante de Ipirá (o deputado Daniel ajudou com quase 30%). Diga mais uma obra do governo Dudy com recursos próprios?

 

Herdando uma bagaceira, o governo Dudy foi bom em reforma: reformou o Mercado de Arte; o Centro de Abastecimento; a UPA; as escolas; o Posto de Saúde do Jaguarão e outros no interior; as estradas rurais; os buracos das ruas.

 

Montado e metendo a espora em Emendas Parlamentares de deputados, a administração do prefeito Dudy calçou muitas ruas na sede e no interior; ao tempo que, asfaltou outras tantas. Se a gente for para a ponta do lápis, os vereadores de Ipirá conseguiram mais emendas do que o prefeito, então trouxeram mais obras do que o prefeito.

 

O prefeito Dudy também não ficou atrás e conseguiu, junto ao governo do Estado, a iluminação da entrada da cidade e a escola de tempo integral. O quê mais mesmo? O que mesmo a gestão Dudy fez com recursos da prefeitura?

 

Compra de carro não é obra. É bom o prefeito dizer a obra e o valor. Toda essa indagação é devido ao prefeito não ter cumprido sua promessa da campanha, com base na transparência, da prestação de contas em praça pública; também, porque o sistema jacu e macaco montou a maior farsa eleitoral já vista em nosso município, com duas candidaturas de uma mesma família, aí parceiro, vai virar jogo de comadre com compadre, ninguém vai entrar em bola dividida e o prefeito Dudy vai ficar com 300% nas pesquisas das paradas de sucesso.
 

sexta-feira, 24 de maio de 2024

A NOITE DO PIPOCO

Noite de terça-feira (14 de maio), um foguetório estrondoso abalou Ipirá. O que está acontecendo? O mundo vai se acabar? Não, não! É a macacada comemorando uma pesquisa (o que é que o dinheiro público não faz!).

 

Eu gosto de analisar pesquisa e essa então; qualquer pesquisa faltando cinco meses para as eleições não tem muita referência concreta; por estar muito distante do pleito não merece nenhuma credibilidade. É apenas uma amostra de momento. Para a macacada é motivo para foguetório (também, com dinheiro público tudo é motivo para foguetório).

 

O que vale são os números. De forma espontânea, sem apresentar nomes, quem aparece na liderança é a família Oliveira com 65,66% das intenções de votos. Não souberam e não votarão (de maneira ‘arguma’) na família Oliveira ficou com 30,47%. As oligarquias do poder não gostaram: como é que pode uma disgrameira dessa? Pessoal, faz outra enquete aí. Agora apresentando os nomes.

 

Assim foi feito. Os candidatos são o sobrinho e a tia da família Oliveira: aí não teve jeito, brocou bem brocado, pulou para 84,34%. Eu nunca pensei que a família Oliveira (apesar dos dez mandatos do ex-deputado Jurandy Oliveira sem muita coisa a apresentar) tinha tanto prestígio em Ipirá.

 

Aqueles 30,47% que não iam votar em ninguém e nem sabiam que ia ter Eleições em 2024 pularam do barco e deram uma rabichola; ficando apenas 15,65% na determinação de não aceitar o cabresto imposto pelo sistema, que coloca ‘macaco 1’ contra ‘macaco 2’ na balança, como se fosse um genérico de jacu.

 

Depois do pipoco, é óbvio que forçado, tomei uma decisão: vou fazer minha pesquisa.

 

De imediato, procurei um instituto de pesquisa e fiz um contrato com um tal de Ibo... Ibo não sei o quê. Só pelo nome, cobrou-me um preço salgado; mas fazer o quê, paguei adiantado e tracei as linhas do que eu queria saber:

 

“Para prefeito não precisa pesquisar, já sei quem ganha, tá tudo combinado e confirmado e não existe dúvida, vai dá a família Oliveira. Ou dá o sobrinho ou dá a tia. Para quem gosta de dizer que não é bem assim, eu vou deixar bem claro: ou dá o sobrinho ou a esposa do ex-deputado Jurandy Oliveira.”

 

O ex-deputado tá de boa! Não precisa nem gastar muito dinheiro (cinco milhões de reais), basta ficar sassaricando no galinheiro dos jacus e ciscando no terreiro da jacuzada, para ver se a família Martins coloca uns dois trocados para a disputa (é ruim, papá!). Esta é, sem dúvida, a maior farsa eleitoral já apresentada em Ipirá.

