domingo, 13 de novembro de 2022

OBSERVE O 13 INVERTIDO DESSA GENTE!

Jacuzada, quem te viu e quem te vê! Tomou uma lapada de 6 mil votos nas eleições municipais. Nestas eleições de 2022, engoliu uma derrota de 8.328 votos (Jerônimo 21.751 contra 13.423 de ACM Neto). Neto era a salvação da lavoura. A tempestade poderá ter duração de décadas.

 

Tem muito sentido. A jacuzada está mergulhada num município de forte vocação pelo lulismo, então navega contra a maré. A macacada amarrou o jegue na sombra. Mas, nem sempre foi assim.

 

Na década de 50, a politicagem era feita com nomes de partidos nacionais; a jacuzada vestia a camisa do PSD, um partido de oligarquia conservadora, que não era lá essa coisa toda, enquanto a macacada vestia a camisa da UDN, um partido entreguista e golpista. Em Ipirá, o PSD levava a melhor, fazia a cama e não dormia na esteira.

 

Em 64, veio a ditadura militar. Os partidos, por força das baionetas, sofreram uma transmutação e a jacuzada (que não era jacu) ficou com o MDB e a macacada (que não era macaco) ficou com a Arena.

 

Na década de 70, a jacuzada vendeu a alma ao regime militar, perdeu a consciência (se é que havia), caiu no colo de ‘ACM meu amor’ e foi colocada no mesmo saco de farinha (Arena 1 e Arena 2) virando farinha do mesmo saco.

 

Em 76, eles implementaram o famigerado ‘sistema jacu e macaco’ e a população ficou toda dominada, dentro do quadro sintomático de uma população faminta e esfomeada. Não deu outra, em 82 Ipirá proporcionou a terceira maior frente eleitoral à ditadura militar na Bahia.

 

A ditadura militar começou a fraquejar. Na Bahia, Waldir Pires desbancou o carlismo numa eleição memorável em 1986. A jacuzada resolveu fazer o ‘pau de dois bicos’ e Diomário foi o serviçal encarregado de fazer o serviço sujo da tomada do MDB para a jacuzada. Em 1991, ‘ACM, o amor deles’ retoma o poder estadual e o MDB deixou de ser interessante para os jacus. Estava exposta a sua face oportunista.

 

Em 1989, no primeiro turno, Lula venceu em Ipirá, sem o apoio de nenhum chefe político do jacu ou macaco. Foi a primeira vitória do povo livre de Ipirá. As lideranças dos jacus e macacos estavam no mesmo balaio de gato e eram adversários do PT, pois combatiam a candidatura do presidenciável Lula e o povo aumentava a simpatia e o apoio por essa candidatura.

 

Outra vitória memorável acontece em 2006, quando Jaques Wagner vence na Bahia e em Ipirá, com todas as lideranças do jacu e macaco no campo contrário, e o prefeito macaco da época Diomário (o Dió) tinha dado apoio a Paulo Souto, mesmo assim, o PT venceu em Ipirá. Foi a vitória da vontade do povo livre, sem chefe e sem cacique.

 

Diferente de ‘ACM, amor deles’ que botava todas as lideranças do jacu e macaco no mesmo bocapiu de palha, o governador petista Jaques Wagner, para armar o esquema petista no interior, escolheu o grupo que estava no poder municipal e deu um canto de carroceria e desprezou o outro, que não estava no poder. Só colocou uma banda no bocapiu, a outra ficou chupando o dedo. O governo macaco do prefeito Dió foi contemplado com o apoio do governador petista e a jacuzada sobrou na buraqueira.

 

O domínio petista no estado caminha para vinte anos e, neste período, a jacuzada só ganhou um  mandato (quatro anos) municipal e administrou sem o apoio dos governos estadual e federal. Esse desprezo é um dos grandes tormentos da jacuzada, que jogou sua esperança em Neto 44 e carimbou sua trajetória na carreata do bolsonarismo em Ipirá. Como é a vida! Um passo para o abismo, dado lá atrás, equivale ao tamanho da queda para a ribanceira.

 

Se a jacuzada não pensar em 2024 agora, já foi! Qual é o poder de atração que possui a jacuzada neste momento de defasagem e debilidade? Não atrai nem jegue carregado de saco de açúcar descendo a ladeira da Caboronga.

 

Se a jacuzada está amarrada na tese da candidatura da prata da casa e da ‘família nobre’ deles e só abre para um trem carregado de grana, são obrigados a pensar duas vezes. Candidatura de família não atrai ninguém. Quem vai deixar o poder para entrar na aventura da família deles? Uma candidatura carregada de grana tem que ter quatro milhões de reais na boleia do carro para qualquer tentativa de tomada do poder. É mole?

