sexta-feira, 13 de março de 2020

PREFEITO MB GANHOU DE VIRADA 2X1


Essa obra do asfalto no CENTRO de Ipirá tem maracutaia. Como é que pode uma obra ‘só’ ter duas licitações? A do asfalto do CENTRO de Ipirá tem.

A prefeitura de Ipirá iniciou a obra no pedaço que correspondia à obra TAMANHO G do governo do Estado. A Av. César Cabral consta na propaganda do governador do Estado. O prefeito MB não tomou conhecimento, iniciou e continuou, chegando até a Praça da Bandeira. O foguetório representou a conquista do território.

A prefeitura deu continuidade e fez a Praça da Bandeira. Tudo isso era demarcação da obra TAMANHO G do governo do Estado. Está na propaganda do governo do Estado. O que está acontecendo? O que foi que aconteceu? Qual foi o acordo feito entre o governo do Estado e a prefeitura de Ipirá? A população precisa de esclarecimento.

Ipirá virou um pandemônio. Infelizmente, nossa terra está vivenciando uma administração local muito deficiente e o governo do Estado não fez nada por Ipirá. Desta forma, grande parte da população de Ipirá tem toda a razão em está decepcionada com as administrações municipal e estadual naquilo que diz respeito à nossa cidade.

É nesse patamar que o asfalto (coisa normal em cidades menores do que Ipirá) chegou por estas bandas e endoidou e enfeitiçou as pessoas. Mas isso não é à-toa, é coisa arquitetada pelos poderosos e governantes para dominarem o povo. Não duvidem, as idéias têm um poder imenso sobre as pessoas e quando bem aplicadas elas cegam as pessoas diante do poder dos interesses dos governantes e oligarquias. O marketing serve muito para esse papel.

Quando o asfalto chegou neste século XXI (coisa que Ipirá deveria ter tido há 30 anos atrás), o povo endoidou. As oligarquias aproveitaram e tome-lhe dosagem de veneno na medida exata. É assim que se domina uma população. O locutor de uma rádio de Feira de Santana dizia, se referindo ao asfalto: “Ora, fica essa jacuzada de Ipirá querendo fazer filho na mulher dos outros, aí é bom ser pai da criança...”

A madeira cantada dessa maneira tem um efeito devastador na mente das pessoas, que deixam de pensar as coisas com sua própria cabeça e convicção, sendo que, uma obra pública, um asfalto público, que chega com um atraso vergonhoso de mais de trinta anos tem que ser recepcionado e festejado como uma suprema conquista e um presente dos deuses em dosagem dupla, o prefeito local e o governo do Estado. Isso encobre toda deficiência dos dois em relação à nossa terra.

O povo de Ipirá exige o esclarecimento do prefeito Marcelo Brandão, do governador Rui Costa e do deputado Jurandy Oliveira. Ao começar a obra pela Avenida César Cabral a prefeitura simplesmente estuprou a obra TAMANHO G do governo do Estado. Passou por cima. Desrespeitou a licitação pública e cometeu um ato claro de improbidade administrativa. O prefeito Marcelo Brandão tem que dá um esclarecimento.

Ao governo do Estado cabe mostrar o alvará da Prefeitura Municipal de Ipirá para a realização da obra, como falou o vice-governador João Leão no vídeo que ‘Ipirá tem inveja de Itaberaba’ porque Itaberaba tem e Ipirá ainda vai chegar. O alvará é necessário ou não? Se não existe alvará, a prefeitura começa por onde bem entender a sua obra, mas que a Av. César Cabral consta na propaganda tamanho G do governo do Estado, isso aí consta e é fato comprovado. Tem muita coisa nesse asfalto do centro de Ipirá jogado embaixo do tapete, sem esclarecimento. O governo do Estado não pode ficar calado.

Nos dois projetos constam ruas que já estão asfaltadas há três anos. É necessário esclarecimento. E se o prefeito Marcelo Brandão resolver asfaltar todo o centro da cidade (as mesmas ruas do projeto do Estado) tá resolvido, tchau e bença. Que o governo do Estado comece pelas ruas que já estão asfaltadas. É o que está acontecendo. É tudo uma combinação lá de cima. ‘É a comunidade quem ganha,’ diz o prefeito na esperteza que lhe é peculiar. Observem que por trás da materialização do asfalto existem questionamentos que precisam ser esclarecidos.

Em período de eleições aparece coisa que até o diabo duvida. Vamos fazer uma pequena retrospectiva. A caravana do grupo macaco chegou ao Hotel Ph... para a assinatura da Ordem de Serviço do tal asfalto. Não custa nada salientar que esse hotel é de triste recordação para a macacada, por significar o Dia do Fico...

Feito essa ressalva, é bom ressaltar que naquela foto histórica não ficou registrada a presença da grande liderança e pensador máximo dos macacos junto ao governo petista estadual, que não perderia uma oportunidade dessa envergadura para estar presente, estou falando de Diomário Sá e, também, da pré-candidata Nina. O pré-candidato Dudy estava presente e de peito aberto.

A macacada festejava efusivamente a Ordem de Serviço e o prefeito Marcelo Brandão deu início ao asfaltamento começando justamente por onde a propaganda do Estado dizia que ia fazer. O prefeito MB transformou a obra TAMANHO G do Estado em um tamanho (g) genérico. A reação do deputado foi inusitada: “deixa ele fazer a dele, depois nós fazemos a nossa, é uma obra do Estado e da prefeitura também.” Muito estranho essa colocação que consta no vídeo do assessor do deputado.

Vale uma pergunta: cumprir a licitação pública é ou não uma responsabilidade do gestor público em todas as instâncias? Continuando, mais estranho ainda, ficou a posição do prefeito Marcelo Brandão elogiando o esforço do deputado Jurandir Oliveira para conseguir o asfalto e que era uma obra da prefeitura e do Estado. Uma coisa civilizada, naturalmente.