 

Mas voltando ao nosso assunto. Com quinze dias recebi o resultado da pesquisa para vereadores, encomendada e paga, com uma observação:

 

OS DOIS NOMES SUGERIDOS COMO VEREADORES MAIS VOTADOS NÃO OBTIVERAM RESULTADOS SATISFATÓRIOS E SERÃO DERROTADOS NO PLEITO DE 2024.

 

Não é possível! Fiquei impressionado, diante da surpresa. Mostrei a pesquisa a um conhecido e ele foi dizendo: “isso é uma pesquisa descarada!”

 

Fui direto ao dono do instituto para ser ressarcido pelo que paguei e escutei: “não vou fazer nenhuma devolução, minha pesquisa é científica, categórica e verdadeira.”

 

Eu falei: “sua pesquisa está contaminada de erros,” e ele retrucou: “se os dois candidatos sugeridos como ‘campeões de votos’ forem apresentados para prefeitos terão vinte mil votos cada um, mas para vereador nenhum dos dois serão eleitos, nem o ex-líder Antônio Colonnezi, nem o ainda líder Luiz Carlos Martins e tem mais, nem esse sobrinho Tiago, nem essa tia dona Nina. Vereador é cada um por si, quem tiver a unha maior que suba na parede; prefeito é todo mundo trabalhando prá um só. Desse jeito até nosso amigo Luiz Gambá arrebenta a boca do balão, com o bocapiu abarrotado de votos. Vá fazer suas análises e passe bem!”

 

É importante, nesta análise da pesquisa apresentada, dizer o seguinte: em 2020, o município de Ipirá tinha 44.808 eleitores. Naturalmente, ocorreram alterações (novos eleitores jovens, transferências, mortes, etc) e com certa base, o município de Ipirá terá 48.625 eleitores inscritos para o pleito 2024.

 

Em 2020, não compareceram para votar 17,56 % (7.869 eleitores).

 

Em 2020, compareceram para votar 82,44% (36.939 eleitores)

 

Para 2024, (suposição) que compareçam 83% para votar, teremos 83% de 48.625 mil eleitores, será um total de 40.358 votos.

 

Em 2020, brancos e nulos ficaram na casa de 7,48%. Para 2024, a pesquisa apresenta 15,65%, vamos na meiota, 10% ou seja, 4.035 votos. Assim sendo, a família Oliveira (a tia e o sobrinho) ficará com 36.323 votos. Nunca, em nenhum momento da história de Ipirá, uma família apresentou tamanha quantidade de votos.

 

Toda eleição municipal, sempre acontece mais votos para vereadores do que para prefeito. Vamos colocar 38.000 votos para o legislativo. 38.000 dividido por 15 cadeiras = 2.533 (como coeficiente) para fazer o primeiro vereador.

 

(Com base nas votações de 2020). A jacuzada dividiu-se em duas chapas. A chapa do União (3 vereadores fortes) 4.443 votos (em 2020), dá para fazer um vereador; faltando apenas 623 votos para o segundo e com um total de 7.599 votos farão 3 cadeiras. As 13 candidaturas que enchem linguiça vão ter que se virar.

 

A outra chapa da jacuzada é a chapa do PSDB (2 vereadores mais 1 candidato forte) 3.147 votos (em 2020) dá para fazer um; o segundo, com mais 1.919 votos; um total de 7.699 votos para 3 cadeiras. As 13 candidaturas que enchem linguiça vão ter que fazer das tripas ‘um coraçãozinho de live’ para eleger os três vereadores.

 

A chapa do PDT (3 candidaturas disputando) 2.571 votos, (em 2020) suficiente para fazer uma cadeira; para a segunda faltam 2.500 para fazer o segundo e um total de 7.637 votos para o terceiro. Não é fácil.

 

A Federação (PT, PCdoB, PV) que tinha 3 vereadores e fará um vereador com certeza; Jaildo do PV, o mais provável, 1020 votos (em 2020) faltando 1.513 votos para Jaildo ser vereador; para o segundo faltam +2.533 votos. A esquerda só fará um vereador com 4.046 votos (somatório do que falta para Jaildo + um coeficiente.)