 

Fora de casa e dentro do grupo tem a candidatura popular e conhecida de algum vereador do grupo à prefeitura. Por que não? Se vereador não serve para ser candidato a prefeito do grupo trata-se de um preconceito estabelecido pelos controladores do grupo. O vereador possui densidade eleitoral e é conhecido da população. Não tem candidatura melhor.

 

O grupo da jacuzada não tem como atrair, crescer e vencer somente com sua bolha. Depende, muito mais, do desgaste administrativo e da divisão do bloco da macacada. Abrir para a vice Nina ser a candidata da jacuzada ao poder municipal seria uma pá de cal no controle político da macacada.

 

Se assim não for considerado, como poderei responder a teu questionamento: ‘o lulismo não domina o município de Ipirá e por que o PT local não faz um vereador?’ Essa é outra conversa.

 

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

O MOSAICO GELATINOSO DE IPIRÁ


“Lula no Brasil, Jerônimo na Bahia e Nina Gomes em Ipirá. 2024 está ali na frente.” Se isso não for uma pretensão, significa um indicativo forte, muito  embora, ocorram embaraços intricados, porque a montanha é mais alta do que a força das pernas que pretende escalá-la.

 

Primeiro, a vice-prefeita Nina não tem a força política que tinha antes, devido à perda de espaços significativos no campo político como base de sustentação, ao perder dois mandatos de vereadores do seu partido em Ipirá por causa de um ato falho de coordenação e à perda da pilastra base de seu apoio político, o mandato de deputado estadual de Jurandy Oliveira.

 

Mesmo assim, não é uma força desprezível para ser desconsiderada. Está estabelecida e constituída como uma força política testada nas urnas com uma votação de 5.870 votos, ficando atrás da candidatura defendida pelo prefeito Dudi, por apenas 997 votos. O problema é que a vice quer usar anzol de piaba para pescar tubarão.

 

Uma grande questão está colocada no tabuleiro de acarajé: a vice tem coragem e determinação para se livrar do esquema jacu e macaco?

 

Pelo lado da macacada. A candidatura de Nina Gomes para prefeita de Ipirá tem o apoio de quem? O líder Antônio Colonnezi apóia? O grande chefe Diomário apóia? O prefeito Dudi apóia? Pelo prefeito, eu respondo, não apóia de jeito nenhum. Observe que a macacada vive uma briga de foice.

 

Pelo lado da jacuzada. A candidatura de Nina Gomes chegará com cacife para exigir a cabeça da pule? A jacuzada tem preferência pela candidatura da família, com sangue nobre. A vice pode tirar o cavalinho da chuva, essa isca a jacuzada não engole. Se a vice esquecer o propósito “...Nina Gomes em Ipirá” e aceitar ser vice, será bem-vinda na jacuzada.

 

Observe que dentro do esquema jacu e macaco em Ipirá, o papel político da vice Nina é secundário. A vice caminha muito mais para um ‘ai, se arrependimento matasse’ do que para a tão sonhada candidatura à prefeita.

 

Aí, alguém salta com duas pedras e diz: “mas a jacuzada está morta, não tem nem candidato!” Nestas eleições, a jacuzada foi um concerto  de música clássica, dançado na pisadinha, ao som de um paredão. ACM Neto era o ‘salvador da lavoura’ e o líder Luiz Carlos Martins via a própria candidatura a prefeito pelo suspiro do carote. Neto perdeu, a candidatura do líder da jacuzada não vai entrar pelo cano.


Em Ipirá, Neto teve 13.423 votos (a votação da jacuzada) e perdeu por uma frente de 8.328 votos. Isso anima quem? Marcelo Brandão, que perdeu com 6.094 votos. Naturalmente, vem aquele pensamento íntimo, que não sai pela boca: “Neto que é Neto perdeu por 8, eu que sou eu, perdi por 6, então eu sou melhor do que ele!” A lógica tem certo sentido.

 

A lógica cai pelas tabelas quando é observado que Marcelo Brandão teve sua oportunidade de ser prefeito e comportou-se como um aventureiro que fez desaparecer a liderança e as pessoas influentes da própria jacuzada e caminhou com vontade própria atropelando quem sombra lhe fizesse, para não ter assombração. Tem como mérito, a façanha de ter implodido a jacuzada. No dizer de Neto: “foi testado e reprovado pelas urnas.”

 

Mas, a jacuzada tem candidaturas competitivas dentro do grupo, mas não é da família. Isso para a jacuzada é o fim do mundo. Tem quatro vereadores que poderiam ser candidatos a prefeito do grupo. Vou dar um exemplo para ficar mais claro. Sem nenhum consentimento e autorização vou citar o nome do vereador com mais mandato, Divanilson Mascarenhas.