Mas o prefeito MB tem que responder uma pergunta: o senhor desrespeitou ou não a licitação do Estado? Se desrespeitou legalmente, cometeu um crime de improbidade administrativa. Se não desrespeitou, evidentemente, é porque a obra do Estado nem alvará tem, não passa de uma Ordem de Serviço, que começou hoje, três dias após o prefeito dá o pontapé inicial, assim sendo, não haveria necessidade da recepção festiva do Hotel Ph...

Mas, poderia, quem sabe, haver um acordo de cavalheiro entre o deputado, o governo do Estado e o prefeito? Quem botar a mão no fogo poderá queimar. Quando o deputado diz: “deixa ele fazer a parte dele, depois nós faremos a nossa” e o prefeito faz questão de salientar que o governo do Estado é parceiro nessa obra e tem a coragem e a petulância de passar por cima de uma licitação que poderá causar-lhe conseqüências danosas é porque ele sabe que tem a proteção larga do deputado e o deputado sabe que tem o apoio firme e forte do governador.

Na política tem muita coisa nos bastidores. A pré-candidatura de Dudy representa a força do senador Otto. A pré-candidatura de Nina representa a ala do vice-governador João Leão. O deputado não ia trazer uma obra tamanho G para Ipirá para não reforçar a pré-candidata Nina. O governador Rui Costa precisa do voto do deputado na Assembleia e está colado nele. O prefeito Marcelo Brandão melhora sua imagem com o asfalto. Tudo pode acontecer embaixo do nariz do pré-candidato Dudy, até nascer o óbvio, bigode.

Pode fazer o DNA que o deputado é o pai do asfalto e está cobrando a fatura. Não duvidem sair uma chapa com a pré-candidata Nina, coligada com a jacuzada, com apoio do governador e vice. O asfalto faz coisa que até o diabo duvida. Pelo desrespeito à legalidade que estão cometendo as mãos estão dadas. O PT de Ipirá poderá está dando apoio ao candidato do senador contra o candidato do governador (baralho exclusivo de Ipirá) e a grande recepção do Hotel Ph... passará a ser o segundo trauma da macacada, porque passará a ser o Dia do Fico contra a macacada.

O prefeito, o deputado, o governador são devedores de um esclarecimento ao povo de Ipirá. Não poderão se omitir disso, senão estarão dando provisão a muitas especulações, inclusive as minhas. Já estou prevendo: como será a inauguração desse asfalto? Será que a macacada vai deixar o prefeito MB dançar regue, axé, forró e não vão sapecar nenhum arrocha? A população de Ipirá continuará no ritmo da sofrência com a carência imposta por jacu e macaco.      

quarta-feira, 11 de março de 2020

A MENTIRA TEM DUAS PERNAS


Do jeito que as coisas acontecem é necessário uma reflexão mais apurada, com as devidas indagações, porque tem muita contradição de ambas as partes. As obras do Estado e da prefeitura demoraram de chegar à Ipirá e quando apareceram vieram duas para o mesmo lugar e batendo cabeça. Durma com um barulho desse.
Começando pelos nomes das ruas. Nota do governo do Estado:” 08 localidades: Praça Ademildo Almeida, Avenida César Cabral, Praça Roberto Cintra, Avenida Anísio Dultra, Rua Henrique Praguer, Praça São José, Rua Eduardo Reis e Travessa São José.”
Panfleto da prefeitura:”09 localidades: Av. César Cabral, Pça. Ademildo Almeida, Trav Tiradentes,  Pça. São José, Pça Roberto Cintra, Trav. São José, Rua Henrique Praguer, Rua Valdomiro Lins, Av. Anísio Dultra.
Tudo nos conformes. Isso aí representa o Centro da Cidade de Ipirá. Existe uma pequena diferença entre as duas propostas: Travessa Tiradentes e Rua Valdomiro Lins( prefeitura), Rua Eduardo Reis (governo do Estado). Esta diferença de dois para um ou uma rua não representa nem meio quilômetro. Altera pouca coisa.
Nota da prefeitura:” A prefeitura licitou cerca de três quilômetros de asfalto, com recursos próprios, tendo sido vencedora a empresa BAHIA PAV, no valor de cerca de um milhão e quatrocentos mil...”
Nota da prefeitura:” e o governo do estado fez licitação via SEDUR/CONDER, para mais um quilômetro e meio, aproximadamente, no valor de cerca de 850 mil reais, através da empresa PAVI SERVICE,”
Nota do governo do Estado:” A obra está orçada no valor de R$ 877.560,18 (Oitocentos e setenta e sete mil, quinhentos e sessenta reais e dezoito centavos)