 

Aí vem o PSD, o bonde do Legislativo de Ipirá, com 10.056 votos (em 2020) (7 vereadores e mais 4 candidaturas fortes) com 4 cadeiras garantidas; com 12.589 votos (faz a quinta); com 15.122 votos (faz a sexta); com 17.655 (faz a sétima). A carreta vai deixar para trás (é possível que) 4 ou 5 candidatos que vão cair na buraqueira.

 

Ainda tem a chapa do Avante e a chapa do Agir, que poderão obter duas vagas, bastando que atinjam o coeficiente com as suas dezesseis candidaturas (cada um). Observação: a última cadeira será completada com a maior sobra das chapas que alcançarem o coeficiente.

 

Se os meus números não representam nenhuma verdade e nenhuma realidade, o que está mais do que claro, motivo pelo qual ninguém tocou foguetes, da mesma forma que, a pesquisa não representa nada mais do que uma simples enquete de momento, parecendo nuvens, que a todo instante mudam de lugar. Minha conclusão: tocaram foguetes PELOS recursos públicos. 

sábado, 18 de maio de 2024

ATÉ UM DIA, CORRÓ!


Há 60 anos nasceu Corró. Um menininho cangalho, sem aquele exagero, muito mais no formato de alicate. No registro e no batismo recebeu o nome da Arismário Sena Ferreira.

 

Aquele Corró era um menino diferente, era inquieto, buliçoso e irreverente; sentia no peito que as coisas não estavam no seu devido lugar e que a ordem social estava desarrumada, com pouca gente tendo tudo e muita gente não tendo nada. Era uma certa rebeldia que ia aflorando naquele peito. Sua consciência foi alfinetada com o slogan do deputado federal Chico Pinto, “TÁ COM PINTO OU TÁ COM MEDO”. Começou a descobrir uma coisa chamada política.

 

Ipirá ficou estreito para Corró e a capital baiana, com sua enormidade cosmopolita, recebeu aquele adolescente Corró, que começou a mergulhar naquela sociedade em busca de referência, de significado existencial e de uma justificativa que levasse a uma sociedade com base no humanismo. O Brasil estava padecendo de uma ditadura militar.

 

Aquele adolescente descobriu que a sociedade que se movimenta, dizia NÃO, dizia ABAIXO A DITADURA; esperneava e não baixava o cangote.

 

Nem tudo estava perdido. Sem conformismo, descobriu o movimento, o grêmio estudantil, o sindicato, o partido, a clandestinidade, a luta. Descobriu que contra o racismo se luta para cortar o mal pela raiz. Estava sendo forjado para brigar pela causa dos oprimidos. Assim nascia Arismário, um aguerrido combatente das causas populares.

 

Foi um defensor inabalável da Casa dos Estudantes Ipiraenses, colocando-se à sua disposição em todas as suas demandas, desde a exigência de uma moradia decente, das reformas necessárias até a movimentação pela compra da casa própria. Foi um dos baluartes na formatação da cara cultural da Casa dos Estudantes Ipiraenses, inclusive com o ‘Forró da Residência’, que ajudava a botar comida na mesa da residência.

 

A ditadura andou na cata de Arismário e o deteve algumas vezes. Não arrefeceu; botava a cara na rua, com força, raiva e consciência de classe. Era um combatente inquebrantável. Organizou o Comício das Diretas Já em Ipirá, quando esse movimento tomava as praças e ruas do Brasil.

 

Forjado nos movimentos sociais e na luta contra a ditadura. Arismário foi crescendo, foi se agigantando e adquirindo uma concepção de mundo baseada no socialismo. Essa é sua essência, sua prática e sua vida. Foi um socialista e comunista convicto e consciente. Essa foi a sua lição mais contundente.

 

Retornando à estreita Ipirá não deixou por menos. Com toda a formação política adquirida e determinação foi organizando, mobilizando e lutando para garantir conquistas para os trabalhadores, para a classe trabalhadora.

 

Formou o Sindicato dos Professores, a APLB/Sertânea; formou o Partido Comunista do Brasil – PCdoB em Ipirá e contribuiu para todas as lutas que os trabalhadores rurais e urbanos travaram em nosso município.

 

Como todos nós, era um homem de carne e osso que se distinguia pela consciência de classe. Teve uma militância exemplar, coerente e contundente, que não vacilava em buscar para o coletivo. Era amigo, companheiro e camarada; dos bons. Arismário tinha lado, foi um combatente ao lado dos oprimidos desse mundão de meu bom Deus. Era um cidadão do Universo.