 

Se dividirmos Ipirá em duas bandas, o vereador Divanilson é conhecido por toda população de uma banda. Todos (todos mesmo) os moradores sabem quem é o vereador Divanilson. Exemplificando: ora se o vereador Divanilson se elege com mais de 1.500 votos (exemplo) e tem popularidade torna-se um candidato a prefeito em potencial. Por que não colocam seu nome nem nas indicações de pretendentes do grupo da jacuzada?

 

Aí vem uma outra resposta, que sacramenta a exclusividade da família na cabeça da chapa: “ah! O vereador não tem dinheiro para bancar a campanha.” Dessa forma a família vai se perpetuando no comando do grupo e os demais ficam com funções subordinadas.

 

A afirmativa: ‘o candidato a prefeito não precisa ter voto, tem que ter dinheiro para ter voto’ não deixa de ser uma contramão imprudente. Se o candidato não tem voto, mas tem dinheiro, quanto seria o saldo merecido para um vereador de 1.500 votos? Séria 80% do dinheiro de um candidato que não tem voto, mas tem dinheiro para ter voto. A candidatura do vereador Aníbal Ramos, em 2016, empolgou a macacada por ser a candidatura de um vereador, com popularidade e base de apoio nas camadas populares.

 

Dando dor de cabeça, apresenta-se a votação de quase 2.000 votos de Jota Oliveira e seus amigos, que optaram pela desobediência eleitoral ao chefe do grupo, deixando de lado a obediência cega e caminhando com firmeza e batendo de frente no incontestável.

 

Sem dúvida, a candidatura a prefeito do grupo da jacuzada 2024 vai ter que ser colocada numa mesa redonda, com muito fogo cruzado e faísca saindo por todos os lados, desde quando não há mais espaço para o indiscutível, que desce sempre goela abaixo.

 

Quem saltou uma fogueira e não queimou os pés foi o prefeito Dudi. Jerônimo governador, o prefeito ficou de boa. Se Neto tivesse chegado o prefeito ia ficar na fila do osso.

 

O prefeito Dudi está surfando nas festas e nos reparos de obras inacabadas. São poucas obras e realizações próprias. Mas, com o resultado eleitoral poderá melhorar substancialmente a sua administração com a ajuda do governo estadual e federal. Vai ter que cobrar o que devem a Ipirá.

 

O prefeito Dudi está disputando o comando do grupo da macacada. Seu estilo de competição é na base do chega prá lá. Deu um canto de carroceria na vice. Passou o trator no deputado JO. Não botou na gibeira candidatos dos ex-prefeitos Dió e Antônio (tiveram que apoiar o time do prefeito). É amigo do senador, do filho do senador, do deputado estadual mais votado em Ipirá, do governador Jerônimo. Quer mais o quê?

 

O prefeito Dudi está completando dois anos de administração. Está no mesmo patamar da gestão da jacuzada. Tem relevância a compra da residência dos estudantes ipiraenses em Salvador (com a ajuda do deputado federal Daniel Almeida), um patrimônio da juventude das camadas populares de Ipirá; fez a iluminação da entrada da cidade (coisa que Anguera tem há mais de 30 anos); está fazendo o calçamento de algumas ruas; fez o telhado do mercado (prestes a inaugurar); prosseguiu a reforma do Centro de Abastecimento. Ipirá é merecedor de muito mais.

 

Por sorte Jerônimo virou governador e o prefeito Dudi pode respirar aliviado, porque não vai entrar no sufoco. O prefeito Dudi coloque o deputado estadual Adolfo Menezes debaixo do braço e vá ao encontro do governador Jerônimo. Não tomou posse ainda? Não dê mole, nem vacile!

 

Prefeito Dudi, acorde homem! Nessa visita, não leve o ex-prefeito Dió, porque ele quer ver a toca do macaco pegar fogo para ser o principal sujeito da conciliação: “eu não queria ser candidato a prefeito, mas Dudi não aceita Nina e Nina não apoia Dudi, então, nesse caso, assim sendo, eu boto meu nome para apaziguar a macacada!”

 

Fique esperto, prefeito Dudi! Bote o ex-prefeito Dió no banco do seu time. Aqui prá gente, quem ficar no banco do seu time está perdido na buraqueira! O prefeito Dudi disse que a deputada Neusa Cadore estava no seu time. Se a votação que o prefeito Dudi deu para Adolfo Menezes fosse para a deputada Neusa, ela estaria eleita deputada com sobra, mas a deputada Neusa estava era no banco do time do prefeito Dudi, aí é problema!