Observe bem: segundo a Nota da Prefeitura, foram licitados três quilômetros pela prefeitura e um quilômetro e meio pelo governo do Estado. Verdade ou mentira? Tem veracidade estas afirmativas?
Por que o mesmo espaço apresentado (levando-se em conta aquela pequena diferença de uma rua) deu uma medição de 3 km (prefeitura) e outra de 1,5 km (Estado). Quem está mentindo? Quem esticou a rua?
Tem muita contradição, muita informação desencontrada, o que deixa claro que tem um mentiroso nessa obraria. O governo do Estado afirma que vai asfaltar o CENTRO de Ipirá por 877 mil reais e a prefeitura afirma que vai asfaltar o mesmo CENTRO da cidade por 1 milhão e quatrocentos mil. Quem está com a verdade? Por que a diferença?
A prefeitura afirma que vai asfaltar 3 km no centro da cidade por 1 milhão e quatrocentos mil reais e o governo do Estado diz que vai asfaltar 1,5 km (metade) do mesmo centro da cidade por 877 mil reais. Quem está com a verdade? Por que a diferença?
Vale perguntar: os valores apresentados para o asfaltamento do Centro pelo Estado e pela prefeitura tem um valor superfaturado? Há, sim! São firmas diferentes e depende da textura do capeamento do asfalto!Tá respondido.
Uma pergunta: se o governo do Estado se compromete a asfaltar o centro da cidade nominado, não importa se é 1,5km, 3,0 km ou 4,5 km, o Estado garante que vai asfaltar o Centro da Cidade. Para que serve os 3,0 km da prefeitura com recursos próprios?
Outra pergunta: se a prefeitura de Ipirá garante que tem condições de asfaltar 3 quilômetros no centro de Ipirá, para que serve 1,5 km de asfalto, no mesmo Centro da Cidade disponibilizado pelo governo do Estado?
Mais pergunta: Por que a Avenida Anísio Dultra e a rua Henrique Praguer que são asfaltadas estão mencionadas na proposta do Estado e da prefeitura? Isso é cambalacho?
Tome-lhe pergunta – Por que a Prefeitura foi tão displicente na nota? “Cerca de 3 km”, “cerca de 1 milhão e quatrocentos mil”, “cerca de 850 mil” parecendo que tudo não passa de uma brincadeira e que a informação correta e precisa não tem importância. O Estado foi muito incisivo e preciso. Colocou o valor até com os centavos. Foi convincente neste ponto, ou não foi?
Uma questão ética. Na Nota da Prefeitura tem uma afirmação muito confusa e contraditória. Diz a nota:” As duas empresas se comunicaram e estão agindo de forma ajustada, para que o asfaltamento fique uniforme”.
Todas duas empresas vão receber integralmente os seus contratos? Como é isso? Nenhuma das duas vai cumprir o seu contrato? A divisão da obra significa não cumprir o contrato que foi licitado. E aí? Como é que vai ficar isso mesmo?
Olha bem! É a mesma obra com duas licitações. Isso tem envolvimento com o dinheiro público e não pode haver um acordo de cavalheiro e ilícito entre duas empresas. Isso tem cheiro de corrupção.
Uma das duas vai ter que suspender a sua licitação. Os dois contratos não podem ser cumpridos na mesma obra, no mesmo espaço, por ter comprometimento de ilicitude. Ou não é assim?
É assim que jacu e macaco resolvem os problemas de nossa terra, sempre na maracutaia. Um dos dois contratos tem que ser suspenso, por uma questão de ética, transparência, honestidade e respeito ao dinheiro público.
A ilicitude macula e suja a obra do asfalto do Centro de Ipirá, se vocês (governo do Estado e prefeito municipal) querem a lisura nas obras públicas resolvam essa sujeira que está posta, deixem de birra eleitoreira, retirem uma das duas licitações, a de 3 km ou 1,5 km e realizem 3 km ou 1,5 km de asfalto na periferia de Ipirá, que tem ruas sem nenhuma pavimentação e não vão ter grandes benefícios com o asfaltamento do centro.
E para complicar ainda mais, aparece um deputado chamado Sérgio Brito, fazendo o papel do ‘bom diabo’ e dando um depoimento favorável ao prefeito Marcelo Brandão do grupo jacu e outro favorável ao deputado Jurandy Oliveira do grupo macaco e, com isso, na sua ardilosa tática de ganhar os dois lados acabou atiçando o fogo do inferno.
O prefeito iniciou a obra justamente pela Avenida César Cabral, que consta na obra tamanho G do governo do Estado. Não tem jeito, o governo do Estado vai ter que se explicar. Tem que se juntar o governador, o prefeito e o deputado para tomar um bom whiski, de preferência escocês, e explicarem à população de Ipirá, como é que essa criança, chamada asfalto, tem dois pais.

segunda-feira, 9 de março de 2020

PREFEITO MB TOMOU 1X0

Tudo dentro do programado: cock-tail preparado no hotel, coffee break arranjado, outdoor arrumado, tudo com antecedência; carro de som, foguetório, placa, filarmônica, charanga, fanfarra, toda a linha de frente da macacada de prontidão, tudo isso para esperar o asfalto do centro de Ipirá, na segunda-feira, 9 de março.

As máquinas do asfaltamento tinham chegado dois dias antes. O motorista da transportadora indagou a uma pessoa onde desembarcaria as máquinas. Depois de ouvir a resposta de que era o governo do Estado que pagaria a conta, a pessoa disse: “é aqui mesmo que vai desembarcar!” O local fica em frente a uma oficina da jacuzada.

Tudo dentro do planejado. O asfalto da macacada, pago pelo governo do Estado, começaria na segunda-feira, 9 de março, mas por obra do destino ou praga de jacu, uma máquina asfáltica, ao desembarcar deu um catiripapo e quebrou. A obra só iniciará na quinta-feira, 12 de março. A pessoa, em frente à oficina da jacuzada, anunciou: “o asfalto do prefeito vai começar na quinta-feira (12/3).”

Observe que a lambança do asfalto está preparada e tem mais coisa para o asfalto da lambança. “Prá que essa festa da macacada, se o governo do Estado só mandou 1 km e 7 m de asfaltamento e o restante é recurso próprio da prefeitura?” Aí, para não ficar por baixo, um macaco responde à altura: “o prefeito MB deve dizer as ruas do asfalto com recurso próprio, porque o centro será asfaltado pelo governo do Estado!”

Para encurtar a escrita, pense numa conversa que vai ter mais quilometragem do que o asfalto e vai durar até o pleito eleitoral do município 2020! Depois de pensar nisso, indague por que isso é assim? A resposta não é complicada, porque Ipirá sofre do abandono nocivo do governo do Estado e da péssima administração do governo municipal. Ipirá está entregue à própria sorte e pelo desalento, descrédito e desrespeito porque passamos, qualquer coisa é uma grande novidade e um asfaltamento ganha ares de ‘coisa do outro mundo’ e tem mais patacoada do que borra de petróleo no chão dessa cidade. Então, é assim que tem que ser.

Em ano eleitoral, o asfalto ganha cara de obra eleitoreira e é disputado como tal. O candidato da macacada Dudy, que assumindo ares de MIDI HAIR, diz que vai transformar Ipirá em 2021 e, ‘o coitado’ não percebe que está enterrado até o pescoço no ‘esquema macaco’, que esse asfalto fortalece muito mais a candidata Nina à prefeitura, também pela macacada, porque tem o amparo do deputado Jurandy Oliveira.