 

Sempre esteve ao lado da resistência, em defesa da democracia, dos direitos humanos e com têmpora para enfrentar o fascismo que nos rodeia. Sendo da resistência desconhecia o medo. Mesmo, na vida pessoal postava-se na resistência pela vida, travando uma luta constante pela continuidade da própria vida, com intensa vontade de viver. Era um pássaro que voava livre sem gaiolas. Era sua natureza revolucionária.

 

Chegou o dia da despedida. Não podia ser diferente: uma dor que corta o peito; escorre uma lágrima que não pode ser contida; uma tristeza que não se dissipa e uma saudade que não tem endereço; uma despedida dentro do breviário da vida humana. Até breve, camarada, valeu o bom combate.

 

Fica uma forte emoção que corta o peito. Seu filho Júlio Sena veio em minha direção e deu-me um forte abraço; forte e demorado abraço, sem palavras, mudo e seco, um abraço que não precisa falar, que não precisa dizer nada, simplesmente, para sentir uma energia forte, positiva, alegre para ser compartilhada por todos, dentro da tristeza ou ao tom que celebra a vida; a luta continua, camarada!

 

A vida não para e a luta continua, pode ser na estreita Ipirá ou no largo Universo (vale para mim e para você, Júlio), assim era a natureza de um corró, que virou Arismário, que se tornou um combatente das lutas populares. Se no Novo Plano houver alguma injustiça, podemos ter a certeza que um corró, de pernas cangalhas, vai bater na mesa e dizer NÃO; foi assim que começou a história da humanidade.

sábado, 11 de maio de 2024

O MAIOR CALOTE QUE JÁ ACONTECEU EM IPIRÁ

A dívida trabalhista indenizatória total da fábrica de calçados, que foi embora, com todos os seus operários (agora, inventaram uma nova nomenclatura, colaboradores) na planta de produção na cidade de Ipirá ficou em 20 milhões de reais (dado apresentado na última sessão 7/5/24 da Câmara de Vereadores de Ipirá).

 

Nessa novela de puxa e estica, vai ou não vai, terminou indo, apareceu a empresa A, que deu 20 milhões de reais pelo equipamento, em Ipirá, da fábrica que foi embora, esta não aceitou. Esta cifra quitaria a dívida trabalhista.

 

Foi para leilão. Apareceu uma empresa B e comprou por 11 milhões de reais todo o equipamento que era para ser vendido por 20 milhões de reais. Esta cifra não dá para quitar a dívida trabalhista.

 

Qual foi o arranjo que fizeram? Os trabalhadores perderão metade de sua indenização para livrar a cara da empresa que foi embora e salvar uma banda cara da que está chegando, porque não será preciso pagar o passivo deixado pela fábrica que foi embora.

 

Quem tomou no fiofó? Os operários (as). Nesse acordo, quem tinha 20 anos perdeu dez anos. Quem tinha 2 anos perdeu um ano. Perdeu para quem? Perdeu para a burguesia que explora esse ramo de atividade calçadista. A fábrica que foi embora não pagou e a que vem aí não tomou conhecimento dessa dívida. Os donos (burguesia) se safaram.

 

O que faltou? Faltou a classe operária invadir e ocupar a fábrica para chamar a atenção pública e acordar a Justiça para que seus direitos fossem garantidos.

 

E agora? Falaram até em 300 reais para o operário pagar ao Jurídico do Sindicato para ter direito à ação. Os vereadores fizeram as contas e 300 reais x 1000 operários deu 300 mil reais. Entrou dinheiro na jogada é problema.

 

Ah, mas isso aí é para o operário não sindicalizado! Sim, vamos colocar o ponto onde tem que ser colocado. Como é que fica o operário (a) sindicalizado que não paga nada para a Ação na Justiça, mas que perderá metade dos seus direitos no ACORDO realizado? Ficou no prejuízo e grande prejuízo.

 

“Mas ninguém trabalha de graça!” É verdade. A equipe jurídica recebe todo mês, desde quando foi contratada, e muitas vezes, o trabalho significativo é o que está posto no momento, sendo que o aproveitamento de uma situação para colocar o facão no pescoço, abre a possibilidade de ser tido como um oportunismo evidente.  Não se marcha só com os seus numa caminhada coletiva, então pulverize e abra as porteiras para que os colaboradores (e não operários) encontrem o melhor acordo para si.