 

Voltando à visita ao governador Jerônimo; prefeito Dudi! Coloque duas reivindicações (Policlínica e Universidade para Ipirá) escritas em pedaços de papel, coloque-os em cada uma das mãos deixando-as fechadas e diga ao governador Jerônimo: “meu governador Jerônimo! Nós demos uma lapada de 8 mil de frente na jacuzada e no Netinho em Ipirá, agora, chegou a sua vez de retribuir, escolha uma das duas mãos e a obra que for escolhida, o meu governador vai se comprometer em realizá-la.”

 

O governador vai dizer: “vou sim, meu prefeito Dudi! O meu prefeito Dudi acha que eu vou esquecer Ipirá? Ipirá deu uma vitória extraordinária para o companheiro Lula de 80,32% e para o governador, na minha pessoa, de 61,84%, então eu não vou escolher uma mão do meu prefeito Dudi, eu vou escolher as duas mãos do meu prefeito Dudi e espere lá quê a obra já vai!”

 

Ipirá está correspondendo no sarrafo mais elevado para vinte anos de gestão petista na Bahia e continuamos aguardando que nossas reivindicações sejam atendidas. Esse é um papel do prefeito Dudi. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

QUE SEMANA, VIRADA DO CAPETA!


Domingo (oito dias antes) o ex-deputado Roberto Jefferson mete bala na PF e foi preso antes de virar cadáver. A sensação de apreensão e medo contagiou o ambiente.

 

Na quarta, o Vasco jogou bolinha de gude e no aperto conseguiu empatar aos 50 minutos, estava classificado. Mas, aos 55 minutos, tomou o gol que adiou a classificação. Vai jogar fora de casa e no tapetão. Representou uma sensação daquelas que a pessoa perde o sono por longo tempo.

 

Na sexta, a direita ipiraense fez uma carreata com 200 carros, mais carro do que gente, numa sensação de que quebraria a boca do balão, mesmo amarrada numa previsibilidade de 8 mil votos (alcançou 6.860).

 

Ainda na sexta, o Bahia jogando pedrinha na Fonte Nova lotada, manteve-se no sufoco, não saiu do empate e ficou classificado. SE perder de 1 a 0 em Maceió e o time de Pernambuco ganhar de 6 a 0 em Goiânia, ainda assim, estará classificado para a série A. É uma sensação de medo, porque tudo é possível.

 

A sexta terminou com o debate dos presidenciáveis. O capitão chamava Lula: “vem cá Lula!”, que dizia: “fique lá, não se aproxime!”, só faltou dizer: “vai alisar um jegue, capitão!”

 

No sábado, o Flamengo se arrastava lentamente, vagarosamente, jogando um jogo duro, ensebado e apertado; o gol não saía, parecia que estava amarrado; num carrinho descompensado o gol foi assinalado, agora, parecia que o tempo não passava, mesmo assim, papou a Libertadores. Fica aquela sensação de que pegando o terceiro caneco tem o direito de pedir música.

 

Ainda no sábado, em Ipirá, a ‘passeata do 13’ tinha mais gente do que carro, deixando a sensação clara que a cacetada ia ultrapassar os 80%, o que de fato aconteceu.

 

O sábado continuava e a deputada federal Zambelli sacou uma arma e correu atrás de um eleitor negro para que ele pedisse desculpas. Tudo isso deixa uma sensação de loucura, principalmente, depois dessa forma de pedir voto!

 

Restava o longo domingo. Bolsonaro disparou na frente e botou vantagem de mais de 2%, deixando uma sensação de longa e dura agonia. Começou aquele chove-não-molha de votos, caindo um a um ou meio a meio.

 

Chegou a hora da emoção. A contagem arrastava-se lentamente, vagarosamente, parecia que o tempo não passava; o voto não saía com fartura, pingava; era sofrido na emoção. Do capitão ia diminuindo continuamente; da esperança ia subindo a ladeira continuadamente.

 

O candidato Lula só virou quando chegou a 67,76% das urnas. Repórteres da GloboNews soltaram sorrisos largos e afirmaram que ‘o calor passou e começou a fazer frio’. Os foguetes pipocaram em Ipirá.

 

O aperto continuava na base do pinga-pinga dos votos. Nas quatro linhas, restava o Nordeste e o Sudeste. A fé e a torcida estavam lançadas. Cada um achava que dava. O voto caía pingado, machucava na pisadinha, carregava na ansiedade e a emoção estava contida. A virada continuava amarrada, minguada e apertada.

 

Com 97,43% das urnas, Lula virou em Minas Gerais, o prego estava batido, com a ponta virada. Com 98,21% dos votos, Lula estava consagrado definitivamente e irreversivelmente como o novo presidente do Brasil.

 

Na segunda, os caminhoneiros estabelecem mais de 300 pontos de bloqueios nas estradas brasileira, com o argumento de que a eleição continha irregularidades. Durma com um barulho desse!