O deputado Jurandy Oliveira assume ares de MEGA HAIR e diz que foi ele, que depois de quarenta anos como deputado, sem a cúpula da macacada, que conseguiu sua primeira obra para Ipirá, junto ao governo do Estado, que é esse asfalto e por isso a sua candidata Nina tem credencial para ter pelo menos uma vice na chapa. Com asfalto ou sem asfalto, o deputado está tendo o valor de uma banda de conto de réis dentro da cúpula da macacada.

Quem entrou pela culatra foi o prefeito Marcelo Brandão. O asfalto é a obra eleitoreira da salvação do dito prefeito. Nem que o diabo torça o focinho, o povo tem que acreditar que esse asfalto é obra e graça dos recursos próprios da prefeitura. Não pode ser diferente, até mesmo porque, o prefeito não pode ser considerado ‘um banana’ no município, onde o governo do Estado invade a cidade, bota asfalto nas ruas, sem a permissão ou alvará da prefeitura.

O prefeito Marcelo Brandão tem feito por merecer. O dito prefeito fechou a ESCOLA do povoado de Umburanas e transformou-a num depósito para entulho de cadeiras quebradas. Para o referido prefeito isso está certo.

Falhou a sua equipe especializada na recuperação do equipamento escolar (promessa de campanha) e o prefeito Marcelo Brandão não quer entender que uma ESCOLA é uma referência para uma comunidade, que se sente valorizada, amparada e protegida.

Sem a escola municipal. a comunidade sente-se surrupiada e extirpada em seu direito inalienável, que é ter uma escola na localidade, ao mesmo tempo que, essa atitude provoca uma perda imensurável, mais ainda, desvaloriza e desqualifica o povoado, que passa a existir sem escola e sem asfalto.

Esta postagem está sendo feita, às 6 h, da segunda-feira, 09 de março, antes mesmo de qualquer alvoroço na cidade, devido a chegada do asfalto.

Se por acaso as coisas não acontecerem do jeito que está posto, é porque fugiu ao programado e para solucionar esse bate-boca, eu quero dar uma sugestão: “Ô macacada! Ô jacuzada! não existe asfalto quente e asfalto frio? Façam o seguinte: 4 h da manhã, coloque a mão no asfalto, ele vai estar frio, é o asfalto do seu grupo; meio-dia, o sol à pino, lascando no meio da cabeça, o outro coloca a mão no asfalto, ele vai estar quente, é o asfalto do seu grupo.” Pronto, tá resolvido.

Deu para ouvir: “quem coloca a mão de madrugada é você” e a resposta foi imediata: “lá ele, eu vou colocar meio-dia, você é quem vai acordar de madrugada!” Enquanto isso, o candidato, o prefeito e o deputado saboreavam o vinho e a champagne do asfalto, e nesse reme-reme Ipirá continua entregue à sorte de sua própria população. Assim é que tem que ser, na idéia dos poderosos.

sexta-feira, 6 de março de 2020

É DE ROSCA. (58)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 58 (mês de março 2019)(atraso de um ano) (um por mês)

Sem ter o que fazer, o Matadouro de Ipirá resolveu fazer visitas aos amigos. A primeira casa a ser visitada foi a de seu grande amigo, o prefeito Marcelão. Sendo recebido pela secretária do lar Maria, que abriu o portão e foi dizendo-lhe:

- O prefeito Marcelão não quer falar com ninguém, mas como Vossa Pessoa é amizade das antigas ele vai fazer uma reconsideração e vai trocar umas duas palavras com Vossa Pessoa. Emboramente ele esteja bem guardado no quarto de dormir, depois que apareceu esse tale de Corujão ele tem ficado noite e dia e dia e noite nesse entocamento.

- Sabe lá o que vem pela frente. Corujão soltou mais três áudios - disse o matadouro.

- Êta, que eu não quero nem botá os ouvidos prá escutar o que esse tale Corujão diz! Que Deus do Céu tenha misericórdia e que não nos falte nos momentos de aflição! O que é que esse tale Corujão tá querendo, meu Deus do Céu? Esse tale Corujão tá bem lá por São Paulo, agora fica de lá querendo vir prá cá. Fazer o que por estas bandas? Por que esse tale Corujão pegou essa implicância com o prefeito Marcelão?

- Pelo que ele anda dizendo é por causa das rachadinhas – disse o matadouro.

- Das rachadinha da família do presidente Bolzonaro? – indaga a secretária do lar.

- Não, é das rachadinhas da família do prefeito Marcelão – respondeu o matadouro.

- Esse povo também fica inventando coisa que não deve e adispois só dá nessa confusão toda, isso mim alembra a macacada com a invenção do empresário-laranja na prefeitura, será que não tinha outra cor? Deixa essas coisa pra lá! Que o bom Deus bote sua mão e proteja a todos nós dessa bagaceira que se aproxima. Pode entrar aí no quarto e vá trocar um palavrório com o prefeito Marcelão.

- Dona Maria! Essa gente não inventa nada, apenas copia – complementou o Matadouro de Ipirá, que foi entrando no quarto e dando bom dia ao prefeito Marcelão, que estava embaixo da cama, agarrado a dez espigas gigantes de milho transgênico, para você entender melhor, dez milhões.

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu não quero muita conversa e minha palavra é uma só, eu vou inaugurar o Matadouro de Ipirá em abril desse ano e nem que ele não abata um garrote ele vai ser inaugurado, nem que para isso eu tenha que abater Corujão, Canário, galinha, saqué, jacu. Olhe aqui, seu Matadouro de Ipirá! Vá embora daqui, que eu não quero ver sua cara – disse de forma ríspida o prefeito Marcelão.

- Dona Maria, o que está acontecendo com o prefeito Marcelão? Ele está botando us eleitor da jacuzada prá fora. O home é o candidato da jacuzada e não tá nem aí prá jacu; ele escorraçou um bocado de filhote de jacu, ele pisou no pescoço desses filhotes e fica pensando que joga um punhado de milho e a jacuzada vem toda com o rabo entre as pernas, ele tá muito enganado.