 

Ipirá, com esse comando e domínio oligárquico se torna um município interessante. Perdeu 200 empregos para o Bravo no setor de calçado e, simplesmente, relativizaram: “não tem nada não, foi só um galpão!” “isso aí representa muito pouco!”

 

Ipirá perdeu uma fábrica de calçados (a segunda do Brasil) de 1200 empregos diretos e parece que nada aconteceu. A estrutura política oligárquica pouco se abalou. Também, quase nada poderia fazer. O Sindical badalou praticamente sozinho. Ipirá não se deu conta do prejuízo que isso representa.

 

Ipirá adora uma promessa, inclusive já se acostumou com isso, badalam que Ipirá vai receber uma fábrica de calçados de 150 empregos. Colocam isso como uma coisa grandiosa e espetacular. Isso representa menos do que o galpão que foi para o Bravo. “Ah, mas daqui a x anos (dez anos) ela estará com 2000 empregados!” Não esqueçam, que a que foi embora era a segunda do Brasil.

 

Essa fábrica que dizem que está chegando com 150 empregos não tem a categoria da que foi embora. Estão colocando a ‘possibilidade de’; inclusive, teve vereador que falou em fatiar a planta da fábrica em Ipirá para diversas (várias) fabriquetas. Estão de brincadeira. Não estão acreditando que virá; se vir será do tamanho de um galpão (os outros galpões ficarão inativos por tempo indeterminado, que só Deus sabe).

 

Tem mais, a fábrica só virá quando chegar; enquanto isso não passa de promessa de governo estadual e municipal. E tem mais! Do jeito que estão falando é muita conversa mole. Se fizerem o que o vereador falou, vai ficar um monte de fabriqueta; junta tudo, faz um fardo, que não dá uma banda da fábrica que foi embora.

 

A fábrica que foi embora faliu. Nenhum governo tem culpa. A coisa foi interna, no campo administrativo. Desviaram o capital da empresa. Muita mordomia; investimento em carro de corrida; diretor colocando (Ferrari ou Camaro) num guindaste para presentear a amante numa cobertura de um prédio; etc e tal. Qual é a empresa que vai suportar um esbanjamento desse? Está para nascer. Quem pagou e bancou essa orgia financeira? A classe operária de Ipirá contribuiu com seu suor para isso.

 

Esta fábrica que foi embora faliu bem falida, de perder até as cuecas? Não e não. Ela perdeu os anéis para não perder os dedos. Sacrificou parte do patrimônio, passou o pau em alguns passivos (caso de Ipirá) para manter um patrimônio maior do que toda a riqueza dos 1200 operários (as) de Ipirá e bem superior (bem superior mesmo) aos 20 milhões de reais que eles ficaram devendo aos operários daqui.

 

O vacilo dos operários da ‘fábrica que foi embora’ foi não ter entrado em contato e conversado com o advogado Carlinhos Oliveira (Carlinhos de Bartolomeu), um dos melhores advogados trabalhistas da Bahia, que por incrível que pareça, foi um dos grandes incentivadores para a formação e fundação do Sindical em Ipirá. Operário luta; colaborador não quer ver o patrão na pirambeira.

 

Não custa recordar. Ipirá era a segunda maior bacia leiteira da Bahia. A fama de Ipirá ia longe. Ao ponto da multinacional Nestlé vir para cá. Tentou, fez de tudo, não deu certo, bateu o carimbo e foi embora. Para o produtor de leite ipiraense foi o mesmo de não ter acontecido nada demais.

 

Hoje, a bacia leiteira não chega nem ao chulé do que foi um dia. Não tem uma Nestlé, mas tem muitos pequenos compradores de leite, até para fazer queijo, que nem a prefeitura deu uma autorização necessária para eles venderem o produto ao comércio. As oligarquias dizem que Ipirá não perdeu nada, só faz ganhar.

 

Infelizmente, Ipirá é assim: a nossa Ipirá vai perdendo o que conquistou um dia; suas oligarquias com seus apaniguados continuam afirmando que Ipirá é uma GRANDE e próspera cidade e o povo indiferente ao que vai acontecendo não faz questão do que está por vir. Vida que segue.
 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

O SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Parece muito mais um samba do crioulo doido. A vice Nina Gomes ajudou, contribuiu e lascou uma lapada de seis no antigo prefeito de plantão, que acha que a vice Nina Gomes deve defender com a língua e palavras a antiga gestão como uma coisa grandiosa.