 

Na terça, até que enfim o presidente Bolsonaro falou. Defendeu as manifestações pacíficas, que fecham as estradas, como simples fruto da indignação contra as injustiças nas eleições, mas que não seguissem os métodos da esquerda, que não respeitam o direito de ir e vir. O capitão é da ordem e progresso. O processo da transição vai começar dentro das quatro linhas. Mas que as manifestações têm um caráter golpista, lá isso tem.

 

Vamos ao término, mais rápido possível, dessa semana. Observe o que eu postei no artigo anterior: ‘Anote aí: em Ipirá, no segundo turno, vão votar 38 mil eleitores, Lula ficará com 29 mil votos e Bolsonaro com 8 mil votos; branco com 0,6% e nulo 2%. Para governador, Jerônimo terá 24 mil votos; ACM Neto 13 mil votos; branco 1% e nulo 4%. Não aposte um centavo nisso, porque se você apostar, você vai se lascá’.

 

Em Ipirá votaram 267 eleitores a mais do que no primeiro turno. No segundo foram 37.159 eleitores (errei) esse é o número verdadeiro do eleitorado de Ipirá, mesmo que tenha 45 mil inscritos, porque a maioria dessa turma está na luta pela sobrevivência por este Brasil de meu Deus!

 

Em Ipirá, Lula teve 27.996 votos (80,32%)[errei por mil votos]; Bolsonaro teve 6.860 votos (19,68%) (errei, por mil e pouco); Jerônimo teve 21.751 votos (61,84%) (errei), ACM teve 13.423 votos (38,16%) (acertei, porque essa é a votação da jacuzada). Votos brancos 429 (1,16%) e votos nulos foram 1.874 (5,04%). A eleição acabou. Tire suas conclusões.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

SEM DISCÓRDIA VIRULENTA


O entrevero entre Lula e Bolsonaro na rede Bandeirantes não chegou à via de fato, mas a palavra mais citada foi mentira, motivo pelo qual, dou duas sugestões para o próximo debate: primeiro, que os debatedores façam um juramento sagrado de que não aceitarão a ‘tentação de satanás no seu pé-de-ouvido’; segundo, que tenha um ‘detector de mentiras’ para o alívio dos ouvidos dos eleitores.

 

A cena número 1 do debate foi quando Bolsonaro passou a mão no ombro de Lula e isso poderia ‘criar um clima’, mas mostrou que a idade trava o corpo e Lula não conseguiu dá um aú de capoeira ou uma esquiva à esquerda ou, mesmo, uma meia-lua de frente, para a mão do presidente passar abanando, nem ao menos, Lula mandou ele ir ‘alisar um jegue’. Sem tomar essas providências, Lula não deve mais vestir aquele paletó, que deve ser incinerado para acabar aquela inhaca azarenta e desagradável que ficou grudada.

 

Tem uma rádio em Ipirá que torce de forma escancarada por Bolsonaro e mandou a notícia com toda eloqüência: ‘Bolsonaro virou’.

 

Pensei: ‘virou o carro ou a moto?’ Não era nada disso, era a pesquisa e, agora, Bolsonaro estava na frente com 51 a 46.

 

Parece aquelas pesquisas eleitorais de jacu e macaco, quando qualquer ‘cacete armado’ de fundo de quintal apresenta um resultado para agradar ao bolso de quem paga.

 

Naquela eleição local, a lambança estava lançada: a jacuzada tinha uma pesquisa que lhe dava a vitória por 6% e a pesquisa do macaco anunciava a sua vitória com 4%. Qual das duas estava correta? A JUSTIÇA ELEITORAL comeu o H de ambos e deixou que as duas porcarias fossem divulgadas. A melhor solução seria fazer duas prefeituras, uma para cada grupo, com a devida divisão do município em duas bandas.

 

Na época, havia uma pesquisa interna de uma terceira força, que dava uma vitória de 0,4% aos macacos. Resultado das urnas, a macacada venceu por 49 votos.

 

Tem dois institutos que erraram ‘em parte’ no primeiro turno, que eu dou credibilidade, caso contrário, fico com a enquete que eu faço, jogando búzios para o alto e observando os que não vão para o chão.

 

Anote aí: em Ipirá, no segundo turno, vão votar 38 mil eleitores, Lula ficará com 29 mil votos e Bolsonaro com 8 mil votos; branco com 0,6% e nulo 2%. Para governador, Jerônimo terá 24 mil votos; ACM Neto 13 mil votos; branco 1% e nulo 4%. Não aposte um centavo nisso, porque se você apostar, você vai se lascá.