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu já disse isso a ele, mas ele tem uma cabeça dura e us ouvido tapado, ele pensa que resolve tudo em cima da hora, mas o relógio dele não tem ponteiro.

- Dona Maria! O que eu vou lhe dizer aqui não conte prá ninguém, eu tenho uma impressão que esse prefeito Marcelão é macaco e não gosta de bicho de pena, ele quer acabar com os corujão, com os canário e com os jacus. O melhor cabo eleitoral da macacada é o prefeito Marcelão. Eu vou investigar isso a fundo.

- Investigue mesmo, seu Matadouro de Ipirá! E pode ficar sossegado, porque de minha boca ninguém vai ter o que contar e que Deus do Céu bote a chagas de suas mãos sobre a nossa terra, porque lá isso vai ser preciso.

O Matadouro de Ipirá seguiu sua peregrinação e foi parar na casa do pré-candidato Dydude, que estava sentado numa mala de dinheiro e foi dizendo:

- Isso aqui, é para minha campanha. Nem eu sei quanto tem nessa mala, mas que eu estou com uma disposição monetária para enfrentar essa campanha, isso eu não nego e não abro nem para o trem. Já estou em campanha. Quem estiver com algum problema, pode vir, pode chegar que a gente dá uma solução.

- Ô candidato Dydude! E a solução da vice da macacada já foi apresentada? – indagou o Matadouro de Ipirá.

- Seu matadouro! A solução está na minha mala e a vice eu boto na geladeira. O meu vice é o ex-prefeito Dió. Tem vice melhor do que esse? Não tem. Agora, eu não quero mim meter, nem pensar nesse embrulho. Isso aí, essa decisão eu deixo para o ex-prefeito Dió, que é o pensador do grupo. Tem aí, uma meia dúzia de macaco que não quer ver minha mala na campanha, eu digo pra eles o seguinte: eu não preciso da ajuda deles, eu vou fazer minha campanha com a minha mala, quem vai mandar sou eu e minha mala e não quero palpite deles prá nada, se quiserem assim, que venham, se não quiserem que vão para o ninho da jacuzada.

O Matadouro de Ipirá ficou observando aquela situação e pensou: “dessa vez, esse candidato Dydude não vai fugir dessa parada, nem que ele tenha que jogar fora meia dúzia de mala com bufunfa.” Despediu-se do amigo candidato Dydude e foi para a casa do seu outro amigo o deputado Jura.

- Foi bom você aparecer aqui em minha casa, seu Matadouro de Ipirá! Vossa Pessoa é a única pessoa com quem eu posso trocar confidência nesse momento difícil de minha vida. Meus amigos da macacada são meus verdadeiros inimigos, eles agora, com esse ex-prefeito Dió na linha de frente, estão querendo jogar o governador de Costa contra minha pessoa. Ele que venha, que ele vai ver o que é bom prá tosse! Junta essa comitiva toda de macaco, multiplique por dez, que não vale uma banda de um deputado. O governador de Costa precisa é do deputado Jura e não dessa comitiva de macaco que não vota na Assembléia.

- Mas, deputado Jura! Deixe eu falar também, V. Exa., quer falar sozinho, deixe eu falar duas palavras; parece que V. Exa., virou um pedaço de papel pardo na macacada, nem uma vice indicada por V. Exa., eles aceitam; cuidado, com seu cargo de deputado, que tem gente na macacada, que quer passar a mão nesse cargo.

- Taí macho, uma coisa que eu pago prá ver! Eu tenho meus amigos em nossa terra, eles sabem que podem contar com esse deputado amigo na hora da precisão. A porta da minha casa sempre estará aberta para meus amigos. Os votos que eles tirarem de mim aqui, eu consigo fora daqui. Quanto a isso não tem problema. Agora eu lanço a pré-candidata Dinina e eles rejeitam na truculência, isso eu não aceito. Cadê a pesquisa? Cadê a democracia? Isso aí, não! Isso aí, eu não aceito de jeito nenhum.    

O Matadouro de Ipirá despediu-se do deputado Jura e foi andando para sua casa, com o pensamento na atual situação dessa terra: “o deputado Jura não é menino! Ele sabe que o ex-prefeito Dió quer dá um canto de carroceria nele, quer esvaziar o seu pneu dentro da macacada; sem poder de fogo e sem voz dentro da macacada, o deputado ficará mais fraco do que uma galinha; se hoje, não tem moral para indicar uma vice, imagine um deputado em 2022, aí entra um espertalhão no lugar dele com o apoio do prefeito, do senador e do governador. Olhe, eu não quero nem pensar numa desgraça dessa, depois vão ficar dizendo que sou eu que fico inventando coisa!” O matadouro continuou sua caminhada, mas em sua cabeça martelava uma questão: “dessa vez quem vai dá rabichola e faltar com a palavra nessa nossa querida terra: Corujão, o atual prefeito, a mala, ou o deputado? O bicho vai pegar.”

- Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.


domingo, 1 de março de 2020

AS ÁGUAS DE MARÇO


A gestão do prefeito Marcelo Brandão corre contra o tempo. O calendário está apertado. Faltando 10 meses para o fim do mandato, 7 meses para as eleições municipais de 2020, 5 meses para a campanha da reeleição e 3 meses para o impedimento de inaugurar qualquer obra com fins eleitoreiros. É a corrida contra o tempo. São dez meses à espera de um verdadeiro milagre ou de um golpe de sorte.

Uma administração equivocada causa um estrago prejudicial ao município. Uma gestão equivocada e sem transparência provoca uma perda irreparável dentro de seu próprio grupo. É isto que está acontecendo claramente com o prefeito Marcelo Brandão. Qualquer observador mais atento poderá tirar suas próprias conclusões.

Em 2012, o atual prefeito Marcelo Brandão perdeu uma eleição por 49 votos (uma sala de aula); retornou vitorioso em 2016 e representava uma esperança para seus eleitores. Naquele período, o desgaste da macacada era acentuado e o candidato MB venceu uma frente política formada pela macacada, PT e Renova.