 

Quem gaba o toco é a coruja. A vice não pode vestir uma camisa de uma criança de quatro anos para dizer que anda na moda. Assim não dá! É melhor a vice dá um cavalo de pau, pedir licença e ir fazer tricô na varanda de casa. É mais promissor.

 

Achar que a fábrica de calçado de Ipirá foi embora por falta de incentivo fiscal é batucada do samba do crioulo doido. A dita-cuja escafedeu-se porque faliu de fazer pena, de maneira tal, que quebraram a cumieira da casa para servir de porta de entrada para o ladrão, que surrupiou o capital para investir em mordomias. Não deu outra, virou massa falida.

 

Aí o beco ficou apertado e sem saída. O pessoal do governo pede para o pessoal ficar de boa porque vem outra para o lugar. Tem gente que gosta de comer H sem questionar. Pelo menos algumas perguntas: vem quando mesmo, antes ou depois das Eleições 2024 / 2026? A que foi embora era a segunda fábrica de calçados do Brasil, essa que vem é a primeira? Nem tanto, nem tão pouco.

 

Mais perguntas: a que foi embora empregava mais de mil pessoas diretamente; a que vem vai empregar quantas pessoas?  Se não é a primeira do Brasil, naturalmente, não empregará mais de mil pessoas. Dizem de boca, que empregará 300 pessoas. Assim sendo, o déficit de empregos em Ipirá é de mais de setecentos empregos. E tem gente que diz que Ipirá lucrou, porque pior é nada.

 

Não tem raiz quadrada que seja solucionada e deixe de apontar que Ipirá teve perdas volumosas e significativas na questão do emprego e renda.

 

É bem verdade que pisada da galinha não mata os pintinhos. É também verdade e é bom lembrar que a fábrica de calçados que foi embora pisou no pescoço dos seus funcionários, foi o maior calote que os trabalhadores tomaram em Ipirá. Houve muito vacilo. Não procuraram o advogado Carlinhos Oliveira (de Bartolomeu), um notório advogado trabalhista da Bahia. Até o momento os trabalhadores não receberam o de direito, que lhes é devido e a fábrica que se picou continua leve e solta, mas devendo até o cabelo do ‘quioquio’.

 

Afirmam batendo o pé no chão por três vezes, que a prefeitura de Ipirá está com a caçoleta (contas) abarrotada de bufunfa (dinheiro) e ainda dizem o valor com a boca inchada de vento: 80 milhão de real. Deixando transparecer que é para fazer fuzarca nas Eleições 2024. É bem possível, mesmo sem ser provável! Acreditai, ó filhos do divino metal!

 

Afirmam que o sujeito que teve a rua de sua casa / prédio asfaltada e não votar no indicado do prefeito (seu genro) é um miserável. Tá bem dito, ó bendita língua! Porque deverás entender que, quem com ferro fere, com ferro será ferido.

 

Uma prefeitura que tem 80 milhões de reais na conta e não faz uma ponte de cimento, que custará dois milhões, sobre um esgoto, não merece nem a pau e não tem por merecimento os votos dos moradores daquelas ruas, pois trata-se de um gestor insensível e miserável, que não atende as demandas e as necessidades da comunidade.

 

Tudo é coisa de doido. Tem até CPI sobre o futebol brasileiro e virou moda falar de roubo e gatunagem nas partidas, que está acontecendo mão grande da arbitragem. Isso não vai terminar bem.

 

Não sou torcedor fanático, nem apostador da maquininha e não tenho acompanhado o noticiário esportivo, nem os jogos, mas vou colocar minha sugestão porque estou preocupado e espero que não aconteça mortes, tiroteios, chacinas, brigas incontroláveis, nem enforcamentos de árbitros, então, desde já, que acabe logo, agora, este campeonato brasileiro de 2024 e evita-se mortes.

 

Não sei como encontram-se os times na tabela, nem quais estão em cima e quais estão na parte de baixo. Os times que estiverem na frente, com a mesma quantidade de pontos, que se faça um ‘cara ou coroa’ ou ‘par ou impar’ para definir o campeão e os quatros da zona de rebaixamento, que estão na rabeira, que sejam rebaixados.

 

Essa é minha opinião, embora não venha acompanhando os jogos e nem mesmo estou ciente das devidas colocações na tabela, mas essa é minha sugestão, isenta de qualquer paixão e interesse, mesmo que você ache que isso faz parte do samba do crioulo doido.