 

Eu coloco isso tudo para que você leia os dois últimos artigos postados neste blog e caia na real. O resultado fiel, exato e sem montagem acontecerá no dia 30 de outubro, após o pleito eleitoral. As pesquisas têm a dosagem necessária para ativar a ansiedade de cada pessoa na conformidade de cada interesse, por isso cada rádio puxa a sardinha para sua brasa.

 

O povo nordestino tem sido açoitado nas redes sociais por meia dúzia de pessoas com provável deficiência intelectual, mas sem dúvida, com grandes línguas afiadas no preconceito.  Tratar o povo nordestino com pouco apreço e muito desprezo é uma forma estúpida de depreciar o ser humano que tem a liberdade de escolha no processo eleitoral democrático.

 

Não adianta vociferar! O nordestino, em sua generosidade, tem um raciocínio indutivo e sabe o que é bom para a nossa comunidade. Na Bahia é barril dobrado, com Lula e Jerônimo na intenção de acolhimento, dificilmente teremos o desvio de rota. A população brasileira tem direito à escolha democrática nas eleições e isso tem que ser respeitado.

 

A Prefeitura de Ipirá de forma amigável mantém uma cobrança seletiva do imposto devido. Numa cidade pequena, o voto de cada cidadão é de conhecimento público. Necessário se faz, que o contribuinte do ‘grupo macaco’ tenha o mesmo trato para não transparecer a falta de critério à altura da cobrança amigável.

 

“A ausência de pagamento nos obriga a promover processo judicial de Execução Fiscal.” Tem LEI para isso. Nada é feito sem o amparo da LEI.

 

Se o caloteiro não pagar isso acarretará acréscimos legais (custas judiciais e honorários advocatícios). Se o caloteiro não obedecer a LEI e não pagar de jeito nenhum, esse grupo advocatício, naturalmente e legalmente, promoverá a expropriação da residência do cidadão caloteiro. Assim deduzo!

 

Na atual administração macaca atuam três escritórios de advogados de fora e existe um advogado local recebendo um salário de quase 8 mil reais. É um consórcio que abocanha quase 50 mil reais por mês. Quantos IPTUs se faz necessário para pagar a essa turma? Ao que parece, essa turma está de prontidão para agir contra o caloteiro e de certa forma fazer jus ao que recebe. Esses escritórios de advogados são um ponto obscuro na administração municipal em Ipirá.

 

O imposto do IPTU em Ipirá está mais caro do que em Estela Maris em Salvador. Não pode ser diferente. Pois temos em nosso município uma máquina pública cara, que tem que ser alimentada. O prefeito local recebe mais de 22 mil reais. Até pouco tempo, o governador do Estado recebia 24 mil reais. O prefeito de Camaçari recebe um pouco mais de 16 mil reais. Tire sua conclusão! O caloteiro vai ter que pagar até na marra.

 

O que devia existir era um ‘IPTU IMPOSITIVO’. O contribuinte pagaria o seu imposto (IPTU e outros) na JUSTIÇA, com uma INDICAÇÃO, deixando claro que a prefeitura só poderia fazer uso desse dinheiro para fazer o calçamento de tais ruas ou para comprar lâmpadas para a iluminação deficiente da Praça da Bandeira ou até mesmo, para tapar os buracos da Av. RGS com asfalto, porque a prefeitura colocou (imagine!) terra com brita para tapar a buraqueira no asfalto.

 

Assim o contribuinte não se sentiria lesado e saberia que o imposto que ele paga estaria sendo empregado em benefício da comunidade. Isso é colocado porque a administração pública no município de Ipirá (tanto faz jacu ou macaco) tem sido uma transferência de recursos públicos para setores privados amigos e, até mesmo, para uma casta privilegiada de funcionários públicos. Assim o contribuinte seria respeitado e não seria necessário colocar a essência de sua notificação.

SEM DISCÓRDIA VIRULENTA


 

domingo, 9 de outubro de 2022

NA TRILHA PARA 2024

No primeiro turno das Eleições Gerais no município de Ipirá compareceram para enfiar o dedão na urna 36.890 eleitores.

 

Tomaram um chá de sumiço 9.721 (20,86%) eleitores, que não foram assinar o ponto e não disseram a motivação.

 

O voto que o eleitorado deu com mais certeza e errou menos foi o de presidente. Foram 1.888 nulos (5,12%) e apenas 447 (1,21%) apertaram a tecla branco.

 

Aí não deu outra, Lula baixou o sarrafo com 26.950 votos(78%) contra 5.830 (17%)de Bolsonaro (frente 21.120 votos). Ciro 844; Tebet 602; Soraya 257; totalizando 1703 votos. O candidato do Novo teve 36 votos e o padre candidato laranja 20 votos. PCB/UP/PSTU faturaram onze votos.