O projeto em torno da candidatura MB, naquele período, era robusto, tinha força e energia, ganhou as eleições e fez a maioria na Câmara de Vereadores. A candidatura MB tinha a capacidade de contribuir com a esperança de mudança e tinha respaldo para alavancar e somar votos para as eleições proporcionais junto ao eleitorado.

Foram eleitos 8 vereadores pela jacuzada: Divanilson, Suíta, Eki, Mundinho de Nova Brasília, Mundinho do São Roque, Laelson, André e a vereadora Paula. A menor votação foi de 873 votos. A macacada, que perdeu as eleições, fez 6 vereadores e a menor votação foi 1.200 votos. Quem vence as eleições majoritárias sempre faz a maioria na Câmara de Vereadores, tem sido assim.

Para as Eleições 2020, a conjuntura é outra totalmente diferente. O desgaste do atual prefeito Marcelo Brandão é acentuado e o vereador da jacuzada que tiver alguma dúvida e queira fazer a prova dos oito (vereadores) e nada fora, que indague ao seu próprio eleitor e tire suas conclusões. O prefeito Marcelo Brandão colocou o seu grupo jacu num beco sem saída. A administração do prefeito Marcelo Brandão criou uma situação de corda no pescoço para os oito vereadores do grupo da jacuzada.

O prefeito Marcelo Brandão não está no mesmo patamar de aceitação e popularidade de 2016. Isto está claro e evidente. O prefeito Marcelo Brandão teve um tratamento isonômico para com os oito vereadores da jacuzada? O prefeito Marcelo Brandão olhou e praticou a igualdade com todos os vereadores da jacuzada? Essa pergunta é importante e relevante.

O projeto individual do prefeito Marcelo Brandão não é coletivo e vem causando a deterioração do próprio grupo e está mais fraco do que em 2016. Hoje, o projeto familiar MB causa um prejuízo efetivo, concreto aos eleitores do grupo jacu e, principalmente, aos 8 vereadores da jacuzada, isso será comprovado nas Eleições de outubro 2020.

Se o projeto pessoal do prefeito MB ajudou no passado, hoje os 8 vereadores são prejudicados pela ação administrativa do prefeito Marcelo Brandão que está afundando o grupo e botando o barco na perdição.

Hoje, quem necessita de apoio gigantesco é o prefeito MB, que precisa de uma ajuda extraordinária destes oito vereadores, que terão que vestir a camisa, deixarem o couro e o osso e dar muito sangue para levantar um candidato em queda no precipício.

A lei eleitoral proíbe as coligações para as eleições proporcionais de 2020. O chapão de jacuzada será o ‘chapão de morte’. Na corrida que vai, se perder as eleições, a jacuzada ficará com 6 vereadores do grupo atual. Se a esquerda conseguir dois vereadores, a jacuzada ficará com 5 vereadores.

Quais serão os três vereadores que perderão o mandato? É bem previsível que garantirá sua eleição o vereador que tiver mais de 1.300 votos dentro do chapão dos jacus. Para ter essa quantidade de votos é necessário um gasto elevado de recursos na campanha para vereador.   

Quais serão os três vereadores da jacuzada que perderão o mandato? Juro que não sei, embora que, tenho a certeza que continuarão com os mandatos aqueles que tiveram o apoio, a ajuda e a gratidão do prefeito Marcelo Brandão durante três anos. O que define é justamente o tratamento diferencial e preferencial do prefeito.

A ação personalista e vaidosa do prefeito MB é prejudicial ao conjunto dos vereadores do grupo da jacuzada porque não atrai votos, nem tem simpatia no conjunto da população, refletindo no esvaziamento dos votos no atacado para a jacuzada. Quais são os vereadores que ficarão colados nessa candidatura correndo risco de perder o seu mandato? Quem vai ficar junto de um mandacaru que não dá sombra?

É triste perceber que estes três vereadores em perigo estão presos ao projeto de continuísmo do prefeito Marcelo Brandão que naufraga na Lanterna dos Afogados, abrindo mão do projeto individual de continuar com o mandato de vereador para morrerem abraçados a um prefeito embrulhado num desgaste profundo.

O quadro eleitoral da jacuzada não é nada promissor. A falta de um líder ativo e enérgico para botar ordem na casa é notória. Oito vereadores com a boca cheia de dentes, aberta, escancarada, esperando a morte chegar. Para o prefeito restam dez meses, para o vereador só e somente só, o mês de março. Quem vai tomar uma atitude neste barco à deriva?

A prova cabal que esse governo MB está um caos completo e chegou ao mais baixo nível, ficou patente no bate-boca, via zap zap, do prefeito com Corujão por causa da subtração de dinheiro.

As águas de março costumam ser benevolentes com quem nada com liberdade e sabedoria. Senhores vereadores e pré-candidatos da jacuzada, o perigo está no 1º. de Abril 2020, abram os olhos!  

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

É DE ROSCA. (57)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 57 (mês de fevereiro 2019)(atraso de um ano) (um por mês)

Carnaval de Salvador: 17 milhões de foliões no circuito. O deputado Jura olhou para o Matadouro de Ipirá e fez um breve comentário:

- Seu Matadouro de Ipirá! Eu vou dizer uma coisa prá Vossa Pessoa, se eu tivesse um eleitorado de 17 milhões de votos eu ia tá lá correndo atrás de vice da macacada! Eu lançava a pré-candidata Dinina na cabeça da pule e pagava prá ver a bagaceira.

- Deputado Jura! Eu quero ir prá casa. Eu não sou pipoca prá ficar no sufoco de Salvador, nesse excesso de aglomeração de eleitor de Neto, de Costa e Canário. Eu quero é ir pra terra do macaco e jacu.

- Calma, seu Matadouro de Ipirá! Eu vou te levar prá sua casa, mas antes vamos passar na praia para eu encontrar meus eleitores.

- Deputado Jura! O senhor não descansa um minuto, tá sempre na correria atrás de eleitor e voto; eu por meu lado, eu quero é ir prá casa.