 

O voto que teve mais erro foi o nulo de senador 5.585 (15,14%), deve ter sido fruto do voto casado. Os brancos ficaram em 5,05% (1.862 votos).

 

Teve mais voto nulo para governador 2.749 (7,45%) do que para deputado federal 2.256 (6,12%) e nulo para estadual 2.078 (5,63%)

 

O voto em branco (o eleitor tem que apertar a tecla branco) deputado federal 1.905 (5,16%), deputado estadual 1757 (4,77%) e para governador 829 (2,25%).

 

Deixando essa parte mais estatística de lado, vamos para a boataria dos números.  Você sabe quantos deputados federais foram votados em Ipirá? Simplesmente 337 candidatos. Na faixa de 1 a 100 votos 197 candidatos foram votados.

 

172 candidatos a deputado estadual foram votados em Ipirá. Na faixa de 1 a 100 votos 142 candidatos arrancaram votos.

 

Até pouco tempo isso era impossível. O sistema jacu e macaco formava uma carapaça impermeável e blindada que não permitia a entrada de muitos deputados de fora. Já houve eleição (no papel) que jacu e macaco faziam um acordo e dividiam entre eles até os votos brancos e nulos, chegando a fazer dois deputados estaduais daqui e os federais saíam daqui com uma carreta de votos.

 

Já foi o tempo em que o sistema jacu e macaco era impenetrável, hoje com a mobilidade de parte do eleitorado para estudar e trabalhar fora, com a ação das redes sociais, com a independência e conscientização do eleitorado é impossível fechar a cancela e impor ‘goela abaixo’ a vontade do chefe político.

 

A indicação do chefe vai ficando frágil. Os vereadores estão tomando noção da sua força e sabem que podem conseguir Emendas Parlamentares com seus deputados sem a interferência do chefe, então estão procurando contato direto e trazendo deputados sem ouvir o chefe.

 

Observe a situação da jacuzada; o líder Luiz Carlos Martins fraquejou na condução do processo, quando não conseguiu a unidade do grupo: ele disse que Jota Oliveira não era candidato a federal do grupo jacu e Jota conseguiu 1.963 votos, enquanto ele obteve 1.433 para seu federal, que era Marcelo Guimarães, considerando-se que não tinha apoio dos vereadores, que são os verdadeiros possuidores dos votos, mas Jota, também, não tinha esse apoio. Isso é fruto da insubordinação das pessoas, que questionam a indicação ‘goela abaixo’ do chefe.

 

Para estadual, a grande maioria dos vereadores do grupo apoiava a candidatura de Luciano Simões e a fatura foi de 2.664 votos, muito pouco quando comparado com a votação da macacada. Resta para a liderança abraçar uma posição política de extrema-direita ou de grande ingenuidade que emerge do seio da jacuzada, com 1.841 votos para Roma, 1877 para a deputada federal e 5.830 para Bolsonaro, quando a liderança do grupo jacu não teve força para abortar. É assim que se perde mais uma vez o trem da história, depois de ter apeado do vagão principal nos idos da ditadura militar, como se grande ato fosse. Quem se habilitará a conduzir o cabedal bolsonarista nesta terra?

 

Tem que ficar claro que nadará à braçadas contra a correnteza em um município que é lulista em sua maioria esmagadora. A melhor votação da jacuzada foi o estadual Luciano Simões 2.664. O eleitorado do município de Ipirá deu a resposta devida: Lula 26.958 votos; Jerônimo 20.411 contra 10.947 votos de Neto (frente 9.464 votos), deputado estadual da macacada (Adolfo 6.687) + (M. Oliveira 5.870) somando 12.557, a votação dos estaduais do PT (3.940). Além dessa situação, o grupo vem de uma lavagem na última eleição municipal com 6.094 votos de frente.

 

Os federais da macacada arrancaram 8.185 com Oto Filho; o PT alcançou 4.397 votos, enquanto a jacuzada não mostrou votação, nem na dobradinha com Jurandy Oliveira no apoio a Cajado (3.127), com o líder Luiz Carlos fora desse jogo. Mais do que nunca o grupo depende da vitória de ACM Neto para governador, uma candidatura que tinha 72% contra 6% de Jerônimo e escapou de perder por meio ponto. Será que essa lição não explica nada de nada.

 

A vitória do candidato estadual do prefeito Dudy contra a candidatura do deputado Jurandy Oliveira pode ser considerada uma ‘vitória de Pirro’, obtida a um preço elevado e potencialmente provocará prejuízos irreparáveis, como a divisão da macacada, a debandada da vice-prefeita e o gosto azedo de uma resposta que está entalada na garganta. O prefeito pouco se importa com isso e está deixando a frigideira desandar e caminha na pegada do “eles vão ter que engolir”. A vice ficou sem lenço e sem documento.