Carnaval de Guarajuba. Uma onda gigante se aproximava da praia e um surfista aproveitava aquela belezura para surfar na crista da onda. O deputado Jura não perdeu tempo e disse:

- Olha lá, na onda gigante, aquele surfista é meu eleitor!

- Aquele lá, surfando na onda gigante é o pré-candidato Dydude.

- É mesmo, vamos lá. Esse Dydude sempre votou em mim prá deputado, lá isso eu reconheço. Agora, que eu sou deputado, eu quero entrar na onda dele com a pré-candidata Dinina e ele tá dizendo que a onda dele é gigante e que não precisa da pré-candidata Dinina. Vê se pode uma idéia dessa? Vê lá se um deputado vai gostar de uma humilhação desse tipo.  

- Oh, deputado Jura! Que grande e boa oportunidade para eu lhe dizer umas duas palavras. Eu estou numa boa na minha onda e a onda é minha e o senador que é bem mais do que um deputado já disse que a onda é minha e o filho do senador, o Ottinho, já disse que sou eu quem vai escolher a vice e minha chapa é Dy na cabeça e Di na vice – falou o pré-candidato Dydude.

- O senador está certo e sabe o que diz. Eu concordo plenamente com essa chapa e apoio a sua candidatura e vamos vencer e dá uma cacetada nessa jacuzada. Essa chapa Dy + Di não perde prá ninguém da jacuzada. Já estou na campanha, vamos votar em Dydude na cabeça e Dinina na vice.

- Alto lá! Não atrapalhe minha onda. Minha chapa é Dydude, que sou eu, na cabeça e a vice será Di com um ó, meu Deus! V. Exa., deputado Jura não quer entender que meu Di tem um O com acento na vice.  Tá claro, Dydude na cabeça e Dió na vice e essa pré-candidata Dinina, pega ela aí macacada prá botar na geladeira, não, num freezer.

- Calma aí, macacada! O que é isso? Eu estou aqui para pregar a paz no carnaval, eu não boto veneno, nem crio intriga, eu só quero ver vocês no bloco Largadinho – disse o Matadouro de Ipirá apaziguando.

- Vamos embora Matadouro de Ipirá. Isso não vai ficar de graça. Esse senador não tem mais prestígio do que eu em minha terra, ele pode mandar em Rui Barbosa, aqui em minha terra, deputado Jura tem serviço prestado e voto. Vamos passar no Conde, seu Matadouro de Ipirá.

Carnaval no Conde. Na beira da praia, esperando uma onda, quando foi avistado pelo Matadouro de Ipirá, que gritou sem aflição:

- Deputado Jura, olha quem está ali na beira da praia, o prefeito Marcelão!      

- É verdade! Esse aí nunca votou em mim prá deputado. Como vai prefeito Marcelão? Só de boa aí esperando uma marolinha para molhar os pés, não é prefeito Marcelão?

- É isso deputado! Eu quero comprar uma prancha de dez milhões de reais para pegar uma onda gigante, ai eu vou pra cima, vou botar pra correr até o surfista Medina. Deputado Jura! Eu vou fazer uma obra em nossa terra, que a eleição vai ficar uma moleza.

- Prefeito Marcelão! Aqui no Conde não tem onda gigante e por enquanto V. Exa., está surfando numa marolinha, mas vamos fazer um acerto se essa obra não sair a cabeça fica com a pré-candidata Dinina e V.Exa vai de marolinha na vice.  

- Deputado Jura! Vou telefonar e fazer uma conexão com o Conexão da FM: “Alô Conexão, preste bem atenção povo da minha terra! A macacada em doze anos na prefeitura fez a orla de Ipirá e eu, como representante da jacuzada, vou levar uma praia para beira da orla. Com a realização dessa obra eu vou ser um candidato imbatível se a minha vice for a pré-candidata Dinina.”

O deputado Jura acrescentou “Você está certo.” Ao mesmo tempo, uma voz entrou no ar: “BOM DIA! Aqui é Corujão, estou chegando aí no Carnaval e quero receber meu dinheiro!” Êta que o prefeito Marcelão emburacou dentro de casa e ninguém viu mais o prefeito.

- Vamos seu Matadouro de Ipirá, vamos para o carnaval de Ipirá – disse o deputado Jura.

Carnaval em Ipirá. O deputado Jura passou pela avenida principal, que estava sem o prometido asfalto. Todo o comércio fechado. A cidade vazia e parada por três dias de carnaval. Quando o deputado Jura chegou à Praça da Bandeira, o Matadouro de Ipirá apontou:

- Olha ali, deputado Jura! É o bloco do professor Zé Miraldo que tá brocando na cidade.

O Bloco do professor ocupava a praça com um paredão, que estava em frente ao bar de Zé Antônio e o povo ocupava o espaço até em frente ao Banco do Brasil. Tinha uma pequena multidão. O deputado Jura olhou e observou: “Essa terra já pega um carnaval para desentupir o carnaval da capital. Se a pré-candidata Dinina for prefeita dessa terra, isso vai acontecer.”  

Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

É DE ROSCA. (56)


Estilo: ficção
Modelo: mexicano
Natureza: novelinha
Fase: Querendo imitar Malhação, que não acaba nunca, sempre criando uma fase nova, agora é a do prefeito Marcelão.
Capítulo 56 (mês de janeiro 2019)(atraso de um ano e 1 meses) (um por mês)

O Matadouro de Ipirá estava tranqüilo, quando apareceu uma Hilux em sua porta e ele ouviu o convite:
- Seu Matadouro de Ipirá! Entre aqui e vamos para uma reunião ali no gabinete.

O Matadouro de Ipirá não pensou duas vezes e emburacou no carro. Quando o carro estava no povoado do Pau Ferro, o Matadouro indagou:
- Nós estamos no Pau Ferro, já passamos da prefeitura e do gabinete do prefeito Marcelão.

- Isso é um sequestro e fique calado senão vai ser pior para você.