 

O deputado Jurandy Oliveira pendurou a chuteira definitivamente. Não haverá candidatura de deputado estadual, com chances de eleição, tão cedo em Ipirá, por isso os vereadores estão de prontidão e os chefes das oligarquias que torçam os narizes.


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

BATEU NA TRAVE

O voto da urna é uma imagem em HD, com foto em alta definição, sendo que, a pesquisa pode ser uma foto borrada. Resultado mesmo, do Brasil e da Bahia, só no dia 30 de outubro, no segundo turno.

 

A última pesquisa colocou 50 para Lula, dentro da margem de erro de 2 pontos para cima ou para baixo, deu 48. Para o capitão, a pesquisa colocou 36, com a margem de erro 38, pulou para 43, não percebeu o crescimento.

 

Na Bahia, foi que a foto borrou de vez. A pesquisa colocou Neto na frente, com 51 a 38. No frigir dos votos na urna, Jerônimo, O Herói do Sertão, não levou por 0,5 ponto, indicando que a pesquisa deixou de apontar e levar em consideração a subida continuada do petista e a queda vertiginosa do carlista.

 

Tem comentário que aponta o desvio da rota na abstenção de 20% nas eleições. Com qual garantia? O mais provável é que seguissem a tendência do voto que saiu da urna. É impossível colocar voto na urna de quem não compareceu, da mesma forma que é impossível acertar na loteria sem ter feito o jogo. É puro abstracionismo.

 

Na verdade, procurei saber o resultado das urnas de uma forma diferente, passando por algumas ruas preferenciais. Na rua onde mora o deputado Jurandy Oliveira observei que havia um silêncio sepulcral e as luzes estavam apagadas em sua residência.

 

Deu para sacar o tamanho do estrago: imaginei o fechamento da cortina e o encerramento da carreira gloriosa de um deputado de dez mandatos, que não conseguiu vencer a corrida com obstáculos para transferir votos para o filho, que era candidato.

 

Isso significa um grande tranco para a vice-prefeita Nina, que politicamente perdeu um deputado, dois vereadores, espaço no governo municipal e, naturalmente, força no xadrez político. Se o deputado e a vice não avaliarem o que e como aconteceu não sairão do miolo do redemoinho em que se meteram e ficarão trancafiados na ilusão dos tempos gloriosos, sem perceber que a força política de ambos declina dentro do grupo que militam até suas vozes ficarem roucas.

 

Ouvi os estampidos na direção da residência do prefeito Dudy. Pensei: “nem vou passar por lá!” Fiquei imaginando a casa cheia, com sorrisos, abraços e muitos mimos; afinal, o prefeito deu uma surra no deputado e por tabela na sua vice-prefeita, sem procurar aplainar as arestas, nem nivelar as saliências do grupo. No tabuleiro de xadrez, um chega prá lá comparado a um xeque-mate na base do ‘tome sua porradinha de leve e fique caladinha’.

 

Chega de confusão, eu vou é para a rua de Delorme, lá tem duas residências, que dá para eu compreender o que está acontecendo. Na residência do líder Luiz Carlos Martins, verifiquei que a luz era de penumbra, com meia-luz, naturalmente, com o líder coçando a cabeça para descobrir o que foi que aconteceu. Como é que seu grupo tomou um chá de sumiço e não compareceu às ruas ou às urnas? Ora, ora nem debaixo do pé de pau tinha um jacu para fustigar os macacos, que fizeram um meio-círculo de cadeiras e estavam tomando cerveja.

 

Na outra residência, a do grande chefe ex-prefeito Dió que, sem dúvida, estava descansando na cadeira de balanço, com um foco de luz direcionado para sua cabeça, um sorriso entrecortado entre os lábios e um cochilo não continuado, que mostrava a força política pensante dentro de um grupo que parece um bando de loucos, que graças ao seu critério arrancou 12.200 votos para o seu deputado estadual.

 

O que teria feito o ex-prefeito Dió? Não sei! Se conselho é coisa boa e se tem sentido depois do pleito, eu teria dito ao ex-prefeito Dió, para colocar o santinho de Menezes em um bolso e de Oliveira no outro e saísse distribuindo à torto e à direita, se isso não desse mais de doze mil votos, eu diria que essa macacada está fraca de dá dó.

 

Como ninguém está comendo esse H que coloco na tela, eu vou para casa olhar os resultados das eleições e fazer a minha avaliação mostrando quem tem farinha no gibão e dessa vez, com a certeza e a convicção dos votos que saíram das urnas e não com as previsões e incertezas de uma pesquisa que apenas procura ser uma alma penada que morre de inveja da verdadeira fala dos números. Aguardem e leiam a minha conversa com os números; não guardarei segredo.