Agora, leitor e seguidor dessa novelinha, pense num pripocó na cidade, quando esse sequestro tornou-se um conhecimento público, dizia alguém: “a polícia divulgou a placa da Hilux, é DUD 55 PR” outros diziam: “o sequestrador é um empresário de Irecê” e a maior pergunta: “quem vai pagar o resgate?” Alguém respondia com a maior certeza: “é o prefeito Marcelão” uma nova pergunta: “e onde está o prefeito Marcelão, que ninguém vê?” A resposta vinha em seguida: “o prefeito Marcelão está entocado embaixo da cama, com medo de um corujão!”

Levaram o matadouro para o cativeiro. Um local sofisticado e luxuoso na capital baiana. Logo na entrada, o matadouro observou uma placa “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” Era o gabinete do deputado Jura, que veio receber a comitiva:

- Que grande surpresa! O que é que traz ao meu gabinete uma comitiva tão representativa da macacada da minha terra? Depois que eu consegui o asfalto, eu tenho o reconhecimento de minha força junto ao governador, até do matadouro.

- Deputado Jura! Estamos aqui para uma partida de sinuca – disse uma liderança.

Logo no início da partida, armaram uma sinuca de bico que deixou o deputado Jura sem lenço e sem documento, quando ele ouviu: “diga agora, deputado Jura! Quem é seu candidato a prefeito?” O deputado Jura sapateou, passou o lenço no rosto para a retirada do suor e foi dizendo:

- Bem! Nosso grupo tem boas candidaturas para vencer essas eleições, a candidatura da pré-candidata Dinina é um excelente nome. Meus amigos! Vamos mudar de conversa e vamos jogar o jogo do balanço do caminhão.

- Não vamos mudar de conversa coisa nenhuma! Vamos mudar de jogo, mas a pergunta é uma só: quem é seu candidato a prefeito? – indagou uma liderança.

Deram um canto de carroceria no deputado Jura, que no aperto e sem saída, voltou a falar:

- Bem! O que eu queria dizer aos amigos da macacada é que a candidatura que eu defendo dentro de nosso grupo da macacada é a candidatura de Di.

O deputado Jura foi interrompido pela liderança-mor que foi dizendo:

- Não gagueje deputado Jura, quem é o seu candidato a prefeito? E vamos para um novo jogo, agora é o xadrez.

- É isso que eu ia dizer, eu já estava no Di, quando fui interrompido, mas retornando onde eu fui interrompido, justamente no Di, e agora eu vou dizer para os amigos macacos, com toda a minha fidelidade que a candidatura que eu apoio é Dy...

O deputado Jura não conseguia pronunciar a palavra e estava diante de um cheque-mate no xadrez colocado pelo ex-prefeito Dió, que não dizia uma palavra, mas não tirava os olhos da boca do deputado Jura, que tinha os olhos na direção da placa: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” O deputado Jura complementou:

- Como eu estava dizendo, a candidatura que tem o meu apoio no nosso grupo da macacada é a candidatura do pré-candidato Dydudi, que é um jovem empresário e nós vamos derrotar aquela jacuzada. Agora, definitivamente, a vice é Dinina?

O ex-prefeito e grande liderança Dió não deu uma palavra, mas passou um rabo de olho e um vereador alcançado pela mensagem, deu um pinote e foi dizendo:

- Não, nada disso! A vice é para alguém da jacuzada que é para a gente bater o martelo.

O deputado Jura encurralado no canto do curral, em seu melhor momento como deputado, quando tinha conseguido a sua primeira obra, o tão falado e esperado asfalto, para o seu município, depois de dez mandatos, e com o apoio e cobrança de uma pré-candidata que estava ao seu lado em todos os momentos difíceis e aprazíveis e, seu prestígio dentro do grupo dos macacos era tão pequeno que nem a vice ele tinha o direito de indicar na chapa.

- Deputado Jura! Agora que estamos conversado, seu vídeo vai viralizar na rede, fique com esse matadouro aí no seu gabinete até o mês de abril, que é quando o prefeito Marcelão tá dizendo que vai inaugurá-lo; não se preocupe não, que ele é obediente – falou um grande líder.

O Matadouro de Ipirá ficou numa situação difícil; estava sequestrado e sendo obrigado a assistir a uma reunião da macacada, onde ele observou que o deputado Jura era figura decorativa e tinha apito surdo dentro do grupo da macacada, onde era minoria. O deputado Jura olhou para o matadouro e disse:

- Seu Matadouro de Ipirá! Eles mim colocaram na parede, eu não esperava que meus amigos macacos fizessem isso comigo e eu falei o que não queria falar. E agora eu faço o quê?

O Matadouro de Ipirá como bom conselheiro foi dizendo:

- Suspenda o pedido do asfalto e jogue o jogo que V. Exa. sabe jogar, o jogo da política; V. Exa. é um cracaço nesse jogo e deve saber que no time que o ex-prefeito Dió for treinador, V. Exa. não senta nem no banco de reservas.

- Obrigado, seu matadouro! Agora, guarde segredo dessa nossa conversa, não comente para ninguém, que isso não vai ficar desse jeito, não vai não. Ô secretário! Faça-me um favor, vire esse quadro do ‘Manda quem pode...’ para a parede.  
    
Suspense: Veja que situação: a novelinha tá de correria, querendo chegar ao mês de março 20 sem nenhum capítulo em atraso. Um matadouro querendo ser obra e um prefeito querendo não ter problema! Onde vai parar uma desgraça dessa? O que é que eu tenho a ver com o desentendimento do prefeito Marcelão com o matadouro?

O término dessa novelinha acontecerá no dia que acontecer a inauguração desse Matadouro de Ipirá. ‘Inaugurou! Acabou na hora, imediatamente!’ Agora, o artista é o prefeito Marcelão, que foi grande divulgador da novelinha É de ROSCA pela FM.

Observação: essa novelinha é apenas uma brincadeira literária, que envolve o administrador e o matadouro e, sendo assim, qualquer semelhança é mera coincidência. Eles brincam com o povo e o povo brinca com eles.